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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ser humilde

                                                      
Era uma vez um jovem. Ele sabia que, se fosse humilde, seria uma pessoa melhor, mais feliz e mais conectada a Deus e ao sagrado. Um dia, esse jovem foi a um mosteiro e perguntou a um velho sábio que lá vivia:
- Sábio, o que devo fazer para me tornar uma pessoa humilde?
- Se quiser realmente encontrar essa resposta, deve ir ao cemitério e criticar os mortos – disse-lhe o sábio.
Sem questionar, o jovem foi ao cemitério e pôs-se a criticar os mortos.
Depois, voltou à presença do sábio, que lhe disse:
- O que os mortos fizeram diante de suas críticas?
- Nada. Não aconteceu absolutamente nada enquanto eu os criticava – respondeu o jovem.
- Muito bom – disse o sábio. - Agora você deve voltar ao cemitério e elogiá-los bastante.
Novamente, seguindo a orientação do sábio, o jovem foi ao cemitério e passou várias horas elogiando os mortos.
Depois, voltou à presença do sábio, que lhe perguntou:
- O que os mortos fizeram diante de seus elogios?
- Nada. Não aconteceu absolutamente nada enquanto eu os elogiava – respondeu o jovem.
Então, o sábio disse-lhe:
- Se quiser ser um homem humilde, vai precisar aprender a reagir como os mortos reagiram aos elogios e às críticas que você lhes fez. Ou seja, deve manter-se indiferente perante elogios ou críticas, mantendo, porém, a capacidade de perceber a verdade que pode existir na crítica e nos elogios sem deixar que isso lhe traga sofrimento ou soberba.

                                                                                               

Que Deus nos abençoe sempre.

Oito anos sem Chico Xavier...



                                                                     
Como hoje, dia 30, faz oito anos que desencarnou Chico Xavier, não poderia deixar de falar sobre esse grande médium, também exemplo de persistência, fé, dedicação, desapego e amor.
Vale lembrar que um desejo de Chico era desencarnar em um dia em que o país estivesse em festa, envolvido por muita alegria. Pois bem, Chico fez sua passagem no mesmo dia em que o Brasil ganhava a copa mundial de futebol. Será coincidência?
Para não ficar batendo na mesma tecla e falando o que todos já sabem, coloco aqui um trecho do livro “Na Próxima Dimensão” de Carlos Alberto Baccelli que fala como foi a passagem para o mundo espiritual desse tão iluminado ser. Vejam que bonito, que festa, que clima de missão cumprida. Realmente nos faz ver que todo o trabalho aqui realizado faz feliz muitos e muitos espíritos que, como nós, também trabalham bastante em favor do bem. Aproveitem a leitura!
“No Mundo Espiritual, nosso irmão Lilito Chaves veio ao nosso encontro e anunciou o que, desde algum tempo, aguardávamos com expectativa: a desencarnação do médium Francisco Cândido Xavier, o nosso estimado Chico. O acontecimento nos impunha rápidas mudanças de planos, improvisamos uma excursão à Crosta para saudar aquele que, após cumprir com êxito a sua missão, retornava à Pátria de origem. Assim, sem maiores delongas, Odilon, Paulino e eu, juntando-nos a uma plêiade de companheiros uberabenses desencarnados, rumamos para Uberaba no começo da noite daquele domingo, dia 30 de junho. A caminho, impressionava-nos o número de grupos espirituais, procedentes de localidades diversas, do Brasil e do Exterior, que se movimentavam com a mesma finalidade.
Todos estávamos profundamente emocionados e, mais comovidos ficamos quando, esta­cionando nas vizinhanças do “Grupo Espírita da Pre­ce”, onde estava sendo realizado o velório, com o corpo exposto à visitação pública, observamos uma faixa de luz resplandecente que, pairando sobre a humilde casa de trabalho do médium, a ligava às Esferas Superiores, às quais não tínhamos acesso. Conversando conosco, Odilon observou:
- Embora, evidentemente, já desligado do corpo, nosso Chico, em espírito, ainda não se ausentou da atmosfera terrestre; os Benfeitores Espirituais que duran­te 75 anos com ele serviram à Causa do Evangelho estarão com certeza à espera de ordens superiores para conduzi-lo a Região Mais Alta… De nossa parte, permaneçamos em oração, buscando reter conosco as lições deste raro momento.
Aproximando-nos quanto possível, notamos a for­mação de duas filas imensas constituídas de irmãos en­carnados e desencarnados que reverenciavam o companheiro recém-liberto do jugo opressor da matéria: eram espíritos, no corpo e fora dele, extremamente gratos a tudo que haviam recebido de suas mãos, a vida inteira dedicadas à Caridade, na mais fiel vivência do “amai­-vos uns aos outros”. Mães e pais que por ele haviam sido consolados em suas dores; filhos e filhas que pude­ram reatar o diálogo com os genitores saudosos escre­vendo-lhes comoventes páginas do Outro Lado da Vida; famílias desvalidas com as quais repartira o pão; doen­tes que confortara agonizantes em seus leitos; religiosos de todas as crenças que respeitosos, lhe agradeciam o esforço sobre-humano em prol da fé na imortalidade da alma…

Não registramos nas imediações, é bom que se diga, um só espírito que ousasse se aproximar com intenções infelizes. Os pensamentos de gratidão e as preces que lhe eram endereçadas formavam um halo de luz protetor que tudo iluminava num raio de cinco quilômetros; po­rém essa luz amarelo-brilhante contrastava com a faixa de luz azulínea que se perdia entre as estrelas no firmamento. A cena era grandiosa demais para ser descrita e desafiaria a inspiração do mais exímio gênio da pintura que tentasse retratá-la. Uma música suave, cujos acor­des eu desconhecia, ecoava entre nós sem que pudés­semos identificar de onde provinha, como se invisível coral de vozes infantis, volitando no espaço, tivesse sido treinado para aquela hora. Espíritos mais simples que passavam rente comen­tavam:
- “Este é um dos últimos… Não sabemos quando a Terra será beneficiada novamente por um espírito de tal envergadura” ; “Este, de fato, procurava viver o que pregava” ; “Quem nos valerá agora?”; “Durante muitos anos, ele matou a fome da minha família…; “Lembro-me de que, certa vez, desesperado, com a ideia de suicí­dio na cabeça, eu o procurei e a minha vida mudou”; “Os seus livros me inspiraram a ser o que fui, livrando-me de uma existência medíocre”; “Quando minha avó morreu, foi ele quem pagou seu enterro, pois, à época, éramos totalmente desprovidos de recursos”; “Fundei minha casa espírita sob a orientação de Chico Xavier, que recebeu para mim uma mensagem de incentivo e de apoio”; “Comigo foi diferente: eu estava doente, de­senganado pela Medicina, ele me receitou um remédio de Homeopatia e fiquei bom”…
Os caravaneiros não cessavam de chegar, todos portando flâmulas e faixas com dizeres luminosos; creio sinceramente que, em nosso Plano jamais houve uma recepção semelhante a um espírito que tivesse deixado o corpo após finda a sua tarefa no mundo; com exceção do Cristo e de um ou outro luminar da Espiritualidade, ninguém houvera feito jus ao aparato espiritual que se organizara em torno do desenlace de Chico Xavier. Com dificuldade, logrando adentrar o recinto do “Grupo Espírita da Prece”, reparamos que uma comis­são de nobres espíritos, dispostos em semicírculo, todos trajando vestes luminescentes, permanecia, quanto nós mesmos, em expectativa.
A tarefa de Chico Xavier – explicou Odilon emocionado – não tem fronteiras, raras vezes a Espiritualidade conseguiu tamanho êxito no campo do intercâmbio mediúnico. No entanto, a força que o sus­tentava nas dificuldades vinha de Cima pois, caso con­trário, teria sucumbido às pressões daqueles que, encarnados e desencarnados, se opõem ao Evangelho. Chico, por assim dizer, ocultou-se espiritualmente em um cor­po franzino e deu início ao seu trabalho, sem que praticamente ninguém lhe desse crédito; quando as trevas o perceberam, já havia atravessado a faixa dos vinte de idade e em franco labor, tendo pronto o “Parnaso de Além-Túmulo”, a obra inicial de sua profícua e excelente atividade psicográfica. Estávamos todos profundamente emocionados.
A multidão, dos Dois Lados da Vida, não parava de cres­cer e, assim como no Plano Físico os policiais cuida­vam da organização, na Dimensão Espiritual em que nos situávamos, Entidades diversas haviam sido encarregadas de disciplinar a intensa movimentação, sem que nenhum de nós se sentisse encorajado a reclamar qualquer privilégio com o propósito de uma maior aproxi­mação. Quase todos nós conservávamos em atitude de profundo silêncio e de reverência. Olhando-me, significativamente, Odilon comentou:
- Quantas bênçãos a vida e a suposta morte de um verdadeiro homem de bem pode espalhar! Quantos não estarão sendo motivados à renovação íntima ante o episódio da desencarnação do nosso Chico! Ele que, no corpo, descerrou caminhos para tanta gente, ao dei­xar a vestimenta física prossegue orientando com os seus exemplos os que se desnortearam além da morte. Faz-me recordar o que disse Jesus, no capítulo 12, versículo 24 das anotações de João: “Se o grão de tri­go, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto”…
                                                                                            

Lenda de Exu

                                                                                                         


