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domingo, 31 de outubro de 2010

Folha em branco

                                        
Certo dia um professor estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.
Faltavam uns quinze minutos para o encerramento e um jovem levantou o braço e disse: professor, pode me dar uma folha em branco? O professor levou a folha até sua carteira e perguntou-lhe porque queria mais uma folha em branco, e o aluno falou: eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.
Apesar do pouco tempo que faltava, o professor confiou no rapaz, deu-lhe a folha em branco e ficou torcendo por ele. A atitude do aluno causou simpatia ao professor que, tempos depois, ainda se lembrava daquele episódio simples, mas significativo.
Assim como aquele aluno, nós também recebemos de Deus, a cada dia, uma nova folha em branco. E muitos de nós só temos feito rabiscos, confusões, tentativas frustradas e uma confusão danada... Outros apenas amassam essa nova página e a arremessam na lixeira, preferindo a ociosidade, gastando o tempo na inutilidade.
Talvez hoje fosse um bom momento para começar a escrever, nessa nova página em branco, uma história diferente, visando um resultado mais feliz.
Assim como tirar uma boa nota depende da atenção e do esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção e da dedicação de cada um.
Não importa qual seja a sua idade, a sua condição financeira, a sua religião... Tome essa página em branco e passe sua vida a limpo. Escreva, hoje, um novo capítulo, com letras bem definidas e sem rasuras. E o principal: que todos possam ler e encontrar lições nobres. Não se preocupe em tirar nota dez, ser o primeiro em tudo, preocupe-se apenas em fazer o melhor que puder.
Pense que mesmo não tendo pedido, Deus lhe ofereceu uma outra folha em branco, que é o dia de hoje. Por isso, não se permita rabiscar ou escrever bobagens nesta nova página, nem desperdiçá-la.
Aproveite essa nova chance e escreva um capítulo feliz na sua história. Use as tintas com lucidez e coragem, com discernimento e boa vontade. Não poupe as palavras: dignidade, amizade, fraternidade, esperança e fé. Assim, ao terminar de escrever esse novo capítulo da sua vida, você não verá rasuras nem terá que reescrevê-lo em tempo algum, porque foi escrito com nobreza e sabedoria.
Pense nisso! Aproveite este dia e ame com todas as forças do seu coração, sem restrições, sem ver defeitos ou tristezas. Conjugar o verbo amar é escrever uma história feliz.
Não espere que a melhoria, a prosperidade e o bem-estar caiam do céu milagrosamente, sem fazer força. Tudo tem o preço da conquista, da busca, da participação, do esforço.
São muito potentes os talentos que você dispõe, ainda não explorados pelo seu pensar e sentir, e muitas são as suas possibilidades de crescer e conquistar o que mais quer ou precisa, chegando à felicidade. Basta que não amasse nem rabisque de forma inconseqüente essa página em branco, chamada hoje.
                                        

sábado, 30 de outubro de 2010

O que representa a Umbanda na vida das pessoas?

                                      

A Umbanda sempre me leva a grandes reflexões e a um turbilhão de sentimentos. Algumas indagações e sentidos sempre rondam meus pensamentos, assim como, acredito, o de muitas outras pessoas.
O que representa a Umbanda na vida das pessoas? Será que a Umbanda representa Desejos, Necessidades, Trocas ou O querer a qualquer custo? Será que representa somente incorporar ou ‘meu Guia sabe tudo’? Será que representa a inconsciência mediúnica caracterizando o médium como uma marionete? Ou, pior, um ser sem possibilidade, força e equilíbrio mental e espiritual para controlar seus impulsos, vícios e vaidades, além de não sustentar a ação de uma Força Superior dominando suas ações?
E como será que a Umbanda está sendo praticada? Será que a Umbanda está sendo praticada somente no dia de gira? Aliás, abençoada a casa que hoje, depois de cem anos, abre seus trabalhos regularmente e semanalmente ensinando e doutrinando seus médiuns e consulentes, deixando de lado a preguiça e o estímulo aos milagres.
Será que, ainda hoje, a Lei de Salva é praticada na Umbanda? Será que ainda temos médiuns e pais-de-santo afirmando que um trabalho espiritual é um ‘ Trabalho’, portanto deve ser cobrado? Será que a política deve ser estimulada dentro da religião como sendo imprescindível para sermos respeitados e como a salvação de nossos direitos?
São tantos ‘serás’ que chego à conclusão de que falta muito para nos considerarmos verdadeiramente umbandistas, afinal a Umbanda vem sendo tão mal trabalhada, praticada e entendida que muito me entristece. Muitos já não sabem ‘o que é’ e ‘o que não é’ Umbanda, ninguém mais sabe ‘o que está certo’ e ‘o que está errado’ dentro da liturgia umbandista e da religião, não se tem mais uma ‘Linha’ a seguir, as ‘invenções’ e ‘criações’ não param de surgir e são, muitas vezes, totalmente desnecessárias, chegando à beira do ridículo.
É inacreditável, mas muitos ainda não sabem que a Umbanda é uma Religião e muito menos conhecem sobre sua doutrina, ritos, rituais e cultura, não sabem argumentar, explicar, defender a sua própria crença, não sabem diferenciar Umbanda de Candomblé ou Quimbanda e outros ainda a tratam como espiritismo ou Umbanda Branca como se houvesse Umbanda Preta, Vermelha, Azul…
E o modo de ver é que: ‘se incorporou, então é Umbanda’ ou ainda, ‘para soluções rápidas e milagrosas, vá à Umbanda’, consequentemente ela é tratada como fenômeno mediúnico apenas, como momento de êxtase ou pronto-socorro.
Estão esquecendo como surgiu a Nossa Religião e para que veio, estão esquecendo as palavras do querido Caboclo das Sete Encruzilhadas dizendo que a Umbanda seria uma religião sem preconceitos e que a humildade seria o prisma da Umbanda, que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos encarnados e desencarnados.
Estão esquecendo os avisos do Caboclo : “a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; da médium mulher é o consulente homem”.
E complementa: “É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar”.
Estão esquecendo que a Umbanda como Religião veio sustentada pelo Astral Superior para nos levar a um auto-conhecimento, a uma interiorização e evolução espiritual, conhecendo nossos desequilíbrios e modificando-os, ou seja, uma religião que exige a tão conhecida, porém tão pouco praticada REFORMA ÍNTIMA.
A Umbanda é uma religião tão Divina e significativa que é a única religião que necessita do HOMEM e de seu ÍNTIMO como sendo o centro de tudo, ou seja, se o médium for Bom, sua Umbanda será Boa e Bem praticada, porém se o médium for vaidoso, só pensar em dinheiro, ostentar o poder e a ignorância, a Umbanda refletirá esses aspectos e, infelizmente, é isso que vemos hoje dentro da Umbanda. Percebam que a vida particular de um padre, por exemplo, não reflete em sua religião ou no momento em que está realizando a missa, o mesmo acontece com outras religiões.
Portanto, vale a pena refletir: será que aquele médium que briga durante a semana inteira, reclama, xinga e fala mal de todos e tudo constantemente, bebe, se droga, ostenta o poder, trapaceia, tem a capacidade ou a afinidade de, no dia da gira, incorporar uma Entidade de padrão vibracional elevado? Claro que não! Portanto se quisermos ter uma Boa Umbanda temos que ser Bons médiuns, temos que praticar a religiosidade e a reforma íntima todos os dias da semana.
Percebam como a Umbanda é extremamente Poderosa e Divina! Ela é a única que envolve todas as outras religiões e doutrinas, ela é a única que aceita e alcança qualquer espírito, ela é a única que proporciona a verdadeira evolução do espírito, é a possibilidade de se resgatar as dívidas do passado, ela é a única que proporciona o “Fazer de novo Fazendo Diferente” e quando conseguimos isso rasgamos nossas promissórias do passado e o mais divino é que proporcionamos isso também aos Guias Espirituais, pois quando os intermediamos damos a oportunidade deles também resgatarem seus carmas e praticarem a sua evolução.
Umbanda é sentir o coração bater forte com o grito do Caboclo.
É deixar as lágrimas rolarem aos pés do Preto-velho.
É perceber o corpo arrepiando ao repique da curimba na chegada de Ogum.
Umbanda é emoção, é vida, é mudança de atitude e de valores.
Umbanda é Paz de espírito, é Liberdade, Superação e Convicção.
Umbanda é Fazer de novo fazendo Diferente.
Umbanda é caridade pura e simples.
Umbanda é coisa séria, para gente séria!
                                      

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O Valor da Caridade

                                                        


