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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Amparadores e Projeção Astral

Escrito originalmente em 26 de maio de 2008, e revisado em 15 de outubro de 2011.

            Quando saímos lucidamente do corpo físico e nos deparamos com o “outro lado”, muitas vezes não vemos ninguém, seja estando dentro da contraparte astral de nossa residência, ou enquanto exploramos dimensões distantes vibratoriamente do Mundo Material. Mas, será que realmente estamos sós frequentemente nas jornadas extrafísicas? Isto é um pouco difícil de responder, de forma genérica, mas nos remete à questão dos amparadores, que podem ser definidos como seres espirituais que funcionam como instrutores e/ou protetores para nós, e, por isso, são denominados guias, mentores, anjos da guarda etc.

            Sendo instrutores e/ou protetores, quais seriam as atividades mais comuns dos amparadores perante um projetor? Inicialmente, é possível afirmar que eles são os responsáveis diretos por uma viagem astral consciente, sobretudo para os projetores inexperientes, que têm dificuldades em se desligarem do corpo material e de se manterem lúcidos no Mundo Extrafísico. Nestes casos, a ação energética dos amparadores é preponderante para o sucesso da experiência, e para despertar no viajante neófito o interesse em se aprofundar no assunto, tanto teoricamente como na prática. Em outras oportunidades, o amparador atua como um professor do projetor, ensinando-o a como locomover-se melhor no Astral (aulas/treinos de voo em dimensões sutis); como comunicar-se mais eficientemente (através da telepatia); como compreender melhor a Espiritualidade e as Leis Universais; etc. É importante ressaltar, também, uma atividade frequente dos amparadores, que é a assistência extrafísica. Nestas ocasiões, eles muitas vezes ensinam aos viajantes como fazer isso durante a experiência extracorpórea, e, quando pelo menos o básico já foi assimilado pelo projetor, os amparadores funcionam como “guias num local desconhecido”, levando-os até pessoas (encarnadas ou desencarnadas) que precisam de uma doação de energia e/ou outros tipos de ajuda (conversa de esclarecimento; retirada de seres em sofrimento do Astral Inferior; etc.).

            Bom, sabendo-se os principais motivos de atuação de um amparador, chegamos a outra questão relevante: a sua forma de agir! Quanto a isso, o amparador pode atuar visível ao viajante, ou agir invisivelmente (quando o guia deseja estar invisível, ele mantém-se numa vibração superior a do viajante). Na primeira situação, é óbvia a ação direta do mentor, que assim é necessária quando o projetor tem pouca experiência ou em casos específicos. Na segunda situação, que é a mais corriqueira, o amparador está invisível ao seu “pupilo” projetado. O guia assim o faz, frequentemente, para que possamos adquirir autoconfiança no Mundo Extrafísico, evitando-se a criação de uma dependência excessiva do viajante com relação ao amparador. Mas, como saber de fato se estamos acompanhados ou não de um mentor, no caso dele estar oculto? Esta resposta é obtida, durante o desenrolar de uma viagem astral, quando ficamos em algum tipo de impasse ou quando passamos por algum problema mais evidente, pois geralmente “surge” uma intuição clara que possibilita uma solução. Às vezes, percebemos também a presença invisível de um amparador, quando agimos de forma meio teleguiada ou automática, isto é, quando vamos cumprindo uma tarefa qualquer sem saber previamente o roteiro, mas podemos executá-la adequadamente.

            Alguns projetores com “mais tempo de estrada”, relatam encontrarem-se com vários amparadores durante suas jornadas astrais. Outros viajantes até observam diversos amparadores em suas experiências, mas narram um ou dois como sendo os mais presentes. Isto possibilita chegar a outro questionamento: quantos amparadores nos auxiliam em tarefas no Mundo Imaterial? Na realidade, esta pergunta não é tão importante, mas permite esclarecer aspectos interessantes. Se estamos ligados a algum grupo espiritualista, com certeza há uma egrégora ligada ao trabalho/estudo desenvolvido. Assim, quando projetados, podemos nos encontrar com várias entidades pertencentes à egrégora citada, e estas entidades podem ser chamadas de amparadores. Dependendo da atividade a ser desenvolvida, estaremos em determinada dimensão energética e, é claro, se vamos atuar no Astral Inferior, poderemos precisar da ajuda de amparadores afinados com energias mais “densas”. O mesmo é válido para ações/aprendizados no Astral Superior, quando nos assessorará um amparador mais “sutil”. Desta maneira, podemos distinguir que há diferenças entre amparadores, tanto quanto há diferenças entre os projetores, ou seja, em última análise, a diversidade é tão ampla quão grande é a humanidade. Contudo, é relevante salientar que há amparadores com recursos próprios especiais para trabalhar em áreas bem distintas do Mundo Extrafísico. Estes mentores possuem a habilidade de se densificar até níveis energéticos próximos ao físico, mas também atuam em dimensões bastante sutis. Este assunto não será aprofundado aqui, mas fica a sugestão para quem queira estudá-lo usando outras fontes. Ainda é positivo assinalar, que muitos amparadores são extremamente hábeis em mudarem de forma. Explicando melhor, eles alteram com facilidade seus corpos astrais, através de suas mentes, podendo modificar por completo a aparência e seus “trajes”. Isto é devido à plasticidade da “matéria astral”, facilmente comandada conforme a vontade do amparador. No entanto, isto é algo relativamente comum nas dimensões extrafísicas, sendo executado também por assediadores e por projetores mais tarimbados.

            Por fim, vale ressaltar que de todas as nuanças comentadas quanto a amparadores, talvez o mais fundamental seja que nós pratiquemos a projeção astral, evitando nos escorarmos numa possível presença/auxílio dos mentores. Entendemos que eles são muito úteis nos aprendizados do Astral, mas também que eles mesmos não desejam que dependamos de sua orientação a cada passo que damos. Precisamos desenvolver o livre-arbítrio e ampliarmos as nossas consciências, tanto aqui no ambiente físico, como nas dimensões imateriais.


Autor:  Pablo de Salamanca  -  Grupo Harmonianet.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O que é Espiritualismo

 Caros amigos, se procurarmos entender o que é Espiritualismo, através de definições clássicas e/ou pragmáticas que constam nos dicionários, teremos uma noção apenas razoável do seu significado. Contudo, para não nos omitirmos quanto a este caminho, aqui expomos, a título de exemplo, as seguintes definições para a palavra “espiritualismo”:


A- “Doutrina filosófica que admite a existência do espírito como realidade substancial: o espiritualismo de Leibniz. Opõe-se ao materialismo.” (1);
B- “Doutrina filosófica que tem por base a existência de Deus e da alma” (2); e
C- Doutrina que admite, quer quanto aos fenômenos naturais, quer quanto aos valores morais, a independência e o primado do espírito com relação às condições materiais, afirmando que os primeiros constituem manifestações de forças anímicas ou vitais, e os segundos criações de um ser superior ou de um poder natural e eterno, inerente ao homem”(3). Desta forma, é possível notar o caráter genérico ou amplo das definições apresentadas para “espiritualismo”. Há, no entanto, muitas conotações para esta questão, ou seja, existem diversos tipos de Espiritualismo.