Exu sempre foi ranzinza e encrenqueiro, adorava provocar confusões e fazia brincadeiras que deixavam a todos confusos e irritados. Certa manhã acordou desalentado, afinal quem era ele? Não fazia nada, não tinha poder algum, perambulava pelo mundo sem ter qualquer motivação. Isso não estava correto. Todos os orixás trabalhavam muito e tinham seus campos de atuação bem definidos e para ele nada fora reservado. Essa injustiça ele não iria tolerar. Arrumou um pequeno alforje e colocou o pé no mundo. Iria até o Orun exigir explicações. Depois de muito andar, finalmente chegou ao palácio de Olorun. Tudo fechado. Dirigiu-se aos guardas do portão e exigiu uma audiência com o soberano. Eles riram muito. Quem era aquele infeliz para vir ali e exigir qualquer coisa. Exu ficou enfurecido nem os guardas daquela porcaria de palácio o respeitavam. Passou então a gritar impropérios contra o grande criador. Imediatamente foi preso e jogado em uma cela onde ficou imaginando como sair daquela situação. Já estava arrependido de ter vindo, mas não daria o braço a torcer. Iniciou novamente a gritaria e tanto barulho fez que Olorun decidiu falar com ele. Exu explicou o que o trazia ali, falou da injustiça que se achava vitima e exigiu uma compensação. Pacientemente o pai da criação explicou que todos os orixás eram sérios e compenetrados, mas que ele, Exu, só queria saber de confusões e brincadeiras. Então como ousava tentar se igualar aos companheiros? Que fosse embora e não o aborrecesse mais.
Ah! então era assim? Não prestava para nada? Era guerra? Resolveu fazer o que mais sabia. Comer! Todos sabiam de sua fome incontrolável desde o nascimento. Desceu do Orun e começou a atacar os reinos dos orixás. Comeu as matas de Oxóssi. Bebeu os rios de Oxum. Palitou os dentes com os raios de Xangô. O mar de Iemanjá era muito grande e ele foi bebendo aos poucos. A terra tornou-se árida e prestes a acabar. Por conta disso todos os orixás correram ao palácio em completo desespero. Exu imediatamente foi preso e arrastado novamente até o Orun, desta vez, porém, sentia-se vitorioso. Exigiu ser tratado com respeito e assumir um lugar no panteão divino. Se assim não fosse, nada devolveria e comeria o restante do mundo. Foi feita então uma reunião para se resolver o grande problema. Olorun não poderia julgar sozinho, todos que ali estavam tinham muito a perder. Depois de muita discussão chegaram a um consenso. Exu seria o mensageiro de todos eles, o contato terreno entre os homens e os deuses. Ele gostou, mas ainda perguntou: - E vou morrer de fome? - Nova discussão. Decidiram então que todos os orixás que recebessem oferendas entregariam uma parte a ele. Exu saiu satisfeito, agora sim tinha a importância que merecia, desceu cantarolando e devolvendo pelo caminho tudo que tinha comido. E a paz voltou a terra, mas ficou o recado: Com Exu ninguém pode!


                                                                                                         

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cada um tem a sua cruz

                                                               
Um dia um homem reclamava de sua vida, relamava de tudo e de todos, um dia enfurecido raclamou até de Deus. Assim ele ganhou a oportunidade de falar com Oxalá.
Chegando ao céu o homem foi logo reclamar que todas as pessoas tinham sorte e ele teria vindo a terra apenas para sofrer, que sua cruz era muito pesada. Então Jesus disse ao homem que deveria entrar naquela sala e que deixasse sua cruz na porta, e que teria a oportunidade de escolher qualquer uma. Assim o homem se dirigiu a sala.
Ao adentrar o local o homem deixou sua cruz e notou que naquela sala encontrava-se milhares de cruzes, nenhuma igual a outra.
Então o homem pegou a primeira e pos no ombro, mas seus joelhos quase quebraram com tamanho peso tinha aquela cruz, pegou ainda uma outra que nem aguentou levanta-lá do chão, o homem foi de encontro a outra que por ser de uma madeira tão fina se quebrou com o toque rude de suas mãos, viu ainda uma bem pequena, mas ficou com vergonha de aceitar aquela minúscula cruz. Bem passada várias horas, após homem experimentar muitas e muitas cruzes, ele pôs uma em seu ombro e ele sentiu que o peso daria certinho para ele carregar, que a curvatura daquela cruz se encaixou ao seu ombro.
O homem então deixou o recinto e disse a Oxalá:
-Pai encontrei! Essa cruz consigo carregar certinho.
Então o homem recebeu a autorização de voltar a terra, mas o homem estava tão cego que não notou que aquela cruz era aquela que o homem tinha deixado na porta com o seu nome gravado.
Cada um tem sua cruz pra carregar, e não reclame da sua pois há outras mais pesadas.
e como diria Adoniram Barbosa " Deus dá o frio, conforme o cobertor"
                                                                         

Roupa Branca

                                                                     

Hoje a postagem é sobre o uso da cor branca na vestimenta dos mediúns.
Dentre os principios da Umbanda,um dos elementos de grande significancia e fundamento,é o uso da roupa branca.A cor branca é um dos maiores simbolos de unidade e fraternidade ja utilizados.A roupa branca transmite a sensação de assepsia,calma,paz espiritual,serenidade e outros valores de elevada estirpe.A cor branca contem dentro de si todas as demais cores existentes.
Portanto,a cor branca tem sua azão de ser na Umbanda,pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás,sendo que Oxalá,que tem a cor branca como representação,supervisiona os Orixás restantes.A roupa branca usada pelos médiuns,não dará oportunidade às pessoas que adentram um terreiro,etc...de saber qual o nível social,cultural,intelectual dos médiuns que fazem parte do mesmo,pois o branco significa IGUALDADE.Essa roupa branca,é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado.Devem ser conservadas limpas,bem cuidadas,devem estar sempre longe do contato direto com as forças deletérias,devem estar dentro do vestiario do terreiro ou em casa sendo lavadas.Quando essas roupas ficam velhas,estragadas,jamais deve-se jogar fora ou dar,deverá ser despachada,pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.Nunca se deve vir vestido de casa,e sim, vestir suas roupas brancas,pois se voce vai trabalhar sem o banho e com roupas que andou pelas ruas,tento o médium quanto as roupas estão impregnados de cargas fluidico-magnéticas negativas,que por conseguinte interferema no campo aurico e perispiritual do médium.Portanto,tomar o banho e vestir as roupas brancas é de grande importancia.Além disso,o branco é uma cor relaxante,que induz o psiquismo à calma e à tranquilidade.
Em 16 de novembro de 1908, data da anunciação da Umbanda no plano físico e também ocasião em que foi fundado o primeiro templo de Umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade anunciadora da nova religião, ao fixar as bases e diretrizes do segmento religioso, expôs, dentre outras coisas, que todos os sacerdotes (médiuns) utilizariam roupas brancas. Mas, por quê?.Teria sido uma orientação aleatória, ou o reflexo de um profundo conhecimento mítico, místico, científico e religioso da cor branca? No decorrer de toda a história da Humanidade, a cor branca aparece como um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. Nas antigas ordens religiosas do continente asiático, encontramos a citada cor como representação de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade superior. As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os brâmanes tinham como símbolo o Branco, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes. Os antigos druidas tinham na cor branca um de seus principais elos do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos. O próprio Cristo Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia. Nas guerras, quando os adversários, oprimidos pelo cansaço e perdas humanas, se despojavam de comportamentos irracionais e manifestavam sincera intenção de encerrarem a contenda, o que faziam? Desfraldavam bandeiras brancas! O que falar então do vestuário dos profissionais das diversas áreas de saúde. Médicos, enfermeiros, dentistas etc., todos se utilizando de roupas brancas para suas atividades. Por quê? Porque a roupa branca transmite a sensação de assepsia, calma, paz espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe. Se não bastasse tudo o que foi dito até agora, vamos encontrar a razão científica do uso da cor branca na Umbanda através das pesquisas de Isaac Newton. Este grande cientista do século XVII provou que a cor branca contém dentro de si todas as demais cores existentes. Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de sua estrutura cósmico-astral todas as demais irradiações (Oxossi, Ogum, Xangô, etc.).A implantação desta cor em nossa religião, não foi fruto de opção aleatória, mas sim pautada em seguro e inequívoco conhecimento de quem teve a missão de anunciar a Umbanda.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vacina contra a depressão

                                                     


Lendo e estudando sobre a depressão trazemos aqui uma súmula dos meios de prevenir essa patologia, mais mental do que física, que traz sérios prejuízos para a vida social e espiritual do ser humano.

Citamos vários itens que podem evitar a depressão:

RELIGIOSIDADE
O estudo de uma religião esclarecida traz a conformação, o sentimento de fraternidade e perdão. Ajuda a aceitação de doenças, deficiências e morte de entes queridos. Sabendo que tudo é temporário e que nenhuma dor, carência, deficiência ou doença é eterna, torna-se mais fácil a vivência na terra.

PERDA DO ORGULHO
A criatura com orgulho acentuado possui muita abertura para a depressão. Ofende-se facilmente, isola-se das pessoas com quem não se afina e sente-se vítima do mundo sem nunca praticar a auto análise necessária para um maior entendimento das situações. A humildade não nos dá brechas para ofensas ou mágoas inúteis.

