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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vencerás

Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones nas dificuldades.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para a injúria
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.

Emmanuel
(mensagem psicografada pelo médium Francisco Candido Xavier – do livro “Astronautas do além” – edição GEEM)

domingo, 30 de outubro de 2011

Casamento e Família

Diante das contestações que se avolumam, na atualidade, pregando a reforma dos hábitos e costumes, surgem os demolidores de mitos e de Instituições, assinalando a necessidade de uma nova ordem que parece assentar as suas bases na anarquia.
A onda cresce e o tresvario domina, avassalador, ameaçando os mais nobres patrimônios da cultura, da ética e da civilização, conquistados sob ônus pesados, no largo processo histórico da evolução do homem.
Os aficionados de revolução destruidora afirmam que os valores ora considerados, são falsos, quando não falidos, e que os mesmos vêm comprimindo o indivíduo, a sociedade e as massas, que permanecem jungidos ao servilismo e à hipocrisia, gerando fenômenos alucinatórios e mantendo, na miséria de vários matizes, grande parte da humanidade.
Entre as Instituições que, para eles, se apresentam ultrapassadas, destacam o matrimônio e a família, propondo a promiscuidade sexual, que disfarçam com o nome de “amor livre”, e a independência do jovem, imaturo e inconseqüente, sob a justificativa de liberdade pessoal, que não pode nem deve ser asfixiada sob os impositivos da ordem, da disciplina, da educação…
Excedendo-se, na arbitrariedade das propostas ideológicas ainda não confirmadas pela experiência social nem pela convivência na comunidade, afirmam que a criança e o jovem não são dependentes quanto parecem, podendo defender-se e realizar-se, sem a necessidade da estrutura familiar, o que libera os pais negligentes de manterem os vínculos conjugais, separando-se tão logo enfrentam insatisfações e desajustes, sem que se preocupem com a prole.
Não é necessário que analisemos os problemas existenciais destes dias, nem que façamos uma avaliação dos comportamentos alienados, que parecem resultar da insatisfação, da rebeldia e do desequilíbrio, que grassam em larga escala.
A monogamia é conquista de alto valor moral da criatura humana, que se dignifica pelo amor e respeito ao ser elegido, com ele compartindo alegrias e dificuldades, bem-estar e sofrimentos, dando margem às expressões da afeição profunda, que se manifesta sem a dependência dos condimentos sexuais, nem dos impulsos mais primários da posse, do desejo insano.
Utilizando-se da razão, o homem compreende que a vida biológica é uma experiência muito rápida, que ainda não alcançou biótipos de perfeição, graças ao que, é frágil, susceptível de dores, enfermidades, limitações, sendo, os estágios da infância como o da juventude, preparatórios para os períodos do adulto e da velhice.
Assim, o desgaste e o abuso de agora tornam-se carência e infortúnio mais tarde, na maquinaria que deve ser preservada e conduzida com morigeração.
Aprofundando o conceito sobre a vida, se lhe constata a anterioridade ao berço e a continuidade após o túmulo, numa realidade de interação espiritual com objetivos definidos e inamovíveis, que são os mecanismos inalienáveis do progresso, em cujo contexto tudo se encontra sob impositivos divinos expressos nas leis universais.
Desse modo, baratear, pela vulgaridade, a vida e atirá-la a situações vexatórias, destrutivas, constitui crime, mesmo quando não catalogado pelas leis da justiça, exaradas nos transitórios códigos humanos.
O matrimônio é uma experiência emocional que propicia comunhão afetiva, da qual resulta a prole sob a responsabilidade dos cônjuges, que se nutrem de estímulos vitais, intercambiando hormônios preservadores do bem estar físico e psicológico. Não é, nem poderia ser, uma incursão ao país da felicidade, feita de sonhos e de ilusões.
Representa um tentame, na área da educação do sexo, exercitando a fraternidade e o entendimento, que capacitam as criaturas para mais largas incursões na área do relacionamento social. Ao mesmo tempo, a família constitui a célula experimental, na qual se forjam valores elevados e se preparam os indivíduos para uma convivência salutar no organismo universal, onde todos nos encontramos fixados.
A única falência, no momento, é a do homem, que se perturba, e, insubmisso, deseja subverter a ordem estabelecida, a seu talante, em vãs tentativas de mudar a linha do equilíbrio, dando margem às alienações em que mergulha.
Certamente, muitos fatores sociológicos, psicológicos, religiosos e econômicos contribuíram para este fenômeno. Não obstante, são injustificáveis os comportamentos que investem contra as Instituições objetivando demoli-las, ao invés de auxiliar de forma edificante em favor da renovação do que pode ser recuperado, bem como da transformação daquilo que se encontre ultrapassado.
O processo da evolução é inevitável. Todavia, a agressão, pela violência, contra as conquistas que devem ser alteradas, gera danos mais graves do que aqueles que se buscam corrigir. O lar, estruturado no amor e no respeito aos direitos dos seus membros, á a mola propulsionadora do progresso geral e da felicidade de cada um, como de todos em conjunto.
Para esse desiderato, são fixados compromissos de união antes do berço, estabelecendo-se diretrizes para a família, cujos membros se voltam a reunir com finalidades específicas de recuperação espiritual e de crescimento intelecto-moral, no rumo da perfeição relativa que todos alcançarão.
Esta é a finalidade primeira da reencarnação.
A precipitação e desgoverno das emoções respondem pela ruptura da responsabilidade assumida, levando muitos indivíduos ao naufrágio conjugal e á falência familiar por exclusiva responsabilidade deles mesmos.
Enquanto houver o sentimento de amor no coração do homem — e ele sempre existirá, por ser manifestação de Deus ínsita na vida — o matrimônio permanecerá, e a família continuará sendo a célula fundamental da sociedade.
Envidar esforços para a preservação dos valores morais, estabelecidos pela necessidade do progresso espiritual, é dever de todos que, unidos, contribuirão para uma vida melhor e uma humanidade mais feliz, na qual o bem será a resposta primeira de todas as aspirações.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Antologia Espiritual.
Ditado pelo Espírito Benedita Fernandes.

sábado, 29 de outubro de 2011

Perdoa-te!

