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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Por que Bocejamos?


Entenda esse processo de purificação energética.

            Muita gente reclama de sono e bocejos durante as seções de comandos de luz e orações, principalmente aqueles que estão começando a decretar com afinco.
            Saint Germain diz que os anjos atuam enquanto decretamos. Tão logo o decreto é libertado legiões de anjos apressam-se para cumprir a ordem.
            O bocejo acontece quando a energia negativa é consumida e o mestre diz ainda que quando estamos fazendo decretos de chama violeta e bocejamos, saem verdadeiras labaredas de chama violeta de nossas bocas. É a força do chakra da garganta atuando para a manifestação da chama violeta. Ele diz que os anjos jogam as energias ruins para serem consumidas nas chamas de fogo violeta que saem de nossas bocas durante os decretos.
            O bocejo contínuo, que popularmente é conhecido como quebranto, quando uma pessoa não consegue parar de bocejar, diz que é um sono causado pelo mal olhado de pessoas invejosas, então vejam que o bocejo nada tem a ver com sono e até a sabedoria popular confirma isso. A razão está na energia negativa. Até mesmo quando estamos na hora de ir dormir, o bocejo está nos dizendo que chegou a hora de purificarmos nossas energias dormindo um sono profundo.
            Somos semelhantes a Deus não em físico, mas sim e fogo etéreo, que é a substancia da qual nossa alma e nossos chakras são feitos.
            Outra prova da ligação entre a energia negativa e o bocejo é o fato de médiuns espíritas, quando incorporam espíritos de baixa vibração, também passam por este processo de bocejo, o que acaba assim que a entidade vai embora.
            "Bocejar é uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono", afirma o coordenador do departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva. Eu discordo totalmente dele e entendo que o bocejo é uma forma de trazer o ar para acender ainda mais o fogo dos chakras. A respiração profunda, tanto ao dormir como nos bocejos, atuam trazendo a energia prana que está no ar, ômega, para ativar as energias etéreas, alfa, dos chakras. O ar atua como um fole para acender a lareira.
            Há ainda quem diga que a falta de oxigênio dentro de lugares muito cheios, como um ônibus lotado, por exemplo, onde as pessoas costumam bocejar com frequência, faz as pessoas buscarem ar e o bocejo faria esse processo. Mas prefiro entender que o ônibus está carregado de energia negativa que precisam ser consumidas.
            Vejam que mesmo sem decretar ou entoar mantras, pessoas que não oram também ativam seus chakras da garganta com o bocejo, liberando o fogo sagrado pela boca.
            Quando uma pessoa decreta muito, ela não boceja tanto por que seus chakras já estão ativados. Os comandos de luz são ativadores mais poderosos que os bocejos. Quando decretamos diariamente, além do poder das palavras dos comandos, buscamos o ar a cada frase, ativando o chakra da garganta. 
         Os bocejos são frequentemente seguidos de um forte lacrimejamento, assim, de acordo com os ensinamentos de Saint Germain, entendo que o bocejo acontece para aliviar o corpo astral de energias pesadas. É o chakra da garganta atuando como purificador do corpo.
            O bocejo é comum principalmente quando estamos decretando para alguma situação de energia muito pesada.
            O sono, sem bocejo, é comum com novatos ainda não acostumados com a grande energia dos comandos de luz. Lembro que no começo, quando comecei a fazer os comandos para o Elohim Ástrea, precisava ficar de pé para não dormir.
            Quando os mestres estão dando os ditados, é comum ver pessoas dormindo, pois a energia é muito forte no ambiente. Não se preocupem com isso e entendam que tanto o bocejo como o sono são indicativos de purificação.
            Maria Madalena diz que decretar é o grande trabalho do alquimista e que deve ser feito com muita concentração e completa dedicação, harmonia, e principalmente foco centrado no objeto de seu decreto, então, nós não apenas abrimos a boca e começamos a decretar, mas nós vamos ao centro do nosso chakra do coração e nos posicionamos junto a nossa chama trina e meditamos em nossa Presença EU SOU. Esta é uma parte importante do decreto e amplifica a purificação.


Texto: Paulo R. Simões


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cativeiro da Alma

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Cativeiro. Palavra difícil, essa.
Muitas vezes meus filhos julgam que o cativeiro é somente aquele em que os homens, geralmente os brancos, subjugavam negros e a eles impingiam toda sorte de sofrimento, de acordo com o mando do senhor dos escravos.
Quanto engano.
Há tantas formas de cativeiro...
O jugo que o homem impõe sobre o outro, tentando oprimir as consciências, espalhando a infelicidade dentro dos corações. O cativeiro das idéias, quando o ser se faz escravo de certos pensamentos, já ultrapassados, ou mesmo das próprias idéias, que nem sempre dignificam quem está com a razão.
Existe a escravidão de um povo, de uma raça, de uma comunidade, de uma família ou de um indivíduo, quando se recusa a seguir o progresso da vida e estaciona no tempo. Mas há também a escravidão daqueles que se julgam sábios, que repetem coisas belas filosofias copiadas de outros e que são incapazes de realizar algo em benefício próprio, como a transformação íntima de suas tendências, seus costumes e idéias, pois se acham escravos de si mesmos.
Na verdade, o cativeiro da escravidão pode ter passado. No entanto, quem sabe Isabel, a princesa, tenha apenas aberto um caminho para que os homens não mais continuassem cativos de seus modismos, medos, ânsias e angústias; de sua pequenez sem sentido?
É preciso que os meus filhos se encarem no espelho. Não naquele espelho no qual costumam olhar-se pela manhã, mas no espelho do eu, na própria alma. Observar se não estão com grilhões atados na mente, na alma ou no coração.
E preciso liberdade. Mas liberdade não é o resultado de um decreto ou de uma assinatura em uma folha de papel. A verdadeira libertação é a da alma, que poderá um dia voar livre como as andorinhas no céu de sua própria vida. Sem grilhões, sem cordas, sem muletas.
É preciso voar e voar alto, dentro de si mesmo.
Pai João de Aruanda
do livro: Sabedoria de Preto Velho

terça-feira, 29 de maio de 2012

Uma História de Amor...

Há muito tempo atrás, um casal de idosos que não tinham filhos, morava em uma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranqüila, alegre, e ambos se amavam muito.
Eram felizes.
 Até que um dia...
Aconteceu um acidente com a senhora.
Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas  atingem todo o seu corpo.
O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas e imediatamente tenta ajudá-la.
O fogo também atinge seus braços e, mesmo em chamas, consegue apagar o fogo.
Quando chegaram os bombeiros já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída.
Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave.
Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada.
Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto.
Chegando ao quarto de sua senhora, ela foi falando:
-Tudo bem com você meu amor?
-Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar,
mas fique tranqüila amor
que sua beleza está gravada em meu coração para sempre.
Então triste pelo esposo, a senhora pensou consigo mesma:
"Como Deus é bom, vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe a visão para que não presencie esta deformação em mim.
As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.
E Deus é tão maravilhoso que não deixou ele me ver assim, como um monstro Obrigado Senhor!"
Passado algum tempo e recuperados milagrosamente, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido e amado esposo, e o esposo agradecido por tanto amor, afeto e carinho, todos os dias dizia-lhe:
-COMO EU TE AMO.
Você é linda demais.
Saiba que você é e será sempre, a mulher da minha vida!
E assim viveram mais 20 anos até que a senhora veio a falecer.
No dia de seu enterro, quando todos se despediam da bondosa senhora, veio aquele marido com os olhos em lágrimas, sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos.
Chegou perto do caixão, beijou o rosto acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante:
-"Como você é linda meu amor, eu te amo muito".
Ouvindo e vendo aquela cena um amigo que esta ao seu lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre.
Pois parecia que o velhinho parecia enxergar sua amada.
O velhinho olhando nos olhos do amigo, apenas falou com as lágrimas rolando quente em sua face:
-Nunca estive cego,
apenas fingia, pois quando vi minha amada esposa toda queimada e deformada, sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira.
Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados!
Foram os 20 anos mais felizes de minha vida.
E emocionou a todos os que ali estavam presentes.

CONCLUSÃO

Na vida temos de provar que amamos!
Muitas vezes de uma forma difícil ...
E, para sermos felizes, temos de fechar os olhos para muitas coisas, mas o importante é que se faça única e intensamente com AMOR.

domingo, 27 de maio de 2012

Laços Energéticos e Retorno ao Mundo Espiritual

Oferecemos as primeiras orientações àqueles que desejam conhecer melhor a doutrina espírita em seus princípios básicos, conforme a codificação kardequiana.




