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segunda-feira, 31 de março de 2014

9 passos para transformar a raiva em algo positivo

     
E tem feito uma diferença incrível na minha vida e no meu dia a dia.
      Eu aprendi a usar a energia da raiva ao meu favor e a enxergar a situação de outra forma, o que me ajudou a ficar mais tranquila, não dando tanta importância para a situação. Só que nem sempre foi assim....
    Antigamente eu era muito estressada e sentia raiva constantemente. Poucas coisas me tiravam a harmonia. Hoje eu consigo manter a calma mais facilmente, porque eu aplico esse passo a passo.
        E porque eu identifico o que realmente acontece comigo, assim fica mais fácil de reverter o padrão.
           
            Por isso eu vou te alertar sobre esses erros, pois talvez você esteja cometendo também:
1- Procure não ficar com raiva da pessoa ou situação:
Perceba sempre que quando sentimos raiva, é porque precisamos resolver algo dentro de nós e não fora. Não culpe as pessoas e evite ver a situação como uma injustiça. A dica é parar e refletir sobre a causa do acontecimento e quais sentimentos você tem: tristeza, raiva, medo, angústia... E se é só raiva, entenda que quem sente raiva constantemente, precisa buscar ter momentos de paz e de preferência ter momentos de lazer para eliminar o stress, gastando energia com algo que lhe dê prazer em fazer, como fazer uma caminhada, ler um bom livro, olhar um bom filme, jantar num lugar bacana, sair com os amigos... E se mesmo assim não resolver, daí é necessário procurar ajuda terapêutica;

2- Procure perceber o que a situação está sinalizando:
Muitas vezes quando algo inesperado e ruim acontece, ela está nos dando algum sinal. Quantas vezes já vimos pessoas contando que estavam atrasadas e furaram o pneu na estrada. O que fez com que elas se atrasassem. Nessa hora é quase impossível não sentir uma raiva tremenda... Só que alguns quilômetros à frente houve um acidente e se não fosse essa parada, esta pessoa teria se acidentado também. O que quero dizer é que somos protegidos ou obrigados a mudar o rumo de algum acontecimento para evitar que algo pior aconteça. A dica é sempre analisar profundamente qual é o sinal, ou o motivo real da situação ter ocorrido naquele instante;
3- Ficar falando por horas sobre o assunto:
Evite ou pelo menos tente evitar falar para várias pessoas sobre o ocorrido. Quanto mais você fala, mais tempo fica vibrando nessa energia e mais difícil de mudar a sintonia. A dica é desabafar com alguém de sua confiança e que pode te ajudar a sair do negativismo. Evite falar para pessoas pessimistas e que colocarão você “para baixo”;

4- Pensar o tempo todo no que aconteceu:
Procure fazer alguma coisa para se distrair e limpar a mente. Depois de desabafar, faça algo que você gosta ou ao menos pense em outras coisas. Além disto, a outra dica é
Fazer uma meditação ou algum exercício para purificar a energia negativa que está contaminando os seus pensamentos;

5- Ruminar dias e dias o acontecimento:
Depois de desabafar e limpar a mente, é preferível não entrar mais na sintonia. Já que fez tanto esforço para não ficar falando no assunto e exercitou sua mente para pensar positivo, procure não ficar mais nessa vibração. A dica é desviar o pensamento cada vez que algo relacionado ao acontecimento venha e contamine a sua energia novamente.

6- Sentir o coração bater forte, o estômago doer e não relaxar:
Respire e acalme-se. Faça algo que lhe relaxe. De novo, pode ser uma caminhada, colocar os pés na grama, ler alguma mensagem positiva, meditar, aplicar um Reiki; enfim, faça algo que lhe acalme e deixe seu coração relaxar para diminuir o estresse;

7- Ficar completamente tomado pela energia ruim:
Se você ficar reclamado sobre o que aconteceu, vai ficar tomado por uma energia ruim, da qual vai piorar os sentimentos nocivos. A dica é: mude a sintonia e não fique o tempo todo reclamando e se sentindo injustiçado. Quando você se sentir tentado em reclamar, pense em outra coisa, agradeça pelo que aconteceu, mesmo que você ainda não saiba o motivo e tenha a certeza de que o que aconteceu é para o seu melhor. Pois, no mínimo será um grande aprendizado;

8- Respirar indevidamente, o que aumenta o stress:
A dica é ir para algum lugar, ficar sozinho. Depois inspire e retraia todo o ar, contraindo a musculatura do corpo (como se estivesse se espremendo); depois expire e solte tudo, tanto a respiração como os músculos do corpo. Repita por mais duas vezes. Assim você se desintoxica energeticamente;

9- Não conseguir esquecer e mudar a sintonia:
Esqueça o que passou, pois é melhor ser humilde, extrair os aprendizados e se libertar da situação, do que ficar remoendo, sofrendo, falando, se estressando e estressando todos ao seu redor. A dica é usar tudo. Que foi recomendado acima, fazendo o passo 1, depois o 2 e assim sucessivamente.

Espero que você aproveite, pois eu fiz esse material com muito carinho. Eu também te peço que compartilhe esse material com os seus amigos, pois talvez seja útil para eles.

Cátia Bazzan

sábado, 29 de março de 2014

“Donde surgiu a vida na Terra?”


               
 
A origem da existência em nosso planeta sempre fascinou o homem, e os cientistas, obstinadamente, de há muito têm visado uma explicação pelo menos plausível. Donde teria mesmo surgido a vida na Terra?... Eis a pergunta que nunca quis calar... Da Grécia Antiga às civilizações hodiernas, tal busca para saber desde quando e como tudo começou, permanecerá gerando diversas e controvertidas teorias.

E a lúcida, esclarecida e sincera consciência de Mestre Allan Kardec não deixara por menos a respeito da questão, diante de eminentes Sábios da cultura terrestre e do espírito, a serviço de Jesus Cristo na Terra e sob a égide do Espírito de Verdade. De uma vez por todas, no dever de dirimir angustiante incerteza, em sua exaustiva e persistente busca de informações em proveito do sagrado aperfeiçoamento dos caracteres morais do homem, o mestre francês da cidade Lyon perguntou:



— De onde vieram os seres vivos para a Terra?

 
Nos oceanos primitivos, seres como os da
 esquerda realizavam a fotossíntese tornando-se
 vegetais. Os da direita tornaram-se os primeiros
 animais; alimentavam-se de algas
 e animálculos subaquáticos.
— A Terra continha os germes, que esperavam o momento favorável para desenvolver-se. Os princípios orgânicos reuniram-se desde o instante em que cessou a força de dispersão, e formaram os germes de todos os seres vivos. Os germes permaneceram em estado latente e inerte, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício à eclosão de cada espécie; então, os seres de cada espécie se reuniram e multiplicaram, responderam os Espíritos.

