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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Carga

Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra em uma das mãos e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:
- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor. Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:
- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas desnecessárias cargas. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora? Não! Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.
Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas.
Temos que prestar atenção às cargas que roubam nossas forças e energia: pensamentos negativos, culpa, falta de perdão, mágoa, ciúmes, sentimentos de ódio, vingança, autopiedade...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

As duas moscas



Parte 1

Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte era tenaz, continuou a se debater a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro.
Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como um elogio à persistência, que, sem dúvida, é um hábito que nos leva ao sucesso, no entanto...
Parte 2
Tempos depois a mosca, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:
"Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo".
A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio ... de água.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Verdadeira Família

Existem dois tipos de família: corporal e espiritual. A primeira pelos laços cosanguíneos e a segunda por afinidade.
Nem sempre a família corporal é também família afim, apesar de que , na maioria dos casos, as pessoas retornam ao mesmo grupo familiar. Entretando, devemos lembrar que há muitos Espíritos que reencarnam em meio hostil, a fim de que possa reparar as suas faltas, com os antigos desafetos. Assim é que existem os filhos problemas, maridos e esposas incompreensíveis, irmãos que se degladiam.
Sabendo dessas situações é bom que examinemos o que está ocorrendo em nossos lares, mesmo os lares que estão desfeitos, e procuremos enfrentar os dramas familiares, da melhor forma possível, sabendo que as nossas dívidas devem ser quitadas por nós mesmos, porque são intransferíveis.
Em se tratando de Espíritos rebeldes e que não querem reencarnar no seio de determinada família, por não querer enfrentar a prova ou expiação, o renascimento pode ser imposto, assim como obrigamos nossos filhos a tomar remédio, quando ele não quer, mas dele necessita.
Os Anjos Guardiães interessados na evolução de determinado Espírito, após obter autorização de seus superiores, obrigam o seu tutelado a uma reencarnação, a fim de que ele possa reconciliar-se com o inimigo, mais rapidamente. “A liberdade é do tamanho da responsabilidade. – Emmanuel”.
Casos há em que determinado Espírito, depois de relutar, acaba aceitando uma nova experiência carnal, para depois desertar da mesma, sofrendo amargamente por esse ato, porquanto ele sofrerá muito mais do que sofreria se estivesse enfrentando a prova assumida.
Também pode ocorrer que depois de encarnado ele rompa os seus compromissos, pelo suicídio, o a separação, o que é lamentável ainda.
Os dramas familiares são comuns em nosso mundo, tendo em vista que estamos num planeta muito inferior, motivo pelo qual ainda temos muitas contas a acertar. Mas nem tudo são tragédias, há também cenas comoventes, de abnegação, concórdia e fraternidade, assim como o encontro de almas afins, que vivem uma vida de paz e amor, onde um aceita o outro tal qual é, tanto na alegria como na dor, carregando o fardo da vida com perseverança e dignidade. Nestes casos , é óbvio que se trata de participantes de uma família espiritual, porque estarão juntos, tanto nesse como no outro mundo, em virtude do mesmo grau evolutivo.
Reparem na responsabilidade que temos em nossa existência: esses Espíritos lutartam muito para criar esse elo de felicidade em suas existências, assim podemos ver a importância de sairmos de nossa ignorância, e velarmos por nossa evolução moral e espiritual. Podemos resgatar nossas dívidas kármicas e termos ao nosso lado parceiros evolutivos e criarmos e ampliarmos nossa família espiritual.
Quando não são afins, há esquecimento mútuo, logo que um dos participantes retorne a vida espiritual.
Muitos são aqueles que deixam seus companheiros no Plano Espiritual, para enfrentar um credor numa existência terrena, na condição de cônjuge.
A prova não é fácil, o que resulta em muitos fracassos, mas aqueles que não concluem a tarefa numa existência retornam em outra para concluí-la, com maiores dificuldades. Portanto, separação e divórcio mesmo os casais não sendo casados segundo as leis dos homens, somente são admissíveis em casos extremos, em que possa ocorrer um delito grave, caso contrário, tenhamos a coragem necessária de levar até o fim o compromisso assumido, para que possamos retornar aos braços de quem nos aguarda ansiosamente para desfrutarmos da verdadeira felicidade, que é a união dos Espíritos afins.

domingo, 27 de novembro de 2011

O Médium Folgado

Médium folgado aparece de vez em quando.

É o último a chegar e o primeiro a ir embora. Sempre com uma boa desculpa na ponta da língua. Chega no templo, troca de roupa, põe a fofoca em dia e vai para corrente.

Corpo físico e vaidade presentes, espírito e caridade ausentes.
Bate a cabeça diante do congá, mas a sua cabeça está em outro lugar... repete mecanicamente os pontos cantados feito robô ou papagaio, sem sentir a emoção sagrada que abre os portais do coração para as dimensões superiores da vida.
Durante os trabalhos, confunde as sábias intuições do Guia (que por um extremo de compaixão AINDA o acompanha, sabe Deus até quando...) com o lixo venenoso de seu subconsciente.
Resultado:
passes energéticos precários, consultas e conselhos estúpidos... coitados dos consulentes!

Trabalho extra para os trabalhadores invisíveis da casa. Coitados também dos outros médiuns, esses sérios e responsáveis, que são obrigados a triplicar sua doação de energia na sustentação da corrente para compensar a negligência do médium folgado, insensato e leviano.

Terminada a gira de atendimento, lá vai o médium para o vestiário se trocar rapidinho.

Varrer o chão do terreiro? Tirar o lixo dos banheiros? Ajudar os demais companheiros? Acertar as mensalidades em atraso?

Que nada! " Tem um montão de médium aí à toa para cuidar disso. Melhor sair de fininho, pois tenho outro compromisso!".

Ao sair para rua, sente uma coisa estranha: um peso desagradável nos ombros acompanhado de súbita confusão mental, uma sensação de vazio interior indefinível... lá vai o médium folgado arrastando atrás de si feito um imã humano vários " kiumbas folgados" barrados na triagem vibratória feita pelos guardiões astrais na "porteira" do templo.

Todos eles pegando carona em seu campo áurico totalmente desequilibrado e "folgado".

"Punição divina?" "Castigo de Orixá?"

Bobagem, meus caros!

É apenas aplicação pura e simples da Lei. Neste caso, a Lei das afini - dades. Ao contrário do "médium folgado" e seus colegas astrais igualmente folgados, a Lei não folga.


A Lei não dorme. "Cada um recebe o que merece. E merece o que recebe"...


Não está longe o dia em que o médium folgado sairá deste templo de Umbanda falando mal de seu dirigente, do corpo mediúnico, dos consulentes, dos guias e protetores que lhe deram amorosa acolhida e oportunidade de serviço regenerador... ele logo partirá em busca de outro lugar, crença ou distração que lhe forneça apenas os benefícios passageiros do "entretenimento" em vez dos benefícios permanentes do "comprometimento".


Mensagem do Sr. Exú Marabô recebida pelo médium Vanderlei Alves.

sábado, 26 de novembro de 2011

Saiba quem foi a escrava Anastácia

Escrava Anastácia (Pompéu, 12 de Maio de 1740 — data e local de morte incertos) é uma personalidade religiosa de devoção popular brasileira, adorada informalmente pela realização de supostos milagres. A própria existência da Escrava Anastácia é colocada em dúvida pelos estudiosos do assunto, já que não existem provas materiais da mesma.
O seu culto foi iniciado em 1968 (Ano Internacional dos Direitos Humanos decretado pelas Nações Unidas), quando numa exposição da Igreja do Rosário do Rio de Janeiro em homenagem aos 90 anos da Abolição, foi exposto um desenho de Étienne Victor Arago representando uma escrava do século XVIII que usava máscara de ferro (método empregado nas minas de ouro para impedir que os escravos engolissem o metal).
No imaginário popular, a Escrava Anastácia foi sentenciada a usar a máscara por um senhor de escravos despeitado com a recusa de Anastácia em manter relações sexuais com ele.
A máscara seria retirada apenas para que ela fizesse as refeições, e a escrava terminou por morrer de maus-tratos, em data ignorada.