            Para um melhor entendimento do Espiritismo, em seus conceitos mais amplos e complexos, se faz necessário a compreensão de aspectos considerados básicos e que se complementam. Começamos pelo argumento de que a essência do homem se baseia na existência de um espírito imortal – encarnado ou desencarnado – o que evidencia a lei da reencarnação, assim como também defende a comunicação com aqueles espíritos que se encontram desencarnados por intermédio de um médium, além da crença em um único Deus, inteligência suprema do Universo.
            O argumento de que tudo se extingue com a morte nós sabemos não ser verdade, pois, no momento da morte do corpo, apenas os laços energéticos que prendem o nosso perispírito ao corpo físico são desfeitos, lentamente, e o tempo necessário para que isso ocorra varia de pessoa para pessoa, sendo que laços podem ser desfeitos em algumas horas ou mesmo demorar semanas.
            O Espiritismo, defendido por Kardec em sua codificação, indica, também, que a única diferenciação existente entre encarnados e desencarnados é que os encarnados, além do perispírito – como os desencarnados – possuem, também, o corpo físico.
            Quando ocorre a morte do corpo físico, o espírito passa por um período de perturbação mais ou menos longo, que varia de acordo com seu adiantamento moral, conhecimento acerca do mundo espiritual e apego ao plano físico. Após o desencarne, o espírito retorna ao que chamamos de mundo espiritual, para (se ainda for necessário e no momento oportuno) que aconteça o futuro reencarne, sendo que este momento pode ser retardado ou antecipado, dependendo do que for melhor ao desenvolvimento deste espírito, não esquecendo que somente ficam sem reencarnar aqueles espíritos que já atingiram um grau de evolução bastante elevado.
            O espírito, às vezes, participa do processo de escolha das características do corpo que irá utilizar. A união do corpo e espírito começa no momento da concepção, onde os laços fluídicos ficam cada vez mais fortes até o nascimento da criança.
            A lei de reencarnação ou pluralidade das existências está nas escrituras sagradas e tem o intuito de crescimento moral, como consequência da lei do progresso, proporcionando a possibilidade de aprendizagem. Com a compreensão deste importante princípio do Espiritismo fica mais fácil o entendimento perante tantos sofrimentos e desigualdades no mundo em que vivemos hoje, nos enquadrando, portanto, na lei de ação e reação.

O PERISPÍRITO

            Os laços desfeitos no momento da morte do envoltório físico são os laços perispirituais. O perispírito é um envoltório semi-material, sutil, que não é percebido pelos encarnados com seus sentidos normais. O perispírito é nosso corpo espiritual e pode ser classificado como “grosseiro” ou materializado, em espíritos com pouca evolução, e mais sutil em espíritos mais desenvolvidos. Ele é bem parecido com nosso corpo físico, sendo formado por substâncias que se originaram do fluido universal. É o intermediário entre o espírito e o corpo carnal, e é através do perispírito que o espírito atua sobre o corpo material.
            O perispírito também é a chave para os fenômenos espíritas, pois ele é o elo utilizado pelos espíritos para atuar na comunicação com os encarnados.

MEDIUNIDADE

            Referindo-se aos fenômenos mediúnicos, o Espiritismo afirma que é possível a relação entre encarnados e desencarnados, e que, quando desencarnados, os espíritos mantêm as características que tinham quando viviam no mundo físico, ou seja, bons ou maus, sérios ou brincalhões, verdadeiros ou mentirosos, etc.
            Eles estão por toda a parte e se mantêm ocupados – assim como nós – porém, não os vemos com o sentido da visão porque eles se encontram em um plano mais sutil da existência; eles nos veem e conhecem nossos pensamentos, e podem, também, influenciar-nos por meio do pensamento. Para que haja uma interferência maior que não somente a do pensamento, os espíritos precisam de pessoas que ofereçam recursos especiais; esses são os médiuns. Há vários tipos de manifestação da mediunidade, como, por exemplo, a comunicação por intermédio da fala (psicofonia), da escrita (psicografia), de batidas (tiptologia), além de outras influências com efeitos físicos ou por meio de passes magnéticos.
            O teor das comunicações depende da conduta moral do médium, que, quando idôneo, utiliza-se desta aproximação para a comunicação com bons espíritos e auxílio ao próximo.
            Outro aspecto fundamental a ser entendido e bem esclarecido por Kardec é a alma, que entendemos como um espírito encarnado, ou seja, um espírito ligado a um corpo material.
            Também deve ser considerado como um ponto importante do Espiritismo a afirmação de que o nosso planeta Terra não é o único planeta habitado neste imenso universo, permitindo, assim, que as reencarnações aconteçam não somente na Terra, mas em outros mundos também, mais ou menos materializados ou desenvolvidos. A escolha ocorre conforme a necessidade de crescimento de cada espírito.
            Este pequeno texto não tem a pretensão de esgotar o tema... muito pelo contrário... pretende apena oferecer as primeiras orientações àquele que deseja melhor conhecer a doutrina espírita em seus princípios básicos, codificados por Allan Kardec. 

Revista Cristã de Espiritismo - Por Camila Crandizo
 

sábado, 26 de maio de 2012

As Doenças na Visão Espírita

 
         
          O Espiritismo tem uma grande contribuição a oferecer à Medicina e às escolas que lidam com a saúde humana.
         A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. O Espiritismo, porém, amplia essa visão e ensina que saúde é o estado de completo bem-estar biopsicossocioespiritual, pois leva em consideração os fatores biológicos, psicológicos, sociais e espirituais que influenciam o ser humano em sua passagem pela existência terrena.
         Diferentemente da Medicina do Corpo, que ainda é exercida em larga escala nos dias de hoje, o Espiritismo descortina um novo modelo, o da Medicina da Alma.
         No paradigma médico-espírita, o ser humano é um conjunto complexo, constituído de corpo físico, corpos sutis e alma; a prioridade, no entanto, na direção desse conjunto, é a da alma. Compete, pois, ao espírito imortal, a construção do seu destino terreno e, consequentemente, a da manutenção da sua própria saúde.
       Segundo esses conceitos, o fato de uma pessoa não exteriorizar doença durante determinada fase da existência, pode não significar que ela esteja saudável. Assim, a criatura pode apresentar-se aparentemente saudável durante um período, mas já trazer no perispírito as marcas indeléveis da doença que eclodirá um pouco mais adiante, segundo a lei de ação e reação, que tem no tempo o principal fator desencadeante.
   Segundo os princípios espíritas, a questão saúde-doença está profundamente vinculada à lei de causa e efeito, ao carma. André Luiz explica, no livro Ação e Reação, que carma designa “causa e efeito”, porque a toda ação corresponde uma reação. Quer dizer que está ligado a ações de vidas passadas. Assim, o carma seria uma espécie de “conta do destino criada por nós mesmos”, faz parte do sistema de contabilidade da Justiça Divina.
        Segundo esse princípio, a criatura humana tem de dar conta de tudo que recebe da vida, de todos os empréstimos de Deus, patrimônios materiais, inteligência, tempo, afeições, títulos, e também do corpo físico, que lhe é concedido para o aperfeiçoamento espiritual. E será sempre assim, na roda viva da evolução espiritual em que deve se empenhar, tendo em vista a conquista de amor e sabedoria.
           Aprendemos, com os Mentores Espirituais, que a percentagem quase total das enfermidades humanas tem origem no psiquismo. Assim, orgulho, vaidade, egoísmo, preguiça e crueldade são vícios da alma, que geram perturbações e doenças nos seus envoltórios, quer dizer, no corpo espiritual ou perispírito e no corpo físico.
          Assim, no estudo de toda doença, é preciso levar o perispírito em consideração, mesmo porque a cura do corpo físico está diretamente subordinada à cura desse envoltório espiritual. Há exemplos importantes nos livros da coleção André Luiz que elucidam o nosso estudo. Vou citar apenas dois deles.
          Vejamos o caso de Segismundo, em Missionários da Luz. Em vida passada, por causa de Raquel, ele tirou a vida física de Adelino com um tiro, que atingiu a vítima na altura do coração. Na vida atual, Segismundo renasceu como filho de Adelino e Raquel e trouxe, já na formação do seu corpo físico, o problema cardíaco que só se manifestará mais tarde, como doença do tônus elétrico do coração, após os 40 anos de idade.
            As doenças, em geral, surgem relacionadas à idade em que as faltas foram cometidas.
         Em outro livro, Ação e Reação, podemos acompanhar o caso de Adelino Silveira. No século XIX, Adelino era filho adotivo de um fazendeiro de grandes posses. Ambos eram muito unidos. Aos 42 anos, seu pai casou-se com uma jovem de 21 anos, a mesma idade de Adelino. Aconteceu, porém, que os dois jovens – Adelino e a madrasta – apaixonaram-se e ambos tramaram a morte do pai e marido. A pretexto de cuidar do pai enfermo, Adelino deu uma bebida forte ao dono da fazenda e depois ateou fogo ao seu corpo. Foi uma morte muito dolorosa. Depois de tudo consumado, Adelino casou-se, mas não conseguiu ser feliz, atormentado pelo remorso. No mundo espiritual, os padecimentos foram intensos e contínuos. Finalmente, arrependido, reencarnou no século XX como Adelino Silveira e, desde pequeno, teve seu corpo tomado por um eczema extenso, que o dominava quase por inteiro.
        Como podemos observar, as ações praticadas vincam o nosso perispírito e se refletem no corpo físico que age como uma espécie de filtro das impurezas.
         Assim, em matéria de saúde e doença, temos de levar em consideração as ações das vidas passadas e as da existência atual para que as nossas conclusões não sejam falhas ou incompletas.
           Ao estudarmos esses casos, podemos constatar também o importante papel que a dor tem em nossas vidas. Segundo o benfeitor Clarêncio: Depois do poder de Deus, é a única força capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, compelindo-nos a indispensáveis modificações, com vistas ao Plano Divino, a nosso respeito, e de cuja execução não poderemos fugir sem graves prejuízos para nós mesmos.

