Páginas

Chat


Get your own Chat Box! Go Large!
Tenham bom senso e responsabilidade com o que está sendo dito, com bom uso e principalmente, tendo em mente que TODOS deverão ser respeitados em suas diferenças, inclusive de opinião. Assim, nenhum usuário precisará ser bloqueado. O conteúdo da conversa, deve ser relacionado aos temas do blog.
É proibido o uso de nicks com nomes de Entidades, Cargos do Tipo Pai, Mãe, Ogan etc. ou Orixás, ou nicks considerados como insultuosos ou ofensivos.
É proibido insultar ou ofender qualquer utilizador deste chat. Respeite para ser respeitado.
Não informe dados pessoais na sala de chat, tais como E-mail,
Nº de telefone.
Esse tipo de informação deve ser em conversa privada com o membro, pois o Blog não se responsabiliza por quaisquer dano e/ou prejuízo.
Ao menos uma vez por semana, estarei presente e online para quem quiser conversar, compartilhar algo e/ou trocar idéias.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Não choro porque terminou, sorrio porque aconteceu...


Queridos amigos,

Nunca imaginei que este momento chegaria, apesar de vários anos já terem se passado, parece que foi ontem que cheguei nesta casa. 

Cada um de vocês, e cada um a sua maneira, marcou definitivamente a minha história, que com certeza levarei por toda a minha vida.

Foram muitos momentos que vivi nesse terreiro, uns alegres e outros nem tanto. 

Mas todos eles contribuíram para que eu crescesse não só como pessoa, mas como um ser espiritual em constante busca de aprender e me aprimorar para seguir adiante nessa seara de Deus.

Quero agradecer a todos que participaram dessa caminhada junto comigo, mas encerra-se aqui um ciclo. 

Um ciclo que começou com uma pessoa totalmente perdida nesse mundo da mediunidade, mas que foi acolhido por Dª. Terezinha e os guias da casa com tanto amor, que aos poucos fui encontrando meu caminho.

Saio daqui com o mais importante dos sentimentos, o de gratidão. 
Gratidão pela oportunidade e acolhimento quando eu mais precisava. 
Gratidão pelo apoio e participação no meu crescimento.
Que a luz e as bençãos de Deus continue ao lado de cada um de vocês.


"O destino une e separa. Mas nenhuma força é grande o suficiente para fazer esquecer pessoas que por algum motivo um dia nos fizeram felizes."

   Eduardo H. Marçal
eduhmarcal@gmail.com


domingo, 28 de maio de 2017


sábado, 27 de maio de 2017

12 tipos de Mediunidades presentes na Umbanda


1 – Psicografia

A primeira menção sobre psicografia dentro da Umbanda é de Rubens Saraceni. Com mais de 50 obras o sacerdote divide seus livros entre os que fundamentam a Umbanda em seus diversos aspectos e os romances psicografados.

Rubens iniciou um processo que ia na contramão do que se considerava “correto”. Hoje, é fácil encontrar obras de diversos autores umbandistas que psicografam romances mediúnicos, porém, nem sempre eles foram bem aceitos.

Em entrevista com a Revista Sexto Sentido, Pai Rubens Saraceni contou que quando deu início a prática de psicografar na Umbanda recebeu diversas críticas, inclusive de irmãos kardecistas, porém respondeu a elas dizendo “Médium é médium, seja de Umbanda, Candomblé ou Espiritismo, não importa a doutrina que ele siga. Eu mostrei que o dom da pessoa independe da formação religiosa e que tendo o dom, ela canaliza o que o astral quer“.

2 –  Psicometria

Pode ser entendida como a mediunidade que possibilita que o médium obtenha informações sobre a história do objeto em questão. A edição 47, da Revista Cristã do Espiritismo publicou um artigo sobre o termo, contando que o seu surgimento se deu em 1849 pelo médico norte-americano J. Rhodes Buchanan.