A Escrava Anastácia (a sua história):

Nos meios que militam as lideranças negras, femininas ou masculinas, fala-se muito sobre quem foi e como teria sido a vida e a história da Escrava Anastácia, que muitas comunidades religiosas afro-brasileiras, particularmente, as ligadas à religião católica apostólica romana, gostariam de propor à sua Santidade, o Papa, para que fosse beatificada ou santificada, dentro dos preceitos e dos ritos canônicos que regem este histórico e delicadíssimo processo.
Pelo pouco que se sabe desta grande mártir negra, que foi uma das inúmeras vítimas do regime de escravidão, no Brasil, em virtude da escassez de dados disponíveis a seu respeito, pode-se dizer, porém, que o seu calvário teve início em 9 de Abril de 1740, por ocasião da chegada na Cidade do Rio de Janeiro de um navio negreiro de nome “Madalena”, que vinha da África com carregamento de 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem vendidos como escravos nesse País.
Entre esta centena de negros capturados em sua terra natal, vinha, também, toda uma família real, de “Galanga”, que era liderada por um negro, que mais tarde se tornaria famoso, conhecido pelo nome de “Chico-Rei”, em razão da sua ousada actuação no circuito aurífero da região que tinha por centro a Cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Delmira, Mãe de Anastácia, era uma jovem formosa e muito atraente pelos seus encantos pessoais, e, por ser muito jovem, ainda no cais do porto, foi arrematada por um mil réis. Indefesa, esta donzela acabou sendo violada, ficando grávida de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, a sua filha, possuía “olhos azuis”, cujo nascimento se verificou em “Pompeu”, em 12 de Maio, no centro-oeste mineiro.
Antes do nascimento de “Anastácia”, a sua Mãe “Delmira” teria vivido, algum tempo, no Estado da Bahia, onde ajudou muitos escravos, fugitivos da brutalidade, a irem em busca da liberdade. A história nefanda se repete: Anastácia, por ser muito bonita, terminou sendo, também, sacrificada pela paixão bestial de um dos filhos de um feitor, não sem antes haver resistido bravamente o quanto pôde a tais assédios; depois de ferozmente perseguida e torturada, a violência sexual aconteceu.
Apesar de toda circunstância adversa, Anastácia não deixou de sustentar a sua costumeira altivez e dignidade, sem jamais permitir que lhe tocassem, o que provocou o ódio dos brancos dominadores, que resolvem castigá-la ainda mais colocando-lhe no rosto uma máscara de ferro, que só era retirada na hora de se alimentar, suportando este instrumento de supremo suplício por longos anos de sua dolorosa, mas heróica existência.
As mulheres e as filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da “Negra Anastácia”. (Onde o seu espírito, combate a inveja, ciúmes e a injustiça).
Anastácia já muito doente e debilitada, é levada para o Rio de Janeiro onde vem a falecer, sendo que os seus restos mortais foram sepultados na Igreja do Rosário que, destruída por um incêndio, não teve como evitar a destruição também dos poucos documentos que poderiam nos oferecer melhores e maiores informações referente à “Escrava Anastácia” – “A Santa” (assim, é venerada dentro da Religião Afro-Brasileira), além da imagem que a história ou a lenda deixou em volta do seu nome e na sua postura de mártir e heroína, ao mesmo tempo.
Descrita como uma das mais importantes figuras femininas da história negra, Escrava Anastácia é venerada como santa e heroína em várias regiões do Brasil. De acordo com a crença popular, a Escrava Anastácia continua operando milagres.


História de uma princesa Bantu (a sua história) 

Versão extraída do livro "Anastácia - escrava e mártir negra", de António Alves Teixeira (neto) da editora Eco.

Descoberto que foi o Brasil, em 1500 vieram logo os primeiros colonizadores e os primeiros governantes, necessário se fazia, desde então o desenvolvimento da terra, especialmente a lavoura. Daí o terem vindo os célebres Navios Negreiros aprisionando os pobres negros africanos, para aqui serem entregues como escravos e vendidos.
Eram os infelizes negros oriundos da Guine, Congo e Angola. Entre eles veio Anastácia uma princesa Bantu, destacando-se pelo seu porte altivo, pela perfeição dos traços fisionómicos e a sua juventude.
Era bonita de dentes brancos e lábios sensuais, olhos azuis onde se notava sempre uma lágrima a rolar silenciosa. Pelos seus dotes físicos, presume-se tenha sido aia de uma família nobre que ao regressar a Portugal, a teria vendido a um rico senhor de Engenho. Pelo seu novo dono, foi ela levada para uma fazenda perto da Corte, onde sua vida sofreu uma brutal transformação.
Cobiçada pelos homens, invejada pelas mulheres, foi amada e respeitada pelos seus irmãos na dor, escravos como ela própria bem como pelos velhos que nela sempre encontraram a conselheira amiga e alguém que tinha "poderes" de cura para os males da alma e corpo.
Estóica, serena, submissa aos algozes até morrer, sempre viveu ela. Chamavam-na Anastácia pois não tinha documentos de identificação, por ela deixados na pátria distante. Trabalhava durante o dia na lavoura, certo dia veio a vontade de provar um torrão de açúcar. Foi vista pelo malvado do feitor que, chamando-a de ladra, colocou-lhe uma mordaça na boca. Esse castigo era infame e chamara a atenção da Sinhá Moça, vaidosa e ciumenta que ao notar a beleza da escrava, teve receio que o seu esposo por ela se apaixonasse, mandou colocar uma gargantilha de ferro sem consultar o esposo.
Coisas do destino o filho do fazendeiro cai doente sem que ninguém consiga curar, em desespero recorrem a escrava Anastácia e pedem a sua cura, o qual se realiza para o espanto de todos. Não resistindo por muito tempo a tortura que lhe fora imposta tão selvaticamente, pouco depois a escrava falecia, com gangrena, muito embora trazida para o Rio de Janeiro para ser tratada.
O feitor e a Sinhá Moça se sentiram arrependidos por um sentimento tão forte, que lhe foi permitido o velório na capelinha da fazenda. Seu senhor, também levado pelo remorso, providenciou-lhe um enterro como escrava liberta depois de morta. Foi sepultada na Igreja construída pelos seus irmãos de dor e acompanhada por dezenas de escravos.

ORAÇÃO
Vemos que algum algoz fez da tua vida um martírio, violou tiranicamente a tua mocidade, vemos também no teu semblante macio, no teu rosto suave, tranquilo, a paz que os sofrimentos não conseguiram perturbar.
Querida Anastácia: eras pura, superior, tanto assim que Deus levou-te para as planuras do céu e deu-te o poder de fazeres curas, graças e milagres.
Amada Anastácia, pedimos que (fazer o pedido), roga por nós, proteja-nos, envolva-nos no teu manto de graça e com teu olhar bondoso, firme, penetrante, afasta de nós os males do mundo.
Tudo que pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo.
Amém.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Doce Aprendizado da Dor

Todos nós passamos na pele pela experiência da dor, das decepções, das frustrações…
Todos nós escolhemos viver a dor neste mundo de três dimensões e picos…
Todos nós escolhemos evoluir através da dor…
No meio disto tudo resta perguntar se estamos mesmo preparados para a dor?
Desde o momento que nascemos até que morremos passamos por maiores ou menores momentos de restrições, dor ou traumas e por norma ninguém nos ensina a ultrapassar esses momentos, ou mesmo que ensinem nunca será interiorizado da mesma forma se os vivermos ou se nos contarem de como seria…
O ser humano ao contrário de muitos animais, só numa idade considerável é que consegue cuidar de si sozinho, ao passo que a maior parte da fauna, pouco tempo após o nascimento está por sua conta. É aquilo que a natureza chama da “lei do  mais forte”.
Por exemplo uma tartaruga quando deixa os ovos na praia, as suas crias a partir do momento que saem dos seus ovos estão por sua conta e tem como objetivo chegar ao mar… á “casa dos pais” tartaruga. É claro que até lá, na sua caminhada  irá encontrar imensos obstáculos, como aves, crocodilos, a exaustão natural e poucos, muito poucos são os que chegam ao mar no qual irão encontrar ainda mais adversários e poucos ou nenhums chegarão a idade adulta para plantarem os seus ovos na praia…
Porém os que chegam tem muitas histórias para contar,  cicatrizes de guerra em que cada uma tem suor e lágrimas suficientes para no final se esboçar um sorriso de agradecimento pelo fato de se estar vivo.
Com os seres humanos a história não é diferente, são os resistentes, os sofredores e os sensatos que no final agradecem pelo fato de puderem  sentir o calor do sol na cara, pois devido ás privações das quais foram alvo dão o valor de cada segundo da sua vida.
É aqui que a dor tem o seu papel, ingrato e incomprendido momentaneamente, mas que no final terá a sua razão de ser, pois em última instância nos fez evoluir e tornando-nos mais fortes.
Infelizmente a dor é a primeira instância para conseguirmos caminhar face á consciência do que somos Um. Do que devemos procurar e multiplicar. Amor!
Todas pessoas sofreram mais ou menos, nesta vida ou em outras,  e todas as pessoas necessitaram da dor, desse extremo, para numa dada altura de nossas vidas, darmos um passo em frente, por mais suor e lágrimas que tenham sido necessárias.
Quem sou eu para falar de dor…
Sou somente mais um, mas devido á minha curta experiência de vida (nesta vida) percebi que, como ser humano, por vezes precisamos de uma perspectiva que nos marque e que cada célula sinta que o verdadeiro caminho não é de dor… mas sim do oposto…
O caminho de Amor.
Que os mensageiros iluminem todos nós.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Caminho