Folha Espírita - Por Marlene Nobre


sexta-feira, 25 de maio de 2012

TODOS se beneficiam com giras bem giradas

    Na Umbanda tudo é energia, pisar, dançar, defumar, cantar, bater palma… enfim, todos os movimentos ritualísticos, todos os elementos naturais – água, terra, fogo, ar – e todos os Guias Espirituais estão transmutando/transformando energias densas e negativas que estão instaladas em nosso campo áurico, infiltradas em nosso duplo etérico e perpassando nossos sentidos, sentimentos e pensamentos, em energias leves e positivas. Para tanto, recebemos os passes espirituais onde normalmente são usados ervas, sopros, palmas, estalar de dedos, águas, pembas, cruzes e mais uma infinidade de “simples” movimentos segredados e sagrados que, muitas vezes, passam despercebidos ou longe de nossas percepções, entendimento e alcance, afinal, estamos falando de outras realidades que são: a do Sagrado, a dos Fluidos Energéticos e a da Crença.
   Dessa forma e com a mesma intenção, quero pontuar alguns outros “detalhes” que muitas vezes passam despercebidos, mas que fazem muita diferença quando a questão é emissão e captação de energia.
Vamos lá:
   Anéis, colares, pulseiras, tornozeleiras e brincos são objetos que modificam a estrutura molecular e o fluxo da onda energética que está sendo projetada ou captada, portanto devem ser evitados nos momentos de passes ou durante os trabalhos espirituais.
Na Umbanda, os mais intensos fluxos de energias emitidos pelos Guias Espirituais e médiuns são projetados pelas palmas das mãos (aqui fundamentamos a importância de bater palmas no início dos trabalhos: o fato é que ao batermos palmas descarregam-se as cargas negativas e ainda ativam-se e abrem-se os chacras das palmas das mãos capacitando-as para a emissão e captação de energia, preparando-as para o trabalho em si) justificando o cuidado e atenção que se deve ter com essa parte do corpo, inclusive com os objetos, joias e bijuterias usadas.
   A questão é que muitos desses fluxos sofrem alterações moleculares pela interferência de outros elementos ou energias e um bom exemplo é a aliança de ouro.
   Percebam que a aliança concentra, devido a imantação, projeção e intenção, uma forte energia emocional que pode ser positiva ou negativa dependendo de como o médium está vivendo sua relação afetiva. Isso quer dizer que se o médium está em um momento emocional positivo, a aliança recebe e automaticamente projeta uma energia positiva, caso contrário, a energia será negativa. Aliás, somente no dedo anelar da mão esquerda (dedo que se coloca a aliança de casamento) existe uma veia que está ligada diretamente ao coração.
Além disso, a aliança também é feita de ouro, minério maleável extraído da terra que energeticamente propicia, e simboliza, união, vigor, virilidade e alegria (por isso o ouro é usado para representar alianças, casamentos, poder, durabilidade e resistência quando unido com ‘outro’). Percebam que não tem energia, intenção ou simboliza cura, transmutação ou transformação, como é o mais adequado quando falamos em ‘passes espirituais’.
   Dessa forma, quando o médium usa aliança de ouro ao dar um passe
 – incorporado ou não - os fluídos energéticos que saem de suas palmas se misturam com a energia mineral e natural do ouro e com a energia emocional do médium, e isso pode significar uma forte alteração da energia inicialmente projetada.
   O mais sensato e correto, no meu entender, é que o médium tire sua aliança antes dos trabalhos espirituais, assim como os colares, pulseiras, brincos, tornozeleiras, relógios, cintos, tiaras, fivelas. Todos esses objetos, além de serem perigosos devido a grande probabilidade de causarem acidentes durante uma gira, modificam fluxos de energia, ondas magnéticas e as rotações dos chacras.
   As mesmas interferências acontecem com os consulentes. Observem a dificuldade dos Guias Espirituais para cruzar o chacra laríngeo das pessoas que estão portando vários colares e gargantilhas, com pingentes de pedra, osso, madeira, aço, prata ou ferro. Notem os entraves e as limitações que os Guias Espirituais têm para cruzar os pulsos, as orelhas e os pés com o uso de tantas bijuterias ou joias.
   Saibam ainda, que o relógio é o mais prejudicial entre todos esses objetos. Ele tem um maquinário que no plano mais sutil – plano em que os Guias trabalham – se movimenta e “pulsa” confundindo a sensibilidade e percepção do Guia atrapalhando consideravelmente o atendimento.
   Seguindo essa linha de raciocínio, aconselho que os consulentes também tirem todos os objetos, joias, bijuterias e acessórios antes dos trabalhos espirituais iniciarem, antes de entrarem em consulta espiritual e antes de receberem um passe, da mesma forma, devem tirar qualquer apetrecho que prenda os cabelos como tiaras, fivelas, grampos etc. É de suma importância que a região da cabeça esteja livre facilitando as percepções e os trabalhos espirituais e energéticos junto ao chacra coronário, assim, manteremos uma energia mais límpida e direcionada, sem tantas interferências energéticas e, principalmente, facilitaremos os trabalhos dos Guias Espirituais.
   Outro “detalhe” importantíssimo é o cuidado que os médiuns e consulentes devem ter com o uso dos cintos. Observem, são acessórios que normalmente são feitos de couro ecológico (energia animal) ou couro sintético (feito de petróleo que tem energia densa e absorvedora) com fivelas de ferro, osso, metal ou plástico que fecham veementemente o chacra umbilical. Chacra que permite dar e receber, que permite sentir alegria, vontade de fazer as coisas e que permite melhorar a autoestima, entre tantas outras funções.
    Portanto, os médiuns e os consulentes devem igualmente tirar ou não usar cintos nos trabalhos espirituais ou mesmo antes de entrar em consulta com os Guias Espirituais, caso contrário, a energia é bloqueada na altura da cintura não alcançando os outros chacras inferiores, como por exemplo, o chacra básico.  Um desperdício imensurável quando falamos em cura, em transformação energética e limpeza. Uma falha dantesca quando pensamos nos fundamentos da Umbanda.
   Também quero alertar para o mal e inconveniente uso de perfume, cremes hidratantes e afins utilizados antes da gira. Esse hábito é extremamente prejudicial e dificulta intensamente os trabalhos dos Guias Espirituais.
   Entendam, os Guias trabalham, na grande maioria, captando a energia que é espargida pelo duplo etérico. Eles “sentem” a nossa energia emocional, a nossa vitalidade e até nosso magnetismo espiritual pela aura, pelos fluidos que exalam de nossos poros, mas, se besuntamos nosso corpo com creme ou perfume os poros ficam fechados, a natureza dos fluidos fica alterada, portanto essa sensibilidade e percepção fica impraticável restando ao Guia e ao médium, a capacidade de “ver”. E sabemos, não são todos os médiuns, assim como não é toda hora que se consegue enxergar essas energias ou a aura. Importante também, NÃO passar creme ou perfume depois do banho de ervas, caso contrário, de nada valerá o banho.
   Como já disse, espero que nos preocupemos mais com as giras, com os trabalhos dos Guias Espirituais, com nossos comportamentos, responsabilidades e com a Umbanda. Espero que busquemos cada vez mais o Saber e que os pratiquemos em favor de TODOS nós. Mesmo porque, tenho certeza que todos se beneficiam com atitudes responsáveis e com giras bem giradas e cuidadas.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Devas

REINO DÉVICO:
– Compõe-se de seres, consciências e hierarquias de elevado grau de pureza e propicia a manifestação da Vida. Denominado simbolicamente “exército do som”, trabalha com vibrações. Seu campo de ação é bastante abrangente, pois vai desde os arquétipos até as formas concretas. De certo ângulo, representa a “consciência do corpo etérico” do Logos. Toda a circulação de energia em um Universo é efetuada e assistida pelos devas.