Que valor devemos dar a caridade?
“O encanto de um homem é a sua caridade” (Provérbios 19:22).Toda forma de caridade é bem vinda. A caridade ajuda o ser humano a enxergar mais cuidadosamente seus semelhantes, e a deslocar um pouco o foco exclusivo dos seus interesses para interesses mais coletivos.
Quando a sociedade humana evoluir da competitividade para o cooperativismo, ela subirá um degrau na escala dos mundos. O interesse coletivo deve sempre sobressair perante o interesse individual.
A caridade nos torna partífices e coadjuvantes da humanidade como um todo. Além disso, há um ensinamento com base numa lei natural que afirma que “Tudo aquilo que damos ao outro, retorna invariavelmente para nós.
Quanto mais damos amor, mais amor retorna para nós; quanto mais nos doamos ao outro, mais outros se doarão para nós; quanto mais vibramos o bem para o mundo, mais receberemos vibrações de bem”.
A caridade tem a capacidade de aumentar de tamanho na medida em que nós a dividimos. O conhecimento, que também é uma forma de caridade, também funciona assim. Quanto mais conhecimento transmitimos, mais ele aumenta.
O amor também é assim:
quanto mais amor irradiamos, mais ele aumenta.
O superior nunca se perde quando é dividido; o inferior, como os bens materiais, sempre que são passados a outrem, alguem os perde.
Imagine que você tem 10 pães e deu 5, só lhe restarão 5 pães. Mas se você tem amor e o irradia para os outros, mais amor brilha em você.
Tal como o amor, a caridade, e benevolência, a tolerância, a compaixão, as virtudes, quanto mais nós as transmitidos, mais elas aumentam dentro de nós. Visualize o amor como a chama de uma vela.
Quando a chama da vela acende outras velas, seu brilho não se perde. Mas a chama do amor se intensifica quando o amor é passado.
Se pudéssemos entrever a aura de uma pessoa que dá amor, ao observar seu brilho, veríamos que seu amor aumenta quando ele é transferido.
Escolha sempre dar daquilo que, quando concedido, aumenta de tamanho e de intensidade.
Que pensar de pessoas que ficam anos e anos prestando caridade à sua comunidade e continuam com suas vidas travadas e sem boas condições financeiras?
Em primeiro lugar, ninguém deve realizar trabalhos humanitários esperando receber algo em troca. Quando nossa intenção é pessoal, nosso mérito é extremamente reduzido.
Uma pessoa que ajuda o outro para cumprir uma obrigação ditada num preceito religioso, ou para ser admirada pelos outros, ou para fugir do “inferno”, ou mesmo com o único propósito de dissolver seu karma, a caridade não tem o mesmo valor.
O contexto favorável ou desfavorável de vida depende de nosso karma passado e dos desafios que devemos enfrentar dentro do nosso plano de vida.
Quando uma pessoa passa anos e anos dedicando-se ao trabalho da dádiva em sua comunidade, ela pode estar precisando reparar erros de vidas passadas até compensar o mal que tenha realizado. Sua recompensa será a tranqüilidade em sua vida interior.
Mas no caso dela não se importar consigo mesma e manter uma fé inquebrantável na prática da doação e superar as provações da vida, sua recompensa virá logo.
Porém, aquele que faz esperando essa recompensa não a receberá; aquele que faz sem qualquer expectativa pessoal e sem desejos, será o senhor de sua existência e tudo terá. Nosso ego desejante nunca se sacia completamente; se Deus o concede algo, ele não estará satisfeito e amanhã ele vai querer mais e mais. Diz Jesus:
-“Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” (João 4: 13-14). Quem tudo deseja, nada possuirá; quem nada deseja, tudo conquistará.
Essa é uma lei atemporal que sempre se concretiza na vida humana.
É preciso compreender que as condições precárias vividas por pessoas que fazem caridade são, na maioria das vezes, um teste de fé daqueles que realizam boas ações.
Somente aqueles que praticam a caridade esperando algo em troca é que não são bem sucedidos nessa empreitada.

“O ódio desperta rixas, a caridade, porém, supre todas as faltas” (pr 10:12)
                                                        

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O maior pecado de todos

                                          

Dentre todos os pecados que o homem comete o maior de todos é roubar.
Qualquer outro é uma simples variação do roubo.
Quando se mata alguém está roubando uma vida.
Está roubando da esposa o direito de ter um marido,
Roubando dos filhos um pai.
Quando você mente está roubando de alguém o direito de saber a verdade.
Quando trapaceia está roubando o direito dos outros à justiça.
Não se esqueça que Também você pode ser roubado.
Não deixe que roubem de você sua alegria, seu estímulo, sua força de vontade.
Que ninguém tire de você sua dignidade, sua paz.
Que no início desta nova manhã você repita a si mesmo.
Hoje não vou roubar de ninguém,
Pois também não quero ser roubado.
Que você possa dar o primeiro passo pra ter seu dia abençoado .

                                          

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Para o médium refletir...

                                                    

Tenho muita dó de quem pensa que a Umbanda é um mar de rosas e que todos nossos problemas serão resolvidos a partir do momento em que colocarmos a roupa branca. Muito pelo contrário, a Umbanda, quando aceita de coração e incorporada à nossa vida, nos leva a ficar cara a cara com nossas deficiências e falhas, escancarando nossos sentimentos e apurando nossas verdades. Um verdadeiro vendaval de mudanças internas nos arrasta e transforma nosso intimo preparando-o para o bom exercício religioso tornando-nos pessoas melhores e mais centradas.
Deixa-nos mais fortes e tolerantes, mais sensíveis e piedosos, mas os problemas acumulados em nossa existência somente serão resolvidos com firmeza, determinação e o uso sapiente do livre arbítrio, inerente a todos os seres humanos, nunca pelos meandros ou facilidades de nossa religião, por mais que isso seja apregoado por uma imensa turba de aproveitadores da boa fé alheia.
O mau uso dos mistérios astrais, a exigência demasiada com nossos orixás e entidades, a falta de humildade, ou pior ainda, a falsa humildade, colocarão o médium em seu devido lugar, o ostracismo mediúnico.
A Umbanda não foi criada para satisfazer desejos pecaminosos e sonhos grandiloqüentes nem para destruir nossos inimigos com trabalhos mirabolantes à base de velas pretas, farofa, ou sei-lá-mais-o-quê, tão propagados em sites, blogs ou mesmo terreiros “especializados” nas mazelas caprichosas de maus seguidores.
O bom trabalhador umbandista deve, acima de tudo, manter a atitude de fé, compaixão, respeito e caridade proposta pela lei de Oxalá, nunca fazer julgamentos apressados muito menos pedir o que não poderá ser dado. Esse conjunto de atitudes aplicado em sua vida religiosa fará com que o grande médium desabroche em plenitude e você descobrirá encantado, que esse grande médium, até então escondido, é você!

Saravá a Umbanda!
                                                    

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Homem Macaco

                                                   
Eu estava de passagem pela Universidade de Fordhan, Nova York. Meu colega jesuíta americano, ao saber que eu gostava de escrever estorinhas leves para jovens, propôs um passeio a Long Island, onde veria alguma coisa sensacional, inesperada e até nunca sonhada por ninguém... Fez-me entrar no carro e saímos...
De fato, o que vi neste passeio é um caso único. Uma fábrica de sapatos projetada só para deficientes físicos. Todas as máquinas foram desenvolvidas pelo proprietário da empresa, Mister Henry Viscardi. Lá se viam máquinas acionadas só por um toco de braço, outras só pelos pés ou alguma perna atrofiada. Havia uma, a que mais me comoveu, manipulada pela boca de um operário tetraplégico!
Henry Viscardi, o dono e criador dessa maravilha de amor, era também deficiente físico. Nascera com as pernas atrofiadas do joelho para baixo e tinha apenas um esboço de pés. Quando criança, andava com as mãos, segurando dois tocos de madeira, calçados com borracha de pneu. Esse seu modo de andar lhe valeu o apelido de "homem macaco", dado pelos meninos da escola. Cada vez que o chamavam assim, ele saía, pulando com seus tocos de madeira, para ir chorar junto da professora.
Um dia, esta resolveu dar-lhe uma sacudidela moral, dizendo:
-- Você pode pôr um fim a tudo isso se quiser! É um garoto muito inteligente e pode ser o primeiro da classe. Quando tal acontecer, todos irão respeitá-lo.
Foi dito e feito. Passou a enfrentar aquela situação (ver-se chamado de "homem macaco") sem lágrimas nem agressividade. Mas, sobretudo, começou a caprichar nos estudos, em pouco tempo estava em primeiro lugar! Acabou-se a zombaria. Ele terminou o primário e o colegial.
Entrou para a faculdade e formou-se em engenharia. Casou-se e teve quatro filhas! Abriu uma indústria de sapatos e, em poucos anos, acumulou uma imensa fortuna!
Um dia, no seu carrão milionário, adaptado por ele próprio para ser controlado inteiramente com as mãos, viu um deficiente físico arrastando-se pelas ruas de Nova York. Aquilo doeu-lhe e lhe sugeriu uma grande idéia. Começou a planejar máquinas especiais para deficientes. Foram meses e meses de trabalho, debruçado sobre as pranchetas. ..
E a fábrica saiu do papel. Lá estava eu percorrendo seus pavilhões, saudado por dezenas e dezenas de sorrisos de deficientes... mas não havia deficiência alguma naqueles sorrisos, porque vinham de homens e mulheres muito felizes.
Henry Viscardi é um grande católico, mas sua fábrica, que leva o nome tão bem empregado de "Abilities" (Habilidade), tem emprego para todas as religiões e todos se amam com o mesmo sorriso de felicidade!
"Eu que conheci bem o sofrimento aprendi a socorrer os que sofrem", diz Henry.
Há muitas pessoas sofredoras que, talvez, encontrassem paz e felicidade se procurassem ajudar alguém que sofre tanto ou mais do que elas. Esta é a lição maravilhosa, inesquecível do milionário deficiente físico que, do alto dos seus milhões de dólares, debruçou-se sobre outros deficientes e os ajudou a encontrar o seu lugar na vida. A Lição do "Homem macaco"!


