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domingo, 31 de agosto de 2014

O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você


Milenarmente os sinais com os dedos, mãos ou com os braços são a representação da nossa alma e da espiritualidade. Mudra é a linguagem gestual, o posicionamento místico das mãos.  A palavra sagrada "MUDRA" significa "SELO" em sânscrito.

Mudras são gestos que nos permitem sintonizar com frequências específicas de energia do Universo. A saúde plena é o resultado dessa sintonia, em que o ser individual, o microcosmo sincroniza-se com o Universo, o macrocosmo. Essa sincronia é a base do equilíbrio e da cura. Assim, os mudras são ferramentas poderosas para otimizar a saúde.


Quando colocamos as mãos em mudras, elas atuam como antenas canalizando as energias de cura para todos os aspectos de nosso ser. Isso funciona porque nosso corpo é composto de 5 elementos: terra, água, fogo, ar e o etérico, e cada um destes elementos está relacionado com um de nossos sistemas fisiológicos, por exemplo o elemento terra está relacionado com o sistema esquelético e possui as qualidades de força, estabilidade e firmeza.


Cada um dos dedos também está relacionado com um dos 5 elementos. O dedo mínimo representa a água, o anular a terra, o médio o etérico, o indicador o ar e o polegar o fogo. As combinações dos dedos, assim como a posição deles, esticados ou flexionados, permitem uma grande variedade de opções de conexão com as energias primordiais do Universo.

A energia Divina que desce para sustentar a vida é qualificada pelos nossos chakras. É o poder do coração, da cabeça e da mão, o coração traz a energia, a cabeça decide o que fazer e como fazer com ela, e as mãos moldam e direcionam esta energia para o local de ação.

Na Umbanda, os Guias e Protetores ao incorporar também tem suas posturas gestuais que expressam as características de suas Linhas de Trabalho. As mãos abertas e espalmadas dos Caboclos de Oxalá expressando proteção, o dedo indicador levantado dos Caboclos de Ogum caracterizando ordem, a mão fechada sobre o peito dos Caboclos Xangô indicando firmeza e coragem.

Namastê é uma saudação em sânscrito que significa “O Deus que habita dentro de mim saúda o Deus que está em você” ou " A minha essência saúda a sua essência", ou "Curvo-me perante a ti".

Namastê é uma forma de cumprimento de um ser humano para com o outro e expressa um grande sentimento de respeito. Nos lembra que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia, do mesmo Universo.

NAMAS = reverenciar, saudar, curvar-se.
TE = ti, você.

NAMASTÊ possui uma força pacificadora muito intensa.

O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você.
O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti.
O Espírito em mim reconhece o mesmo Espírito em você.
A minha essência saúda a sua essência.

Inclina-se levemente a cabeça sem ser acompanhado de palavras. Frequentemente, fecha-se os olhos para então curvar-se a coluna, em sinal de respeito à divindade que preenche todos os espaços do Universo. A coluna retorna à posição ereta mais lentamente do que quando abaixou, também simbolizando respeito à outra pessoa.

Os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos do coração, enquanto os dedos da mão direita representam os cinco órgãos da razão.

Significa então que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com a Verdade. Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo, simbolizando a união das polaridades esquerda e direita, bem e mal, e sugere um esforço de nossa parte para manter essas duas forças unidas em equilíbrio.

DEZ DEDOS UNIDOS NO NAMASTÊ

O número 10 é símbolo da perfeição, da unidade, do equilíbrio perfeito. Os Dez Mandamentos, As Dez Emanações da Árvore da Vida, Os Dez Vértices da Estrela de Pitágoras, a Parábola dos Dez Talentos (Mt,25).

Toda a criatura é um reflexo dos Dez Atributos Divinos: Apego, Bondade, Conhecimento, Entendimento, Esplendor, Harmonia, Perseverança, Realeza, Sabedoria, Severidade.

Deus está em tudo,  está em cada um de nós, e qualquer dissociação da imagem do Divino da nossa, é inútil. Ao fazer o Namastê afirmamos que todos somos filhos e partes do Sagrado, indissociáveis e iguais.