No texto Érika Silveira descreve a psicometria (pela visão do médico) como o método de estudo que consistia em apresentar aos pacientes objetos pertencentes ao presente ou passado de uma pessoa. “Os sonâmbulos passavam a descrever cenas relativas às épocas de existência do objeto e até mesmo o próprio caráter da pessoa a quem pertencia o objeto psicometrado” descreve Érica.

Depois disso estudiosos espíritas também se empenharam em se aprofundar no estudo desse fenômeno.

Pai Alexandre Cumino descreve no livro Médium – Incorporação não é Possessão essa projeção como “a leitura do registro astral e temporal que fica em cada objeto revelando seu histórico.”

3 – Psicofonia

Nessa modalidade o espírito se comunica por meio da fala do médium transmitindo sua mensagem. Um caso que gerou polêmica e ficou conhecido em todo o país, foi o do deputado Luiz Carlos Bassuma, que durante uma sessão solene diz ter recebido a mensagem de um espírito.  Clique aqui e assista.

4 – Xenoglossia

Resumidamente, a xenoglossia pode ser tipificada como a capacidade que o médium desenvolve de falar em línguas que nunca aprendeu ou sequer teve contato.

5 – Clariaudiência

Ouvir a voz do espírito. Pai Rodrigo Queiroz fala sobre esse dom no curso Mediunidade na Umbanda “a clauriaudiência é a capacidade de ouvir os espíritos ao vivo, você não ouve espírito no passado, nem no futuro e também não ouve coisas acontecendo fora do lugar, não tem premonidiência, nem nada disso, tem clariaudiência, que é quando um guia espiritual se aproxima de você, fala e você escuta. Escuta assim como está me escutando, isso sim é clariaudiência.”

6 e 7 –  Clariolfativo e Clarigustativo

Dom de sentir aromas e/ou gostos presentes no mundo espiritual, ou seja, que não estão materializados nesse plano.

8 – Clarividência

Esse fenômeno ocorre quando o médium consegue ter a visão do mundo astral. É uma mediunidade mais difícil de se encontrar, e às vezes há também uma confusão entre a pessoa que possui clarividência e aquele que vê “vultos” esporadicamente.

O clarividente manifesta o dom a qualquer momento, basta que esteja concentrado. Isso acontece principalmente quando a pessoa está no terreiro, o mesmo processo que ocorre a incorporação no médium.

9 –   Vidência

Nessa modalidade de mediunidade encontramos o médium que consegue conceber imagens de fatos e cenas que existem/existiram em algum lugar.

Pai Rodrigo Queiroz também explica isso no curso de Mediunidade “A vidência é quando a pessoa abre uma visão e às vezes abre-se uma tela na frente dela, semelhante a um computador, abre essa tela/janela e ela consegue enxergar uma cena e/ou situação. Um indivíduo em outro ambiente, lugar ou tempo e traduz isso, isso é vidência.”  

10 – Pictografia

Conhecido como pintura mediúnica a pictografia é o dom de pintar e produzir arte conduzido pelo espírito. Nesse ato, a entidade toma as funções motoras do médium desenvolvendo a pintura como forma de manifestação.

11 – Inspiração ou irradiação

Consiste em “escutar” mentalmente ou intuir algo, mas é importante ressaltar que difere da clariaudiência, pois nessa modalidade, como já dito, o médium escuta claramente a voz do espírito, podendo até identificar e discernir o timbre da voz de seu mentor. A inspiração é algo mais sutil.


12 – Projeção astral

Nesse tipo de mediunidade o perispírito ou a alma da pessoa se projeta para fora do corpo realizando a famosa viagem astral.

Esse desdobramento ocorre quando o espírito da pessoa tem alguma tarefa no astral e se “desliga” temporariamente do seu corpo físico para executa-la.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

No que a Umbanda Acredita?


Não é a intenção desse texto restringir a Umbanda a crenças particulares, mas sim levar ao conhecimento de todos, Umbandistas ou não, os fundamentos básicos existentes nas mais variadas formas de se ritualizar a Umbanda. Aqui iremos discorrer sobre conceitos que permeiam a religião e que estão intrinsecamente ligado aos seus fundamentos.