            A princípio, podemos destacar certa distinção entre Espiritualismo e Espiritismo. Para alguns, estes termos seriam semelhantes ou, até mesmo, sinônimos. Porém, os companheiros que seguem exclusivamente a filosofia e práticas de Allan Kardec, preferem ser chamados “espíritas”, ao invés de “espiritualistas”. Para eles, o conjunto de conhecimentos estudados e sistematizados por Allan Kardec, brilhantemente, formam o “Espiritismo” ou “Espiritismo Cristão”, enquanto outras doutrinas, que também praticam a mediunidade, mas que adotam, além dos ensinos “kardecistas”, elementos de culturas originariamente orientais, africanas ou indígenas, seriam “Espiritualismo” ou algum outro termo. Hoje, é fácil notar como já há um entrelaçamento maior entre diferentes correntes de espiritualismo. Acreditamos que isto é salutar, pois assim como “na Casa do Pai há muitas moradas”, há muitas formas de se compreender a espiritualidade aqui na Terra e, correspondentemente, existem muitas "localidades" no Mundo Sutil, com diversos tipos de entendimento. No entanto, o que realmente importa, é a busca do progresso espiritual, atuando dentro do campo vibratório do “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
            Até agora, dissertamos, de forma breve, principalmente sobre o espiritualismo que pratica a mediunidade. Mas, e as doutrinas ou religiões que não admitem a comunicação mediúnica corriqueira com os espíritos? Elas não são espiritualistas? Bem, segundo as definições citadas, oriundas de dicionários, elas também compõem agregados espiritualistas. Ou seja, o Judaísmo, o Catolicismo, o Protestantismo e o Islamismo, por exemplo, são doutrinas filosoficamente espiritualistas, pois admitem a existência da alma e de uma força superior, que é Deus. Neste ponto, portanto, há uma convergência entre estas culturas religiosas e o Espiritualismo mediúnico. Mas, as similaridades param por aí? Podemos afirmar que não, porque as principais vertentes do Cristianismo (Catolicismo Romano, Catolicismo Ortodoxo e Protestantismo) têm, em uma de suas bases de formação, o Velho Testamento, intimamente associado ao Judaísmo. E no Judaísmo é impossível negar a grande importância dos profetas. Isto é, o ato de profetizar é um dos alicerces do Judaísmo antigo. E o que é profetizar? Nada mais é do que a prática da mediunidade, pois os profetas viam os Anjos (visão espiritual ou clarividência) e ouviam aos mensageiros celestes ou ao “próprio Deus” (clariaudiência), sendo intermediários para informações entre dimensões diferentes. Ora, sendo o Judaísmo um importante pilar da civilização ocidental e de suas religiões cristãs, aí está mais um ponto de convergência entre estas doutrinas e o Espiritualismo (mediúnico). Além disso, alguns estudiosos comentam que a civilização judaico-cristã, nos seus primórdios, tinha como verdade a reencarnação, que é um dos conceitos fundamentais entre os espiritualistas que exercem a mediunidade. É importante lembrar que a reencarnação foi oficialmente abolida do meio católico somente em 553 d.C., no Concílio de Constantinopla, hoje Istambul/Turquia. Já que estamos falando em reencarnação, lei natural intimamente ligada ao aprendizado evolutivo do espírito, nela encontramos mais uma convergência entre o Espiritualismo mediúnico e outras religiões como o Hinduísmo, que têm como preceito a reencarnação, as suas causas e consequências.
            Contudo, após esta rápida análise comparativa entre tantas maneiras de cultivar a espiritualidade, neste planeta, somente podemos concluir que o ideal é aspirarmos a uma união maior entre todos estes grupos religiosos. Cremos que, no futuro, a humanidade compreenderá que cada um de nós é filho do mesmo Deus e, portanto, somos todos irmãos. Quando todo o véu for levantado e nada mais estiver oculto, não haverão mais separatismos e facções de qualquer espécie.
            Mas, como fica a Ciência nesta discussão sobre o que é espiritualismo? Nós que somos representantes do Espiritualismo mediúnico, não vemos a Ciência, em qualquer de suas vertentes ou especialidades, como antagonista da espiritualidade ou da religiosidade. Entendemos que a fé, sem a razão, leva ao fanatismo. Compreendemos que o Espiritualismo evoluirá junto com a Ciência. Porém, alguns cientistas necessitam deixar de lado certos preconceitos, que os tornam tão dogmáticos quanto os teólogos mais ortodoxos. É preciso atentar, por exemplo, para as mais recentes direções da Física, que está deixando de ser tão mecanicista, para encontrar novos caminhos e explicações na relatividade das coisas. O método científico, como foi concebido, não permite a explicação de todos os fenômenos da natureza. Está em formação um novo paradigma do conhecimento: o Paradigma Holístico. Ainda está em seus primórdios, mas já mostra a sua força através das novas filosofias e métodos de pesquisa que vêm se desenvolvendo, e dos fatos que vão se impondo na sociedade humana. Que fatos são estes? Algumas terapias alternativas, ainda não explicadas de forma concisa pela ciência ortodoxa, curam ou trazem um alívio evidente aos doentes do corpo e da mente. A Transcomunicação Instrumental já traz resultados positivos na comunicação direta, via aparelhos eletrônicos, com seres de outra dimensão (pessoas desencarnadas). As cirurgias mediúnicas, tanto as que cortam a carne do paciente, como as que não usam métodos invasivos, já foram fartamente documentadas, inclusive filmadas, apresentando curas espetaculares. Estudos sobre regressão a vidas passadas demonstram, não só a sua eficácia em recuperar pacientes de seus traumas, mas também têm trazido evidências de fatos e costumes antigos, comprovados através de sérias investigações históricas. Muitos outros fenômenos, não esclarecidos adequadamente pela ciência tradicional, têm ocorrido, mas não é objetivo deste artigo nos alongarmos mais sobre este assunto. Apenas queremos, neste momento, reafirmar a grande importância da Ciência para a humanidade e desejar que ela encontre novos métodos, mais abrangentes, que possam explicar muitos fatos que são deixados de lado por boa parte da "Ciência Oficial". Diversos pesquisadores que “esbarram” nestes fatos, mas preferem ignorá-los, o fazem porque são materialistas convictos (dogmáticos), ou porque temem serem ridicularizados, o que compreendemos neste caso, pois é o que acontece com frequência, infelizmente, com aqueles que tentam estudar mais a fundo, fenômenos que mexeriam com as bases da sociedade estabelecida. Na verdade, entendemos que a Ciência não está sabendo lidar com os fortes indícios de continuidade da vida humana, após a morte
do corpo físico, através do espírito que permanece desperto e atuante, além deste mundo tridimensional.
            Caros amigos, espiritualistas de qualquer gênero ou materialistas, terminamos este artigo lembrando que não somos donos da verdade. Simplesmente expomos, aqui, as nossas ideias que, com certeza, não serão unanimidade. Estamos prontos para ouvir negativas completas ou discordâncias parciais, quanto ao assunto abordado. Em nenhum momento, tivemos a intenção de ofender a qualquer coletividade ou pessoa. Ainda em tempo, desejamos concluir que o Espiritualismo mediúnico, filosofia de vida adotada por nós, tem sido um bom caminho para encontrar equilíbrio interior. Visualizamos também que, por este meio, poderemos contribuir positivamente para a melhoria das relações entre os homens, de uma forma geral. Por isso, estamos neste espaço da Internet, a fim de compartilharmos as nossas experiências.

