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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Umbanda - Erros que devem ser combatidos dentro dos rituais.

É fato que os médiuns, ao se encontrarem nos dias de trabalho, direcionam suas conversas, muitas vezes até inocentemente, a rumos antagônicos ao desenvolvimento dos trabalhos da casa. É preciso que os médiuns tenham consciência que a preparação para os trabalhos começam à 0:00 hora do mesmo dia (pelo menos) e que conversas diversas que não são afins ao trabalho que será desenvolvido começam por desestabilizar o equilíbrio da casa.
Falta de conhecimento espiritual. As entidades valem-se do conhecimento dos médiuns para poderem se comunicar. Quando o médium pouco sabe, pouco estuda, as entidades pouco podem fazer pelo seu desenvolvimento e pelo próximo. Faz-se absolutamente necessário o estudo e a aquisição de conhecimento espiritual para atingir a própria evolução e, conseqüentemente, auxiliar as entidades em sua evolução espiritual. O conhecimento é a base do bom viver, é a estrutura de uma vida de sucessos. Atentem-se senhores (as) médiuns, que o conhecimento nunca será em demasia e é a única coisa que fará parte de cada um. As casas que possuem médiuns com alto grau de conhecimento espiritual, normalmente têm seus trabalhos muito bem desenvolvidos.
Excesso de problemas na desincorporação. Muitos médiuns têm um péssimo hábito de mostrar problemas excessivos na incorporação ou desincorporação, muitas vezes somente para mostrarem-se o quão forte são, o quão fortes são suas entidades e para tomarem um pouco mais de atenção do dirigente da casa. Lembrem-se, senhores (as) médiuns que uma entidade que chega ao terreiro para trabalhar é normalmente uma entidade com alto grau de evolução e nunca faria um filho sofrer principalmente durante sua desincorporação. Descarregar o médium quando de sua partida não tem relação alguma com sofrimento deste. Estabilizar a energia do médium não é aplicar um choque.
É comum encontrarmos nos terreiros médiuns de outras casas ou até mesmo médiuns que não se encontram trabalhando espiritualmente, terem a chance de receber suas entidades durante os trabalhos da casa. Acontece em muitos terreiros em que os capitães (!!!), mostrando absoluta falta de conhecimento e discernimento, mandarem estas entidades "subir". Notem que, se uma entidade passou pelo Sr. Tranca-Ruas, por todos os Exus que guardam a casa durante os trabalhos e por todos os Oguns que ali estão rondando para a proteção da casa é muito provável que esta entidade tenha permissão para adentrar o terreiro (por algum motivo). Interessante é o fato de alguns capitães de terreiro (!!!) acharem que possuem um conhecimento maior que as entidades que ali estão trabalhando. É preciso tomar muito cuidado com a autoridade dentro de um terreiro. Com entidades não afins ao trabalho deve-se mostrar energia e nunca desrespeito. Lembremo-nos que muitas vezes, durante os finais dos trabalhos, todas as entidades já sabem que devem deixar o plano e desincorporar. Normalmente o que segura as entidades nos trabalhos são os próprios médiuns. Outras vezes faz-se necessário que a(s) entidade(s) fique(m) no terreiro para terminar de equilibrar o ambiente e os médiuns do trabalho, bem como os consulentes que ainda permanecem ali. Srs. capitães (ou que se julgam entendidos!!!), muito cuidado com a autoridade para com as entidades e para com os filhos da casa. Um capitão de terreiro (!!!) é aquele que detém bom conhecimento espiritual, é aquele que coloca ordem nos trabalhos e os conduz a um bom fim, nunca aquele que determina, dá ordens e abusa de sua autoridade. Senhores dirigentes: cuidado ao dar "cargos hierárquicos" dentro de um terreiro. Umbanda é uma religião simples e deve ser trabalhada desta forma, sem complicações e sem cargos.
Apresentar linhas inexistentes no plano astral da Umbanda, como por exemplo, BoiadeirAs ou MarinheirAs, somente por querer mostrar que a sua casa é melhor que as outras.
Permitir que "entidades" peçam o número do telefone dos consulentes ou coisas semelhantes!!!


* Outro erro muito praticado nas Casas, são os "ditos" médiuns inconscientes, que afirmam não ouvir, ver, lembrar de nada após a irradiação de uma Entidade, isso é raríssimo e normalmente o médium fica é como desmaiado no chão, desdobrado.  "Médium Inconsciente"  a grande mentira ainda se estende até hoje e afasta tantos bons Médiuns que poderiam estar entre nós trabalhando em auxílio ao próximo, mas por não conseguirem chegar no nível de seus Colegas "mentirosos" de ficarem "inconscientes", desistem e se afastam do desenvolvimento mediúnico e dos trabalhos espirituais.
* Outra fato equivocado é o médium alardear como se fosse seu Guia ou no processo anímico quando não no mistificado, que seu "Guia" tem deformação física e ainda está trabalhando para recompor seu perispírito. Um Guia já tem evolução espiritual consequentemente seu perispírito se fez saudável antes mesmo de receber a missão de compor às Linhas de trabalho.  Muitas vezes deparamos com Casas, onde todos Caboclos mancam, todos enviados de "Omulú ou Obaluayê" (Xapanã) tem o mesmo movimento, todos os marinheiros andam para frente e para trás, etc.  Isso se dá por um médium copiar os movimentos do outro, inconscientemente ou por achar que assim seria o correto, faltando ai a orientação para cada Médium sentir sua própria Entidade, entrar em melhor sintonia com ela, pois ai seu mental  e seu corpo traduzirá realmente sua Entidade. Lembremos que até o Pretinho Velho mais tortinho, na verdade seu Espírito é saudável, sua "apresentação" se faz assim fluidicamente, devido a moldar seu perispírito para mostrar humildade e representar melhor a Linha que serve.
* Espíritos que se apresentam como Crianças, não são briguentas, birrentas, infantis no aspecto Mal-educadas.... Isso é coisa de Médiuns despreparados e viciados nos erros, querendo agradar seu ego, mostrando algo que sua Entidade não é.
* Exu Mirim nada tem haver com Criança,  muito menos criança mal educada. Exu Mirim é um tipo de Elemental que apresenta forma mais com um duende, elfo,  sua semelhança lembra com os personagens Dobby do filme Harry Potter e Mestre Jedai Yoda do filme Star Wars (Guerra nas Estrelas). Por vezes Exus Mirins se manifestam nas Giras de Exus e Pombagiras, outras vezes se infiltram nas Giras de Erês (Crianças), caso a Casa não abra espaço de trabalho para eles, mas é facilmente identificado pelo Dirigente ou Médiuns experientes e detentores de conhecimentos da Umbanda,  facilitando saber que realmente está presente ou se aquela "criança mal educada" é apenas mais um Médium desequilibrado e mal orientado. Exu Mirim tem um comportamento irrequieto, até irritante, não gosta de falar mais que o necessário, tem um linguajar de comando, usam elementos alcalinos e também através da queima do fumo, trabalham a favor ao nosso equilíbrio, se evocado positivamente, caso contrário já se colocará ativado negativamente junto a quem o ativou erradamente, para assim corrigir esse desequilíbrio, pois seu fator de atuação e drástico e rápido.  Sendo Entidades trabalhadoras junto a Lei Maior, sob Comando do Orixá Exu Mirim, têm com função de resolver mal entendidos, desmanchar as confusões, desfazer malfeitos e auxiliando no trabalho social de resgate aqueles que se encontram na marginalidade e desequilíbrios, tem sua função de regredir o que esteja em excesso que possa estar causando o transtorno no processo evolutivo, reduzir ao nada absoluto o que se fizer necessário por determinação da Lei Maior. Eu, Isaias Pintto, Sacerdote de Umbanda, discordo quando dizem que Exus Mirins têm forma infantil, pois trabalho com meu e sei que não é parecido com criança e muito menos é infantil. A Manifestação dos servidores do Mistério Orixá Exu Mirim, se dá pelos Exus Mirins e Pombagiras Mirins.
Outro assunto de suma importância:
* Gira de Guardiões nada tem haver com libertinagens, pelo contrário deve ser a Gira mais segura, firme. Um Guardião nunca está desatento, cabe aos Médiuns aprenderem a serem assim. Vigiando, guardando, aprisionando seus próprios  pensamentos, desejos e julgos. Outra coisa Guardião não tem medo de pólvora e nem de fogo, como já escreveram por ai, muito pelo contrário, são elementos que manipulam com maestria.