Somos reencarnacionistas

Acreditamos que mesmo após a morte do corpo físico nesse plano, nosso espírito continua vivo e pode voltar a encarnar em algum outro momento.

Somos espíritos que encarnamos e reencarnamos muitas vezes e em diversas culturas. Em uma vida você foi branco, negro, brasileiro, europeu, americano, foi índio em determinada tradição e isso está ali na palavra do Caboclo das Sete Encruzilhadas do dia 15 de Novembro de 1908:

“Se é preciso que eu tenha um nome, me chame Caboclo das Sete Encruzilhadas. O que você está vendo são reminiscências de outra vida em que eu fui Frei Gabriel de Malagrida, que fui queimado na Santa Inquisição por haver previsto o terremoto de Lisboa.”

Caboclo das 7 Encruzilhadas

Somos reencarnacionista na base do discurso do Caboclo.

Mediunidade 

A Umbanda é uma religião mediúnica, ou seja, entendemos que a comunicação com outros planos se dá por meio de sentidos sensoriais ao qual considera-se que todo mundo possua. Esses sentidos podem ser vividos de diversas formas como a psicografia, a psicometria, a clarividência, vidência dentre outras, sendo a mais comum aos terreiros de Umbanda a mediunidade de incorporação.

Manifestação dos Espíritos

Consideramos a mediunidade um precedente na religião e nessa comunicação contemplamos a presença dos guias espirituais – espíritos humanos que atuam na Umbanda por amor e têm como propósito a promoção do bem e da caridade espiritual.
De Caboclo à Pombagira na Umbanda, só se pratica único e exclusivamente o bem.
  

A Umbanda tem bíblia?

Não faz parte do rito umbandista a crença em uma escritura sagrada. O sagrado para a Umbanda está na Criação. A natureza é o sagrado.. os animais, as pedras, as águas, as matas, o espaço, nós somos o sagrado. É no convívio e no respeito com a criação que aprendemos o que norteia nossos princípios, porém, não temos uma cartilha descrevendo como fazer isso.


Religião sem dogmas

Não temos um livro sagrado e tampouco dogmas ou regras de comportamento a se seguir. A Umbanda é uma religião de liberdade e isso pode ser visto, no simples fato de cada terreiro ter e desenvolver seu trabalho espiritual resguardando-se em suas particularidades. Cada terreiro assim como cada gira são únicos, toda visita a uma casa de Umbanda é uma nova experiência, que não se repete e nem se iguala as outras manifestações.

Mas atenção:: não ter dogmas não significa que nessa estrutura não exista fundamentos e princípios que dão sentido a religião, mas sim que o que orienta (além dos seus ritos) a prática umbandista são regras claras e básicas de bom senso, de respeito ao próximo, de lucidez, de zelo à saúde mental, emocional, espiritual e física de nós mesmos e ainda a vida plena pautada nos princípios do amor em todas nossas ações e conduta.

Temos nossos próprios ritos, mas não vivemos engessados em regras comportamentais e ditatórias, “a moralidade que você mostra é mais importante do que a ética que você tem”.

A liberdade é o dogma mais difícil a se seguir
Pai Rodrigo Queiroz


Único Deus

A Umbanda é uma religião monoteísta, depositamos nosso culto e reverência a apenas um Deus que pode ser chamado de nomes diferentes dependendo do terreiro, mas que sempre será representado por uma só manifestação.

Um dos nomes mais comuns são Olorum, em outras vertentes pode-se encontrar Tupã, Zambi ou Olodumarê, por isso para o Umbandista Deus é o Divino Criador, a grande Consciência Cósmica que dá origem a tudo e a todos e está em tudo e em todos, inclusive nos Orixás e em nós.


Orixás

Na Umbanda também presta-se o culto aos Orixás, que de uma maneira muito simplificada são as qualidades de Deus individualizadas e manifestadas por meio dessas divindades. Os Orixás cultuados na Umbanda não são os cultuados no Candomblé ou nas religiões africanas, partilhamos de nomes, humanizações e simbolismos dos considerados Deuses Orixás do panteão africano, entretanto, para nós Ogum, Iansã, Oxóssi, Xangô…dentre outros são, cada um deles, um aspecto de Deus e não O Deus maior.