PERDA DO EGOCENTRISMO
Pessoas muito centradas em si mesma, sofrem demasiadamente quando não recebe atenção que acha que merece. Criança ou jovem muito mimados não conseguem aceitar a indiferença do mundo aos seus desejos. Esta é uma das grande causadora dos estados depressivos.
Quando direcionamos nossas atenções aos outros sentimo-nos felizes ao sermos úteis e esquecemos das próprias dores.

TRABALHO
A mente ocupada num trabalho que traz prazer e recompensa ( mais emocional do que financeira) não dá abertura para se deprimir.

OTIMISMO
Um dos melhores fatores antidepressivo é o otimismo, porque a criatura observa o mundo que a rodeia de forma sempre positiva o que impede que nasçam, em si, focos de baixo astral, que gera a depressão.

PERDÃO
O ato de perdoar não é apenas uma recomendação religiosa, é mais uma atitude terapêutica e preventiva contra males maiores do que o mal recebido. O esquecimento do mal é atividade de um coração generoso.
Perdoar a si mesmo é entender que errar faz parte do crescimento, é aceitar a sua condição humana.

ACEITAÇÃO
Aceitar o que é inevitável na vida, como a morte de um ser querido,perda da juventude; deficiência física ou invalidez. Também mudança de nível social, de ambiente etc. A aceitação é também compreensão que tudo que acontece ao nosso redor é instrumento para amadurecimento espiritual.


Quem possui muita fé em si mesmo e em Deus possui a maior vacina contra a depressão pois ela é o oposto de todos os sintomas que trazem a doença.
Enfim, todo sofrimento do homem tem origem no afastamento de sua luz interior. Quando Deus fica longe de nossa vida, ficamos afastados da alegria de viver.
                   
Que Deus nos abençoe sempre.

Falar menos

                                                   

Certa vez, uma jovem foi ter com o bom homem, São Filipe Neri, para confessar seus pecados. Ele já conhecia muito bem uma de suas falhas: não que ela fosse má, mas costumava falar dos vizinhos, deduzindo histórias sobre eles. Essas histórias passavam de boca em boca e acabavam fazendo mal – sem nenhum proveito para ninguém.
São Filipe lhe disse:
– Minha filha, você age mal falando dos outros; tenho que lhe passar uma penitência. Você deverá comprar um saco de penas no mercado e depois caminhar para fora da cidade. Enquanto for andando, deverá pegar as penas e ir espalhando-as. Não pare até ter jogado todas as penas. Quando tiver feito isso, volte e me conte.
Ela pensou com seus botões que era mesmo uma penitência muito singular! Mas não objetou. Comprou o saco de penas, saiu caminhando e jogando as penas, como ele lhe dissera. Depois, voltou e reportou a São Filipe.
– Minha filha – disse o Santo –, você completou a primeira parte da penitência. Agora vem o resto.
– Sim, o que é, padre?
– Você deverá voltar pelo mesmo caminho e catar todas as penas.
– Mas, padre, é impossível! A esta hora, o vento já as espalhou em todas as direções. Posso até conseguir algumas, mas não todas!
– É verdade, minha filha. E não é isso mesmo que acontece com as palavras tolas que você deixa sair da sua boca? Não é verdade que você inventa histórias que vão sendo espalhadas por aí, de boca em boca, até ficarem fora do seu alcance? Será que você conseguiria segui-las e cancelá-las, se desejasse?
– Não, padre.
– Então, minha filha, quando você sentir vontade de dizer coisas indelicadas sobre as pessoas, feche os lábios. Não espalhe essas penas maldosas pelo seu caminho pois nunca mais poderá recolhe-las.

Do livro: O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral
William J. Bennet - Ed.Nova Fronteira

Que Deus nos abençoe sempre.

Marmoteiro...


                                                                                         

Marmoteiro é o termo utilizado nas religiões afro-brasileiras para denominar pessoas que se dizem sacerdotes aptos e só ludibriam as pessoas que o procuram, em outras palavras é o próprio charlatão. Podem ser denominados marmoteiros tanto o babalorixá  ou Iyalorixá  do candomblé  que tenham todas suas obrigações em dia, como também pai-de-santo  e mãe-de-santo de Umbanda, Quimbanda, Macumba, Umbandomblé, que se dizem capacitados a resolver todos os problemas do ser humano. Também estão incluídos os esotéricos, místicos, cartomantes, adivinhos, benzedeiras, quiromantes, tarólogos, pastor evangélico, padres que prometem o que não podem cumprir.
A palavra marmoteiro também é usada como marmota ou marmotagem.
A palavra marmotagem refere-se ao ato incorreto ou indevido praticado pelo marmoteiro. Outras palavras também podem ser associadas ao marmoteiro: trambiqueiro, kosibetó, bequeiro, vigarista, safado, inventor de moda, e muitos outros.
Dentre as promessas destacamos a seguinte:
    * Trago seu amor de volta em sete dias;

sábado, 26 de junho de 2010

Kiumbas ou Quiumba

                                                                                           
 

Kiumbas ou Quiumba, são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente).
Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.
Este baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados.
Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os Kiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.
Os Kiumbas, por não terem leis nem regras, podem se manifestar dentro de uma corrente de Umbanda, cadomblé e demais, quando a conduta for deturpada pelo médium, podendo inclusive tomar o lugar do Exú Guardião de um médium de má conduta mediúnica.
É comum médiuns que trabalham com magia negra, feitiçarias e afins terem afastadas as suas próprias entidades, que atuam somente nas leis de DEUS, e serem substituídas por pseudo-entidades que se apresentam como se fossem as suas entidades, mas são Kiumbas.
Mediunicamente, quando um Kiumba assume a frente da mediunidade de uma pessoa, devido a sua má postura e opção pelo mal propriamente dito, a vida desta pessoa tende a envolver-se de doenças, rebeldias, vícios, deturpação sexual, aversão social e intolerância ao meio, afundando-se em trevas de seus próprios desejos e vaidades.

Banhos

                                                                                                     

A água é fundamental para a saúde e a vida. Não é de hoje que seus efeitos terapêuticos são conhecidos. Segundo a medicina tradicional da Índia, a água possui um tipo de energia vital chamada “prana”, que também é encontrada nos outros elementos: Terra, Ar e Fogo. Entre as qualidades do prana está a capacidade de energizar o organismo, tornando-o mais saudável e vibrante.
Também na Roma Antiga, balneários e termas ganharam um lugar de desta que na vida e na saúde dos cidadãos. O Japão também tem sua tradição quanto à água nos banhos de ofurô.
A água quando ingerida já traz inúmeros benefícios para o corpo: ajuda a desintoxicar, estimula os rins e hidrata o organismo. Agora, imagine a água adicionada a algumas ervas: o efeito é maior e ainda por cima cura dores, distúrbios gerais da saúde, traumatismos, além de atuar no lado emocional.
Os banhos são especialmente importantes antes de se fazer qualquer tipo de ritual… desde um simples feitiço ou meditação até a comemoração de um Sabbat.
O ideal para banhos é ter uma banheira para deitar e relaxar, mas como isso nem sempre é possível, você pode jogar o banho aos poucos no corpo inteiro ou utilizar uma bacia grande.

Confira agora os diversos tipos de banhos que curam o corpo e a alma.

Banho da Vitalidade – Com o baixo ventre imerso em água morna erva-doce, faça movimentos suaves na região inferior ao umbigo, de cima para baixo e da direita para a esquerda, com uma pequena toalha encharcada, durante 20 minutos.

Renovar as energias – Pegue um jarro de vidro transparente ou uma garrafa e encha com um litro de água. Acrescente 10 folhas de hortelã picadas, 4 cravos-da-índia moídos, pétalas de uma rosa vermelha. Deixe no sol por uma hora e depois misture a 3 litros de água. Jogue o preparado desde a cabeça.

Para insônia – Coloque numa bacia água na temperatura ambiente. Entre na água e vá acrescentando água gelada até chegar numa temperatura de 8 a 15 graus. Fique de 2 a 5 minutos com a água cobrindo até o umbigo, depois saia da bacia e mergulhe os pés numa outra vasilha com água quente, em torno de 40 graus. Este banho vai ativar a circulação e ajudar a relaxar. Após o banho, agasalhe-se bem.

Aliviar cãibras – Pegue duas bacias: em uma coloque água fria, na outra, quente. Vá mergulhando as mãos ba água fria e depois na quente. Este banho produz efeito não apenas na região onde á aplicado, mas em todo o organismo.

Mal-estar de gripe – Dentro de um jarro de vidro ou garrafa com um litro de água, coloque casca de maçã picada, folhas de erva-cidreira frescas e pétalas de uma rosa branca. Deixe no sol por uma hora e depois junte a 3 litros d’água e banhe-se do pescoço para baixo.

Dores nas costas – Aqueça a água de 35 a 37 graus. Entre numa bacia e com uma vasilha, vá jogando o líquido do pescoço para baixo. Vá fazendo massagens com folhas de hortelã no baixo ventre.

Combater cansaço físico e mental – Aqueça a água na temperatura em que aguente ficar com os pés dentro dela. Jogue um punhado de sal grosso e folhas de alecrim. A água tem que ficar até os tornozelos. Enxugue depois e não tome friagem nos pés.