Quis Kardec saber mais:

— Onde estavam os elementos orgânicos antes da formação da Terra?

— Estavam, por assim dizer, em estado fluídico no espaço, entre os

Espíritos, ou em outros planetas, esperando a criação da Terra para começarem uma nova existência sobre um novo globo.

Saíram do caos pela força da Natureza


Germes primitivos em estado latente e inerte
 aguardaram o momento propício de cada
 eclosão de cada espécie, segundo os
 Espíritos. Há, atualmente, uma corrente de
 cientistas que aceitam tal princípio, afirmando
 que esses germes formaram todos os seres
 e tudo quanto organicamente existe.
 
Veja que brilhante e imediata dedução do mestre francês referente à lógica da Suprema Inteligência:

A Química nos mostra as moléculas dos corpos inorgânicos unindo-se para formar cristais de uma regularidade constante, segundo cada espécie, desde que estejam nas condições necessárias. A menor perturbação destas condições é suficiente para impedir a reunião dos elementos, ou pelo menos a disposição regular que constitui o cristal. Por que não ocorreria o mesmo com os elementos orgânicos? Conservamos durante anos germes de plantas e de animais, que não se desenvolveram a não ser numa dada temperatura e num meio apropriado; viram-se grãos de trigo germinar depois de muitos séculos. Há, portanto, nesses germes, um princípio latente de vitalidade, que só espera uma circunstância favorável para desenvolver-se. O que se passa diariamente sob os nossos olhos, não pode ter existido desde a origem do globo? Esta formação dos seres vivos, saindo do caos pela própria força da Natureza, tira alguma coisa à grandeza de Deus? Longe disso, corresponde melhor à ideia que fazemos de seu poder, a exercer-se sobre os mundos infinitos através de leis eternas. Esta teoria não resolve, é verdade, a questão da origem dos elementos vitais; mas Deus tem os seus mistérios, e estabeleceu limites às nossas investigações.(O Livro dos Espíritos, questão 44 e 45 — Allan Kardec, tradução de José Herculano Pires.)

Fluido cósmico


Estendamos um pouco mais sobre tão curiosa particularidade, o fluido cósmico universal, de onde a Natureza lhe tira todas as propriedades, comentado por mestre Kardec:
 
Criaturas do fundo dos oceanos primitivos
 da era proterozóica que se conta desde a
 solidificação da crosta terrestre até o aparecimento
 dos primeiros sinais de vida (duração cerca de
 4 bilhões de anos.)
Este fluido penetra nos corpos como um imenso oceano. É nele que reside o princípio vital que dá nascimento à vida dos seres, e a perpetua sobre cada globo segundo sua condição, a princípio no estado latente que dormita ali onde a voz de um ser não o chama. Cada criatura, mineral, vegetal, animal, ou de outra espécie, —  pois há outros reinos naturais dos quais nem mesmo suspeitamos a existência, — por virtude desse principio vital universal, sabe adequar as condições de sua existência e de sua duração. (A Gênese, capítulo 6.o, itens 17 e 18 — A. Kardec, trad. J. H. Pires.)

 
A Terra em pleno estado de
 ignição depois de se
 desprender da nebulosa solar.
Universalidade do fluido vital

Os elementos orgânicos encontravam-se em estado fluídico no espaço cósmico, entre Espíritos ou em planetas...

Interessante este asserto de Kardec. Mais que a teoria de Pasteur, a teoria da “geração espontânea” e a de outros insignes cientistas que deram a sua grande cota, a do químico Svante Arrhenius aproximou-se dos conceitos acima mencionados. Segundo Arrhenius, a existência de corpos microscópios provenientes do espaço cósmico caíram sobre a superfície da Terra, em épocas longínquas, nela implantando a vida. Os micróbios interplanetários chamados por Arrhenius de “cosmozoários” seriam nesse caso a própria vida importada de outros mundos.

Vale dizer que o químico sueco lançou o seu teorema, bem depois que Kardec pusera em voga O Livro dos Espíritos e a Gênese. A ideia do químico, porém, acabou ficando de lado; ele e seus seguidores não conseguiram justificar a origem dos tais micróbios extraterrestres. A questão era: como os cosmozoários atravessaram um percurso sem fim no universo, sem serem destruídos, conservando-se por um tempo inimaginavelmente expostos a raios ultravioletas e às irradiações cósmicas.

Bombardeio cósmico de meteoróides e outros
 fragmentos de corpos celestes que arremessaram
 germes interplanetários, semeando a vida na Terra.
 
Existe uma lamentável distância entre a Ciência a Espiritualidade. Os cientistas permanecerão ainda por muito tempo frustrados nessa incerteza, como em muitas outras, ao tentar desvendar os fatos naturais que provém da lógica de Deus.

Quando o corpo científico se decidir por não mais seguir somente os vestígios da matéria, levando em conta o elemento espiritual, e as religiões tradicionais deixarem de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis do âmbito físico, não mais haverá esse distanciamento que parece insolúvel.

Ciência e Religião deveriam seguir juntas... Mas, os tempos chegaram! Os ensinamentos de Jesus, aos poucos, penetram o íntimo das pessoas sensíveis através do seu processo libertador que faz a visão humana alcançar horizontes mais altos: a Doutrina dos Espíritos. Aos citados iminentes cientistas, faltou apenas o conhecimento desse elo respeitante a leis que regem o mundo espiritual e as suas relações com o mundo físico, regras tão imutáveis quanto as que regulam a marcha dos astros e de todos os seres.

              Davilson Silva




Cicatrizes


Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa...
Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.
‘Voou’ para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água. Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia. 

Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe. Mas era tarde. Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou. A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível entre os dois. O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir. 

Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou no jacaré. De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava. 

Um repórter do jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter: “Mas olhe em meus braços. Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também. Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir”.

Reflexão:
Podemos nos identificar com aquele menino. Trazemos muitas cicatrizes. Cicatrizes de “jacarés da vida”, que muitas vezes procuram nos devorar. Podemos trazer em nossas recordações cicatrizes de abandono, traição, injustiças e muitas outras. Podemos passar a vida olhando para elas e relembrar o quão doloroso foi sofrer aquele “ataque”. Talvez, continuamente, mostramos aos outros as “marcas” de um passado difícil.
Mas algumas marcas que trazemos, é resultado de Deus não ter permitido você ter sido arrebatado das suas mãos. Estas cicatrizes ocorreram quando o Senhor não permitiu que fosse partisse. Ele estava lhe segurando.
Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? (Rm. 8.35.)
 