Como os demais reinos que correspondem à lei da hierarquia, sua estrutura funcional é escalonada e cada patamar encarrega-se de tarefas distintas e complementares: captação e transmissão de Idéias arquetípicas, construção de moldes etéricos para a concretização delas, ajuste permanente do padrão criado ao original, destruição de formas ultrapassadas, entre outras funções. O Reino Angélico é um setor do Reino Dévico.
 DEVAS:
– Os Devas seguem linha evolutiva paralela à humanidade e tem como uma das suas principais tarefas a manipulação das substâncias. Mantém estreita ligação com as forças da Natureza (elementais) e tem condições para isso, pois estão isentos da influência de impulsos retrógrados. Segundo os desígnios das energias criadoras, constroem e destroem imagens, formas e estruturas, plasmam os moldes etéricos – base do que existe no mundo manifestado – e os preenchem; permitem, desse modo, que padrões arquetípicos se exteriorizem.

São essencialmente espíritos construtores e transformadores dos níveis de consciência, podendo, para isso, destruir estruturas ultrapassadas. Não dispõem de corpos físicos densos, e os níveis etéricos são, para eles, as fronteiras de contacto com a vida concreta. Os devas constroem o que é visível, o que constitui a imagem de um conjunto energético. São consciências magnânimas, e só com pureza o homem pode contata-las.

Trabalham com a energia de símbolos e arquétipos; não tem mente como a humanidade a conhece e, portanto, seu processo criativo não se baseia em seqüências de pensamentos e raciocínios.

Tampouco se submetem ao conceito de tempo: vivem por inteiro no eterno presente, nele percebem e desempenham suas tarefas; sua consciência tem a mesma dinâmica do impulso que recebem do Alto e, por isso, estão sempre atualizados. Quando um indivíduo desempenha certas tarefas do Plano Evolutivo, é imprescindível que estabeleça ligações internas corretas com o reino dévico.
Os Devas compõem uma Hierarquia potente, com grande diversidade de escalões. O termo deva costuma ser aplicado a qualquer dos seres desse reino: desde um pequeno ente construtor de moldes etérico-físicos, até grandes arcanjos, que sustentam a vida manifestada de galáxias inteiras. No Ocidente, em geral chama-se anjo à maioria desses seres; entretanto, os anjos são apenas um setor do reino dévico. Os devas vivem basicamente nos níveis etéricos cósmicos; porém assumem ampla gama de tarefas, mesmo nos níveis concretos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ser Livre

 
Você tem o direito de escolher com quem, e como vai viver. Você pode mudar a sua vida.
Você pode estruturar a sua vida como quiser.
Porque você é livre!
Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!
Perceba que sua liberdade lhe dá condições para sofrer tudo o que você uiser.
Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado, você pode acabar numa crise conjugal de um mês.
Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode se irritar o dia inteiro.
Com a inflação do mês você entra em depressão profunda.
Porque você é livre!
Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser.
Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.
Nem um grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.
Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.
Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir fracassado.
Porque você é livre!
Você só vai parar de sofrer quando você quiser!
Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.
Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver, outras para sofrer.
E pensam que é seu destino sofrer.
Isso é pura ilusão!
Só quando você decidir, você pára de sofrer.
Porque você é livre!" 
 
Roberto Shinyashiki

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mediunidade de Cura

A medicina cura e trata dos efeitos. A espiritualidade trata as causas quando são modificadas as estruturas de nossos pensamentos.



    Inevitável é a Lei de Causa e Efeito: guardadas as proporções espirituais, somos autores de nossos destinos, e com a mesma solicitude inteligente com que as leis universais - as mesmas que regem o equilíbrio das galáxias e as ondas eletromagnéticas que delimitam a circunscrição dos planetas - são comandadas por Deus, Inteligência Suprema do Universo, Causa primária de todas às coisas, também em nossas vidas assim ocorre. E, na imaturidade do espírito, os inúmeros desequilíbrios causados por nós e que afetam relacionamento, a própria constituição física, os sistemas organizados agravam-se com as consequências que geram, tais como sofrimento, angústia e, como se não bastasse afetarmos nosso equilíbrio, atingimos também nossos semelhantes, nossos irmãos que, quando estão à nossa frente, representam um convite ao progresso. São mensagens vivas que muito podem auxiliar-nos em nossa evolução e, consequentemente, nossa trajetória à felicidade. Mas, quando embalados por nossos sentimentos torpes, muitas vezes ferimos estas oportunidades.
            O pensamento, manifestação do espírito, princípio inteligente do Universo, poderoso instrumento que caminha conosco pela saga fascinante da própria vida, altera também a nossa existência. Com a reencarnação, experimentamos em nós as consequências dos atos em nossa própria existência, em vários aspectos físicos, espirituais, emocionais e sociais; nos desequilíbrios, que podem ser observados nos inúmeros casos vistos em nossas experiências atuais, quase epidêmicos, de depressões, síndromes fóbicas, transtornos neuróticos, psicóticos, manifestações de agressividade, frutos da insegurança interior.
            As patologias apresentadas demonstram muito claramente que as pessoas estão ansiosas, inseguras, em busca de algo que preencha seus corações. A doutrina espírita não veio curar corpos, mas espíritos, lembrando a mensagem do cristo: " De que adianta remendo novo em roupa velha, que irá romper-se mais uma vez."
            Os estudos espíritas demonstram-nos, claramente, que todos têm um magnetismo próprio e que, munidos da intenção de fazer o bem, podem repor a vitalidade dos órgãos das pessoas pelas quais vibramos na transmissão da bioenergia, equilibrando-se, também, certos distúrbios perispirituais gerados muitas vezes pelos sentimentos destoantes do próprio enfermo.
            Em O Livro dos Médiuns, a mediunidade de cura está perfeitamente catalogada, demonstrando-nos que, em todos os casos em que atuamos através da fluidoterapia, pela doação fraterna de amor, existe uma participação espiritual e, naqueles com a mediunidade de cura mais ostensiva, esta transmissão fluídica ocorre com mais profusão, quando os benfeitos da Vida Maior potencializam a aplicação fluídica especificando o tratamento.
            Mas teremos sempre que observar: sempre serão analisados pelos benfeitores da Vida Maior o merecimento e a fé do indivíduo e, principalmente, a firme intenção em melhorar-se, para que nossos velhos equívocos não sejam comparados a uma roupa velha solicitando remendo novo.
            Em muitos casos, algumas enfermidades são o remédio necessário, e para mais alguns casos a melhora é a medida certa aos seus compromissos reencarnatórios. Para outros casos, a cura é muitas vezes acompanhada invariavelmente do tratamento médico que existe na Terra, graças à Providência Divina.
            A Medicina cura e trata dos efeitos. A espiritualidade trata as causas quando são modificadas as estruturas de nossos pensamentos em relação à vida e ao próximo.

