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sábado, 31 de agosto de 2013

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Terreiro Forte é o que Promete ou o que Ensina?

Costumamos atender muitas pessoas nas giras abertas a assistência que reclamam desta ou daquela casa, por diversos motivos, dentre eles que "terreiro tal, prometeu e não vi mudar nada em minha vida".

Partindo deste principio vemos realmente hoje no cenário Umbandista, casas que "levam" o nome da Umbanda, mas não praticam a doutrina de Umbanda. Quando consultamos a palavra doutrina vemos que a mesma se refere ao "ensinar" e não ao "prometer", pois compreendemos que a transformação sempre parte de dentro para fora de todo ser que se preocupe em fazer sua reforma interior.

Não podemos encarar uma casa de caridade Umbandista como um depósito de erros cometidos por nós mesmos e esperar somente que se faça um milagre e todas as besteiras que fizemos em vida sejam apagadas com uma borracha espiritual pelos guias que la militam na força de Aruanda. Sinto em dizer, mas se você vai a um centro que promete isso, você não está frequentando a Umbanda anunciada a mais de 100 anos pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas onde o mesmo deixou claro que " UMBANDA É A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE".

Os erros criados por "NÓS" devem ser corrigidos por "NÓS MESMOS" não existe fórmula mágica da espiritualidade para encobrir nossas responsabilidades.

A casa que professa a PROMESSA ao invés de promover a RENOVAÇÃO brinca com a fé alheia e foge ao código do BOM SENSO que deve haver em toda instituição religiosa.

Evoluímos a partir do momento que reconhecemos nossas falhas e sentimos a necessidade de mudança, a função de um guia é nos orientar e não abraçar nossa causa prometendo resolver fácil isso ou aquilo.

JESUS nosso MESTRE em sua história nunca resolveu sem antes perguntar: "VOCÊ DESEJA?" e nunca carregou méritos de seus feitos sempre atribuindo os mesmos a FÉ que cada ser tem dentro de si.

FÉ, éééé! Realmente isso falta em algumas pessoas que frequentam as casas sérias de Umbanda, pois sempre por instinto tendemos a procurar as coisas mais fáceis e nesta procura nos esquecemos do "A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS".

Saibamos enxergar em um terreiro de Umbanda uma "escola" onde aprendemos a ser seres humanos melhores e não um depósito de reclamações, pedidos absurdos criados pela nossa incredulidade não em Deus, não nos Orixás, mas EM NÓS MESMOS.

Lembrando as palavras do CABOCLO MIRIM "Umbanda é coisa séria, pra gente séria!" E isso se aplica para os dois lados, de quem atende e de quem deseja obter algo!

Esperamos ter colaborado com um pouco de entendimento para todos e desejamos encerrar com as palavras do APÓSTOLO PEDRO.

"Toda carne é como a erva,
e toda glória do homem como a flor da erva.
Secou-se a erva, caiu-se a sua flor.
Mas a palavra do Senhor, permanece para sempre
Desejai como meninos,
novamente nascidos, o leite racional,
não falsificado, para que por eles vades crescendo..."Pedro, 1;25 - 2;2


Texto Inspirado mediunicamente pelo Sr. Caboclo Urubatã
Recebido por GÉRO MAITA

Caridade... Por um Exu de Umbanda


A Caridade sem dúvida é o princípio base da Umbanda, junto com a humildade e a paz formam os fundamentos principais. Mas o que vemos em templos, tendas e terreiros é a distorção da verdadeira Caridade.

Algumas casa se privam apenas a praticar a caridade perante os consulentes na assistência. Qual Caridade é essa, doar o tempo para que a entidade se manifeste?

Infelizmente enxergamos em muitos lugares que o propósitos de muitos médiuns não é a caridade e sim usam da entidade e da mediunidade escoras e muletas para vaidades, orgulhos, soberbias e pior ainda para a imposição do medo. Nessas horas me pergunto será que é isso que nós entidades nos dispusemos a fazer nos templos, em vez de nos manifestarmos para ajudar o próximo viemos em terra para causar intrigas, brigas e desavenças?

Ora nós espíritos do bem não nos prestamos a fetiches e vontades das matérias que usamos, somos espíritos em busca da evolução, alguns afirmam que viemos para fazer o bem e o mal, mas isso é MENTIRA. Nós só praticamos o bem, a caridade e fazemos trabalhos ditados por Deus. Ora o que teríamos a ganhar por desfazer um casamento? Ou pior por amarrar uma pessoa?

Nós entidades vendemos nossa luz por uma garrafa de pinga numa esquina? Não queridos filhos, nós entidades não nos prestamos a trabalhinhos, pois isso não nos evoluirá. Deus a energia criadora é que nos dá força. Nós trabalhamos pra Deus sim, pois foi Ele que nos criou, foi Ele que nos amou e é Ele a quem somos subordinados.

Por isso, digo, você que se preocupa em tantas firmezas espirituais, escudos energéticos, a âncora maior de um casa de oração é a caridade pura, é lá que mora a maior firmeza, pois é ali que há o verdadeiro propósito, por isso você como Sacerdote tem a OBRIGAÇÃO de praticar a caridade, tem a RESPONSABILIDADE de ajudar o próximo pois somente assim você realmente estará buscando sua evolução. Você médium em desenvolvimento, entenda que ajudando uma casa, dando carinho a quem precisa uma palavra em boa hora, será a sua maior evolução, muitos pensam que nós entidades moramos nos templos, mas não nós vivemos com nossas matérias, sabemos 24 horas o que se passa com vocês, por isso cuidado, não seja santinho no Templo e um errado fora, seja um verdadeiro Sacerdote todo o tempo.

Outro ponto relevante, é que você se lembre de antes de ajudar um terceiro respeite sua família, ame seus familiares pois é ali que mora um dos maiores carmas, é com eles que seu resgate começa e é maior. Que Deus esteja com todos vocês.


           Exu Lord Corcunda.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Meu Bondoso Preto Velho


Aqui estou de joelhos, agradecido, contrito, aguardando sua benção.

Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas: "ESPERANÇA".

Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:

"Sei que a maldade e a traição ferem o coração, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado. 

Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me dizia que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão; minha raça de gigantes de que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.

Um ódio intenso o meu peito atormentava, porque Oyá não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança. 

Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado. Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia? Onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente uma coisa via: terra.

Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.

Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro; era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro. Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos, aprendia que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.

Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.

E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção; como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão. Porém, para minha surpresa, mal ergui a menina uma serpente ferina, como se fora o próprio vento que fere o espaço, errando por minha causa; o seu bote foi tão fatal, tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.

Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar. Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.

Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou...

Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...

Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão".

Escrito por Pai Ronaldo Linares em 20 de Outubro de 1964; entregue em mãos, por ele, ao JUS (Jornal de Umbanda Sagrada) e publicado em Maio de 2005.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Humildade na Umbanda


Acho sempre esse tema muito vasto,principalmente quando se trata de ''Humildade na Umbanda'', pensei em fazer este post quando lembrei de uma situação que aconteceu comigo.

Quando eu comecei na Umbanda  era extremamente curiosa e muito empolgada,no terreiro no qual eu frequentava, existiam giras duas vezes na semana,e eu na ânsia de aprender ia a todas, lá era permitido escolher as entidades que você mais ''gostasse'' e eu sempre escolhia ir com um determinado Preto velho (pois toda semana tinha gira de preto velho). Até que um dia um cambone virou para mim e perguntou com um ar arrogante :

— O que, mas você veio pedir?
Eu muito encabulada respondi:
— Nada.

Tanto porque realmente eu não ia em busca de milagres, eu ia por que gostava, porque queria estar lá e tinha um grande apreço pelo Preto. Chorei dias e dias me sentido muito humilhada, pois a forma como falou comigo, tinha um ar de desdém misturado com soberba.

Hoje acho que aquela situação ocorreu para que eu aprendesse o valor de ser uma pessoa humilde e como podemos julgar e magoar uma pessoa que mal conhecemos.

Irmãos... a Umbanda é um livro em branco,assim como a vida somos nós que escrevemos o próximo capitulo, sejamos pessoas mais acessíveis, independente de ser Médium, Cambone, Ogã ou da Assistência, todos temos um papel a ser cumprido junto a espiritualidade,ser da corrente não te faz melhor, estar na mesma tenda a 20 anos não te faz melhor, ter ''AQUELE'' guia não te faz melhor. SOMOS IGUAIS.

Ter algumas roupas brancas e uma porção de guias no pescoço não te faz UMBANDISTA. Fazer a caridade sem se perguntar se aquele que a recebe é merecedor, estar com o corpo cansado e mesmo assim doá-lo a caridade, estar sem um real no bolso para a passagem de ônibus e ir para a tenda a pé mesmo essa sendo longe, isso sim te faz Umbandista. Então vamos tentar não confundir muito as coisas.

E lembrar sempre: HUMILDADE é a base da evolução.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Feitiço pega só numa parte do corpo físico!?

PERGUNTA: - Recentemente o nosso grupo de apometria atendeu uma consulente que se encontrava com um dos rins magiado. Espantou-nos o específico e baixíssimo campo vibratório fixado na contra partida etérica desse órgão, como um preciso procedimento cirúrgico. É possível um feitiço, visando somente a uma certa parte do corpo físico? Como isso é feito?

RAMATÍS: - Assim como a medicina terrena tem recursos modernos que oferecem grande precisão nos diagnósticos e procedimentos cirúrgicos, também os cientistas e magos do Umbral inferior dispõem de enormes conhecimentos, aparelhagens e recursos tecnológicos.

É muito fácil para um engenheiro das sombras "ler" em vossas auras as repercussões emanadas do eu inferior (corpos astral, etérico e físico). Por meio de apurados exames áuricos, que se dão em faixas de freqüência em que eles atuam com desenvoltura, apoiados em telas plasmáticas especialmente desenvolvidas para esses intentos, conseguem sem grande esforço identificar os órgãos fragilizados por desmandos de vidas passadas que apresentam ressonância traumática. São como morbos latentes incrustados na malha molecular etéreo-astral que ainda não se manifestaram no corpo físico.

Detectam também os circuitos neuronais que revelam certos tipos de patologia que se instalarão numa determinada idade futura do encarnado auscultado. Esses fulcros vibratórios desequilibrados, cármicos, localizados na contextura atômica do corpo astral, deverão escoar-se através dos corpos etéricos e físicos, em decorrência da força centrípeta que age dos veículos mais sutis em direção aos mais densos, determinando neles uma modificação funcional a que chamamos doenças. Esse simples fato, natural na fisiologia oculta do homem, abre um extenso leque de atuação para as sombras.

O que os técnicos magnetizadores dos magos das sombras realizam é antecipar essas ocorrências. Eles reforçam as nódoas vibratórias do passado remoto com rituais de magia negativa, como os que são realizados com as sanguinolentas vísceras de animais, em portas de cemitérios, que visam a atingir o alvo especificamente nos seus pontos de maior fragilidade, em total desrespeito aos merecimentos individuais. 

Fonte: Vozes de Aruanda - Editora do Conhecimento

Quando meus dedos crescerão novamente? (História Verídica)


   Um homem saiu de casa para admirar seu novíssimo caminhão. Para sua surpresa, encontrou seu filho de três anos alegremente martelando a pintura brilhante.
   O homem correu até a criança, tomou-lhe o martelo e martelou as mãos do pequeno menino como uma forma de castigo.
Quando o pai se tranquilizou, levou a criança ao hospital.
   Embora o doutor desesperadamente tentasse poupar os ossos esmagados, ele teve que amputar os dedos das mãos do menino.
Quando o menino acordou da cirurgia e viu o curativo, ele disse inocentemente:
"Papai, eu sinto muito por seu caminhão".
Então ele perguntou:
"Mas quando meus dedos voltarão a crescer?"
   O pai foi para casa desesperado, pois não sabia o que responder.
Pense nesta história e da próxima vez que você vir alguém derramar o leite sobre a mesa de jantar ou quando ouvir o bebê chorando insistentemente.
Pense primeiro antes de perder a paciência com alguém que te ama.
Caminhões podem ser consertados.
Ossos quebrados e sentimentos feridos frequentemente não podem.
Nós, muito frequentemente, não reconhecemos a diferença entre a pessoa e o desempenho.
Pessoas cometem erros.
Somos autorizados a cometer erros.
Mas as ações tomadas durante um acesso de raiva nos assombrará sempre...