Talvez você esteja passando por momentos difíceis. Se o mundo procura devorar você, não se esqueça que Deus está segurando, com firmeza, a tua mão. Ele não quer perder você. Ainda que seja preciso deixar cicatrizes.
Não foram raras as vezes que passei por lutas e dificuldades. Em todas elas, parecia ter sido abandonado por Deus, mas não. Deus estava bem presente nos tempos de angústia e nos vales da sombra da morte. Olhando para trás, vejo que a mão poderosa e ao mesmo tempo amorosa do Pai Celestial me sustentou e me preservou. Olho para as cicatrizes causadas pela situação e o que constato que Ele estava promovendo crescimento e maturidade em minha vida. Olho para trás, vejo as marcas, não com dor ou revolta, mas com grande gozo por que sei que elas foram causadas pelas mãos do meu Senhor que me sustentou e me amparou.
 
Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor. (Rm. 8.38-39.)
Ele não vai te abandonar. Creia nisto. O preço pago pela sua vida foi muito alto. A sua vida custou a vida do único Filho de Deus.
Deus o abençoe...

"SENHOR, leva-me aonde o SENHOR quiser, mas vem comigo...
Dá-me qualquer carga, mas sustenta-me...
Desfaça todo e qualquer tipo de laço em minha vida, exceto aquele que me une a TI." 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Dicas em mediunidade


Seja o mais discreto possível.
Evite comentários pessoais em torno das faculdades de que seja portador.
Direta ou indiretamente, não provoque palavras elogiosas a você.
Não queira se antecipar à experiência que apenas o tempo lhe conferirá.
Confie na ação dos espíritos por seu intermédio, mas submeta tudo ao crivo da razão.
Não permaneça na expectativa de bons resultados sem trabalho perseverante.
Mesmo quando bem intencionados, acautele-se contra os bajuladores.
Vacine-se contra a vaidade, não admitindo qualquer situação que o coloque em evidência.
Não se afaste das atividades que, doutrinariamente, muitos consideram insignificantes.
Jamais reivindique privilégios.
Preocupe-se em dar exemplo de devotamento e amor à Causa.
Eleja na prática da Caridade o seu ponto de sintonia contínua com os Planos Mais Altos.
Aprenda a ouvir mais do que falar.
Tenha sempre uma palavra de otimismo em seus lábios.
Não condicione a sua presença na tarefa, fazendo com que a sua opinião prevaleça sobre as demais.
Fuja de exercer domínio sobre quem quer que seja.
Não ponha palavras suas na boca dos espíritos.
Convença-se de que as Trevas possuem mil maneiras para fazê-lo cair.
Toda vigilância de sua parte ainda é pouca.
Quem aceita o primeiro suborno, começa a se vender por inteiro.
Escolha caminhar entre pontos de referência que, realmente, possam lhe dar segurança na jornada.
Não se considere completamente imune à fascinação.
Em favor de seu equilíbrio mental, não ignore a sua condição de mero instrumento.
Estude, mas não para mostrar que sabe e, sim, para que melhor avalie o tamanho de sua ignorância da Verdade.
Com a sua condição de médium, não atropele a sua condição de espírita.
O médium que mais recebe é aquele que mais doa.
Faça, a sós, as preces que você costuma fazer em público.
Dignifique o seu lar e a sua família.
Não olvide que ninguém é melhor médium do que pessoa.
O alicerce do edifício da mediunidade chama-se caráter.








​ Luxo na Umbanda?



Necessidade espiritual ou vaidade do(s) médium(ns)?

Vamos refletir sobre:

"Necessidade x Vaidade x Humildade"

Não está acontecendo um exagero de vaidade na Umbanda (não da religião, mas dos adeptos)?

Entre muitos aspectos, podemos citar como exemplo a vestimenta e os paramentos: quando o médium tem uma entidade ou outra que usa um apetrecho de trabalho (um chapéu, um lenço, uma bengala ou mesmo outro elemento), nota-se que a necessidade desse material é do guia, ou seja, aquele espírito usa o chapéu, o lenço etc. para realizar seu trabalho, dentro do seu fundamento.

Mas, quando TODAS as entidades que trabalham com o mesmo médium, ou todas do mesmo terreiro (mesmo em médiuns diferentes) precisam se paramentar, não seria mais coisa do(s) médium(ns), na maioria das vezes semi-consciente(s), do que do(s) espírito(s) atuante(s)?

Na internet, revistas e jornais, podemos ver com facilidade, fotos em que o mesmo médium (ou todos do terreiro), quando incorporado(s) apresenta(m)-se da seguinte forma: o baiano está vestido de cangaceiro, os falangeiros de seu Zé Pelintra (“linha de malandros”), usa terno, bengala e chapéu, o boiadeiro parece um capataz ou um coronel fazendeiro, o caboclo se veste imitando um índio (já que o de modo geral, os artigos encontrados, como cocares, não são genuinamente indígenas, e muitos não têm nenhuma semelhança aos paramentos que eram utilizados pelos povos ancestrais de nosso continente, ou mesmo pelos índios atuais), o Ogum veste roupa de soldado romano e tem uma linda espada (se possível, cravejada de brilhantes), o erê (criança) traja roupas infantis (macacãozinho, vestidinho colorido etc), o cigano com vestes características do povo (e lógico, quanto mais colorido, melhor), o Exu usa capa, tridente e cartola, o marinheiro usa uma “farda” como se fosse um autêntico capitão da marinha americana, etc. Isso quando não resolvem por um “trono” no meio do terreiro, colocando a entidade numa posição de rei dentro da casa (já existem tronos especialmente confeccionados para Exus e que são vendidos aos “olhos da cara” nas casas de artigos religiosos).

O que vocês acham? Será que existem mesmo médiuns ou casas onde TODAS as Entidades atuantes precisam se paramentar?

Seria coincidência esses espíritos escolherem, todos ao mesmo tempo, esse médium ou essa casa, para se paramentar?

Isso não seria contrário ao principal lema da Umbanda: “HUMILDADE e SIMPLICIDADE”- tão ensinado pelos nossos sábios Pretos-Velhos?

A roupa branca (símbolo de igualdade), aos poucos estaria deixando de ser a FARDA dos soldados do exército do Pai Oxalá, já que até em dias de giras comuns estão usando roupas cada vez mais esplendorosas?

Será que festa de entidade ou Orixá precisa mesmo desse luxo todo, deixando, às vezes, um local sagrado como um templo umbandista mais parecido com uma ala de escola de samba, onde todo mundo fica "fantasiado"?

Esse colorido todo não facilita a indução à mistificação, ou no mínimo, ao animismo, já que o médium que gastou tanto dinheiro com toda essa parafernália, não vai querer deixar tudo aquilo guardado?

Ou será que os guias, que sempre foram exemplos de humildade e simplicidade, é que são (ou estão ficando) cada vez mais vaidosos (o que não acredito)?