Perdoa-te!
Apenas perdoa-te!
Não deixes sobre ti repousar as sombras do passado.
Tudo o que ficou para trás,
Tudo o que viveste e te fez escola, para este presente!
Não te faças vítima de tuas próprias atitudes. Tu mesmo as buscaste da forma como as queria.
Serviu-te de lição? Então: perdoa-te e te desprenda destas correntes em que tu mesmo insistes em te prender…
Perdoa-te!
Pelos teus atos. Não te sintas derrotado por não ter agido da forma correta. Aproveite das lições que carregas contigo e que hoje te assombra, por não saberes o significado do que elas representam. ..
Abra teus olhos. Olhe á tua frente. Viva o presente que o Pai te traz: tua vida. Não importa como foi ou é vivida, da forma que quisestes usufruir, tua consciência te revelará os teus próprios atos!
Veja o dia que se inicia. Um novo dia que te traz uma oportunidade única de reparar teus erros…
Perdoa-te!
O perdão de ti mesmo é o de maior valia para teu espírito se libertar. Libertar-se de teu egoísmo. Teus atos incertos, por não conduzir tua vida de acordo com os ensinamentos de nosso Pai.
Perdoa-te!
Deixe teu sentimento sobressair e perdoa teus irmãos que te trouxeram mágoas e pede perdão àqueles que tu magoastes. Repare estes atos de tua história, nesta breve jornada, e ela te fará ter um novo sentido à tua existência.
Como podes dizer que confia e acredita em Deus Pai? Que faz em tuas orações as palavras de nosso mestre Jesus, que nos deixou Seus ensinamentos e que Ele próprio nos faz ver o sentido do sofrimento em um trecho desta grandiosa mensagem, de tamanho poder. Ensinamentos que nos trás o exemplo claro daquilo que é o certo: “Perdoa Senhor os meus pecados, assim como perdoo aqueles que pecaram contra mim”.
Isto já é o suficiente para que reflitas sobre estas palavras e que deixes o passado para trás. Siga um novo rumo e dê sentido à tua vida e que esta nova oportunidade te traga a paz, o amor e a harmonia que tu mesmo resgatarás entre teus irmãos que se deixaram influenciar por desafetos, pelo egoísmo e pela falta de perdão.
Não deixe este precioso ato para depois. A felicidade e o amor virão preencher o vazio que carregastes por tanto tempo em tua vida, por não saberes por onde começar…
Perdoa-te!
Deixa envolver-te por este nobre ato que te trará um novo caminho, onde seguirá o restante de teus dias entre a paz e o amor de todos os que receberam de ti esta graça, de poder reparar teus erros: o perdão!
Não devemos passar em vão pelos dias de nossas vidas esta simples atitude de humildade em reconhecer que erramos. Mas, os acertos, apenas conseguiremos tê-los se soubermos extrair a essência do aprendizado de tudo aquilo que vivenciamos.
Teu espírito estará leve e a paz chegará serenamente a ti. Então, perceberás que fez tua parte perante os ensinamentos de Deus Pai e estará livre do peso de tua consciência, onde esta insistia em te abrir os olhos, para ver que um gesto tão grandioso enobrece o nosso ser e que deveria ser por todos aplicados para que o resgate de tuas diferenças dar-se-á uma nova vida, com mais amor e afetos no decorrer de teus dias.
Perdoa-te!
Que assim seja para sempre…
“…Entre os caminhos da luz divina que nos conduz e orienta nossos trajetos a serem seguidos através desta tão grandiosa escola que é a vida”.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Amar ao Próximo

