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quinta-feira, 31 de julho de 2014

VERDADES E MITOS SOBRE BANHO DE SAL GROSSO


Os Vícios e Suas Consequências


O astral inferior está repleto de espíritos que adquiriram vícios, quando encarnados, e na situação em que se encontram, dispõem de um só meio de satisfazê-los: é o de se encostar aos seres encarnados, também viciados, para junto deles, em ação vampiresca, se saciarem, associando-se intimamente os seus corpos físicos e os seus sentidos.

Assim, o que foi jogador inveterado põe-se junto à mesa do jogo, encostado àquele por quem nutre maior simpatia, passa a intuí-lo, para que faça os lances que lhe aprazem, e "ruge", enraivecido, quando as intuições não forem captadas como deseja.

Outros espíritos, igualmente viciados no jogo, passam a influenciar outros jogadores encarnados, e a peleja astral em torno deles segue renhida, estimulada por impropérios e imprecações.

As figuras dos espíritos do astral inferior costumam ser de repelente aspecto, vítimas dos pensamentos que acalentam, engendrados na lama pestilenta do vício.

Idêntico fenômeno se opera com os espíritos do astral inferior que, quando encarnados, foram alcoólatras ou se sentem ressequidos e com um desejo incontrolável de ingerir bebidas fortes e embriagantes, a que se acostumaram, e, para satisfazer esse desejo, se apegam aos ébrios do plano físico e de tal forma conseguem justapor o seu corpo astral ao corpo físico do encarnado, que passam a sentir, como se encarnados estivessem, o sabor do álcool e o efeito atuante da bebida ingerida.

Deste modo se satisfazem e continuam alimentando o vício.

Assim também acontece com os que fumam ou se entregam a qualquer outro vício.

Há vícios maiores e menores, mas são sempre vícios.

Os espíritos viciados do astral inferior estão sempre próximos dos encarnados, à procura daqueles que possuam vícios iguais aos seus.

Os que não têm vícios não lhes interessam, ficando, assim, livres dessa péssima assistência.

Por aqui se vê quanto os seres encarnados, possuidores de vícios, estão expostos a um duplo malefício: o de ordem material e o de ordem moral, ficando sujeitos não só à ação perniciosa e destruidora da saúde e da resistência física, como a receberem as contaminações de duas origens de obsessores, seja pela acumulação de fluidos deletérios, seja pela ressonância de vibrações inferiores.

O viciado é, pois, um pólo de atração das forças inferiores; ele as alimenta, as mantém em torno de si, recebe as suas intuições e acaba modificando o seu modo pessoal de ser para tornar-se um reflexo delas, em suas manifestações. 

O vício é um dos promotores do suicídio lento, por contribuir, direta ou indiretamente, para o encurtamento da vida, uns atingindo frontalmente a estrutura orgânica do indivíduo, outros corroendo a alma e produzindo manchas no perispírito, que só no curso de outras vidas irão desaparecer.

O viciado, de um modo geral, não escapa ao estágio no astral inferior, após a desencarnação, por estar o seu corpo astral impregnado de efeitos do vício e só no astral inferior existir formas vibratórias suficientemente baixas para absorver tais efeitos, o que se dá num tempo mais ou menos longo, conforme a natureza do vício, a sua intensidade e os males que produziu.

O vício é, pois, um hábito pernicioso que leva o espírito a sofrer os danos morais e físicos dele decorrentes, com os quais muito retarda a sua evolução.
A permanência de forças astrais inferiores junto à pessoa do encarnado predispõe-na a adquirir manias, a contrariar os bons princípios, a indispor-se com terceiros, a perder a capacidade de ação própria de pensar e agir com independência, a tornar-se intolerante e enfadonha, deixando escapar as melhores oportunidades da vida.

Numerosas infelicidades que poderiam ser evitadas, ocorrem na vida, em conseqüência da ação funesta do astral inferior.

Logo, é profundamente condenável todo e qualquer costume que proporcione contato com esses espíritos infelizes da baixa camada atmosférica, que não são visíveis aos olhos da carne, mas que são tão reais como os demais seres encarnados. 
O vício alquebra o vigor espiritual, pela razão de sintonizar-se com correntes contrárias, impedindo, assim, que tal vigor se manifeste com a sua maior potencialidade.

Quem não estiver ao lado do bem, está, infalivelmente, ao lado do mal, porque não há ponto intermediário neutro para a pessoa se colocar no torvelinho da vida; como o vício não está do lado do bem, por motivos óbvios, está do lado do mal, e, conseqüentemente, também está do mesmo lado quem estiver submetido a ele.

Combater o vício é, pois, um dever cristão, que precisa ser reconhecido e aplicado, sem condescendência.

Ele se infiltra, traiçoeiramente, nas criaturas desprevenidas que não se dão ao hábito de raciocinar sobre seus riscos e inconvenientes, apoderando-se delas, é estas passam a defendê-lo, depois, para justificar o seu avassalamento.

Olhando o aspecto econômico da questão, atua o vício como fator de desperdício.

Ao tomar-se, para exemplo, o vício do fumo, constata-se que o dinheiro gasto numa existência humana com esse vício, levando-se em conta as fórmulas normais de capitalização e admitindo-se que, diariamente, fosse depositada, em organização bancária, a importância dispendida com ele e seus acessórios, daria em média por pessoa fumante, o necessário para adquirir uma propriedade, ou seja, uma residência para os seus herdeiros.