* Nunca devemos permitir que crianças irradiadas utilizem nenhum tipo de elemento magístico, como fumo, bebidas, facas. Crianças com mediunidade têm que receber maior atenção para serem  preparadas, necessitando serem evangelizadas,  orientadas e a participação dos Pais se faz mais que necessário. (Em nossa corrente mediúnica, aqui no "Congá Sagrado Pai Serafim do Congo, Cacique Pena Branca e Ogum de Ronda", só é aplicado benzimentos e passes magnéticos em menores de idade se acompanhados pelos Pais, bem como menores só entrarão na corrente mediúnica acompanhados pelos Pais e com um Gira específica para Evangelização, estudos e exercícios mediúnicos. ( Isaias Pintto  - Sacerdote - Médium Dirigente - Congá Sagrado Pai Serafim do Congo, Cacique Pena Branca e Ogum de Ronda )

domingo, 29 de setembro de 2013


Umbanda - Erros que devem ser combatidos


Como em toda família ou sociedade, estamos propensos a cometer erros. Não é só de acertos e harmonia que vivem os terreiros de Umbanda, existem erros que são praticados por alguns Dirigentes e Médiuns. Sob um olhar crítico, resolvemos relacionar os mais comuns e esperamos que os que lerem esse tópico concordem conosco. Esses erros tendem a gerar uma vibração negativa, vindo a desestabilizar o foco de equilíbrio:
Dar guarida a fofoca e comentários malediscentes. Lembre-se que o ciúme é um dos maiores venenos que a pessoa pode ter;
Uso indevido de determinados elementos em determinados rituais e/ou uso de elementos estranhos ao ritual do culto;
Exploração financeira contra filhos da casa e/ou freqüentadores. A Umbanda não cobra qualquer incentivo financeiro ou material sobre seus trabalhos. Na Umbanda não se pratica a Lei de Salva, ou seja, não se paga por qualquer tipo de trabalho espiritual que venha a ser realizado;
Mau cumprimento dos preceitos pelos membros da casa;
Conduta imprópria ou desrespeitosa de membros da casa;
Atividades não relacionadas ao culto dentro do mesmo ambiente da casa;
Omissão de socorro, pouco caso ou deboche daqueles que ali buscam auxilio;
Ciúmes pelo tratamento dado pelo dirigente da casa a um ou outro filho;
Tratamento a um filho da casa de forma exagerada ou excessiva em quaisquer circunstâncias pelo dirigente da casa;
Atenção dispensada de forma exagerada ao dirigente da casa ou aos outros integrantes do grupo;
Falta de preparo dos filhos nos ritos da casa;
Elevar um filho da casa para médium de passe, sem ele estar devidamente preparado;
Deixar desavenças de ordem particular interferir nos trabalhos;
Não dedicar pelo menos um trabalho ao mês, ao desenvolvimento dos filhos da casa;
Não transmitir os ensinamentos adquiridos, não compartilhá-los com os demais;
Agregar filhos apenas para fazer volume ou aumentar a contabilidade;
Tratar de forma diferente os filhos ou freqüentadores da casa, pelo poder aquisitivo ou pela atenção por eles dispensada;
Negar-se a auxiliar um filho da casa, quando o mesmo procura auxilio;
Não respeitar a vida particular do dirigente da casa, levando a ele problemas fúteis, fora da casa;
Confundir a liberdade dada;
Confundir Umbanda com Nação Nagô, Gêge, Ketu, Batuque, Catimbó, Juremada, Candomblé, Umbanda traçada, Umbanda branca, Umbanda esotérica, etc, etc, etc... Erros absurdos podem advir deste tipo de confusão. Valha-se do conhecimento dos fundamentos da Umbanda para poder ensinar aos demais;
Pensar que a entidade com a qual está trabalhando é sempre mais importante que as outras entidades que trabalham na casa;
Animismo excessivo, o que é extremamente prejudicial ao médium e à casa;
Aproveitar e interferir nas comunicações entre a entidade e o consulente, usando e aplicando seus próprios conceitos e exprimindo suas opiniões pessoais;
Nunca tomar a frente da entidade com a qual está trabalhando. Nunca pense que está incorporado, mas sim, tenha certeza disso antes de começar a trabalhar.
Demandar contra qualquer pessoa. Os filhos da casa devem ter consciência sobre a manipulação de energia. A Umbanda não utiliza sua magia para prejudicar quem quer que seja. A Lei Divina se encarrega para que todos tenham o que merecem;
Usar sangue ou sacrifício animal em qualquer tipo de trabalho. A Umbanda não se utiliza destes elementos para seus trabalhos. Não é sacrificando um animal ou usando sangue que se alcança a graça divina, pois nós não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja.
Mistificação. Abusar da credibilidade, enganar, iludir, burlar, lograr e ludibriar. MÍSTICO = misterioso ou espiritualmente alegórico ou figurado.
Adornos - estes objetos são geralmente de metal e podem causar distúrbios, visto que o médium necessita ter seus plexos nervosos isentos de quaisquer percalços que possam coibi-los em algo. E, também porque, a regra do umbandista é a simplicidade, nada de exibições, de vaidade e aparência fúteis. Casa espiritual não é casa de modas. Quantas vezes brincos de argolas, anéis, correntes possam enroscar em algo em algum movimento mais rápido, estragando o adorno como podendo causar algum ferimento.  O Bom senço nos dita que alguns adornos são de ordem mágistica e devem ser respeitados.
Roupas insinuantes. Deve-se ter consciência que ao adentrar o terreiro, você está adentrando uma casa santa, uma casa sagrada. Deve, então, livrar-se de pensamentos pecaminosos, contrários aos trabalhos espirituais. Roupas insinuantes são absolutamente negativas e dispensáveis aos trabalhos de qualquer casa espiritual. Não é mostrando o corpo ou a silhueta que o trabalho será bem desenvolvido, mas sim, completamente ao contrário.
Aos médiuns iniciantes, não convém e é ato de pura irresponsabilidade chamar as entidades com as quais se está trabalhando fora da casa de trabalhos. Isto, além de irresponsável, pode ser extremamente perigoso, pois os médiuns iniciantes ainda não conhecem as vibrações energéticas das entidades e podem dar passagem a quiúmbas ou afins sem saber