Falaremos hoje sobre o amor ao próximo. Mas o que será amar ao próximo? Muitas podem ser as respostas, mas eu diria que o amor ao próximo é a expressão máxima do amor incondicional. Começaremos nosso artigo a partir desta definição.
Amor ao próximo é acima de tudo colocar-se à disposição de Deus para servir de instrumento aos carmas do próximo. Este é o maior amor que alguém pode expressar pelo outro.
Por que? Porque só existe uma realidade: a espiritual. E a realidade espiritual é que a vida carnal é uma sucessão de carma onde existem provas a serem vencidas.
O amor ao próximo não é o amor ao ser humano, mas ao espírito que está humanizado ligado àquela carne através de um determinado ego. Se isto é verdade, como, então, posso amar ao próximo?
Auxiliando-o a vivenciar os seus carmas e com isso criando uma prova que lhe dará a oportunidade de exercer o amor incondicional e com isso alcançar a elevação espiritual.
Eu vou dar um exemplo. Quase todos que já tiveram contato com a doutrina espírita, seja por literatura ou estudo, já ouviram falar em expiação, ou seja, carma. Este ensinamento, na concepção espírita diz que o ser humanizado precisa passar por determinadas situações para expiar faltas anteriores.
Vamos supor uma expiação que é comum na literatura espírita: o espírito “matou” alguém em outra vida e, por isso, na próxima terá que expiar esta ação, ou seja, ele adquire o carma de morrer assassinado na próxima vida.
Desta forma, ele vai “nascer” com diversos objetivos a executar na vida e entre eles estará o de morrer assassinado. Só assim alcançará uma determinada elevação espiritual.
Portanto, o fato de alguém dar um tiro, enfiar uma faca, ou qualquer situação que leve à morte deste ser humanizado é importantíssima na encarnação dele. No momento que estiver programando a sua futura vida, criando os carmas (expiações), o espírito está consciente da necessidade de levar o tiro para morrer e preocupar-se-á em fazer de tudo para que isto aconteça.
Acontece que, para que ele leve o tiro, é necessário alguém que atire. Aquele que agirá como instrumento para que o carma se realize não pode ser qualquer um, mas será necessário alguém que tenha muito amor ao ser que encarnará.
Aquele que atirará terá também que reencarnar, às vezes sem necessidade para si mesmo, mas só por amor, levará uma vida onde talvez nunca encontre aquele que veio ajudar até que no momento certo ficará frente a frente com ele e dará o tiro.
Este é o amor ao próximo. É um amor que transcende os conceitos humanos, mas que se realiza na plenitude do mundo espiritual, da vida espiritual. O amor ao próximo transcende completamente os objetivos materiais.
O amor ao próximo não pode se apegar a fazer o “bem” ao ser humanizado porque muitas vezes na idéia de se fazer o “bem” ao ser humano, estaremos fazendo o “mal” para o espírito. Se o amigo daquele que deveria morrer se negar a dar o tiro, aquele espírito perdeu uma oportunidade de expiação e terá que reencarnar novamente para levar um tiro. Isto não é “mal” para o espírito?
Ficou clara a realidade do amor ao próximo? Um amor muito mais do que incondicional, mas transcendente ao materialismo. Um amor que vai além das leis, normas, objetivos, padrões materiais, mas que se inspira na realidade espiritual.
Pergunta: Fora da caridade não há salvação, não há elevação espiritual.
A caridade não é dar o prato de comida. Fazer a caridade é executá-la no sentido espiritual: fazer a caridade para o espírito. Matar o outro, se ele precisa morrer, é uma grande caridade.
 Pergunta: Tem espíritos encarregados de fazer estes acontecimentos?
Encarregados de fazer acontecer “acima” da materialidade e encarregado de executar um ato na matéria. No entanto, tudo comandado por Deus.
Todos os “encarregados” só agirão na hora que Deus ler no livro da vida que chegou a hora do ser humanizado levar o tiro. É Deus quem decide se o espírito está merecendo ter esta oportunidade de expiação.
 Pergunta: Então Judas amava Cristo como este também aos soldados romanos?
Assim como Cristo amava Judas e a todos. “o que vai fazer faça logo”, é o que Cristo diz a Judas ainda durante a santa ceia.
Sim, ele amava Judas e aos soldados, tanto assim que quando os soldados vêm prendê-lo diz para Pedro: “guarde a sua espada! Você pensa que eu não vou beber o cálice do sofrimento que o meu Pai me deu?”.
 Pergunta: E a catástrofe do tsunami que ocorreu na Ásia?
Vamos falar dela dentro deste assunto de hoje, mas é preciso antes se compreender bem o amor ao próximo, senão não entenderemos catástrofe nenhuma.
Vamos ainda vai acusar os terroristas que mataram as crianças na Rússia e os que jogaram os aviões no World Trade Center nos Estados Unidos. Eles são agentes carmáticos, não inimigos. Não são terroristas porque tanto no prédio como na escola morreu quem tinha que morrer pelo seu carma.
 Vou chegar no assunto das tsunamis, mas antes é preciso firmar esta noção de amor ao próximo no sentido de transcender a felicidade material.
Amar ao próximo não é dar ao próximo o que se quer dar ou o que ele deseja, mas se colocar à disposição de Deus para servir como agente carmático das pessoas, independente até de se gostar da “ação” que praticará para servir como agente carmático.
Estamos falando de assassinato para poder levar o assunto às catástrofes, mas este ensinamento vale para qualquer situação da vida dos seres humanizados. Um casamento, por exemplo.
Marido que tem a índole de bagunceiro e mulher que prima pela arrumação, são dois espíritos que se amam muito porque aceitam conviver e ser instrumento do carma um do outro.
Pergunta: As pessoas que lá estavam (nas praias atingidas pelas ondas gigantes) e passaram pela situação tiveram este momento de expressão, ou seja,  foi benéfico para eles?
Se o momento foi benéfico, não pode se afirmar apenas por que se passou por ele. O momento se transformará em benéfico ou não pela forma como o espírito reagir ao momento e não simplesmente por vivenciá-lo.
Se alguém for tragado pela onda e ao despertar do outro lado sair acusando seja lá quem for de ser o responsável pela sua “morte”, não aproveitou a expiação. Para aproveitar a expiação é preciso que o espírito esteja em “estado de graça”, ou seja, que diga “louvado seja Deus por tudo que me acontece”.
Apenas passar pela situação em si não garante elevação espiritual, mas sim a forma como cada um passa pela situação.
 Pergunta: O Cristo sabia que Judas ia traí-lo, pois fazia parte da profecia?
Mais do que fazia parte da profecia antiga, fazia parte da programação cósmica da encarnação Jesus Cristo.
Isso fica bem claro quando, no início do Novo Testamento o mestre diz aos apóstolos: sairemos e andaremos pela Palestina ajudando muita gente. Depois iremos para Jerusalém onde serei crucificado.
Em resposta Pedro afirma: rezemos a Deus para que isto não ocorra. Cristo responde: cala a boca Pedro, sai de mim Satanás, você está falando como um ser humano.
Nesta passagem podemos observar que ele sabia de tudo o que ia acontecer e mais, sabia que era necessário passar por aquilo.
 Pergunta: Como melhor desenvolver nosso amor ao próximo?
Amando tudo que você faz a ele e amando tudo o que ele faz a você.
O amor ao próximo existirá quando você, mesmo que brigue, mantenha o amor (estar sem raiva, sem ódio), mesmo que xingue, mantenha a paz. Permanecendo equânime você estará conscientemente se sentindo como instrumento de Deus.
Ao amar o que o outro faz, mesmo que a ação deste não fosse de seu desejo, estará se elevando espiritualmente. Quando aprender a viver desta forma será mais “requisitado” por Deus para servir de instrumento a carma dos outros. É isso que Cristo afirma quando ensina: ninguém acende uma lamparina para esconder debaixo do armário.
Assim que você alcançar a evolução espiritual mais espíritos que precisam receber amor na hora da vivência dos seus carmas será levado até você.
Amando constantemente você aprenderá a amar muito mais.
 Somente o amor é Realidade. Por isto Paulo nos ensinou.