                                                   

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Ostra e a Pérola

                                        
"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"...
As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
Você já sofreu os duros golpes do preconceito?
Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola !!!
Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras" Vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.
Um sorriso fala mais que mil palavras...
                                        

domingo, 24 de outubro de 2010

Aguas da Umbanda

                                                

Aguas que imantam, lavam e purificam a alma, aguas que trazem a sabedoria e alegria, depois da chuva os passaros cantam e. saem para passear, a natureza tem seus filhos para protege la, cuidem das nossas aguas.
Sua utilidade é variada na Umbanda e Candomble. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência (mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações.
A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.
A Água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.
Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, são cobertas por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboidratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no Planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.
Ás vezes, um guia indica: Coloque um copo com água do mar ou água com sal atrás da porta.
Qual é o porquê disto?
Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve encher de água, o copo até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A água que se apanha na cachoeira, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.
Por esse motivo nunca se deve pisar em bueiros das ruas, porque as águas da chuva, passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carregam para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.
A importância da água pode ser traduzida numa única palavra: ”VIDA!”
Sem água (COABA) a vida é impossível.
A Água está presente em praticamente todos os trabalhos de Umbanda, e sua função é importantíssima.
Por seu poder de propiciar vida ela atrai a vida à sua volta, seja material ou Espiritual.
As águas utilizadas para descarrego, têm funcionamento parecido com a fumaça, sendo que a fumaça carrega as energias consigo similar ao vento, e a água absorve estas energias.
As águas em copos nas obrigações significam energia vital, e nos copos junto às velas de Anjo da Guarda ou atrás das portas de entrada, têm a finalidade de atrair para si as energias que por ali passam, atraídas pela Luz ou passando pela porta.
Os copos de água utilizados para estes fins (Anjo de Guarda ou atrás das portas) devem ser descarregadas pelo menos de 7 em 7 dias, pois senão ficarão saturadas e perderão seu poder de absorção. Esta descarga deve ser feita em água corrente (na pia com a bica aberta, por exemplo), pois simboliza movimento, necessário para transportar as energias absorvidas por ela.
Conhecemos e fazemos uso em rituais de água de procedência de dez campos sagrados.
Rocha   
Água detida em saliências nas rochas. Ligada a Xangô – entre suas funções, traz força física, disposição, boa-vontade, sabedoria.
Mar   
Ligada a Iemanjá – imã de energias negativas, anti-séptico e cicatrizante, fertilidade, calma.
Mina   
Ligada a Oxum e Nanã – força, vitalidade – é a mais indicada para se utilizar nas quartinhas e em assentamentos de anjo-de-guarda.
Mar Doce   
Encontro de rio e mar. Ligada a Ewá – trato do corpo sentimental, humor, bom senso e independência.
Chuva   
Ligada a Nana e Oxum – excelente função de limpeza e descarrego.
Cachoeira   
Ligada a Oxum e Xangô – sentimentos, afeto, força de pensamente, alegria, jovialidade.
Rio   
Ligada a Oxum (na correnteza) e a Obá (nas margens) – determinação, bons pensamentos.
Poço   
Ligada a Nanã – resistência, sabedoria.
Lagos e Lagoas   
Ligada a Oxumarê – inventividade, imaginação.
Orvalho   
Recolhido das folhas, ao alvorecer do dia. – Ligado a Oxalá – calma, paciência, fecundidade.
Todas podem ser utilizadas em banhos, assim além de portadoras de seus próprios axés, serve de veículo para o axé dos demais componentes do banho.
Em especial, a mayonga é feita usando-se sete destas águas, dependendo do Orixá da Iaô, e no assentamento de Oxalá da casa, enche-se o pote (quartilhão, porrão…) com todas as dez águas citadas.
Estas águas devem preferencialmente ser recolhidas e armazenadas, utilizando-se potes de louça branca virgem, e só utilizadas para esse fim, por filhos de Oxalá ou Iabás.
Algumas águas não podem e não devem ser armazenadas por muito tempo, “água parada apodrece”.
                                                

domingo, 17 de outubro de 2010

"Faz caridade Fio" (por vovô Ambrósio).

                                         
Faz caridade fio, faz caridade fio!
Assim era as fala do negro Ambrósio através do aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador.
Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse conselho do Pai Velho, já havia se passados oito meses desde o primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro, passando a fazer parte da assistência, sempre voltando ao negro Ambrósio para tirar suas duvidas.
Naquele dia ele estava decidido. Iria perguntar ao Velho porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? Será que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo sua parte?
Esperou ansioso a sua vez. Aquela noite seria especial, seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no caminhar daquele senhor.
Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por convicção, se ajoelhou diante do negro Ambrósio e foi dizendo:
- Benção vô Ambrósio, hoje venho lhe pedir uma explicação para melhor entender o que o senhor me diz.
- Oxalá te abençoe meu fio! Negro Ambrósio fica feliz com sua presença e gosta de fazer proseador com todos os fios que aqui vem.
- Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que venho a essa casa e falo com o senhor. Como já lhe disse não tenho uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar desde a infância.
- Certo meu fio, negro Ambrósio já tem cunhecimento de tudo isso que suncê falou.

- É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a caridade? O senhor não já sabe que faço isso todo mês entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? Além do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade. Por isso gostaria que me explicasse o porquê desse conselho, dentro da minha consciência cumpro com meu compromisso.
- É verdade meu fio, tudo isso que suncê falou pra negro veio, faz parte de seu compromisso e fio cumpre direitinho sua parte. Porém fio esse compromisso faz parte de seu social. Suncê alimenta o corpo material que precisa de sustentação pra ficar de pé, pois se não for assim fio tem prejuízo, só que o fio também precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade.
- Não entendi meu vô seja mais claro? Que caridade espiritual é essa?
- É a mesma que esse meu aparelhinho faz aqui no terreiro. Suncê precisa assumir sua condição de médium.
Espantado, disse o senhor: como é que é vô Ambrósio o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na Umbanda é isso?
- É isso sim, meu fio. Suncê tem compromisso com essa banda.
Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma afirmação estava tanto a lhe remoer a alma. Como seria possível? Achava bonito a Umbanda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos vôs, mais daí então a ser médium era demais para ele.
Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade aquele senhor disse ao vô:
- Meu vô acho que há um equívoco, pois nunca senti nada a respeito da mediunidade.
- Num sentiu porque se prende e que não quer dizer ou suncê acha que nego veio não vê o companheiro de Aruanda que lhe acompanha e que hoje está dando autorização pra fazer esse conversado? Meu fio diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro - o que é uma verdade - mas o que fio não se vê é dobrando o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu Pai Preto também lhe traga lições para seu caminhar. Então meu fio, enquanto suncê não entender, nego veio vai continuar repetindo o conselho: faz caridade fio, faz caridade fio! Mesmo que tenha que arrepetir isso por muitas veis, pois água mole em pedra dura fio, tanto bate inté que fura. Olha fio! Eu tenho um compromisso moral com esse companheiro de Aruanda que te acompanha e te agaranto que não será de minha parte que não será cumprido.
Pensa no que esse veio te falou e dispôs vem prosear novamente, pois o passo de veio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa fio: o tempo corre e espero que suncê queira aproveitar enquanto tá desse lado de cá!
Aquele senhor se levantou da frente de negro Ambrósio sem dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que ele tinha ouvido.
Oito meses se passaram depois daquela prosa, ninguém no terreiro tinha visto novamente aquele senhor na assistência.
Era 13 de maio, gira festiva de preto velho, os trabalhos tinham se iniciado. Negro Ambrósio olhava para a porteira do terreiro como se estivesse a esperar por alguém e assim cantarolava “acorda cedo meu fio, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com preto velho nunca ficou no caminho”. Acostumados com a curimba os filhos da corrente repetiam os versos sem perceber que naquele dia a entonação estava mais dolente. Mais um filho de Zambi venceria uma etapa, mais um seria libertado.
E foi olhando para a porteira que negro Ambrósio viu aquele senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos se postar assim dizendo: Vô Ambrósio se é verdade que tenho essa tal mediunidade aqui estou para aprender a fazer caridade, nesses 8 meses minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui novamente e não nego que fugi por vergonha se ainda houver tempo...
Aquele senhor nem chegou a ouvir a resposta do negro Ambrósio. Do seu lado já se encontrava um negro que de forma doce e amorosa assim falou: Meu fio a quanto tempo espero por esse momento, por esse reencontro. Vamos trabaiá meu fio nas bênçãos de Zambi e na fé de Oxalá!
Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de olhos claros, quase translúcidos, alto, dava passagem nesse momento a mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai Oxalá! Saravá negro Ambrósio! Pai Joaquim das Almas se faz presente nesse Gongá!
- Saravá Pai Joaquim!
E daquele dia em diante mais um filho começava a sua caminhada. Mais um chegava a corrente da casa. Mais uma estrela passou a brilhar nos céus de Aruanda!

Saravá Preto!!!

História contada por Vovô Ambrósio.
                                         

O Monge e o cesto de bambu

                                                       

Havia um monge que reunia seus discípulos e os convidava a subir com ele até o alto de uma montanha para rezarem juntos. Fazia isso todos os dias.
Perto dali, logo abaixo, havia um rio com águas puras e cristalinas. Certa vez, um dos discípulos perguntou ao monge:
- Mestre, por que oramos todos os dias, se não conseguimos gravar as palavras em nossas mentes? Pouco me lembro do que oraamos ontem e já nem sei o que falamos há dez dias...
O monge, com a calma e a serenidade que são típicas dessas pessoas, pegou um cesto de bambu, que estava próximo dali, e o deu ao discípulo dizendo:
- Filho, vá até aquele rio e traga este cesto cheio d'água para mim.
(Todos nós sabemos que um cesto de bambu não pode reter a água).
O discípulo lá se foi... Ao voltar, com o cesto vazio, embora ainda molhado, o monge lhe perguntou o que ele havia concluído. E o discípulo respondeu:
- Mestre, um cesto de bambu não pode reter a água, porque ela escapa pelos furos...
- Só isso? - insistiu o monge - Então vá novamente ao rio e traga o cesto com mais água.
E o discípulo foi novamente... Ao voltar, o monge lhe perguntou o que ele tinha concluído e a resposta foi a mesma.
O monge pediu novamente para que ele repetisse a operação... E fez isso várias vezes... Depois de várias idas e vindas, finalmente o discípulo concluiu:
- Mestre, agora percebo uma diferença: o cesto está mais LIMPO do que antes!
Satisfeito com a conclusão, o monge acrescentou:
- Exatamente! O mesmo acontece conosco, quando rezamos. Muitas vezes esquecemos as palavras, mas com certeza ficamos mais 'limpos' e o nosso espírito é purificado a cada oração. Deus sempre nos dá conforto em meio à tristeza, paz em meio à tempestade, estabilidade em meio às mudanças, perdão em meio ao pecado e amor em meio ao ódio. Através da oração, nós nos fazemos DISPONÍVEIS PARA DEUS.
                                                       

Que Deus nos abençoe sempre.