sábado, 28 de setembro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Hoje é dia de Cosme e Damião


A Corrente das Crianças Divinas



         Crianças representam sempre: alegria, vida nova, o continuar da existência, novos caminhos, esperança, fé, zelo, amor e muita meiguice. Poderíamos também definir a Corrente de São Cosme e São Damião com todos estes predicados.

         Esses santos de origem católica, foram adotados pela Umbanda desde seu início, e representam forças muito poderosas para cura, para trazer alegria, abrir os caminhos das pessoas, diminuir a aflição e o sofrimento do ser humano.

         Sua falange é muito extensa, são conhecidos Mariazinha, Luizinho, Toninho, Negrinho do Pastoureiro, Rosinha, Ritinha,  e muitos outros que ao incorporarem nos médiuns são sempre sinal de vibrações de alegria, descontração e de muito Axé.

         No Candomblé são os Erês, filhos dos Orixás que nascem juntamente com a feitura do iniciado, e recebem sempre o nome simbólico representado pelo Orixá (por exemplo um Erê de Oya pode ter o nome de ventania, rainho, relâmpago, etc, sempre ligado à vibração de seu Pai Orixá) Nos longos períodos de iniciação são responsáveis por cuidar do iniciado não só ensinando os fundamentos da feitura como também por vir após o Orixá para descontrair a mente do filho que ficou sob a pressão do Deus.

         E famoso o caruru das crianças, seguido por quase todas as casas de candomblé, onde as oferendas são ofertadas juntamente com o caruru (comida feita à base de quiabos e camarão seco) e no prato em que sair um quiabo inteiro, a pessoa fica encarregada de no próximo ano oferecer o caruru.

         Na Umbanda, sua festa se dá hoje, 27 de Setembro, onde os terreiros enfeitam seus salões, como uma festa de crianças, com bandeirinhas, bexigas, flores, velas coloridas que oferecem as crianças todo tipo de guloseimas bem como bolos enfeitados e recheados (que as crianças divinas não dispensam), frutas e brinquedos.

         O poder dos Erês, seja na Umbanda, seja no Candomblé é muito forte. A eles podemos recorrer em casos de saúde, aprendizado, harmonia familiar, para trazerem alguém querido de volta, apaziguar um inimigo, anular feitiços e perseguições e principalmente abrir caminhos da prosperidade, paz e alegria.

         No culto africano além do caruru, são ofertadas frutas, arroz, canjica, mel, acaçás, aberém, acarajés, feijões, todas as comidas que cada Orixá também gosta de receber.

         Na Umbanda, ofertamos todo tipo de doces, preferindo os não cítricos, os bolos, as frutas, as flores, velas de cores variadas, fitas, enfeites, bolas, carrinhos e inúmeros tipos de brinquedos.

         Se em sua vida a tristeza tem sido uma constante, se apesar de todos os esforços você não consegue realizar seus sonhos e ter seus caminhos abertos, recorra a eles e confirme o que digo aqui. Sua ação é rápida e eficiente e sua vibração de energia e alegria é sentida imediatamente após chamá-los.

         Em meus tempos de Umbanda, vi inúmeras vezes minha mãe de santo fazer oferenda a eles e naquele dia médiuns afastados, e muitas pessoas que não apareciam vinham e o terreiro ficava lotado, como se fosse haver uma grande festa.

         Algumas imagens trazem entre os gêmeos uma outra criança que chamamos de Doum, o qual numa analise profunda tem associação com Exú, o mensageiro dos Deuses.

        Que a luz, a harmonia e a alegria delas possa encher seu coração e coroar sua vida com prosperidade, saúde e felicidade.


Saravá minhas lindas crianças do invisível

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Bocejo

Uma pessoa amiga pediu-me para apresentar o significado do bocejo sob a ótica subjetiva, com satisfação elaborei este resumo e repasso a todos vocês:

            A meu ver, de acordo com a visão holística, o bocejo é a manifestação física do processo de transmutação de energias negativas, quando inicia o devido ajuste ou o equilíbrio, atividade conhecida por passes ou varredura energética.

            O bocejo acontece em várias situações, dentre elas: antes de dormir, em benzimentos, em religiões, principalmente as espiritualistas, antes ou durante algum trabalho de assepsia emocional ou mental.

            Em centros espíritas, podemos observar durante reuniões de trabalhos mediúnicos, em que os consulentes ou mesmo os médiuns estão sob influência negativa, bocejam, bocejam muito. E como o bocejo é contagiante, algumas outras pessoas que estiverem sintonizadas, também bocejarão.

            Notamos, outrossim, que após a retirada do excesso de energias ou de energias doentes, os bocejos cessam instantaneamente.

            Acreditamos que este fenômeno conhecido por bocejo esteja ligado às pessoas sensitivas, conhecidas como médiuns, em contacto com energias densas. *

            Somente a título explicativo, oferecemos o seguinte comentário:

            O nosso corpo físico é dividido em corpo de matéria densa e o corpo bioplasmático, conhecido também como corpo vital ou perispiritual. É neste corpo vital ou perispiritual que se encontram todos os chacras e todos os registros causais, os quais são repassados à matéria densa, no devido momento, para o devido reequilíbrio das energias. Isto é conhecido como resgate cármico.