MÉDIUNS CURADORES
175. (...) Diremos apenas que este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso mais não é do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel; porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa. A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e metódico; no caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo (...).
O Livro dos Médiuns,
Capítulo XIV, Dos Médiuns.
Allan Kardec.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Como Curar um Relacionamento




         Quando uma relação vai mal, não importa o tipo de relacionamento, naturalmente uma ou as duas partes começam a gerar conflitos os quais normalmente se manifestam na forma de mágoas, reclamações, cobranças, controle, censura, distanciamento, irritação, entre outras.
            É compreensível entendermos que quando não estamos felizes com a outra parte, tenhamos o costume de nos lamentar e até desabafar para as pessoas mais próximas, o quanto estamos desconfortáveis com a determinada situação. Esse comportamento revela o que podemos dizer como sendo o hábito da maioria das pessoas que passam por tais situações. Contudo, precisamos definitivamente explicar que esse talvez seja o pior entre todos os erros. Pior ainda que o próprio conflito e as desavenças em si são as críticas e as lamentações que envolvem o relacionamento, porque quando estamos agindo assim, estamos reforçando nosso ponto de atração* naquela sintonia de conflitos e críticas, e, por conta da lei da atração**, acabamos atraindo mais situações as quais vamos nos sentir mal, além de que, reforçaremos o comportamento negativo da pessoa a qual estamos criticando.
            O foco dos seus pensamentos e sentimentos sempre se expandirá. Aquilo que você pensa e sente está sempre relacionado àquilo que você atrai para a sua vida, portanto, quando você reclama de algo que vai errado na relação, você está contribuindo maciçamente para a sua ruína. O segredo para mudar isso tudo? Amor, admiração e valorização dos aspectos positivos da outra pessoa...
É fácil? Não.
É possível? Sim.
Funciona mesmo? Faz um milagre...
            A dica é simples: entre centenas de aspectos negativos que você facilmente encontrou na pessoa a qual vem enfrentando uma série de conflitos -seja com o marido, esposa, chefe, funcionário, irmão, irmã, vizinho, filho ou qualquer relação que seja- encontre os seus aspectos positivos. Escolha alguns comportamentos que são exemplares naquela pessoa. Pode ser que você tenha realmente que fazer um grande esforço para encontrar qualidades naquela pessoa, mas valerá a pena.
            Anote essas qualidades em um papel e guarde com você. Todas as vezes que surgir em você uma vontade grande de criticá-la ou de se magoar com alguma atitude dela, lembre-se do papel e leia as suas principais qualidades. Nos primeiros dias, o esforço será grande, mas logo em seguida os resultados virão. Mantenha a disciplina de jamais criticá-la e sempre que essa vontade incontrolável surgir, lembre-se do papel e leia as qualidades daquela pessoa. Depois de alguns dias fazendo essa prática, tanto você quanto essa pessoa passará por mudanças incríveis e rapidamente um milagre acontecerá em suas vidas.
            A força da admiração, do respeito e do amor pelo comportamento de uma pessoa, favorece que ela continue a expressar mais e mais aquela qualidade positiva. Além disso, com o seu ponto de atração sintonizado no amor e na admiração, você atrairá o que para a sua vida?
            Obviamente mais amor e mais admiração!
            Não critique, modifique. Treine a sua capacidade de perceber os aspectos positivos das pessoas, concentre-se neles sempre que os conflitos surgirem. Esse é o segredo do sucesso nos relacionamentos e, assim, você também conseguirá curar qualquer conflito, porque nada que seja negativo consegue resistir ao poder do amor!

*Seu ponto de atração é o seu estado de espírito ou sua vibração pessoal.
** Você atrai e manifesta em sua vida a essência dos seus pensamentos e sentimentos. O que você pensa e o que você sente sempre atrairão situações de mesma semelhança na sua realidade material.

 Por Bruno J. Gimenes

domingo, 20 de maio de 2012

Onde está Deus?


            Muitas vezes nos fazemos esta pergunta. Quando nos deparamos com uma injustiça, uma maldade, uma morte, uma agressão, situações extremamente difíceis.

         A pergunta que muitas vezes nos fazemos é: onde está Deus neste momento? Por que Ele deixou isto acontecer? Por que tem que ser assim?

         Já li inúmeros textos que falam que não deveríamos perguntar: por que? e sim, para que? Há religiões e crenças diversas. Umas dizem que foi por merecimento, outras falam do castigo, outras ainda dizem que é para a purificação, há as que falam em resgate, karma. Cada crença explica a situação de um jeito.

         Hoje me veio uma inspiração muito forte, que dizia assim:

         Deu está em tudo, em todos! Ele está no amor, para que possamos sentir o quanto isto é bom, faz bem, a nós, a quem amamos e a quem nos ama. Está na cura, para que possamos seguir nosso caminho com saúde física, mental, emocional e espiritual e, proporcionarmos isto aos outros, sempre que possível. Ele está na compaixão, para que saibamos sempre, que somos todos iguais, que somos todos um e que quanto mais conseguirmos nos colocar no lugar do outro, mais fácil será entender, aceitar, perdoar e amar esse outro.

         Deus está na natureza, que nos acolhe diariamente. No sol que brilha, no ar que nos embala, no vento que move tudo que precisa ser desacomodado e sair do seu lugar. Na chuva, que rega a mãe Terra, que traz solução para a seca, mas que também alaga, inunda e,  mostra o que está errado nas ações do homem.

         Ele está em tudo que é bom, belo, forte, seguro, equilibrado, pacífico e amoroso. Mas... Ele também está na injustiça, para que possamos escolher, se é isto que queremos fazer para os outros ou, sofrer na própria pele. Muitas vezes, algo é injusto aos nossos olhos, mas a sabedoria divina sabe, que aquele  acontecimento é necessário naquele momento, para aquela pessoa, para sua evolução e aprendizado. Está na maldade, para que possamos ver o quanto isto prejudica, e como a palavra já diz: faz mal, para quem é prejudicado e para quem impõe essa maldade. Li uma frase tão verdadeira essa semana que dizia que o mal,(mágoa, raiva, rancor, ódio, vingança) é como um carvão em brasa que estamos segurando, para arremessar contra alguém. Podemos até atingir a pessoa alvo, mas com certeza, estaremos queimando muito mais, as mãos que estão segurando o carvão.

         Deus está na morte. Para que nos demos conta de que ali não está o fim, é apenas uma passagem, para outra dimensão, um recomeço. Aí entram o apego e o desapego: nada, nem ninguém, é nosso. Tudo e todos, são apenas presentes que recebemos, para aprendermos, evoluirmos e crescermos espiritualmente. Cabe a nós, nos darmos conta disso e aproveitarmos cada segundo junto das pessoas que encontramos pelo caminho e vivermos cada momento como se fosse o último, porque... Pode ser.

         Deus está na agressão, em todos os tipos de agressão. Para que quem a sofre, quem aplica, quem assiste, quem fica sabendo, quem se importa, quem não está nem aí, para que todos aprendam a importância de se dar um fim a ela. Afinal, o que é a agressão? Por que ela acontece? Por que não conseguimos contê-la? Com certeza isso é assunto para um próximo artigo, não pode ser comentado em poucas linhas apenas.

         Enfim, Deus está em todas as situações difíceis também. Ele nos faz tomar consciência do nosso livre arbítrio. Que sempre somos nós que podemos escolher o lado, a atitude que vamos tomar. Tudo em nossa vida são escolhas. Todas elas tem sua consequência boa e nem tão positiva, seu lado luz e o lado sombra. Tudo o que nos acontece, somos nós que atraímos. Cabe-nos apenas ver, sentir, perceber, nos darmos conta do por que, do para que, atraímos tal pessoa ou situação para nossa vida. O que temos para aprender aí?

         Deus é tão maior que todas nossas dúvidas, certezas e divagações! Ele apenas É e, nos deixa sermos e vivermos segundo nossas escolhas. Está em nós a oportunidade de aproveitarmos o tempo que nos é dado para aprendermos e vivermos de acordo com o que é melhor para nós e para o próximo ou... não.