A humanidade tem vindo através dos tempos em busca de algo além do bem estar material, de uma verdade, de uma realidade, algo imperturbável pela própria sociedade.
A eterna pergunta acerca da finalidade da vida, assola as mentes que olham à volta e presenciam a confusão permanente das guerras, fomes, diferentes ideologias, religiões e lhes frustra o vislumbre de um futuro mais risonho.
Foi com base nesta pergunta e nesta frustração que se criou aquilo a que se chama fé, seja num ideal, num guru, num milagre de salvação, mas que irremediavelmente continua a gerar a violência.
Apesar disto, estabeleceram-se códigos de conduta, qualquer que seja a sociedade a que pertençamos, seguimos padrões que definem sobre o que é certo ou errado e nos tornamos robôs nos pensamentos, nas reações, nos relacionamentos. seguimos todos pelas mesmas regras e desgraçado daquele que ousar ser diferente.
As ideologias também impostas trouxeram palavras para nos fazerem acreditar que o caminho é por ali, é naquelas palavras que, aquela igreja, aquele culto, aquela seita, aquele guru proferem que temos que seguir. E nós, seres humanos, nos limitamos a seguir estas palavras, a viver vidas vazias, a ser manipulados pelas tendências externas, pelos ambientes, pelas outras pessoas. Nem sequer conseguimos ter uma ponta de originalidade em qualquer coisa que criemos.
Muitas destas ideologias asseguram que a obediência a estes padrões, ao controle dos nossos desejos, aliás, à castração dos nossos desejos, dos nossos impulsos sexuais e de qualquer prazer que daí obtenhamos, torturando a nossa própria natureza, nos fará alcançar o céu, o paraíso ou caso contrário o inferno… Enfim…
Por isto, o mundo aceita e segue o caminho tradicional. E não somos incapazes de perceber que esta é a razão principal da confusão existente dentro de si próprio, a busca da verdade prometida por outros, seguindo esses dogmas de uma vida espiritual confortável e com pouco esforço. Ora vejamos, temos consciência que rejeitamos as ditaduras políticas e as tiranias, no fundo aceitamos esta autoridade e, inclusive, permitimos que nos deforme a mente e a nossa própria vida. Por outro lado, se rejeitarmos a autoridade espiritual, cerimónias, dogmas, acabamos ficando sozinhos e em conflito com a sociedade (somos diferentes).
Aqui, com esta rejeição, e com consciência, com o sentimento de que esta era uma possibilidade imatura para se poder acompanhar, acabamos por conseguir libertar-nos do medo e passarmos a ser livres, com a consciência porém da perturbação que criaremos à nossa volta e mesmo dentro de nós, mas com a certeza de estarmos livres da teia em que estávamos enredados. Aqui aprendemos que não precisamos de buscar. Aprendemos que se buscamos, é porque estamos do lado de fora, de quem olha para uma vitrine. Quando começamos a nos entender a nos compreender, começamos a ganhar sabedoria.
E, agora, continuamos a olhar para a sociedade em que vivemos e questionamos sobre o que podemos fazer para mudar alguma coisa, começamos a ter consciência de que somos responsáveis pelo que se passa. Percebemos que o nosso mundo, a nossa vida feita de construções materiais, lutas aguerridas pela competição, pela necessidade de ser o melhor, a posição, o prestígio obtidos, representam agora mais uma dificuldade. Temos medo de abdicar disto, por outro lado, nada faz o mesmo sentido, temos medo do que temos e temos medo do que não temos, porque não conhecemos.
Aqui começa as nossas verdadeiras mudanças, deixamos de depender de outros, entendemos que já não nos baseamos numa autoridade. Verificamos que nós existimos, as nossas relações com os outros, e nada mais. E uma vez mais percebemos como somos responsáveis pelo mundo, pela nossa própria vida, pelo que pensamos, pelo que sentimos, pelos relacionamentos que temos, pela forma como agimos, e desaparece a autocompaixão. Já não culpamos mais os outros pelos atos proferidos, já não os culpamos tentando nos descartar da culpa, da nossa própria culpa, da nossa própria responsabilidade.
Então percebemos o seguinte, ao observar o que se passa na nossa vida interior, e exteriormente, começamos a tomar consciência de que o mundo da mente em que vivemos e que separa o nosso interior com o nosso exterior é só um fragmento da existência e quando consideramos que o processo interno e externo, são um só e indissociáveis pois constituem um processo unitário, e rodam num movimento integral; e que o mundo interior se expressa exteriormente e o movimento exterior, reage ao interior. E aqui, perdemos o medo de errar, de agir incorretamente, de que as escolhas que fazemos nos servem para crescer, então nos transformamos em seres melhores.
Ficamos a sós conosco próprios, já não contamos com a ajuda de gurus, de mestres ou daqueles que toda a vida nos zuniram aos ouvidos, na verdade não contamos com ninguém. Ganhamos a liberdade e esta não pode fazer nada errado, porque esta é o contrário da revolta, daquilo que sempre sentimos, da prisão de movimentos e pensamentos. Não existe o agir correta ou incorretamente. É na liberdade do nosso próprio centro que começamos a agir. Que a verdadeira felicidade está dentro de nós mesmos. Não há medo e o coração sem medo é capaz de infinito amor. E o amor pode fazer o que quer.
Temos então que aprender a nos conhecer de acordo com nós próprios, não de acordo com os pensamentos de outros, ou passaremos a conhecer os outros. Olhar para dentro e nos conhecermos realmente.
E quando percebemos que não podemos depender de ninguém externo a nós próprios para que nos consigamos transformar, começamos a debater-nos com a nossa própria autoridade interior, todos os dogmas que criámos, todas as barreiras que levantámos, as nossas experiências acumuladas (desta e de outras vidas anteriores), conhecimentos, ideais. Tudo começa a desmoronar-se, e porquê? Porque já entendemos, ou começamos a entender que o que se passou ontem já foi, já não serve, porque somos entidades vivas num movimento contínuo, e se permanecermos agarrados a ontem, jamais conseguiremos compreender, e sequer olhar para o movimento vivo da vida, para a natureza e beleza desse movimento que nos é mostrado em cada momento.
Quando nos livramos da nossa própria autoridade, começamos a morrer para todas as coisas de ontem – libertando a nossa mente, ela rejuvenesce, e torna-se mais inocente, cheia de vigor e, paixão. Só assim aprendemos e observamos e tomamos conhecimento de quem somos realmente. O estudo do Evangelho de nosso Mestre Jesus e a prática do Evangelho no Lar, é ferramenta fundamental de conhecimento e nos guia para a nossa verdade! Nos torna manso de coração, pois o homem educado é erudito, o homem evangelizado é capaz de amar e vencer a luta contra si mesmo, tornando-o vencedor e capaz de Amar verdadeiramente.
Ao iniciar esta nova caminhada baseada no Evangelho, faça como se nada soubesses, esquece todas as ideias que tinhas àcerca de ti próprio e de tudo. Procure ser como criança que aprende com pureza no olhar e flores no coração e caminha.
E em cada passo viva intensamente o que for deparando pelo caminho, sem se apegar, sem criar expectativas sobre o que isso te trará no passo seguinte, quer isso seja uma coisa ou uma pessoa. Limite-se a viver cada passo como se fosse o último que dará.
E sentirá a leveza com que passarás a caminhar…
E mesmo que já estejas no caminho, é sempre bom lembrar!
O Amor de Deus e seus mensageiros irão sempre te guiar para a Luz…
A Paz Interior!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ser Espiritual

