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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Proteção Espiritual



PARTE II

A RECEITA INFALÍVEL
            Sempre que o assunto é proteção espiritual normalmente costumamos abordá-lo sob uma visão muito estreita, mas também temos o hábito de considerar que a tão almejada proteção espiritual é conquistada em algum lugar externo, com a ajuda de uma solução mágica ou com uma receita infalível.
            Realmente existe uma receita para a conquista da verdadeira proteção espiritual, que não é um amuleto, tampouco um patuá ou um ritual específico. Não estou dizendo que alguns elementos externos não sejam acessórios importantes na busca de um estado seguro de equilíbrio espiritual, entretanto o principal elemento que determina a genuína proteção espiritual é viver a verdade a cada ato.
            Só consegue atingir um estado de proteção espiritual aquele que vive a verdade da sua alma, em cada atitude e situação da vida.

A AURA HUMANA
            O ser humano é composto por diversos corpos, em diversas faixas de frequência, para facilitar vamos resumir em dois tipos: o corpo físico e o energético.
            Tudo o que acontece no corpo físico reflete-se na estrutura do corpo energético, bem como tudo o que ocorre no corpo energético, reflete-se no corpo físico. A aura humana é exatamente o nosso corpo energético.
            Assim como o planeta mantém um campo de energia que bloqueia a passagem de asteroides e cometas na atmosfera terrestre, a aura humana serve como um escudo protetor que bloqueia o acesso de forças negativas externas.
            A aura, psicossoma, perianto, corpo de luz, são nomes variados para representar o nosso sistema energético ou corpo sutil. Mas o que alimenta e constitui esse campo energético? Qual energia é responsável por mantê-lo abastecido?
            A força da vida.
            Energia vital, prana, espírito santo, chi, ki ou manas, todos estes nomes referem-se à mesma energia. É a energia vital universal que abastece nosso campo energético.

A INFLUÊNCIA DOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS
            Genericamente, recebemos a todo instante um fluxo contínuo de energia vital, o qual abastece os nossos corpos energéticos e consequentemente vitaliza as funções do corpo físico.
            O corpo físico não é alimentado apenas pela energia vital, pois também depende do repouso (sono), da alimentação e da respiração. Mas o corpo energético é alimentado pela energia vital que nos abastece diariamente. Ocorre que os nossos pensamentos e emoções têm a capacidade de influenciar a qualidade da energia vital a qual recebemos diariamente, logo, têm o poder de manter ou piorar o padrão da energia recebida.

            Pensamentos e emoções negativas frequentes desarmonizam o fluxo energético que constitui o campo de força que protege o espírito humano de invasões sutis de diversos aspectos.

A PROTEÇÃO COMEÇA NA CONSCIÊNCIA
            “Orai e Vigiai” a qualidade das emoções e dos pensamentos é o melhor caminho. Você pode utilizar salmos, orações específicas, simpatias e rituais de proteção, entretanto, a força que alimenta a sua proteção espiritual é basicamente consciencial.
            Ninguém que esteja com um vazio consciencial enorme dentro do peito conseguirá uma proteção espiritual real e duradoura utilizando-se apenas de elementos externos.

OS DIFERENTES ATAQUES
            Podemos sofrer invasões energéticas nocivas de diversos aspectos, mas para facilitar o entendimento, vamos resumir em apenas dois tipos:
- Espiritual: entidades espirituais desencarnadas agem interferindo na harmonia energética de uma ou mais pessoas.
- Mental/Emocional: a energia de pensamentos e emoções negativas age de forma nociva na aura de uma ou mais pessoas.

SEMPRE HÁ TROCAS
            Quando dois corpos se unem, depois deste encontro, jamais serão os mesmos, energeticamente falando. O tempo todo trocamos energias sutis com os ambientes e pessoas as quais temos contato, e nem sempre doamos fluidos de boa qualidade, bem como podemos receber fluídos nocivos. O segredo não é apenas saber bloquear a captação de energias sutis, mas saber transmutá-las quando absorvidas.
            E como limpar-se de energias nocivas? Como proteger-se?
            A humanidade no século XXI está sendo banhada por uma chuva de informações a cerca da evolução da alma, das curas naturais e da espiritualidade, jamais antes imaginada. Aproveitando este momento primoroso, devemos incorporar em nossos hábitos diários atitudes voltadas não somente para o bem estar do corpo físico, mas para o corpo energético. E o que pode ser feito para purificar e alimentar o corpo energético?
REZAR: Reze todos os dias! Chame esta prática de prece, oração ou meditação, o nome não importa. O que realmente interessa é que você reserve dez minutos, três vezes ao dia, para se sintonizar com a Força Maior ou Deus. Mas é bom que você saiba que a prece mecânica, a qual não é feita com a força da gratidão, não funciona.
AMAR, PERDOAR E ACEITAR: Colocar amor em todos os atos conscientemente desenvolve a aceitação e o perdão nas situações conflitantes da vida. Esses momentos, quando não contornados com a força do amor, podem produzir grandes perdas de força no campo de energia humano, e assim facilitar os ataques.
ESTUDAR SEMPRE, SEMPRE MESMO: Jamais deixar de aprender sobre o grande mistério da vida, sobre a relação entre Deus e o homem, sobre a cura da alma e a elevação da consciência como um todo.
BUSCAR A SUA VERDADE: Focar na sua missão espiritual desta existência física. Viva a sua vida física como achar que deve viver, todavia, jamais se distraia do fato de que toda alma encarnada neste mundo tem um propósito e que a forma mais plena de existir é encontrar e realizar este propósito.
PRÁTICAS SAUDÁVEIS: Receber passes nos centros espíritas, fazer yoga, reiki, exercícios físicos, práticas bioenergéticas, meditações e rir bastante, sempre contribui muito na conquista da proteção espiritual.

DESMISTIFIQUE:
-AMULETOS: São artefatos, normalmente produzidos pela combinação de elementos naturais (cristais, ervas, metais, etc.) carregados com a força de uma intenção maior, que os torna capazes de fortalecer a aura de quem os utiliza.
-CORPO FECHADO: É apenas um termo utilizado de forma coloquial para remeter a um indivíduo que tem um campo energético mais forte. Tecnicamente falando, “fechar o corpo” seria muito nocivo porque implicaria em bloquear a passagem de qualquer tipo de energia, inclusive a força vital universal que nos abastece continuamente. Neste conceito técnico, ter o “corpo fechado” seria uma condição muito precária de viver.
-RESSONÂNCIA OU SINTONIA ESPIRITUAL: O que você pensa, sente e acredita está sempre ligado ao que você manifesta em sua constituição áurica, e, por conseguinte, determina a sua sintonia espiritual. Em se tratando de invasões espirituais, cada pessoa se sintoniza com os espíritos semelhantes em condições mentais, emocionais e morais. Mudando esses aspectos no indivíduo, a sua ressonância ou sintonia mudará na mesma proporção. Portanto é a reforma íntima a porta de entrada para uma condição de proteção espiritual.