A Luz de Aruanda

Nas sessões de Umbanda costumamos cantar para nossos Guias e Protetores o ir e vir para a cidade de Aruanda, sem normalmente nos atentarmos para seu real significado dentro do amoroso Trabalho Espiritual que essas Entidades nos trazem. Por isso, vamos passar algumas informações que os Mestres de Luz nos falam à respeito de tão fraterno lugar.

Aruanda representa uma enorme cidade de luz etérica que orbita à estratosfera da Terra à milhares de anos e representa um ponto como se fosse um Portal de acesso para o nosso plano. Onde diversos Guias de Luz e Irmãos da Espiritualidade desenvolvem suas atividades de ajuda a Humanidade e a biosfera de uma forma geral. Estas cidades tem a função de dar sustentação aos Irmãos que já estão dentro da luz e que ainda tem um grande serviço à prestar a Humanidade.

Aruanda  reúne Espíritos que já encarnaram na Terra e tem uma missão de resgate para com a mesma, possui um ponto de comunicação  com os Orixás, Guias de Luz e Protetores da Egrégora de Umbanda que estão ligados ao Pai Maior. Aruanda tem  uma população média de 7 milhões de Irmãos Espirituais, que estão à serviço da libertação e ajuda a Humanidade e aos seres que ainda estão presos no Umbral e nos planos intraterrenos.

Esses 7 milhões de Irmãos atuam em diferentes áreas da Terra e se manifestam dentro de muitas Linhas para poderem se comunicar com a nossa civilização. 

A mais conhecida é através do processo mediúnico, onde Entidades  ajudam as pessoas dentro da Umbanda, Espiritismo e Espiritualismo. Aruanda é um local de paz e de trabalho em pró da espiritualidade. Além de Aruanda há outras cidades que muito contribuem para com a espiritualidade. Além disso,  lá estão as Escolas e as Universidades Astrais de despertar dos filhos que desencarnam e passam a atuar na Terra através da espiritualidade, para darem continuidade as tarefas de ajuda a Humanidade, que estão comprometidos com as Hierarquias de Amor e de Luz do Pai Maior.

Aruanda existe a mais de 4 milhões de anos, mas está sobre a Terra a 475 mil anos, buscando organizar o caos que foi instaurado pelas Falanges de Espíritos Trevosos, que tentaram e ainda tentam combalir os Espíritos de Luz, uma verdadeira Guerra Astral.

 Quando esta guerra iniciou, muita destas cidades como Aruanda, foram totalmente destruídas, todo este poderio das forças negativas se deu por formas de pensamentos trevosos que estavam sendo geradas pelos processos reinantes na Terra naquela época e nos dias atuais.

Cada cidade de certa forma tem uma relação com setores específicos da Terra e com suas culturas. Na verdade Aruanda, por exemplo, tem uma ligação muito importante com as antigas culturas do continente e com as cidades da Atlântida, que tinham a ligação com a espiritualidade da época. Cada Irmão Espiritual que se manifesta com a Humanidade, proveniente dessas cidades, um total de aproximadamente 33 cidades, é na verdade um enviado da Luz, que dentro de seu plano emocional e intelectual, está despertando para uma nova realidade e através da ajuda de resgate, que oferece à nós aqui na Terra.

Por esse motivo, os seres que através da mediunidade incorporam, normalmente não falam muito dessas cidades, pois estão proibidos por ser um tema, que a maior parte da Humanidade da qual fazem parte as comunidades Umbandista, Espírita e ou Espiritualista ainda não aceitaria, assim torna-se apenas uma colônia de desencarnados. Mas na verdade, na medida em que a Entidade é mais iluminada, ela pode esclarecer mais detalhes sobre as mesmas, na medida em que seus discípulos na Terra estejam capacitados a lidarem com essas informações, que na maior parte são surpreendentes.

Todos aqueles que queiram ter acesso à essas cidades, basta pedir a seus Guias ou Entidades com quem vocês tem contato, para que possam receber uma ajuda para acessá-las. Uma das Entidades que tem esse poder de selecionar as pessoas capacitadas a entrar nas cidades etéricas desse gênero é o Mestre de Luz Caboclo Pena Branca e as correlatas Linhas de Pena, que estão no alto comando da cidade de Aruanda. As outras cidades podem ser acessadas da mesma forma através dos respectivos Espírtitos de Luz. Para autorizar ou não, a um ser humano encarnado, a ter acesso a essas cidades o que vai limitar isso  é na verdade o grau de consciência dessa pessoa. 