Ser espiritual é Amar a Vida e manifestar o melhor de Nós, a nossa Luz, no momento presente, em harmonia.
É sermos em uníssono um cântico de Amor que inunda a Vida de Luz até que toda a escuridão seja eliminada.
Ser espiritual é Amar em Simplicidade rumo a Caridade e Fraternidade.
Em nós vive os Germens da Luz Original, do Amor Universal.
Nós todos estamos condenados à Luz.
Até as trevas regressarão à Luz…
Com todo o respeito por todos os credos e religiões do mundo, e sem querer generalizar, porque existem exceções, na humanidade em que vivo há uns bons anos, enquanto ser humano, verifico que somos um coletivo estigmatizado muitas vezes por um sofrimento mental, por ensinamentos que incultam o medo e a culpa em nós, por pessoas que plantam o pior de nos, fazendo florescer o nosso pior, e temos dificuldade em sermos verdadeiramente responsáveis em Espiritualidade.
Construímos e instalamos no coletivo uma onda de cisão em que o significado da existência fixa-se pela superfície adornada de pura materialidade. Em poucas palavras, perdemos a Esperança e a Fé na Luz que Somos.
E o pior, o medo, a inércia, a falta de coragem e o receio do que o vizinho irá pensar de nós, golpeia de forma contundente cada minuto de vida que nos foi dado para sermos Espirituais em Amor Profundo no Mundo.
Muitos de nós estão cansados, eu diria mesmo “muito cansados”, de conflitos segregativos!
Não queremos mais “sobreviver” regidos por conluios maquiavélicos e credos que não nos ensinam a respirar por nós próprios.
Queremos simplesmente “viver” neste mundo e partilhar equitativamente Sabedoria e Amor!
Estamos de passagem aqui e cada Um de Nós é Amado desde Sempre pela LUZ. Quando “recordarmos” que mesmo nos momentos de maior dificuldade há sempre a LUZ que nos Ama, com certeza dentro de Nós emergirá a Força de “Amor” necessária para prosseguirmos viagem…
O caráter imprevisível da vida é sempre experimentado em serenidade quando “Amamos” e nos deixamos “Amar”.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Retenção de mágoa


Sabemos que as lembranças não são iguais.

Enquanto algumas são vagas recordações de eventos, outras nos prendem no passado.

Quando ficamos magoados com alguém, as tintas escuras e densas dessa experiência nos mantêm algemados ao passado, prejudicando todo o nossos centros energéticos, que dificultam o fluir de energias que nos harmonizam para o viver do instante presente, a retenção de mágoa é uma via para o desequilíbrio.

Abaixo quarto passos para o perdão, que é encadeado por ações que podem ser realizadas, conforme a possibilidade pessoal daquele que foi ferido ou ofendido:

1) renuncie – deixe de lado;

2) contenha-se – abstenha-se de punir;

3) esqueça – afaste da lembrança, recuse-se a insistir; e

4) perdoe – abandone a dívida.

O perdão envolve mente e coração, pois a libertação da mágoa não se dá apenas no nível intelectual, mas está associada também aos campos físico-emocional-espiritual.

Com efeito, quando perdoamos, sentimos o corpo relaxado e não mais tomado pela contração: um nítido sinal de que alguma coisa se expurgou do campo individual, libertando-nos de um peso de memória que gravitava em nosso corpo como um objeto estranho e contaminado.

O crescimento da consciência é um processo de movimento espiral e envolve, no geral, paciência e um querer obstinado. Dar atenção à saúde significa cuidar da profunda aflição de que às vezes padecemos por conta do outro, que nos feriu ou nos atingiu de alguma forma pouca amorosa ou cordial.

E, nessas horas, no lugar da retenção em um quadro de memória dolorosa, podemos assumir a responsabilidade pessoal pelo nosso equilíbrio, largamente associado à atitude do perdão, e autoperdão, reiterado. Com sabedoria.

Sócrates afirmou:

“Que os seres humanos não fariam o mal se efetivamente o compreendessem como mal; se o fazem é porque não entendem realmente o bem, pois é o bem que inspira a saúde da alma.”

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Coragem para Amar

O sentimento de vazio existencial que as vezes toma conta de nós, por muitas vezes é o caminho para avaliarmos nossas projeções interiores, nossas dimensões, para alcançarmos a tão sonhada autorrealização, e podermos crescer diante de nossa história escrita por nossas próprias mãos!
Para isso, precisamos de “coragem”.
Coragem para aproveitar as oportunidades evolutivas, aperfeiçoando nossas percepções dos fenômenos que ocorrem diariamente, pois tudo passa por nosso crivo pessoal.
Coragem para compreender as provas e as adversidades, as nossas dores e sofrimentos.
Coragem de deixarmos a nossa autopiedade, pois nossos problemas não são maiores que os de ninguém, e Deus não castiga ninguém. Não existe castigo divino, má-sorte ou injustiça divina; existe nossa conciência nos revelando novos aprendizados.
Coragem de desistir do caminho revolta e da resistência e, ao mesmo tempo tornar-mos humildes e receptivos aos aprendizados que surgem a cada dia, com a compreenção vivida a cada dia.
Coragem de amar a si mesmo, apesar das limitações, imperfeições das quedas e decepções, sempre podemos recomeçar.
Coragem de amar o próximo, apesar das diferenças, desilusões, incompreensões e injustiças.
Coragem de respeitar o momento evolutivo do próximo, ainda que discordemos de suas escolhas e decisões e opiniões, pois somos diamantes brutos, e somente com a prática da convivência é que poderemos nos polir.
Coragem de dar um passo adiante, inaugurando um novo ciclo de aprendizado, com boa vontade e fé na humanidade, deixando as mágoas, a necessidade de vingança e pessimismo de lado.
Que possamos nos dedicar ao autoconhecimento e ao trabalho, a nossa reforma íntima, em benefício do mundo coletivo, semeando assim nosso futuro de amor e caridade na humanidade, nesta e em novas jornadas evolutivas no plano físico.
Que tenhamos coragem para termos: “olhos para ver, e ouvidos para ouvir”, mais que isso: “Coração para sentir, e não deixar nossas almas se empobrecerem pelas verdades parciais”.
Coragem para pensar, refeltir, fazer escolhas, acertar, errar procurando acertar, caminhar e principalmente, Amar a si mesmo e respeitar a Luz Divina que molda nossa consciência moral, que as vezes deixamos de ouví-la.
Que possamos ter coragem para perceber as adversidades, e nos beneficiar com essas mudanças de foco, em favor de nossa evolução moral e espiritual. Dessa forma alcançaremos nosso sonhado crescimento íntimo. Compreendendo os motivos de nossa participação nas tarefas do dia-a-dia, em nossos lares, trabalho e da sociedade em geral, nos fazendo sempre a mesma pergunta: “O que tenho a aprender? O que tenho a ensinar?”
A vida é uma estrada de duas mãos, que de modo consciente ou não, recebemos e realizamos doações, aprendemos e ensinamos.
Por ultimo, coragem para nos desapegarmos; não é facíl nos libertarmos desse sentimento que nos aprisiona por muitas encarnações, expiações e resgates. Ter coragem de desapegar dói demais, mas é possível.
Devemos aprender a fechar oas ciclos da vida!
Não devemos nos aprisionar ao verbo “ter”. Se não abrimos mão do que é velho, não haverá espaço para o novo. Praticar o desapego é abrir mão da vontade de dominar, possuir e manipular seres, situações e “verdades” que a vida nos ofereçe.
Nossa evolução moral e espiritual, exige o desapego de tudo e todos. Vamos amar os seres da criação incondicionamente, mas vamos libertar nossos espíritos para que eles sigam o fluxo divino que Deus nos preparou.
“A coragem é consequencia natural e legítima da fé, abastecida pela resistência do amor”.
“Se queres paz em Deus, desapega-te e ama”.
Tenhamos, fé. Fidelidade à Luz que nasce em nosso íntimo. Consciência de que: “para sermos anjos, necessitamos de duas asas de proporções similares. A asa do conhecimento, pois sem ela seremos cegos na imensidão de nossa existência, e a asa do amor, que é fonte irradiadora de sensibilidade e aproximação de nós mesmos e de toda a humanidade que se aproxima de nós.”
Tenhamos “Coragem de Amar.”

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma conversa com Exu..