Por Bruno J. Gimenes – Escritor autor de 9 livros, entre eles Ativações Espirituais e Sintonia de Luz.  Professor Palestrante – Criador da Fitoenergética

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Renúncia de cada eu

Há vários eus na morada de cada indivíduo. Não existe mistério na fé, apenas uma crença equivocada e determinante, ovacionando o que é seguido, complementado, aglutinado. Cada uma de nossas tendências, falo das múltiplas faces da personalidade, compõe traços distintos para o enfrentamento nos diferentes sistemas em que o homem se inseri. A individualidade da pessoa é, de fato, o reduto fundamental de origem e de desenvolvimento do enigma, onde desconhecer é a tarefa contundente que anula e dá estagnação para a criatura viva e pensante. O movimento primário do indivíduo é o de lutar contra essa situação, fugindo a outro ponto, antagônico, ao inicial. Não sei corro para saber. Ausente de compreensão, busca pela saciação e outras mais.

Numa primeira fase, o ser agrega elementos e diversifica sua participação, formando, em si, uma multiplicidade de eus. Um perfil definido, dentro de uma ação específica e com responsabilidades variadas, fazem com que partes distintas, integradas, sejam projetadas a essas diferentes realidades. Para a vida familiar, lança-se um tipo, assim como para cada membro constituinte, um subtipo derivado. A atividade profissional segue a mesma prerrogativa, os laços acadêmicos, mais informais são atuados semelhantemente, como o é na atividade religiosa, no lazer e compromissos sociais em geral. Em cada tipo de vivência, emerge um eu especializado para atender a demanda de seu potencial e de suas limitações a fim de conquistar um intento estabelecido para aquilo.
Os eus não afloram apenas pelos sistemas voluntários impostos por si na trajetória. Cada pessoa que passa a conviver transforma-se em um subsistema, um tipo de núcleo secundário que também vai delimitar o surgimento e a expansão dos eus de cada um de nós. Esses subsistemas pessoais, são ramificados em ramos diversos pela ação do tempo, onde nem sempre o presente retrata similaridade com o passado e o futuro nem mesmo certeza de existência terá, quanto mais à manutenção daquilo que já fora.

Os próprios eus afloram em botões e pétalas com vida própria. A agregação de conhecimento e a amplitude sobre o olhar à vida e aos seus fenômenos, consolidam e fortalecem cada um deles, fazendo-os mutantes de si mesmos. Aprofundando um pouco mais, os inúmeros eus que preenchem a identidade transitória, modificam-se, moldando-se ao redor de limitações surgidas natural e artificialmente. Por maturação ou desgaste. Consciência ou vantagem, pelo menos algum tipo. A combinação variada e alternativa para ramificação dos eus pode ser descrita, matematicamente, como tendo um exponencial de elevação “n”.

Um possível efeito da relação interna dos vários eus é a asfixia do que de fato é e senti o eu primário, ou, alma, assim poderíamos, atrevidamente, definir. A alma primária representa o âmago, o eixo central de condução. A sobreposição dos eus derivados, gera, espontaneamente, conflitos para ordenação e regularização funcional, porém, quando em demasia e com níveis elevados de contaminação, evoluem para guerras internas onde a edificação de uma nova realidade passa a ser não mais uma meta, mas, sim, uma obsessão. Esse atrito promove movimento e, consequentemente, um deslocamento do centro vital. O que nem sempre é percebido, são as indispensabilidades que, cada um desses gladiadores aplicam a todos os demais eus e para cada elemento das relações traçadas, no sentido de conquistar à compreensão, a simpatia, a empatia e, definitivamente, a internalização de todos como forma de aceitação e enraizamento do desejado novo. Cercados por tantos simpatizantes, os eus passam, então, a sentirem-se falsamente, cercados de companhias altruístas e colaborativas. Inflam-se e esmagam em definitivo o que realmente conceitua o eu primário, ultrapassando a hierarquia na escalada prioritária para a alma.
Abandonar a todo esse conteúdo formado, desistindo do egoísmo arquitetado e rejeitando o reconhecimento que enaltece um status, não é simples e nem tarefa fácil. Esse êxito, contudo, faz livrar-se das amarras, mesmo com exposições, mas, acima de tudo, coloca nas mão, o infinito de todas as potencialidade que o eu primário possui. Encapsulados em gaiolas, cada um dos eus vive em redor de si mesmo, andando em círculos e a somatória das forças de cada um, enjaulam o eu primário, mantendo-o num cativeiro.

A rede estabelecida nesse processo, faz com que correntes imaginárias prendam um ao outro, mantendo-os dependentes, sem movimentação independente. Escravos de si, do outro e de todos. O afastamento dessa estrutura, ou, a renúncia do todo que se faz constituir, faz das asas um salto de liberdade à amplidão que não deseja ser entendida.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Imperfeição e Perfeição

Uma das maiores fontes de insatisfação e ansiedade para o ser humano é a dificuldade em aceitar a si mesmo. Muitos se condenam por não ter o padrão de beleza imposto pelo mundo, por não possuírem a riqueza almejada ou o sucesso e o reconhecimento no campo profissional.

Sentem-se excluídos e indignos de admiração e respeito. O pior que pode acontecer a alguém é não se considerar digno aos seus próprios olhos. Ainda que o mundo inteiro nos condene, se tivermos uma autoestima sólida, nada poderá nos desviar da convicção de que temos valor, ainda que apresentemos alguma imperfeição.

Mas, quando isto não acontece, tornamo-nos vulneráveis ao julgamento do mundo, impondo-nos um esforço sobre-humano para nos encaixar nos padrões que, acreditamos, nos garantirá o amor e a aceitação alheias.
...As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceito as idéias delas sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção - a humanidade inteira está sofrendo disso.

Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: "É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta.". O que há de errado nisso? - é humano.

Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá uma clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.

Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranquilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros.

Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá - ela não tem fundamentos - e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo".

A perfeição é algo totalmente impossível de se alcançar, pois a comparação com os demais, sempre nos trará algum quesito em que seremos superados por outra pessoa.
Portanto, o melhor a fazer é tentar aceitar a nós mesmos de modo incondicional, buscando superar nossas limitações mas sem nos deixarmos dominar pela angústia e a infelicidade, quando isto não é conseguido.

Todos temos direito a respeito e consideração, não importa quais as condições sociais, econômicas ou raciais em que nos encontremos. Ter esta convicção arraigada dentro de nós é a única maneira de construirmos um mundo em que a discriminação, o julgamento e o preconceito estejam totalmente ausentes.

"....a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito - isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois, você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.

Olhe para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum deles está triste, nenhum deles está frustrado. Você não vê um búfalo dando fricote. Ele está perfeitamente contente, mascando a mesma grama todos os dias. Ele é quase iluminado. Não há nenhuma tensão: há um tremenda harmonia com a natureza, com ele mesmo, com tudo como é. Os búfalos não criam partidos para revolucionar o mundo, para tornar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está interessado nas idéias humanas.

E eles todos devem estar rindo: "O que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser uma outra pessoa?".
Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo.

...As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceito as idéias delas sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção - a humanidade inteira está sofrendo disso.

Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: "É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta.". O que há de errado nisso? - é humano.
Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá uma clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.

Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranquilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros.

Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá - ela não tem fundamentos - e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo".

OSHO, The Transmission of the Lamp

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Você se considera uma pessoa livre?

Mas, afinal de contas, o que é ter liberdade?

Se pensamos que somos livres só pelo fato de não estar atrás das grades, podemos até nos dizer livres.


Mas, será que realmente somos?


Se você diz ter liberdade plena, mas se irrita quando os outros querem; se veste conforme os modistas determinam; sente ódio quando as circunstâncias pedem; usa a marca que a sociedade estabelece como sendo a melhor, e se submete a outras tantas cadeias psicológicas, você pode até dizer-se livre, mas é um encarcerado da alma.

O homem verdadeiramente livre é senhor de si, dos seus atos, da sua vontade.
Quem é livre não se submete aos vícios, nem às convenções sociais descabidas, nem cai em armadilhas preparadas para os descuidados.
A verdadeira liberdade é a liberdade da alma.
Gandhi, o homem que soube lutar pela paz, apesar de ficar detido atras das grades muitas vezes, era um homem livre, pois ninguém conseguia aprisionar-lhe a alma.
Paulo o apóstolo, mesmo jogado numa cela fétida e úmida, manteve-se sereno e senhor da sua liberdade moral.
Os homens podiam impedir que ele andasse livremente, mas jamais conseguiram deter sua liberdade de pensar e sentir.
Quando um homem é livre, não se importa com o que pensam dele nem com o que falam a seu respeito, mas sim do que fala sua própria consciência.
Os pais e mães modernos, nem sempre estão dispostos a educar os filhos para que sejam livres pois estabelecem, desde a infância, uma série de situações que tendem a fazer com que pensem pela cabeça dos outros.
Não os deixam ter as experiências de que necessitam para ser livres e por isso os fazem seus dependentes.
Dependem da mãe para escolher a roupa e o calçado que irão usar, para arrumar sua cama, para pôr ordem seus brinquedos e, às vezes, até para fazer as lições da escola.
Sim, há pais que fazem pelos filhos as tarefas que os professores lhes solicitam.
Pensando em ajudar, negam ao filho a oportunidade de se fazer verdadeiramente livre.
Outros pais fazem dos filhos cópias perfeitas dos seus ídolos da tv. Compram roupas, bolsas, calçados e outros adereços de personagens que a mídia produz, como se fossem modelos saudáveis a serem seguidos.
Não se dão conta, esses pais, que estão criando um condicionamento negativo, impedindo que as crianças desenvolvam o senso crítico.
Importante que pensemos com seriedade a esse respeito, buscando a nossa liberdade moral e ajudando os filhos a conquistar sua própria libertação.
Libertação física pela limitação dos apetites, não se deixando governar pelos instintos.
Libertação intelectual pela conquista da verdade, mantendo a mente sempre aberta.
E libertação moral pela procura da virtude.
Somente quando soubermos governar a nós mesmos com sabedoria é que poderemos nos dizer verdadeiramente livres.


O limite da liberdade encontra-se inscrito na consciência de cada pessoa, que gera para si mesma o cárcere de sombra e dor, ou as asas de luz para a perene harmonia.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A Hora do Sexo

Vive-se, na Terra, a hora do sexo.

O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genésica onde se sedia.

Naturalmente, o pensamento é força atuante e desencadeadora da função sexual. Reduzir o indivíduo apenas às imposições reais ou estimuladas do sexo em desalinho, conforme vem acontecendo, é transformá-lo em escravo de uma função pervertida pela mente e atormentada pelas fantasias mórbidas.

O ser humano são os seus valores éticos, suas aspirações, seus sonhos, suas
lutas, suas grandezas e também aprendizagens dolorosas. Graças a todos esses
fenômenos do cotidiano, ele cresce e se aprimora, saindo dos limites em que se
encarcera para os incomparáveis voos da amplidão.

Sitiá-lo no gozo sexual e asfixiá-lo nos vapores da libido perturbada, constitui agressão injustificável às suas conquistas emocionais, psíquicas e intelectuais, que lhe dão sabedoria para discernir e para realizar.

Progredindo sempre, o Espírito jamais retrograda no seu processo reencarnatório.
Nada obstante, em razão de conduta irregular pode estacionar, aguardando
reparação dos erros graves cometidos, quando já não mais se deveria permitilos.
Nesse desenvolvimento intelecto-moral, vincula-se àqueles a quem ama ou de quem
se distanciou pelo crime e pela iniquidade, experimentando o apoio dos afetos e
a perseguição dos inimigos, que não o perdoam pelas ofensas de que foram
vítimas.

É nesse campo de lutas que surgem as lamentáveis e dolorosas obsessões de graves
consequências.
O sexo, mal conduzido, em razão do envolvimento emocional e das dilacerações
espirituais que produz em outrem, como naquele que o utiliza mal, abre campo
para terríveis conúbios obsessivos, ao mesmo tempo que,praticado de forma vil atrai Espíritos igualmente atormentados e doentes que se vinculam ao indivíduo, levando-o a processos de parasitose terrível e de difícil libertação.

Desvios sexuais, aberrações nas práticas do sexo, condutas extravagantes e
desarticuladoras das funções estabelecidas pelas Leis da Vida, geram
perturbações de longo curso, que não se recompõem com facilidade, senão ao largo
de dolorosas reencarnações expungitivas e purificadoras.

Tormentos da libido e da função sexual têm suas matrizes nos comportamentos
anteriores que o Espírito se permitiu, quando, em outras reencarnações, abusou
da faculdade procriativa, aplicando-a para o prazer exorbitante, ou explorou
pessoas que se lhe tornaram vítimas, estimulou abortamentos e se permitiu
experiências perversas e anormais, ou derrapou nos excessos com exploração de
outras vidas...

Todas essas condutas arbitrárias fixaram-se nos tecidos sutis do
perispírito, impondo necessidades falsas, que agora os pacientes procuram
atender, ampliando o complexo campo de problemas íntimos.

O respeito e a consideração pelas funções sexuais constituem a melhor terapia
preventiva para a manutenção da saúde moral, assim como o esforço para a
recomposição do caráter, quando alguém já se permitiu corromper, ao lado da
terapêutica especializada, fazem-se imprescindíveis para a conquista da
harmonia.

Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a vida e cuide de não
enganar a outrem.

Cada um responde sempre pelo que inspira e pelo que faz.

O sexo não foi elaborado para o prazer vulgar, senão para as emoções superiores
na construção das vidas, ou para as sensações compensativas quando amparado
pelas dúlcidas vibrações do amor, mantendo a afetividade e a alegria de viver.

Texto extraído do livro: Sexo e Obsessão

domingo, 26 de agosto de 2012

A vida já lhe foi dada, resta saber o que você fará com ela.