Revitalizante da pele – Cozinhe durante 20 minutos, em 2 litros de água, 250g de gérmen de trigo cru. Tome banho normalmente e depois jogue a mistura sobre o corpo. Deixe agir por 40 minutos e tome outro banho com água morna. Esse banho é rico em vitamina E, que ajuda no embelezamento da pele.

Amaciante da pele – Junte 5 litros de água morna, 2 colheres (sopa) de farelo de aveia e 1 xícara (chá) de carqueja. Mexa bastante até que todos os ingredientes fiquem bem misturados. Derrame tudo na bacia e fique em imersão durante 15 minutos. Enquanto espera, esfregue com uma bucha natural todo o corpo, dando mais atenção aos cotovelos e joelhos. Depois é só enxaguar.

Banho Relaxante
– Faça um chá com um litro de água e 1 colher (sopa) de tília. Tome seu banho normal e depois derrame o chá por todo o corpo. Espere 5 minutos e seque o corpo suavemente. Não é preciso enxaguar.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Auto-Demanda

                                                                               

 
Passeando pela internet, encontrei um texto muito interessante com o nome de "Doutrina da Demanda", eu gosto de chamar de demandar contra si mesmo, ás vezes ficamos preocupados de recebermos demandas, mas afirmo a todos os irmãos que nosso maior inimigo é nós mesmos, antes de fazermos qualquer tarefa já pensamos "Não consigo" isso cria uma barreira e realmente fica mais díficil concluimos aquela tarefa isso é demandar contra si mesmo.
Bem leiam o texto da Auréa de Oliveira que é muito legal.
Temos na Umbanda uma “Doutrina de Demanda”, ou seja, qualquer problema que a pessoa esteja passando é visto como sendo uma demanda e muitas vezes é esquecida a responsabilidade da pessoa envolvida.Vejamos:
No Kardecismo tudo é encarado como um carma, (do sânscrito, ação), ou seja , resultado de nossas ações passadas, as vezes mal entendidos, como se fosse uma conta bancária que temos que saldar, e de qualquer forma a pessoa entende a sua responsabilidade.
No Budismo todo sofrimento é visto como uma ilusão decorrente do apego à matéria onde se entende que a pessoa tem a responsabilidade de se desapegar da matéria para livrar-se do sofrimento.
No Judaísmo, o ser reconhece os seus pecados e muitas vezes usa um “Bode Expiatório” para livrar-se dos erros por ele cometido, o “Bode” simboliza o sacrifício e mais do que isso, o auto-sacrificio para alcançar a absolvição.
No Catolicismo nascemos predestinados e podemos melhorar nossa situação, reconhecendo os nossos pecados, “Somos Todos Pecadores”, pedindo perdão e rezando para obter a absolvição e no catolicismo não há sacrifício animal, pois Jesus o “Ultimo Cordeiro”, dando seu “Sangue Por Nós” tendo assim o dom do perdão.
No Taoísmo o Tão é o Tudo, é o equilíbrio. O sofrimento vem quando a pessoa luta contra a sua natureza, quando age de forma antinatural, quando deixa de seguir o rumo do rio e a responsabilidade é assumida por reconhecer que está vivendo sem equilíbrio, a busca pelo “caminho Novo”, é algo que deve ser alcançado pelo ser.
Na Umbanda vivemos a “Doutrina da Demanda” que muito nos tem prejudicado, pois as pessoas tem esquecido as suas responsabilidades.Se analisarmos a maioria das demandas são feitas por nós mesmos com nossos comportamentos desregrados.Na “Doutrina da Demanda”, quando um filho de Fé não consegue resolver seus problemas, ele põe a culpa na Religião e se afasta dela, como se a Religião fosse uma fabrica de milagres ou como se os Guias fossem “Deus” que tudo podem.Vamos assumir a responsabilidade por nossa situação e lembrar que o melhor que a Religião nos oferece não são milagres de solução material, mas de “Reforma Intima”.Dêem um basta á “Doutrina da Demanda”, expliquem aos médiuns e consulentes que podemos sim, limpa-los, desobsediá-los, quebrar demandas e encaminhar espíritos, mas o grande responsável pelas “Portas Negativas” que se abrem é a própria pessoa que uma vez limpa, deve dar início a reforma interior.O mundo exterior de cada um é apenas um reflexo do seu mundo interior, não existem grandes mudanças no exterior, na matéria, sem a mudança interior espiritual.Se vale a pena citar um exemplo, me lembro de um senhor que ao ver inúmeras amarras negativas e trabalhos serem desfeitos queria ele o nome da pessoa que tinha feito aquilo para o seu mal, e após insistir em saber quem tinha lhe feito mal, o Caboclo que estava atendendo solicitou ao Cambone que fosse buscar um espelho para que aquele senhor pudesse ver quem realmente o prejudicava...

Seríamos capazes?

                                                


Hoje gostaria de compartilhar com vocês  belos e inspiradores ensinamentos de duas pessoas que devemos ter como referência de vida humana: Madre Tereza de Calcutá e Mahatma Gandhi. Ela um exemplo de amor a Deus e de total cumplicidade aos ensinamentos de Jesus que estão além de uma doutrina religiosa, exemplo de abnegação, de humanidade, de simplicidade e compaixão ao seres humanos. Uma mulher que dedicou a sua vida aos pobres, vivendo a plenitude do amor e da esperança.
Ele um líder, um sábio, um persistente pacificador que vivencia e prova à toda humanidade  que a não violência é a solução para a verdadeira liberdade, que o exemplo gera mudanças, que o amor cura, uni, nutri, pulsa, educa, faz nascer, entusiasma, alivia, cultiva, mobiliza, possibilita a vida, que só com amor somos capazes de conquistar a mais bela riqueza: a Paz.
Conhecendo a conduta, o trabalho, o amor e a fé desses dois grandes instrumentos de Deus fico pensando no quanto ainda temos que avaliar e reavaliar nossa conduta como religiosos, como formadores de opinião (seja em nossa família, trabalho ou até em nosso meio religioso) ou simplesmente como Ser Humano. Penso se seríamos capazes de enxugar feridas, de jejuar em favor da paz, lutar por direitos de pessoas que nem conhecemos, de ir preso dezenas de vezes ou ouvir calúnias só por falar em igualdade, liberdade, amor e simplicidade  e mesmo assim NÃO DESISTIR.
É, acho que temos muito o que pensar, mesmo porque também somos instrumentos de Deus, também somos capazes, também podemos mudar a vida de muitas, muitas e muitas pessoas… basta querer, trabalhar e amar incondicionalmente como esses grandes espíritos.
“A minha fé mais profunda é de que podemos mudar o mundo pela verdade e pelo amor.”
“A força não provém de uma capacidade física e sim de uma vontade indomável.”
“Dai-me um povo que acredita no amor e vereis a felicidade sobre a terra.”
“O único tirano que aceito nesse mundo é a pequena voz silenciosa que há dentro de mim.”
“Para mim, as diferentes religiões são lindas flores provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras.”
“É ocioso pensar sobre o justo e o injusto, o certo e o errado e os feitos passados. O útil é analisar e se possível extrair uma lição para o futuro.”
“Que a nossa mensagem seja a nossa própria vida. Se cuidarmos do hoje, Deus cuidará do amanhã.”

Gandhi


“Outro dia sonhei que estava nos portões do paraíso e São Pedro disse:’Volte para a Terra. Não existem favelas aqui’.”
“Quando vejo o desperdício, sinto raiva dentro de mim. Eu não aprovo eu mesma sentir raiva. Mas é algo que não se pode evitar de se sentir após vermos a Etiópia.”
“Às vezes pensamos que a pobreza é apena fome, nudez e desabrigo. A pobreza de não ser desejado, não ser amado e não ser cuidado é a maior pobreza. É preciso começar em nossos lares o remédio para esse tipo de pobreza.”
“Eu vejo Deus em cada ser humano. Quando limpo as feridas do leproso, sinto que estou cuidando do próprio Senhor. Não é uma experiência maravilhosa?”
“Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.”
“Nós mesmos sentimos que o que fazemos é uma gota no oceano. Mas o oceano seria menor se essa gota faltasse.”
“O milagre não é realizarmos esse trabalho, mas que sejamos felizes fazendo-o. A mais terrível pobreza é a solidão e o sentimento de não ser amado.”
“Se você julga as pessoas, não tem tempo de amá-las.”
“Tento dar aos pobres de amor o que os ricos conseguem com o dinheiro. Não, eu não trocaria um leproso por mil pounds, contudo, de boa vontade o curarei pelo amor de Deus.”
“Encontrei um paradoxo, que se você amar até doer, não poderá haver mais dor, somente amor.”
“Não sei ao certo como é o paraíso, mas sei que quando morrermos e chegar o tempo de Deus nos julgar, Ele não perguntara quantas coisas boas você fez em sua vida, antes ele perguntará quanto amor você colocou naquilo que fez.”
“Não ser desejado, não ser amado, não ser cuidado, ser esquecido por todos, isso acredito ser fome muito maior, uma pobreza muito maior do que a de uma pessoa que não tenha nada para comer.”
“Não pense que o amor para ser genuíno tenha que ser extraordinário. O que é preciso é amarmos sem nos cansarmos de fazê-lo.”
“Tenha fé nas pequenas coisas, pois é nelas que a sua força reside.”
“Sei que Deus não me dará nada que eu não possa lidar. Apenas gostaria que Ele não confiasse tanto em mim.”
“Nesta vida não podemos realizar grandes coisas. Podemos apenas fazer pequenas coisas com um grande amor.”
“Não nos sintamos satisfeitos apenas dando dinheiro. O dinheiro não é suficiente, o dinheiro pode ser obtido, mas eles precisam de seu coração para amá-los. Portanto, espalhe o seu amor por onde quer que vá.”