 Paz a todos!

Fontes bibliográficas consultadas:
(1) Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse. Direção de Antônio Houaiss. Editora Larousse do Brasil. Rio de Janeiro, 1980.
(2) Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. Organização de Francisco da Silveira Bueno. Fundação da Assistência ao Estudante/Ministério da Educação e do Desporto, 1994. 11a edição/13ª tiragem.
(3) Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1999. 3a edição.




TEXTO  DO  LIVRO ESPIRITISMO EM FOCO

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tranquilidade em tudo

   Em tudo o que fizeres não te esqueças da tranquilidade. Esse gesto assinala o estado da tua vida e o valor que já conquistaste no campo onde mourejas.
O que procuramos é a harmonia interna; ela ajusta os nossos passos para que não percamos o ambiente do Senhor Jesus. A ocupação não pode ser esquecida nos caminhos da alma em Jesus Cristo; é no trabalho orientado que nasce o amor, em se transformando em caridade; é a caridade em busca do perdão, é o perdão que batalha para granjear a amizade.
Tranquilidade nos faz lembrar o cuidado permanente da serenidade ajustada às coisas certas; tudo isso e muitas outras coisas mais que geram harmonia não nos deixam esquecer a labuta rumo ao aprimoramento.
  Jesus é o ponto energético que aciona nossas forças internas para a laboração do Divino em nós. Vamos nos lembrar sempre, todos os dias, de nosso Guia, o Cristo; ligando-nos a Ele, receberemos o impulso da busca a nos iluminar por dentro, nos incentivando para todas as realizações do bem comum.
  Fomos feitos simples e ignorantes, no entanto, com todos os valores em estado de sono na intimidade, esperando que a nossa maturidade acorde esse tesouro espiritual, a nos mostrar que somos perfeitos, porque viemos da perfeição.
  A Doutrina Espírita nos mostra como fazer de nós mesmos um todo de luz, pois os Espíritos benfeitores despejam na humanidade, pelas páginas ditadas por eles, uma profusão de entendimentos que eles sabem buscar na vida do Divino Amigo, com a mais alta interpretação dos valores da natureza. Mas isso sempre na tranquilidade que encontram nas leis de Deus.
  Meus queridos companheiros, a felicidade somente é encontrada quando encontramos a harmonia vibrando na cidade íntima da nossa consciência, de maneira a fazer irrigação para o coração e para os impulsos da mente. Não penses que possamos fazer isso sem a ajuda do trabalho. O Espírito superior não perde tempo em descanso inútil; sempre está fazendo tarefa que beneficia ao próximo, atendendo ao chamado das próprias leis naturais, que nos falam através da vida, que nunca para.
  A cura dos nossos desequilíbrios depende de nós; Deus já fez a Sua parte desde o princípio, e Jesus nos ensina há bilhões de anos. E nós, o que fizemos até hoje? Pensemos nisso e trabalhemos.
Falamos de tranquilidade em tudo, mas não no sentido de ficarmos descansando. O cristão trabalha no próprio descanso, por já ter despertado para a luz. E se o Espiritismo é Jesus voltando, não pode o Mestre voltar sem intenso serviço em favor da libertação humana.
   Tu, que te encontras lendo, vê a tua vida, se está sendo útil; se não, começa agora a fazer algo de bom. O serviço com o Cristo é libertação da alma, é vida e mais vida nos caminhos, é paz no coração.
   Um dos trabalhos que mais cresce em nós é o estudo bem orientado da Doutrina Espírita. Cabe-nos despertar os valores de Deus na nossa intimidade. E isso é Jesus conosco, é estarmos conscientes em Deus.


(Livro: Cura-te a ti mesmo. João Nunes Maia por Miramez)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

As vidas passadas podem afetar a sua prosperidade?

                     Você já parou para pensar por que não consegue manifestar prosperidade em sua vida? Por quais motivos mesmo com esforço tem dificuldade de eliminar os pensamentos negativos em relação ao dinheiro? Por quais razões não se acha merecedor de felicidade e harmonia financeira? Será que situações vivenciadas em uma vida passada podem refletir em sua conta bancária?

            Sabemos que a questão da reencarnação da alma, através de sucessivas vidas é encarada em meio aos estudos universalistas e inclusive por diversas religiões como uma lei natural. Somos almas em aprendizado no planeta terra, dotadas de um invólucro físico, que é a morada de nossa consciência.

            Nesta senda, como almas imortais, como centelhas divinas, trocamos de casca (corpo físico) a cada existência, contudo, nossa personalidade, que é congênita, conosco permanece, com as qualidades e inferioridades. Todas as experiências vividas na matéria, alegrias, conquistas, tristezas e dores estão gravadas em nossa memória celular e se manifestam com o propósito de serem definitivamente eliminadas, a fim de atingirmos a iluminação.

            Assim, muitos sentimentos demasiadamente fortes, inclusive os negativos relacionados ao aspecto material estão dentro de nós e podem interferir em nossa caminhada atual, com possibilidade de serem aflorados na infância ou em razão de situações do cotidiano. Importante salientar que as inferioridades que manifestam-se não são algo maléfico, mas grandes professores que mostram o que viemos curar e resgatar nesta vida.

            No que tange à prosperidade, em função do ocorrido em vidas passadas, na infância, no transcorrer da encarnação atual passamos a ter uma noção distorcida do significado do dinheiro e sua real função. Ao invés de aproveitar as dádivas desta energia da terceira dimensão, o tornamos um inimigo.

            Ocorre que ao passarmos por dificuldades financeiras em vidas anteriores podemos, de forma inconsciente, repetir este padrão, ou seja, sentir medo da escassez, ver o dinheiro como algo difícil de conseguir, que vem somente através de muito esforço. E como o Universo nos envia o que pedimos, focamos e pensamos constantemente com sentimento e emoção, isso que será gerado na vida atual.

            Ainda, é possível que ocorra uma rejeição ao aspecto material, crendo que somente as pessoas desonestas o mantém, que ter harmonia financeira é algo maléfico, que o dinheiro não traz felicidade ou ainda, que impede a felicidade após o desencarne.

            Almas que em outras vidas não souberam lidar com dinheiro, que perderam valores consideráveis e sofreram com isso, ou ainda tal energia atrapalhou a vida pessoal ou familiar, podem rejeitá-lo de forma inconsciente.

            Muitas pessoas ganham somas consideráveis mas não conseguem manter a prosperidade, pois não se aceitam como merecedores, sentindo-se culpados pelos problemas do mundo, pela escassez dos amigos, dos familiares e, de forma inconsciente arrumam pretextos para gastá-lo com doenças, acidentes, problemas.

            Outros, com um medo demasiado de perder, de ficar na pobreza, somente juntam, economizam de forma exagerada, pois precisam ter reservas para eventuais problemas. Ora, se você guarda dinheiro para doenças, acidentes, situações negativas, pode ter certeza que elas virão. Guarde para passear, viajar, comprar um livro, fazer um curso, algo que aprecia.