            Tudo o quanto precisamos, para uma vida repleta de êxito e bem aventurança, já nos acompanha desde o nosso nascimento. O primeiro tapa que recebemos dá início à nossa existência aqui no Planeta Terra.
            O primeiro suspiro, o primeiro fluxo de ar, que entra pulmão adentro, é a vida fora da proteção do ventre da nossa mãe.
            Inicia-se nosso contato com o mundo da matéria. O mundo das imagens que ainda não podemos formatar em nossa mente, o mundo das palavras que ouvimos e não entendemos ainda o seu significado.
            Nesse cardápio de experiências novas, percebemos a necessidade de nos mantermos presentes e com certo conforto. Passamos a sentir o calor do corpo materno, o cheiro dos ambientes e nos deparamos com a nossa primeira carência, a necessidade da alimentação.
            Ávidos, procuramos o seio materno para saciar a nossa fome, embora não entendamos ainda o seu significado; uma vez saciada, relaxamos, entregando-nos a um sono pleno e reconfortante, embalados com segurança e muito carinho ao som da primeira canção de ninar.
            Tudo isso nos é dado de uma maneira incondicional, através da nossa mãe, por um período de seis meses, ou até mais, e acredite: tudo isso vem de Deus. Ele nos provém daquilo tudo que necessitamos.
            A única coisa que aprendemos a fazer durante esse período é chorar. Aprendemos que com nosso choro somos atendidos em nossas necessidades. Começamos, assim, a perceber a força que tem o nosso choro e, sempre que agimos deste modo, somos atendidos e a nossa necessidade de alimento é suprida perfeitamente. Descobrimos dessa maneira o primeiro passo para que as nossas necessidades básicas sejam atendidas plenamente.
            Com o tempo, nossas prioridades na vida tendem a aumentar, aprendemos que através do choro, sempre somos atendidos, quando queremos algo que não está ao nosso alcance. Começamos, então, a descobrir as maneiras de se conseguir o que se quer, toda vez que choramos dependendo da intensidade seremos atendidos prontamente, às vezes um choro mais forte, dá um excelente resultado.
            Nessa fase, começam a prevalecer as nossas vontades, nossos desejos, nossa raiva, quando não somos atendidos de pronto, ao ponto de apelarmos para os famosos chiliques que vemos em algumas crianças em plena rua, aos olhos da mãe, que não sabe o que fazer diante da criancinha, nervosa, debatendo-se no chão.
            Pois é, neste momento que o nosso ego começa a tomar conta da nossa existência e nos tornamos egoístas e interesseiros. Claro, existe o lado bom do nosso ego, afinal, precisamos muitas vezes aprender a nos defender de situações na vida que, de outro modo, não o faríamos.

Mas o ponto é:

            Desde o início da nossa existência aqui no Planeta Terra, tudo nos é dado para que prossigamos em nosso percurso construindo uma vida plena de paz e felicidade, mas ao contrario, criamos a nossa própria miséria, quando somos guiados pelo ódio, pela inveja e pelo mal que fazemos aos nossos semelhantes, tudo conduzido pelo nosso egoísmo, que através do ego nos deixa cegos.
            Construímos o nosso inferno aqui e agora e não percebemos que a cada ação, existe uma reação para o que fazemos e, principalmente, para o que pensamos. O mundo assim está, não por culpa da fúria de um deus punitivo, pois o verdadeiro Deus, esse não pune, esse não falha em atender seus filhos, esse nos concede a vida plena e tudo aquilo que precisamos para ser felizes.
            De uma maneira inconsciente, e levados pelo impulso do ego, deixamos aos poucos aquela criança que habita em nós e começamos caminhar pela seara da vida adulta, cheia de subterfúgios, preconceitos, falsidades, intolerância, ambição e uma ganância desenfreada, por propósitos e valores que acreditamos serem certos. Passamos assim a ter uma vida infeliz, por nossa própria culpa e, consequentemente, culpando terceiros pela nossa própria infelicidade.
            O homem condena a si próprio a viver em um mundo de atrocidades, de miséria, de guerras e de catástrofes que são causadas pela sua própria ambição, dominadas pelo seu ego. Tudo que aí está é causado pelo pensamento vil dos homens; tudo que paira sobre nossas cabeças é resultado da energia canalizada pelo poder desenfreado, que só gera o ódio e a vingança desmedida. Quanto mais se tem, mais se quer e as conquistas tornam-se efêmeras, as vontades insaciáveis... e nunca esse ciclo vicioso irá ter um fim.
            Deste ponto surge todo o mal existente na humanidade e a cegueira passa a conduzir o homem onde ele não tem nenhuma noção ou ideia do mal que causará a si e a todos que o cercam. Torna-se inseguro, com um sentimento de fracasso, que irá contaminar o meio em que vive.
            Essa situação não é dada por Deus. Essa situação é criada pelo próprio homem, na Terra, o único responsável por todos os males da humanidade, inclusive pelos males de saúde, provocados por epidemias contraídas, que lotam os leitos dos hospitais e matam centenas e milhares de pessoas. Todo esse mal é provocado pelo pensamento humano, tudo é energia e vibração manifestada e materializada pelo seu subconsciente.
            Creia, a vida lhe foi dada e, a partir daí, é você quem a comanda, através das experiências, que a própria vida lhe conduz. Tudo é determinado pelas suas ações e pelo seu pensamento, para o bem ou para o mal e tudo irá retornar a você na mesma proporção. Não se engane em achar que o tempo apaga suas ações. Se fizer o bem receberá o bem, em contrapartida, receberás também o mal se assim o fizer.
            Procure sempre ser aquela criança que ao nascer foi provida por Deus de tudo o que precisava para viver, alimente-a internamente com pensamentos nobres, com sentimentos de bondade, tenha você a idade que for, faça dessa criança um menino (a) presente em sua vida. Como um menino, você irá descobrir o que fazer com a vida que lhe foi dada e certamente conhecerá o reino de Deus, ainda aqui na Terra.

Pense nisso...


Por Nelson Sganzerla  -  Artigos do Clube sobre Espiritualidade

sábado, 25 de agosto de 2012

Brasileiros X Umbanda


 

Noto muitos fatos curiosos ( e outros revoltantes) entre a relação da maioria do povo brasileiro e a religião mais brasileira de todas, a Umbanda.