“Eu poderia falar todas as línguas que se falam na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o barulho do gongo ou o som do sino. Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter toda a fé necessária para tirar as montanhas dos seus lugares; mas, se não tivesse o amor, eu não seria anda. Poderia dar tudo o que tenho e até entregar o meu corpo para ser queimado; mas, seu eu não tivesse o amor, isso não me adiantaria de nada”.
“O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta. Não se irrita, nem fica magoado. O amor não se alegra quando alguém faz alguma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo (espiritualmente falando). O amor nunca desanima, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência”.  
Este amor incondicional (sublime) citado por Paulo, é o mesmo que Deus tem pelos Seus filhos. O amor que o Pai tem por cada um dos espíritos é este que transcende a tudo que é bem material, mas que está sempre preocupado com o bem estar e a evolução do espírito. É este amor que O faz agir sobre as coisas do planeta.
No caso das ondas gigantes que alcançaram a Ásia, quem criou o “movimento” das placas submarinas, quem criou as ondas que se formaram a partir desse “movimento”, quem escolheu que lugar seria atingido e quem escolheu quem teria que estar naquele lugar naquela hora foi Deus.
Ninguém estava ali por acaso, coincidência, mas todos foram colocados no lugar e no momento certo e tiveram o efeito que mereciam ter à passagem da onda. Por isso uns se salvaram e outros não.
Então, não há uma “catástrofe”, uma tragédia ou uma onda gigante, mas há um amor gigante e sublime de Deus pelos seus filhos. Esta é a conclusão que podemos tirar de tudo que estudamos até hoje e que está no ensinamento de todos os mestres da humanidade.
Não há catástrofes, mas Deus dando a cada um de acordo com as suas obras. Deus dando a cada espírito o que ele precisa e merece, não para a sua felicidade carnal, mas para a sua progressão espiritual.
Entre os religiosos do mundo carnal é muito famoso o ditado: não vai pelo amor vai pela dor. As catástrofes não são nada mais do que o resultado deste ensinamento. No entanto, só há dor, é só para quem quer curtir a felicidade material.
Para quem se liga na realidade espiritual o que existe é o amor de Deus em ação. É o Pai dando a cada filho o necessário (a cruz que ele pode carregar) para que ele possa aproveitar a oportunidade e elevar-se espiritualmente. Por isto estes vão pelo amor a Deus.
Desta forma, a primeira coisa que devemos retirar do pensamento durante as “catástrofes” é a compreensão de que ocorreu uma “tragédia” ou um “acidente” (acontecimento por acaso). Estas coisas não existem no universo: tudo é guiado pela ação carmática e realizada por Deus através do mundo espiritual.
Pergunta: Nós encarnados valorizamos a vida carnal porque não nos lembramos a do outro lado que, segundo dizem, é melhor.
Valorizar a vida carnal é importante. No entanto o que devemos fazer é valorizar a vida terrestre como instrumento espiritual e não valorizá-la pelo bem terrestre.
Não devemos nos apegar a valores que se refletem apenas neste curto período que nós chamamos de “vida”, mas que é “morte”. Para o espírito a vida é a eternidade. Quando o ser humanizado valoriza estes pequenos anos que vive na terra esquece da eternidade que ainda terá que viver.
Valorizar a vida terrestre, sim, mas valorizá-la como a oportunidade de  elevação espiritual.
 Ainda existe algo importante para ser falado hoje, que na verdade é o tema de hoje: o amor ao próximo nas “catástrofes”. Mas, antes é preciso que a compreensão de que não houve “acidente” nem “catástrofe” mas, o amor de Deus em ação seja alcançada.
Pergunta: Um dia reclamei a um espírito que eu tinha nojo dos corruptos. Ele respondeu: dê graças a Deus, pois se não fossem os corruptos não teríamos o trabalho de hoje. Eles terão que renascer na miséria e com isso nos auxiliam no nosso trabalho.
O corrupto é o instrumento de um carma, porque ele roubará de quem precisa e merece ser roubado.
Toda ação humana é um instrumento de Deus. Agora, se o ser humanizado participa da ação de Deus levando benefício próprio, ou seja, tirando prazer do que está acontecendo, o problema é dele.
Ele terá que arcar com a justa reação à sua ação. Não a ação de ser corrupto, mas por ter tido prazer ao representar o papel de corrupto durante a vida carnal.
 Pergunta: Aí não podemos condenar ninguém.
É, mas não foi isto que o Cristo ensinou?
Tire a trave do seu olho ao invés de querer tirar o cisco dos olhos dos outros; é muito fácil você cumprimentar o seu amigo, quero ver cumprimentar o seu inimigo; se você dever a alguém, antes de ir rezar, faça as pazes senão Deus saberá que está acusando os outros. É isto que Cristo ensinou.
 Pergunta: Resumindo. A aparente injustiça existe por causa de nossa visão limitada sobre a Realidade espiritual?
Isto. As injustiças do mundo são criadas apenas na “mente” (formação mental) do espírito, porque o universo é guiado pela Justiça Suprema, Deus.
Por causa desta propriedade elevada ao expoente máximo da “Causa Primária” do universo, Ele é justo, ou seja, só acontece a cada um de acordo com as suas próprias obras.
É o amor próprio, o amor a si acima de tudo, o individualismo do ser humanizado que acusa injustiça nos acontecimentos do mundo.
Mas, porque juntei “amor ao próximo” e “catástrofes” como temas de hoje? Vou explicar agora.
Por mais destrutiva que tenha sido a onda marítima que provocou os acontecimentos recentes, a onda de falso amor ao próximo que invadiu o planeta nos dias subseqüentes foi ainda mais devastadora.
O sofrimento, a acusação, o falar mal dos governos ou de qualquer coisa, ter pena de quem morreu é uma onda sentimental que está cercando planeta de individualismos, ou como muitos conhecem, de energias “negras” e “pesadas”.
O momento das “catástrofes” não deve levar o ser humanizado a este padrão sentimental, mas sim a exercer o amor ao próximo, louvando a Deus pelo que aconteceu. É hora de se louvar ao Pai porque o processo carmático está em ação.
Quando a humanidade deixa de louvar ao Pai e aproveita a oportunidade para sentir injustiça, sofrimento, pena, dó, está acusando o próprio Deus que chama para socorrê-la. Suja, polui, o amor Sublime de Deus com o seu individualismo, com a sua compreensão pequena do universo.
Por causa desta ação da humanidade e da proximidade com o ocorrido na Ásia, nesta conversa sobre o tema amor ao próximo enfatizei a questão das “catástrofes”. Neste momento que o planeta vivencia esta “calamidade” é uma boa oportunidade para aprender como reagir a este tipo de acontecimento mantendo o amor ao próximo dentro do campo espiritual e não trazê-lo para o material, criando lamentos.
Seria melhor aprender com Jó.
“Eu sei muito bem que as coisas são assim. Mas como é que uma pessoa pode provar a Deus que ela está com a razão? Quem se atreve a discutir com Deus? Ele pode fazer mil perguntas a que ninguém é capaz de responder. A Sua sabedoria é profunda e o Seu poder é grande; quem pode desafiá-Lo e vencer? Sem aviso ele muda de lugar os montes e na Sua ira os destrói. Deus manda terremotos e o chão treme; Ele abala as colunas que sustentam a terra”.
Sempre que acontece uma “catástrofe” existe uma oportunidade esplêndida para que a humanidade do planeta se ligue a Deus e louve o Seu poder. Para isto, no entanto, é preciso se desligar dos corpos fétidos que ficaram no local da “catástrofe”.
Aqueles que vivenciam estes momentos com pena, na verdade estão com dó de carne podre. Naquela aparente cena de desolação não existe nada mais do que carne. O espírito já entrou em glória, já se desligou daquela carne.
Aquele foi um momento glorioso para o espírito e a humanidade, ao invés de voltar-se para Deus e agradecê-Lo e louvá-Lo pelo seu santo nome, por nunca se esquecer de Seus filhos dando a cada um o que precisa, simplesmente volta as costa a Deus para chorar carnes podres.
Pergunta: Acredito que amor incondicional é não julgar as outras pessoas e sim procurar compreendê-las no contexto que estão inseridas. Procurar compreender e ver Deus agindo de uma forma que nos agrada ou não e aceitar as pessoas como são.