            Acontece que as energias densas de inveja, praga, feitiços, ódio, mágoa, etc ficam impregnadas justamente neste corpo perispiritual. Em contacto com estas pessoas, o sensitivo inicia um processo de transmutação destas energias, onde ocorre o bocejo justamente no médium, podendo ocorrer também na pessoa que estiver sob tratamento.

            Ocorre ainda o bocejo na transmutação energética involuntária, não induzida, como por exemplo: uma pessoa de baixa energia prânica ao lado de um grupo de sensitivos harmonizados.

            Acontecem os bocejos também em momentos em que antecedem alguma palestra, principalmente as de enfoques religiosos, em que o palestrante entra em contacto com a platéia, a qual muitas vezes está dispersa ou mesmo desequilibrada.

            Ocorrem, também, muitos bocejos em benzedeiras. As quais, são senhoras que benzem crianças, retirando energias de inveja ou bom olhado, chamado de quebranto ou mau olhado. **

            Um fato curioso é que todas estas limpezas podem acontecer à distância, mesmo por telefone entre duas pessoas conversando. Em dado momento, uma ou as duas começam a bocejar. Isto significa que a limpeza energética está sendo realizada. A distância existe somente em nossa objetividade. Tudo está presente pelo efeito holográfico do universo.

Cremos que o bocejo visto pela ótica holística, inicia em nosso corpo perispiritual, mais precisamente na região do plexo solar e termina na boca, ao expelir o ar, com excesso de energia ou energias doentes.

***

* Embora sabemos que a energia prânica é única, ela apresenta gradações diferentes. Para o melhor entendimento deste singelo texto, citamos algumas palavras para referir densidade de energias, ou seja: energia doente, energia densa, energia negativa, etc.

** Sobre crianças com quebranto, o que acontece é o bom olhado, cuja energia se assemelha a da inveja. O benzimento é como se fosse um passe magnético ou uma varredura, cujo objetivo é retirar o excesso de energias localizadas.


POR: Passageiro Esotérico

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Aprendendo finalizar coisas inacabadas

Sabe aquelas situações que se arrastam há um tempo? Sabe aquela dificuldade de terminar um relacionamento? Mudar de emprego? Ou mesmo resolver uma questão embaraçosa, que nunca termina? Pois bem, esses são apenas alguns exemplos de situações que nos mantém presos e muitas vezes, sem a menor perspectiva de mudança.

            Obviamente que a primeira coisa a fazer é compreender o porquê de nós atrairmos essas situações, ou seja, saber que existe um propósito para isto acontecer. Então, primeiramente, a dica para reconhecer este propósito é ter calma. Fazer algo para se desligar totalmente desta realidade conflitante, também ajuda muito. Parar de pensar só neste assunto. No início, o ideal é não agir. Depois, refletir com paciência e planejar qual a melhor forma de sair disto. O ideal é fazer tudo de caso pensado, para não agir de forma inconseqüente.

            Muito bem, inicialmente planejamos com calma, mas e depois? Como sair da situação? Como resolver? Como agir? Indo mais longe nesta ideia de pensar bem, podemos dizer que o fato de nos manter presos a algo é errar e continuar errando. Muitas vezes, nós percebemos que cometemos um grande erro e procuramos não errar mais. No entanto, quando outra situação parecida se apresenta, acabamos sucumbindo e errando novamente. Em outros momentos já começamos errando e nem notamos. E geralmente fizemos isto em benefício de alguém, e prejudicando a si próprio, assumindo uma responsabilidade que não é nossa.

            Todas as vezes que fizemos algo de errado para alguém ou para nós mesmos, deixamos de ser íntegros e de ter uma conduta reta. Parece algo simples, só que não é. Hoje em dia, as pessoas confundem o que é certo e errado. Outro dia, num curso, meu colega perguntou para a turma: se nós fôssemos num supermercado e fizéssemos uma compra considerável, mas no meio da compra abríssemos uma bala e não avisássemos no caixa para pagar, este ato é considerado roubo ou não? Alguns responderam que sim, outros já pensaram: “ah, mas a compra é grande, vou gastar muito, então não tem problema de comer uma bala e não avisar.” Agora, pense: o que você acha disto? Acha que é roubo ou não?

            Caso tenha pensado que não tem problema nenhum pegar uma bala, repense seu modo de agir. É claro que é roubo. Como é que uma pessoa pode entrar num local, pegar algo que não é seu e não avisar, não se responsabilizar pelo seu ato? Às vezes, tem coisas que parecem inocentes, mas que na realidade mostram a falta de uma conduta reta e íntegra que alguns indivíduos têm. E o pior ainda de tudo isto, é “tapar o furo” de alguém. Você vê o seu filho fazendo isto, por exemplo, e age por ele. Você se responsabiliza por ele ter roubado uma bala. Nem percebemos que neste caso, são dois erros cometidos: do filho e da mãe ou do pai. Os pais precisam ensinar o seu filho a se responsabilizar pelo seu ato, e não agir por ele.

            E como fizemos isto! Como erramos para ajudar, quando na verdade, estamos é prejudicando a outra pessoa, e principalmente a nós mesmos. Não temos coragem de nos impor, de dizer não e de mantermos a integridade do nosso ato, para facilitar a vida de alguém. Aí eu pergunto: não seria mais fácil se ensinássemos o caminho?

            Acho que ensinar; dar o exemplo e agir pensando nos benefícios destes atos pode ser um grande passo para aprendermos a finalizar com coisas inacabadas. Talvez este seja o nosso maior aprendizado: reconhecer que erramos; admitir sem culpar o outro e mudar o pensamento.

            Costumo dizer para as pessoas no consultório que todos os atos podem ser medidos numa balança: se o peso pender mais para o nosso lado, a decisão está equivocada; se pender para o lado das pessoas, também não está em equilíbrio. O ideal é que ela fique com o peso distribuído igualmente nos dois lados. Quando isto acontecer, esta é a melhor decisão a ser tomada. Onde ninguém sairá prejudicado. Então, comece a pesar melhor suas atitudes e perceba se está tendo uma conduta adequada para não se envolver em situações embaraçosas. E mais, pese sempre: quem está ganhando e quem está perdendo com tudo isto?



POR CÁTIA BAZZAN  Terapeuta Holística

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Cosme e Damião. Quem é Doum?