Portanto a chave, mais uma vez, está no coração de cada um de nós, o que nós somos realmente, pois o cartão de visitas é a nossa emanação de luz e de amor. Enquanto a Humanidade não aprender a amar de verdade e a sustentar esse amor em suas atitudes, ela não poderá se comunicar com o além, pois esse além existe dentro de um plano dimensional de harmonia, que está muito longe do atual tumulto que a maior parte ainda sustenta. Enquanto a violência existir dentro de cada um de nós como umas das formas de manifestação, não estaremos prontos para a comunicação com os verdadeiros Irmãos de Luz. A Fraternidade é a chave da convivência no Astral Superior. 

Esclarecimentos irradiados pelo Mestre de Luz Caboclo Pena Branca

sábado, 30 de agosto de 2014

O oito anuncia a vinda de algo novo


Algumas considerações do símbolo oito. 

O oito assemelha-se a uma corda sem fim, unida sem vazamento de sua energia, assim como na representação do número zero. O número 8 é símbolo do infinito e representa a totalidade do Universo, a imutável eternidade e o equilíbrio cósmico. 
8 está claramente associado com a prosperidade e a multiplicação. Para diversas crenças, o oito significa a libertação do karma, o equilíbrio superior na evolução. 

Na Índia, encontramos este símbolo nos oito elefantes que sustentam a Terra; para os gregos o oito é o símbolo do ar e foi dedicado também à Vênus; observamos decorações com a estrela de oito pontas em alguns.
Templos gregos, babilônios e caldeus. Teosofistas modernos associam o Caduceu de Hermes, com suas duas serpentes entrelaçadas, simbolizando o oito. No budismo existem oito caminhos para levar ao Nirvana e oito regras de conduta com oito graus de elevação para os monges budistas. No paraíso do Islã encontramos oito portas e na África, o número oito é um símbolo da Criação. Para muitos, o oito é olhado como um símbolo da ressurreição.


Santo Ambrósio considerava o oito o símbolo da regeneração, e Santo Agostinho como a ressurreição gloriosa. Como o oito indica a passagem de um estado para outro - para um novo estado - Santo Agostinho considerava que a passagem do número 7 para o número indicava a sucessão da Antiga Lei para a Nova, que abria ao homem as portas do céu. 



Em suma, o número oito, é universalmente usado como símbolo da salvação (oito foram as pessoas salvas na arca de Noé), da passagem de um estado para outro, de uma ressurreição. Entre os chineses, o oito é o símbolo da “navegação feliz”. A cruz de Malta é construída pelos oito raios e um círculo. Em suma, o número oito é universalmente usado como símbolo da salvação, ressurreição espiritual.


Caduceu de Hermes - Deus grego


ASAS - Símbolo da diligência da presteza, solicitude, dedicação e o cuidado ao exercer de suas atividades.


ELMO - Peça de armadura antiga que protegia a cabeça. Significa proteção a mente.



BASTÃO - Simboliza o eixo, o pilar, a base o que sustenta e dá poder.

SERPENTES - Simbolizam a sabedoria, isto é, o quanto se deve estudar antes de agir, para escolher o caminho correto e ao mesmo tempo mais flexível e, às vezes, até sinuosos.

Matematicamente o número 8 na horizontal é o símbolo da eternidade. O lemniscata é a clássica representação do infinito, a comunhão perfeita entre o consciente e o inconsciente, e do conhecimento esotérico, representando a harmonia da obra terminada. 


É o número da ordem e do equilíbrio cósmicos. Está associado às ideias de justiça e harmonia. Sugere a imparcialidade e a capacidade de julgar seus atos, como dos outros. Representa também a força moral e a integridade, o equilíbrio entre o bem e o mal, número do equilíbrio material e espiritual.

Ritual dos Arcanjos

O ato de acender a vela para o Anjo de Guarda é a forma de ativar o seu pedido e conectar-se com seu anjo protetor. Nas chamas da vela são ativadas forças da natureza com luzes de cores brilhantes vibrando com energias diferentes.
No código de magia, cada cor tem uma simbologia e um significado.
Crie um hábito de conectar-se com os anjos, e não precisa ser somente seu anjo da guarda, reverencie todos, sempre mudando as cores das velas.