Madre Tereza de Calcutá

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ser médium é ser instrumento da espiritualidade!

                                                                        

Como ultimamente muitas pessoas têm nos escrito em busca respostas para questões fundamentais sobre  mediunidade resolvi colocar aqui, de forma bem didática e enxuta, alguns pontos principais sobre o  tema. Primeiramente quero deixar claro que é natural que nos comuniquemos com os espíritos desencarnados e eles conosco, uma vez que também somos espíritos, embora estejamos encarnados. Sendo assim, todas as pessoas, recebem a influência dos espíritos.

MEDIUNIDADE É UMA FACULDADE NATURAL:

• É uma Faculdade porque permite sentir e transmitir a influência dos Espíritos entre o mundo físico e o espiritual, e pode ou não ser usada.

• É Natural porque se manifesta espontaneamente, mas pode ser exercitada ou desenvolvida. Sua eclosão não depende de lugar, idade, sexo, condição social ou filiação religiosa. A maioria nem percebe o intercâmbio oculto em seu mundo íntimo, na forma de pensamentos, no estado de alma, nos impulsos, nos pressentimentos e etc. Mas há pessoas em quem o intercâmbio é ostensivo. Nelas, os fenômenos são frequentes e marcantes, acentuados e bem característicos (psicofonia, psicografia, efeitos físicos etc.), nesses casos percebemos que a mediunidade está “aberta”, ou seja, a recepção de mensagens espirituais já se manifestou de alguma forma. Essas pessoas denominamos médiuns.

MÉDIUM é uma palavra de origem latina; quer dizer medianeiro, que está no meio. De fato o médium serve de intermediário entre o mundo físico e o espiritual, podendo ser o intérprete ou instrumento para o espírito desencarnado. Para tanto, há requisitos, direitos e deveres a serem cumpridos por todas as pessoas, esteja ela com a mediunidade aberta ou não.

SAIBA:

• Todas as pessoas que sentem as influências dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade são Médiuns.

• Médium é intermediário, instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados superiores ou inferiores;

• Essa manifestação atua na vida espiritual, portanto, atua durante essa vida, atuou na vida anterior, atuará depois da morte e até na próxima reencarnação.

• Ser um bom médium depende única e exclusivamente do poder de DAR e RECEBER , EMITIR e ASSIMILAR FLUIDOS DOS ESPÍRITOS.

• Ser médium não é privilégio no sentido da “vaidade”, mas é privilégio no sentido da grandiosidade que é possuir este Dom e, principalmente, ser médium é ser privilegiado no sentido da oportunidade que temos para aprender, evoluir e resgatar nossos carmas.

QUEM APRESENTA PERTURBAÇÃO É MÉDIUM?

Muitas vezes, ao eclodir a mediunidade, a pessoa costuma dar sinais de sofrimento, perturbação, desequilíbrio. Firmou-se até um conceito errado entre o povo: se uma pessoa se mostra perturbada deve ter mediunidade. Entretanto a mediunidade não é doença nem leva à perturbação, pois é uma faculdade natural. Se a pessoa se perturba ante as manifestações mediúnicas é por sua falta de equilíbrio emocional e por sua ignorância do que seja a mediunidade, ou porque está sob a ação de espíritos ignorantes, sofredores ou maus.

ALGUNS SINAIS QUE, SE NÃO TIVEREM CAUSAS ORGÂNICAS, PODEM INDICAR QUE A PESSOA TEM MEDIUNIDADE.

• sensação de “presenças” invisíveis;

• sono profundo demais, desmaios e síncopes inexplicáveis;

• sensações ou ideias estranhas, mudanças repentinas de humor, crises de choro;

• “ballonement” (sensação de inchar, dilatar) nas mãos, pés ou em todo o corpo, como resultado de desdobramento perispiritual;

• adormecimento ou formigamento nos braços e pernas;

• arrepios como os de frio, tremores, calor, palpitações.

O MÉDIUM DEVE SABER QUE:

Cada médium é uma linha de força e a interação dessas linhas irá formar um campo elétrico que será mais forte na medida em que as emissões dos médiuns forem mais elevadas, ou seja as linhas de força dependem da intensidade de pensamentos bons e amoráveis do médium. O professor C. Torres Pastorino na sua obra “Técnicas de Mediunidade ” compara o médium a um capacitor ou condensador elétrico, ou seja, ele é capaz de emitir e receber ondas eletromagnéticas que podem ser de diferentes comprimentos, o que permite o contato com diferentes espíritos, portanto, quanto maior a capacidade do médium em variar o campo de suas emissões mentais maior será a sua capacidade de comunicar-se com diferentes categorias de espíritos. Para ser um bom médium é preciso ter talento, ou seja, ser bom, saber o que faz e o que é, como se cuidar, o que representa, conhecer a Lei de Ação e Reação, a Lei da Atração, a Lei das Afinidades e seguir o mandamento de Cristo: “ Amar a Deus sob todas as coisas e ao seu irmão como a si mesmo”.

DESENVOLVER A MEDIUNIDADE

Desenvolver a mediunidade não é apenas dar comunicações e incorporar. É apurar e disciplinar a sensibilidade espiritual, a fim de tê-la nas melhores condições possíveis de manifestação, e aprender a empregá-la dentro das melhores técnicas e visando as finalidades mais elevadas.

OBRIGAÇÕES E DEVERES

O desenvolvimento mediúnico abrange obrigações e deveres. Não basta incorporar, é preciso evoluir em espírito e isso só acontece seguindo algumas regras universais de natureza tríplice:

1 – Doutrinação e Evangelização (DEVER)

• Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual. O médium precisa conhecer e compreender o Universo espiritual, a si mesmo e aos outros seres como criaturas evolutivas, regidas pela lei de causa e efeito.

• Deverá compreender: o intercâmbio mediúnico, a ação do pensamento sobre os fluidos emissor e captador,  a  compreensão da natureza como fonte inesgotável de energia, as situações dos espíritos no plano espiritual superior e inferior, perispírito/ espírito (estado de espírito) e suas propriedades na comunicação mediúnica, tipos de mediunidade, etc.

• Para evangelizar é necessário que se tenha a Luz do Amor no íntimo, é preciso vibrar e sentir o ensinamento de Cristo e as Leis Universais.

2- Técnica (OBRIGAÇÃO) São os exercícios práticos para que o médium saiba:

• distinguir os tipos dos espíritos pelos seus fluidos e energias,

• como concentrar ou desconcentrar,

• como ocorre o desdobramento,

• como controlar-se as manifestações (saber abrir e fechar a mediunidade)  e analisar o resultado delas.

3 – Moral. (DEVER E OBRIGAÇÃO) É indispensável a reforma íntima para que nos libertemos de espíritos perturbadores e cheguemos a ter sintonia com os bons espíritos. Também vigilância, oração, boa conduta e a caridade para com o próximo são necessárias, o que atrairá para nós assistência espiritual superior.

E aí, consegui dar uma clareada e mostrar a vocês um pouquinho mais sobre esse maravilhoso dom? Espero que sim !!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Banho com Ervas nosso de cada dia

                                                                                            
Ervas medicinais ampliam benefícios e garantem mais prazer ao hábito diário de higiene
Quem disse que o banho serve apenas para a limpeza do organismo?
A adoção de medidas simples, como o uso de ervas medicinais e óleos essenciais extraídos das plantas, potencializam os benefícios gerados por este hábito de higiene comum no cotidiano de todas as pessoas. Apenas uma regra precisa ser seguida à risca, segundo a dermatologista Deise Aparecida dos Santos Godoy: banhos quentes e longos nem pensar.
    “A temperatura da água deve ser amena, entre morna e fria, para evitar o ressecamento da pele”, orienta.
O banho em chuveiro, segundo ela, deve ser rápido, entre 10 e 15 minutos, no máximo. A precaução é essencial principalmente durante o inverno, já que banhos quentes e demorados removem o manto lipídico que protege a pele e causa ressecamento.
Ao usar banheiras, é recomendado cuidado extra com a pele e usar hidratantes com abundância após o banho. Outra medida recomendável é enxugar bem o corpo, especialmente entre os dedos dos pés, para evitar aparecimento de fungos e as chamadas frieiras.
Além do hidratante, usar protetor solar, mesmo sob tempo nublado, é outro cuidado essencial para garantir a saúde da pele.
O banho com ervas, que podem ser encontradas em farmácias, lojas de produtos naturais, na feira ou mesmo no quintal de casa, garante mais do que a higiene.
O recomendável é fazer uma infusão e misturar à água utilizada no banho. Há quem prefira usar a erva sem fervê-las, em banhos de imersão e com gotas de óleo essencial. E não ter banheira em casa não é obstáculo para um banho medicinal.
Uma estratégia criativa é colocar a erva em um pequeno saquinho de pano e amarrá-los ao chuveiro ou ducha. Agora, é aproveitar!
Dicas
Conheça algumas das ervas usadas em banhos e seus efeitos:
Hortelã: tonifica os músculos, é revigorante, amacia e odoriza a pele.
Flor-de-laranjeira: garante sensação de frescor e ajuda a fechar poros excessivamente dilatados.
Sálvia: indicada para quem tem pele oleosa, combate cravos e espinhas.
Orégano: o conhecido tempero é indicado para combate de dores musculares e reumática.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Joana D'Arc, médium, de bruxa à santa