 No dia 27 de setembro há a comemoração de São Cosme e São Damião, motivo pelo qual relevante é se dizer algo sobre eles.
  São Cosme e São Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.
  Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 300. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada, motivo pelo qual eram chamados de anárgiros, ou seja, aqueles que não são comprados por dinheiro. 
  O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século V, que relatam à existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.
  Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com até sete (7) anos, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade.
  Entre os adeptos da Umbanda, reza a crença de que para cada dois gêmeos que nascem, um terceiro não encarna neste mundo. Mas, embora não apareça de forma física, Doum também é venerado e respeitado como parte da família dos Ibejis, considerado “aquele que não veio”. Por isso, o mito de Doum também serve de consolo quando uma criança morre bebê ou ainda no ventre materno. Nesses casos, a partida é entendida como o retorno de um desses seres divinos ao mundo do qual não conseguiu se despedir. Mas por serem considerados espíritos infantis, os ibejis são muito confundidos com os erês, que na verdade são espíritos intermediários, mensageiros.
  Existe também a crença popular, de que COSME E DAMIÃO. QUEM É DOUM? era filho de uma empregada da família dos gêmeos, Cosme e Damião e que morreu no dia seguinte ao martírio dos irmãos, e foi levado por eles que o amavam muito. É comum nas estampas de Cosme e Damião se incluir a figura de uma outra criança, que representa Doum.


  Segue, em complemento, a Oração de São Cosme e São Damião, para atender às necessidades dos Irmãos que neles depositam sua fé. 

ORAÇÃO A SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Amados São Cosme e São Damião,
Em nome do Todo-Poderoso
Eu busco em vós a bênção e o amor.

Com a capacidade de renovar e regenerar,
Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo
De causas decorrentes
Do passado e presente.
Imploro pela perfeita reparação
Do meu corpo e
Dos meus filhos
( .............) - nome dos filhos
E de minha família.
Agora e sempre,
Desejando que a luz dos santos gêmeos
Esteja em meu coração!
Vitalize meu lar,
A cada dia,
Trazendo-me paz, saúde e tranquilidade.

Amados São Cosme e Damião,
Eu prometo que,
Alcançando a graça,
Não os esquecerei jamais!
Assim Seja,
Salve São Cosme e Damião,
Amém!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 13 (FINAL)

Lendas



Sobre a Origem

Uma lenda cigana, passada por gerações e gerações, que diz que o povo cigano foi guiado por um rei no passado e que se instalaram em uma cidade da Índia chamada Sind onde eram muito felizes. Mas em um conflito, os muçulmanos os expulsaram, destruindo toda a cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra...

Outra das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atendê-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselhá-las para o bem.

Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos ciganos, para entreter o seu povo com música. É provável que a corrente migratória tenha passado na Pérsia, mas em data mais recente, entre os séculos IX e X. Vários grupos penetraram no Ocidente, seja pelo Egito, seja pela via dos peregrinos, isto é, Creta e o Peloponeso. O caráter misterioso dos ciganos deixou uma profunda impressão na sociedade medieval. Mas a curiosidade se transformou em hostilidade, devido aos hábitos de vida muito diferentes daqueles que tinham as populações sedentárias.

Fonte: Sociedade Espiritualista Mata Virgem

domingo, 22 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 12


MAGIAS CIGANAS


Para Tirar O Máximo Proveito De Uma Viagem
Para garantir isso, sempre antes de sair fazem um brinde com vinho branco e mel. Quem fica deve beber metade da taça, simbolizando que o resto ficará para ser bebido na volta. E aquele que parte bebe metade e atira metade na terra, para pedir sorte.

Para O Sucesso De Uma Viagem De Negócios
Em tudo que fizer durante a viagem, relacionado ao objetivo dela, quando precisar assinar seu nome, antes de mais nada, trace uma cruz no local a ser assinado, com a ponta da caneta, sem toar a superfície do papel.

Para Viajar Em Paz
Se você vai mudar de residência ou viajar, verifique na parede onde fica a cabeceira de sua cama, se não está deixando ali nenhum prego torto ou parafuso mal colocado. Retire os pregos e fixe os parafusos, depois pode viajar em paz.

Para Afastar A Má Sorte
Qualquer cigano que tenha um mínimo de conhecimento das tradições recusará, quando em viagem, qualquer prato que lhe seja servido que contenha pés de galinha ou de qualquer outra ave. Para os ciganos, a maneira como essas aves se alimentam, ciscando para trás, dá azar.

Encontrar O Amor
Utilizada pelos casais para reforçar o amor e fortalecer a união. Após o casamento e no momento de sair em viagem de lua-de-mel, o homem presenteia sua esposa com um botão de cravo vermelho. Ela, em contrapartida, deve receber o botão com a mão esquerda e, com a direita, ofertar um botão de rosa vermelha ao homem.

Para Evitar Inimigos
Para evitar inimigos, enterrar, diante do local onde se pretende ficar, um punhal com a ponta voltada para baixo.

Para Um Breve Regresso
Assim que a pessoa partir, basta pegar a última xícara, último copo ou última caneca que ela usou e, sem lavá-la, virá-la de boca para baixo e deixar sobre um envelope de carta vazio e em branco.

FONTE:
Sociedade Espiritualista Mata Virgem

*** C O N V I T E ***

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sábado, 21 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 11

COMIDAS CIGANAS



Armiana
Salada de alface (em rodelas) com champignon; queijo de cabra, cenoura, beterraba (em pedaços) e beringela frita (em tiras). Enfeitada com uvas-passas, raminhos de hortelã e pétalas de flores.

Assados Pernil de carneiro (Bakró); Pernil de leitão (Baló); Cabrito frito com arroz e brócolis (ou lentilha ou nozes); e/ou roletes de carne bovina ou frango com pedaços de cebola, pimentão (verde e amarelo) e tomate.

Brynza
Queijo de cabra (cru ou frito).

Chivuiza
Destilado à base de trigo (espécie de aguardente).
Civiaco Torta salgada ou doce.


Manouche
Feijões vermelhos grandes, pedaços de carne e de ossos de pernil de porco, alhos-porós em pedaços, salsão com as folhas em pedaços, alhos comuns inteiros com casca, cenouras e batatas cortadas em pedaços grandes, sal e pimenta-do-reino (moída na hora) à gosto; arroz branco que deve ser incorporado na última etapa do cozimento.

Goulash
Cozido de arroz, batata, pedaços de carne bovina e páprica ardida.

Malay
Pão de milho.

Manrô/Lolako
Pão redondo de Farinha de Trigo.