Perfeito, mas faça por amor a Deus, não ao que você julga.
Não julgue (queira saber o motivo) porque Deus “matou” tanta gente. Apenas compreenda que Ele ama todos os seus filhos e jamais irá traí-los.
“Eu venci o mundo”. Precisamos extrapolar a matéria e entrar no verdadeiro amor ao próximo. Este amor se revela principalmente nos momentos de “catástrofes” quando glorificamos a ação divina que promoveu um carma para quem precisava e merecia.
No momento que as verdades materiais (desejo de estar vivo) são atacadas é que o verdadeiro buscador deve manter-se em paz. Quando falo para não lastimar os acontecimentos, não estou falando em reagir com risadas ou fazendo piadas, mas manter-se em paz, não se deixando encobrir pelo lodo do individualismo que é sempre lançado pela coletividade humanizada nos acontecimentos deste tipo (coitado, que pena).
Esta é a hora de exercer o amor ao próximo. Esta é a oportunidade de se amar incondicionalmente.
Mesmo que você não tenha nada a ver com o acontecimento, ao ter notícia de uma “catástrofe” (o carma que outros passaram) se criou uma prova para você. Houve uma oportunidade para exercer o amor ao próximo no seu sentido espiritual e com isso conquistar a sua evolução.
Louve aquele espírito que pelo seu carma gerou a oportunidade de você, mantendo a sua paz, e felicidade conquistar a evolução espiritual. Não desperdice esta oportunidade caindo na depressão do sofrimento por causa de carnes podres.
 Pergunta: Ninguém é vítima frente a lei da causa e efeito.
Perfeito, mas não é assim que se vive no planeta Terra, apesar dos ensinamentos dos mestres neste sentido. Trata-se a todos como coitados e como vítimas.
Coitado nada: ele não podia estar em outro lugar nem poderia ter acontecido nada diferente. Ele não é vítima: tinha que estar ali naquela hora. Então, louvado seja Deus.
 Pergunta: Mas, isso não é fácil de compreender para a grande maioria dos encarnados, não é?
Eu lhe responderia que realmente não é, mas isso porque a humanidade não quer.
Todos os religiosos têm este ensinamento (a busca do bem espiritual e não do material) trazido pelo Cristo, Buda, Krishna, Maomé e Kardec. Se não colocam em prática, então, é porque não querem. Utilizando-se do seu livre arbítrio continuam preferindo viver o bem terrestre ao invés de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Agora, se os outros optam por este sentimento, o problema é deles. Cada um deve compreender que veio aqui (na carne) para promover a sua reforma íntima e, para isso deve trabalhar.
Só quando os seres humanizados compreenderem que precisam se mudar e não aos outros poderão auxiliar o próximo de verdade.
 Falamos até aqui em “catástrofes coletivas”, mas este mesmo amor deve ser mantido quando o ser humanizado passa pelas suas “catástrofes individuais”.
Quando alguém vive um momento de grande depressão, de grande sofrimento por qualquer contrariedade, este é o momento de amá-los incondicionalmente, levando-os a compreender a ação divina e não o de chorar com ele por sua “perda”.
Agora que já compreendemos bem o amor ao próximo (incondicional, que extrapola a materialidade) queria pedir a cada um que, sempre que ocorressem “catástrofes” (individuais ou coletivas), formasse uma corrente de louvor a Deus. Esta ação de espíritos auxilia na limpeza da sujeira (pena, dó) que é lançada no planeta quando a “catástrofe” ocorre.
Eu queria convocar a todos que buscassem o verdadeiro amor ao próximo nos momentos de “catástrofes”. Esta ação é importante porque o individualismo que é lançado no universo através da pena, da dó e da saudade, prejudica aqueles que desencarnaram.
As religiões ensinam que se deve rezar pelos mortos, mas o ser humanizado ora chamando-os. Quando se lança no universo este tipo de individualismo (“eu estou com tanta saudade do meu pai que morreu”), prende-se este espírito ao nível de consciência humano. Por isso, ele fica preso à vida humana, mesmo desencarnado.
A onda de sentimentos individualistas é muito mais catastrófica do que a onda marinha. A onda da pena, da dó, da saudade, da falsa compaixão que é jogada aos espíritos que desencarnam em “acidentes” podem causar estragos grandes na existência de um espírito, tanto de quem emite quanto de quem recebe.
Como já me foi perguntado hoje, será que os espíritos que desencarnam em “catástrofes” aproveitam a oportunidade do seu carma? Eu diria que muitos estão deixando de aproveitá-la por “culpa” do próprio encarnado que está prendendo-o á Terra.
“Porque meu marido foi para lá e não ficou em casa?”. Reagir desta forma prende o espírito à materialidade.
Quando vivermos uma “catástrofe” na nossa vida é preciso que façamos uma mentalização muito forte para lançar o amor ao próximo para quem se foi. Devemos mentalmente procurar conversar com o espírito querido para lhe dizer: “irmão, você não morreu por acaso, mas cumpriu o seu carma. Não houve nenhum agente causador da sua “tragédia”, mas foi Deus, foi o amor do Pai que fez aquilo acontecer”.
 Vivendo nossas “catástrofes individuais” ou reagindo a notícias de “catástrofes coletivas” desta maneira, poderemos realmente auxiliar aos espíritos que viveram seus carmas. Só assim conseguiremos neutralizar um pouco da falsidade, do individualismo que é sendo lançada sobre estes espíritos pela humanidade.
Pergunta: De que maneira as ondas de pensamentos negativos da humanidade (dó, tragédia), podem atrapalhar o trabalho das equipes extra físicas que neste momento estão auxiliando os espíritos alvo destes pensamentos?
Não é o pensamento material, mas sim o sentimental. É como o Cristo disse: o que sai do coração.
O sentimento emanado pela humanidade, na verdade não atrapalha os amparadores, os trabalhadores espirituais, mas sim aos espíritos que desencarnaram.
Quando você coloca o sentimento de pena no universo ele passa fazer parte da “atmosfera” do planeta e os espíritos que desencarnaram “respiram” estes sentimentos. Eles se contaminam com estes sentimentos e por isto é mais difícil para eles exercer o livre arbítrio no sentido de amar o que está acontecendo.
Claro, existem espíritos trabalhando para desmagnetizar o sentimento lançado pela humanidade, mas, volto a repetir, quando a catástrofe assume proporções planetárias ele é muito forte e prejudica alguns espíritos.
 Pergunta: Significa que eles perdem a lucidez para compreender o que está acontecendo com eles?
Significa que eles começam a se banhar de individualismo e por isso têm “raiva” por terem morrido, ficam assustado com o fenômeno “morte”. Por isto “xingam” a Deus, acusando-O de não os ter protegido retirando-os da praia naquela hora.
Reagindo desta forma ao seu momento carmático, o espírito não alcança a evolução espiritual, ou seja, não aproveita a situação carmática de expiação que vivenciou.
Sei que muitos estão pensando com relação ao meu pedido: somos tão poucos. Isto não é realidade. Nossa força junto com outras oriundas de outros lugares onde está sendo repassado este ensinamento pode socorrer muito mais do que aqueles que buscam “sobreviventes” nas “tragédias”.
Sempre que ocorrer uma “catástrofe”, a nossa força junto com outras que sobem aos céus para dizer a Deus quanto lhe amamos pelo que fez, cria a barreira energética que protege espíritos da influência deste individualismo.
Quando você tiver contato com a foto de uma criança morta em uma “catástrofe”, ao invés de chorar, diga: vá em paz espírito. Vendo a foto de uma mulher morta, não critique, não tenha pena, não chore, mas ame a Deus e aquele espírito para que possa auxiliar verdadeiramente aqueles que precisam de você.
Toda “catástrofe coletiva” é uma ação carmática: é um dos instrumentos de desencarne em massa. Através dela são recolhidos tanto espíritos que não tem mais chance de fazer a sua elevação espiritual nesta encarnação, quanto espíritos que já conseguiram. Tanto para um como para outro foi feita a Justiça.
Nós podemos contribuir com esta ação divina auxiliando a estes espíritos e àqueles que têm notícia do acontecimento a amar a Deus acima de todas as coisas nesta hora.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Para o Resto de Nossas Vidas