                                                                                                           

Joana nasceu em 6 de janeiro de 1412 em Domrémy na Lorena, França. Filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, aldeões católicos.
Com uma mediunidade muito intensa, desde criança, sofreu demasiado, para aceitar, entender e seguir as vozes e as visões que de certa forma, a atormentavam. Essas comunicações mediúnicas incluíam conversas com Santa Margarida , Santa Catarina e o arcanjo Miguel
Mulher, menina, pobre e ignorante, teria como missão liderar o exército françes na expulsão dos ingleses.
Convicta de sua missão, corta os cabelos e veste-se como homem, partindo de sua aldeia juntamente com uma escolta concedida por Robert de Baudricourt, capitão da guarnição de Vaucouleurs, para a corte francesa, em Chinon. Após passar por testes, que incluíram o reconhecimento do Rei, que encontrava-se disfarçado até a verificação de sua pureza, conseguiu a permissão para a realização de sua missão, junto ao exército françes.
A guerreira donzela inspirou, encantou, conquistou e liderou a vitória dos françeses em Orléans, intimidando e expulsando os ingleses. Não era mais a França, a inimiga dos ingleses, e sim a sobrenatural e temida força que vinha de Joana. O milagre estava feito, o ânimo retornou aos corações franceses e o amor por Joana havia brotado nos corações rudes e desesperançados de seus comandados. Após a vitória em Orleans, Joana conduziu o Rei Carlos VII à cidade de Reins, para que fosse coroado como o protocolo. Joana havia cumprido sua missão.
Aprisionada pelos Borguinhões, aliados dos ingleses, foi vendida à estes e abandonada por seu Rei Carlos VII.
Condenada à fogueira, constam alguns relatos que seu coração não sucumbia às chamas, tendo permanecido intacto e sem maculas junto as cinzas de seu corpo, e teria sido jogado juntamente com as cinzas, no rio Sena, para que ninguém ousasse guardar relíquia alguma de Joana. Sua morte ocorreu em 1431.
À Isabelle, sua mãe, coube a missão de honrar a imagem da filha, reclamando de Roma a revisão do fraudulento processo, o que ocorreu pelas mãos do Papa Calixto III, com a seguinte declaração oficial da Igreja:
"Nós pronunciamos, declaramos e definimos que os processos de Rouen e as sentenças às quais chegaram são repletos de dolo, de calúnia, de maldade, de injustiça, de contradição, de violações do direito, de erros de fatos.
Declaramos que Joana, assim como seus próximos implicados, não incorreram na ocasião dessas sentenças em nenhuma nota nem marca infamantes, que ela é pura dessas sentenças e, tanto quanto podemos, nós a inocentamos inteiramente".
Sendo beatificada em 18 de abril de 1909 pelo Papa São Pio X e canonizada pelo Papa Bento XV em 1920.
A mediunidade de Joana já foi negada por religiosos, contestada por historiadores, ridicularizada por céticos, explicada como epilepsia por neurologistas.
O mais intrigante em tudo isso, é entender porque Joana até hoje provoca essa reação de negação em algumas pessoas. Por que ela deve continuar sendo denegrida, agora cientificamente? De bruxa passa à epilética. Por que Joana não poderia estar de fato tendo contato com espíritos, santos ou não?

Pedimos tuas bençãos, Santa Guerreira!!!

domingo, 20 de junho de 2010

O traje da alma

                                                                        


Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e, de forma ríspida, pergunta:
- "Vocês sabem onde está o médico do hospital"?
Com tranquilidade, o médico respondeu:
- "Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil"?
Ríspida, redarguiu: - "Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?"
Mantendo-se calmo, contestou:
- "Boa tarde senhora! O médico sou eu. Em que posso ajudá-la?"
- "Como?! O senhor?! Com essa roupa?!?..."
- "Ah, senhora, desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta..."
- "Oh, desculpe, doutor, boa tarde! É que...vestido assim, o senhor nem parece um médico..."
- "Veja bem como são as coisas" - disse o médico. "As vestes parecem não dizer muita coisa, pois quando a vi chegar, tão bem vestida, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um "boa tarde!"".

sábado, 19 de junho de 2010

Falanges dos Pretos Velhos

                                                                                                   
 

O Preto Velho é uma das entidades mais carismáticas da Umbanda. É muito sábio e domina muitos elementos da natureza, é um grande especialista em ervas para chás, banhos e simpatias. O Preto Velho é uma entidade que trabalha nas leis de Oxalá. É detentor de uma linha com as sete falanges.. É uma entidade que desfaz demandas, embora pareça extremamente calmo e sereno, pois tem luz divina espiritual que emana de Deus em toda a sua plenitude.Quando se fala de preto-velho, estamos a falar de uma grande linha (grande faixa vibratória), onde espíritos afins se “Juntam” para cumprirem sua missão.Alguns desses espíritos foram ex escravos. Fazem parte também desta linha espíritos que não foram escravos nem negros, mas que por motivos de afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem a sua missão. (Velho, Vovô e Vovó) são nada mais nada menos o termo que usamos para de certa forma sinalizar a sua experiência, pois por norma sempre que pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó partimos do princípio que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo do que nós, consequentemente adquirindo assim mais experiência de vida, tendo muito mais sabedoria e coisas para contar, principalmente se essa mesma pessoa já viveu o tempo suficiente para ter aprendido a ser paciente ecompreensiva. No mundo espiritual é bastante parecido, pois a grande característica dessa linha é o aconselhamento as pessoas. E é por esse motivo que dizemos carinhosamente que eles são os grandes “Psicólogos da Umbanda”. A Sua indumentária e apetrechos são na realidade bastante simples, pois apenas necessitam da atenção e da concentração do seu médium durante a consulta. Usam bengala, cachimbo, lenços, toalhas e por vezes cigarro de palha.A sua forma de incorporação é bastante compacta, sem dançar muito. A vibração começa com um peso nas costas e uma inclinação do tronco para frente, com os pés fixados no chão e depois sentam-se e praticam a sua caridade. Mas podemos encontrar alguns que se mantém em pé.
Os Preto-Velhos dançam de forma subtil, normalmente apenas com movimentos dos ombros ou quando estão sentados, com as pernas.Ajudam-nos a compreender que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual.Existem Algumas diferenças entre Pretos Velhos, essas diferenças devem-se ao facto dos Preto-velhos serem trabalhadores de Orixás e levarem consigo para os trabalho a essência do Orixá para quem trabalham.

Pretos Velhos de Ogum

São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.
São directos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e “medrosos”. É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.

Pretos Velhos de Oxum

São mais lentos na forma de incorporar e até de falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão directos para falar, enfeitam ao máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflicta sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa.

Pretos Velhos de Xangô

São raros de ver, contudo devemos também conhece-los.
A sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

Pretos Velhos de Yansã

São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.
Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium).
Mesmo assim eles também possuem uma especialidade.
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar directrizes para alcançar objectivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.

Pretos velhos de Oxóssi

São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.
Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc… São verdadeiros químicos em seus tocos. – Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” – Oxossi.

Pretos Velhos de Nanã

São raros, assim como os filhos desse Orixá.
Sua maneira de incorporação é de uma forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium.
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”. Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Actuam também como os de Iansã e Omulú, conduzindo Eguns.

Pretos Velhos de Obaluayê

São simples na sua forma de incorporar e de falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem sempre quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correcção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exactamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaê, e este é o “dono das almas”, esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projectos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projectos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de “trabalhos feitos – macumba”.

Pretos Velhos de Yemanjá

São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.
Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação.
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.
Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.

Pretos Velhos de Oxalá

São bastante lentos na forma de incorporare tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização.
Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade.

Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda


Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam. Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protectores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e?branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares. O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).
Os nomes dos Pretos Velhos mais conhecidos:
Pai Agostinho; Pai Joaquim; Pai Francisco; Pai Maneco; Pai João; Pai José; Pai Mané; Pai Antônio; Pai Roberto; Pai Cipriano; Pai Tomaz; Pai Jobim; Pai Roberto; Pai Guiné; Pai Jacó; Pai Cambinda; Pai Benedito; Pai Joaquim; Pai Ambrósio; Pai Fabrício; Tio Antônio; Velho LiberatoVô Benedito; etc…
femininos:
Vó Cambinda; Vó Bibiana; Vó Cecília; Vó Irina; Vó Maria Conga; Vó Catarina; Vó Ana; Vó Sabina; Vó Quitéria; Vó Benedita; Vó Iriquirita; Vó Leopondina; Vó Filomena; Vó Joana; Vó Joaquina; Vó Rita; Vó Mariana; Vó Guilhermina; Mãe Benta; Mãe Maria; Etc...
Falanges ligadas a Preto Velho:

1 – Falange da Costa (Rei Cambinda) 2 – Falange de Congo (Rei Congo) 3 – Falange de Angola – (Pai Joaquim) 4 – Falange de Guiné (Pai Guiné) 5 – Falange de Moçambique (Pai Gerônimo) 6 – Falange de Luanda (Povo Oriente – Pai José) 7 – Falange de Bengala (Povo do Espaço – Pai Tomé)

Aceitando a Mediunidade


                                                   
Depois dos primeiros indícios do afloramento da mediunidade os médiuns menos teimosos buscam auxílio com pessoas mais experientes, sejam outros médiuns ou estudiosos do assunto.
MUITO CUIDADO NESSE MOMENTO, todo o trabalho de preparação montado pelos mentores pode desmoronar porque a pessoa que foi falar com o médium é um radical ou alguém que usa o contato com o plano espiritual para obter benefícios próprios.
Depois de aceitar a mediunidade o médium deve ter paciência, embora seja difícil porque muitas vezes está desesperado com as sensações mediúnicas. Contudo, querendo ou não ele deverá esperar, porque o alívio será gradual e o controle somente ocorrerá depois de algum tempo de aprimoramento.
Vamos abordar algumas dúvidas comuns para os que sentem sua mediunidade aflorar de forma descontrolada.