Dizem que Exu é um homem sério, castigador, espírito sem compaixão. Muitos falam que nem mesmo sentimento essas entidades apresentam.
Muitos temem Exu, relacionando – o com o Diabo ou com algum monstro cavernoso que a mente humana é capaz de criar.
Bem, dia desses, no campo santo de meu pai Omulu, vi algo inusitado que me fez pensar...
Um desses Exus Caveiras, que apresentam essa forma plasmada como meio de ligação a falange pertencente, chorava sobre um túmulo. Discretamente, isso devo dizer, afinal os Caveiras em sua maioria são de natureza recatada e introspectiva, mas chorava sim.
Engraçado pensar nessa situação, não é mesmo? Ele chorava pelos erros do passado, chorava por uma pessoa a qual amava muito, mas não mais perto dele estava. Claro, sabia que ninguém morria, mas a saudade e o remorso apertavam fundo seu coração.
Isso acontece muito no plano espiritual, onde muitas vezes os laços são quebrados devido às diferenças vibratórias. Na verdade o laço não se quebra, apenas afrouxam-se um pouco...
Mas, voltando a nossa história, fiquei a pensar muito sobre aquele tipo de visão. Pensei que ninguém acreditaria em mim caso eu contasse esse “causo”, afinal, Exu é homem acima do bem e do mal, exu não tem sentimento, exu não chora...
E para aqueles então que endeusam “seu” Exu, pensando ser ele um grande guardião, espírito da mais alta elite espiritual, espírito corajoso, sem medos, violento guerreiro das trevas. Exu acaba assumindo na Umbanda um arquétipo, ou mito, tão supra–humano, que muitas vezes ele deixa de ser apenas o mais humano das linhas de Umbanda. Arquétipo esse, diga–se de passagem, muito diferente do Orixá Exu, arquétipo base para a formação do que chamamos de Linha de Esquerda dentro do ritual de Umbanda.
É, eu acho que todo Exu chora. Assim como eu e você também. Inclusive, todo mundo chora, pois todos temos dores, remorsos e tristezas. Isso é humano. Mas, voltando ao campo santo...
Logo vi um Exu, vestindo uma longa capa preta, se aproximar do triste amigo Caveira. O que conversaram não sei, pois não ouvi, e muito menos dotado da faculdade de ler os pensamentos deles eu estava. Mas uma coisa é certa: Os dois saíram a gargalhar muito!
“Engraçado, como é que pode? Tava chorando até agora, e de repente sai rindo de uma hora pra outra?” _ pensei contrariado.
Fiquei alguns dias refletindo sobre isso, e cheguei a uma conclusão.
A principal característica de um Exu é o seu bom – humor. Afinal, mesmo em situações muito complicadas, eles sempre têm uma gargalhada boa para dar.
Na pior situação, mesmo que de forma sarcástica, eles se divertem. Ele pode escrever certo por linhas tortas, errado por linhas retas, errado em linhas tortas ou sei lá mais o que, mas uma coisa é certa, vai escrever gargalhando.

Admiro esse aspecto de Exu. Tem gente que de tanto trabalhar com Exu torna – se sério, “faz cara de mau”, vive reclamando da vida além de tornar – se um grande julgador.


A verdade é que nunca vi Exu reclamar de nada, nem julgar a ninguém. Pelo contrário, o que vejo é que Exu nos ensina a não reclamar da vida, pois tem gente que passa por coisa muito pior e o faz com honra e... Bom – humor!

Vejo também que Exu não julga ninguém, afinal, quem é ele, ou melhor, quem somos nós para julgarmos alguém?

Exu ensina que o que nós muito condenamos, assim o fazemos porque isso incomoda. E saber por quê? Porque tudo que condenamos está em nós antes de estar nos outros.

Por isso Exu não gosta daquele que é um falso pregador, aquele que vive dizendo como os outros devem agir, vive dizendo o que é certo, vive alertando os outros contra a vaidade, vive julgando, mas no dia – dia pouco aplica as regras que impõe para os outros. O mundo está cheio deles. E Exu sorri quando encontra um desses. Mais para frente eles serão engolidos por si mesmos. Pela própria sombra.

Mas Exu não ri porque fica feliz com isso, muito pelo contrário, ele até sente por aquela pessoa. Mas já que não dá pra fazer outra coisa, o melhor é sorrir mesmo, não é?

O certo é que a linha de Exu nos coloca frente a frente com o inimigo! Mas aqui não estamos falando de nenhum “kiumba”, mas sim de nós mesmos. O que eu já vi de médium perdendo a compostura quando “incorporado” com Exu não é brincadeira. Muitos colocam suas angústias pra fora, outros seus medos e inseguranças, muitos seus complexos de inferioridade. Tudo isso Exu permite, para que a pessoa perceba o quanto ela é complicada e enrolada naquele sentido da vida.
 Mas dizem que o pior cego é aquele que não quer ver, e o que tem de gente que não quer enxergar os próprios defeitos...

E não sobra opção a Exu, a não ser sorrir e sorrir mesmo quando nós nos damos mal.

 Mas, ainda falando dos múltiplos aspectos contraditórios de Exu, pois ele é a contradição em pessoa, devo ainda relatar mais uma experiência contraditória em relação a sua natureza.

Dia desses, depois de um “pesado trabalho de esquerda”, fiquei refletindo sobre algumas coisas. E sempre que assim eu faço, algo estranho acontece.
 Nesse trabalho, muitos kiumbas, espíritos assediadores, obsessores, eguns, ou sei lá o nome que você queiram dar, foram recolhidos e encaminhados pelas falanges de Exu que lá estavam presentes.

 Sabe como é, na Umbanda, a gente não pega um livro pesado e começa a doutrinar os espíritos “desregrados da seara bendita”. A gente entra com a energia, com a mediunidade e com os bons sentimentos , deixando o encaminhamento e “doutrinação” desses amigos mais revoltados nas mãos dos guias espirituais.
 Esse trabalho foi complicado. Muitos, na expressão popular, estavam “demandando o grupo”, ou seja, estavam perseguindo nosso grupo de trabalho e assistência espiritual, pois tinham objetivos e finalidades diversas e opostas. Ninguém tinha arriado um ebó na encruzilhada contra a gente, eram atuações vindas de inteligências opostas ao trabalho proposto e atraídas pelas “brechas vibratórias” de nossos próprios sentimentos e pensamentos. Mas que na Umbanda ainda acha – se que tudo que acontece de errado é culpa de algum ebó na encruzilhada, isso é verdade...
 Bom, o que sei é que alguns dias depois, durante a noite, enquanto eu dormia, alguém me levou até um estranho lugar. Eu estava projetado, desdobrado, desprendido do corpo físico, ou qualquer outro nome que vocês queiram dar. Fenômeno esse muito estudado por diversas culturas espiritualistas do mundo. Fenômeno esse muito comum também dentro da Umbanda, mas pouco estudado, afinal, muitos pensam que Umbanda é “só incorporar” os guias e de preferência de forma inconsciente! Sei, sei...Olha Exu gargalhando novamente!

Nesse local, um monte de espíritos eram levados até a mim e eu projetava energias de cura em relação a eles. Vi várias pessoas projetadas no ambiente, inclusive gente muito próxima, do grupo.


Alguns pouco conscientes, outros ainda nada conscientes. Mas, o importante, era a energia mais densa que vinha pelo cordão de prata e que auxiliava no tratamento daqueles irmãos sofredores.

Por quanto tempo fiquei lá não sei, afinal, a noção de tempo e espaço é muito diferente no plano astral. O que sei é que em um certo momento um Exu, que tomava conta do ambiente, veio conversar comigo:


_Tá vendo quanto espírito a gente tem “pego” daquelas reuniões que vocês fazem? _ perguntou o amigo Exu.

_ Nossa, quantos! Muito mais do que eu podia imaginar.


_ E isso não é nada, comparado aos milhares que chegam, diariamente, “nas muitas casas” dos guardiões da Umbanda espalhados pelo Brasil.

_Poxa, mas isso é sinal que o pessoal anda trabalhando bem, não é mesmo?

_ Hahahaha, mas você é um idiota mesmo, né? Desde quando fazer isso é um bom trabalho? Milhares chegam, mas sabem quantos saem daqui? Poucos! A maioria também para servir as falanges de Exu. O grande problema é que os médiuns de Umbanda, pouco ou nada cuidam dos que aqui ficam precisando de ajuda.


_ Nossa missão aqui é transformar os antigos valores desses espíritos, mesmo que seja através da dor. Mas, depois disso, muitos precisam ser curados, tratados. E dessa parte os umbandistas não querem nem saber!


_Ah, ainda eu pego o maldito que disseminou que Umbanda só serve para cortar magias negras e resolver dificuldades materiais. Vocês adoram falar sobre amor e caridade, mas quase ninguém se importa em vir até aqui cuidar desses que vocês mesmos mandaram para cá.