Sincretismo

Como dito anteriormente as divindades/Orixás como a essência de Deus manifestam as qualidades individualizadas do Criador e é por isso que quando pedimos por justiça por exemplo, rezamos a Xangô.

A energia que advém dele é diferente dos outros Orixás e suas vibrações trabalham no sentido do equilíbrio da vida, porém, todas essas vibrações têm origem na essência divina do criador, portanto são em si uma das “faces” de Deus.

O mesmo acontece em outras culturas e religiões que possuem diferentes representações para cada qualidade de Deus.

Por isso, a mesma divindade e/ou qualidade ao qual nós chamamos de Oxum vai se manifestar quando o católico ou o umbandista clama pelo amor que irradia de Deus. A benção pode ser solicitada em frente a uma imagem de Maria ou apenas diante de uma vela, mas a vibração sentida é a do mistério, que corresponde ao amor que emana de Deus e que para nós é Mamãe Oxum.

Entendemos Deus como único e presente em todas as manifestações de fé, porém, cada uma delas vai personificar essas manifestações de uma forma.


Jesus na Umbanda 

Na Umbanda, mais precisamente na vertente que adota os estudos de Pai Rubens Saraceni, Jesus é uma divindade fatorada (recebeu de um Orixá a sua qualidade divina) por Oxalá. E assim podemos dizer que Cristo histórico é um filho de Oxalá.

Jesus na Umbanda é a luz solar, é a moral, o norte comportamental, a história de vida em qual nós podemos nos espelhar. São as manifestações de amor de Jesus que nos interessa e por isso que na grande maioria dos terreiros ele está representado de braços abertos e no lugar mais alto do Congá.

É a fé – mistério dessa manifestação – que justifica a existência de tudo. A partir do momento que você deposita fé em algo ela se torna realidade, por isso, dentro dessa hierarquia o mistério (fé) que a representação de Jesus emana está no alto e em primeiro lugar também nas 7 linhas de Umbanda.

Jesus portanto não é um ser humano que encarnou e reencarnou diversas vezes até atingir esse grau de evolução, como acreditam algumas crenças espíritas, mas uma divindade que se humanizou para usufruir da vida em terra.

Não é Oxalá Maior, mas um ser de outra natureza e realidade que se materializou e veio a esse plano e este sim podemos dizer que em missão, de trazer seus ensinamentos e legado ao qual a Umbanda reconhece e reverência.

Umbanda é religião, inclusive por excelência A religião brasileira e sendo assim só pode praticar e disseminar o bem, o contrário disso NÃO é Umbanda.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Dança Cigana


A dança cigana é mágica, é ela que reflete a alegria de um povo, que faz fluir a mais bela e elevada vibração energética e ainda traz consigo mistérios através dos passos e dos movimentos e instrumentos. .  

DANÇA DO LEQUE:  Dança do elemento ar que representa o amor, a sensualidade e a limpeza, representa sedução, romantismo e poder. O leque passeia há séculos nas mãos das mulheres, mas seu uso prático pouco tem a ver com os aspectos valorizados pela cigana ao dançar. Da maneira que se abre pode representar as fases da lua e da mulher, seus reais desejos ou apenas o que quiser demonstrar; é um poderoso instrumento de limpeza energética, magia para a cura e sedução. Sendo assim, está constantemente nas mãos espertas de uma cigana, atraindo a atenção para seu mistério e poder. O leque é mais característico nas danças “kalóns”, mas pelo seu encanto as mulheres que gostam, usam-no sempre que podem na sua dança.

DANÇA DA ROSA: Elemento terra. Representa o amor, a beleza, a conquista, sedução e a sensualidade. A rosa é a beleza interior e a beleza exterior. A rosa vermelha na boca que os ciganos costumam levar em suas danças – presa entre os dentes – levam para presentear a mulher que está envolvida na dança. As alianças para os ciganos são simbolizadas por duas rosas vermelhas, em seus casamentos.