                                                       

sábado, 16 de outubro de 2010

O médium

                                                  


O médium é o Office boy da espiritualidade e existem muitos.
Uns trabalham nas empresas de luz e trazem as respectivas mensagens, outras trabalham nas empresas da escuridão e também respectivamente as trazem travestidos de líderes espirituais com objetivos materiais negros.
O médium consciente sabe que é médium, é mais lúcido, reconhece e admite a presença dos amigos espirituais e se assume médium mesmo perante a crítica dos fundamentalistas "espumantes" que são capazes de morder a própria língua para ofender e perpetrar àqueles que não comungam com as suas idéias estreitas.
O médium é a última milha do telefone sem fio interdimensional. O que antes fez como brincadeira de criança hoje faz como responsabilidade de adulto.
O médium não é evoluído e nem melhor, aliás muito pelo contrário, a mediunidade na maioria das vezes é apenas oportunidade kármica (dharma) de resgatar os erros do passado que pode se manifestar como fardo, como bênção ou como ambos dependendo da situação e "n" variáveis conscienciais intervenientes.
Cada médium tem um trabalho, uma tarefa ou obrigação consciencial que lhe foi gentilmente cedido pelo Alto face a seu arrependimento e vontade de mudar, mas muitos "perecem" no meio do caminho e se atolam na repetição de erros do passado. Outros tantos se estagnam e efetuam pequena fração de suas tarefas que antes tanto se entusiasmaram por fazer acreditando que seria fácil.
A mediunidade não é brincadeira, é tarefa séria e de alta responsabilidade que independe de hora, idade, local, doutrina, religião, intelectualidade ou situação financeira.
Cada médium programou para si adstrito a orientação de seus mentores e que seria melhor para si dentro do contexto evolutivo.
Mediunidade não é tarefa para os fracos e covardes, mas para os abnegados e persistentes. O Alto necessita de cada alma que se dispõe a retornar ao bem e a assumir sua tarefa de minipeça cósmica consciente frente ao Universo regido pelas leis de Deus.
A mediunidade é uma associação de vontade mais talento mais oportunidade mais responsabilidade mais renúncia a fim de ajudar a muitos outros para no fim estar ajudando mais a si próprio.
O médium vaidoso só o é porque não é lúcido e não se lembra, ou melhor, não deseja se lembrar dos erros do passado e hoje custa a admitir que sua mediunidade-trabalho-tarefa-obrigação foi implorada por ele ao Alto no período intermissivo.
Ser médium não é bonito e nem vantagem, mas é obrigação por opção voluntária endossada pelo Alto ao fim de autoburilar a conduta íntima, quitar karma no atacado, superar um novo degrau nesta íngrime escalada evolutiva da vida.
Deus não joga dados e a vida não é brincadeira, muito menos o trabalho e a mediunidade. O amor é um direito de todas as criaturas e nos parece que não temos outra opção senão ter coragem de enfrentá-lo.
Dá trabalho? Sim!
Mas ser feliz é um trabalho que compensa.
Não existe fuga para você, tu sejas médium ou não.
O médium pulou de pára-quedas no meio guerra, admitiu a auto-luta em princípio a pôs a cara a tapa na reencarnação a que se propôs e no meio do caminho não há como desistir. É como uma represa que ruiu, nada segura a força da água e nada segura o fluxo de energias conscienciais na vida dos seres.
Aos médiuns nós sugerimos, abandonem as brincadeiras irresponsáveis e assumam seus serviços, nós precisamos de vocês. Percam a vergonha de assumir sua mediunidade tanto na frente dos ignorantes tridimensionais, como aos invejosos espiritualistas ou aos parapsiquistas multidimensionais e confiem em si.
Auto-estima para o médium é fundamental, mas sem vaidade. Não respondam as críticas maldosas, elas merecem ser desprezadas, a melhor resposta é o resultado de seu trabalho que só irá obter trabalhando.
Mãos a obra, a espiritualidade não dorme!
                                                  

Mensagem de Zé Pilintra

                                                  

Ser espírita é seguir os ensinamentos de Deus e dos orixás, com muito respeito acima de tudo, porque é através deles que recebemos as graças divinas e espirituais.
Ser espírita é ser desprovido das raivas, mentiras e ódios emanados do orgulho humano.
Ser espírita é ser bom de coração, é se tornar uma criança, pois somente sendo criança é que o homem pecador consegue chorar, e é chorando que ele consegue chegar aos pés de Deus e dos orixás.
Ser espírita é sem dúvida nenhuma dar... mas sem esperar receber.
Ser espírita é amar... mas sem esperar o amor.
Ser espírita é compreender... mas sem esperar a compreensão.
Ser espírita é ser humilde... mas sem ser escravo.
Ser espírita é punir... mas sem castigar.
Ser espírita é orar ... mas sem rezar.
Ser espírita não é receber espíritos, pois há tantos que recebem espíritos sem serem espíritas.
Existe um ditado que diz:
Ajuda-te que os céus te ajudarão.
De que adianta encher o altar de velas e pedidos e ficar de braços cruzados esperando.
Isto..... de nada adianta.
Ser espírita é ir em busca, é ir a luta e buscar a cada dia mais.
Ser espírita nada mais é do que viver para servir e jamais viver para ser servido
Agora eu pergunto:
Será que nos somos espíritas de verdade? Cada um responde a si mesmo.
                                                  
Mensagem ditada por Zé Pelintra em agosto de 1984 e psicografada pelo Médium Jordã 

                                                  

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Maria Navalha

                                                  

Alguns diziam que ela era mulher de vida fácil, porém ela sempre trabalhou muito para sustentar seu irmão doente mental. Trabalhou no cais, nos mais diversos bares, botecos e Bin bocas que já existiu lá fez fama pelo seu temperamento rude e de difícil amizade, talvez, por sua vida humilde.
Logo após nascer seu irmão houve complicações com o parto, vindo a falecer a Mãe, uma mulher doce e dedicada aos seus filhos e marido. O Pai, um militar muito severo, não conformado, rejeita o próprio filho e foi aí que Maria Regina das Dores, mais tarde chamada de Maria Navalha, se pôs: entre o Pai martirizado pela morte de sua amada e um filho que apresentava uma deficiência mental. Tudo isso a coagiu para uma vida de sofrimentos e angústias. Logo depois, o pai também se foi. Morreu de tristeza, pois não suportou a partida de tão doce mulher.
Após seu falecimento, eles tiveram que se mudar para um lugar muito humilde. Então, Maria Navalha, com seus 14 anos, começa entender que a vida para as mulheres na década de 50 não era tão fácil assim.
Trabalhou em casa de família, mas seu jeito meigo logo atraia os olhares maliciosos de Patrões sedentos de desejos e foi por um deles que ela acabou deixando-se seduzir. Com esse patrão, ela compartilhou 10 anos de sua vida, até que um dia ele se foi sem deixar nenhuma notícia. Ela que sempre foi contra a dependência, logo naquele momento voltava para a rua da amargura com seu irmão que sempre estava ao seu lado. Seu desvio mental em nada comprometia o carinho e afeto de irmão e amigo que ela sentia. Foram muitas as noites que ela se pegou chorando, sem ter o que comer, com fome e frio na rua. Até que um dia se mudaram para o porto, de onde sigo com minha história.
Não demorou e logo arrumou um emprego de garçonete em um prostíbulo. Ela era tão assediada que as meninas que ali ganhavam sua vida vendendo seu corpo se incomodavam com aquela bela jovem que agora já tinha seus 25 anos.
Em meio as várias pessoas que ali freqüentavam, apareceu, um homem negro, bem trajado, de terno de linho branco e com uma gravata vermelha que deixava um ar de conquistador. Ele, então, pediu uma bebida: “me da uma Bhrama de meia minha querida” - disse aquele homem que tremia os olhares enquanto esperava. Em seguida, sacou de seu bolso um baralho com que ficou a cartear em cima da mesa provocando o olhar de muitos ali naquele local. Não demorou muito, chegou o primeiro querendo saber o que mais do que boa pinta o nobre negro vestido tinha a oferecer. Então, ele tirou seu relógio e disse: “tenho isso”. Era um relógio ainda de corrente, muito bonito por sinal. E foi só com isso que ele depenou os pobres freqüentadores do local. Entre uma rodada e outra, seu olhar se virava para a Maria, doce, bela e bonita e ela correspondia com um sorriso de deboche, ao acabar com quase todos ali presentes e com o bolso cheio de “pataco” ele se levantou, como se é de costume e pediu uma Parati (pinga) para finalizar sua noite. Ele nunca passava das 03:00 da manha. Eram ordens expressas de uma vidente. Então, tomou a Pitu, uma pinga que lhe dava ânimo para chegar a sua morada. Antes de sair, agradeceu à Maria e se foi.
Após algumas horas de sua partida, Maria, cansada por mais um dia de exaustivo trabalho, também foi se embora e ao passar por uma viela escura, um caminho mais curto, próximo a Av. Mem de Sá, se deparou com duas pessoas suspeitas, que tinham um olhar de maldade e cobiça. Nisso, ela apressou seus passos na tentativa de despistar aqueles homens estranhos. Quando ela sem esperar, outro homem a cerca entre as vielas, segura a em seu braço e lhe diz: “olá, bela moça. Vejo que me viu perder tudo que tinha nos bolsos para aquele homem de terno e não quero mais perder, pelo menos quero você agora como uma recompensa pelo pataco perdido. Também vi que dava risada da minha má sorte ao lado daquele negro malandro!”.
Nesse instante, ela correu em direção ao outro lado da viela e lá estavam os dois que a estavam perseguindo. Sentindo–se sem salvação, começou a pedir para São Jorge, seu santo de devoção a quem sempre teve um grande carinho e fé, para que a socorresse. Como em um passe de mágica, mais do que depressa, veio aquele negro todo engomado, cheio de passos bonitos até pra andar e disse: “Boa noite seu moço, você diz que me conhece, tem razão de me conhecer, eu nasci de madrugada antes do dia amanhecer”.
Em seguida, retirou do bolso da sua calça, uma navalha e como se fosse cortar um papel perfura o rosto do perdedor inconformado, que logo sai todo molhado com seu próprio sangue ruim e cheio de ódio. Os dois, mais do que depressa, também resolvem se retirar por medo ou por simplesmente vontade de não estar ali naquele nevoeiro que aumentava cada vez mais, fazendo o pavor crescer ainda mais.
Ao se virar, Maria percebeu que a roupa branca do nego malandro estava cheia de sangue, resultado do corte do inimigo que tentara incomodar a bela mulher. Então, num intuito de agradecer ao seu belo herói, ela o convidou para que ele fosse pelo menos amenizar as manchas que estivera em sua nobre roupa e eles, assim, foram conversando, dando muitas risadas e ela cada vez mais seduzida e ele cheio de chamego pela bela moça.
Ao chegar, ele retirou o paletó e ela começou a lavá-lo. Em seguida, deixou-o secar um pouco, porém, não houve sucesso na retirada de toda a mancha e eles começaram a beber.
Ela tinha, não se sabe porquê, uma garrafa de coquinho que serviu a si e ao herói. Ele, cada vez mais sedutor, fazia-a dar altas risadas enquanto o irmão dela roncava em sono pesado, sem imaginar que tinha visita.
De tanto beber, ela acabou adormecendo e ao acordar sentiu algo diferente em si mesma, como se estivesse mais ousada, mais capaz, mas forte. Ao se levantar, o belo homem já tinha ido sem deixar rastro, apenas um bilhete e a navalha em cima como apoio. No bilhete, ele dizia:
“Obrigado por confiar em mim. Essa navalha nos une para todo o sempre e com ela vais cortar a injustiça, a maldade e a mentira. Saiba usar porque seu fio de corte está ligado diretamente ao seu coração saiba separar os bons dos maus e eu estarei sempre ao seu lado”.
Seu olho se encheu de água com a partida do seu eterno herói, sem nem ao menos um beijo de despedida, nada, apenas aquela navalha. Logo ela que demorou tanto para se simpatizar com outro homem, mal isso tinha acontecido e já houve a separação.
Conforme ele disse, ela fez. Sempre que precisava de ajuda, a navalha a ajudava, tanto que os homens e pessoas ruins a apelidaram de Maria Navalha. Não havia quem a não conhecia.
Logo que a vida começou a melhorar, ela comprou um chapéu Panamá de fita vermelha igual ao do seu amado e usava sempre para todo lado que ia. Às vezes, achavam que ela gostava de mulheres, pois fazia uma cara de mau e brigava como um homem, mas na verdade ela sempre esperava um dia poder reencontrar seu grande amor.