Irmãos-de-fé, filhos da nossa amada Umbanda: apesar do respeito às diferenças, certas questões poderiam e deveriam ser melhor estudadas ou revistas pelos seguidores do Mestre Oxalá, afinal de contas, a Umbanda veio para dar espaço a todos os filhos do Pai Celestial, principalmente aos simples e humildes (encarnados e desencarnados), muitas vezes não aceitos em outros segmentos religiosos. Com toda essa parafernália utilizada atualmente, como os mais necessitados se encaixarão, já que muitos não podem comprar uma “roupa de Exu”, que muitas vezes, custa mais do que eles ganham por um mês de trabalho?

Lembremos que o brilho que devemos mostrar não é no luxo da vestimenta, ou seja, o lado externo, pois tudo isso é ilusório, já que roupa não tem força espiritual. O que realmente importa é a essência divina que existe em cada um de nós, filhos de Deus (encarnados e desencarnados). Esse brilho, que brota no âmago do ser é que deve ser mostrado e melhor ainda, doado, a todos aqueles que necessitam. Isso sim agrada ao Pai, aos orixás e seus Falangeiros de Luz.

Por Sandro da Costa Mattos

segunda-feira, 24 de março de 2014

Prece Celta


Que jamais, em tempo algum,o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver. Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente. Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que a estrada se abra à sua frente. Que o vento sopre levemente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho. Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.
Que a chuva caía de mansinho em seus campos…
E, até que nos encontremos de novo…
Que os Deuses lhe guardem na palma de Suas mãos.
Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

domingo, 23 de março de 2014

Reconhece-se o bom pelas suas obras

No capítulo XVII de O Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos uma frase de Kardec muito citada nas palestras espíritas: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas inclinações más”.

Nesse mesmo capítulo, Kardec cita os versículos 44, 46 e 48 do cap. 5º do Evangelho de Mateus, com a recomendação de Jesus para amarmos os nossos inimigos, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos perseguem e caluniam. Pois se amarmos os que nos amam e se saudarmos apenas os nossos irmãos, estaremos fazendo apenas o que os publicanos e pagãos já faziam. E termina Jesus: Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito (entenda-se aqui a perfeição relativa, ou da caridade ampla, que abrange todas as virtudes - AMOR).

 Stephen Covey propõe-nos o princípio 90/10. Segundo ele, 10% de nossa vida relaciona-se com o que se passa conosco e 90% com o modo de reagirmos ao que se passa conosco. Ou seja, não podemos evitar 10% do que ocorre em nossa vida: o carro pode enguiçar de repente, o avião pode atrasar, o sinal pode fechar. Outros 90% se relacionam com nossa reação a esses 10%.

 Exemplo: Ao tomar café da manhã com sua família, sua filha derrama café em sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isso, mas sua ação em seguida pode determinar uma reação em cadeia.

 Primeira hipótese: Você briga com sua filha e ela chora. Você critica sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa e começa uma discussão. Você fica estressado e troca a camisa. Sua filha continua chorando e perde o ônibus escolar. Sua esposa vai para o trabalho chateada. Você tem que levar sua filha de carro para a escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Discute com o guarda e perde mais 15 minutos. Quando chega à escola, sua filha entra e não se despede de você. Ao chegar atrasado ao escritório, percebe que esqueceu sua pasta. Ansioso para o dia acabar, quando chega a casa, sua esposa e filha estão aborrecidas com você. Tudo isso por causa de sua reação pelo café da manhã derramado em sua camisa.

 Segunda hipótese: o café cai na sua camisa e você diz, gentilmente, a sua filha: — Não fique triste, acidentes acontecem. Troca de camisa, dá um beijo em sua esposa e na filha e, antes de sair de carro para seu escritório, vê a filha, ao longe, pegando o ônibus e lhe acenando adeus com uma das mãos.

 A situação foi a mesma, mas sua reação pode determinar se seu dia será bom ou ruim.

 Segundo Kardec, o homem de bem:

- cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade em sua maior pureza (consulta sua consciência para saber se violou essa lei, se fez todo o bem);

- tem fé na bondade, justiça e sabedoria Divinas e se submete à Sua Vontade;

- tem fé no futuro (bens espirituais acima dos temporais);

- aceita as dificuldades da vida como provas ou expiações;

- faz o bem pelo bem, retribui o mal com o bem e sacrifica seus interesses à justiça;

- pensa primeiro nos outros antes de pensar em si mesmo e faz o bem com satisfação (o egoísta calcula as vantagens e prejuízos de sua ação);

- vê todas as pessoas como irmãs;

- respeita as crenças alheias;

- não alimenta ódio nem desejo de vingança;

 - perdoa e esquece as ofensas;

- é tolerante com as fraquezas alheias, pois sabe que precisa de tolerância para com as suas;

- não comenta os defeitos alheios, mas, se obrigado a isso, procura ver o lado bom das pessoas;

- estuda as próprias imperfeições e trabalha incessantemente para corrigi-las;

- é modesto com as próprias qualidades e procura destacar a dos outros;

- usa os bens que possui sem vaidade e com consciência;

 - trata com respeito seus superiores e com bondade e simplicidade seus subordinados;

- respeita todos os direitos naturais do próximo como deseja que sejam respeitados os seus.

 Conclui Kardec que não ficam assim enumeradas todas as qualidades do homem de bem, mas quem se esforçar em praticar essas se encontra no caminho que conduz a todas as demais qualidades.

 Em seguida, tratando sobre os bons espíritas, informa que, bem compreendido e bem sentido, o Espiritismo eleva-nos à condição de homem de bem. “O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam e vacilam”.

Infelizmente, muita gente acha que a moral espírita ou cristã se aplica às outras pessoas e não a si próprias. A Doutrina Espírita é muito clara, não necessita de uma inteligência fora do comum para praticá-la. Prova disso é que muitas pessoas sem instrução compreendem perfeitamente o Espiritismo, enquanto que outras, mesmo possuindo muito estudo, não o aceitam. Para aceitá-lo é preciso, antes de tudo, de elevação espiritual. O mesmo ocorreu com os apóstolos de Jesus e os cristãos... Quanto mais espiritualizada, mais facilmente a pessoa compreende as mensagens da vida espiritual... É preciso, pois, domínio sobre a matéria... Daí a conclusão de Allan Kardec, citada na introdução: “Reconhece-se o verdadeiro espírita (...)”.

Quando percebermos e pusermos em prática os amoráveis conselhos do Mestre Divino, certamente reconheceremos as vantagens de viver em harmonia com o nosso próximo.  N’O  Livro dos Espíritos, temos algumas informações fundamentais para uma vida melhor. Uma delas é a de que a fonte de nossos sofrimentos se baseia em dois sentimentos: egoísmo e orgulho. A outra é a de que uma só coisa é necessária para vivermos bem: devotamento ao próximo, ou seja, vivenciar o amor na sua mais alta expressão.