NÃO ADIANTA FUGIR OU FINGIR,VOCÊ SEMPRE SENTIRÁ


Mediunidade é uma aptidão, o médium foi preparado antes de nascer para obter uma sensibilidade que está além do seu estado evolutivo, seu corpo astral e etérico estão preparados para comunicação (de acordo com o tipo de mediunidade) com o mundo espiritual, por isso não adianta achar que “aquela sensação” não acontecerá novamente.
O estudo e aprimoramento são importantes porque o médium passa a entender suas sensações (perde o medo) e também a manter contato com espíritos superiores, que trazem sensações suaves e agradáveis. Falaremos mais sobre esse assunto no item 5.
Alguns médiuns são afastados do trabalho mediúnico quando chegam a idade avançada, já que existe um desgaste físico, principalmente em reuniões de desobsessão. Nesses casos o médium cumpriu seu “mandato” mediúnico, sendo sempre auxiliado por seu mentor.
Allan Kardec fala sobre o assunto no Livro dos Médiuns:
"Para isso, em vez de pôr óbices ao fenômeno, coisa que raramente se consegue e que nem sempre deixa de ser perigosa, o que se tem de fazer é concitar o médium a produzi-los à sua vontade, impondo-se ao Espírito. Por esse meio, chega o médium a sobrepujá-lo e, de um dominador às vezes tirânico, faz um ser submisso e, não raro, dócil. "

NÃO ADIANTA FAZER "TRABALHOS" PARA "FECHAR"

A aptidão do médium é um presente dado por Deus, é uma oportunidade recebida para acelerar sua evolução espiritual e ao mesmo tempo auxiliar os irmãos que sofrem na Terra.
Não é possível que espíritos ajam contra a vontade do Pai, retirando a mediunidade.
Os trabalhos podem isolar temporariamente o médium ou colocar um espírito "de guarda" para que ninguém se aproxime (isso só funciona para espíritos inferiores), contudo, cedo ou tarde o médium sentirá novamente o contato com o mundo espiritual, muitas vezes de forma mais agressiva ou intensa do que tinha anteriormente.
Existem casos em que o médium é muito novo ou por algum motivo excepcional pede que seja temporariamente atenuada sua sensibilidade para que no futuro ela possa desenvolver sua faculdade com segurança e harmonia. Isso pode acontecer, contudo, é raro e é necessário autorização dos espíritos superiores.
Não adianta orar e pedir que isso aconteça devido a problemas egoístas, isso não vai adiantar, embora o médium não lembre, foi ele solicitou a mediunidade.


NÃO PAGUE A MÉDIUNS QUE SE DIZEM TERAPEUTAS

Assim como aconteceu comigo, alguns médiuns ficam desesperados quando a sua mediunidade aflora e morrem de medo de ir ao centro espírita porque acham que quando colocarem o pé nessas casas vão começar a gritar e cantar, perdendo o controle sobre si mesmo.
Isso não é verdade, aliás, muito pelo contrário, como falamos em artigos anteriores uma casa de trabalhos espirituais é protegida por espíritos que não permitem a entrada de quem não é desejado.
Bom, pelo motivo citado acima muitos procuram (como eu fiz) alguém que possa ajudá-lo, e, muitas vezes acabam caindo em "consultórios" de médiuns que chamamos de mercenários ou interesseiros, porque cobram pelos dons espirituais que possuem.
Esses médiuns não são indicados para acompanhar o aprimoramento mediúnico e não devem ser seguidos porque ao seu lado estão falanges de espíritos ainda despreparados para tarefas de tão grande responsabilidade. Alguns podem até ter algum conhecimento espiritual, mas não tem o grau de evolução suficiente para guiar um médium em sua tarefa espiritual, os mentores da Umbanda e de Centros Espíritas se especializam em auxiliar médiuns, além de possuírem um grau de evolução que lhes permite um contato mais puro com o Pai, desprovido de interesses próprios.
Os médiuns interesseiros são subjugados por essas falanges que só ajudam quando existe algum interesse envolvido. Alguns não são maus, contudo, ainda são egoístas e interesseiros.
Volto a dizer, lugar de médium se tratar é no Centro Espírita ou Templo de Umbanda, primeiro participando do tratamento e palestras, depois estudando e finalmente, se assim desejar, iniciando o aprimoramento mediúnico para utilizar sua aptidão em favor do próximo.

"TERRORISMO ESPIRITUAL" IHHH...TEM QUE TRABALHAR

Infelizmente muitos médiuns esquecem de como chegaram ao centro que hoje freqüentam, é muito humano o esquecimento, a vaidade, o orgulho, a sensação de superioridade.
Por terem encontrado no trabalho espiritual uma fonte de luz acreditam que essa é a solução, se trabalhar espiritualmente o seu problema acaba.
Esquecem que o médium descontrolado que pede ajuda está massacrado pelo mundo espiritual (para ele o astral inferior é o mundo espiritual, ele só conhece o que sente) e o querido amigo médium fala para ele que ele tem que trabalhar....???!!
Tenhamos um pouco de sensibilidade e humildade, uma conversa amiga, um conselho, ouvir o que o irmão precisa falar, é disso que ele precisa.
O médium descontrolado não pode ser obrigado a trabalhar, se o mentor que o acompanha não se faz visível e fala que ele tem que trabalhar então que dirá do médium que o recebe no centro.
Na hora certa ele poderá escolher, porque o trabalho mediúnico tem que ser realizado de corpo e alma, restrições, mudanças, muita força de vontade, coragem, perseverança, etc... Não se pode obrigar ninguém a fazer isso, é uma opção e ela tem que vir de dentro.
Temos a obrigação de aconselhar o estudo, mostrar a importância da freqüência ao centro, falar sobre o Evangelho no Lar, etc.
Existem também alguns que se aproximarão da casa espírita como doadores de energia, sua presença é importantíssima para os trabalhos de cura ou de desobsessão, não é obrigatório que ele se aprimore mediunicamente, seu infinito amor por Jesus é importante para auxiliar nas reuniões.
Cada médium deve trilhar o seu caminho, o mentor estará sempre próximo, fazendo o possível para auxiliar, mas o médium deve fazer as suas escolhas e se responsabilizar por elas, pois caso contrário não terá evoluído.
Muitos querem ser fantoches, mas isso não é a vontade do guia espiritual, seu maior desejo é o crescimento espiritual do pupilo, mesmo que seja mais demorado, difícil e doloroso.

O MELHOR LUGAR PARA O MÉDIUM SE TRATAR


Mesmo que o médium em desequilíbrio não deseje “aprender” a controlar a sua mediunidade, ele deve freqüentar um centro para receber o tratamento espiritual. Serão afastados obsessores, ele receberá algumas instruções sobre o que sente e receberá passes de limpeza e vitalização. Com o decorrer do tratamento ele se sentirá mais tranqüilo e poderá avaliar melhor o que está passando.
A grande maioria dos centros SÉRIOS possuem tratamento espiritual, QUE NUNCA É COBRADO e que NÃO OBRIGA ninguém a se tornar médium. O paciente pode freqüentar a casa durante o tempo que desejar, sem ter nenhuma obrigação de se tornar médium, qualquer casa que fale o contrário não deve ser freqüentada, pois ninguém pode obrigar um médium a trabalhar.
As seguintes opções devem ser descartadas para tratamento e aprimoramento do médium em desequilíbrio:
• "Terapeutas Espirituais" que cobram pelo serviço.
• Aprimoramento mediúnico com um amigo médium ou amigo do amigo que conhece.
É muito importante que o médium freqüente uma casa espírita, mesmo que opte por não fazer parte do corpo mediúnico. Sua hipersensibilidade precisa de ambientes que o acalmem e que possibilitem o contato com energias superiores.
O contato com a natureza, banho de mar, cachoeiras, lugares silenciosos e arejados são de grande importância para manutenção do padrão vibratório do médium.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Oferenda de Encruzilhada

                                                                 