Mamalyga
Polenta.

Naut
Grão de Bico com lingüiça.

Paprikach
Costela defumada (bovina ou suína) e bacon ao molho vermelho de tomate e pimentão com batatas pequenas, cozidas (na casca) e páprica doce.
Papuchá Pirão de Milho.

Sifrite
Ponche de Frutas com Champanhe, Vinho e/ou refrigerante. Enfeitar com pétalas de rosa

Sarmá
Arroz com lentilha, carne seca desfiada e nozes.

Sarmy/Salmava
Charutos ou Rolinhos feitos em folhas de repolho recheados com lombo ou carne bovina moída, azeitonas, bacon e molho dourado; e/ou em folha de uva com recheio de bacalhau.

Varensky
Pastel cozido podendo ser doce (recheado com uva) ou salgado (recheado com batata ou queijo de cabra).

Tchaio/Kavi
Chá Cigano feito com Chá Preto ou Mate com pedaços de frutas (maçã: felicidade; uva fresca: prosperidade; uva passa ou ameixa: progresso; morango: amor; damasco: sensualidade; pêssego: equilíbrio pessoal; limão: energia positiva e purificação da alma). Fazer o chá em água fervente e deixar amornar. Colocar as frutas maceradas, misturar bem, coar e beber.

Samovar
Feitos de diferentes metais como cobre, ferro ou prata, seguindo as mais diversas tendências artísticas, os Samovars se tornaram um símbolo da hospitalidade Russa e da prosperidade da família, com o tempo emergiu um complexo ritual de preparação e degustação de chá, sempre servido pela anfitriã ou por sua filha mais velha.

FONTE:
Sociedade Espiritualista Mata Virgem

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 10


Música e Dança


Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa. A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam.

Exibem sua dança, bailando ao som dos violinos e acordeões. Assim são as graciosas e faceiras ciganas, que encantam com seus mistérios, com suas saias rodadas, seus lenços coloridos, pandeiros enfeitados com fitas e suas castanholas. 

Os ciganos dançam com seu porte elegante, transmitindo a todos serenidade e dignidade. Seu ritual é a dança do fogo, bailando ao redor da fogueira até o dia amanhecer, transmitindo a todos sua alegria e proteção de sua padroeira Santa Sara Kali, que faz da liberdade sua religião.

FONTE:
           Sociedade Espiritualista Mata Virgem 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 9

Família



A família é sagrada para os ciganos. Os filhos normalmente representam uma forte fonte de subsistência. As mulheres através da prática de esmolar e da leitura de mãos. Os homens, atingida uma certa idade, são freqüentemente iniciados em outras atividades como acompanhar o pai às feiras para ajudá-lo na venda de produtos artesanais. Além do núcleo familiar, a família extensa, que compreende os parentes com os quais sempre são mantidas relações de convivência no mesmo grupo, comunhão de interesses e de negócios, possuem freqüentes contatos, mesmo se as famílias vivem em lugares diferentes.

Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores.

Além da família extensa, há entre os Rom um conjunto de várias famílias (não necessariamente unidas entre si por laços de parentesco) mas todas pertencentes ao mesmo grupo e ao mesmo subgrupo. O nômade é por sua própria natureza individualista e mal suporta a presença de um chefe: se tal figura não existe entre Sintos e Rom, deve-se reconhecer o respeito existente com os mais velhos, aos quais sempre recorrem. Entre os Rom a máxima autoridade judiciária é constituída pelo krisnítori, isto é, por aquele que preside a kris. A kris é um verdadeiro tribunal cigano, constituído pelos membros mais velhos do grupo e se reúne em casos especiais, quando se deve resolver problemas delicados como controvérsias matrimoniais ou ações cometidas com danos para membros do mesmo grupo.

Na kris podem participar também as mulheres, que são admitidas para falar, e a decisão unilateral cabe aos membros anciães designados, presididos pelo krisnítori, que após haver escutado as partes litigantes, decidem, depois de uma consulta, a punição que o que estiver errado deverá sofrer.
Recentemente, a controvérsia se resolve, em geral, com o pagamento de uma soma proporcional ao tamanho da culpa, que pode chegar a vários milhares de dólares; no passado, se a culpa era particularmente grave, a punição podia consistir no afastamento do grupo ou, às vezes, em penas corporais.


Morte

No que se refere à morte, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto.

Os ciganos acreditam na vida após a morte e seguem todos os rituais para aliviar a dor de seus antepassados que partiram. Costumam colocar no caixão da pessoa morta uma moeda para que ela possa pagar o canoeiro a travessia do grande rio que separa a vida da morte. Antigamente costumava-se enterrar as pessoas com bens de maior valor, mas devido ao grande número de violação de túmulos este costume teve que ser mudado. Os ciganos não encomendam missa para seus entes queridos, mas oferecem uma cerimônia com água, flores, frutas e suas comidas prediletas, onde esperam que a alma da pessoa falecida compartilhe a cerimônia e se liberte gradativamente das coisas da Terra.

Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto. As Pománas são feitas periodicamente até completar um ano de morte.

Os ciganos costumam fazer oferendas aos seus antepassados também nos túmulos.


Narguilê

Uma das tradições mais antigas dos ciganos na Turquia é o narguilé (hookah ou shisha, como é conhecido no Egito), que homens e mulheres têm imenso prazer em fumar. O narguilé iniciou toda uma nova cultura que durou por muitos e muitos anos. Até hoje o narguilé oferece divertimento a uma diferente casta de fumantes.

O utensílio original veio da Índia, primitivo e feito com a casca do coco. Sua popularidade se estendeu até o Irã e, de lá, para o resto do mundo Árabe.
O narguilé consiste de 4 peças: AGIZLIK (bocal), LÜLE (topo do narguilé), MARPUÇ, (o cano), e GÖVDE (corpo do cachimbo, que é preenchido com água). Todas as peças eram produzidas por artesãos. O jarro de vidro onde se coloca a água, geralmente era decorado com motivos florais, sendo alguns feitos em prata e outros em cristal; Os bocais de âmbar, não continham germes.

Nem todos os tabacos eram qualificados para o uso no narguilé e apenas o escuro, importado do Irã, encontrava preferência entre os usuários do narguilé. Este tabaco era lavado muitas vezes antes do uso e era extremamente forte. Só se usava carvão feito de carvalho sobre esse tabaco. Alguns fumantes profissionais usavam certas frutas como cerejas ou uvas no seu "goude", apenas para apreciar o movimento que elas criavam na água. Outras pessoas apreciavam adicionar suco, romãs, ou óleo de rosas para dar sabor a sua água.