 Assim, pelo devotamento e abnegação, dizem os bons Espíritos, estaremos pondo em prática a mais excelsa das virtudes: a Caridade. Quando entendermos isso, estaremos no caminho que nos tornará homens de bem.

          Jorge Leite de Oliveira


sábado, 22 de março de 2014

Incorporação: Sintomas


   São alguns, os sintomas da mediunidade de incorporação. É importante conhecer estes sintomas, porque eles se manifestam independente da pessoa saber que é médium de incorporação, ou não. Muitas vezes, este médium começa a se sentir um estranho no mundo, começa a se sentir ou ser chamado de“esquisito”, ou louco. Mas não somos loucos, somos médiuns de incorporação e existem diferenças claras entre loucura e mediunidade.
   A pessoa que tem a mediunidade de incorporação latente,adormecida, não lapidada ou mal trabalhada, costuma apresentar alguns sintomas comuns. A grande maioria destes médiuns são muito sensitivos, com uma grande capacidade de sentir o que outras pessoas estão sentindo, de sentir as dores alheias. Mas também podem sentir, ver e ouvir o que os outros não sentem, não veem e não ouvem. É comum que a mediunidade de incorporação seja acompanhada de outros dons mediúnicos.
   Nesta realidade imaterial, tudo é energia, ainda que seja muito real e quase palpável para quem está percebendo o que os outros não percebem.
   Alguns pensam que estão ficando loucos por não conseguirem explicar aos outros o que está acontecendo dentro de si, podendo se tornar em pessoas reclusas, introvertidas, estigmatizadas, marcadas e excluídas do convívio social. Se questionam se estão loucos por atraírem para si dores alheias conhecidas e desconhecidas, mas, no fundo, sabem que isto não é loucura e, sim,um fenômeno mal explicado. Grande parte dos médiuns de incorporação tem esta capacidade de atrair, de puxar, a energia que acompanha as pessoas ou os ambientes.
   Os sentimentos de dó, piedade e tristeza diante da dor e sofrimento alheio aumentam a capacidade de absorver as energias negativas e enfermiças do outro, o problema é não saber o que fazer com isso depois. Assim,muitos médiuns têm vontade de ajudar e inconscientemente sabem que podem ajudar, no entanto, não sabem como lidar com sua mediunidade e desconhecem recursos e técnicas para lidar com estas situações.
   Da mesma forma, estes médiuns evitam encontrar pessoas muito negativas. O resultado é que, depois destes encontros, podem sentir enjoos,moleza pelo corpo, sonolência e outros tipos de mal-estar, como dores de cabeça frequentes e até dores pelo corpo.
  Nestes casos, quando procuram os médicos, os seus males não são diagnosticados e suas dores de cabeça não tem origem conhecida. Claro que não podemos confundir sintomas biológicos com desequilíbrios mediúnicos ou mediunidade mal trabalhada.
   A grande diferença entre problemas físicos e sintomas mediúnicos é que, com o passar do tempo, o médium sabe que seus males são o resultado de uma situação dentro de um contexto, como encontrar alguém, ir a tal local ou ter passado nervoso.
   É comum o médium de incorporação se sentir mal depois de desequilíbrios emocionais. Quando se desequilibra, o médium entra em uma sintonia baixa de vibração e abre seu campo mediúnico, mental e emocional para energias de carga negativa.
   Quando está nesta vibração negativa, o médium também acaba sintonizando com espíritos negativos ou negativados como sofredores, espíritos perdidos e/ou revoltados.
   O contrário também é verdade. Assim, a pessoa que tem mediunidade de incorporação pode ficar muito vulnerável a influências externase, às vezes, acabar tendo um comportamento considerado bipolar. Mas a sua mediunidade não deve ser desculpa para este comportamento. O médium deve procurar um equilíbrio interno para não ficar tão sujeito a estas influências externas.A mente deve assumir o controle da mediunidade. Uma pessoa equilibrada e centrada não fica absorvendo cargas de todos os lugares por onde passa, mas caso isso venha a acontecer, não deve se desequilibrar, deve, sim, perceber que está absorvendo energias negativas e aprender a descarregar-se e encaminhar estas energias. A isto, chamamos de maturidade mediúnica, o quê é resultado de trabalho e educação mediúnica.
  Por isso venho, há anos,afirmando que: não basta desenvolver a mediunidade de incorporação, não basta aprender a incorporar espíritos; é fundamental, preciso e necessário passar por uma educação mediúnica, ter cultura mediúnica, estudar e compreender o fenômeno, suas causas e efeitos. É imprescindível um trabalho de autoconhecimento, sentir o que acontece com você e adquirir técnicas  para se auto tratar, para se limpar energeticamente, descarregar cargas negativas e encaminhar espíritos que possam estar lhe perturbando.

√ POR ALEXANDRE CUMINO

sexta-feira, 21 de março de 2014

Serenidade e sabedoria





Todo homem sábio é sereno.

A serenidade é conquista que se consegue com o esforço pessoal, passo a passo.

Pequenos desafios que são superados; irritações que conseguimos controlar; desajustes emocionais corrigidos; vontade bem direcionada; ambição freada, são todas experiências para a aquisição da serenidade.

Um Espírito sereno é aquele que se encontrou consigo próprio, sabendo exatamente o que deseja da vida.

A serenidade harmoniza, exteriorizando-se de forma agradável para os que estão à volta. Inspira confiança, acalma e propõe afeição.

O homem que consegue ser sereno já venceu grande parte da luta.

Assim, não permitamos que nenhuma agressão exterior nos perturbe, causando irritação e desequilíbrio.

Procuremos manter a serenidade em todas as realizações.

A nossa paz é moeda arduamente conquistada, que não devemos atirar fora por motivos irrelevantes.

Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se perdem, e sempre seguem com a pessoa.

Quando estejamos diante de alguém que engana, traindo a nossa confiança, o nosso ideal, procuremos nos manter serenos.

O enganador é quem deve estar inquieto, e não a sua vítima.

Em nosso círculo familiar ou social, sempre iremos nos defrontar com pessoas perturbadas, confusas e agressivas.

Não nos desgastemos com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam. Elas são um teste para a nossa paciência e serenidade.

Procuremos nos manter sempre em contato com o Alto, através da prece, buscando continuamente compreender as situações que a vida nos apresenta, enxergando-as como oportunidades, e não como crises.

Quem consegue manter a serenidade diante das pequenas dificuldades que surgem, vence mais facilmente os grandes desafios.

O homem sereno consegue viver mais feliz, pois nada parece afligi-lo a ponto de fazê-lo desistir dos sonhos que traçou para si mesmo.