É um valor econômico apreciável que cada viciado no fumo queima, diariamente, em prejuízo da família e, sobretudo, da saúde.

Depois de desencarnado, pode o indivíduo saber — e saberá na certa — exatamente quanto desperdiçou durante a vida terrena com o vício que manteve, já que todos os atos, por menores, por mais insignificantes que sejam, ficam indelevelmente registrados.

Verá então quais os benefícios que deixou de prestar aos seres seus afins ou colaterais dependentes, pelo desperdício causado pelo vício.

Os ricos, que são mantenedores de vícios, hão de ver que não estiveram à altura de fazer bom uso da riqueza, e poderão preparar-se para uma nova existência de pobreza, quando melhor verificarão quais as aplicações que devem ser dadas às riquezas.

O indivíduo que gasta os seus recursos com o vício não tem o direito de reclamar que ganha pouco e que o dinheiro não chega. 

Uma vez que na senda da evolução cada um deve esforçar-se por não ter apego às coisas terrenas,de modo algum há de andar jungido ao vício, que é o mais lamentável de todos os apegos.

As pessoas fúteis têm uma inclinação acentuada pelo vício, e quando não se deixam arrastar pela atração do ópio, da cocaína, da maconha, entregam-se às do álcool e/ou do fumo, muitas vezes por parecer-lhes um hábito elegante.
De elegantes desse tipo está repleto o astral inferior.

Estas advertências objetivam alertar o espírito dos bem intencionados para que meditem sobre o caso, e se disponham a preparar dias melhores para o futuro, nos quais não devem constar registros de práticas viciosas.

Para entrar no caminho da espiritualidade, uma das condições é a de poder sentir repugnância pelo vício, desprezá-lo, mantendo-o à distância.

A aversão pelo vício é uma questão de princípio, de formação moral, de compreensão espiritual. 

Todos os acontecimentos na vida têm a sua origem e são dependentes da lei de causa-e-efeito.

Os vícios são o efeito, e a causa é a falta de conhecimento da vida espiritual.

Os vícios terão de desaparecer com a evolução dos seres; eles atestam, enquanto prevalecem, condições deficientes no estado evolutivo.

É indispensável que a criatura reconheça essa inferioridade, antes de poder desejar a sua extinção.

A campanha contra o vício não poderá esmorecer.

Aqueles que estiverem seguros de que o vício constitui um erro de conduta na Terra, devem opor-se à sua sobrevivência, sempre que a oportunidade se apresente.

A toda criatura assiste o dever de combater os males, e o vício é um deles.

Não se pense, egoisticamente, que o mal que não nos atinge não nos deverá preocupar.

Todos somos membros da grande família humana, e é preciso zelar pela sua integridade. 

Texto de Luiz de Souza.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Descarrego

Descarrego, o “des” significa tirar o “carrego” Carrego seria um “peso” algo que carregamos, aquilo que não faz parte da nossa essência e que de alguma forma nos foi colocado, por outros, e até por nós mesmos consciente ou inconscientemente, ou ainda por fatores karmicos!

Obs. Fatores Karmicos= Lei do retorno, que trás consigo os resultado de ações pretéritas, boas ou ruins. Tudo funciona dentro das Leis do Ser Supremo, dificuldades ou facilidades aparentemente sem uma causa real ou lógica.

Na Umbanda, O DESCARREGO, é um termo comum, assim como seu uso dentro das cerimônias, a pessoa atendida, médium da casa(integrante do grupo) ou consulente(frequentador ou visitante) que esteja “carregado” será purificado, liberto destas energias negativas, ou entidades negativas e perturbadoras, os chamados dentro da linguagem umbandista de kiumbas(no kardecismo são chamados obsessores).

Fatores que são eliminados pelo desgarrego:

1) Energias Negativas(vibrações criadas pela própria pessoa, através dos seus pensamentos, ou através de pensamentos ou ações mágicas de outros, sejam encarnados ou desencarnados)

2) Larvas Astrais(formas pensamentos, seres elementares criados através de pensamentos pertinentes e repetitivos, esses pensamentos adquirem “vida própria” no mundo astral, e passam a se alimentar da energia da ou das pessoas, que os criaram)

3) Kiumbas ou os chamados Espíritos Obsessores, são entidades, que por motivos diversos perseguem ou se ligam as pessoas(suas vítimas) de forma a lhe sugarem energias vitais e/ou influenciarem negativamente.

4) Espíritos da categoria de sofredores, entidades que se afeiçoam a pessoa, podem ser até mesmo parentes e amigos desencarnados, esses espíritos algumas vezes não sabem que não pertencem mais a este mundo físico, algumas vezes até o sabem, mas por gostarem do encarnado ficam a lhe acompanhar, procurando “ajuda-lo”, o que não é possivel pelo fato de não terem a devida “força ou luz” para este fim”

Forma como são feitos os descarregos:

O médium irá captar essas energias negativas e transmuta-las através de sua sensibilidade, tirando literalmente as energias negativas do corpo perispiritual do atendido e passando ao seu, como essas energias não lhe são próprias, elas serão captadas e facilmente eliminadas por esse captador. Esse tipo de DESCARREGO elimina as energias da categoria 1 acima mencionada (energias negativas)

Outras vezes o médium devidamente “incorporado” irá buscar a ou as entidades obsessoras, para que sejam doutrinadas e afastadas dentro da cerimônia. Categoria 3 Kiumbas ou Obsessores.
Da mesma forma os chamados Eguns Sofredores, irão ser doutrinados, auxiliados e encaminhados, muitas vezes eles tem que se manifestar em um médium do grupo, para receber parte da energia vital do mesmo e sofrer o chamado “choque da carne” que vem a ser a sua própria comunicação através de um médium para assim tomarem a “consciência” que não mais pertencem a este mundo físico, posteriormente são levados aos hospitais da espiritualidade ou a escolas de doutrinação.