Por: Clau Loth - Luz da Serra

sábado, 19 de maio de 2012

Se despir para se vestir e revestir de AXÉ

O clima está mudando… está mais frio, as noites estão mais geladas, o sereno nos visita. Consequentemente, os ambientes ficam mais fechados, os agasalhos saem dos armários, os sapatos fechados e emborrachados são mais usados, gorros, luvas, xales, cachecóis começam a fazer parte da paisagem e assim por diante, nada de mais e ainda necessário nesses dias tão frios. No entanto, para os trabalhos caritativos espirituais, para a Umbanda, ou melhor, para uma gira de Umbanda, essas vestimentas atrapalham consideravelmente todo um trabalho.
É fato, a Umbanda movimenta intensa energia, seja nas defumações transformando e harmonizando a energia do ambiente, seja no nosso campo energético, emocional e espiritual com os passes espirituais, projeções energéticas naturais, danças e movimentos, seja durante os cantos, incorporações ou  rezas. Tudo, até mesmo um ingênuo estalar de dedo ou uma simples forma de pisar no chão, tem e projeta uma energia específica capaz de efeitos surpreendentes.
Portanto, quando um consulente entra em consulta vestido com aquele ‘super’ casaco de nylon, couro, preto, cinza, entre outros, a energia projetada pelo Guia Espiritual, aquela que é irradiada pelas palmas das mãos, pelo estalar dos dedos, pela pemba, pedras, erva ou fumaça, é bloqueada pelo casaco, pelo elemento plástico do nylon e ainda absorvido pela cor preta por exemplo, não alcançando o campo áurico e o duplo etérico da pessoa.
O Guia até tenta projetar a energia estalando mais e mais forte os dedos, trabalhando nos lugares descobertos como as palmas das mãos do consulente, enfim, o Guia se esforça, mas fica muito mais difícil a troca e irradiação energética.
A mesma coisa e ainda pior acontece com os sapatos que, além dos consulentes usarem mais fechados ou se recusarem a tirá-los ao entrar no congá devido ao frio, os próprios médiuns muitas vezes usam sapatilhas, meias ou tênis com solados de borracha o que propicia um isolante entre o médium/consulente e a terra/chão perdendo toda a energia de descarga, proteção e equilíbrio que a terra propicia para nós, médiuns e consulentes.
Reflitam, a terra, ou seja, o chão do terreiro representa uma espécie de ‘fio terra’ nos descarregando diante de uma sobrecarga negativa, também é através dela que recebemos fluxos magnéticos ancestrais, como as irradiações de Obaluaye, orixá da terra e água; vibração de Exu, força terra e fogo; qualidade de Obá, orixá guerreira que vibra através da terra e ar; Oxóssi, terra e vegetal; Nanã, água e terra… Enfim, a Terra é intensa e importante energia que, por falta de orientação, instrução e percepção, é isolada com uso da borracha que muitas vezes está nos solados dos calçados dos médiuns e consulentes, portanto, um descuido exacerbado.
Muitas vezes ainda, os xales, cachecóis, gorros e luvas também dificultam o trabalho espiritual e energético dos Guias. Já presenciei, por exemplo, a dificuldade de um Guia para cruzar o chacra laríngeo de um consulente que usava um belíssimo cachecol durante a consulta, e a mesma coisa se dá com os gorros que fecham a visão e sensibilidade do chacra coronário, ou ainda com os xales que, além das mesmas dificuldades é um perigo quando os relacionamos com as velas, ou seja, o fogo. Forte e imprescindível elemento natural usado pela Umbanda em suas giras.
Solução…
A melhor solução é que os consulentes tirem seus casacos, acessórios de inverno, calçados e venham de coração quente e pulsando ao encontro dos Guias.
Que os médiuns, na necessidade do calçado procurem solados naturais e na não necessidade, que sintam a força e o verdadeiro prazer em pisar na terra sagrada de seu terreiro.
Por fim, que os dirigentes, sacerdotes, mães e pais espirituais se preocupem com as giras promovendo melhor assimilação, absorção e manifestação de todos e, deste modo, que orientem a assistência, instruam seus médiuns e vivifiquem o Sagrado, a Força, o Mistério e o Encanto da Umbanda em seu terreiro.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Como ocorre a Psicografia?

  A psicografia é a mediunidade pela qual os espíritos influenciam a pessoa, levando-a a escrever. Os que a possuem são denominados médiuns escreventes ou psicógrafos.
            Uma das vantagens da psicografia é ser o mais simples, cômodo e, sobretudo, completo de todos os meios de comunicação. Outra vantagem é que não pode ser alterada e não fica na dependência da memória ou da interpretação dos participantes da reunião (como no caso da mensagem oral). Além disso, a análise e a crítica às mensagens se torna mais fácil, permitindo um estudo acurado da mensagem quanto ao estilo, ao conteúdo e às ideias. Pode ainda ser comparada com outras ditadas anteriormente pelo mesmo espírito.

FLUIDO VITAL

            O fluido vital ou eletricidade biológica, como é classificada pela medicina acadêmica, escoa-se facilmente pelo corpo humano através da rede nervosa, principalmente pelas pontas dos dedos e cabelos, na forma de energia dinâmica em dispersão ou "fuga" pelas pontas.
            Os plexos nervosos são fontes de fluido vital armazenado, constituindo-se de reservas energéticas que, a qualquer momento, transformam-se em energia dinâmica, fazendo a conexão dos orgãos físicos e as suas respectivas contrapartes ou matizes situadas no perispírito, que são extremamente sensíveis à atuação de espíritos desencarnados. Quando o médium conserva maior potencial de carga magnética em torno dos plexos nervosos, ele também oferece melhor ensejo para os desencarnados acionarem os seus nervos motores e, assim, identificarem-se mais facilmente por suas características individuais.
            O médium mecânico é mais apropriado para identificação dos desencarnados, pois a seiva magnética que acumula nos plexos nervosos transforma-se em alavanca eficiente para os desencarnados comandarem os nervos motores dos braços e, desta maneira, exporem fielmente suas ideias e escreverem de forma idêntica à que usavam em sua vida física.
            Mas o médium semi-mecânico vê-se obrigado a preencher intuitivamente todos os truncamentos ou vazios de suas comunicações, motivo pelo qual ele tem consciência perfeita de quase tudo o que escreve, embora o faça de modo semimecânico.
            Quando lhe desaparecem os impulsos da mão na escrita mecânica, ele prossegue o comunicado passando a "ouvir" intuitivamente seus comunicantes, que ora escrevem diretamente, ora o fazem pelo ajuste perispiritual.

CLASSIFICAÇÃO DA PSICOGRAFIA

            Conforme a mecânica do processo mediúnico, os médiuns psicógrafos podem ser classificados em três tipos: INTUITIVO, SEMI-MECÂNICO E MECÂNICO.

INTUITIVO
            Representando 70% dos médiuns psicógrafos, o médium intuitivo não abandona o corpo físico no momento em que escreve as mensagens dos espíritos. Neste caso, o espírito não atua sobre a mão para movê-la, atua sobre a alma do médium, identificando-se com ela e lhe transmitindo suas ideias e vontades. O médium as capta e, voluntariamente, escreve.
            Portanto, tem conhecimento antecipado, mas o que escreve não é seu. Age como um intérprete que, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele e traduzi-lo. O pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. No início, o médium confunde com seu próprio pensamento e as mensagens, às vezes, extrapolam o conhecimento do médium.

SEMI-MECÂNICO
            Os médiuns semi-mecânicos, que representam 28% dos médiuns psicógrafos, também não abandonam o corpo físico ao escreverem as mensagens. O espírito atua sobre a mão do médium, que não perde o controle desta, mas recebe uma espécie de impulsão.
            O médium participa tanto da mediunidade mecânica como da intuitiva, pois escreve recebendo parte do pensamento dos espíritos pela comunicação e contato perispiritual, ao mesmo tempo em que outra parte é articulada pelos comunicantes, independentemente de sua vontade.
            Os semi-mecânicos têm consciência do que escrevem à medida que as palavras vão sendo escritas. O médium tem um conhecimento parcial daquilo que lhe atravessa o cérebro perispiritual, mas passa a ignorar os trechos que lhe são escritos mecanicamente, sem fluir pelo cérebro físico.

MECÂNICO
            Caso raro entre os médiuns psicógrafos (2%), os médiuns mecânicos, a exemplo dos outros dois tipos, não abandonam o corpo físico no momento de escrever as mensagens. O espírito desencarnado atua sobre gânglios nervosos à altura do omoplata e, dessa forma, age diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. Esse impulso independe da vontade do médium, ou seja, enquanto o espírito tem alguma coisa a escrever, movimenta a mão do médium sem interrupção.
            Certos médiuns mecânicos chegam a trabalhar com ambas as mãos ao mesmo tempo e sob a ação simultânea de duas entidades. E em condições excepcionais, o médium ainda pode palestrar com os presentes sobre assunto completamente diferente do que psicografa. Nesse caso, o espírito comunicante consegue escrever na forma que era peculiar na vida física.
            O médium mecânico não sabe o que sua mão escreve. Somente depois, ao ler, é que ele vai tomar conhecimento da mensagem. A escrita mecânica costuma ser célere, muito rápida.