_ É que muitos não sabem como fazer isso amigo! _ tentei eu defender os umbandistas.


_ Claro que não sabem! Só se preocupam em “cortar demandas”, combater feitiços e destruir “demônios das trevas”. Grandes guerreiros! Mas nada fazem sem os vossos Exus, parecendo mais grandes bebês chorões querendo brincar de guerra!
 _ Lembre–se bem. Todos que a mão esquerda derrubar terão que subir pela mão direita. Essa é a Lei. Comecem a se conscientizar que ninguém aqui gosta de ver o sofrimento alheio. Comecem a ter uma visão mais ampla do universo espiritual e da forma como a Umbanda relaciona – se com ele.
 _Dedique – se mais a esses que são encaminhados nos trabalhos espirituais. Ore por eles, faça uma vibração por eles, tratem – os com a luz das velas e do coração. Busquem o conhecimento e forma de auxiliá–los.

  _Quero ver se amanhã, quando você não agüentar mais o chicote, e não tiver ninguém para te estender a mão, você vai achar tão “glamuroso” esse ciclo infernal de demandas, perseguições e magias negativas. Isso aqui é só sujeira, ódio, desgraça e tristeza. Poucos têm coragem de pousar os olhos sobre essas paragens sombrias.
 _ É, isso é verdade. Muitos falam, mas poucos realmente conhecem a verdadeira situação do astral inferior a qual a Umbanda e toda a humanidade está ligada, não é mesmo?

 _Hahaha, até que você não é tão idiota! Olha, vou dar um jeito de você lembrar essa conversa ao acordar. Vê se escreve isso pros seus amigos umbandistas! E para de reclamar da vida. Quer melhorar? Trabalhe mais!
 _ Tá certo seu Exu Ganga. Só mais uma coisa. Um dia desses li num livro que Ganga é uma falange relacionada ao “lixo”. Mas você apresenta–se como um negro e ao julgar por esses facões nas vossas mãos, acho que nada tem a ver com o lixo...
 _ Lixo é esse livro que você andou lendo! Ganga é uma corruptela do termo Nganga, do tronco lingüístico bantu. Quer dizer “o mestre”, aquele que domina algo. O termo foi usado por muitos, desde sacerdotes até mestres na arte da caça, da guerra, da magia, etc. Algo parecido com o Kimbanda, mas esse, mais relacionado diretamente a cura e a prática de Mbanda. A linha de Exus Ganga é formada por antigos sacerdotes e guerreiros negros. É isso! Vê se queima a porcaria do livro onde você leu essa besteira de “lixo”...
 Pouca coisa lembro depois disso.



 Despertei no corpo físico, era madrugada e não fui dormir mais. Agora estou acabando de escrever esse texto, onde juntei duas experiências em relação a Exu. Não sei porque fiz isso, talvez pelo caráter desmistificador da sua figura.

Pra falar a verdade, essas duas estórias são bem diferentes. Primeiro um Exu que chora, sorri e ensina o bom – humor, o auto – conhecimento e o não julgamento. Depois um Exu que preocupa – se com o “pessoal lá de baixo”. Diferente, principalmente daquilo que estamos acostumados a ouvir dentro do meio umbandista.

 Talvez Exu esteja mudando. Talvez nós, médiuns e umbandistas, estejamos mudando. Talvez a umbanda esteja mudando.

Ou, quem sabe, a Umbanda e Exu sempre foram assim, nós que não compreendemos direito aquilo que está muito perto de nós, mas é tão diferente ao mesmo tempo.

Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver...


PS: O termo "Ganga" é muito utilizado dentro da hierarquia do Candomblé de Nação Angola. Ganga forma o nome dos muitos graus existentes dentro dessa hierarquia. "Nganga" era na antiga África o  feiticeiro, o sacerdote, o ritualista. Depois esse termo acabou por virar Ganga. É inclusive dessa raiz que muito provavelmente venha "Ganga - Zumba", o lendário rei dos Palmares, tio de Zumbi dos Palmares. Além disso, diz João do Rio em seu livro, "As Religiões no Rio", que "Ganga - Zumba" é como os negros Cambindas chamam uma divindade muito parecida com o Oxalá dos nagôs - yorubás. Por fim, ainda existe todo um culto afro - cubano denominado os "Santos Ganga", muito parecido com a Santeria Cubana.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aceitação, o Início da Transformação.

A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos.
De verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando.
Aceitação, o Início da Transformação.
A aceitação é detentora de um poder de transformador que só quem já experimentou pode avaliar.
É difícil aceitar uma perda material ou afetiva; uma dificuldade financeira; uma doença; uma humilhação; uma traição.
Mas a aceitação é um ato de boa vontade, mente aberta, sabedoria e humildade, pois ao contrário de que muitos pensam, a vida em si, não estão sob o nosso controle.
As pessoas são como são, dificilmente mudam. Não podemos contar com isso. A única pessoa que podemos mudar, somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano.
Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, fere, desagrega.
A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar e fazer barulhos. Aceitar é paz, entendimento, leveza.
Aceitar não é desistir, nem tampouco resignar-se. Aceitar é estar lúcido do momento presente e se assim a se apresenta, assim deve ser. Aceitação é colocar-se pronto para ver a dificuldade de outro ângulo de outro prisma. Sem o peso que nós colocamos ou imaginamos ter.
No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazem as respostas e as saídas para o problema. Simples assim!
Tudo é movimento. Nada é permanente.
A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento. Dessa forma prolongamos a situação. Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.
Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados, aprisionados, frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza, e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução.
E muitas vezes achamos que os outros ou as coisas são responsáveis pelos acontecimentos. E não são.
Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio.
Aceitar é o que nos leva a fé.
Aceitação é um passo concreto para deixar a vida mais leve, mais alegre e mais saudável.
É fundamental entender que aceitar não significa desistir e seguir adiante com otimismo. Ter muitos propósitos a serem atingidos é a nossa atitude saudável diante da vida. Estar grato colabora e muito para aprender a aceitar.
Aceitar se refere ao momento presente, ao agora. No instante que você aceitar, você se entrega ao que a vida quer-lhe oferecer. Novais ideias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento.
Como dizem; “A dor existe, mas sofrer é opcional, é uma escolha”.
Quer ser feliz? Aceite!
Não se esqueça: Você só pode mudar você mesmo.
Só você é responsável por tudo que lhe ocorre e sente.
Muita paz no dia de hoje.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Olhares Cuidadosos

Certa senhora procurou o Chico com uma criança nos braços e lhe disse:
- Chico, meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele. Há uma resposta para mim no Espiritismo?
Foi com a intervenção de Emmanuel que a resposta veio:
- Chico, explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações  e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Mas, agora que está aproximadamente com cinco anos, procura um rio,um precipício para se atirar. Avise nossa irmã que os médicos amigos estão com a razão. As duas pernas dele vão ser amputadas, em seu próprio benefício, para que ele fique mais algum tempo na Terra, a fim de que diminua a ideia do suicídio.
Retirado do livro “Chico, de Francisco”
de Adelino Silveira
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Esse pequeno texto é para mim de um aprendizado ímpar. De forma muito simples, com uma impressionante lógica e com uma intensa amorosidade, Chico Xavier, sob a inspiração de Emmanuel, ensina que nada é por acaso e que não há motivos para revolta afinal, TUDO está sendo olhado, conduzido e direcionado por um Plano Superior, TUDO é reação de nossas próprias ações,  TUDO é para nossa melhora, entendimento e crescimento.
Aquilo que achamos que são dores, são, na verdade, “Olhares Cuidadosos do Divino”, são “Necessidades” que irão fazer com que cresçamos espiritualmente e emocionalmente.
Com esse pensar, chego à conclusão que devemos usar constantemente algumas palavras ao escrevermos nossa história de vida, que são: aceitação, confiança e atitude.
Entendo aceitação como uma ponte que leva à transformação. Não é desistir, nem tão pouco resignar-se, é estar lúcido do momento presente e consciente das possibilidades do passado. É estar convicto da Lei da Ação e Reação e da Lei Divina. Alias, é com aceitação que adquiriremos outros olhares e afrouxaremos as amarras da vida, o peso da verdade absoluta e as resistências.
É com ela que abriremos a mente e o coração, que ouviremos uma voz dizendo algo parecido com “há outra verdade, há algo Além, há outra possibilidade. Não se feche, não desista, não resista, não reduza sua vida ao seu querer”.
Confiança soa para mim como algo verdadeiro, sem mistério, claro e lúcido, que assegura, tranquiliza e garante. Confiar em algo ou em alguém é necessário para melhor entender a vida, para melhor vivenciar a Fé. Percebam, o tamanho da confiança é o tamanho da Fé, que consequentemente será a intensidade da “entrega”.
Confiar é para aqueles que conversam com Deus e que ouvem Sua resposta sem ao menos escutar Sua voz. Confiar está no ato de transcender, de se entregar, de falar com Deus.
Agora, Atitude… Atitude é respirar, é vibrar, é fazer, é crer.
É não olhar para trás para lamentar, mas é olhar para frente para transformar, para fazer diferente, para fazer a diferença, para fazer e viver.
Atitude não alimenta a dor, mas transforma-a em experiência e oportunidade.
Atitude não desiste e sim, persiste.
É… Com aceitação, confiança e atitude não temos o que lamentar ou reclamar, mesmo porque, estamos sendo assistidos e conduzidos por Forças Divinas poderosíssimas. Mesmo naqueles momentos de aflição ou de dor, as Forças Divinas lá estarão.
É nisso que eu acredito. E você???