DANÇA DAS FITAS COLORIDAS: Elemento água representa as lágrimas de alegria e tristeza derrubadas pelo povo Cigano. Não o lamento, mas também a comemoração. Representa a limpeza, alegria e infantilidade. Dançar com fitas é quase uma brincadeira de criança, alegra qualquer tipo de ambiente, festeja os nascimentos e casamentos, os movimentos das fitas rodopiantes manifestam o ritmo da vida e a alegria de fazer parte dela. As fitas são mais utilizadas nos ritmos “rons”, porém conforme o que se quer passar a dança se adéqua a qualquer ritmo alegre.

DANÇA DO VÉU: representa o elemento ar e expressa a leveza do corpo e a sensualidade.

DANÇA DAS TOCHAS: Mostra a fúria e o poder do fogo através das tochas acesas que reverenciam este elemento. Representa a purificação e a limpeza pelo fogo. Neste caso específico, pode também ser utilizado um candelabro pela dançarina.

DANÇA DO PANDEIRO: Dança dos quatro elementos, denota a alegria e sugere uma festa. Serve também para purificar o ambiente. O pandeiro traz a alegria do sol, saudando-o com inúmeras fitas coloridas, representando seus raios protetores e vivos. Como todo instrumento que faz barulho, ele tem como função expulsar os maus espíritos ou energias negativas, abrindo caminho para o povo festejar. Sua mensagem é mover, transformar o que está parado em ritmo, revigorar o nosso corpo com a alegria e o calor da dança, assim como o sol faz conosco. O uso das fitas, pode ter nascido como um calendário para marcar eventos importantes e a idade; para saudar a chegada da primavera; para representar através das cores das fitas pedidos ou bênçãos. É mais utilizado nas danças do grupo Rom, acompanhando violinos e outras percussões, é preciso habilidade e conhecimento dos ritmos utilizados.

DANÇA DOS SETE VÉUS: Para os ciganos essa dança representa uma despedida de solteiro. E os véus coloridos representam as sete cores do arco-íris, simbolizando o amor e a sensualidade. As cores dos véus representam os quatro elementos.

DANÇA DO PUNHAL: Elementos ar e terra. Significa lutas, disputas, fúria e pode simbolizar a limpeza do ambiente e do corpo. Representa o corte, a força e a limpeza.

DANÇA DOS QUATRO ELEMENTOS: Feita com representações dos quatro elementos como: Vela, incenso, jarro d’água e sal. Significa magia e limpeza do ambiente. Normalmente é dançada contando com 04 dançarinas. As vestes lembram os nômades do deserto.

DANÇA DA ESPADA: Elemento ar e terra. Representa luta, guerreira, batalhadora. Usa-se movimentos semelhantes aos movimentos do punhal.

DANÇA COM ECHARPE OU LENÇO: Representa união, casamento e amor. O lenço também é utilizado para a prova da virgindade. O lenço é encantador seguro delicadamente nos dedos da cigana, envolvendo-a de mistério e aos poucos revelando sua beleza e poder. Ao dançar com o lenço, seus desejos, sentimentos e sonhos são movidos pelo deslizar do lenço pelo ar, no transe da música, livre como o vento e infinito como o céu. O lenço também transforma e limpa o ambiente, pode representar pedidos ou coisas da vida que queremos mudar ao dançar. É uma das danças ciganas femininas mais belas, por isso pode ser encontrada de várias formas nas danças de todos os grupos ciganos. Também neste caso podem ser utilizados lenços decorados com moedas douradas ou fitilhos, dando um ar de prosperidade aos movimentos executados.

DANÇA DO XALE: representa o mistério e a magia do elemento fogo. Dançar com o xale representa agradecer todas as dádivas ao criador, a sua força, o poder de ser mãe, o poder de seduzir o seu amor e também proteção e família. É usar toda poesia, força e magia. Nunca deixe outra pessoa pegar o xale, não derrubar, pois ele é a sua essência feminina. Enfim, dançar com o xale é agradecer, exibir e proteger suas estrelas.”