            Podemos ter elegido a família carnal atual próspera ou não, porém, sempre há lições para aprendermos com nossas escolhas. Quando constantemente passamos por crises financeiras e as pessoas a nossa volta assim o são, vamos prestar atenção no que temos que compreender. Talvez precisemos nos organizar melhor, acreditar na abundância do Universo, em nossa condição de merecedores.

            Não esqueça que se você faz sua parte, atuando com ética e integridade, colherá de acordo com a semeadura, portanto, não tenha medo da harmonia financeira. Acredite que você é merecedor, eis que o aspecto material é importante na concretização de nossa missão pessoal e sucesso reencarnatório.

            Os maiores erros cometidos por quem veio para esta encarnação para lidar com dinheiro é não se achar merecedor, crer que a prosperidade não é para todos, não conseguir se imaginar próspero, feliz, de bem com a vida. Acreditar que se os outros não tem é injusto você ter também não é correto, pois cada um tem seu aprendizado e ainda o escolheu antes de reencarnar.

            Deste modo, não se iguale as pessoas que focam apenas na escassez com medo de mostrar sua verdadeira luz, de mostrar são capazes. Você não será punido por ser feliz.

            Evite prolongar ou aceitar conversas e lamentações sobre o quanto a situação do País, do mundo, da família, é difícil. Não entre neste jogo, pois somente criará escassez e desarmonia. Não precisamos apagar nossa luz para nos igualar.

            Veja que se você for próspero é muito melhor, pois poderá ajudar muita gente, a família, os amigos, instituições, ou seja, movimentar a roda da prosperidade. Admire as pessoas prósperas, sem invejá-las, pois certamente merecem a situação atual. A inveja somente afasta a felicidade.

            Ser próspero é ser saudável e, é fato que a ausência de condições econômicas para suprir as necessidades, afeta os demais setores da vida, inclusive a espiritualidade. Portanto, não há porque justificar aos outros sua melhora financeira se ocorreu ou se ocorrerá.

            Estudando uma canalização do Arcanjo Miguel, este ser referia que todos nós temos uma sala da prosperidade no plano astral e basta acessá-la, invocá-la, mas acima de tudo, nos vermos como merecedores das dádivas divinas.

            No mesmo teor, em uma canalização de Kryon, desenvolvida através de uma parábola, era salientado que possuímos no plano astral salas da paz, da prosperidade, do sucesso, entre outras e basta trazê-las para o mundo físico.

            Deste modo, se for preciso eliminar resistências inconscientes de sua personalidade no que tange ao aspecto material, procure auxílio, existem muitos bons profissionais e a regressão de memória é uma técnica com resultados surpreendentes.

            Eu, particularmente, acredito que a Psicoterapia Reencarnacionista é uma terapia de reforma íntima ética e séria que traz grandes descobertas capazes de modificar, transformar e fazer com que cada vez avancemos em nossa jornada evolutiva rumo à iluminação, pois possibilita o corte da sintonia com a memória passada negativa. Existem ainda, diversos livros, cursos, terapias capazes de trazer autoconhecimento e entendimento acerca do tema.

            Contudo, sempre foque no que realmente é importante para sua vida e alma, lembrando-se que você é uma centelha divina com luz e brilho próprio. Não duvide da nossa grandeza e poder como alma imortal e acredite que a felicidade é direito de todos nós.






POR:  VIVIANE DRAGHETTI  -   Terapeuta Holística

domingo, 27 de janeiro de 2013


sábado, 26 de janeiro de 2013

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Remédios Espirituais


                      Os remédios espirituais são elementos que atuam diretamente sobre as manchas perispirituais, onde se encontram os focos das doenças. As manchas perispirituais são provocadas por fluidos impuros assimilados pelo organismo ou que se produziram nele, causados por pensamentos e sentimentos afins, gerando focos que se instalam no perispírito e formam doenças ou pioram as enfermidades cármicas.

            O remédio material cura o corpo e não o perispírito. Desta forma, se a doença tem sua origem no perispírito, a cura será apenas momentânea. Enquanto persistir a mancha de fluidos impuros, a doença sempre se manifestará, de uma forma ou de outra. Já o remédio espiritual se dirige especialmente ao perispírito, pois se este está curado, necessariamente o corpo material também estará. Ou seja: um corpo espiritual saudável é igual a um corpo material saudável, enquanto que um corpo espiritual doente é igual a um corpo material doente.

            Os remédios espirituais consistem em fluidos, que são ministrados aos doentes por meio do passe, da prece, da irradiação e da água fluidificada. O passe é uma transfusão de fluidos, a irradiação é uma transmissão mental de fluidos a distância e a água fluidificada é uma água comum fortemente impregnada com fluidos. Na prece, ocorre uma concentração fluídica.

            Os doentes incuráveis encontrarão alívio e resignação para a prova ou expiação que estão enfrentando por meio da calma interior que passarão a desfrutar. Alguns deles precisam de uma reencarnação dolorosa, a fim de que as manchas cármicas possam ser curadas.

            O ambiente familiar fica impregnado pelos resíduos de pensamentos emitidos pelos moradores, os quais podem ser bons e maus. Além disso, vivemos assistidos por entidades atraídas pela lei de afinidade. Assim, as entidades que trazem perturbações no ambiente podem ser retiradas através da mudança vibratória, conseguida por meio de pensamentos bons, leituras sadias, compreensão, entendimento, tolerância entre os familiares etc. Um método eficaz de melhorar o ambiente familiar é a prática do Evangelho no Lar.



ATMOSFERA PSÍQUICA


            Estamos mergulhados em uma atmosfera fluídica da qual absorvemos energias automaticamente, as quais metabolizamos e damos características particulares, conforme nossos pensamentos e sentimentos. Sendo assim, existem variadas categorias de fluidos, pois cada uma serve como vestimenta dos sentimentos, pensamentos e ações de cada um de nós. Portanto, vivemos na atmosfera psíquica que criamos.

            Todavia, é preciso salientar que não vivemos isolados, mas que agimos e reagimos uns sobre os outros. Essa ação, porém, se subordina à lei de afinidade, segundo a qual os semelhantes se atraem e os contrários se repudiam.

            Cada um de nós é um dínamo-psiquismo emissor e perceptor permanente. Assim, não apenas recebemos influências dos outros, mas mantemos sobre eles nossas influenciações. Como absorvemos automática e involuntariamente as energias que estão à nossa volta, temos que aprender a aceitar as que nos fazem bem e repelir as que nos fazem mal. Para isso, temos que perceber os tipos de energia que estão ao nosso redor.

            Entre perceber e absorver existe uma diferença muito grande e é esta diferença que nos possibilita ter o controle de nossa harmonia fluídica. Perceber é sentir o tipo de vibração à nossa volta, enquanto que absorver não é apenas perceber, mas atrair para si a corrente fluídica.

            Devemos sempre avaliar as vibrações com as quais nos sintonizamos, absorvendo- as quando positivas e rechaçando-as quando negativas. Esse rechaçamento se faz de maneira automática ou voluntária, lembrando- se que forças contrárias se repelem e forças afins se atraem e se somam.

            Quando estamos impregnados de fluidos perniciosos, estes neutralizam a ação dos fluidos salutares. Então, são desses fluidos maus que nos importa ficarmos livres. Um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau, é preciso expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.