A grande maioria das pessoas costuma difamar e ridicularizar os praticantes e freqüentadores desta religião, muitas vezes fazendo piada a nível nacional (inacreditavelmente não sendo considerado preconceito religioso, sendo que por muitos menos qualquer outra religião realizaria passeatas, protestos e encaminharia processos).
Mas apesar do desprezo, do descaso, imaginem só, quando a pessoa está com algum problema que os “outros meios” (medicina, tecnologia e sua própria prática religiosa) não conseguiram resolver, adivinham em que porta eles irão bater?
Essa não é uma opinião particular deste autor, é uma constatação de inúmeros casos que presenciei e continuo presenciando. Quando a vida “aperta mais do que se pode suportar”, é o Terreiro (Templo) umbandista que muitas vezes serve de ultima porta na qual o indivíduo vai bater, normalmente solucionando o problema dele, para ele.
Porque será que há essa mudança de opinião tão rápida quando a pessoa está com risco de vida? Será que hoje em dia ninguém tem fibra ou coragem suficiente para ser fiel as suas convicções e morrer com alguma dignidade? Ou será que não eram convicções? Só um descaso, menosprezando  e ridicularizando aqueles que futuramente iriam lhe ajudar, só porque era engraçado.
Obviamente muito disso se deve a ignorância (falta de conhecimento) do grande público em relação ao que é a Umbanda, julgando todo tipo de feitiçaria como sendo obra de nossa religião. Há também os falsos sacerdotes, que mais para criminosos que para religiosos, mancham a imagem da religião, realizando feitiços (mediante pagamento) e afirmando falsamente serem umbandistas.
Ora, feitiçaria já existia antes da Umbanda e continuará existindo depois que ela finalizar seus trabalhos neste mundo. Feitiços sempre são mascarados de várias formas (já que o propósito do feiticeiro é realmente enganar), não é culpa, nem responsabilidade dos umbandistas “essas coisas” existirem. Mas é fato que no Brasil, a Umbanda é um dos únicos meios que combatem com eficácia toda forma de feitiçaria. 
Representando meus irmãos umbandistas, afirmo nesse texto que não somos feiticeiros e que corajosamente os combatemos quando é possível e necessário. Por isso e por tudo mais, respeito é bom e “nós” (umbandistas e guias espirituais de Umbanda) gostamos e merecemos. 
Isto não é um pedido (pois não somos mendigos), mas uma exigência, ninguém está aqui para servir de bode expiatório para vossos medos e inseguranças espirituais e religiosas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Depressão e Amizade

Uma mulher que trabalhava numa empresa havia muitos anos, caiu em desespero. Estava tão depressiva que poderia ter um esgotamento nervoso.
Seu médico, buscando um diagnóstico, lhe perguntou:
— Como se chama a jovem que trabalha ao seu lado?
— Cíntia, respondeu ela, sem entender.
— Cíntia do quê?
— Eu não sei.
— Sabe onde ela mora?
— Não.
— O que ela faz?
— Também não sei.
O médico entendeu que o egoísmo estava roubando a alegria daquela pobre mulher.
— Posso ajudá-la, mas você tem que prometer que fará o que eu lhe pedir.
— Farei qualquer coisa! Afirmou ela.
— Em primeiro lugar, faça amizade com Cíntia. Convide-a para jantar em sua casa. Descubra o que ela está almejando na vida, e faça alguma coisa para ajudá-la.
— Em segundo lugar, faça amizade com seu jornaleiro e a família dele, e veja se pode fazer alguma coisa para ajudá-los.
— Em terceiro, faça amizade com o zelador de seu prédio e descubra qual é o sonho da vida dele.
— Em dois meses, volte para me ver.
Ao fim de dois meses, ela não voltou, mas escreveu uma carta sem sinal de melancolia ou tristeza.
Era só alegria!
Havia ajudado Cíntia a passar no vestibular.
Ajudou a cuidar de uma filha doente do jornaleiro.
Ensinou o zelador a ler e escrever, pois era analfabeto. "Nunca imaginei que pudesse sentir alegria desta maneira!", escreveu ela.
Os que vivem apenas para si mesmos, nunca encontrarão a paz e a alegria, pois somos chamados por Deus para ser benção na vida dos outros.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Isso não é inveja, é possessão entre vivos

            "Pagar pau" por alguém é expressão extremamente comum entre jovens. O significado desta figura de linguagem envolve assunto por todos nós conhecido. Ocorre em situações onde o encantamento maior por supostos atributos do outro se revela na tendência de copiá-lo, impulsionado pelo desejo consciente ou inconsciente de ser igual...
            Não poucas vezes, o encantamento provocado pode vir numa ordem tão intensa e obscura que no início ninguém detecta. E o evento da possessão cola no outro até que gradativamente vai minando brilho, forças e preferências inerentes à natureza da pessoa que sofre o "ataque".
            Atente e identifique diversas formas de possessão, quando existe proximidade de convívio:
- A pessoa começa a falar do mesmo modo que o outro costuma falar utilizando as mesmas expressões e o mesmo linguajar. A entonação da voz fica absurdamente similar.
- No começo se faz de melhor amigo, embora isso não seja regra e passa a frequentar os mesmos lugares.
- Se o caso for de sexo feminino com o mesmo sexo, copia a maquiagem.
- Cópia de vestimenta e corte e cor de cabelo.
- Deseja seu par, sua situação de vida, seu emprego, seus amigos.

Possessão à distância, atente aos alertas:
- Do nada, a imagem da pessoa costuma aparecer na mente.
- Pesadelos recorrentes sobre perseguição e/ou sequestro.
- Sensação de que a pessoa está por perto ou que pode surgir a qualquer momento.
- Cansaço crônico.
- Apatia e/ou tristeza sem motivo aparente.

Identifique se você tem sintomas da Possessão entre Vivos:
- Cansaço crônico, exaustão, desvitalização progressiva.
- Apatia e/ou tristeza repentinas e sem motivo aparente.
- Perda de interesse no que sempre a encantou, como vestuários, gostos pessoais, etc.
- Rompantes de se sentir fora de sua própria estória. Por vezes, assiste o cenário em que vive como se fosse um filme que não faz parte.
- Sensação de estar frequentemente acompanhado.
- Insônia ou pesadelos frequentes.

Como proceder ao identificar:
- Procurar abordagens de cunho terapêutico. Lembre-se de que você é quem precisa mudar seu status vibracional para se imunizar frente a este tipo de ataque.
- Não é através de banhos ou atividades milagrosas que você conquista novo padrão de força, estes certamente podem auxiliá-lo, porém, o resgate da mudança efetiva está na alteração do status da consciência sobre si mesmo que o levou a esse tipo de situação.
- Reside na compreensão dos motivos pessoais, no onde e no porquê, restrito a você, que houve brecha para que este tipo de experiência tivesse desenvolvimento. Portanto, o reprocessamento terapêutico emocional da pessoa que atrai este tipo de relação é fundamental no sentido de se libertar desse padrão de funcionamento e de atração.
- No resgate de si mesmo é importante se reescrever e entender qual a lição aprendida para que a mudança alavancada se concretize.


Por Silva Malamud. Psicóloga Clínica, Terapia Breve e de Casais (Sedes).

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Julgamento

 
            Julgar é um dos principais atributos do ego. Julgamos os demais, focando nossa atenção sempre naquilo que consideramos seus defeitos e limitações.

            Dificilmente realizamos a atitude contrária, a de elogiar, enaltecer e estimular as qualidades e os talentos alheios. Isto acontece porque tal atitude é absolutamente comum à espécie humana e, portanto, crescemos sendo observados, julgados e, principalmente, criticados por todos ao nosso redor.

            Com o tempo, acabamos por direcionar o julgamento para nós mesmos, olhando o tempo para nossas próprias limitações e os erros cometidos, o que resulta em um sentimento dos mais destrutivos: a culpa.

            Quanto mais nos condenamos por nossas falhas, mais reduzimos o coeficiente de nossa autoestima. Aquele que se deixa contaminar pelo julgamento que os demais emitem a seu respeito, e o aceita sem qualquer questionamento, vive de modo totalmente inconsciente do real valor que possui.