O homem sereno jamais busca resolver suas questões através de comportamento violento, e por isso há mais paz em sua vida.



A serenidade que Jesus mantinha em Seu coração era algo sublime.
Poucos eram aqueles que não se emocionavam em Sua presença, pois essa virtude se exteriorizava pelo olhar tranquilo e profundo; irradiava pelo semblante carinhoso e pacífico; emanava pelas palavras ditas com tanto amor, que pareciam beijar e abraçar aqueles que as ouviam.
Poucos foram aqueles que não tiveram seus olhares inundados pelas lágrimas da emoção, ao estarem na companhia do Espírito mais sereno que já esteve na face da Terra.
Experimentando as mais cruas acusações sem uma palavra de defesa, na mais dura soledade, sem uma só exigência, Jesus deu o testemunho mais pesado através da agonia pelo amor.
Sem qualquer constrangimento, se manteve em serenidade admirável, para ensinar que a dinâmica da vitória sobre si mesmo é resultante do autodescobrimento e da aplicação das próprias forças no exercício do perdão incondicional e a situações, pessoas e coisas da rota evolutiva.

 






Redação do Momento Espírita, com base no cap. 36, do livro Episódios diários e parágrafos finais do cap.19, do livro Florações evangélicas, ambos pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco


quinta-feira, 20 de março de 2014

Bicorporeidade

(...) Isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. (...) pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu azo às histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar. (...)

Tem pois, dois corpos o indivíduo que se mostra simultaneamente em dois lugares diferentes. Mas, desses dois corpos, um somente é real, o outro é simples aparência. Pode-se dizer que o primeiro tem a vida orgânica e que o segundo tem a vida da alma. Ao despertar o indivíduo, os dois corpos se reúnem e a vida da alma volta ao corpo material. Não parece possível, pelo menos não conhecemos disso exemplo algum, e a razão, ao nosso ver, o demonstra, que, no estado de separação, possam os dois corpos gozar, simultaneamente e no mesmo grau, da vida ativa e inteligente. (...) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap., it.119 e 121, p.1 56 e 159).

A faculdade, que a alma possui, de emancipar-se e de desprender-se do corpo durante a vida pode dar lugar a fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. Enquanto o corpo se acha mergulhado em sono, o Espírito, transportando-se a diversos lugares, pode tomar-se visível e aparecer sob forma vaporosa, quer em sonho, quer em estado de vigília. Pode igualmente apresentar-se sob forma tangível, ou, pelo menos, com uma aparência tão idêntica à realidade, que possível se toma a muitas pessoas estar com a verdade, ao afirmarem tê-lo visto ao mesmo tempo em dois pontos diversos. Ele, com efeito, estava em ambos, mas apenas num se achava o corpo verdadeiro, achando-se no outro o Espírito. Foi este fenômeno, aliás muito raro, que deu origem à crença nos homens duplos e que se denomina de BICORPOREIDADE. (Obras Póstumas, P.1, Manifestações dos Espíritos, p.56-57)

(...) fenômenos de desdobramento do ser humano (...). A alma é imortal, Introd. p.15)

A BICORPOREIDADE é a faculdade, ou dom, que têm certos indivíduos de se apresentarem ao mesmo tempo em dois lugares distintos. (A loucura sob um novo prisma, cap.2, p.111)
COMUNIDADE ESPIRITA

quarta-feira, 19 de março de 2014

Origem das Colônias Espirituais

         
           
         Consta que a formação das Colônias Espirituais data de diferentes épocas. O Espírito André Luiz, ao decorrer de suas obras ditadas ao médium Francisco Cândido Xavier, refere-se a várias estações de repouso do Mundo Espiritual. Nosso Lar, por exemplo, foi fundado no século XVI, por portugueses distintos, desencarnados no Brasil. Ainda no mesmo Nosso Lar, há referências à Colônia Socorrista Moradia, como uma das mais antigas, ligada a zonas bem inferiores para atendimento à população do Umbral, assim denominada a região espiritual habitada por espíritos trevosos.