Existem coisas pequenas e grandes coisas que levaremos para o resto das nossas vidas.
Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas. Depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou.
Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcarão, que irão mexer com a nossa existência.  
Provavelmente, iremos pela vida fora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias e que deixou marcas.  
Marcas… Umas serão mais profundas, outras superficiais, porém todas com algum significado. Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para outros talvez não tenha a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vive-los.  
Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um Natal, uma viagem, uma frase que alguém nos tenha dito num momento certo. Quem sabe uma amizade incomparável, um sol que foi alcançado após muita luta algo que deixou de existir por puro fracasso.  
Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo. Para o resto das nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós. Umas porque nos dedicaram um enorme carinho, outras porque foram o objetivo do nosso amor.  
Outras ainda por nos terem magoado profundamente.  Lá mais para a frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos. Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.  
Pensem sempre que hoje é só o começo de tudo.
Que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto das nossas vidas, de certa forma, ainda está nas nossas mãos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ego – O Falso Centro Autêntico

“DIZ-SE QUE QUANDO PROCURAMOS A FELICIDADE FORA DE NÓS”,
”Estamos procurando no lugar errado”.
Podemos introduzir na nossa experiência toda a variedade que quisermos, podemos até viajar por muitos e variados lugares; continuaremos, porém, a ver tudo com os mesmos olhos ou com os óculos que decidimos colocar nesse dia.
A maneira como pensamos e sentimos é que dá cor à nossa percepção do mundo em que vivemos. Quando tentamos transformar o mundo e pô-lo de acordo com as nossas expectativas e preferências, temos muitas probabilidades de falhar.
Se está chovendo, não podemos obrigar o Sol a brilhar somente porque o desejamos; podemos, no entanto, investigar essa parte de nós que se sente tão incomodada com a chuva.
Isto não significa que necessitemos de uma nova personalidade – já possuímos uma. Em termos práticos, aquilo que necessitamos é de um espelho para nos mostrar exatamente quem somos e quais os aspectos que poderíamos melhorar, se fossem trabalhados.  
Até agora, temos tido tendência para construir uma coleção de máscaras – diferentes máscaras para diferentes situações – mas nunca examinamos realmente o nosso verdadeiro rosto porque, de certo modo, estamos demasiado próximos do objeto da análise para o podermos ver claramente. Em vez disso, olhamos para as outras pessoas e, quando vemos um rosto bonito, temos a esperança de que o nosso também o seja.
Algumas vezes, porém, a nossa máscara foge ou esquecemos de pôr e então vemos de relance como somos realmente. Normalmente, isso é tão doloroso que, pura e simplesmente, não o podemos aceitar.
Temos de cobrir outra vez o rosto, o mais rapidamente possível. Estamos tão habituados a querer mudar as coisas que nem sequer somos capazes de nos aceitar como somos.
Entretanto, debaixo da máscara, o nosso verdadeiro rosto está apodrecendo por falta de ar e de luz, e por nunca o limparmos como deve ser.
Superficialmente, podemos parecer boas pessoas, mas é aquele que está por detrás da máscara que necessita de ser purificado. Se o nosso espirito é puro, podemos ser realmente úteis aos outros. No entanto, fingir que somos boas pessoas e permanecer podres por dentro não pode ser de grande utilidade, nem para nós nem para ninguém.
Atrás da máscara está o “eu”, mas não sabemos realmente quem somos. Quando damos qualquer coisa, mesmo tão insignificante com um pedaço de pão, pensamos logo que somos muito bons e caridosos e recordamos esse ato de bondade durante muito tempo. Por outro lado, quando atuamos de forma egoísta ou negativa, procuramos esquecê-lo de imediato.
Temos tendência para construir uma falsa imagem de nós mesmos que nos sirva de consolação. Esta maneira de nos iludirmos é muito difícil de descobrir – é por isso que necessitamos de um espelho.  Contudo, é importante ter uma atitude equilibrada em relação ao que vemos no espelho. Ver unicamente o lado mau é tão prejudicial como ver somente o lado bom. Fixamos somente nos aspectos da personalidade que poderia levar a uma profunda depressão e ao desespero.
Podemos examinar-nos ao espelho sem condenar o que vemos nem querer despedaçar a imagem. Por outro lado, ignorar ou querer suprimir o nosso lado negativo nada mais faz que reforçá-lo, o que leva a um aumento da pressão interior que um dia poderá dar lugar a uma explosão. 
Hoje em dia, muitos de nós se insurge contra as armas nucleares; no entanto,  de certo modo, há uma espécie de reação nuclear que esta constantemente  produzindo-se dentro do nosso espírito.
Todos os dias, o nosso ego produz orgulho, inveja, cólera, desejo, ódio, que espalham o medo e a tensão em todas as direções, fazendo mal a nós mesmos e aos outros.
Para neutralizar uma arma ou uma reação nuclear de nada serve enterrá-la e simplesmente desejar que desapareça. Do mesmo modo, para tornar inofensivas as forças destrutivas que se encontram dentro de nós, temos de tirar o detonador e desmontá-las com muito cuidado e perícia, por meio da nossa compaixão e da nossa compreensão e da caridade.