Sejamos prudentes e conscientes!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Como agradar um Orixá

Certa vez, um homem foi se consultar com um Babalawo. Queria saber por que não dava nada certo em sua vida.

Ao receber a mensagem de Ifá, descobriu qual era o problema. O Babalawolhe disse:

- Meu filho, sua vida não vai pra frente porque você não fez as oferendas que deveria.

Surpreso o homem indagou:

- Fiz oferendas a todos os Orixás. Como posso não ter feito as oferendas que deveria?! Fui à cachoeira, agradei mamãe Oxum com Ipetê. Fui até o mar, a Yemanjá ofertei flores e perfumes. Nos campos, ofereci a Ogum um cará regado com muito dendê. A Yansã, arriei nos pés de um bambuzal nove acarajés. Em um lindo bosque, oferendei um sarapatel à Nanã e na Calunga deixei junto ao cruzeiro um alguidar com pipocas à Obaluayê. Xangô comeu um saboroso amalá que arriei na pedreira e a Oxossi, levei até as matas um banquete com abóbora, milho, côco e muito mais. E ao glorioso pai Oxalá, oferendei, em um lindo jardim, uma saborosa canjica coberta com muito mel. Agora pergunto: - Ainda faltou alguma coisa?!

- Faltou o principal, meu filho!

Quando você foi à cachoeira agradar a Oxum, pediu-lhe amor e lhe deu um Ipetê. Mas não ofertou o amor que ela esperava que tivesse pela sua religião, pelos seus antepassados e pelo seu semelhante. Nas águas de Yemanjá, você pediu que abençoasse sua família, mas não é só com flores e perfumes que se agrada a rainha do mar. É preciso que trate a todos os seus irmãos com respeito, pois somos todos uma só família. Nos campos de Ogum, não basta lhe dar um cará. Necessita-se ter a bravura de um guerreiro para suportar os desafios inerentes à vitória almejada. Os ventos de Yansã, que sacodem o bambuzal, trazem os ares da certeza que põem em ordem os corações duvidosos, levando os eguns desorientados, desde que os acarajés ali arriados sejam regados com o fogo da coragem e do entusiasmo. Nos bosques sagrados de Nanã, só se consegue adentrar com profundidade quem traz consigo não só o sarapatel, mas a sabedoria, pois sem ela não se pode se livrar do lamaçal da vida causado pela maledicência, geradora da falta de fé. Na casa do velho Obaluayê, o senhor das passagens, não adianta arriar o deburu (pipoca) se não vivenciar o que isto representa. É necessário mergulhar no fogo da intolerância, deixar a casca dura da vingança e saltar como uma linda flor. O amalá deixado na pedreira só agrada a Xangô se seu coração não estiver como uma pedra, pois assim não adianta pedir para ele aplicar a justiça sobre seus desafetos, porque você não evoluiu o suficiente para discernir justiça de vingança. Seria melhor ter pedido que o ensinasse a proceder com justiça para com o próximo. Para Oxossi, não era necessário um banquete. A fartura em sua vida virá quando você repartir com os menos favorecidos aquilo que você tem em abundância, pois quem reparte aquilo que tem, nuca lhe faltará. Quanto ao bondoso e cristalino pai Oxalá, requer-se muito mais que uma canjica para agradá-lo. Sua oferenda é o seu coração.

Não basta que a canjica esteja cândida; seu coração é que deve estar tomado da mais pura brancura. Você pediu paz, mas não agiu de forma pacífica durante toda a sua vida. E ainda disse que os trabalhos não deram certo.

Ora! Não foram os trabalhos, ebós, sacrifícios e oferendas que fracassaram. Avalie sua vida até os dias de hoje. Coloque um ponto final no modo egoísta de viver. Volte até o recanto dos Orixás e lhes peça todo o axé necessário para que suas mãos possam produzir neste mundo a paz, o amor, a fartura, a justiça, a coragem, a sabedoria e a força geradora das obras do bem. Somente após mudar sua própria maneira de agir, de modo a poder plantar e regar boas sementes, você poderá colher os frutos de um novo amanhecer. Até lá, faça com fé suas oferendas. Os guias espirituais estarão junto de você.

Mas não esqueça que a maior oferenda é o seu coração!

Por Ronaldo Figueira

segunda-feira, 26 de agosto de 2013


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Espíritos que nos cercam


* Os Espíritos não são iguais nem em poder, nem em conhecimento, nem em sabedoria. Como não passam de almas humanas desembaraçadas de seu invólucro corporal, ainda apresentam uma variedade maior que a que encontramos entre os homens na Terra, por isso que vêm de todos os mundos, e porque entre os mundos a Terra nem é o mais atrasado, nem o mais adiantado. Há, pois, Espíritos muito superiores, como os há muito inferiores; muito bons e muito maus, muito sábios e muito ignorantes, há os levianos, malévolos, mentirosos, astutos, hipócritas, facetos, espirituosos, trocistas, etc.

* Estamos incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que, nem por serem invisíveis aos nossos olhos materiais, deixam de estar no espaço, em redor de nós, ao nosso lado, espiando os nossos atos, lendo os nossos pensamentos, uns para nos fazer bem, outros para nos fazer mal, segundo os Espíritos bons ou maus.

* Pela inferioridade física e moral de nosso globo na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores aqui são mais numerosos que os superiores.

* Entre os Espíritos que nos cercam, há os que se ligam a nós, que agem mais particularmente sobre o nosso pensamento, aconselhando-nos, e cujo impulso seguimos sem nos apercebermos; felizes se escutarmos a voz dos bons.

* Liga-se os Espíritos inferiores àqueles que os ouvem, junto aos quais têm acesso e aos quais se agarram. Se conseguirem estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito, fascinam-no, obsediam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma criança.