“Quem foi que disse que mulher não briga bem
Quem foi que disse que mulher tem que chorar
Eu firmo meu ponto na folha da Marambaia
Corto demanda na Umbanda
Me chamam Maria Navalha"



Charles de Paiva
                                                  

Tatuagens são permitidas ao trabalhador espírita?

                                                   

Em princípio, cabe lembrar que a Doutrina Espírita nada proíbe. No entanto, dota os indivíduos de elementos para reflexão para que decidam conscientemente. Não é a utilização de tatuagens que desmerecerá o caráter de uma pessoa. No entanto, alguns tipos de tatuagens, com motivos funestos, classificam-se como inconvenientes e impróprias para um trabalhador espírita.
Segundo Divaldo Pereira Franco, respeitado médium e orador espírita, pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings, são almas que ainda trazem reminiscências vivas de encarnações em épocas bárbaras, quando guerreiros sanguinários se utilizavam desses meios para se impor frente aos adversários.
Necessário sairmos da superficialidade. A questão cultural é muito importante para entendermos porque alguns povos adotam certos costumes estranhos a outras culturas. Na Tailândia, fronteira com Myanmar, antiga Birmânia, existe uma tribo isolada onde as mulheres cultuam pescoços longos. Para tal, utilizam argolas no pescoço, desde a infância, para provocar o aumento do pescoço.
Para os integrantes da tribo, todo este procedimento é muito natural, pois faz parte de suas crenças e seus costumes. Trata-se de culto ao corpo e a beleza, sem conotação de auto-agressão.
Nota-se que a compreensão espiritual dos nativos dessa tribo é bastante diferenciada do restante do mundo. Essas particularidades de entendimento implicam em conseqüências diferentes no mundo espiritual, pois cada qual está na situação de elevação espiritual que já tenha conquistado.
É necessário compreender o indivíduo de forma integral. As reações expressas no corpo são conseqüências de seus pensamentos e estes resultados das crenças, experiências e visão de mundo. Tudo é muito relativo até que se descubra como funcionam determinadas Leis Divinas. A Doutrina dos Espíritos não proíbe – esclarece. Não condena – conscientiza. Não se coloca ‘em cima do muro’, mas mostra como construir e trilhar o melhor caminho.
Uma tatuagem por si só não faz ninguém melhor ou pior. No entanto, perguntemos o que está por trás dessa tatuagem? Quais sãos os sentimentos, os anseios, as crenças daqueles que cobrem seus corpos com tais símbolos.
É preciso compreender as razões de alguém tatuar todo o corpo, camuflando-se de si mesmo. Grande parte o faz conduzido pelo modismo. Outros tantos ainda se encontram presos a hábitos de outras encarnações, que transitam do inconsciente para o consciente do indivíduo, resultando na transfiguração do indivíduo.
O Espiritismo não julga, porém compreende que, com o amadurecimento, o Espírito cultivará apenas os valores que nortearão sua verdadeira vida. Tatuagens, piercings, são todas práticas transitórias. Convém perceber, contudo, se tais pessoas estão abaladas, desequilibradas emocional e espiritualmente. O que as faz quebrar a barreira do bom senso e do discernimento? Por que provocam para si as dores e sofrimentos?
Frente a tais perguntas, a Doutrina Consoladora busca no íntimo do ser o seu real problema. Convida-o ao auto-conhecimento e ao exercício do auto-aprimoramento. Recomenda bom senso, amor a si mesmo, equilíbrio e a busca incessante ao Pai Criador, o único que poderá nos preencher de alegria e felicidade.
Hoje a moda cobre o corpo de desenhos e objetos. Amanhã o mundo será coberto de almas verdadeiramente engajadas no trabalho de servir, deixando de lado o culto exterior – superficial – para as conquistas de valores espirituais duradouros.
Analisemos a alma para descobrir o porquê do estado do corpo. Compreendamos o profundo para entender claramente o superficial. O certo e o errado, o bem e o mal nada mais são que experiências condizentes ou não com as Leis Naturais. Valorizar o corpo e a alma é ensinamento que todos os homens compreenderão e, então, já não discutiremos assuntos superficiais, mas assuntos da alma. Deixando do lado o embrulho para valorizar o conteúdo.
(Retirado do site OSGEFIC)
                                                   

Mãos que Curam : O Passe Magnético

                                           