            Outro exemplo é a Colônia Campo da Paz a que o Espírito André Luiz se reporta no livro Os Mensageiros, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, esta é uma colônia bem próxima da Terra:
            Alguns benfeitores, reconhecidos a Jesus, resolveram organizar, em nome dele, uma colônia em plena região inferior, que funcionasse como instituto de socorro imediato aos que são surpreendidos na Crosta com a morte física, em estado de ignorância ou de culpas dolorosas. O projeto mereceu a bênção do Senhor e o núcleo se criou, há mais de dois séculos.
        Em Obreiros da Vida Eterna, também do Espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier, é citada a instituição de assistência aos desencarnados Casa Transitória de Fabiano. Em uma de suas viagens de estudo, ele recebeu do instrutor espiritual Jerônimo a informação de que esta colônia fora fundada pelo Espírito Fabiano de Cristo, devotado servo da Caridade entre antigos religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos.
          Colônia Redenção, descrita por Otília Gonçalves (Dedicada trabalhadora do Centro Espírita Caminho da Redenção, fundado pelo médium Divaldo P. Franco. Ela administrou a primeira creche dessa instituição) no livro Além da Morte, psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco, conforme declara a autora espiritual, foi criada no tempo da escravatura (provavelmente no século XVIII), objetivando socorrer escravos desencarnados sob o peso de sofrimentos ou sequiosos de vingança.
            O Reverendo George Vale Owen (Vigário de Oxford, no Lancashire, Inglaterra; 1869-1931. Após experiências psíquicas, recebeu de Espíritos informações sobre a vida Além-Túmulo), assessorado por sua mãe desencarnada e um grupo de Espíritos, registra, em sua obra A Vida Além do Véu, a existência da Colônia da Música, em que esta Arte é cultivada em todos os aspectos.
             Enfim, não há como definir, com exatidão, quando se formaram as primeiras Colônias Espirituais, desde que a época da origem do Homem no planeta Terra não foi ainda determinada pela Ciência. As diversas colônias existentes, por se encontrarem bem próximas da Terra, sofrem as mesmas influências do planeta.
            E não poderia ser de outra forma, uma vez que foram criadas para atendimento a faixas ainda não muito elevadas da Espiritualidade. Há, entretanto, as colônias dos planos superiores, a que só têm acesso Espíritos que atingiram as esferas menos densas. No seu oposto, estão as constituídas por falanges de Espíritos que se dedicam ao Mal e se encontram, ainda, nos planos pavorosos do Mundo Invisível. O Espírito Otília Gonçalves, em Além da Morte, a eles se refere como (...) bandos perigosos, sob a direção de mentes cruéis, dificultando a obra de evangelização do mundo.
            Essas hostes do Mal, muitas vezes sob o comando de chefes bárbaros, investem, furiosas, contra abnegados missionários que lhes tiram das mãos Espíritos infelizes por eles arregimentados.
            No romance mediúnico "Apenas uma Sombra de Mulher", de Fernando do Ó, uma entidade descreve a Colônia Gordemônio situada nas adjacências da Terra, como uma vasta região habitada por Espíritos transviados e malfazejos, solertes na prática do vampirismo, os quais, após a desencarnação, surpreenderam-se impotentes para galgar... (...) planos menos tenebrosos e horríveis, em vista do seu atraso moral.
            E formam... (...) desde tempos quase imemoriais uma como 'societa sceleris', que tem por esfera de ação essa extravagante, estranha e incrível metrópole do crime, (...) organização sui generis que recruta sua população entre infelizes entidades inferiores. A Colônia dispõe de líderes que superintendem todas as frentes de atividade de Gordemônio. Os líderes contam com assessores que, a seu turno, dirigem núcleos mais ou menos numerosos.
            Portanto, assim como temos Colônias habitadas por Espíritos benfeitores, somos informados da existência de domínios sombrios, povoados de malfeitores que só pensam em si mesmos ou se comprazem em praticar o Mal. Não é o inferno propalado pelas religiões, pois não há calor nem fogo eternos; uma região criada por Deus com características apropriadas ao pecadores da Terra e aos demônios.
            Os Espíritos que aí habitam poderão, em dias, anos ou séculos, libertar-se, por esforço próprio, desse plano deprimente, criado por suas próprias mentes. Sobre o assunto, Allan Kardec nos esclarece na Revista Espírita, no 4, de abril de 1859, no artigo Quadro da Vida Espírita:
            Vem a seguir o que se pode chamar de escória do mundo espírita, constituída de todos os Espíritos impuros, cuja preocupação única é o Mal. Sofrem e desejariam que todos sofressem como eles. A inveja lhes torna odiosa toda superioridade; o ódio é a sua essência. Não podendo culpar disso os Espíritos, investem contra os homens, atacando aos que lhe parecem mais fracos.
            Excitar as paixões ruins, insuflar a discórdia, separar os amigos, provocar rixas, fazer que os ambiciosos pavoneiem o seu orgulho, para o prazer de abatê-los em seguida, espalhar o erro e a mentira, numa palavra, desviar do Bem, tais são os seus pensamentos dominantes. 
            Os Espíritos que povoam as regiões inferiores não podem ascender a planos das Altas Esferas; entretanto os Espíritos superiores baixam a planos inferiores para incentivar os Espíritos atrasados a lutar pela sua renovação.
            Os Espíritos desencarnados, oriundos de países estrangeiros, também se referem a estações de repouso no Mundo Espiritual, as quais denominam de Colônias e Cidades Espirituais e dão descrições semelhantes às contidas em obras mediúnicas brasileiras. Diversos desencarnados nos têm narrado, em mensagens avulsas, as suas experiências pela faculdade mediúnica de Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e José Medrado, para esclarecimento e consolo dos que lhe são caros: falam sobre o momento da morte, esclarecem dúvidas, dão notícias de parentes falecidos, descrevem o ambiente em que se encontram e informam sua situação no momento em que se comunicam.
            Em A Vida Além do Véu, por exemplo, o Espírito comunicante, entre outros com nomes esquisitos, afirma ao Reverendo George Vale Owen que o Mundo Espiritual é a Terra aperfeiçoada, exatamente como dissera Allan Kardec. Do lado de lá, como no de cá, existem montes, rios, belas florestas e muitas casas; tudo preparado por aqueles que o precederam.
            Refere-se, em diversas ocasiões, aos diversos planos da existência, desde os que se encontram próximos da crosta terrestre, como o Umbral, até as altas esferas, onde habitam os Espíritos mais evoluídos. O ponto discordante entre o conteúdo das mensagens que os médiuns ingleses receberam e as recebidas no Brasil é não considerar a reencarnação como fator imprescindível para o evolver do Espírito.
            Em suma, como se pode apreender dos ensinamentos e descrições que nos chegam do Outro Mundo, não resta a menor dúvida de que o Mundo Espiritual pouco difere de nosso mundo material. Entretanto, no que diz respeito a volume de obras psicografadas sobre o tema colônias espirituais, encontra-se, na dianteira, o médium Francisco Cândido Xavier.

Lúcia Loureiro  -  acasadoespiritismo

segunda-feira, 17 de março de 2014

Exú Mirim

     Escrever sobre Exú Mirim se faz necessário nesse momento porque, desde que psicografei o livro Lendas da Criação – A Saga dos Orixás, sua importância na Criação e na Umbanda mostraram-se maior do que imaginava-se. Não temos escritos abundantes a nossa disposição que ensinem-nos sobre esse Orixá ou que fundamente-o com Mistério Religioso. Essa falta de textos esclarecedores e fundamentais das suas manifestações religiosas nesse primeiro século de existência da Umbanda deixou Exú Mirim à própria sorte, ou seja: a vagos comentários sobre seus manifestadores que pouco ou nada esclareceram sobre eles e ao que vieram! Inclusive, por terem sido descritos como “espíritos de moleques de rua”, cada um incorporava-o com os típicos procedimentos de crianças mal-educadas, encrenqueiras, bocudas, chulas, etc.