* A obsessão jamais se dá senão por Espíritos inferiores. Os bons Espíritos não produzem nenhum constrangimento: aconselham, combatem a influência dos maus, afastam-se, desde que não sejam ouvidos.

* O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação.

A obsessão é a ação quase que permanente de um Espírito estranho, que leva a pessoa a ser solicitada por uma necessidade incessante de agir desta ou daquela maneira e de fazer isto ou aquilo.

A subjugação é uma ligação moral que paralisa a vontade de quem a sofre, impelindo a pessoa às mais desarrazoadas ações e, por vezes, às mais contrárias ao seu próprio interesse.

A fascinação é uma espécie de ilusão produzida, ora pela ação direta de um Espírito estranho, ora por seus raciocínios capciosos; e esta ilusão produz um logro sobre as coisas morais, falseia o julgamento e leva a tomar-se o mal pelo bem.

* Por sua vontade pode sempre o homem sacudir o jugo dos Espíritos imperfeitos, porque em virtude de seu livre-arbítrio, há escolha entre o bem e o mal. Se o constrangimento chegou a ponto de paralisar a vontade e se a fascinação é tão grande que oblitera a razão, então a vontade de uma terceira pessoa pode substituí-la.

Antigamente dava-se o nome de possessão ao império exercido pelos maus Espíritos, quando sua influência ia até à aberração das faculdades. Mas a ignorância e os preconceitos, muitas vezes, tomaram como possessão aquilo que não passava de um estado patológico. Para nós, a possessão seria sinônimo de subjugação. Não adotamos este termo por dois motivos: primeiro porque implica a crença em seres criados para o mal e a ele votados, perpetuamente, quando apenas existem seres mais ou menos imperfeitos e todos podem melhorar; segundo, porque ele implica igualmente a idéia de tomada de posse do corpo pelo Espírito estranho, uma espécie de coabitação, ao passo que existe apenas uma ligação. O vocábulo subjugação dá uma idéia perfeita. Assim, para nós, não há possessos, no sentido vulgar da palavra; há simplesmente obsedados, subjugados e fascinados.

Por idêntico motivo não usamos o vocábulo demônio na acepção de Espírito imperfeito, de vez que freqüentemente esses Espíritos não valem mais que os chamados demônios: é apenas por causa da especialidade e da perpetuidade que estão ligadas a este vocábulo. Assim, quando dizemos que não há demônios, não queremos dizer que apenas existam bons Espíritos; longe disto: sabemos muito bem que os há maus e muito maus, que nos solicitam para o mal, armam-nos ciladas e isto nada tem de admirável, porque eles foram homens. Queremos dizer que não formam uma classe à parte na ordem da Criação, e que Deus deixa a todas as criaturas o poder de melhorar-se.

Allan Kardec - R. E. 1858.

domingo, 25 de agosto de 2013


Somos bruxos e bruxas

  Hoje falaremos de Bruxos e Bruxa ora não existe religião hoje que se pareça mais que a Umbanda, todo médium é Bruxo e toda médium é Bruxa.
A palavra bruxaria, segundo o uso corrente da Língua Portuguesa, designa as faculdades sobrenaturais de uma pessoa, que geralmente se utiliza de ritos mágicos, com intenção maligna - a magia negra - ou com intenção benigna - a magia branca. É também utilizada como sinônimo de curandeirismo e prática oracular, bem como de feitiçaria. Para os bruxos atuais, contudo, a bruxaria é o culto à deusa e ao deus em sistemas que variam de uma deidade única hermafrodita ou feminina à pluralidade depanteões antigos, mais notadamente os panteões celta,egípcio, assírio, greco-romano e normando (viking).Feiticeiro seria aquele que realiza feitiços, seja ele bruxo ou não, e feitiço, o gênero de magia cujo objetivo é interferir no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que outra pessoa tem da realidade. A magia, por sua vez, é o uso de forças, entidades e/ou "energias" não pertencentes ao plano físico para nele interferir, englobando a feitiçaria e muitas outras formas de ação sobre o plano físico.


Há uma grande confusão, entre os leigos, acerca de bruxaria tradicional e da moderna. A bruxaria tradicional tem suas raízes aprofundadas através do período pré-histórico, podendo ser considerada em parte irmã e em parte filha de antigas práticas e cultos xamânicos. Historicamente, tal e qual os xamãs, o papel social das bruxas tradicionais era basicamente dividido entre a prestação de auxílio à população na cura de problemas de saúde (problemas da carne, da psiquê e do espírito) e o contato com os espíritos dos mortos e dos deuses (encaminhamento de espíritos recém-desencarnados a seu destino, obtenção de favores da Deusa e/ou dos Deuses, previsões do futuro para facilitar a tomada de decisões tanto no nível pessoal quanto para a comunidade - neste último caso a leitura do futuro seria para os chefes).

A Bruxaria, sendo caracterizada pela liberdade de pensamento, acaba por apresentar um amplo leque de linhas de pensamento e de vertentes de características bastante distintas, entretanto, alguns elementos em comum podem ser apresentados a fim de que se tenha melhor compreensão do significado da bruxaria. Elencamos dois princípios comuns, em especial, que ao mesmo tempo que ajudam a compreensão, afastam conceitos equivocados calcados em histórias infantis e preconceitos medievais à prática da bruxaria.

O Respeito ao Livre-Arbítrio - Nenhum verdadeiro bruxo buscará doutrinar aqueles que têm outro credo. Para os bruxos, a fé só é verdadeira se resulta de escolha individual e espontânea. Nenhum verdadeiro bruxo realizará qualquer tipo de magia no intuito de se beneficiar de algo que prejudicará outra pessoa. Para os bruxos, cada um tem seu próprio desafio a enfrentar. Usar de qualquer subterfúgio para escapar dos desafios que se apresentam é apenas adiar uma luta que terá de ter lugar nesta ou em outras vidas. Adiar problemas é o mesmo que acumulá-los para as próximas encarnações.