MECANISMO MEDIÚNICO DA PSICOGRAFIA

            O mentor espiritual responsável pela preparação do fenômeno da psicografia aproxima-se do médium e lhe aplica forças magnéticas sobre seu chacra coronário, que sensibiliza e ativa a glândula pineal, fazendo-a produzir um hormônio chamado melatonina. A melatonina interage com os neurônios, tendo um efeito sedativo. Em seguida, a melatonina é direcionada para a parte do córtex cerebral responsável pela coordenação motora, que vai ficar sob seu efeito, ou seja, sedada. Assim, o médium perde o comando sobre os órgãos da coordenação motora, permitindo que outro espírito se ligue a este sistema sensitivo e o utilize.
            Depois, os espíritos auxiliares aproximam o espírito que irá se manifestar pela psicografia e fazem a ligação perispiritual aos órgãos sensoriais do movimento dos braços do médium, através do chacra Umeral. O espírito comunicante temporariamente se apossa dos gânglios nervosos à altura do omoplata do médium, apropriando-se de seu mundo sensitivo e conseguindo se expressar pela escrita.

MÉDIUNS POLÍGRAFOS
            Incluem-se nesta forma de mediunidade os casos de poligrafia, que é o chamado dom de mudar a escrita conforme o espírito que se comunica ou a reprodução da escrita que o espírito tinha em vida. O primeiro tipo de fenômeno é mais comum, enquanto que o segundo, a identidade da escrita, é mais raro.

MÉDIUNS ILETRADOS
            Incluem-se nesta forma de mediunidade os médiuns que escrevem sem saber ler nem escrever no estado normal, mas que escrevem fluentemente quando em transe mediúnico. Esse tipo de médium é mais raro que os demais, porque há maior dificuldade material a vencer.

MÉDIUNS POLIGLOTAS OU XENOGLOTAS
            Nesta forma de mediunidade incluem-se os casos de xenoglossia, o chamado dom das línguas (xeno = estranha; glota/glossia = língua), tão interessantes e convincentes para os incrédulos.
            Os médiuns poliglotas ou xenoglotas são os que têm a faculdade de falar ou escrever em línguas que lhe são desconhecidas ou até mesmo em dialetos já extintos no mundo. Também são casos muito raros de existirem.

DIRETRIZES DE SEGURANÇA

            Os médiuns tem o dever de coibir o excesso de distúrbios da entidade comunicante. Devem controlar o espírito que se comunica para que este lhe respeite a instrumentalidade, mesmo porque o espírito não entra no médium. A comunicação é sempre através do perispírito, que vai ceder campo ao desencarnado. Todavia, a diretriz é do encarnado.
            O médium deverá se ajustar ao esforço de vivenciar as lições evangélicas e se ater ao estudo, ao trabalho e à abnegação ao semelhante.
            Mesmo médiuns inconscientes tem co-participação no fenômeno mediúnico. Ao mesmo tempo, exercem a fiscalização e o controle, coibindo, quando devidamente educado, quaisquer abusos.
            Para que um médium se torne seguro, um instrumento confiável, é necessário que evolua moral e intelectualmente, na razão que exercita sua faculdade. Neófitos atraídos para a prática mediúnica ansiosos pelos fenômenos e os médiuns invigilantes respondem pelos desequilíbrios das manifestações mediúnicas

            Com o passar do tempo, os pesquisadores perceberam que as pranchetas e as tábuas usadas no início dos experimentos com a psicografia eram supérfluas. Bastavam apenas o médium e a caneta.

Revista Cristã de Espiritismo - Por Edvaldo Kuloheski


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Casamento e Espiritualidade


Qual é o segredo do sucesso nos relacionamentos? Como podemos tirar proveito de uma relação para o nosso amadurecimento espiritual?

            Precisamos ter muito cuidado ao desenvolver este tema, de preferência fazendo uma reflexão sincera sobre todos os aspectos envolvidos, porque facilmente, quando os conflitos surgem, uma ou as duas partes costumam encontrar culpados sem antes analisar que sempre somos os responsáveis, tanto pelo sucesso quanto pelo fracasso de uma relação conjugal.
            Basicamente, do ponto de vista da nossa missão na existência humana, temos três pontos-chave a serem trabalhados:
1- PURIFICAR NOSSAS INFERIORIDADES: curar o medo, a raiva, o pessimismo, a ansiedade, a tendência de se isolar, a tendência de se deprimir, a tendência da agressividade, entre tantas outras emoções negativas.
2- NOS HARMONIZAR COM ESPÍRITOS CONFLITANTES: está nas relações um dos nossos maiores desafios. Conquistar harmonia, perdoar, aceitar, tolerar, desenvolver a paciência e o amor incondicional são os maiores desafios que surgem nos relacionamentos; portanto, se configura uma importante meta a ser alcançada.
3- GERAR BONS EXEMPLOS: é de se esperar que uma pessoa que esteja sintonizada com o seu Eu superior e a sua essência, tenha, naturalmente, a tendência de construir atitudes que ajudem ao próximo, das mais diversas formas. As atitudes de doação – em diversos aspectos da existência – e da compaixão, surgem como consequência natural nas pessoas sintonizadas com suas essências.