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Lei do Amor e Caridade

Amor e caridade: nessas duas pequenas palavras, que nunca vivem separadas uma da outra, se encontra resumido tudo o de nobre que existe no universo; se encontra resumido todo o aspecto moral a ser seguido pelo ser humano, enfim, se encontra toda a moral ensinada por Jesus. E o que é a moral espírita senão a que foi ensinada pelo Cristo rediviva? Essas duas palavras são pontos essenciais do Espiritismo, assim como deveriam ser também da vida de todas as pessoas.
Difícil é definir onde começa o amor e onde se inicia a caridade, uma vez que caridade sem amor não existe, e vice-versa. A caridade abrange a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a abnegação, o devotamento, a solidariedade, a justiça, a fraternidade, etc, sendo a negação absoluta de qualquer orgulho e egoísmo. A verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Na verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si. Reinando ela na Terra, o mau aqui não imperaria; fugiria envergonhado; ocultar-se-ia, visto que em toda parte se acharia deslocado. Os homens conformariam seus atos e palavras a esta máxima: “não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam”. Em se verificando isso, desapareceriam todas as causas de dissensões e, com elas, as dos duelos e das guerras, que são os duelos de povo a povo.
Igual importância tem o amor, que é a virtude fundamental sobre a qual há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ele não existem as outras. Sem o amor não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem o amor não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma que ama o próximo como a si mesmo. Amarmos a Deus e uns aos outros: eis toda a lei. Lei divina, mediante a qual governa Deus o universo. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.
Como colocado no início: amor e caridade não existem um sem o outro.
No entanto, o que se pensa quando surge a palavra caridade?
Ajuda material? Doações de roupas, alimentos? Esmolas?
Sim, todas são formas de caridade, mas não somente elas. Por pensamentos, por palavras e por ações exercemos a caridade. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados; por palavras, dando aos nossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos. Pode-se ser caridoso, mesmo com os parentes e com os amigos, sendo uns indulgentes para com os outros, perdoando-se mutuamente as fraquezas, cuidando para não ferir o amor-próprio de ninguém. Também isso é caridade. A própria prece é, sim, uma caridade. A oração feita com fervor em benefício de outrem consiste em uma dedicação nossa a essa pessoa. Pois vamos duvidar da utilidade dessa prece, no poder da fé, perante Deus?
A verdadeira caridade constitui um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo. Completa fraternidade deve existir entre os verdadeiros seguidores da sua doutrina. A verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que damos. A caridade sublime, ensinada pelo Cristo, também consiste na benevolência a ser usada sempre e em todas as coisas para com o nosso próximo. Podemos ainda exercitar essa virtude sublime com relação a seres para os quais nenhuma utilidade terão as nossas esmolas, mas que algumas palavras de consolo, de encorajamento e de amor, conduzirão ao Senhor supremo.
De todas, a caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência. É fácil perceber que a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, é, porém, a mais difícil de exercer-se. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que somos recebidos por pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de nós, quando, espiritualmente falando, estão muito abaixo. Não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral. Contudo, essa caridade não deve obstar a outra. Necessário é ter cuidado em não tratar com desprezo o nosso semelhante.
O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esforçar-se por fazer que prevaleça o que há nele de bom e virtuoso. Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.
A caridade abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa. Uma sociedade que nela se baseia deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa-vontade de alguns. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão. A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira por que é praticado. Duplo valor tem um serviço prestado com delicadeza. Se o for com altivez, pode ser que a necessidade obrigue quem o recebe a aceitá-lo, mas o seu coração pouco se comoverá.
Aos olhos de Deus, a ostentação tira o mérito ao benefício. Disse Jesus: “ignore a vossa mão esquerda o que a direita der”. Por essa forma, ele nos ensinou a não colocarmos juntas a caridade e o orgulho. A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola; e em convertendo em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, humilha-se o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “não saiba a mão esquerda o que dá a direita”.
Não escolhamos também a quem amar. Não nos disse Jesus que amar os amigos qualquer um faz? Pois amemos também os nossos inimigos, aqueles que nos injuriam e nos causam mal. Certo, ninguém consegue votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior a eles, ao passo que abaixo deles se coloca, se procura tomar vingança. Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Não esperemos ainda reconhecimento ou gratidão pelos nossos atos. Nisso, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento. Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo. Se Deus permite por vezes que sejamos pagos com a ingratidão, é para experimentar a nossa perseverança em praticar o bem.
O exercício da caridade e do amor é um meio de nos aperfeiçoarmos. Sua negação é, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Não esqueçamos nunca que o espírito, qualquer que seja o grau de seu adiantamento, sua situação como encarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sejamos, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que nos faz dar friamente o óbolo que tiramos do bolso ao que nos ousa pedir, mas a que nos leve ao encontro das misérias ocultas. Sejamos indulgentes com os defeitos dos nossos semelhantes. Em vez de votarmos desprezo à ignorância e ao vício, instruamos os ignorantes e moralizemos os viciados. Sejamos brandos e benevolentes para com tudo o que nos seja inferior. Amemos os desgraçados, os criminosos, como criaturas, que são, de Deus, às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como também a nós, pelas faltas que cometemos contra Sua lei. Assim sejamos para com os seres mais ínfimos da criação e teremos obedecido à lei de Deus.

Excertos de “O Livro dos Espíritos” e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