A Comunhão com a Natureza - O verdadeiro bruxo respeita a natureza, e por natureza ele entende absolutamente tudo o que não é feito pelo homem, inclusive os minerais. Quando preserva a natureza, suas preocupações não são a viabilidade da manutenção da vida humana na Terra, o verdadeiro bruxo respeita a natureza simplesmente porque se sente parte dela, porque a ama. Os bruxos não acham que a natureza está à sua disposição. Os homens, os minerais, os vegetais e toda a espécie de animal são apenas colegas de caminhada, nenhum mais ou menos importante que o outro. Ainda assim, matam insetos que lhes incomodam e arrancam mato que cresce nos canteiros de flores sem dramas de consciência. Não são falsos em suas crenças nem românticos idealistas. Acreditam que conflitos fazem parte da natureza.


Bruxas não acreditam nem honram a Deidade conhecida como Satã, pois o demônio é uma crença da Igreja Católica e de outras correntes do Cristianismo.
Bruxas não sacrificam animais ou humanos.
Bruxas não renunciam formalmente o Deus Cristão, apenas acreditam em outros aspectos divinos.
Bruxas ou bruxos não odeiam os cristãos, a bíblia ou Jesus, nem são anti-cristãos, apenas não são cristãos.
Nos Sabás e Esbás não são utilizadas nenhuma droga ou são feitas orgias sexuais.
Bruxas não praticam necessariamente Magia Negra.
Bruxas não forçam ninguém à fazer algo que agrida seus princípios e crenças.
Bruxas não profanam Igrejas Cristãs, cemitérios, hóstias ou bíblias.

Notem irmãos que existe muita semelhança entre a Bruxaria e a Umbanda, ambas manipulam energias da natureza, acreditamos numa força criadora inpersonificável.


Que Oxalá nos abençoe sempre

sábado, 24 de agosto de 2013

Cabocla Jaciara

No tupi-guarani Jaciara quer dizer: Jaci-Lua, Ara- Grande outra interpretação seria: Jaci- Lua e Iara- Mãe. Sendo assim Jaciara tem várias interpretações: "Lua Grande", "Mãe Lua", "Luz da Lua", "Senhora da Lua".
A Cabocla Jaci é um falangeira de Nanã muito difícil de ver em terra, pois é uma cabocla que já não trabalha mais neste plano, somente alguns ainda tem esta entidade consigo, diz a lenda que a Cabocla Jaciara seria sua filha, irmã da Cabocla Jacira, mas o que se sabe é que a Cabocla Jaciara está ligada com Oxum, a senhora da lua para os tupi-guaranis.


Cabocla ligada aos montes, vales e cachoeiras. Guerreira e desbravadora de novos caminhos. Protege contra a preguiça e o desânimo; ajudando seus filhos em novas conquistas. Como uma cabocla de Oxum são grandes guerreiras que gostam de trabalhar para fim amorosos ou brigas familiares, adora o barulho e a beleza da cachoeira são caboclas muito fortes em seus trabalhos.

Oxum sendo sua senhora também tem ligação com Xangô e seus bravos Caboclos. A "Mãe da Lua" é uma cabocla encantada que sempre que está em terra irradia sua vibração de força para todos que estão presentes.

Que Oxalá nos abençoe sempre

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Jesus Cristo, a Fé humanizada



Lembro quando entrei pela primeira vez em um Templo de Umbanda e percebi que no altar, no local mais alto a imagem do Mestre/Pai Jesus Cristo. Muitas perguntas vieram a minha cabeça, como, por que ele estaria ali, em outra religião, e de alguma forma era cultuado com outro nome, Oxalá.

Com o tempo fui entender que Jesus Cristo foi sincretizado (soma de duas ou mais culturas/religiões) com o Orixá Oxalá, o Pai da Umbanda, o Senhor de Branco. Sincretizado ou associado pois ambos obtinham muitas características em comum.

Mas hoje após muitos anos, vejo que essa associação é muito mais que simples comparações, e sim toda uma Divina forma que se mostrou aos poucos para nos humanos.

Vejo em Oxalá o Pai da Fé, a manifestação principal de Deus, que anima e leva a todos o caminho ao Pai Maior, Deus. Oxalá é o orixá da plenitude, da união, da paz, do amor, da doçura e do perdão. Ela é por si só a manifestação Divina de Sentido da Fé de Deus, ele é a fé por si só, ele é o espírito vivo da crença, da esperança, sem forma, sem explicação humana.

Pai Jesus por sua vez, é uma divindade que se humanizou, um ser iluminado, um ser assencionado, uma luz que veio em nome de Deus, e da Fé de Deus mostrar a nós humanos, um outro caminho, o caminho do perdão, do amor, e principalmente o caminho do coração e da verdade. Jesus sem sombra de dúvidas, foi um dos seres enviados por Deus para trazer luz, sabedoria, amor e plenitude a nós que estávamos (estamos) vivendo na escuridão.

Jesus não é o Orixá Oxalá em si, mas ele é uma representação, uma das infinitas manifestações ou faces de Pai Oxalá, ele é o Oxalá do Amor, a Fé do Amor de Deus sobre todas as coisas. Um ser Divino que se humanizou, por amor a nós, por confiar e acreditar em nosso potencial.

Se a história de sua vida é verdadeira na qual a Bíblia Sagrada nos conta, não podemos afirmar, porém podemos senti-lo, podemos acreditar nele, e na mensagem que ele veio trazer na qual se espalhou no coração de milhares de pessoas na qual ele sustenta energeticamente e vibra amor, esperança e fé continuamente, sem sessar por nenhum instante.

Jesus, é sim na Umbanda a manifestação humana mais próxima que temos da pura manifestação da Fé de Deus na Criação toda. Ele é e sempre será o Pai, o Mestre, o homem simples que caminhou pelas terras secas do Oriente Médio e ao meio de tantas injustiças, de tanta falta de fé, do fanatismo e de escuridão, pregou a palavra do amor, do perdão, da união sem medo das consequências, sem medo dos apontar de dedos, sem medo da descrença e da crucificação.