Francisco era seu nome. Homem que conheceu desde muito jovem as dificuldades materiais da vida e acostumado a trabalhar desde o nascer do sol até a noite chegar, agora se aposentava. Saudável e com muita energia, não demonstrava seus cinqüenta e oito anos. Embora de família humilde, recebeu a melhor educação possível transmitida pelo exemplo de seus pais. A única herança que não quis herdar dos progenitores foi à fé. Incrédulo, não seguia nenhuma religião e até zombava delas.
A ociosidade que a aposentadoria trouxe para seu Francisco, o deixava ansioso. Agora que já havia reformado a casa, o galpão, plantado a horta, os dias demoravam muito a passar. Relembrando o dito popular que “cabeça vazia é oficina do mal”, em pouco tempo Francisco sentiu vontade de começar a divertir-se já que até então só havia pensado em trabalho. Morando próximo à cidade, ao entardecer resolveu visitar uma casa de diversões que existia por lá. Entre bebidas, mulheres e prazeres, perdeu a noção de tempo e retornava cambaleante já de madrugada, quando ao chegar numa encruzilhada avistou uma luz fraca no chão. Chegando próximo percebeu que ali tinha um “despacho”, como chamavam aquilo por lá. Uma bandeja grande onde repousava uma ave morta, velas, charutos e uma garrafa de cachaça, além de outros materiais.
Aliado a sua falta de crença em qualquer coisa, estava agora a bebedeira e todas as energias condizentes ao lugar de onde viera. Com desdém e desaforando com palavrões, juntou a garrafa de bebida e os charutos e chutou o resto do material. Até chegar em casa bebeu quase tudo e fumou alguns charutos.
No outro dia contava para a esposa sobre o “achado” e debochava com sarcasmo. A bondosa mulher, cuja mãe em vida era médium benzedeira, respeitava todas as manifestações ligadas ao mundo espiritual, conforme ensinamentos que havia recebido e por isso chamou a atenção do marido, dizendo-lhe que, se não acreditava deveria pelo menos respeitar. “Não presta mexer com trabalho de encruza”, repetia ela preocupada.
Outras noites a cena se repetiu da mesma forma, até o dia em que ao chutar a oferenda, enxergou na sua frente um homem de capa negra, com um chicote trançado na mão. Sua perna paralisou no ar e em pânico saiu pulando numa perna só, caindo e levantando. Por uma boa distância ainda, ouvia a gargalhada daquele homem ressoando no ar.
No outro dia, sentia dor nas costas como se houvesse apanhado e só de lembrar a cena vivida na noite anterior, arrepiava de medo. Temia contar para a esposa, pois sabia que o condenaria novamente pela atitude. Esta, vendo o marido cabisbaixo e triste, perguntou se estava adoentado. Nada respondeu, pois sentia-se como se estivesse, inclusive apresentando febre. Seus sonhos passaram a ser povoados pelo homem de negro e sua gargalhada. Acordava aos gritos e suando muito. Várias noites se repetiram desta maneira, até que resolveu contar para a esposa o que havia acontecido. Ela o aconselhou a tomar umas benzeduras, convidando para ir até um terreiro na vila vizinha. Meio renitente, mas sentindo a necessidade, ele aceitou com um misto de medo e curiosidade.
Após a abertura dos trabalhos com os pontos cantados e orações, ele já se sentia mais tranqüilo. Em frente ao médium que servia de aparelho ao um Caboclo, suas pernas tremiam que mal conseguia parar em pé. Nos ouvidos agora ressoava novamente a gargalhada do homem de negro e seu corpo arrepiava sem parar. Teve vontade de sair correndo daquele lugar, mas suas pernas não o ajudavam. Auxiliado pela esposa e pelo cambono, sentou-se numa cadeira para poder ser atendido pelo caboclo.
-Ogum é que está de ronda…Ogum é que vem rondar… -cantava a corrente, enquanto a entidade limpava com uma espada de São Jorge, o seu corpo etérico impregnado pela energia captada na encruzilhada. Depois com a firmeza característica de sua linha, o caboclo ordenou que ele ficasse de pé e lhe contasse porque estava ali. Desajeitado, mas já mais tranqüilo, falou:

_ Acho que mexi com o que não devia. Andei chutando uns “despachos” na encruzilhada e me apavorei com um homem estranho, que acredito não ser deste mundo…
_ Tranqüilize que tudo o que é possível ver, ouvir e sentir é deste mundo sim. O senhor acha certo ou errado a sua atitude?
_ Ah, eu não sei…Só fazia aquilo por brincadeira…
_ E se alguém fosse até a sua casa, chegasse lá chutando os móveis e quebrando tudo, se apoderando de sua comida na hora da refeição, iria gostar?
_ Lógico que não!
_ Pois é meu senhor. Foi o que fez lá na encruzilhada e por várias vezes, não foi?
_ É, foi.
_ O que não nos pertence não pode ser por nós seqüestrado. Não importa se o que estava lá é certo ou errado diante de seu entendimento. Além do físico, aquilo tudo tinha uma duplicata etérica que pertencia a alguém no mundo espiritual, com um objetivo e endereço vibratório certo. Cabe aos homens incrédulos, no mínimo respeitar a crença e atitudes dos outros. Lá estava um trabalho de magia – a cor dela não importa – era magia! Elementos e elementares, além de entidades espirituais, lá estavam atuando, se abastecendo da energia animal e etílica e foram incomodados, desrespeitados. O que o senhor presenciou na figura do homem, nada mais foi que a atuação enérgica de seu Exu guardião lhe colocando no devido lugar, antes que a Lei tivesse que atuar mais duramente. De difícil entendimento com as coisas do espírito, não crendo em nada que não seja palpável, se fez necessário a atuação materializada. Como criança teimosa, precisou da repreensão para só então respeitar. Isso não significa que encruzilhada é lugar de Exu, pelo contrário. Os espíritos que lá buscam se energizar com as oferendas são os chamados quiumbas, espíritos que embora fora do corpo físico, necessitam ainda de energias materiais.
- Exu… cruzes! Isso é coisa do capeta!
Era momento de esclarecer a verdadeira identidade deste guardião da luz tão mal falado. E assim foi feito.
Ao voltar para casa sentia tamanho bem estar, que naquela noite dormiu tranqüilamente depois de muitas noites de sobressalto, quando não, de insônia.
Suas visitas ao terreiro de Umbanda tornavam-se assíduas onde buscava sabedoria, força espiritual e conforto para sua alma. Ele tinha uma missão que se estendia além de aprender a ter fé. Era preciso cumpri-la, por isso em pouco tempo manifestava-se através dele, seu protetor Ogum de Ronda abrindo caminho para o Exu, que chegava gargalhando e de chicote na mão. Artefatos que usava no astral para auxiliar, acordando a todos quantos estivessem esbarrando nos limites da Lei.
Ao sentir sua presença, Francisco agradecia. Ele foi privilegiado em conhecer estes artefatos, graças a Deus.

História Contada por Vovó Benta – Leni W. Saviscki

Conduta de um Médium

                                                              

 O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em grande parte, da concentração e da postura de médiuns e assistentes presentes.Os templos umbandistas são locais sagrados, especialmente preparados para atividades espirituais, e que têm sobre seus espaços uma cúpula espiritual responsável pelas diretrizes básicas de amparo, orientação e segurança daqueles que, ou buscam ali a solução ou o abrandamento de seus males, ou dos que emprestam sua estrutura física para servirem de veículos à prática da caridade.Apesar disto, alguns participantes julgam que, por tratar-se de culto de invocação, não se deve dar a devida atenção e respeito, sendo tais virtudes ausentes nestes indivíduos. Respeito, palavra que muitos bradam quando são contrariados, mas que cai no esquecimento daqueles que muito ofendem.Temos visto, para nossa tristeza, que alguns dirigentes de terreiros deixam muito a desejar no que se refere ao assunto em pauta. Permitem que pessoas de má índole façam parte de seu quadro mediúnico; permitem aconchegos e conchavos; são muito tolerantes ao permitirem ingressar no salão de trabalhos pessoas com trajes incompatíveis com o que se realiza ou pretenda realizar. Permitem conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações etc., esquecendo-se que tais comportamentos atraem e "alimentam" os kiumbas desqualificados, que, aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por estas pessoas, desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva, comprometendo assim os trabalhos assistenciais.Devemos lembrar que o silêncio e a pureza de pensamentos são essenciais ao exercício da fé.Temos observado também que alguns assistentes, e mesmo alguns médiuns, dirigirem-se desrespeitosamente aos espíritos trabalhadores. Debocham de suas características e duvidam de sua eficiência. Entretanto, quando passam por uma série de sofrimentos físicos e espirituais, tendo recorrido inclusive a médicos, sem êxito, recorrem àqueles mesmos espíritos que outrora foram alvos de sua indiferença.Restabelecidos, atribuem sua melhora ao acaso.Que Deus na sua infinita misericórdia, abra estes os corações brutos à preciosidade dos trabalhos de Umbanda.Devem, médiuns e assistentes, observar o silêncio e o pensamento em situações ou coisas que representem fluídos do bem. Este procedimento tem como conseqüência a imanação energética com os espíritos, decorrendo daí o derramamento sobre o terreiro do elixir etéreo da paz e da fraternidade.O que se consegue do mundo astral é, antes de tudo, fruto da bondade e do merecimento de cada um.A conduta reta e positiva deve ser a tônica em uma agremiação umbandista, para que os Guias e Protetores possam instalar no mental e no coração de cada participante sementes de bondade, amor e proteção. A homogeneidade de pensamentos é instrumento de poder do ser humano, rumo à concretização de seus desejos, sendo fundamental que se apresentem límpidos e sinceros em uma Casa de Umbanda.

Que Oxalá nos abençoe