FONTE:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 8

TRADIÇÕES



Casamento
No casamento tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. A importância do dote é fundamental especialmente para os Rom; no grupo dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fuga e conseqüente regularização.

Desde pequenas, as meninas ciganas costumam ser prometidas em casamento. Os acertos normalmente são feitos pelos pais dos noivos, que decidem unir suas famílias. O casamento é uma das tradições mais preservadas entre os ciganos, representa a continuidade da raça, por isso o casamento com os não ciganos não é permitido em hipótese alguma. Quando isso acontece a pessoa é excluída do grupo (embora um cigano possa casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não cigana, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições ciganas).

É pelo casamento que os ciganos entram no mundo dos adultos. Os noivos não podem Ter nenhum tipo de intimidade antes do casamento. A grande maioria dos ciganos no Brasil, ainda exigem a virgindade da noiva. A noiva deve comprovar a virgindade através da mancha de sangue do lençol que é mostrada a todos no dia seguinte. Caso a noiva não seja virgem, ela pode ser devolvida para os pais e esses terão que pagar uma indenização para os pais do noivo. No caso da noiva ser virgem, na manhã seguinte do casamento ela se veste com uma roupa tradicional colorida e um lenço na cabeça, simbolizando que é uma mulher casada.

Durante a festa de casamento, os convidados homens, sentam ao redor de uma mesa no chão e com um pão grande sem miolo, recebem dos os presentes dos noivos em dinheiro ou em ouro. Estes são colocados dentro do pão ao mesmo tempo em que os noivos são abençoados. Em troca recebem lenços e flores artificiais para a mulheres. Geralmente a noiva é paga aos pais em moedas de ouro, a quantidade é definida pelo pai da noiva.

O primeiro dia
Algumas particularidades distinguem e dão a um casamento cigano o seu caráter específico. A festa de casamento é prevista para durar de dois a vários dias, reunindo ciganos de todas as partes do país, e mesmo do exterior, pois os convites são dirigidos aos membros da comunidade em geral.

As despesas das festas de noivado e de casamento, incluindo sua organização e o vestido de noiva, são de responsabilidade da família do noivo. Os preparativos do banquete de casamento ocorrem na residência dos pais dos noivos. Num esforço comunitário, com a participação dos parentes mais próximos do noivo - homens e mulheres envolvidos - são preparados os pratos típicos da festa.

No dia do casamento na igreja, antes de todos partirem para a cerimônia, ocorre uma seqüência de eventos, agora na casa da noiva. Esta já está pronta, vestida de branco, quando chega a família do noivo, dançando ao som de músicas ciganas.

Na sala de jantar, onde já está disposta a mesa com diversas comidas e bebidas, os homens se sentam. De um lado da mesa, a família do noivo. Do outro, a da noiva. A conversa acontece em romani, as mulheres permanecem à volta. É simulada uma negociação - a compra ritual da noiva. Moedas de ouro trocam de mãos. Em seguida, abrem uma garrafa de bebida, envolvida em um pano vermelho bordado, que os homens à mesa bebem – a proska .
Surge então a noiva, vestida de branco, pronta para a Igreja. Mais música e agora a noiva dança com o padrinho, ainda na sala de jantar/estar. Em seguida, todos saem para se dirigirem à igreja. O cortejo com as famílias seguindo, e apenas o noivo não estava presente, pois aguarda na igreja. Lá, a cerimônia é convencional, exceto pelos trajes dos convidados e padrinhos vestidos com as tradicionais roupas ciganas, e a profusão de jóias. Apenas algumas dezenas de convidados compareceram à cerimônia religiosa, considerada mais íntima.
O momento seguinte do casamento ocorre no acampamento onde um conjunto garante a animação musical da festa. Desde o início, danças em círculo e uma bandeira vermelha com o nome dos noivos. Os convidados vão chegando aos poucos, juntando-se às danças, enquanto duas grandes mesas, são arrumadas. No banquete, homens e mulheres ficarão separados, em lados opostos.
A festa vai chegando ao fim quando a noiva a deixa, juntamente com a família do noivo, à qual passa a pertencer. Entre a festa do primeiro dia e a que ocorrerá no dia seguinte, há a noite de núpcias do casal.

O segundo dia
A festa começa novamente no dia seguinte, agora na casa dos pais do noivo, onde o casal passa a residir. O banquete continua - agora para um número menor de convidados. No lugar do branco do dia anterior, o vermelho se sobressai na festa - nos cravos, usados pelos convidados, na decoração, na bandeira, nas roupas da noiva. Esta, recebe cada convidado, junto a uma bacia com água de onde tira cravos vermelhos, para oferecer-lhes. Em troca, recebe notas de dinheiro, geralmente de pequeno valor.
A continuação da festa de casamento, depois do primeiro dia, será toda voltada para a noiva, que é agora, uma mulher casada. Sempre acompanhada do marido, ela deixa o semblante triste que a acompanhou até este momento.

Nascimento
Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situação não é mais tão rígida; o aleitamento dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.
Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida é o da fertilidade porque não concebem suas vidas sem filhos. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de Dy Chucô (ventre seco). Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

Uma criança sempre é bem vinda entre os ciganos. É claro que sua preferência é para os filhos homens, para dar continuidade ao nome da família. A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto.

Logo que uma criança nasce, uma pessoa mais velha, ou da família, prepara um pão feito em casa, semelhante a uma hóstia e um vinho para oferecer às três fadas do destino, que visitarão a criança no terceiro dia, para designar sua sorte. Esse pão e vinho será repartido no dia seguinte com todos as pessoas presentes, principalmente com as crianças. Da mesma forma e com a finalidade de espantar os maus espíritos, a criança recebe um patuá assinalado com uma cruz bordada ou desenhada contendo incenso. O batismo pode ser feito por qualquer pessoa do grupo e consiste em dar o nome e benzer a criança com água, sal e um galho verde. O batismo na igreja não é obrigatório, embora a maioria opte pelo batismo católico.

O cigano preserva muito a sua sorte. Existem várias crenças para mantê-la, da vida uterina até a morte. Diariamente a gestante cigana faz um ritual simples para que a criança ao nascer tenha sorte: ao avistar os primeiros raios de sol, passa a mão em sua barriga; da mesma forma, logo que vê os primeiros raios de luar, ela repete o gesto, desejando sorte e felicidade para o bebê. Esta é a forma dela saudar as forças da natureza e pedir-lhe as bênçãos de suas luzes para a vida que já existe em seu ventre.