Ele veio a Terra para trazer o amor, e conseguiu, apesar de muitos distorcerem seus ensinamentos, sabemos que a verdade em seus ensinamentos vibra em nosso coração, pois além de Iluminado, ele foi corajoso, bravo guerreiro da fé, um homem de fibra e fé, e principalmente não podemos esquecer, ele foi humano, ou seja, podemos sim, nos espelhar e fazer melhor a cada dia, podemos e somos capazes de perdoar aqueles que de alguma forma não nos querem bem, podemos rezar pelos necessitados, ou por aqueles que nos querem bem, podemos na maioria das vezes abaixar a “espada” e abrir os braços para certas situações. Podemos guardar a armadura e a espada no armário e sermos felizes sim.

Agradeço a Pai Oxalá todos os dias pelos raios de Sol que aquecem meu rosto, agradeço a Deus pela Vida que tenho e por todos ensinamentos que nela tenho, mas jamais deixarei de agradecer a Cristo por mostrar que somos capazes de praticar o amor, a bondade, a compaixão, e acima de tudo sermos melhores a cada dia, pois somos humanos e temos sim potencial para isso. Se Ele acredita em nós, quem somos nós para desacreditarmos?

Salve o Mestre, Pai e Amigo Jesus Cristo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Atrapalhando sua mediunidade


Quando adentramos no mundo da Umbanda, aos poucos entendemos como funciona os dons mediúnicos que se manifestam em nossa religião. É conhecido por todos algumas das mais “populares” mediunidades que dentro da Umbanda podemos destacar: Incorporação, Clarividência, Audiovidência, Intuição, Psicografia, entre outras.

Ao exercer essas mediunidades dentro de um Templo de Umbanda, estamos entrando em contato com Deus, nossos Orixás, e guias espirituais, e por muitas vezes, sentimos e vemos a cura ou a ajuda dada a aquele que vem busca-la através de nós médiuns, porém alguns se esquecem que somos instrumentos e não donos de um poder magico.

No decorrer do desenvolvimento dos dons mediúnicos, percebemos que muitos médiuns se envolvem em alguns sentimentos que atrapalham, paralisam e até momentaneamente sessão a sua mediunidade, como é o caso da inveja, da soberba, do ciúmes, entre outros.

Infelizmente existe alguns irmãos que estão mais preocupados com a mediunidade alheia do que a sua, ficam espiando se o guia alheio faz mais milagres que o “seu”, se é mais poderoso que o seu, e de tudo faz para mostrar que seu guia pode mais, que é o maioral. Alguns outros irmãos se sentem os donos da verdade e do poder, a ponto de sentirem-se superiores a outros irmãos de corrente, assim se portando com orgulho, vaidade e dono do julgamento do que é certo ou errado.

Dentro desses dois casos, podemos ver pessoas que dia a mais ou dia a menos, irão se perder em sua mediunidade. Sabemos que a evolução de nossa mediunidade e de sua abertura, depende sim de nosso comportamento, de nossa conduta e merecimento, e o quanto mais estivermos equilibrados, vibrando bons pensamentos e boas energias, estaremos sendo bons instrumentos de Deus.

Somos um canal, um meio, e sabendo disso, com o acumulo de brigas, vaidade, inveja, estaremos diminuindo o tamanho deste canal e a “mensagem” a ser transmitida para ajuda, começa a ficar precária e dual, a ponto de interferências do próprio médium em questão.

Não estou dizendo que devemos ser santos, ou pessoas perfeitas, mas sim médiuns de Umbanda, convictos de sua missão, valores e postura dentro de um Templo que é sagrado.

Devemos sim nos observarmos, nos analisarmos, mas não de uma maneira cruel, e sim de uma maneira segura e equilibrada e acima de tudo racional.

Aos médiuns que se perderam dentro desses sentimentos, e suas mediunidades começaram a “falhar” e tida como duvidosa ao longo do tempo, este é o momento de reflexão, de meditação e principalmente de recomeço, pois nada está perdido e todos nós estamos buscando a evolução, não importando o tempo que isso levar.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

O que significa “fechar o corpo”?

  Para entendermos como é feito, como funciona, e qual o objetivo do “fechamento de corpo”, é necessário antes que tenhamos uma pequena noção sobre o funcionamento fluídico de nosso corpo perispiritual, no qual o “fechamento” (ou “cruzamento”) se processa.


  Sabemos que o nosso corpo psicossomático exterioriza e reflete os mais íntimos registros contidos no mundo mental do espírito.  Esse processo é feito por intermédio do corpo perispiritual, o elo responsável pela incessante comunhão fluídica entre o espírito e o corpo físico.  Esse elo, assim, tem a função de transmitir todas as sensações do espírito para o corpo físico e do corpo físico para o espírito.  Por isso, consideramos esse veículo psicossomático, o perispírito, como sendo a estrutura mental de nosso corpo terreno.  O corpo terreno é, então, apenas o reflexo desse nosso psicossoma, onde se encontra toda a nossa estrutura fluídica.  O espírito utiliza-se do veículo fisiológico (corpo material) e do perispírito (corpo espiritual) como instrumentos para sua evolução nos diferentes estados materiais em que experimenta durante sua jornada.  Esses estágios em planos materiais são essenciais para a reestabilização, resgate e desenvolvimento do espírito.

  O elo entre o corpo material e o perispírito se dá através dos chacras (também chamados “plexos”, “centros de força”, “centros energéticos”, ou “rodas da vida”).  Os chacras são centros vitais com as funções de nutrir o corpo físico com as energias geradas principalmente por nosso mundo mental e de reger, assim, o funcionamento de nossos órgãos.  Dessa forma, a maioria das nossas deficiências se encontram registradas em nosso corpo psicossomático, o qual as entidades (espíritos) utilizam como veículo para realizar cirurgias e reparos energéticos. Através da mente desequilibrada, enfraquecemos nossos chacras e permitimos a instalação da doença, ou seja, o mal funcionamento de nosso sistema.