No caso da categoria 2, larvas astrais ou seja formas pensamentos que criaram seres elementares, eles terão que usar outras formas de DESCARREGO, o que chamamos de SACUDIMENTO, porque larvas e seres astrais desta categoria não são humanos e portanto não se comunicam através de médiuns(ainda bem) e não possuem um entendimento para doutrinação, sendo apenas digamos assim, para exemplificar, um “programa de computador” que saiu do controle, assumindo atitudes próprias. Neste caso eles são eliminados pelos elementos da natureza, agua(agua e líquidos de axé), terra(farinhas) , ar(fumaça da queima de ervas e polvora), e principalmente pelo fogo(polvora, velas), dai a necessidade dos rituais com estes elementos. A larva astral é literalmente destruida, por este ritual(procedimento) assim como se destroi um parasita do corpo, se destroi estes parasitas da alma, eles são vivos e vivem no astral se unindo a sua vítima através dos chakras e perispírito da mesma, assim como um carrapato ou sanguessuga, e sua forma assemelha-se inclusive a essas criaturas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sonhos na mediunidade


Os sonhos são produções espontâneas do inconsciente, sem a participação direta do ego.
Eles brotam das conexões psíquicas que formam os nós das redes dos complexos. São expressões do Espírito que aliviam as tensões geradas pelo conjunto das emoções das experiências reencarnatórias. Não são quimeras nem fantasias, mas legítimas imagens carregadas de significado aparentemente incompreensível.
São resultantes simbólicos das intensas emanações das experiências vividas pelo espírito, que ficam gravadas no perispírito. Essas experiências podem ser ocorrências no momento do sono, da vida atual, de vidas passadas, assim como prognósticos quanto ao futuro.
Os sonhos que retratam vivências do espírito durante o sono do corpo físico, contêm menos símbolos e são mais nítidos e lógicos do que aqueles que trazem informações sobre vidas passadas.
Porém, qualquer que seja o conteúdo dos sonhos, ele sempre terá símbolos a serem decodificados.
A existência da faculdade mediúnica desenvolvida favorece a produção de sonhos com fraco conteúdo simbólico, pois o inconsciente dos médiuns ostensivos é mais aberto à consciência.
Tal abertura favorece o alívio natural das tensões inconscientes, conforme o médium for lidando harmonicamente com os fenômenos resultantes de sua relação com o espiritual.
Embora os sonhos retratem aspectos da vida do sonhador, contendo realidades que lhe pertencem, alguns médiuns têm a facilidade de sonhar com informações sobre a vida de outras pessoas.
Isso é raro e denota a existência de uma faculdade psíquica especial.
Há pessoas que sonham com eventos que freqüentemente terminam por acontecer. São os chamados sonhos premonitórios.
Esse tipo de mediunidade não só decorre do contato do médium com espíritos que lhe proporcionaram conhecimentos além do senso comum, como também por conta da flexibilidade maior do médium em vasculhar seu inconsciente, obtendo mais amplas informações para antever o futuro. Não são previsões absolutas, mas possibilidades de ocorrência, com altos níveis de probabilidade. A premonição é sempre uma possibilidade e não uma ocorrência futura absoluta.
Os sonhos dos médiuns podem estar misturados com idéias, emoções e informações de espíritos desencarnados que com eles mantêm contato próximo. Espíritos que porventura se encontrem no campo psíquico do médium, poderão, por pregnância, alterar o conteúdo de seus sonhos. Os símbolos neles presentes podem estar misturados aos próprios do inconsciente do médium. Os tipos de símbolos servem como elementos de identificação de sonhos que são vivências espirituais, dos sonhos comuns e oriundos da psiquê do próprio indivíduo. É sempre oportuno que os médiuns ostensivos levem seus sonhos para interpretação a pessoas que tenham conhecimento psicológico e espírita, e que poderão melhor auxiliá-los na compreensão dos símbolos neles presentes.
As pessoas que sonham freqüentemente com outras que já faleceram, parentes ou não, possuem um tipo de mediunidade a que chamo mediunidade onírica, pois ocorre durante o sono e só é percebida após o acordar. Seu desenvolvimento está associado à identificação dos personagens desencarnados presentes nos sonhos, bem como à interpretação adequada das mensagens neles existentes..
Do Livro: Psicologia e mediunidade - Adenáuer Novae

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Orgulho x Ego x Vaidade na Umbanda

Quem já não ouviu falar sobre o perigo que é a Vaidade? Quem já não ouviu tristes histórias de médiuns quando tiveram a Vaidade alimentando seus íntimos? Quem já não percebeu como é difícil lidar com a Vaidade e o quanto 