Ao contrário do que podem pensar alguns, o uso do magnetismo - não confundir com magnetoterapia (uso de imãs para cura) - é bastante antigo, sendo utilizado desde a antiguidade. Na Caldéia e na Índia, os magos e brâmanes, respectivamente, curavam pela aplicação do olhar, no Egito, multidões acorriam ao  templo da deusa Ísis, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos, no próprio Evangelho vemos várias vezes Jesus curar através do uso do magnetismo.
Embora já bastante utilizado, pouco se conhecia sobre o mecanismo de ação do magnetismo, foi na idade média que os estudos evoluíram, encontrando no final do século XVIII com Fraz Anton Mesmer um grande desenvolvimento. Mesmer iniciou suas pesquisas com uso de imãs e depois descobriu que o uso das mãos apresenta resultados análogos aos imãs. Mesmer acreditava na existência de uma força magnética que se manifestava através da atuação de um "fluido universalmente distribuído, que se insinuava na substância dos nervos e dava, ao corpo humano, propriedades análogas ao do imã. Esse fluido, sob controle, poderia ser usado como finalidade terapêutica". Após muitas pesquisas começou a desenvolver e divulgar técnicas de fluidoterapia que ficou conhecido como Mesmerismo. O trabalho de Mesmer, apesar de apresentar bons resultados, gerou grande polêmica, sendo ele e seus seguidores duramente combatidos pela Faculdade de Medicina de Paris que proibia seus membros de adotar a nova técnica. Apesar de toda a perseguição, pesquisadores como OMarquês de Puységur, Du Potet, Charles Lafontaine, Charles Richet, Allan Kardec, dentre outros, continuaram os trabalhos de Mesmer, trazendo até nossos dias o uso terapêutico do magnetismo.
Mas afinal, o que é esse magnetismo? Magnetismo animal, ou ainda, fluido animal é a denominação da parcela de energia vital doada por uma pessoa encarnada à outra, seu objetivo é propiciar o reequilíbrio físico e espiritual àquele que está, por alguma razão, com sua energias desequilibradas. Existem várias formas de se utilizar esse magnetismo. Nas casas espíritas vemos a utilização do passe, que é amplamente empregado como complemento para outras terapêuticas. Segundo a Gênese, o passe, que não é uma doação de energias, mas na verdade é “uma transfusão de energias físico-psiquicas” (Emmanuel) pode ser divido em três tipos:
1.      Humano – É o magnetismo propriamente dito, utiliza apenas as energias do encarnado, sendo sua eficácia determinado pela qualidade da energia do mesmo;
2.      Espiritual – É aquele em que não há intervenção de um encarnado, o fluxo de energia vem diretamente do plano espiritual para o beneficiado. Assim como no caso anterior, a qualidade desse recurso está na razão direta das qualidades do espírito;
3.      Mista – É aquela em que a uma combinação de energias espirituais e humanas (animais) de forma a tornar o passe mais eficaz. Este é o passe recomendado nas casas espíritas, pois seus resultados tendem a ser melhores para todos os envolvidos.
O termo transfusão é empregado porque quem recebe o passe tanto pode receber energia (caso esta lhe falte) como pode ter o excesso retirado (caso esta possa lhe trazer algum desequilíbrio). O passe vai agir no perispírito, que é nas palavras de Leon Denis “Um organismo fluídico; é a forma preexistente e sobrevivente do ser humano, sobre o qual se modela o envoltório carnal, como uma veste dupla, invisível, constituída de matéria quintessenciada”. Sendo o corpo físico uma conseqüência do perispírito, a aplicação do passe no perispírito apresentará reflexos no corpo material.
Existem várias formas de se aplicar o passe, entretanto é preciso esclarecer que o principal fator é a vontade que dirige os fluídos, para que estes possam alcançar o objetivo desejado, sendo assim, devemos ter em mente que qualquer posição, movimento, apetrecho ou instrumento exterior é secundário e que a disposição mental tanto de quem aplica quanto de quem recebe o passe é que é o fator principal para o sucesso da transfusão fluídica. Ainda assim, a título de informação, falaremos de três das mais utilizadas formas de passe:
1.      Imposição de mãos – esta é a forma mais comum, antiga e utilizada de aplicação de passe, consiste na colocação das mãos, com as palmas para baixo, sobre a cabeça de quem vai recebê-lo. O princípio deste passe é o de aplicá-lo no Chakra coronário (a moleira dos bebês) e sendo este Chakra o que coordena os demais, ele se encarrega de distribuir as energias pelo corpo;
2.      Longitudinais – São aplicados ao longo do corpo, da cabeça aos pés, de cima para baixo, com as mãos abertas e as palmas na direção do paciente. Podem ter várias finalidades, mas é mais comumente utilizado para acalmar o paciente;
3.      Transversais – utilizados para fins de dispersão de energias, não é recomendado em casas espíritas devido ao seu modo de aplicação que consiste em “estender os dois braços, com as mãos abertas, polegares para baixo e abrir rapidamente e com muita energia os braços no sentido horizontal e depois volta-se com vivacidade à posição primitiva para recomeçar logo a seguir da mesma maneira”;
Nas casas espíritas recomenda-se que o passista evite a todo custo tocar no paciente, como também apenas utilizar a imposição de mãos. Estas recomendações visam evitar constrangimentos para o paciente, evitar assustar aqueles que não conhecem bem o passe e podem ficar chocados com movimentos muito estranhos, bem como evitar preferências por determinado passista (que aplica determinado tipo de passe).
Impossível falar em passe sem fazer referência aos Chakras ou Centros de Força ou ainda Centros Vitais. A palavra Chakra vem do sânscrito e quer dizer roda. Segundo o professor Carlos Pastorino: “são chamados rodas porque têm a aparência de pequeno exaustor ou ventilador, com suas pás (denominadas ”pétalas”), que giram incessantemente quase, já que é constante a “corrente de ar” que por elas passa”. Essa corrente de ar a qual o professor Pastorino se refere são as vibrações e elementos fluídicos do plano espiritual que entram e saem de nós pelos Chakras.
Segundo André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, os sete principais Chakras possuem as seguintes funções:
1.      Coronário – “Instalado na região central do cérebro é a sede da mente, o centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada. O Centro Coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do espírito.”
2.      Cerebral – “Contíguo ao Coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo.”
3.      Laríngeo – “Controla notadamente a respiração e a fonação.”
4.      Cardíaco – “Dirige a emotividade e a circulação das forças de base.”
5.      Esplênico – “Determina todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo.”
6.      Gástrico – “Responsável pela digestão e absorção dos alimentos densos e menos densos.”
7.      Genésico – “Guia a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e á realização entre almas.”


Como já dissemos anteriormente é sobre o Chakra Coronário que o passe por imposição de mãos é aplicado, este por sua vez, como controla os demais, é o encarregado de distribuir as energias do passe para os demais.
A aplicação do passe na casa espírita necessita de certos cuidados para que não tome um caráter místico. Todo e qualquer objeto exterior deve ser dispensado, talismãs, incensos, defumadores, roupas de cores especificas são práticas vãs e que só servem para criar no paciente uma idéia equivocada do passe. A música pode ser usada, desde que com critério (música suave e baixa), para ajudar no relaxamento dos presentes. Além disso, como o objetivo do passe é o equilíbrio, é preciso esclarecer os presentes sobre a necessidade do silêncio e do clima de prece para facilitar a sintonia com o plano espiritual. Também é fundamental que todos estejam fisicamente preparados para o passe, ou seja, que evitem atitudes que dificultem a absorção e a transmissão do passe pelos seus organismos físicos, questões como alimentação, vícios, sexo, entre outras devem ser observadas:
1.      Alimentação – Apesar de não existir nenhum alimento proibido para aquele que vai receber o passe, ou desenvolver qualquer atividade na casa espírita, é preciso ter bom senso e evitar excessos alimentares, pois “o excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem com das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes”;
2.      Álcool – Assim como outras substâncias tóxicas (fumo, drogas, etc), o álcool provoca distúrbios nos centros nervosos e modifica certas funções psíquicas o que anula os esforços de transmissão dos fluidos do passe;
3.      Outros Vícios – Além dos vícios de natureza química, há também aqueles decorrentes da conduta do indivíduo, questões com jogos e todos os abusos que geram desequilíbrio psíquico devem ser evitados, pois dificultam sobremaneira a sintonia vibratória;
4.      Sexo Antes do Passe – O sexo é coisa santa e como tal deve ser tratado, entretanto devido às descargas energéticas que ele acarreta, o mesmo deve ser evitado antes do passe, pois pode criar desequilíbrio fluídico no paciente o que pode dificultar a absorção e a retenção dos fluidos recebido no passe.
 Não esperamos aqui esgotar o tema do passe, que é muito rico e tem várias implicações, entretanto esperamos ter levado um pouco de luz sobre o assunto, principalmente para aqueles que nada sabem sobre o mesmo. Voltamos a lembrar que, mais do que qualquer outra coisa, o principal componente para o sucesso do passe é a boa vontade e o esforço para sintonizar com os planos superiores. Esforço esse não apenas no momento do passe, mas em cada momento de nossas vidas, seguindo o roteiro seguro do Evangelho que é a melhor maneira de conquistarmos o auxílio da Divina Providência.

                                           

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Você se torna aquilo que acredita que é.

                                                

 
 
Era uma vez uma grande montanha onde as águias tinham seus ninhos. Um dia, um tremor de terra fez com que um dos ovos de águia rolasse montanha abaixo. Ele rolou até parar no terreiro de uma fazenda ao pé da montanha. As galinhas, como sempre muito responsáveis, decidiram cuidar do ovo e uma galinha mais velha ficou com a incumbência de chocá-lo e cuidar da educação da pequena ave.
Após algumas semanas, o ovo se abriu e uma bela águia nasceu. Infelizmente, a pequena águia foi criada como uma galinha e passou a acreditar que era mais uma ave do galinheiro da fazenda. A águia amava seu lar e sua família, mas, intimamente, seu espírito sonhava com algo mais.
Um dia, enquanto ciscava o chão à procura de insetos, a águia olhou para o céu e viu um grupo de poderosas águias voando muito alto. "OH", a águia gritou, "como eu gostaria de voar como aquelas aves". As galinhas riram e zombaram: "Você não pode voar como aquelas aves. Você é uma galinha, e galinhas não voam".
A águia continuou a mirar sua verdadeira família, sonhando que poderia estar lá em cima com aquelas belas aves. Mas toda vez que ela revelava seus sonhos, era lembrada que isto não era possível. Isto foi o que a águia aprendeu a acreditar. Com o passar do tempo, a águia parou de sonhar e continuou a viver sua vida de galinha. Finalmente, após muitos anos vivendo como galinha, a águia morreu.
Moral da história: você se torna aquilo que você acredita que é. Assim, se você sonha que é uma águia, siga seus sonhos e não os conselhos das galinhas. Ilustra uma das formas mais comuns de bloqueios à criatividade, os bloqueios culturais: barreiras que impomos a nós mesmos, geradas por pressões da sociedade, cultura ou grupo a que pertencemos.