            As crenças negativas, que a mente nos faz incorporar como verdades absolutas, minam nossa segurança e fazem com que a vida se torne um verdadeiro inferno.

            A libertação só pode ocorrer quando nos conscientizamos de que somos nós, e somente nós, os únicos responsáveis por reconhecer nossas limitações e defeitos. Ao fazer isto, estaremos jogando luz sobre a inconsciência e dando um importante passo no caminho da superação.

Não ouça o que os outros dizem sobre você.
É fácil olhar os defeitos das pessoas. Alguém ama ver os defeitos das pessoas - porque ajuda e fortalece seu ego, que diz: " Eu sou muito superior". E muito difícil ver o seus próprios defeitos; somente um homem que ama a si mesmo pode vê-los.
Não ouça os outros, o que eles dizem sobre você. Veja a si mesmo, quem você é, onde você está, o que são os seus defeitos.
E o milagre é: ver um defeito através da sua própria consciência dissolve-o.
Você não precisa fazer nenhum esforço para dissolvê-lo. A verdadeira consciência é suficiente.
Ele começa a derreter como gelo no sol quente. Mas é muito difícil ver os próprios defeitos - porque você nunca olha para si mesmo; você está constantemente extrovertido, olhando os outros.

É certamente difícil, porque você tem de girar toda a sua consciência em direção a si mesmo. E nós temos nos tornado tão extrovertidos, nós temos sido feitos tão extrovertidos, que a introversão parece ser quase impossível.
Nós estamos paralisados, nós podemos olhar apenas para os outros. Mesmo que quisermos olhar para nós mesmos, temos de olhar em um espelho. Então a imagem no espelho se torna o outro. É preciso aprender a olhar para si mesmo com os olhos fechados, observando silenciosamente.

E não carregue nenhum pré-julgamento. Muitas pessoas têm dito a você: estes são os seus defeitos. Não carregue estas idéias dentro de você, de outro modo, você as encontrará - porque o pensamento é muito inventivo.
Ponha de lado tudo o que tem sido dito sobre você. Lembre apenas uma coisa: a menos que você se conheça sobre sua própria autoridade, não tem valor, nenhum significado. Então, vá sem qualquer pré-julgamento - a favor ou contra.
Apenas vá em total abertura e veja.
E se você ama e se você sabe como observar, você atravessará o fenômeno mais misterioso. Ver um defeito é dissolvê-lo. Eis o grande segredo de Budha: saber que você está fazendo algo errado é suficiente - você não pode fazê-lo mais".


Por Elisabeth Cavalcante: é Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Não Alimente as Culpas do Passado


            Quando conseguimos compreender, quando temos a consciência de quem realmente somos, quando as nossas atitudes passam a ser impulsionadas pelos nossos próprios pensamentos, o nosso maior desejo passa a ser encontrar um meio fácil e eficiente de substituir os maus pensamentos por uma postura mais agradável e que nos traga equilíbrio e alegria de viver.
            Os reflexos dos nossos atos e pensamentos passados não devem ser mantidos vivos no presente. É preciso substituir os momentos ruins do passado e procurar viver o momento com alegria, com pensamentos positivos. Nós devemos desfrutar de uma vida focada sempre no agora, pois somos seres infinitamente capazes de mudar qualquer situação. Para verificar tal evolução é só entender o que representávamos na era primitiva e o que estamos representando hoje para o mundo.
            O criador sabe o quanto somos capazes de mudarmos situações desfavoráveis, transformando-as, pois ele sabe que deixou dentro de nós uma caixa de ferramentas fundamental, que pode ser usada quando precisarmos trocar toda a nossa decoração interna de tristeza para uma vida de alegria. De tantas ferramentas, duas delas se destacam pelo seu grande poder de mudar rapidamente qualquer situação: “a fé e o amor”.
            Podemos colocar a fé em qualquer crença, e tudo se transformará de acordo com a nossa vontade. Quanto ao amor, basta deixarmos que se desenvolva dentro de nós e ele se transportará ao nosso exterior, promovendo várias mudanças a nosso favor. Porém, essas duas grandes ferramentas só podem ser utilizadas no presente.
            Como devemos nos libertar dos medos do passado? Simples. O que passou, passou. Devemos verificar como os nossos sentimentos estão posicionados no presente. A melhor maneira de enfrentar o medo é encarando-o e enfrentando-o.
            Antes do amanhecer, muitas vezes, a noite se apresenta triste, cheia de dúvidas e desânimo. Devemos combatê-la com a força da nossa fé sempre inabalável. É preciso que não deixarmos espaços em nossa mente para o medo do passado. Devemos seguir em frente. Tudo passa, e se algo de antes volta a nos atormentar é porque permitimos.
                Temos que ter o conhecimento, mesmo que pequeno, do mundo, da doutrina oculta que constituímos. Somos um fragmento do Espírito Divino, que nos presenteia com a força do amor interno e nos permite que tenhamos fé em nós mesmos e no Criador. O nosso momento presente deve ser a força da nossa razão. Ele deve nos permitir escolher o que é melhor para nossa vida, com toda liberdade.
            Os nossos pensamentos, que são consequências da nossa memória, devem estar prontos para nos bombardear de boas emoções e reações.
            Um pedido deve ser realizado com um sentimento profundo de calma e tranquilidade absoluta. Sendo assim, é certo sermos atendidos, pois a certeza vinda do coração com toda fé fará o vento do universo soprar a nosso favor, de acordo com os nossos desejos. Mas para que este vento sopre com toda força é necessário que deixemos o passado em seu devido lugar.

            Podemos buscar na bíblia a história de Jacó, que passou uma noite inteira pelejando com o anjo para que o abençoasse e não o largou enquanto não atendido, e logo ao amanhecer percebeu que seu pedido havia sido aceito.
            É assim também quando pretendemos obter algo com toda a vontade vinda do fundo do coração. Nunca abandone o seu pedido enquanto ele não der o sinal de que foi aceito. Sinta o vento começar a soprar a seu favor. Mesmo depois dos sinais de êxito podem aparecer alguns obstáculos, porém, estes serão os sinais de alerta, comunicando que cada um também deve fazer a sua parte. Os obstáculos são incentivos. Eles nos permitem aprofundarmos em nossos estudos, em nossas vontades. O vento divino sopra cada dia mais forte a cada prova da nossa fé e do nosso desejo honesto da realização dos nossos sonhos.
            Um dos sinais é o sentimento de absoluta calma, mesmo sabendo que a tempestade ainda não passou, e a visualização clara de possibilidades para a resolução de problemas, até então, insolúveis. Esses sinais nos fazem enxergar os nossos objetivos sendo desenhados.
            A vida é simplesmente maravilhosa, cada um de nós temos o poder de realizar e mudar qualquer tipo de situação. O poder da fé e a magia do amor fazem coisas aparentemente impossíveis.
            Então, não há culpas do passado no presente. O que existe é um passado que ficou para trás. Vivemos um presente com o desejo de um futuro sempre melhor e que desejamos realmente viver. Deixemos de lado as culpas, e com atitudes de fé e de amor, mostremos para nós mesmo e para o mundo a nossa nova vida, mais alegre, com mais prazer, mais amor ao próximo e a nós mesmos, e mais confiança em Deus.