Ela é sutil e arrasadora?
  Sei que muitos fogem e negam esse sentimento, mas Ela não foge e não nega ninguém. Ela, A Vaidade, não titubeia em se fazer viva a qualquer momento, em qualquer lugar e em qualquer pessoa, aliás, existem vários momentos em que a vaidade é absurdamente incentivada e vivenciada, existem diversas pessoas manipulando outras pessoas sob o prisma da vaidade.
  Mas ninguém gosta ou quer reconhecer seus momentos de vaidade, nem tampouco a possibilidade de sentí-la, mesmo porque, Ela aflora de forma tão “sutil”, tão “simples” aos olhos míopes da ingenuidade que, por consequência, as pessoas deixam de se vigiarem, esquecem de se educarem, de cultivarem a humildade e de entender o outro como “outro”, automaticamente se tornam vaidosas. Percebam, é  uma bola de neve, uma ação refletindo uma reação continuamente.
  Sei que a maioria das pessoas utiliza o termo “vaidade” para falar do bem cuidar do corpo, da importância de ter uma boa aparência, no entanto, mais que isso, vaidade é o desejo sem limites de atrair admiração. Isso mesmo, DESEJO SEM LIMITES DE ATRAIR ADMIRAÇÃO.
  Em nossa Umbanda, vivenciando nossa religiosidade, sabemos o quanto a vaidade é prejudicial. Ela chega a ser a principal causa de afastamento de médiuns dos terreiros. Ela é tão avassaladora e destruidora que retarda potencialmente a ascensão de qualquer médium. Portanto, temos que estar vigilantes o tempo todo, temos que cultivar a humildade dentro de nós entendendo que nada somos e nada fazemos sem o Outro.
  O fato é: a Vaidade está sempre viva em um elogio, em um olhar de admiração, em uma situação resolvida, Ela está sempre pronta para aflorar no primeiro momento de “falta de reconhecimento” e “falta de agradecimento” para com o Outro, para com o Divino e para com o Universo.
Isso quer dizer que a vaidade pode brotar nos momentos de cura, de conquista e de auto-estima, portanto nos momentos de alegria e satisfação, basta ter a semente e estar com o solo propício. Quem já não conquistou  algo  importante ou difícil na vida e estufou o peito sonorizando “eu sou bom mesmo” esquecendo totalmente de agradecer e de reconhecer que nada, absolutamente NADA se conquista e se constrói sozinho?
  E não é só isso, a vaidade está quase sempre misturada ao sentido da Fé e com a capacidade de sentir Fé.
Calma, sei que agora deu calafrio, mas pensem comigo, quantas pessoas ao afirmarem sua Fé têm a vaidade esculpida em seus rostos, atos e falas afirmando que a sua fé é a melhor do que qualquer outra, que ‘seu Deus é o Deus dos milagres’ e que somente ‘Ele’ pode curar, melhorar, resolver e ajudar?
  Além disso, é fato que a Fé proporciona realizações, melhoras, conquistas, auto-estima, e quando vivenciamos esses sentimentos, quase sempre aflora a prepotência, a arrogância e a vaidade. É aí que nos achamos deuses e nos esquecemos do Outro, do Divino, do Universo. E é a partir daí que, mesmo não percebendo, nos encontraremos sozinhos achando que somos aquilo que nunca fomos: BONS.

domingo, 27 de julho de 2014

Mesa Branca na Umbanda

Mesa Branca é a prática da mediunidade espiritualista com base nos ensinamentos de Jesus e desenvolvida a partir das orientações de um ou mais guias espirituais (espíritos ou entidades que cuidam dos trabalhos da casa). Apesar de estar presente em alguns cultos religiosos sob o nome de "Umbanda de Mesa" e "Sessão Astral", a Mesa Branca é praticada de forma independente e normalmente não está ligada diretamente a qualquer religião.

A "mesa" em si é um objeto indispensável nas sessões uma vez que serve de apoio e contato material para os trabalhos de um modo em geral. É, em volta da "mesa", que os médiuns se reúnem para uma sessão; é a partir dela que é realizado um estudo, uma preleção, uma consulta ou uma comunicação mediúnica; é através dela, ainda, que os médiuns realizam seus trabalhos e é sobre ela que são colocadas as oferendas; é, enfim, por meio de uma mesa, que se faz o desenvolvimento e a aplicação da mediunidade espiritualista dentre os seus adeptos.

A prática de reuniões frívolas e trabalhos malfazejos que alguns realizaram no passado através do mediunismo de mesa, foi um dos motivos pelo qual se adotou largamente "a cor branca" para diferenciar e demonstrar a boa natureza das sessões promovidas pela casa. A cor branca, segundo a cromoterapia, indica claridade, pureza e iluminação; representa a inocência, a verdade e a integridade do mundo; simboliza o caminho e o esforço em direção à perfeição. É indicada para cura em geral, purificação e abertura à luz. Daí segue o motivo do nome: "mesa branca".

MESA BRANCA E ESPIRITISMO

Existe uma confusão muito grande em relação a Mesa Branca e o Espiritismo e isso talvez seja motivado pela semelhança que existe em alguns pontos, como por exemplo a comunicação mediúnica com os espíritos e a crença na reencarnação. O Espiritismo é uma doutrina científica e filosófica codificada em 1857 por Allan Kardec.