                                                

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pequenas sugestões para melhorar nossos atendimentos mediúnicos

                                

Ter a oportunidade de conversar com uma entidade incorporada em um médium comprometido com a espiritualidade é um privilégio para o consulente, para o médium e até mesmo para o próprio guia. Independentemente da condição em que nos encontramos todos, sem exceção, estamos em evolução e o que diferencia a evolução de cada um são nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações, enfim, as atitudes e posturas do nosso cotidiano. Quando vamos ao terreiro sempre vamos em busca de algo e muitas vezes esquecemos que esse algo não vai vir de fora, não vai cair do céu. Com certeza vai depender do nosso merecimento e do nosso trabalho. Outra coisa comum de se esquecer é que nenhuma situação se forma da noite para o dia. São longos períodos sem ação e sem reflexão que exigem persistência e equilíbrio para superação das condições adversas. Dificilmente uma situação que demorou muito tempo para se formar se resolverá numa única consulta mediúnica.
Dependendo da ótica que você lê esse texto pode ficar a impressão de passividade e de que sempre estamos errados. Que temos que ter paciência, que temos que ser resignados. Sim, temos que trabalhar tudo isso, mas se você, assim como eu, prefere ter uma atitude mais participativa, mais ativa, podemos pensar em algumas ideias para melhorar nossos atendimentos com os guias espirituais. Algumas sugestões:
1) Organize seus pensamentos – Antes mesmo de chegar ao terreiro vá pensando nas suas prioridades. Durante a abertura dos trabalhos concentre-se e reflita (obviamente em silêncio) sobre o que você almeja e o que realmente você foi fazer lá. Na frente do guia sabemos que muitas vezes dá o “branco” e nem sabemos direito o que falar, mas se já é difícil pra gente imagina para o guia entender o que passa dentro da nossa cabeça tendo ainda o médium como intermediário. Não duvido da capacidade da entidade, porém se podemos facilitar pra quê complicar? Uma boa consulta não é aquela que demora horas e sim aquela que é objetiva.
2) Carregue somente sua cruz – Estamos sempre pensando nos outros, nos nossos familiares, amigos ou mesmo inimigos. Concentre-se em você. Não, isso não é egoísmo, é um caminho para solução dos problemas, primeiro porque você não interfere no livre arbítrio de terceiros e segundo porque é você quem está lá e não os outros. Sei que pode parecer cruel “deixar de pensar nas pessoas” mas não dá para tirar os outros do buraco se você ainda estiver dentro dele. O máximo que vai acontecer é os outros subirem sobre você para tentarem sair do buraco. De forma prática, acenda somente suas velas, prepare somente seus banhos, faça somente suas orações e trabalhe seu íntimo. Nem precisa dizer que trocar informações sobre sua consulta com o próximo é tão idiota quanto usar a receita médica de outro paciente para curar a sua doença. Não sejamos hipócritas, se um quinto das pessoas realmente pensasse e agisse em prol do próximo nossa a sociedade seria outra.
3) Vista-se adequadamente – Grande  parte da população normal usa trajes de acordo com a situação ou ocasião. No matrimônio utilizam-se roupas de casamento, para nadar utilizam-se trajes de banho e é assim para o trabalho, para dormir, para passear no parque ou praticar esportes. Seguindo o mesmo raciocínio seria natural ir ao templo religioso com roupas adequadas para isso, ou seja, claras e sem decotes. Sim, vivemos num país predominantemente tropical e o calor beira ao absurdo, mas nada impede você de levar uma camiseta branca na sua bolsa ou mala e vesti-la instantes antes do atendimento. Não fique preocupado se essa camiseta extra combina com o restante de seu traje, o atendimento é para o espírito e não para a etiqueta da vestimenta. Terreiro não é passarela ou lugar de “azaração”.
4) Não seja curioso – Durante o atendimento procure prestar o máximo de atenção no que está sendo dito para você. Não tente escutar conversas de outras consultas e nem fique olhando para o que acontece do lado, mesmo que seja um descarrego daqueles “bem barulhentos”. Quanto mais atenção você prestar no guia que está falando com você mais rápida e eficiente será sua consulta, você terá menos dúvidas e, de quebra, você não leva  pra casa carga dos outros consulentes devido ao merecimento por ser xereta.
5) Não fique de sacanagem – se você não puder fazer os banhos, defumações, oferendas e tudo mais, diga logo ao guia. Ele não vai te bater e nem ficar ofendido. Juntos vocês vão buscar outras alternativas viáveis. Agora se você se comprometeu a fazer o que lhe foi proposto então FAÇA e FAÇA DIREITO. Tudo que lhe é passado para fazer em um atendimento tem um propósito, um objetivo e muito provavelmente tem prazo de validade. Não dá para fazer neste carnaval o que foi pedido na Páscoa do ano passado. Ah, e tem outra…  não fazer e falar que fez é tão infantil quanto dizer que estudou pra prova e na hora H ganhar aquele zero. Mais cedo ou mais tarde a verdade aparece e quem sofre as maiores consequências é você e as pessoas que gostam realmente de você.
6) Vibre sempre energias positivas – O número da sua ficha de atendimento é 80 e ainda estão chamando o número 10? Parabéns! Isso significa que você terá mais tempo para refletir e pensar em como melhorar sua vida rezando num templo religioso! Reclamar, ficar levantando para fazer nada, cochichar e falar sobre futilidades é um grande favor que você faz ao baixo astral. Sim, toda energia trabalhada tem que fluir para algum lugar e graças à lei da afinidade você pode entrar no terreiro com um probleminha e sair com 80 novos problemões. Seja esperto, vibre sempre energias positivas, em silêncio e no seu quadrado.
7) Sua consulta terminou? Vá embora – Encontros sociais, conversas com parentes, discussões sobre política, religião e futebol ou mesmo matar saudade de conhecidos são coisas para serem feitas em lugares mais apropriados como uma lanchonete, um churrasco de domingo ou mesmo lá na padaria ou no café do supermercado 24 horas. O baixo astral é persistente e age sempre na sutileza, portanto, quanto menos brechas você der melhor será pra você  e para os guias que se esforçaram bastante para buscar soluções no seu atendimento. Faça por merecer!
8) Procure saber mais a respeito – Há quanto tempo você é assistido num terreiro? Muito? Parabéns de novo! Ou você está com medo de responsabilidade ou então está acomodado demais esperando os “banhos da semana”. Procure cursos, participe dos grupos de estudos, leia um bom livro, vá estudar! Entendendo mais sobre o assunto aumentam as chances de você fazer mais e melhor. Os problemas não vão acabar mas quanto mais desafios você superar nesta vida mais pleno ficará seu espírito e maior será sua contribuição para a evolução dos seres.
9) Contribua materialmente com seu terreiro – Todo terreiro usa velas, pembas, ervas e  artigos de charutaria. Todo estabelecimento consome água e utiliza energia elétrica. Todo local com muita gente precisa ser limpo também na matéria e para isso são utilizados vassouras, panos e produtos de limpeza. O trabalho espiritual acontece num local físico que precisa ser mantido em ordem para a boa continuidade dos trabalhos. Converse com os responsáveis pelo seu terreiro e veja como você pode contribuir mesmo que esporadicamente. Ao ver uma caixa de doações não finja que não viu. Não importa o valor e sim sua boa vontade e compreensão de que o trabalho espiritual é grandioso e deve alcançar seu irmão, o seu próximo.
10) Não visite – Se você está procurando um terreiro por curiosidade, pra ver como é ou pra ver “se é bom”, por favor, não perca seu tempo. O trabalho espiritual é voltado para quem realmente precisa, tem fé, acredita, trabalha, tem paciência e a compreensão de que tudo que acontece na vida é por puro merecimento. Quer resultados rápidos, amarrações e garantias? Procure por telefones nos postes da sua cidade, com certeza tem alguém vendendo o que você procura … só não vá falar que isso é Umbanda ou trabalho religioso porque respeito é o mínimo que um ser humano deve ter.
11) Confie em você mesmo e tenha fé – ninguém é obrigado a ficar em um terreiro onde não se sinta bem, mas ficar indo em vários terreiros ao mesmo tempo é igual a iniciar o tratamento de uma doença em diversos médicos simultaneamente: além de gastar tempo e dinheiro seu corpo sofre com medicamentos diferentes. Terreiro não é hotel cuja classificação se faz por estrelas. É preciso ter fé, acreditar, ser racional e paciente, portanto confie na sua escolha, analise e seja crítico consigo mesmo para não perder o seu tempo, o tempo dos médiuns e o tempo dos guias. Ir em 7 terreiros diferentes na mesma semana significa que você, no mínimo, ocupou o lugar de outros 6 irmãos que precisam de consulta. Não seja egoísta.
Precisamos sair da passividade e assumir uma postura mais centrada e inteligente para fazer da nossa Umbanda uma religião de respeito. Clareza e verdade é bom pra todo mundo e disciplina, ao contrário do que muita gente pensa, não é escravidão, é liberdade!