HARMONIZANDO RELAÇÕES

            Em uma relação, encontramos nossas maiores afinidades, bem como nossos maiores desafios. Em uma mesma pessoa conseguimos encontrar aspectos de total afinidade e também de falta de afinidade. Portanto, as pessoas, ou melhor, as relações sempre promovem grandes aprendizados, e quando não os entendemos e não evoluímos, sofremos.
            Nessa visão com o foco evolutivo, entendemos que a pessoa com que nos relacionamos é “a perfeita” no contexto da reforma íntima, pois ela reúne as condições de aflorar em nós – digo aflorar porque os aspectos já estão presentes na nossa personalidade – os melhores e os piores sentimentos. E é aí que está um dos grandes desafios: entender que as pessoas com as quais nos relacionamos são nossas professoras, pois facilmente conseguem – através de suas atitudes – aflorar ou revelar as nossas inferioridades, e por isso nos alertam para aquilo que viemos efetivamente curar nessa existência.
            É muito comum encontramos pessoas que colocam a culpa dos conflitos e das crises conjugais no parceiro. Também é comum ver que, em diversas situações, muitos elegem um obsessor ou uma influência espiritual maligna como responsável pelo problema. Por isso, antes de abordarmos a questão da obsessão espiritual nas relações matrimoniais, precisamos entender que, na busca da harmonia do casal, são as atitudes simples que fazem toda a diferença. Elas se resumem em compreender que atraímos parceiros que tenham a capacidade de aflorar nossas afinidades, mas também nossas inferioridades.
            A falta de paciência, a intolerância, a presunção, a arrogância e o controle são características negativas presentes na maioria das pessoas que vivem neste planeta. Talvez pudéssemos excluir não mais que umas 100 pessoas, em todo o globo, as quais estão isentas dessas atitudes negativas. Portanto, essa é uma realidade presente na história das pessoas que vivem uma vida conhecida como normal, e mesmo que queiramos negar, basicamente somos intolerantes!
            Onde isso repercute mais em nossas vidas? Com certeza em diversas áreas de nossa existência, mas principalmente nos relacionamentos.
            Tudo que criticamos em uma pessoa acontece pela falta de tolerância, falta de amor ou compaixão. Queremos – em 100% dos casos – que ela se comporte como nós achamos que deva se comportar. E o pior: costumamos gostar mais de uma pessoa, no sentido de afinidade mesmo, quando essa age de forma mais parecida com aquilo que nós consideramos certo.
            Não dá para negar que afinidades surgem naturalmente nas nossas vidas, e também não quero dizer que essas sintonias saudáveis entre as pessoas não sejam importantes. Claro que são! Apenas quero lembrar que não costumamos nos relacionar com maior proximidade ou intimidade com pessoas que não se comportam como achamos que elas devem se comportar. E, de novo, não me refiro à conduta moral, ética e valores, porque é claro que esses aspectos precisam ser sempre ponderados nos relacionamentos que temos em todos os níveis. Não vou escolher um estelionatário para sócio, sabendo que o passado dele é envolvido por atitudes criminosas ou no mínimo suspeitas. Também teremos dificuldade em confiar em alguém que já agiu de modo errado em outra circunstância. Então devemos, sim, escolher relacionamentos que estejam na mesma sintonia de valores e código moral, mas as emoções... Essas nos enganam!
            Tudo que buscamos externamente traduz o que sentimos internamente. Estamos o tempo todo buscando conforto, buscando “acomodar” as nossas emoções da melhor maneira dentro de nós mesmos. Procuramos o conforto em todos os sentidos, o que é natural, já que queremos nos sentir bem. É aí que um grande erro começa, pois sem querer, ou sem perceber, e pior ainda, sem ter o mínimo direito, começamos a modelar as pessoas! Modelamos as pessoas controlando os relacionamentos em todos os níveis, fazendo de tudo para que elas se comportem da forma como mais nos conforta!
            E quando elas começam a ter novas ideias, novos caminhos, novos conceitos – porque todo mundo muda, e essa mudança não necessariamente nos agrada – nesse momento o nosso relacionamento com elas começa a se complicar. Complicar porque começamos a querer que a pessoa aja de outra forma, que certamente não será a que ela acha correta, mas a que nós entendermos ser!
            Nesse caminho, vamos ficando críticos, controladores, intolerantes, ardilosos, impiedosos... em resumo, nos tornamos modeladores de pessoas!
            Esse não é um bom caminho! Definitivamente não é! E quando isso acontece, estamos abrindo as portas para que todo o mal venha ampliar os conflitos dessa relação, até mesmo as obsessões espirituais. Mas, mesmo assim, será que temos o direito de dizer que a causa do conflito e da possível separação seja realmente a ação maligna de um ou mais espíritos? E qual a solução para isso? Como contornar tais situações tão comuns?
            Aprendendo a aceitar as pessoas como elas são. Mantendo a liberdade nas relações, cultivando o respeito pelas vontades alheias e entendendo, principalmente, que ninguém, ninguém mesmo é responsável pela sua felicidade. Da mesma forma, jamais aceite o peso da responsabilidade de fazer alguém feliz.
            Quando o comportamento de alguém lhe fizer mal, não tente mudar a pessoa; esse é o pior caminho, mais sofrido, mais tortuoso, mais custoso, mais escuro. Nessas situações de divergência, olhe para dentro de você e perceba quais são as emoções que surgem com a situação. Veja se é o ciúmes, o medo de perder, a necessidade de aprovação, a ansiedade, o pessimismo, seja qual for a emoção negativa, preste atenção nela e não dê tanto foco naquelas atitudes alheias que você julga a outra pessoa.
            Dando atenção ao seu “eu interior” você perceberá que sempre busca relações que lhe tragam conforto emocional, de acordo com suas crenças, e que sempre que esse seu (e unicamente seu) código emocional interno for quebrado por atitudes alheias julgadas por você como destoantes, então as mágoas, os conflitos e as confusões começarão.
            Uma vez que você parar de procurar relações com o objetivo de confortar as suas emoções internas, mas buscar se relacionar, principalmente, com ideia de conviver bem com o mundo, encontrando plenitude e bem viver, você perceberá uma mudança drástica na qualidade de seus relacionamentos.
            Não seja um modelador de pessoas. Seja um modelador de emoções negativas em positivas, porque esse é o segredo para estabelecer relações pautadas no amor e, consequentemente, na verdade, ou melhor dizendo: a verdade que liberta!

A OBSESSÃO ESPIRITUAL É ATRAÍDA PELO CASAL

            Por afinidade, por sintonia e por negligenciar a importância da disciplina espiritual constante, com muita facilidade um relacionamento pode ser afetado espiritualmente por obsessores, que vêm estimular mais conflitos, discórdia e desamor entre as partes.
            Alguns espíritos podem vir por conta de ligações negativas de vidas passadas outros, podem ser atraídos pelo padrão de pensamentos perturbados do casal ou de um dos cônjuges. Nessas situações em que há influência de um ou mais espíritos obsessores na relação, esses seres conseguem facilmente estimular que as inferioridades do casal sejam evidenciadas e, com isso, o hábito da crítica se expanda descontroladamente.
            Já outro obsessores podem ser espíritos sofredores que quase não têm consciência de que estão atrapalhando. Alguns nem percebem que já desencarnaram. Eles são nocivos, pois afetam negativamente o ambiente e a relação, mas em um nível menos intenso do que o de espíritos conscientes.
            E na obsessão em que existem espíritos conscientes e habilidosos na prática do mal, esses facilmente detectam – em uma leitura de alma muito rápida – os pontos de conflito na personalidade de cada um e, assim, os exploram com muita perícia, ampliando a intensidade dos conflitos. Como exemplo: o ciúme. Um ciumento pode ser facilmente manipulado por um obsessor habilidoso e ser completamente dominado pela emoção negativa.
            Normalmente, esses obsessores mais especializados são atraídos para a vida de um casal por conta de laços de vidas passadas ou, também, por trabalhos de magia negra encomendados por algum terceiro interessado.
            Mas a regra que vale para toda a situação de obsessão é que essas influências espirituais perniciosas entram sempre por uma fenda, que sempre é gerada por uma falha moral, seja mental ou emocional. Portanto, não existem vítimas; apenas ocorre a reação com base nas ações de cada um, individualmente.
            Nunca coloque a culpa dos conflitos no obsessor, tampouco em alguém que possa ter encomendado a magia negra, pois saiba que é, foi e sempre será um problema que o casal ajudou a criar.
            Antes de chorar, de se separar, de colocar a culpa no outro ou sofrer em vão, pare tudo, mude sua conduta de vida, reforme-se, pois quando a obsessão espiritual acontece, ela indica uma grande falha nos valores. Tudo isso é um sinal do universo que diz que o casal precisa evoluir, em especial, pensar de forma diferente, com valores e objetivos diferentes. Grande parte das influências espirituais negativas seriam evitadas se o casal tivesse como hábito e rotina, em seu lar, a busca constante pela espiritualidade e a prática da oração, que nesse casos atua como uma higienizadora do ambiente espiritual da casa. 
            Nem sempre um relacionamento em crise deve ser mantido a todo custo. Muitas vezes, uma separação é a saída mais sensata para a busca da harmonia e do aprendizado. Também um simples desentendimento não pode ser considerado motivo para uma ruptura. A arte de construir e manter um relacionamento em harmonia acontece na mesma proporção em que se dedica amor, admiração e tolerância. Por isso, para serem felizes, ambos precisam desenvolver sabedoria e paciência para assimilar em silêncio e resignação as crises temporárias da outra pessoa. Em uma relação construída e mantida pelo amor, pela tolerância e pelo respeito, a semente da obsessão espiritual nunca germinará.

COMO CURAR UM RELACIONAMENTO?

            É compreensível que quando não estamos felizes com a outra parte, tenhamos o costume de nos lamentar e até desabafar para as pessoas mais próximas o quanto estamos desconfortáveis com uma determinada situação. Esse comportamento revela o que podemos dizer como sendo o hábito da maioria das pessoas que passam por tais ocorrências. Contudo, precisamos definitivamente explicar que esse talvez seja o pior entre todos os erros. Pior ainda que o próprio conflito e as desavenças em si são as críticas e as lamentações que envolvem o relacionamento, porque quando estamos agindo assim, estamos reforçando nosso ponto de atração naquela sintonia de conflitos e críticas e, por conta da lei da atração, acabamos atraindo mais situações com as quais vamos nos sentir mal. Reforçaremos o comportamento negativo da pessoa a qual estamos criticando, além do que, o campo espiritual do casal será afetado. O foco dos seus pensamentos e sentimentos sempre expandirá. Aquilo que você pensa e sente está sempre relacionado àquilo que você atrai para a sua vida. Portanto, quando você reclama de algo que vai errado na relação, você está contribuindo maciçamente para a sua ruína.
            O segredo para mudar isso tudo? Amor, admiração e valorização dos aspectos positivos da outra pessoa...
            É fácil? Não.
            É possível? Sim.
            Funciona mesmo? Faz um milagre!
            Não critique, modifique! Treine a sua capacidade de perceber os aspectos positivos das pessoas. Concentre-se neles sempre que os conflitos surgirem. Esse é o segredo do sucesso nos relacionamentos e assim você também conseguirá curar qualquer conflito, porque nada que seja negativo consegue resistir ao poder do AMOR!


 Revista Cristã de Espiritismo - Por Bruno J. Gimenes