            A fluidoterapia, como o próprio nome indica, é o tratamento feito com fluidos, ou seja, através da prece, do passe, da irradiação e da água fluidificada.




POR VICTOR REBELO  -  TEXTO REMÉDIOS ESPIRITUAI

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Falando sobre as "GUIAS"

As GUIAS usadas na Umbanda são aqueles colares coloridos que os médiuns utilizam nos trabalhos, fazendo parte do uniforme do Umbandista.
Estes “colares” são verdadeiros pára-raios em defesa dos os médiuns.
É um objeto no qual os Guias e Protetores imantam com determinadas forças para servirem de instrumentos em ocasiões precisas.

A Guia é então, uma das muitas ferramentas utilizadas pelo médium que serve como defesa deste que, muitas vezes, se vê obrigado a entrar em contato com energias às quais ele não poderia suportar, daí a explicação para as guias que arrebentam de repente. Por ser de material altamente atrativo, a guia recebe toda a carga negativa que foi direcionada ao médium e arrebenta.

A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras utilidades como, por exemplo;
-serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito,
-serve como instrumento de tratamento,
-serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e etc.

CONFECÇÃO DAS GUIAS


As guias devem ser confeccionadas com produtos naturais, pois são imantáveis e condutores de energias.
Esses materiais podem ser: sementes, madeira como o bambu, pedras, conchas e outros objetos marinhos, pedras preciosas e semipreciosas (mesmo que lapidadas), cristais, porcelana, miçangas, dentes de animais, guizos e outros, como por exemplo, os metais.

Jamais se usa plástico ou outro produto artificial.

Usando-se os materiais citados acima, as guias serão confeccionadas de acordo com o pedido feito pelas entidades, de acordo com a doutrina da casa que você freqüenta ou de acordo com a necessidade daquela guia.

Não se pode montar uma guia só porque acha bonito, ou porque todos usam, ou porque você acha que deva usar.

Espere, tudo na sua hora!

Nas lojas especializadas encontram-se guias prontas dos mais variados modelos, mas existem casos em que a entidade pede para que você monte a guia pedida.

Porquê?

A guia é uma peça “benta” com força e irradiação para nos proteger e aumentar nossa força, nossa vibração e etc. São ritualisticamente preparadas, ou seja, imantadas, de acordo com a tônica vibracional de quem as irá utilizar (médium e entidade), e conforme o objetivo a que se destinam.

Geralmente, quando uma entidade pede para seu filho montar a sua Guia, a mesma estará presente naquele momento, ou para dar orientações na montagem por intuição, ou para ver se o filho realmente tem o devido respeito pela religião (objetos, entidades, rituais e etc.) ou por vários outros motivos como, por exemplo, testes de fé, de paciência, pois tem vezes que a guia se quebra várias vezes antes de ficar pronta, ou às vezes a entidade está desenvolvendo sua mediunidade através das intuições e muito mais.

Por isso, para montar uma guia, deve-se estar tranqüilo, sem agitação externa e sem preocupações, enfim trabalhando, meditando e se conectando com seus Guias espirituais.

As guias, depois de prontas ou compradas devem ser descarregadas e cruzadas (benzidas).

Dependendo da doutrina de cada casa, as guias serão colocadas no conga por um determinado tempo, as vezes serão colocadas em certos recipientes com misturas de ervas, ou colocadas em sal grosso, e etc. Só depois de feito isso é que a entidade chefe da casa ou seu próprio guia vai cruzá-la.

Lembre-se, se a guia não foi cruzada, a mesma não terá nenhum valor.

Como dissemos acima, a guia será imantada com energias de acordo com as necessidades de quem vai usa-la e a que finalidade será utilizada.

TIPOS DE GUIAS

Existem pelo menos quatro tipos de guias que são utilizadas freqüentemente pelos filhos de fé.

São elas:

•Guia de proteção
•Guia de tratamento
•Guia do Orixá
•Guias das Entidades

Cada guia tem seu formato e cores específicas, como já lemos acima, ela será de acordo com a necessidade a que se destina.

Veja a seguir algumas características das guias mais utilizadas.


GUIA DE PROTEÇÃO
 
Geralmente, quando um médium entra para a religião e começa a trabalhar numa casa de Umbanda, pede-se para que ele providencie a sua guia de proteção.
Essa guia, não é uma regra, mas geralmente pede-se uma Guia de Oxalá, ou de Sete Linhas, em algumas casas utiliza-se uma guia “incomum”, ou seja, uma guia com cores e formatos diferentes do tradicional, de acordo com as instruções do Mentor da Casa é preparada uma guia “Daquele Centro”.
A guia de Oxalá é de cor branca. Oxalá é o Orixá Maior representado por Jesus.
Essa é a mais usada nos casos de proteção e tratamentos.
Já a guia de Sete Linhas, é aquela que tem sete cores, ou seja, representa os sete Orixás da Umbanda.
É utilizada também para proteção, pois significa que o médium está sob a proteção das Sete Linhas da Umbanda.

GUIA DE TRATAMENTO


Como vimos acima, usa-se muito a guia branca, pois ela tem, “também”, um efeito psicológico no tratamento.
Quando uma pessoa vai passar por um tratamento utilizando essa guia, é dito ao paciente que é uma guia devidamente cruzada para aquele tratamento, e que essa guia branca é a guia que representa a força ou vibração de Jesus, Oxalá na Umbanda.
Dito isso, a pessoa acaba tendo sua fé aumentada, só por ter dito que é de Jesus; e com isso se obtém melhores resultados no tratamento, não que outras guias não sirvam, mas a parte psicológica conta e muito.
Existem casos em que a entidade lhe empresta ou te dá a guia Dele. Nestes casos, quando você for presenteado com uma, não precisa repor; mas, quando for solicitada a sua reposição, não se esqueça de faze-la, existe aí uma grande ligação entre paciente e entidade.
Não precisa pressa, não; mas a devolução é um meio pelo qual a Entidade tem a certeza de que você ao menos tem interesse pelo "teu caso" e respeita o que o Caboclo ou Preto-Velho falou.

GUIA DO ORIXÁ

É a guia que está ligada à faixa vibratória do médium e também é a guia que representa a linhagem das entidades que trabalham com esse médium.
A guia do Orixá é feita na cor relacionada ao Orixá, geralmente de uma cor só, apesar de existirem centros que trabalham com Orixás cruzados. Nesses casos as guias são de duas ou mais cores.
Por exemplo, um Filho de Ogum, usa uma guia vermelha e um Filho de Oxossi usa uma guia verde.
Ogum (guerreiro) tem sua vibração nos campos abertos, já Oxossi (caçador) tem sua vibração nas matas, então não sei como pode existir esse cruzamento de vibrações e Orixás, mas existe...


GUIAS DAS ENTIDADES

São aquelas guias que não tem um padrão, ou seja, cada entidade pede sua guia de trabalho de acordo com suas necessidades. Por isso é que temos tantos modelos de guias tão diferentes umas das outras; temos guias feitas com contas (bolinhas) coloridas e intercaladas com outros materiais, como dentes, olho de cabra, coquinhos e etc.