                                

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mediunidade Consciente, Semi-consciente, Inconsciente, e Incorporação

                                       


A incorporação não é tão discutido, e para alguns é uma questão um pouco nebulosa.
É errado dizer que tal espírito incorporou num médium, pois dois espíritos não ocupam o mesmo lugar, e o espírito do médium não tem como se desprender totalmente do corpo pois estamos ligados pelo fio de prata.Fio de prata é um cordão que liga nosso corpo físico ao nosso espírito pelo umbigo.
Bem o correto é dizer que ocorre uma interposição isto é, a aura do médium entra na mesma vibração da entidade,fazendo assim uma ligação parecendo uma aura só.
Nenhuma incorporação é igual a outra, pois nossa aura deve entrar em contato na mesma vibração do espírito, por este motivo é necessário alguns segundos, ou até minuto de concentração para que a entidade possa se manifestar.
Quando estamos num padrão vibracional desequilibrado, fica mais difícil, e não tão nítida a manifestação da entidade. A vibração de uma entidade mais densa nesses casos é mais fácil se manifestar, por exemplo um Exu, Baiano, Marinheiro, Boiadeiro e Cigano, já entidades mais sútis são mais díficil de se manifestar pois nossa aura não está preparada para tal vibração, as entidades com vibração mais sutis são os Caboclos, crianças e pretos-velhos, estes ultimos são de vibração mais densas um pouco.
Trememos na hora da interposição pois naquele momento a entidade está ajustando a nossa aura para vibrarmos numa só escala.
É i mportante para melhor "incorporação" o médium tome banho de ervas ligado ao seu Orixá, ou de manjericão a erva universal de Oxalá, o médium também deve ser consciente da responsabilidade que assumira no dia e não se alimentar de comidas pesadas, e tentar estar ligado ao sagrado limpando seu coração como preparação ao momento da manifestação da entidade.
Importante: "nenhum médium tem a mesma vibração do outro", "nenhuma entidade é igual a outra"

MODALIDADES MEDIÚNICAS

Sabemos, que há várias modalidades mediúnicas, analisemos agora de forma mais detalhada cada uma delas:
1) Mecânica de Incorporação
Esta é, sem dúvidas, é a modalidade mais popular pelos terreiros espalhados pelo Brasil.
A Incorporação, como é conhecida, é o que faz com que os terreiros recebam dezenas e centenas de pessoas na expectativa de escutarem uma mensagem de paz, amor, tranqüilidade das entidades.
INFELIZMENTE, INSISTEM EM TRATAR TAIS ENTIDADES (INFINITAMENTE MELHORES QUE NÓS), COMO ATENDENTES DE UM GRANDE BALCÃO, ONDE AS PESSOAS SERVEM-SE, RESOLVEM SEUS PROBLEMAS E NUNCA MAIS VOLTAM, SEQUER PARA AGRADECER. Mas isso é um problema que está ligado ao grau consciencial de cada um, portanto...
Mas voltando a incorporação, apesar de ser o principal meio de comunicação com o Astral Superior, SÃO RARAS AS PESSOAS QUE CONHECEM OS PROCESSOS MAIS SUTIS DA MECÂNICA DE INCORPORAÇÃO. Alguns levam-na as raias do fanatismo, chegado até as raias do absurdo, com suas vagas idéias.
Agora, mas tentar acabar com os MITOS que a cercam:
- a mecânica de incorporação está dividida em duas partes:
- incorporação inconsciente
- incorporação semi-inconsciente
Alguns pregam uma terceira modalidade que seria a CONSCIENTE, porém nesta não ocorre o processo de incorporação propriamente dito. É o que chamamos de IRRADIAÇÃO INTUITIVA (veremos mais para frente).

Obs.
Para haver incorporação a entidade atuante deve fazer uso de 3 partes fundamentais da constituição etéreo-física do médium:
Parte psíquica
Parte sensorial - sensitiva
Parte motora
Na irradiação intuitiva a entidade só faz uso da função psíquica do médium; portanto não é incorporação.

Na incorporação a entidade não entra no corpo do médium pela cabeça, como muitos dizem. Na verdade, a entidade incorporante apenas se liga magneticamente ao Corpo Astral do médium em algumas regiões chaves que são:
• 1ª REGIÃO - núcleos vibracionais superiores - região ENCEFÁLICA.
• 2ª REGIÃO - núcleos intermediários - região TORACO-ABDOMINAL.
• 3ª REGIÃO - núcleos vibracional genésico - região do CÓCCIX.
SEM LIGAR-SE A ESSES 3 PONTOS NO CORPO ASTRAL DO MÉDIUM, NÃO HÁ A INCORPORAÇÃO. CASO A ENTIDADE ACHE NECESSÁRIO ELA PODE ATUAR EM OUTROS 3 PONTOS DISTINTOS, MAS NO MÍNIMO EM 3 DELES. Esse é o conceito básico para ocorrer o processo da incorporação.
Mecânica de incorporação INCONSCIENTE:
Como o próprio nome diz, há uma tomada total, deixando o médium completamente inconsciente, como se estivesse em sono profundo.
A passividade do médium é total, fazendo com que a entidade tenha plenos poderes sobre seu corpo físico, isto controlando toda sua parte psíquica, sensorial e motora.
O médium não tem consciência nenhuma, durante do transe mediúnico e nem lembranças após o mesmo.
Nos dias de hoje isso é RARO, isso era muito comum no inicio do Movimento Umbandista, onde os médiuns eram tomados pelas entidades quase a “força”, pois muitos não eram nada esclarecidos e dificultava de forma insistente o trabalho das entidades.
Suas vibrações mediúnicas eram muito LENTAS E LONGAS, facilitando a atuação das entidades, embora era muito fácil de serem LOGRADOS E LUDIBRIADOS POR ENTIDADES DAS SOMBRAS.
 Hoje, tal incorporação restringe-se aos médiuns com uma sistemática evolutiva pouco trabalhada.
Para entendermos melhor:
 1.      O médium preparado para a incorporação inconsciente, tem abundância de energia VITAL em todos núcleos vibratórios.
 2.      A entidade incorporante enlaça os corpo Astral do médium e, com a mão direita emite certos fluidos na região da cabeça e com a mão esquerda emite fluidos na região genésica. Esse são os primeiros fluidos de contato, sendo que a manutenção dos mesmos é feita pela projeção energética do médium junto à entidade. As duas constituições astrais se unem como se fosse uma só e a entidade bloqueia certas regiões cerebrais, para que o médium não tenha consciência.
3.      O sistema nervoso central é totalmente controlado pela entidade, o mesmo acontecendo com os centros da memória. A zona neurosensitiva e mesmo as sensações também ficam sob o controle da entidade.
4.      Tudo isso se reflete no corpo físico da seguinte forma:
a)     No inicio do processo, há uma profusão de bocejos, visando oxigenar melhor o cérebro propiciando sua revitalização.
b)     Atua também no cerebelo, onde irá controlar a memória, impedindo que este se lembre de alguma coisa após o transe. A entidade usa também os movimentos do médium.
c)      O contato mediúnico faz com que ocorra um certo sacolejo no médium, em virtude do choque nervoso, mas logo é frenado e controlado pela entidade.
d)     Controla a fonação e todas as funções endócrinas, mas principalmente a complexa rede nervosa cardíaca. Sendo todas essas mantidas com gasto mínimo de energia. O núcleo vibratório mais incitado é o cardíaco, devido à quantidade de energia necessária para deslocar o corpo astral do médium. O médium fica consciente astralmente, mas as lembranças no físico são completamente apagadas.
Esses são os principais aspectos, sem dúvidas não são todos, mas sim o suficiente para entendermos o processo de forma lógica.

Mecânica de incorporação SEMI - INCONSCIENTE:
É a modalidade mediúnica que prevalece no Movimento Umbandista da atualidade.
Na incorporação semi-inconsciente há perda relativa ou parcial, essa perda da consciência obedece a uma graduação, isto é temos em termo de porcentagem de inconsciência, o qual pode variar de 10% a 90% no máximo.
Mas por que ocorre tal variação nos graus de consciência?
·        Normalmente a incorporação SEMI-INCONSCIENTE, liga-se a médiuns de karma probatório um pouco mais avançado passando para o evolutivo (a escala evolutiva destes médiuns varia), por isso a porcentagem de inconsciência também, de acordo com cada um).
·        No inicio da mediunidade, varia sempre entre 5% e 10%, com o desenrolar do desenvolvimento, a porcentagem vai aumentando, chegando a níveis de 40% e 60%, o que já é considerado altíssimo.
·        Essa incorporação semi-inconsciente é destinada aos médiuns de graus evolutivos melhores, porque através da mediunidade, o médium aprende com a entidade:
a)     Como ajudar as pessoas de forma mais adequada;
b)     Ser mais caridoso;
c)      Ser mais generoso e benevolente;
d)     Atender todos sem distinção.
Esse é o real objetivo da mediunidade, ajudar os seres desenvolverem-se espiritualmente e deste modo caminharem mais rápido rumo a evolução.
            Dependendo da vibração original da entidade (da linha), os pontos ou regiões atuadas podem VARIAR, provocando diferenças fundamentais nas incorporações, sendo que o médium mais experiente, só pelos fluídos saberá identificar a vibração (a linha), mas será atuada no mínimo 3 pontos.
            De acordo com o trabalho realizado, o médium poderá ter mais ou menos recordações sobre a atuação do seu mentor.
            Quando o médium está BEM INCORPORADO ele NÃO PENSA, portanto tudo que vê e ouve é o seu mentor atuando, isso varia de acordo com o percentual de cada médium.
             Na incorporação semi-inconsciente POSITIVA, o médium quase não tem domínio de seus movimentos (pois seus sentidos são rebaixados e não passivo), sempre variando de 10% a 90%.
            Quanto mais experiente for o médium, mais rápido se desliga, é mais fácil de ser atuado pela entidade, podendo estar com até 30% de consciência, MAS SEU COMPLEXO MENTAL É FRENADO, NÃO PENSA. É como se sua mente parasse temporariamente de trabalhar, assim tudo que sai da sua boca é palavra da entidade, isso INFLUENCIA A FONAÇÃO COMPLETAMENTE.

            A MEDIUNIDADE NUNCA É PERFEITA, SEMPRE HÁ O QUE MELHORAR, portanto O DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO É MUITO IMPORTANTE para a evolução do médium. Mas só isso não basta, não podemos nos esquecer da conduta MORAL ESPIRITUAL (não só a moral imposta pela sociedade, mas sim uma moral calcada nos NOBRES PRECEITOS DIVINOS).

Mediunidade = Afinidade

Exemplo:

            Se o médium tiver uma conduta desleixada, fútil, se prendendo demais a valores materiais, esquecendo o objetivo da mediunidade (caridade e evolução espiritual) = se afinará só com espíritos de baixo calão vibratório = prejudicará seus complexo astro-físico = atrapalha MUITO sua evolução.