  Espíritos bons se utilizam de nosso campo espiritual para realizarem tratamentos magnéticos ou de outra espécie; da mesma forma, espíritos inferiores, atraídos por nossa sintonia, podem estabelecer uma comunhão entre eles e o espírito encarnado.  Nessa comunhão, o obsessor passa a ser um parasita, nutrindo-se de nossos centros vitais e gerando desânimo, falta de energia, irritação e vários outros sintomas decorrentes de nossa falta de vigília.  Essa ação é conhecida como “vampirismo”, uma vez que o espírito literalmente “suga” as nossas energias através de sua instalação em nossos chacras.

  Como vemos, os nossos pensamentos refletem as nossas emoções, as quais, por sua vez, refletem o nosso estado fisiológico.  Nós sempre estaremos mergulhados no mundo mental que emitimos, no qual a semeadura é opcional, mas a colheita é obrigatória.  Nos diz Emmanuel que tudo no universo é sintonia e que tudo se encadeia na vida segundo as origens dos nossos sentimentos, idéias, palavras e ações.  Por isso, chegamos à conclusão de que, para a reparação de nossos males físicos, urge que antes nos reeduquemos mental e emocionalmente. Existem espíritos com conhecimentos relacionados à manipulação de nossas energias e, infelizmente, vários magos antigos ainda se encontram arraigados no prazer de causar danos e empregar seus feitiços, bastando que alguém lhes forneça a vitalidade para isso.  Quando uma força desse nível é canalizada para alguém e o espírito envolvido possui conhecimento de tal manipulação, a vítima se torna impotente, visto que a ação da força é independente do estado emocional da vítima.

   Pelo respeito ao livre-arbítrio, o mal é permitido mas sempre convertido em produção e crescimento.  O fechamento de corpo é uma imantação de nossos centros de força que impede a ação de tais espíritos.  Ao magnetizar os centros de força do médium, a entidade cria em volta deles um “escudo protetor”, o qual protege o médium sem desrespeitar a lei das sintonias, visto que o médium continua sujeito às conexões e afinidades que ele mesmo cria através de seu campo mental.

   Seu Zé Pelintra nos informa que, através do fechamento do corpo, ele pode nos livrar de tudo, menos de nós mesmos.  Por ser um grande magnetizador e conhecedor da máquina fluídica que envolve o ser humano, Seu Zé Pelintra se utiliza do magnetismo de ervas, imantação solar e lunar e magnetismo de alguns cristais para o fechamento do corpo.  Além dessas fontes, Seu Zé Pelintra também se utilizada do magnetismo gerado ao nível planetário (Terreno), uma vez que a cerimônia de fechamento de corpo é feita em um momento de grandeza energética no planeta, a Sexta-feira Santa.

  Devemos, assim, estar conscientes de que, ao passar pelo fechamento de corpo, não estamos livres das sintonias que atraímos.  Se soubermos, no entanto, nos utilizar da carga energética adicionada em nossos plexos, poderemos dinamizar a nossa vitalidade em um potencial assustador, uma vez que os nossos chacras estão em perfeito funcionamento devido à imantação.

  O fechamento de corpo objetiva preparar o médium para o tipo de trabalho que a Seara se propõe.  Para a Seara, são atraídos milhões de espíritos para tratamento, muitos dos quais sofrem, precisamente, do tipo de influência que relatamos acima (vampirismo).  Quando envolvidos nesses tratamentos, os médiuns preparados não absorvem as energias desses espíritos durante os trabalhos de “descarrego” feitos por exus.  Os guias da Seara nos informam que os trabalhos “pegam pesado” e, assim, se referem justamente aos trabalhos nos quais são direcionados para a Seara espíritos algemados às manipulações energéticas de natureza inferior, ligados a desafetos anteriores que ainda refletem em suas vidas.  Através do tratamento de tais espíritos, os manipuladores da matéria que trabalham na Seara vêm libertando, dia após dia, centenas de espíritos, aumentando, assim, o número de colaboradores e afetos desse imenso trabalho desenvolvido pela Seara de Caridade Caboclo Tupinambá

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Água

A Água é um fator preponderante na Umbanda



Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.

Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboidratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no Planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.
COLOQUE UM COPO COM ÁGUA DO MAR OU ÁGUA COM SAL ATRÁS DA PORTA.
Qual é o porquê disto?

Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica.

Nunca se deve encher de água, o copo até a boca, porque ela crepitará.

Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada.

Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado.

A água que se apanha na cachoeira, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.

A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.


Por esse motivo nunca se deve pisar em bueiros das ruas, porque as águas da chuva, passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carrega para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.
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domingo, 18 de agosto de 2013

Negatividade e Obsessores, Adeus!

         
Você acha que as dificuldades da sua vida são causadas por obsessores? Você tem certeza de que são essas entidades que fazem tudo na sua vida dar errado?

            Se você pensa assim, você está totalmente enganado...

         Só você, somente você é o verdadeiro responsável pelas circunstâncias que o envolvem. O seu karma, o seu compromisso espiritual e as suas más escolhas causadas pelo seu egoísmo é que são os reais causadores das provas que você precisa enfrentar.

            Sim, existem seres trevosos que podem estar lhe obsidiando, mas é você quem os atrai e que também permite a sua atuação através dos seus próprios sentimentos de baixa vibração.

            Você deve conhecer a lei universal da atração, não é mesmo? Pois é, essas entidades atuam de acordo com o princípio de que "semelhante atrai semelhante". Desta forma, são os seus sentimentos negativos como o ódio, a inveja, a cobiça, o desejo de vingança e tudo o que está ligado ao egoísmo que deixam o seu corpo emocional aberto para que essas entidades se aproximem e se mantenham atreladas ao seu ser.

            As pessoas que lidam com magia negra utilizam justamente essa lei para prejudicar as pessoas, criando entidades ou dirigindo consciências doentias, para atuar junto aos seus pontos fracos, nas falhas do campo áurico que possam existir e aí se manterem apegadas, sugando, alimentando-se desses sentimentos. Eles instigam justamente os sentimentos que a pessoa já possui para que ela mesma produza fluidos para sustentarem esses vampiros de energia.

            Outro sentimento muito importante que alimenta o lado escuro é o medo... podemos afirmar que esse sentimento é um dos mais desarmonizadores que existem... o causador de vários distúrbios e mazelas...