Foram tantos os disparates cometidos que é melhor esquecê-los e reconstruir todo um novo conhecimento sobre o Orixá Exú Mirim, antes que ele deixe de ser incorporado e relegado ao esquecimento, como já foi feito com muitos dos     Orixás que, por falta de informações corretas e fundamentadoras, deixaram de ser cultuados aqui no Brasil. Nas Lendas da Criação, Exú Mirim assumiu uma função e importância que antes nos eram desconhecidas. A função é a de fazer regredir todos os espíritos que atentam contra os princípios da vida e contra a paz e a harmonia entre os seres. A importância e a de que, sem Exú Mirim nada se pode ser feito na Criação sem sua concordância.
    Com Exú, dizia-se que “sem ele não se faz nada”. Já, com Exú Mirim, “sem ele nem fazer nada é possível”.
Vamos por partes para entendermos sua importância e fundamentá-lo, justificando sua presença na Umbanda.
1) Cada Orixá é um dos estados da Criação. Um é a Fé, outro é a Lei, outro é o Amor, e assim por diante, independente de suas interpretações religiosas.
2) Por serem estados, são indispensáveis, insubstituíveis e imprescindíveis á harmonia e ao equilíbrio do todo. O Estado da matéria considerado “frio” só é possível por causa da existência do estado “quente” e ambos na escala celsus indica os dois estados das temperaturas. Sem um não seria possível dizer se algo está frio ou quente; se algo é doce ou amargo, se algo é bom ou ruim, etc. É a esse tipo de “estado” que nos referimos e não a um território geográfico, certo?
3) Muitos são os estados da Criação e cada um é regido por um Orixá e é guardado e mantido por todos os outros, pois se um desaparecer (recolher-se em Deus), tal como numa escada, ficará faltando um degrau, e tal como numa escala de valores, estará faltando um grau que separe o seu anterior do seu posterior.
4) Quando a Umbanda iniciou-se no plano material, logo surgiu uma linha espiritual ocupada por espíritos infantis amáveis, bonzinhos, humildes, respeitosos e que chamavam todos(as) de titios e titias ao
se dirigirem às pessoas ou aos Orixás e guias espirituais. Também chamavam os pretos(as) velhos(as) de vovô e de vovó. Até aí tudo bem!
5) Mas logo começaram a “baixar” uns espíritos infantis briguentos, encrenqueiros, mal-educados, intrometidos, chulos e que dirigiam -se às pessoas com desrespeito chamando-os disso e daquilo, tais como: seu pu.., sua p…, seu v…., seu isso e sua aquilo, certo? E quando inquiridos, se apresentavam como “exus” mirins, os exus infantis da Umbanda numa equivalência com um exú infantil ou um erê da esquerda existente no Candomblé de raiz nigeriana.
6) Exú Mirim assumiu o arquétipo que foi construído para ele: o de menino mal! E tudo ficou por aí com ninguém se questionando sobre tão controvertida entidade incorporadora em seus médiuns, pois ele
diziam que todo médium tem na sua esquerda um Exú Mirim além de um e Exú e uma Pomba Gira.
7) De meninos mal educados, como tudo que “começa mal” tende a piorar, eis que as incorporações de entidades Exus Mirins começaram a ser proibidas nos centros de Umbanda devido a vazão de desvios íntimos dos médiuns que eles extravasavam quando incorporavam nos seus.
8) De mal vistos, para pior, essa linha de trabalhos espirituais, (onde cada médium tem o seu Exú Mirim), quase desapareceu e só restaram as incorporações e os atendimentos de um ou outro Exu Mirim “muito bom” mesmo no ato de ajudar pessoas.
9) Então ficou assim decidido, mais ou menos, por muitos:
a) Exú Mirim existe, é mal educado e incontrolável e de difícil doutrinação.
b) Vamos deixar Exú Mirim quieto e vamos trabalhar só com linhas espirituais doutrináveis e possíveis de serem controladas dentro de limites aceitáveis.
10) Exú Mirim praticamente desapareceu das manifestações Umbandistas porque suas incorporações fugiam do controle dos dirigentes e seus gestos e palavrões envergonhavam a todos.
11) Como é característica humana negar tudo o que não pode controlar e ocultar tudo o que “envergonha”, o mesmo foi feito com Exú Mirim, que existe, mas não é recomendável que incorpore em seus médiuns.
Certo? Errado, dizemos nós, porque muitos médiuns já ajudaram a muitas pessoas com seus exus mirins doutrinadíssimos e nem um pouco influenciados pela personalidade “oculta” de quem os incorporavam. Todos se adaptam a regras comportamentais se seus aplicadores forem rigorosos tanto com os médiuns quanto com quem incorporar neles.
    O melhor exemplo começa com as incorporações comportadas de quem dirige os trabalhos espirituais. E uma boa orientação sobre as entidades ajuda muito porque, o que os médiuns internalizarem sobre elas será o regularizador das entidades. Agora se, por acaso, o dirigente adota um comportamento discutível, aí seus médiuns o seguirão intuitivamente, pois o tomam como exemplo a ser seguido. Em inúmeras observações, vimos os médiuns repetindo seus dirigentes e, inclusive, com as incorporações e danças dos guias incorporados neles.
    Essa assimilação natural ou intuitiva é um indicador de que o exemplo que vem “de cima” ainda é um dos melhores reguladores comportamentais. Agora, quando o dirigente incorpora seu Exú Mirim e este, por ser do “chefe”, faz micagens, caretas, gestos obscenos, atira coisas nas pessoas, xinga-as e fala palavrões, aí tudo se degenera e seus médiuns procederão da mesma forma porque, em suas  mentes e inconscientes é assim que seus Exus Mirins devem comportar-se quando incorporados. Essa foi uma das razões para o ostracismo e que foi relegada a linha dos Exus Mirins.
    E isto, sem falarmos em supostos Exus Mirins que quando incorporavam ou ainda incorporam por aí afora, pegam ou lhe são dados saquinhos de papel que ficam cheirando, como se fossem as infelizes crianças de rua viciadas em cheira “cola de sapateiro”. Certos comportamentos, devemos debitar ao arquétipo errôneo construído por pessoas desinformadas sobre essa linha de trabalhos espirituais Umbandistas.
1) Não são espíritos humanos, em hipótese alguma.
2) Exus Mirins são seres encantados da natureza provenientes da sétima dimensão à esquerda da que nós vivemos.
3) A irreverência ou má educação comportamental não é típico deles na dimensão onde vivem.
4) São naturalmente irrequietos e curiosos, mas nunca intrometidos ou desrespeitadores.
5) Por um processo osmótico espiritual, refletem o inconsciente de seus médiuns, tal como acontece com Exú e Pomba Gira. Logo, são nossos refletores naturais.
6) Gostam de beber as bebidas mais agradáveis ao paladar dos seus médiuns, sejam elas alcoólicas ou não.
7) Apreciam frutas ácidas e doces “duros”, tais como: rapadura, pé de moleque, quebra queixo, cocadas secas e balas “ardidas” (de menta ou hortelã).
8) Se bem doutrinados prestam inestimáveis trabalhos de auxilio aos frequentadores dos centros de Umbanda.
9) Não aprovam ser invocados e oferendados em trabalhos de demandas e magias negativas contra pessoas.
10) Toda vez que seus médiuns os ativam para prejudicar os seus desafetos seus Exus Mirins se enfraquecem automaticamente já aconteceram inúmeros casos de médiuns que ficaram sem seus verdadeiros Exus Mirins porque os usaram tanto contra seus desafetos que eles ficaram tão fracos que foram aprisionados e kiumbas oportunistas tomaram seus lugares junto aos seus médiuns, passando daí em diante a criar problemas para suas vítimas que ainda acreditavam que estavam incorporando seus verdadeiros Exus Mirins.
11) Eles raramente pedem seus assentamentos ou firmezas permanentes e preferem ser oferendados periodicamente na natureza, tal como as crianças da direita.
12) Se bem doutrinados e colocados a serviço dos freqüentadores dos centros umbandistas, realizam um trabalho caritativo único e insubstituível. Vamos resgatar os Exus Mirins da Umbanda e libertá-los do falso arquétipo que mentes e consciências distorcidas criaram para eles?

√ POR RUBENS SARACENI