A Mesa Branca, por sua vez, é uma doutrina essencialmente religiosa, desenvolvida a partir das práticas mediúnicas do chamado moderno espiritualismo, não tem regras como no Espiritismo, as quais não permitem que seus adeptos estudem ou apliquem procedimentos que não constam em sua codificação. A Mesa Branca é uma prática livre que adota ensinos e procedimentos de outros seguimentos religiosos segundo as orientações dos seus guias. A Mesa Branca é o produto aprimorado daquilo que se conhecia por mediunismo de mesa, cuja raízes surgiram muito antes de Kardec, que até então era conhecida por "telegrafia espiritual", e depois, por "mesa girante" ou "mesa falante", foi a responsável por chamar a atenção de Kardec e outros pesquisadores para o fato das manifestações dos espíritos ocorrerem a partir das mesas.

O QUE A MESA BRANCA ACEITA E O ESPIRITISMO NÃO

Algumas diferenças básicas entre um e outro:

1º LIVRE PENSAMENTO e MEDIUNIDADE ABERTA. Em termos de ensino filosófico e prática mediúnica, a Mesa Branca aceita tudo o que os seus guias revelam nas sessões e as mantém como verdades e úteis a instrução de seus adeptos até que se prove o contrário pela experiência prática. O Espiritismo não, uma vez que está preso unicamente aos assuntos de sua codificação, regras estas bem definidas e das quais não se pode afastar.

2º ENERGIA dos ELEMENTOS: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com as energias vibratórias dos quatro elementos (Terra, Ar, Fogo e Água). O Espiritismo não.

3º ENERGIA dos NÚMEROS e das CORES: A Mesa Branca crê e trabalha abertamente com a vibração dos números (numerologia) e das cores (cromoterapia) . O Espiritismo não.

4º ENERGIA das OFERENDAS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelas oferendas. O Espiritismo não.

5º INFLUÊNCIA dos ASTROS. A Mesa Branca crê e trabalha com a faixa vibratória produzida pelos Astros (Astrologia) . O Espiritismo não.

6º IMAGENS, VELAS, CRISTAIS e INCENSOS. A Mesa Branca crê e trabalha com a influência das imagens, com a força vibratória produzida pelas velas, com o poder dos cristais e com a harmonização ambiente produzida pelos incensos. O Espiritismo não.