 Por Bernadino Nilton Nascimento - Mestre  e  Espírita - Artigo do Clube sobre Espiritualidade

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Imperfeição


            Uma das maiores fontes de insatisfação e ansiedade para o ser humano é a dificuldade em aceitar a si mesmo. Muitos se condenam por não ter o padrão de beleza imposto pelo mundo, por não possuírem a riqueza almejada ou o sucesso e o reconhecimento no campo profissional.
            Sentem-se excluídos e indignos de admiração e respeito. O pior que pode acontecer a alguém é não se considerar digno aos seus próprios olhos. Ainda que o mundo inteiro nos condene, se tivermos uma autoestima sólida, nada poderá nos desviar da convicção de que temos valor, ainda que apresentemos alguma imperfeição.
            Mas, quando isto não acontece, tornamo-nos vulneráveis ao julgamento do mundo, impondo-nos um esforço sobre-humano para nos encaixar nos padrões que, acreditamos, nos garantirá o amor e a aceitação alheias.
            A perfeição é algo totalmente impossível de se alcançar, pois a comparação com os demais, sempre nos trará algum quesito em que seremos superados por outra pessoa.
            Portanto, o melhor a fazer é tentar aceitar a nós mesmos de modo incondicional, buscando superar nossas limitações mas sem nos deixarmos dominar pela angústia e a infelicidade, quando isto não é conseguido.
            Todos temos direito a respeito e consideração, não importa quais as condições sociais, econômicas ou raciais em que nos encontremos. Ter esta convicção arraigada dentro de nós é a única maneira de construirmos um mundo em que a discriminação, o julgamento e o preconceito estejam totalmente ausentes.

"....a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito - isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois, você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.

Olhe para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum deles está triste, nenhum deles está frustrado. Você não vê um búfalo dando fricote. Ele está perfeitamente contente, mascando a mesma grama todos os dias. Ele é quase iluminado. Não há nenhuma tensão: há um tremenda harmonia com a natureza, com ele mesmo, com tudo como é. Os búfalos não criam partidos para revolucionar o mundo, para tornar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está interessado nas idéias humanas.

E eles todos devem estar rindo: "O que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser outra pessoa?".
Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo.

...As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceito as idéias delas sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção - a humanidade inteira está sofrendo disso.

Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: "É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta.". O que há de errado nisso? - é humano.

Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá uma clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.

Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranquilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros.

Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá - ela não tem fundamentos - e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo".