Esta árdua tarefa deve ser abordada com paciência e um sereno desapego.  
Aquilo que aprendemos ao olhar para o “espelho” pode ser muito útil no caminho espiritual, mas primeiro deve passar a fazer parte da nossa experiência e não permanecer separada dela; porque, se não assimilarmos a compreensão e a compaixão que vão surgindo, estaremos simplesmente colocando outra máscara.
Aquilo que examinamos ou visualizamos deve aplicar-se à nossa vida cotidiana. Passar uma hora  meditando na melhor maneira de nos desfazermos dos ciúmes por exemplo, e depois, logo que a sessão termina, deixarmo-nos imediatamente envolver numa cena de ciúmes é totalmente inútil. Aquilo que examinamos tem de ser aplicado à nossa vida diária, às situações comuns que constituem a nossa existência.  
Além disso, podíamos estudar e reunir muitos tipos de ensinamentos, com a melhor das motivações deste mundo, mas, se esses ensinamentos não puderem relacionar-se com as nossas circunstâncias específicas e serem aplicados, não conseguiremos obter grande benefício.
A educação formal e a capacidade intelectual ajuda-nos um pouco a compreender e a lidar com as situações da vida cotidiana, mas um espírito aberto e pronto a aceitá-las é mais importante.    Se bem que dentro de nós exista um grande potencial de compreensão e de compaixão, se não cultivarmos estas qualidades e não as utilizarmos para um bom fim, é como se não existissem.
Um homem rico que não sabe empregar o seu dinheiro sofre mais do que um homem pobre que gasta cada centavo de maneira útil. Uma pessoa pode ter um automóvel e centenas de baterias, mas se deixa que estas se descarreguem, o seu carro nunca poderá ser usado dessa forma. Portanto, temos que estar muito atentos e fazer o melhor uso possível daquilo que temos. Por exemplo, não é suficiente ter consciência de um sentimento de inveja. Se realmente queremos dominá-lo e transformá-lo, temos que fazer um certo esforço e usar de uma grande perícia. Deste modo, a nossa força e confiança podem aumentar e os sentimento de pobreza e de desamparo darão lugar a um sentimento de riqueza e de respeito por nós próprios.
À medida que continuamos a utilizar o espelho, alguma melhoria certamente se torna latente naquilo que nele vemos, o que nos confirma que algum progresso espiritual está sendo alcançado.
Paralelamente, a dor que anteriormente sentíamos diminuiu e acaba  desaparecendo.  Pouco a pouco, gradualmente, seremos capazes de identificar e de neutralizar os venenos interiores e os estados de espírito negativos que tornam tão difícil viver neste mundo.
Nenhum de nós pode dominar o mundo exterior, mas podemos vencer dentro de nós a vaidade, o orgulho, o desejo, o ódio e a inveja que nos põe precisamente em desacordo com ele. Nesta fase, cessará qualquer sentimento de conflito com as situações externas. Podemos tornar-nos amigos de nós mesmos, assim do mundo que nos rodeia, e seremos capazes de ajudar todos aqueles com quem compartilhamos. Tudo e todos nos serão úteis e nós seremos também úteis aos outros.  Entretanto, deveríamos ter cuidado em não ficar obcecados conosco e com os nossos problemas.
Se recordarmos a motivação correta, teremos mais probabilidades de manter um sentido da perspectiva e das proporções.
A finalidade é utilizar aquilo que vemos para benefício de todos, o que implica uma atitude de espírito muito aberta e um ponto de vista objetivo. Deste modo, podemos ver as coisas claramente, tal como elas são, e avaliar corretamente, aquilo que não está equilibrado na nossa vida – mudar aquilo que pode ser mudado, mas também aceitar tudo aquilo que tem de ser aceito.
Viver com um espelho à nossa frente não é fácil, mas para podermos compreender e resolver os nossos problemas, vale a pena suportar um certo sofrimento e um certo desconforto. Estamos muito habituados a julgar e a tentar mudar os outros; por outro lado, pode ser bastante assustador termos que nos enfrentar e trabalhar conosco mesmos.
É absolutamente normal temer o que se desconhece: a solução é aprendermos a conhecer-nos e a tornar-mos amigos de nós mesmos, do mesmo modo que um bom domador começa por ganhar a confiança do tigre. Uma vez  que tenhamos conseguido estabelecer uma relação prática conosco mesmos, poderemos até descobrir que não temos assim tantos problemas e que aqueles que realmente temos se desvanecem mais facilmente do que pensamos.
Este modo de trabalharmos conosco próprios não se limita a ser atraente: é algo que devemos levar a sério, com sinceridade e de maneira autêntica. Portanto, resolvamos os nossos próprios problemas. Temos que domar o nosso espírito e treinar-nos. A alternativa é permanecer indefinidamente em conflito com o mundo em geral, culpando as outras pessoas e as situações externas de qualquer coisa que nos incomoda ou nos perturba.  
Há vários bilihões de pessoas cujos problemas teríamos de resolver se quiséssemos abordar o problema desta maneira. Em vez de tentarmos mudar todas as pessoas, será melhor “dar uma olhada no espelho”, trabalharmos conosco tal como somos e empreendermos essa tarefa, ligeiramente menos difícil, de domar e treinar o nosso próprio espírito. “
“Julgar, pré-supor, é a tendência para descobrir defeitos nos outros”.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