No sétimo dia após o nascimento da criança a mãe dá um banho no bebê, jogando moedas e jóias de ouro e pétalas de rosas em sua água, para que o filho ou filha conheça sempre a fartura, a prosperidade e a riqueza.

Vários ditados ciganos em Romanês fazem alusão à benção de gerar filhos:
"E juli que naila chavê thi sporil e vitza"
( A mulher que não tem filho passa pela vida e não vive);
"Mai falil ek chau ano dy, dikê ek gunô perdo galbentça"
( Mais vale um filho no ventre do que um baú cheio de moedas de ouro);
"Nai lovê anê lumia thie potinás ek chau"
( Não existe dinheiro no mundo que pague um filho).

Dentro da comunidade cigana, o casal em que um dos dois seja impossibilitado de ter filhos, embora amando-se, a comunidade faz com que se separem, porque o amor que se têm pela perpetuação da raça supera ou abafa qualquer outro sentimento.

A família, para o povo cigano, é o seu maior patrimônio.

FONTE:
Sociedade Espiritualista Mata Virgem

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 7

Santa Sara Kali




Sara é um referencial de fé e de amor. É uma mensageira de Jesus Cristo. É um farol de luz para aqueles que estão perdidos. É o perfume que segue os ciganos na liberdade das estradas. É a Padroeira dos ciganos nos quatro cantos do mundo.

O Santuário de Santa Sara Kali está localizado na Igreja de Notre Dame de La Mer, cidade provençal de Saint-Marie-de-La-Mer, no sul da França. Todos os anos, ciganos do mundo inteiro peregrinam às margens do mar Mediterrâneo para louvar Santa Sara, nos dias 24 e 25 de maio.

Existem várias versões com as lendas de Santa Sara Kali. Entre os anos 44 e 45, por causa das perseguições cristãs, pela ira do Rei Herodes Agippa, alguns discípulos de Jesus Cristo foram colocados em embarcações, entregues à própria sorte. Em uma dessas embarcações estavam Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino que, junto com Sara uma cigana escrava, foram atirados ao mar. Milagrosamente a barca, sem rumo, atravessou o oceano e aportou em Petit-Rhône, hoje Saint-Marie-de-La-Mer, na França.

Segundo a lenda, as três Marias, em desespero em alto mar, sem esperanças de sobreviver, choravam e rezavam o tempo todo. Sara, ao ver o sofrimento das amigas, retirou o diklô (lenço) da cabeça e chamou por Kristesko (Jesus Cristo), fazendo um juramento ao Mestre, no qual Sara tinha fervorosa fé. A cigana prometeu que, se todos se salvassem, ela seria escrava do Senhor e jamais andaria com a cabeça descoberta, em sinal de respeito.

O diklô é um simbolismo forte entre os ciganos. Significa a aliança da mulher casada em sinal de respeito e fidelidade. Santa Sara protege as mulheres que querem ser mães e sente dificuldades em engravidar. Protege, também, os partos difíceis. Basta ter fé na sua energia. 


FONTE:
Sociedade Espiritualista Mata Virgem

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Curso de Umbanda: Os Ciganos - Parte 6

A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-européia que, pelo vocabulário e pela gramática, está ligada ao sânscrito, eles não permitem sua divulgação e tradução para que os Gadjoes (não-ciganos) não conheçam seus segredos. Fazendo parte do grupo de línguas neo-indianas, é estreitamente aparentada a línguas vivas tais como o hindi, o goujrathi, o marathe, o cachemiri.

No entanto, eles assimilariam muitos vocábulos das línguas dos países por onde passaram.

Outros dialetos como o Caló também são usados por alguns grupos.


VAMOS FALAR ROMANI?

Acans  - olhos
Aruvinhar  - chorar
Bales  - cabelos
Baque - sorte, fortuna, felicidade
Bato - pai
Brichindin - chuva
Cabén -  comida
Cabipe - mentira
Cadéns - dinheiro
Calin - cigana
Calon - cigano
Churdar - roubar
Dai (ou Bata) - mãe
Dirachin - noite
Duvêl - Deus
Estardar - prender
Gadjó - não cigano
Gajão - brasileiro, senhor
Gajin - brasileira, senhora
Jalar - ir embora
Kachardin - triste
Kambulin - amor
Lon - sal
Marrão - pão
Mirinhorôn - viúva
Naçualão - doente
Nazar - flor
Paguicerdar - pagar
Panin - água
Paxivalin - donzela
Querdapanin - português
Quiraz - queijo
Raty - sangue
Remedicinar - casar
Ron - homem
Runin - mulher
Sunacai - ouro
Suvinhar - dormir
Tiráques - sapatos
Trup - corpo
Urai - imperador ou rei
Urdar - vestir
Vázes - dedos ou mão
Xacas - ervas
Xinbire - aguardente
Xôres - barbas


Religião
Os ciganos, ao deixarem a Índia, não carregaram suas divindades. Eles possuíam na sua língua apenas uma palavra para designar Deus (Del, Devel). Eles se adaptaram facilmente às religiões dos países onde permaneceram. No mundo bizantino, tornaram-se cristãos. Já no início do século XIV, em Creta, praticavam o rito grego. Nos países conquistados pelos turcos, muitos ciganos permaneceram cristãos enquanto que outros renderam-se ao Islã. Desde suas primeiras migrações em direção ao Oeste eles diziam ser cristãos e se conduziam como peregrinos.
A peregrinação mais citada em nossos dias, quando nos referimos aos ciganos, é a de Saintes-Maries-de-la-Mer, na região da Camargue (sul da França). Antigamente era chamada de Notres-Dames-de-la-Mer. Mas não foi provado que, sob o Antigo Regime, os ciganos tenham tomado parte na grande peregrinação cristã de 24 e 25 de maio, tão popular desde a descoberta no tempo do rei René, das relíquias de Santa Maria Jacobé e de Santa Maria Salomé, que surgiram milagrosamente em uma praia vizinha.


Nem que já venerassem a serva das santas Marias, Santa Sara a Egípcia, que eles anexarão mais tarde como sua compatriota e padroeira.

A origem do culto de Santa Sara permanece um mistério e foi provavelmente na primeira metade do século XIX que os Boêmios criaram o hábito da grande peregrinação anual à Camargue.

Muitas ciganas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um Diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo o livro oráculo (único escrito por uma verdadeira cigana) "Lilá Romai: Cartas Ciganas", escrito por Mirian Stanescon - Rorarni, princesa do clã Kalderash, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: "Dalto chucar diklô" (Te darei um bonito lenço). Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. 

FONTE:
Sociedade Espiritualista Mata Virgem