domingo, 13 de novembro de 2011

Esta é a nossa encarnação mais importante

Se de um lado a boa lógica nos diz que nossa última encarnação é sempre a mais importante, pois, mais uma vez, temos a oportunidade de nos redimir dos erros passados, creio que esta atual, pelas deduções mais abaixo, é especialíssima. Creio firmemente que é a nossa mais importante existência de todos os tempos. Se nos conscientizarmos desse fato, faremos com que nossos pensamentos, sentimentos e atitudes tomem salutar direção. Para que a conclusão do tema seja confirmada pelo(a) leitor(a), atentemos ao texto abaixo, de Santo Agostinho, e também às conclusões que vêm logo a seguir.
“Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeram os primeiros átomos destinados a constitui-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala”. Incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. ” (Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, item 19)
Do depoimento logo acima destaquei, em negrito, a expressão “degraus imperceptíveis”, a qual denota que não perceberemos de maneira evidente a passagem do nosso mundo, de Expiação e Provas, para a próxima e determinante etapa, a de Mundo de Regeneração. Mas, através de pesquisa e do raciocínio lógico, passaremos a enxergar o que parece não estar evidente.
Tenho a convicção de que caminhamos a passos largos nessa bendita direção. É saudável, caro leitor que duvide dessa minha convicção. Ninguém tem a obrigação de crer na convicção de outrem. Mas, após as informações que vêm a seguir, procure liberar sua mente de idéias preconcebidas, que possam impedir o raciocínio dedutivo, para livremente poder refletir sobre os esclarecimentos oriundos de grandes mestres de nossa Seara. Comecemos pelo preposto imediato do nosso Mestre Jesus, Allan Kardec:
I – Allan Kardec nos diz quando o Espiritismo se tornará crença comum em todo o mundo terreno:
Muitos de nós ainda não percebemos, mas Kardec já nos informou quando o Espiritismo será implantado na Terra (atenção: isso não quer dizer que todas as demais religiões deixarão de existir. Elas continuarão existindo, mas crendo na reencarnação e em outras leis naturais que são a base do Espiritismo). Na questão 798 de O Livro dos Espíritos, a qual tem como foco quando haverá a implantação do Espiritismo na Terra, Kardec nos esclarece que “(…) durante duas ou três gerações, ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo aniquilará”.
Como a boa lógica nos diz que após um período de incredulidade a única alternativa será um período de credulidade, façamos as contas para esclarecermo-nos sobre quando chegaremos a esse alvissareiro período. Antes, é importante dizer que, mesmo sendo a expectativa de vida na época de Kardec bem inferior aos 70 anos, o fato é que as pessoas consideravam essa idade como sendo o tempo de uma geração. Agora, sim, fazendo as contas a partir do ano de edição do primeiro livro espírita, 1857 (O Livro dos Espíritos):
Conclusão – I: O Espiritismo passará a ser crença comum no período compreendido entre os anos de 1997 e 2067.
II – Chico Xavier nos informa quando a Terra será um Mundo de Regeneração:
No livro Plantão de Respostas, volume II, Chico Xavier diz: “Emmanuel afirma que a Terra será um mundo regenerado por volta de 2057.”
Conclusão – II: O Mundo de Regeneração terá seu alvorecer por volta de 2057, ano esse dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será crença comum.
III – Bezerra de Menezes nos informa quando o Espiritismo será implantado na Terra;
No livro Atitude de Amor, Editora Dufaux, psicografia de Wanderley Soares de Oliveira, Bezerra de Menezes nos esclarece que para o Espiritismo ser implantado na Terra houve um planejamento na espiritualidade, e que a implantação teve uma delimitação de três períodos distintos de 70 anos. O primeiro período de 70 anos, de 1857 a 1927; o segundo período, de 1928 a 1997; e o terceiro e último período, de 1998 a 2067. Sobre este último período, diz Bezerra de Menezes que é o período das atitudes, isto é, este é o momento de praticarmos o que até agora aprendemos com o Espiritismo. Por exemplo, se temos um belo discurso sobre fraternidade, chegou a hora de sermos fraternos. Como disse Richard Simonetti, “Chegou a hora do conhecimento descer da cabeça para o coração.”
Conclusão – III: Bezerra de Menezes nos informa que a implantação do Espiritismo na Terra será no período de 1997 a 2067, período esse dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será crença comum.
IV – Bezerra de Menezes, através da psicofonia de Divaldo Franco, informa-nos que este é momento de transição para o mundo de Regeneração (Revista Reformador janeiro/05):
A mensagem de Bezerra de Menezes foi recebida na última reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB, em 2004. Nosso amado benfeitor espiritual utilizou-se da mediunidade psicofônica de Divaldo Franco para dizer com todas as letras, sem deixar dúvida alguma sobre o teor do que tinha a nos passar, que “não podemos negar que este é o grande momento de transição do Mundo de Provas e de Expiações para o Mundo de Regeneração”. E complementou: “(…) Já não há mais tempo para adiarmos a proposta” de renovação do planeta.”
Conclusão – IV: Bezerra de Menezes nos informa que este é o grande momento de transição do Mundo de Provas e de Expiações para o Mundo de Regeneração. Momento esse dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será crença comum.
V – Os espíritos Maria Modesto Cravo e Joanna de Angelis nos alertam sobre a renovação que já está ocorrendo em nosso planeta!
Duas informações:
A primeira: No livro Reforma íntima sem Martírio, lançado e editado nesta primeira década do século XXI (essa informação é importante), Editora Dufaux, psicografia de Wanderley Soares de Oliveira, o espírito Maria Modesto Cravo diz: “Uma geração nova regressa às fileiras carnais da humanidade para arejar o panorama de todas as expressões segmentares do orbe, interligando-as e projetando-as a ampliados patamares de utilidade. (…)”. É tempo de renovar.
A segunda: No livro Momentos de Harmonia, lançado e editado em 1991 (essa informação é importante), Editora Leal, psicografia de Divaldo Franco, o espírito Joanna de Angelis diz: “(…) dá-se neste momento a renovação do planeta, graças à qualidade dos espíritos que começam a habitá-lo, enriquecidos de títulos de enobrecimento e de interesse fraternal.”
Essa alvissareira notícia de renovação do planeta, certamente a mais importante ocorrência depois da vinda de Cristo e do nascimento de Kardec, nos leva à quinta conclusão:
Conclusão – V: Os espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto cravo nos informam que espíritos especiais (fraternos, nobres) estão retornando à Terra com o objetivo de arejar o panorama de todas as expressões segmentares do nosso planeta, com o objetivo de renová-lo, e essa renovação se dá dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o espiritismo será crença comum.
VI – O respeitado médium e orador baiano Divaldo Franco disse, em palestra proferida em 1999, que, em 2025, 200 mil espíritos altamente evoluídos retornarão à Terra.
Caro(a) leitor(a), conforme a bem-vinda informação logo acima, mais a informação do itedesdobramento, desobcessão, Espiritísmo, evangelho, evangelho no lar, famíliam V, em que Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo esclarecem-nos que espíritos nobres e fraternais (também inteligentes) estão retornando à Terra com o objetivo de ajudar na renovação do planeta, podemos então formular a seguinte pergunta:
Como será nosso planeta Terra em 2060?
A resposta da questão acima teremos de forma dedutiva:
a) Em 2060, os espíritos nobres, fraternos e inteligentes que, segundo os amáveis espíritos Joanna de Angelis e Maria Modesto Cravo, já estão retornando à Terra, terão até 70 anos de idade;
b) Em 2060, os 200 mil espíritos altamente evoluídos que reencarnarão em 2025, segundo informação recebida (e divulgada) pelo respeitabilíssimo médium e orador Divaldo Franco, terão 35 anos de idade;
c) Em 2060, os atuais líderes mundiais e indivíduos outros que tendem ao mal estarão desencarnados!
Conclusão — VI: No ano 2060, estarão habitando a Terra espíritos que, pela sua índole, têm todas as qualidades para habitar um Mundo de Regeneração, dentro dos limites de tempo em que Kardec afirma que o Espiritismo será crença comum.
Conclusão
Somos habitantes da Terra num momento muito especial, o que é uma dádiva divina. Esta é a grande oportunidade que temos de iniciar a reparação dos nossos erros pretéritos. Precisamos, com toda nossa força, com toda nossa vontade, com todo nosso empenho, aproveitar esta oportunidade de aqui estarmos habitando este planeta que, logo, logo, pode nos dar a condição de termos um ambiente onde a tendência ao bem seja a tônica. Como alcançar essa graça? A única solução é iniciarmos já nossa regeneração espiritual.
Sugiro três passos para bem aproveitarmos esta nossa atual existência:
a) Valorizarmos e agradecermos ao Mestre Jesus a oportunidade de estar vivendo nossa mais importante encarnação de todas as existências que tivemos.
Sobre a importância da reencarnação, relembremos o que disse o espírito Emmanuel: “Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por esse motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela”. “Significa uma benção divina, quase um perdão de Deus.”
b) Iniciarmos urgentemente um processo de autoconhecímento.
A base de toda mudança comportamental é o autoconhecímento. E aí está a maior dificuldade do ser humano. E uma das alternativas para melhor nos conhecermos é a interiorização, que é o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não falarmos “eu nunca sinto mágoa” ou “a raiva não faz parte de minha vida”. Esse proceder de negar nossos sentimentos inferiores chama-se auto-ilusão, uma atitude altamente destrutiva. A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores (sem baixa auto-estima), abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole e se nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança.
c) Transformarmos em vivência prática nosso discurso sobre convivência e fraternidade, principalmente em nossa casa espírita.
Sobre o tema fraternidade, disse o espírito Ermance Dufaux (livro unidos pelo Amor, Editora Dufaux): “Antes aos projetos ‘além paredes’ estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo mais próximo, aquele que divide conosco as responsabilidades doutrinárias rotineiras em nossa casa espírita, encetando esforços pela convivência jubilosa e libertadora. Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa causa. O centro espírita, escola das virtudes superiores, é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos modelos de relações.”
Caro(a) leitor(a), conscientizarmos-nos que ser fraternos é simplesmente uma questão de escolha. Então, que nós, que temos a dádiva de ter conhecido o Espírito Consolador, possamos escolher o caminho da fraternidade e, com isso, merecermos ser habitantes da Terra em sua nova e breve etapa:
Mundo de Regeneração. Mesmo que pela nossa idade atual – não consigamos esse intento nesta existência. Mas, para quem crê na reencarnação, sempre há esperança!