            Portanto, não adianta desfazer trabalhos de magia, fazer exorcismos ou orar se não se modificar o modo de pensar e transmutar os sentimentos negativos. É preciso aprofundar nas verdadeiras causas do que tem amargurado você, ou deixado você em desequilíbrio. É preciso coragem para admitir sentimentos às vezes mesquinhos, obsessivos e preconceituosos, não é mesmo? Questione-se sobre o orgulho, a arrogância, a inveja ou o desprezo... medite profundamente, mantendo a mente aberta para enxergar essas sombras, pois são elas, na verdade, que atraem a negatividade e também essas entidades de baixa vibração. Não só entidades do astral, mas também pessoas encarnadas que possuem esses sentimentos e que são atraídas pelo mesmo princípio e que fazem a sua vida ficar ainda mais tumultuada...

            Resumindo, é preciso compreender que não produzindo negatividade, não se atrai negatividade. Se você produzir apenas pensamentos e sentimentos positivos irá afastar qualquer coisa ou entidade de baixa vibração que tente se aproximar.

            Então, você quer se ver livre de tudo o que lhe atormenta e desequilibra? Quer afastar qualquer entidade que possa estar lhe obsidiando?
            Arme-se, portanto, de fé e coragem e transmute todos os seus pensamentos e sentimentos negativos em positivos; assim, você elevará a sua vibração e espantará para bem longe qualquer entidade sombria.

            Medite no silêncio, isso lhe dará a capacidade de se enxergar sem julgamentos ou expectativas, ajudando assim a perceber falhas, sentimentos ou emoções mal trabalhadas. O encontro profundo com si mesmo trará respostas e a direção correta para a concretização da mudança dos seus pensamentos e da sua conduta. A prática da meditação irá ajudar a resgatar a sua força interior para deixar ir o falso eu, aquele que cria todos esses sentimentos negativos. Orações e devoção também são essenciais, pois isso ajuda a trabalhar a humildade e a fé, virtudes básicas para a entrega maior.

            Depois da mudança, é claro que dificuldades continuarão a existir, mas a forma de lidar com elas será mais tranqüila, pois a sua visão estará limpa e expandida. Você passará a enxergar luminosidade em tudo o que existe, em todas as situações e pessoas; desta forma, as questões se tornarão mais leves e simples. A positividade prevalecerá e você irá atrair apenas o bem.

            Acredite, portanto, no Plano Divino e na sua própria Luz, reconheça a sua capacidade de transformação, na sua natureza Amorosa e, finalmente, coloque-se a serviço do bem comum...

            Aí, finalmente, você poderá dizer:
Negatividade e obsessores, adeus!

Namastê.



POR: MÁRIAN SOLUZ  -  Professora de Meditação e Conselheira Espiritual

sábado, 17 de agosto de 2013

Homens incorporando pomba-gira?

Quando comecei meu caminho na Umbanda – E lá se vão mais de trinta anos - fiquei curioso ao saber que havia um pai no santo em meu bairro que incorporava uma pomba-gira. Como estava no inicio do desenvolvimento e não conhecia absolutamente nada, fui, obviamente, perguntar a minha mãe no santo se aquilo era possível. Ela me olhou com um sorriso irônico e lançou um olhar malicioso à mãe pequena que assistia a conversa e disse: - Homem que incorpora pomba-gira é, foi ou será gay! (Não foi essa a palavra usada, nesse tempo a pecha era outra, mas vou poupá-los de mais essa ignorância).
   Pois bem, em giras de esquerda sentia sempre uma vibração muito diferente quando se cantava para as moças, mas morria de medo de incorporar e ficar com a fama. Algum tempo depois por variados motivos que não vêm ao caso, retirei-me dessa casa e fui muito bem recebido por um outro pai no santo que foi quem entregou meu decá. Este, era um estudioso da lei e mostrou-me toda a verdade, foi pelas mãos dele que incorporei minha primeira pomba-gira.
    Fiz todo esse prólogo para tranquilizar aqueles que, como eu, na época, ainda guardam esse tipo de preconceito. Na Umbanda temos a obrigação de entender que as entidades e os orixás são energias que podem ser femininas ou masculinas, mas o sexo em si, não existe. É evidente que se no mundo material existem homens e mulheres, no astral isso também ocorre para que haja a perfeita hegemonia universal. Mas nunca, guardem bem isso, nunca uma entidade irá interferir na vida ou opção sexual de um médium.
   Hoje passados tantos anos do fato que citei, me arrependo muito de não ter perguntado a ela: - Então a senhora é lésbica? Pois incorpora, exus, caboclos, preto-velhos e mais uma porção de homens. Infelizmente não tive oportunidade de fazer a pergunta, mas faço a você, médium que está lendo este artigo. Alguma vez você viu alguma mãe no santo ser tachada de haver se masculinizado já que incorpora tantos espíritos masculinos? Eu mesmo respondo. Não!
   Vejam como o preconceito existe até em nosso meio. A última coisa que interessa a qualquer entidade seja de que energia for é sua opção sexual. E ela jamais afetará ou mudará nada em sua vida apenas por estar usando seu corpo para a caridade. Existem, e muitos, médiuns homossexuais, mas não foram levados a essa opção por espírito ou orixá algum. Já chegaram à religião dessa forma e como a Umbanda ou o       Candomblé não têm por hábito julgar ninguém, sentem-se em liberdade para mostrarem-se como são.
   Acontecem muitos casos de exageros, isso nenhum de nós pode negar. O médium, sendo consciente, libera mais seu lado feminino quando nessas incorporações. Isso, porém é um fato que cabe a cada pai ou mãe no santo conter para que não se ultrapassem limites. No mais, vamos acabar com o preconceito e com os ensinamentos errados que muita gente como aquela mãe lá do inicio continua impingindo aos médiuns iniciantes. Insisto para que todos aceitem suas entidades da forma como elas vêm, com a roupagem fluídica que tiverem e seu caminho na lei será mais leve e produtivo. Chega de mentiras forjadas para o bem de alguns!

Por: Luiz Carlos Pereira .