10 Ciladas que acontencem nos casamentos.

Por mais que estejamos vivendo numa sociedade intolerante e divorcista, creio que nenhum casal embarca na vida de casado esperando terminar numa Vara de Família, mas isto é o que acontece com mais de 25% dos casamentos atualmente no Brasil.
Evite as ciladas típicas do casamento, embora em nosso país não haja estudos sérios sobre as causas dos divórcios, podemos afirmar, categoricamente, que muitos casamentos estão morrendo lentamente porque as pessoas envolvidas estão cometendo erros que são verdadeiras ciladas. Estudos diagnosticaram 10 sintomas que podem levar um casamento ao fracasso, são eles:
1. Pressupor seu parceiro.
“É como ter um jardim que não se esteja capinando e adubando.”
“Não se pode esperar que continue a florescer.”
Deixe seu cônjuge saber que você o ama.
2. Esquecer-se de que um bom casamento dá trabalho.
“As pessoas pensam que ter um casamento feliz é um acontecimento mágico, místico.”
“Aceitamos o fato de que a paternidade requer bastante perícia (habilidade), mas não queremos aceitar a idéia de que o amor romântico requer muito trabalho.”
3. Não conversar durante divergências.
Se você confia em suspiros profundos, caras feias, batidas de portas e outras comunicações não verbais quando algo o está aborrecendo, você pode estar brincando com fogo.
Tão doloroso quanto possa ser começar a conversar, você deve falar.
4. Deixar de fantasiar seu parceiro.
“Todos desejamos que nos façam especiais.”
Por isto, é tão importante separar ao menos uma noite por semana para você e seu parceiro e usar esta “noite de encontro” habitual para compartilhar suas esperanças e sonhos”.
5. Brigar sujo.
Quanto melhor você conhece alguém, mais fácil é ferir essa pessoa. “Não importa quão irritado você possa estar com alguma coisa”.
“Você precisa resistir à tentação de imaginar a coisa que mais magoará seu parceiro e então usá-la contra ele”.

6. Brigar por dinheiro.

43% dos casais discutem sobre dinheiro. Se o dinheiro está se tornando uma grande fonte de conflito, você deve pensar em sentar-se com um planejador financeiro ou alguém de fora que possa auxiliar a desenvolver um plano financeiro com o qual vocês dois possam conviver.
7. Deixar a paixão fracassar.
‘Façam sexo freqüentemente e com criatividade.”
Se os casais forem esperar até que ambos estejam com vontade, acabarão não tendo absolutamente muito sexo, e com o passar do tempo, acabarão se afastando. O segredo não é esperar as coisas acontecerem. É preciso fazer acontecer. Em outras palavras, os casais precisam construir o clima e não esperar que ele apareça naturalmente.
8. Interrompendo a vida sexual quando se está aborrecido ao invés de lidar com os problemas.
Muitos usam a abstinência sexual no casamento para ferir o cônjuge. Embora reter o afeto possa parecer o modo ideal de punir seu cônjuge, há um sério risco de danificar o relacionamento.
9. Não compreender que casamentos têm altos e baixos.
“Tudo bem em esperar momentos incríveis no seu casamento.”
“Apenas não espere que eles aconteçam todos os dias.”

10. Jogar a toalha muito facilmente.
“Estamos tão acostumados ao conceito de obsolescência que tratamos nossos parceiros como descartáveis.”
Portanto, verifique se no seu relacionamento conjugal está cometendo alguns desses equívocos.
Sempre é tempo renovar nossos conceitos e recuperarmos os momentos felizes que nos fizeram planejar nossos rascunhos de lar e família.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Alcoolismo

Como se não bastasse a dor natural do mundo, em suas formas variadas, características, estranhas e complexas, o homem criou malefícios que aumentam a sua desgraça e a de seus semelhantes.
Não bastassem o câncer, a aids, a tuberculose, a lepra, o diabetes, a leucemia, o tifo e outras doenças a espalharem a inquietação, a tristeza, a desolação e a morte, o homem, mesmo assim, propaga através da imprensa, os geradores da mais terrível doença de todos os tempos: O Alcoolismo.
Ele produz a morte lenta do corpo e sua cura é tão difícil quanto a do cancer ou de outras doenças graves. E por que  as autoridades só se preocupam com estas, utilizando todos os recursos da ciência para combatê-las e deixam esse veneno causador de tantas mortes prematuras ao alcance de todos? Quantos lares destruídos e quanta honra reduzida a pó e lama!
O alcoolismo, além de destruir o alcoólatra, degrada a sociedade, humilha, maltrata e aniquila a família. Por que, então, não utilizar os mesmos recursos para seu combate? O que se vê, ao invés disso, é a venda livre de bebidas alccólicas, com propaganda ostensive e denotando requintes de prazer, que fazem imaginar serem elas as mais puras e saudáveis do mundo.
O suicídio é considerado crime perante a lei. Há crime para os que atentam contra a própria vida. Entretanto, não há punição para os que suicidam lentamente, ingerindo bebidas alcoólicas das mais diversas espécies, apresentadas com nomes lindos e sugestivos, sempre acompanhadas das mais belas mulheres, esportes e festas.
O espiritismo adverte aqueles que estão embarcados nessa canoa para os riscos que assumem. Após a morte, o sofrimento conforme se lê no livro. Memórias de um suicida, psicografado por Yvone A. Pereira, é aterrador para aqueles que partem pela porta do suicídio.
A Causa geradora da morte premature do corpo físico permanence por  longo tempo torturando o infrator das Leis Divinas. Dentro da Lei de Causa e Efeito, além desse longo período de sofrimento no Umbral, em futura reencarnação, a sequela deixada pelo suicídio reaparecerá no novo corpo sob forma de lesões graves tais como úlceras, azias, asmas, bronquites, doenças hepaticas entre muitas outras.
Enquanto as autoridades não compreenderem o gravíssimo erro em permitirem a fabricação, a venda e a propaganda aberta desses venenos, só nos resta pedir a Deus proteção para aqueles que estão condenados à Morte Antes do Tempo.