As guias das entidades devem ser feitas exatamente como elas pediram, pois tem grandes significados para elas que nós nem sequer imaginamos, é como um ponto riscado, cheio de mistérios. Algumas dão até para adivinhar, por exemplo, uma guia toda verde com sete flechas intercaladas e com o fechamento vermelho.
Bem, vamos lá... A cor verde quer dizer que é um Caboclo (jamais vi um Preto-Velho ou um Exu com uma guia verde), as sete flechas poderia indicar o nome desse Caboclo e o fechamento vermelho pode estar indicando a linha que a entidade trabalha, nesse caso linha de Ogum. Então teríamos aí o Caboclo Sete Flechas de Ogum.
Isso foi só um exemplo, bem fácil por sinal. Existem muitas outras guias que são indecifráveis para nós.

CORES DAS GUIAS


Existem cinco tipos de guias que tem cores e formato “padrão”.
•Branco e Verde - Caboclo
•Branco e Preto - Preto Velho
•Azul e Rosa - Crianças
•Vermelho e Preto - Exu
•Branco, Vermelho, Azul, Verde, Amarelo, Marrom e Roxo - 7 Linhas (Orixás)

Essas guias, modelo padrão, são encontradas nas lojas especializadas. E são feitas na contagem de sete contas de cada cor.
Outros modelos de guias, só a pedido das entidades.

UTILIZANDO AS GUIAS

Geralmente os médiuns usam as seguintes guias no trabalho:
•De proteção
•Do seu Orixá
•Dos seus Guias (entidades que trabalham com o médium)

As guias são geralmente usadas no pescoço, porém em alguns casos pode-se notar que alguns médiuns as usam atravessadas no peito, outros na mão e etc.
Isso ocorre por vários motivos.

Vejamos alguns:
•As guias usadas no pescoço servem como um elo de ligação entre seu Orixá (faixa vibratória) e a entidade atuante naquele momento.
Usa-se a guia no pescoço para dar mais intensidade no lado mental do médium, melhorando a comunicação ou transmissão daquilo que a entidade pretende passar ou até mesmo ajudando na ligação do médium ao espírito na hora da incorporação das entidades, onde o médium precisa elevar a sua faixa vibratória e a entidade descer a sua para que ocorra a comunicação.

•Quando um médium utiliza a guia atravessada no peito, geralmente do lado direito para o esquerdo, é por causa do coração (estado emocional).
A entidade percebe que seu filho está ou tem algum problema ou desvio emocional que poderia influenciar no trabalho, geralmente corações endurecidos, então a guia será imantada para agir na parte emocional do médium.

Utiliza-se a guia atravessada também em tratamentos de certas partes do corpo, mas somente quando for ordenado que seja dessa forma, caso contrário a guia deve ser colocada no pescoço normalmente.

•Guias nas mãos ou enroladas no pulso, somente quando o médium está incorporado. Nesse caso, a entidade utiliza a guia para dar passes.
Quando a entidade enrola sua guia na mão, às vezes nas mãos do consulente, ela está direcionando energias.
Uma guia enrolada na mão da entidade serve como um condutor de energia que será emitida àquela pessoa, quando enrolada nas mãos do consulente, pode ser que a entidade esteja retirando energias negativas daquela pessoa.

Lembre-se que nem todas entidades trabalham dessa forma, cada um com seu jeito de trabalhar. Muitas entidades, ao invés de usar a guia para retirar ou emitir energias, preferem trabalhar com seu charuto ou cachimbo.

•Existem entidades que colocam suas guias no chão e pedem para que o consulente entre dentro daquele círculo na hora que forem passar pelo passe.
Esse círculo forma um campo magnético, onde a entidade vai trabalhar as diversas energias que está sendo trazida pelo consulente.

Existem entidades que não colocam sua guia, mas fazem um círculo riscado no chão, e trabalham da mesma maneira.

•Algumas entidades usam suas guias no pescoço do consulente na hora do passe, outras usam as guias para formar um círculo no ponto riscado e etc.

Muito bem, aí foram algumas formas que as guias são usadas nos trabalhos. Podem existir muitas outras maneiras diferentes de se usar uma guia, mas tudo deve ser feito com orientação.

Uma guia cruzada, usada sem orientação ou de forma errada, pode causar problemas a quem as utiliza.


RELEMBRANDO


-As guias são elementos ritualísticos pessoais, individuais e intransferíveis, devendo ser confeccionadas, manipuladas e utilizadas somente pelo médium a quem se destinam.

-Deve-se observar que cada indivíduo e cada ambiente possuem um campo magnético e uma tônica vibracional próprios e individual (tanto positivo quanto negativo).

-A confecção ou manipulação das guias por outras pessoas, ou ainda, seu uso, em ambientes ou situações negativas ou discordantes com o trabalho espiritual, fatalmente acarretará uma "contaminação" ou interferência vibracional.

-Como elemento de atração e isolamento, funcionam como um tipo de "Para-Raios", atraindo para si, toda (ou quase) a carga negativa ou estranha ao médium, isolando-o até certo ponto. No entanto, as guias irão permanecer "carregadas", até serem devidamente "limpas".

-Excepcionalmente, podem ser utilizadas pelo médium, para "puxar" uma determinada vibração, de forma a lhe proporcionar alivio em seus momentos de aflição. Nestes casos, 10 a 15 minutos de uso são suficientes.

-Em qualquer dos casos, a guia ira proporcionar uma interferência no campo magnético do médium. Dependendo da situação ou circunstância, poderá até mesmo causar-lhe um certo desconforto aparente ou mal-estar, devido a um aceleramento de sua Faixa Vibratória.

-Mesmo durante um trabalho espiritual ou ritualístico, notadamente antes de uma incorporação, o uso indiscriminado de diversas guias ao mesmo tempo, poderá prejudicar a sintonia do médium, uma vez que, diversas falanges serão atraídas ao mesmo tempo.

-Apenas em casos muito raros e excepcionais, podem ser utilizadas em outra pessoa, como forma a favorece-la com uma vibração positiva específica (notadamente em relação à saúde), observando-se, contudo o cuidado de ao retira-las, limpa-las adequadamente antes de serem reutilizadas pelo médium.

Como vimos, as guias são elementos ritualísticos muito sérios e como tal que devem ser respeitados e cuidados.

Seu uso deve se restringir ao trabalho espiritual, ao ambiente cerimonial (terreiro) e aos momentos de extrema necessidade por parte do médium.

Utilizar a guia em ambientes ou situações dissonantes com o trabalho espiritual, ou por mera vaidade e exibicionismo, é no mínimo um desrespeito para com a vibração a qual representam.

A guia é um objeto muito sério e deve ser utilizado com seriedade.
Lembre-se que as guias são objetos sagrados e como tais devem ser tratadas.

Mas, o mais importante de fato, é que o Filho aprenda a ter fé e confiança nas Entidades e em Deus, não se apoiando em verdadeiras "muletas psicológicas" para se sentir protegido.


Lembre-se:
o que está escrito aqui não é regra geral para a Umbanda!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os Objetivos da Projeção Astral

Qual é o objetivo de nos projetarmos fora do corpo de forma lúcida? Como podemos ser úteis aos amparadores espirituais?