sábado, 26 de julho de 2014

Perdão

A palavra perdão vem do latim e significa “doar completamente”.
Falar em perdão nos remete à idéia de um relacionamento no qual uma parte sentiu-se ofendida, enganada ou traída pela outra. Entende-se que a parte ofendida perdoou quando ela abandona o sentimento de ódio e o desejo de vingança, agindo como se apagasse a ofensa e retirasse a culpa do ofensor. Perdoar é esquecer, deixando para trás, definitivamente, aquilo de ruim que aconteceu. Perdoar sem esquecer não é perdão verdadeiro. Muitas vezes dizemos ter perdoado, mas não esquecemos o que aconteceu, e cobramos o outro na primeira oportunidade...
Só consegue perdoar quem tem dentro de si a crença verdadeira num tipo de amor fraterno que se compadece das fraquezas humanas e que nos inspira a não querer vingança, a não alimentar ódio ou rancor etc.
Este amor é chamado ágape, e foi a este sentimento que se referiu Jesus, no Sermão da Montanha (“Amai aos vossos inimigos”). Não quer dizer que vamos amar ao inimigo do mesmo jeito que amamos aos nossos amigos e sim, que vamos nos comportar em relação a ele de modo a não revidar a ofensa e nem “fazer justiça com as próprias mãos”.
A palavra ágape é de origem grega e se refere justamente ao amor que nos leva a um comportamentofraterno em relação aos outros, sem esperar nada em troca. Diferente do amor que existe entre casais, por exemplo, quando se espera amar e ser amado―, ou seja, aqui há um sentimento de amor envolvido e uma expectativa de retribuição.
Ágape é o amor fraterno, o amor ao próximo, um amor isento de conotações sexuais, de segundas intenções, de malícia e de interesses pessoais.
Em grego, havia palavras diferentes para designar os vários tipos de amor●”Eros” designava os sentimentos baseados na atração sexual, os desejos ardentes;
●”Philos” ou “Philia” designava o amor que sentimos pelos familiares e amigos;
●”Storgé” designava os afetos mais benéficos, especialmente a afeição dos pais aos filhos;
●”Agapé” designava o amor incondicional, baseado emcomportamentos e pela escolha, sem esperar nada em troca.
Nos três primeiros, trata-se de sentimentos entre pessoas.
Mas em ágape trata-se de um comportamento, e não de um sentimento.
Ágape éuma forma de amor que nos leva a um comportamento em relação ao “inimigo”: nós o enxergamos como irmão, como filho do mesmo Deus que nos criou e criou tudo que existe;percebemos que também podemos falhar com os outros, e isto nos ajuda a perdoar a quem nos feriu;então, escolhemos nos libertar daquele relacionamento negativo, pelo autoperdão, e doando perdão a quem nos feriu, para seguir em frente― sem nos determos nos sentimentos de vingança, sem alimentar o ódio etc. Não significa que vamos amar ao inimigo da mesma forma que amamos àqueles que nos amam e nos fazem bem― porque isto, no mínimo, seria uma grande incoerência e ou um sinal de hipocrisia...
Tal crença faz também com que a pessoa seja capaz de amar e perdoar a si mesma― antes de qualquer coisa, porque é impossível que alguém doe aquilo que não tem... Em primeiro lugar, o ofendido precisa perdoar a si mesmo por ter-se envolvido naquele relacionamento. Compreender que pode ter falhado na escolha do parceiro, iludindo-se a respeito do outro, confiando demais etc. Caso tenha falhado, é importante que se perdoe e prossiga na sua caminhada, curando-se e abrindo-se para novos relacionamentos. Isso equivale a deixar para trás a ofensa, a traição, a mentira, a maldade etc.―não perder mais tempo com planos de vingança, desforra, nem ficar esperando que o outro se retrate. Portanto, e acima de tudo, o perdão nos liberta de uma situação negativa.
Finalmente, ao reconhecer em si mesmo a possibilidade de falhar, automaticamente a pessoa estará a meio caminho de perdoar as faltas dos outros.
Na teoria, tudo isso é muito bonito. Mas, e na prática, será assim tão fácil? Nem sempre...
O ser humano tem a tendência de se cobrar muito, de exigir perfeição em tudo o que faz. Ou, num outro extremo, cobra isso dos outros.
Outro pontoquando alguém nos ofende ou prejudica, nem sempre temos a coragem de olhar aquilo de frente. Às vezes é mais “confortável” não encarar a dor da traição, fazer de conta que não aconteceu. Então a pessoa diz que perdoou, mas nunca esquece...
É muito importante que a gente consiga avaliar a dor da traição, da mentira ou do engano. Porque ela pode trazer à tona dores mais antigas que estavam adormecidas em nós, dando uma dimensão exagerada ao que de fato aconteceu.
Para que essa dor vá embora, precisamos encará-la, medir “o tamanho do estrago”, e isto exige coragemÉ mais fácil correr logo para outro relacionamento― sem enfrentar “o luto” da perda do antigo amor ou da antiga parceria (de amizade, de trabalho etc.). É uma forma de se fugir do sofrimentoSem perceber, às vezes colocamos aquilo “debaixo do tapete” e vamos em frente, como se não tivesse importância. Mas tem! É importante enfrentarmos essa dor, antes de se falar em perdão.
E se, por exemplo, a pessoa sempre atrai relacionamentos ruins, ela vai precisar refletir sobre as razões disso. O quê abriu as portas pra que aquilo se repetisse na sua vida? Houve excesso de confiança? Falta de confiança? Carência excessiva? Mas se ela não tiver amor próprio e autoconfiança, será difícil que pare e reflita a respeito. Reconhecer que falhou exige humildade, exige também a capacidade de se perdoar. Porém, sem que isto aconteça, como irá perdoar o outro e evitar novos episódios negativos?
O perdão não pode ser automático, nem da boca pra fora. Somos humanos, e não anjos... Estamos lidando com o emocional e o mental humano, coisa muito delicada. Não é uma brincadeira, nem algo que se resolva num passe de mágica. É preciso ter calma, arranjar um tempo para refletir. Depois, vamos precisar de determinação para mudar e melhorar internamente, aumentando nossa autoestima, para então atrair coisas e situações mais positivas e sermos capazes de atitudes fraternas.
O perdão para si mesmo e o perdão para o outro são duas faces da moeda do amor, que precisamos encontrar em nossa caminhada. Ninguém pode fazer isso por nós. Ninguém pode nos doar aquilo que somente nós mesmos podemos descobrir que precisamos.
Vamos dar um tempo pra nós mesmos, nos doar carinho e compreensão. Precisamos nos cuidar. Só então teremos habilidade para lidar de forma equilibrada com os outros e com aquilo que eles têm a nos oferecer.
Este é um exercício para uma vida inteira. Não podemos ter pressa. O caminho
pode não ser muito fácil, mas é necessário para o nosso crescimento.
Nesse meio tempo, pode acontecer de precisarmos de ajudaum tratamento psicológico, um tratamento médico específico (homeopatia, psiquiatria etc.), técnicas e terapias de relaxamento, entre outros. Tais recursos existem, então por que não procurá-los, caso haja necessidade?
Ao mesmo tempo, podemos buscar o auxílio da nossa religião, ou da filosofia que adotamos, para um apoio espiritual/espiritualista sempre importante. Os chamados passes magnéticos e a água fluidificada podem nos ajudar. Da mesma forma, a prática da oração, da meditação, a repetição de decretos e mantras― que trabalham o nosso campo magnético e, ao mesmo tempo, ocupam o nosso consciente e limpam o inconsciente, evitando que idéias negativas fiquem se repetindo e contaminando a nossa mente e o nosso estado emocional.
Não somos apenas corpo. Somos espírito, mente e corpo. Precisamos nos cuidar em todos esses aspectos.
Libertar nosso espírito de impressões negativas alivia a mente. Com o espírito e a mente aliviados, nosso corpo igualmente se liberta. Esta é a condição desejável para uma vida mais plena e feliz. Hoje, inclusive, há evidências científicas de que muitas doenças são provocadas pela retenção de mágoas, de sentimentos e pensamentos negativos. Então, vamos nos cuidar!
Além disso, melhorando a nós mesmos, também melhoramos o mundo.
Como dizia Gandhi: Não é preciso entrar para a história para fazer um mundo melhor. Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões”.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Para que Bater Cabeça?

O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.
O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões.
Podemos interpretar este ato como o reconhecimento da submissão do ser humano diante da onipotência da Divindade. 

Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega bem como de humildade e agradecimento
Na Umbanda bater cabeça significa respeito pelos orixás, guias e entidades que são representadas pelo congá. 

Em algumas casas também se bate cabeça tanto nos pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques) como para  os sacerdotes,  sacerdotisas ou os mais velhos na religião.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Os Guias Espirituais e a Missão da Umbanda

Nós sabemos que o ato de incorporar espíritos acontece desde os primórdios da humanidade sendo que tanto acontecem incorporações controladas quanto totalmente fora de controle. 
As incorporações controladas acontecem dentro de trabalhos mágico-religiosos, também tão antigos quanto a humanidade, não sendo privilégio da Umbanda reproduzir regularmente este fenômeno mediúnico porque povos muito antigos e que desconhecem a existência da Umbanda já praticam há milênios a incorporação controlada de espíritos ainda que elas se mostrem menos elaboradas que na Umbanda, pois esta ritualizou e diferenciou a incorporação. 
Já as incorporações descontroladas vêm acontecendo desde os primórdios da humanidade e não está limitada a um ou outro povo porque acontece em todos os lugares sendo que nem sempre foi aceita como tal e sim se atribuiu a este fenômeno a denominação de loucura, segregando estas pessoas de suas famílias e da sociedade porque, quando possuídas tornam-se incontroláveis. 
A incorporação ou possessão descontrolada de espíritos foi explicada no decorrer dos tempos por todas as religiões e cada uma a descreveu segundo o seu entendimento sobre o assunto, com cada uma desenvolvendo um formulário mágico-ritualístico para lidar com este fenômeno. 
Ainda hoje, em pleno século XXI, vemos algumas religiões lidando com este fenômeno de um modo arcaico e já ultrapassado, pois desde o advento de Allan Kardec e do espiritismo essas possessões foram muito bem explicadas e colocadas à disposição de todos, facilitando a compreensão da mediunidade, que não tem nada a ver com a existência de um suposto “diabo” tão poderoso e oposto a Deus que vive atentando as pessoas e possuindo-as para levá-las para o inferno. 
Hoje, graças ao trabalho de Allan Kardec compreendemos perfeitamente estas possessões descontroladas e até podemos auxiliar médiuns possuídos por espíritos vingativos a lidarem com esta faculdade mediúnica livrando-os do sofrimento ao qual estavam submetidos. 
Então, que fique bem claro para todos que não existe uma só religião para auxiliar pessoas com desequilíbrios acentuados em suas faculdades mediúnicas. 
Para uma correta compreensão da possessão descontrolada temos que: 
1º Acreditar na imortalidade do espírito. 
2º Acreditar que se muitos evoluem no plano material e desenvolvem um elevado estado de consciência que os conduz a planos espirituais luminosos também acontece a regressão consciencial que conduz muitos espíritos a planos espirituais escuros retendo-os para que, no arrependimento corrijam-se. 
3º Também sabemos que, assim como muitos espíritos que evoluíram agradecem a Deus e colocam-se como auxiliares dos que reencarnam, muitos dos espíritos que regrediram consciencialmente revoltam-se contra Deus e tornam-se perseguidores dos espíritos encarnados e principalmente daqueles que eles acham que são os responsáveis pelas suas quedas. 
4º Esses espíritos “caídos” formam numerosas hordas de afins que sentem prazer em desencaminhar os espíritos retidos nas faixas vibratórias negativas, desenvolvendo neles a revolta contra Deus e a busca de vingança contra seus desafetos ou inimigos ainda encarnados ou não. 
Pois bem, como isto já foi muito bem descrito por Allan Kardec, que criou um sistema de lidar com estes espíritos dando origem ao espiritismo então precisamos compreender o contexto onde se insere a Umbanda, que adotou muitos dos conhecimentos trazidos por Allan Kardec, mas adaptou-os em uma forma diferente de utilizá-los. 
Se no início do século XX o espiritismo estava em plena expansão desenvolvendo um trabalho muito grande de auxílio às pessoas obsediadas por seus algozes espirituais, no entanto eles se deparavam com a imensa quantidade de pessoas que não estavam sofrendo obsessão, mas sim eram vítimas das mais diversas modalidades de magia negativa praticadas aqui no plano material por pessoas conhecedoras delas e que recorriam a elas para se vingarem dos seus desafetos ou inimigos encarnados. 
Com as possessões ou obsessões o espiritismo lutava muito bem, mas, com as magias negativas englobadas no nome “magia negra” não possuíam os recursos mágicos necessários para anulá-las e libertar as pessoas de ações muito bem direcionadas para destruí-las. 
Voltando no tempo nós encontramos em todos os continentes varias religiões, muitas delas já desaparecidas, que tinham a magia positiva ou “branca”, que era recurso para anularem as ações mágicas negativas e livrarem as pessoas vitimadas por elas dos sofrimentos que elas lhes acarretavam. 
Mas muitas destas antigas religiões que tinham na magia positiva o antídoto correto contra a magia negativa haviam desaparecido quase por completo, só restando poucos conhecedores profundos da verdadeira magia delas. Então o plano espiritual se movimentou para criar, nos moldes do espiritismo, uma nova religião que teria na magia um poderoso recurso para auxiliar pessoas vitimadas pelos querecorriam à magia negra para atingi-los.