Elisabeth Cavalcante  é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral

domingo, 19 de agosto de 2012

Comentário sobre o Campo Mediúnico do Médium


            Todos sabemos que um ser humano, uma planta, um mineral e muitos animais não racionais possuem uma aura que os envolve, protegendo-os do meio exterior. Assim como sabemos que esta aura também é refletora da energia interior dos corpos inanimados. Nos seres vivos, é a refletora dos sentimentos e dos padrões energo-magnéticos e está intimamente relacionada com o campo emocional.
            O campo mediúnico inicia-se no corpo elementar básico e expande-se uniformemente ao redor dele por aproximadamente uns trinta centímetros, e até uns setenta, no máximo. Este campo mediúnico ou eletromagnético é comum a todos os seres humanos, independente de sua formação cultural ou religiosa. E aqui nos limitaremos só aos seres humanos.
            O fato é que este campo eletromagnético tem sua sede no mental, que é a “coroa” ou chacra coronário, iniciando-se ao seu redor e derramando-se em torno do corpo elemental básico. “Elemental” porque é elemento puro, e básico porque é o primeiro “corpo” que o ser humano teve formado num estágio virginal onde evoluiu.
O campo mediúnico abre-se para o plano espiritual e é através dele que são estabelecidas ligações magnéticas com o mundo espiritual.
            Este campo interpenetra outras dimensões, mas não as sente ou é sentido por quem vive nelas. O mesmo acontece com os espíritos em relação ao plano material: atravessam paredes, corpos, etc., sem alterar suas estruturas espirituais ou as estruturas físicas dos objetos tocados por eles.
“No universo, tudo vibra e tudo é vibração.”
            Logo, se tudo o que existe no plano material obedece ao padrão vibratório “atômico”, no plano espiritual o padrão vibratório é o “etérico”. “Etérico”, de éter ou energia sutilizada a níveis suprafísicos.
            Em cada padrão vibratório específico, tudo se nos mostra regido pelas mesmas leis que sustentam as formas no plano material: agregados energéticos que, por magnetismos específicos, dão formação às massas ou corpos físicos.
            Na dimensão onde vivem os espíritos, um magnetismo semelhante ao existente no plano material também existe, e sustenta tudo o que nela possa existir. A única diferença está no relacionamento energético e na mudança do padrão vibratório, tanto dos seres quanto das formas, que são plasmadas a partir do éter.
            Assim explicado, então saibam que todos nós temos um campo mediúnico que se abre para muitas dimensões da vida, e que as interpenetram, ainda que disto não nos apercebamos, pois nosso percepcional espiritual está graduado no mínimo para captar as vibrações exclusivas da dimensão humana e no máximo para captar vibrações espirituais.
            Mas este campo mediúnico interpenetra as dimensões ígneas, aquáticas, terrosas, eólicas, mistas, cristalinas, minerais, vegetais, etc. se desenvolvermos conscientemente nosso rústico percepcional, então podemos captar as energias circulantes que existem nelas e nos chegam de forma sutil.
            Este campo mediúnico que, à falta de palavras de melhor definição preferimos nominar de “campo eletromagnético”, é justamente a nossa tela refletora onde as ligações invisíveis costumam acontecer.
            É neste campo pessoal dos seres humanos que se alojam focos vibratórios ou acúmulos energéticos que refletem na aura e a rompem, alcançando o corpo energético ou mesmo o físico, afetando a saúde. Se em um primeiro momento os padrões vibratórios são diferentes, no entanto, tudo o que nele se alojou vai pouco a pouco sendo induzido pelo nosso magnetismo a adequar-se ao nosso padrão pessoal. Aí começa a ser internalizado por magnetismo.
            Isto é comum nos casos de obsessão espiritual, quando um ser não afim conosco aloja-se em nosso campo eletromagnético.
            O padrão vibratório do intruso é outro, só passamos a ser incomodados quando ele adequa seu padrão ao nosso. Então suas vibrações mentais, conscientes ou não, interferem no nosso mental através de nosso emocional conduzindo-nos a desequilíbrios energéticos profundos.
            Estas interferências, se muito duradouras ou intensas, costumam nos desequilibrar de tal forma que passamos a ter duas personalidades antagônicas num mesmo ser e um mesmo espaço mediúnico.
            E, porque nosso corpo físico reage a estes estímulos vibrados pelo intruso alojado em nosso campo eletromagnético, então começamos a sentir desequilíbrios (dores) no próprio corpo físico. São as doenças não diagnosticadas pelos médicos.
            Os “passes” ministrados por médiuns magnetizadores e doadores de energias têm como função descarregar este campo dos acúmulos de energias negativas nele formados no decorrer do tempo.
            É por isso que os passes magnéticos são fundamentais num tratamento espiritual, pois os mentores curadores precisam tem em seus pacientes este campo totalmente limpo, quando então começam a operar no corpo energético, onde realizam cirurgias corretivas ou desobstrutoras, chegando mesmo a retirarem “tumores” formados unicamente por energias negativas internalizadas pelo corpo energético.
            Só depois de equilibrarem o campo eletromagnético e o corpo energético dos seres é que os mentores curadores atuam no corpo físico de seus pacientes encarnados, que a eles recorrem, pois realizam curas maravilhosas onde a limitada medicina falha.
            É fundamental que saibam disso, pois só assim entenderão o porquê dos passes realizados em todos os centros espíritas ou de Umbanda: é para realizar a limpeza dos campos mediúnicos de seus frequentadores.
            Só que enquanto nos centros espíritas usa-se o passe magnético, nos centros de Umbanda também se recorre aos passes energéticos, quando são usados diversos materiais (fumo, água, ervas, pedras ou colares, etc.) que descarregam os acúmulos negativos alojados nesses campos eletromagnéticos.
            O uso de guias ou colares pelos médiuns têm esta função durante os trabalhos práticos: as energias que vão sendo captadas, vão se condensando (agregando) às guias e não são absorvidas pelos seus corpos energéticos, não os sobrecarregando e não os desarmonizando durante os trabalhos espirituais.
            Ervas e fumo, quando potencializadas com energias etéricas pelos mentores, também se tornam poderosos limpadores de campos eletromagnéticos.
            Enfim, existe toda uma ciência por trás de tais procedimentos dos espíritos que atuam no Ritual de Umbanda Sagrada.
            Há também outro aspecto que todos devem conhecer: quando alguém realiza uma magia contra ou em favor de alguém, ela primeiro reflete neste campo eletromagnético, para só depois afixar-se nele e ser internalizada.
            Se a magia é positiva, ela é imediatamente absorvida e alcança tanto o emocional quanto o corpo físico, melhorando o estado geral do ser. Se a magia é negativa, então surge uma reação física, energética, magnética, emocional e mental por parte do ser-alvo, visando repeli-la.
            Mas nem sempre isto é conseguido. Então as defesas do ser enfraquecem-se e ele começa a internalizar os fluxos negativos direcionados que estão inundando seu campo eletromagnético com energias que, pouco a pouco ou rapidamente, o atingirão, o enfraquecerão, o adoecerão, ou o desequilibrarão emocionalmente, abrindo todo um amplo campo onde atuações diretas começarão a acontecer.
            Essa é a mecânica de funcionamento das magias negras.
            Nas magias positivas, o campo eletromagnético absorve de imediato as energias que lhe chegam através de sua tela coletora de vibrações positivas e as internalizam, anulando parcialmente os efeitos das doenças físicas, psíquicas ou espirituais. Enquanto durar a vibração direcionada via orações e irradiações acionadas a partir da ativação de materiais potencializados, etc., durará a captação das energias que chegarão.
O campo mediúnico ou eletromagnético não é a aura. Esta é tão somente composta por irradiações do corpo energético, que é um gerador energético por excelência.
A aura é um espelho etérico do estado geral do ser e mostra, através de suas cores, os tipos de sentimentos vibrados e o padrão vibratório estabelecido no mental, que é o centro magnético do espírito.
Nos processos de desenvolvimento mediúnico, todo este campo eletromagnético tem seu padrão reajustado para que as incorporações se realizem da forma mais natural possível.
No principio, quando os espíritos adentram neste campo, por estarem vibrando num outro padrão, o médium sente-se zonzo, dormente, desequilibrado, etc., pois seu equilíbrio gravitacional mental sofre uma interferência poderosa. Mas à medida que os mentores vão reajustando o padrão vibratório de seus médiuns, os choques vibratórios vão desaparecendo e as incorporações acontecem de modo quase imperceptível a quem está assistindo o processo.
            Neste ponto do desenvolvimento mediúnico, o campo eletromagnético do médium já foi totalmente reajustado e foi afinizado com o padrão vibratório espiritual, pois antes quem o graduava era o padrão vibratório atômico (físico).
            Na Umbanda, recorre-se às giras de desenvolvimento, quando vários recursos são usados ao mesmo tempo: defumações, palmas, cantos, danças, atabaques e outros instrumentos.
            Vamos comentar rapidamente estes recursos:
-DEFUMAÇÕES: descarregam o campo mediúnico e sutilizam suas vibrações, tornando-o receptivo às energias de ordem positiva.
-PALMAS: se cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizado no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem ordenadamente, facilitando o trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos.
-CANTOS: a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, que reagem aumentando a velocidade de seus giros. Com isso, captam muito mais energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação.
-ATABAQUES E OUTROS INSTRUMENTOS: as vibrações sonoras têm o poder de adormecer o emocional, estimular o percepcional, alterar as irradiações energéticas e atuar sobre o padrão vibratório do médium. Ao desestabilizar o padrão vibratório, o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo eletromagnético, adequando-o ao seu próprio padrão e fixando-o no mental de seu médium através de vibrações mentais direcionadas. Em pouco tempo o médium adequar-se e torna-se, magneticamente, tão etérico em seu padrão vibratório, que já não precisa do concurso de instrumentos para incorporar. Basta se colocar em sintonia mental com quem irá incorporá-lo para que o fenômeno ocorra.
-Danças: a Umbanda e o Candomblé recorrem às “danças rituais”, pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e concentram-se intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico.
            Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se interpenetram de tal forma, que o espírito do médium fica adormecido, já que é paralisado momentaneamente.
            Os médiuns, em principio, sentem tonturas ou enjoos. Mas estas reações cessam se a entrega for total e não houver tentativa de comandar os movimentos, já que será seu mentor quem o comandará.
            Um médium plenamente desenvolvido pode “dançar”durante horas seguidas que não se sentirá cansado após a desincorporação. E se assim é, isto se deve ao fato de não ter gasto suas energias espirituais. Não raro, sente-se leve, enlevado, etc., pois seu corpo energético, influenciado pelo corpo etérico do mentor, sobrecarregou-se de energias sutis e benéficas.
            Não entendemos algumas críticas infundadas ou conceitos errôneos a respeito do desenvolvimento da mediunidade com recursos sonoros como os que acabamos de descrever.
            São ótimos e foram aperfeiçoados por mentores de “elite” que ordenaram todo o Ritual de Umbanda sagrada a partir do astral. Se tais recursos fossem nocivos ou não proporcionassem facilidades ao ato de incorporação, com certeza já teriam sido banidos das tendas de Umbanda.
            Nada é por acaso. Se o Ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças rituais, não tenham dúvidas: as incorporações acontecem ou não, mas ninguém fica na dúvida se incorporou ou se o guia só encostou.
 

Teologia de Umbanda Sagrada – EAD – Curso Virtual
Ministrado por Alexandre Cumino