            É extremamente difícil definir um objetivo para as viagens astrais. O certo seria dizer que cada um tem o seu. Mesmo assim, existem determinadas características presentes nos estudiosos das viagens astrais que se repetem com regularidade. Tentaremos construir, nas próximas linhas, uma lista de interesses normalmente envolvidos na busca de maior conhecimento sobre as experiências extracorpóreas.

CURIOSIDADE
            Sem nenhuma dúvida, a curiosidade é o primeiro motor que leva alguém a conhecer melhor sobre as possibilidades ocultas dos seres humanos. Esta curiosidade pode ser despertada por uma viagem astral espontânea, pelo relato de um amigo, por uma experiência próxima da morte (Near Death Experience - NDE), pela leitura de um livro, por uma reportagem e por ver ou ouvir uma entrevista. Não importa muito qual foi o fator desencadeante; a maioria das pessoas tem sua curiosidade aguçada ao tomar um contato inicial, mesmo que distante, com as viagens astrais.
A curiosidade é extremamente saudável, mas não se esgota em si mesma. Ela não é suficiente para motivar mergulhos profundos no tema. Mais tarde, esta curiosidade pelo novo, pelo desconhecido, vai tomando contornos mais definidos, e a primeira possibilidade que se abre para o projetor astral é a de se locomover com a velocidade do pensamento para qualquer ponto da Terra ou do Universo. A capacidade de voar como os pássaros também motivam muito os projetores em suas primeiras experiências. Este desejo de voar por aí em qualquer lugar do mundo, sem precisar de passaporte, leva-nos ao segundo objetivo entre os projetores: o turismo extrafísico.
            Quando comecei a sair do corpo conscientemente, um dos meus principais interesses foi a capacidade de conhecer terras distantes, fazendo meu "turismozinho" internacional sem gastar um tostão. Tenho certeza de que grande parte dos que se interessam pelas viagens astrais são atraídos por essa possibilidade.
            Não existe nada de errado em aproveitar esta nova capacidade para passear e se divertir, mas ela envolve algumas dificuldades.
            Até para os projetores mais experimentados é muito difícil ter absoluto controle sobre o direcionamento de seus corpos astrais projetados. A razão para esta dificuldade é muito simples de se entender. Como já analisamos previamente, o corpo astral possui uma enorme mobilidade, estando suscetível às flutuações da substância mental. Conseqüentemente, o homem ocidental, com sua mente dispersiva, excessivamente voltada para o mundo exterior, tem grande dificuldade em manter um foco de atenção mesmo que por uns poucos minutos. Sua atenção se volta de lá para cá de forma incessante. O resultado desta volubilidade mental é que o projetor, com pouca lucidez fora do corpo, é levado para vários lugares em sequencia, muitos deles que nada tinham a ver com seu objetivo original. É muito difícil que um projetor mediano se programe para fazer uma viagem astral para França, por exemplo, e consiga fazer sua viagem turística sem obstáculos.
            Em 1999, criei e participo de uma lista de discussão na Internet que debate as viagens astrais desde 1999. Nessa lista criamos o alvo mental de, no primeiro e décimo quinto dias de cada mês, nos encontrarmos fora do corpo no alto do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. A razão da escolha do Pão de Açúcar como objetivo foi o fato de que, por se tratar de um ponto turístico mundialmente conhecido, existem muitas fotos e cartões postais disponíveis que facilitam sua visualização e concentração. Mesmo assim, até o momento em que escrevo este capítulo, apenas uns poucos relatos não confirmados apareceram na lista que conta com mais de 650 assinantes. Pessoalmente, consegui atingir o Pão de Açúcar em duas oportunidades. Em ambas pude detectar a presença de várias pessoas no local - embora fosse de madrugada - e somente consegui me manter no local por uns poucos instantes.
            É possível que vários assinantes da lista consigam se projetar para o Pão de Açúcar, mas certamente bem poucos conseguem trazer a rememoração desta projeção para o corpo físico ao acordar.
            Entretanto, criar um alvo mental - que pode ser um local ou uma pessoa - para sua projeção, mesmo que com o objetivo exclusivo de passear fora do corpo, é uma forma perfeitamente legítima para aprender a fazer e a controlar as suas viagens astrais.

APRENDIZADO
            Talvez seja essa uma das facetas mais interessantes das viagens astrais. Quando o projetor deixa o seu casulo físico e ingressa numa das inumeráveis dimensões não físicas, ele faz contato com realidades que estão anos-luz de distância de seu mundo comum. Nos planos extrafísicos fazemos contato com consciências cuja capacidade intelectual encontra-se muito à frente de nosso tempo. Imagine fazer contato com uma consciência que vive num mundo que esteja, digamos, alguns milhares de anos mais evoluídos que nós. Todas as nossas dificuldades atuais já foram por eles superadas no passado e sua orientação experiente pode ser capaz até mesmo de deter o processo autodestrutivo desta nossa humanidade. Isto não é uma ilusão, isto já ocorre. Muitas das intuições que ocorrem aos cientistas e pesquisadores durante o sono advêm deste contato com inteligências extracorpóreas. Consciências evoluídas que muitas vezes já superaram a necessidade de usarem corpos físicos e cuja missão é esclarecer as humanidades sobre quais os melhores caminhos no seu processo evolutivo.
            Alguns pesquisadores das viagens astrais consideram que muitas das experiências que envolvem contatos humanos com extraterrestres são, em realidade, contatos extrafisicos com estas consciências avançadas.
            Tenho certeza de que no futuro, quando nossa humanidade se mostrar menos egoísta e mais fraterna, muitos contatos serão feitos com estas consciências avançadas a fim de encontrar soluções para os problemas que nos afligem, numa escala planetária.