 O pouco que havia restado dessas antigas religiões estava refém de algumas pessoas que não se limitavam só a prática da magia branca e sim, dependendo da recompensa também realizavam magias nefastas ao gosto dos seus contratantes.   
Porque eram muitos os que procuravam este tipo de acerto de contas com seus desafetos ou inimigos, muito era o sofrimento das pessoas vitimadas por elas e que, se não podiam pagar para quem sabia desmanchá-las, ficavam sofrendo sem ter a quem recorrer, pois tanto a feitiçaria indígena praticada aqui no Brasil quanto a europeia e a africana, etc., não fazem distinção na sua prática e sim, tanto a realizam para o bem quanto para o mal sendo que seus praticantes atribuem a responsabilidade por elas aos que os contratam, eximindo-se de qualquer culpa. 
Diante desse quadro sombrio foi que a espiritualidade superior se organizou para criar uma religião nos moldes do espiritismo, voltada para a prática da magia branca, com uma dinâmica própria para se contrapor à prática da magia negra. 
Assim como a prática da magia negra envia para as faixas negativas os seus praticantes, a magia branca envia para as faixas positivas os praticantes dela. 
E foi entre os espíritos praticantes da magia branca que essa nova religião ressonou mais intensamente atraindo muitos milhares deles que aceitaram organizar-se para, através da incorporação mediúnica controlada, começarem a ajudar as pessoas vítimas de magias negras. 
Espíritos de grande evolução arregimentaram muitos milhares de outros que já seguiam suas orientações e diante dos Sagrados Orixás assumiram o compromisso de, dentro da nova religião, criarem linhas de trabalhos espirituais que ligadas e regidas pelos Orixás formariam a espinha dorsal da nova religião denominada inicialmente de Linha Branca de Umbanda e Demanda. 
Esses espíritos de grande evolução arregimentaram muitos milhares de outros espíritos também conhecedores da magia e que, em suas últimas encarnações haviam pertencido a várias religiões e povos diferentes, inclusive praticavam de formas diferentes suas ações e, que quando começaram a incorporar solicitavam dos seus médiuns elementos de magia diversificados. 
Uns trabalhavam com ervas, outros com velas, outros com colares, outros com pontos riscados, outros com fitas, linhas e cordões, outros com bebidas, outros com pós, etc. criando em pouco tempo um vasto formulário mágico umbandista que, se usava os mesmos elementos usados em outras religiões mágico-religiosas, no entanto davam a estes elementos uma utilização diferente e isto causou espanto nos tradicionalistas que, desconhecendo o poder mágico dos guias de Umbanda achavam que a nova religião agia de forma profana com elementos de magia tidos como sagrados para eles. 
Na verdade, não são os elementos que contêm poderes em si mesmos e sim eles estão nas mãos dos espíritos guias de Umbanda que os manipulam segundo a necessidade das pessoas que os consultam e eles, livres de qualquer convencionalismo ou ritualismo os manipulam o tempo todo sem se preocuparem com o que deles falem quem duvida dos seus poderes mágicos. 
Portanto a nova religião criada com o nome de Umbanda diferencia-se do espiritismo tradicional, ainda que se sirva dos seus conhecimentos, e diferencia-se dos tradicionais cultos afro-ameríndiobrasileiros porque ainda que se sirva das suas nomenclaturas ou iconografia, no entanto deu a elas uma nova utilização e entendimento visando facilitar seus trabalhos mágico-religiosos em benefício das pessoas vitimadas por nefastas magias negativas.
 Esta simplificação na manipulação dos elementos de magia e de culto e acesso as Divindades é o que diferencia a Umbanda do moderno espiritismo e das antiguíssimas religiões mágicas e engana-se quem pensa que todos os espíritos são iguais, pois há aqueles que não são capazes de uma única ação mágica e há os que têm um grande poder de realização desenvolvido quando ainda viviam no plano material e que foram aperfeiçoados depois que desencarnaram e que, já livres das limitações do corpo biológico sentiram-se aptos a ampararem muitas pessoas ao mesmo tempo, trabalho este que podem realizar após ingressarem em alguma linha de trabalhos espirituais umbandistas. 
Não houve o acaso na criação da Umbanda e ela atendeu a um clamor dos espíritos altamente evoluídos direcionado a Deus para que Ele lhes facultasse uma via religiosa afim com suas formações passadas onde, ainda no plano material, já se dedicavam a amparar e ajudar pessoas vitimadas por magias negativas ou perseguidas por seus inimigos espirituais. 
Muitos, ao descreverem a criação da Umbanda limitam-se ao evento acontecido no lado material com o seu fundador pai Zélio Fernandino de Morais e não atinam com a sua real criação já acontecida no plano espiritual. 
Portanto que nenhum médium umbandista se surpreenda com a forma dos seus guias trabalharem e não atribua a eles ignorância ou atraso religioso porque as ditas religiões mentalistas ou filosóficas não sabem como combater as ações mágicas negativas desencadeadas em grande parte por seguidores delas que buscam nessa modalidade de magia acertar suas contas pendentes com seus inimigos encarnados e, justamente por não saberem lidar de forma correta com a magia negra e com as hordas de espíritos trevosos que atormentam seus seguidores, preferem atribuir o sofrimento deles a um suposto diabo, oposto a Deus, do que reconhecerem que a prática do mal contra os seus semelhantes é inerente ao ser humano, mas que essas religiões não sabem como combater.

Matéria do Jornal Nacional de Umbanda