 
AUXÍLIO EXTRAFÍSICO
            Um dos aspectos mais nobres e recompensadores da viagem astral é a possibilidade de serviço extrafísico.
            Para entendermos o serviço extrafisico é preciso que entendamos o ser humano sob um novo paradigma. Costumamos pensar que o ser humano tem uma alma. Sob este novo paradigma, o ser humano é uma consciência incorpórea (uma alma) que se utiliza de um corpo material como instrumento do seu processo de aprendizado. Algo como vestir um escafandro para mergulhar em águas profundas. Uma vez que o trabalho nas profundezas tenha terminado, pode a consciência abandonar o seu pesado e desconfortável traje, como fazemos todas as noites durante o sono ou, de forma definitiva, quando damos o nosso último suspiro.
            Minha visão dos fatos, oriunda não de religiões ou tradições, mas pelas minhas experiências fora do corpo, é a de que ao longo de nossa evolução consciencial, utilizamos múltiplos corpos, num processo conhecido como reencarnação. Não pretendo aqui criar polêmicas com qualquer religião que acredite em paraísos ou infernos eternos, mas não poderia deixar de colocar neste artigo que, em minhas andanças no plano astral, tive oportunidade de fazer contato, várias vezes, com consciências que passaram por este nosso mundo e que já se encontram fisicamente "mortas".
            Posso afirmar, inclusive, que um dos primeiros medos que se extinguem, naquele que faz viagens astrais conscientes, é o da morte.
            Porém, a morte não é um fenômeno linear, que aconteça da mesma forma em todas as pessoas. Existem aquelas consciências mais maduras que passam pelo processo de morrer sem grandes traumas e que, tão logo se vêem libertas dos seus corpos físicos, se tornam conscientes desta sua nova etapa evolutiva e prosseguem sem problemas. Outras, entretanto, desencarnam carregadas de revolta, ódio, insegurança e medo, e ficam vagando pelas paragens lúgubres do astral inferior, às vezes durante muitas décadas.
            Essas consciências, devidas ao desvario dos seus pensamentos e sentimentos, permanecem num estado quase inabordável pelas consciências incorpóreas mais maduras, que têm grande dificuldade em lhes ajudar. Permanecem por muito tempo ruminando suas mágoas e se ajustando vibratoriamente com outras consciências que lhes são afins, num círculo vicioso muito difícil de ser quebrado.
            É justamente nessa situação limítrofe que atuam os projetores extrafísicos em sua função assistencial. Por ainda possuírem corpos físicos, carregados de energia etérica, são eles os principais auxiliares no processo de ajuda a estas consciências que ainda transitam, por absoluta ignorância, nestes mundos de trevas e sofrimento.
            Ajudados por consciências espirituais maduras, mestres na manipulação da energia, também conhecidos como amparadores, os viajantes astrais tornam-se ajudantes indispensáveis em processos desobsessivos no plano astral.
            Tive a oportunidade de, em algumas viagens astrais, testemunhar o trabalho destes seres abnegados que, de forma voluntária, dão aulas para centenas de consciências, tanto teóricas quanto práticas.
            Na verdade, este é o grande campo de atuação dos viajantes astrais. Todo aquele que se dispõe a auxiliar os amparadores, encontra em resposta uma grande ajuda no seu desenvolvimento consciencial. A ajuda que esses benfeitores espirituais podem dar ao ser humano no seu desenvolvimento consciencial ainda é pouco compreendida por nós, consciências encarnadas. Waldo Vieira, tratando do serviço extrafísico, diz: "A projeção- desobsessão é uma das maiores oportunidades de que dispõe o projetor para se tornar útil (...) em razão dos fluidos densos da vida física que permitem contatar melhor as entidades desencarnadas de baixo teor vibratório, ainda muito material (...) situando-se bem próximo ao corpo físico, dentro do perímetro de atuação vigorosa do cordão de prata, condição que aumenta as energias disponíveis durante o desprendimento".
            Uma operação de serviço extrafísico normalmente é patrocinada pelos amparadores. Eles normalmente ajudam o projetor a sair de seu corpo e o levam até o local de trabalho. Lá, o projetor funciona como doador de energias densas, necessárias àquele tipo de trabalho, e todo o trabalho propriamente dito fica por conta dos técnicos astrais.
            Pela própria natureza das energias envolvidas, o trabalho assistencial extrafisico não se desenvolve em paragens agradáveis do plano astral. Não, muito pelo contrário, o trabalho desempenhado pelos viajantes astrais normalmente envolve a ajuda a pessoas recém-desencarnadas e que se encontram em estado de desespero post-mortem. É muito comum a assistência a pessoas que passaram pelo desencarne de forma violenta, por acidentes, guerra, assassinato ou suicídio. São consciências que, por sua súbita passagem dimensional, não conseguem aceitar que estão mortos para o plano físico. São guerreiros que continuam em seus combates e suicidas que não entendem como podem estar vivos se há muito pouco deram cabo de suas vidas. São os suicidas os que mais sofrem após o desencarne, porque, na tentativa de acabarem com seus sofrimentos, destroem seus corpos que, pelo contrário, lhes serviam como escudo amortecedor de suas emoções e vêem com desespero seu sofrimento multiplicado ainda mais pelo arrependimento por seu ato de desvario.
            Mas assim como na Terra existem legiões de servidores anônimos para servir aos abandonados pela "sorte", também no plano astral um exército de consciências anônimas trabalha incansavelmente para o bem comum. Nesse contexto, o trabalho dos projetores astrais, embora pequeno e até certo ponto passivo, é extremamente necessário, ainda mais num mundo tão violento e tão egoísta quanto o nosso.

CURAS A DISTÂNCIA
            Outra tarefa de serviço extrafísico em que participam os projetores é nos trabalhos de cura a distância. Depois de muitos anos trabalhando com viagens astrais posso afirmar que ninguém está sozinho e abandonado neste mundo.
            Em 20 de novembro de 1998 fiz uma projeção assistida a uma fazenda de cana de açúcar, no interior de Alagoas. Lá eu fui levado até uma mulher muito pobre que dormia numa rede com um bebê em seus braços. Não sabia exatamente qual era sua doença ou de seu filho, mas percebia que lá estava como doador de energia para algum trabalho de cura.
            Em minhas anotações encontrei outra experiência que também trata da intervenção da espiritualidade minorando o sofrimento dos desassistidos. É a seguinte: 31 de dezembro de 1998 - Estou em missão de ajuda na Amazônia. Numa casa humilde, três crianças dormem. A mãe saíra para trabalhar. Uma quarta criança desaparecera, e a criança maior, que seria a responsável pelos outros três, ardia em febre. Fiz esta anotação de madrugada, com sono, mas preferi manter o texto original como eu o senti no momento em que escrevia. Não sei bem o que poderia estar fazendo ali, mas certamente a consciência que me levou até lá não o fez com outra intenção do que a de servir como doador de energias.
            Já fui levado - fora do corpo - também a um centro espírita, onde pude testemunhar o trabalho de passes por um ângulo totalmente novo, pude ver o trabalho energético da ótica de um espírito. Não sei se fui levado até ali como doador de energia ou apenas para testemunhar um fato. Sempre fui muito crítico em relação ao trabalho de passes nos centros espíritas. Pensava, preconceituosamente, que assim como na Igreja Católica existem os "papa-hóstias", aqueles que vão à missa todos os dias, mas que não fazem qualquer esforço para melhorarem em suas vidas, existem os "papapasses", que ficam sempre na fila da frente dos centros para receber passes e água fluidificada, mas que guardam no coração os mesmos rancores, ódios e invejas como qualquer pessoa comum.
            Mas o que vi acontecer fora do corpo mudou o meu ponto de vista. Podia ver o médium passista, assistido por um espírito, e o pretenso receptor do passe sentado a sua frente. Tudo seria normal se eu não visse uma coisa que me transtornou. Atrás do receptor encarnado do passe, dezenas de espíritos doentes eram trazidos em grupos pelos amparadores para receberem os passes do médium, que talvez não tivesse ideia da dimensão do trabalho que executava. Desde esse dia fui tomado por profundo respeito por todos aqueles que se dispõe a atuar como doadores de energias, seja através de passes espirituais, johrei, rezas, reiki, benzeduras ou qualquer outra forma de emissão de energia. Estas pessoas possivelmente não têm noção da utilidade do seu trabalho entre as consciências que sofrem no plano astral.
            Estes são os objetivos mais comuns daqueles que procuram aumentar a sua lucidez extrafísica e a rememoração de suas viagens astrais. São objetivos não excludentes, coexistindo em graus variáveis ao longo das vidas de todos nós.



REVISTA CAMINHO ESPIRITUAL  -  POR: DR. LUIZ OTÁVIO ZAHAR