Domingo: Arcanjo Miguel
Invocação: Ele é invocado quando necessitamos,de alegria, força, poder e vigor da mente. Devem ser acesas em ocasiões em que a inteligência precisa ser aguçada.
Cor da vela: Amarela 
Salmo: 118



Segunda-feira: Arcanjo Gabriel
Invocação: Para apaziguar relacionamentos, harmonizar o lar, acelerar a chegada de boas notícias de pessoas desaparecidas.
Cor da vela: Branca.
Salmo: 36



Terça-feira: Arcanjo Camael
Invocação: Proteção contra os perigos. Força e coragem. Para pedidos que tenham uma certa urgência.
Cor da vela: Vermelha
Salmo: 11 



Quarta-feira: Arcanjo Rafael
Invocação: Para cura de doenças, criatividade,para obter sucesso em concursos e entrevistas.
Cor da vela: Verde
Salmo: 54


Quinta-feira: Arcanjo Saquiel
Invocação: Quando queremos tranquilidade, compreensão espiritual, limpeza e transparência de comportamento. Utilize para pedidos relacionados a negócios.
Cor da vela: Azul
Salmo: 120
 ​​
Sexta-feira: Arcanjo Anael
Invocação: Reconciliação conjugal,harmonia familiar,para ter boas amizades. Deve ser acesa quando o pedido estiver ligado a esse assunto e para fortalecer laços afetivos.

Cor da vela: Rosa
Salmo:142



Sábado: Arcanjo Cassiel
Invocação: Para eliminar, obstáculos, fortalecer a espiritualidade, amenizar o "KARMA", aumentar a clientela.
Cor da vela: Violeta
Salmo: 30 Verde
Salmo: 54








sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Curar com Luz e Cor




Juntamente com a utilização das luzes, se visualizarmos cores coloridas também pode acelerar significativamente a nossa cura.



A LUZ DO ARCO – ÍRIS

Cada Arcanjo tem uma cor diferente associada à sua própria aura, portanto, invocar essa cor pode levar à invocação do Arcanjo particular a ela associado.
Por exemplo, se visualizarmos a luz colorida do arco-íris à nossa volta ou a rodear outra pessoa ajuda a curar bloqueios de vidas passadas, bem como desequilíbrios cármicos causadores de padrões negativos.

Ao invocar a luz colorida do arco-íris ocorre simultaneamente a cura profunda a muitos níveis. As cores do arco-íris estão associadas ao Arcanjo RAZIEL, conhecido como a “Arcanjo Feiticeiro”.

Raziel é mágico e ajuda os que têm propósitos espirituais elevados.
A luz do arco-íris também está associada à energia curativa do REIKI.

A LUZ VERDE - ESMERALDA

Esta luz está associada ao Arcanjo RAFAEL, que é o curador máximo entre os arcanjos.

Quando alguém invoca Rafael, ele espalha a sua luz verde-esmeralda sobre a pessoa doente.

A luz é absorvida como um bálsamo curativo ou um medicamento de acção rápida. Também podemos visualizar a luz verde-esmeralda à nossa volta ou à volta de outra pessoa com o mesmo efeito curativo.
Invocar a luz é o mesmo que invocar o Arcanjo, já que a luz é a verdadeira essência de todos os anjos.
Quando Rafael está por perto, podemos ver a luz verde-esmeralda através do nosso olho mental, ou lampejos de luz verde com os nossos olhos físicos. A luz permanece por cima da zona doente ou ferida até à sua cura. Enviar luz colorida para qualquer ferimento ou doença é um método altamente eficaz e funciona particularmente bem na cura de crianças e animas, já que a sua fé acelera a cura.
Quando pretendemos uma cura para nós próprios podemos pedir aos anjos que nos ajudem a estar abertos e receptivos.

Temos de lembrar que os anjos podem ajudar-nos em tudo, incluindo a ter mais fé.
A chave do sucesso é nunca desistir e tentar até obter os resultados desejados.

A LUZ BRANCA




Quando visualizamos ou invocamos a luz branca, estamos a chamar os anjos-da-guarda, enquanto as cores coloridas são as cores dos arcanjos.

A luz branca é o círculo luminoso dos anjos. Tudo o que se rodeie com a luz branca fica perfeitamente protegido, porque a luz branca é invencível. Também é uma cor muito forte para a cura dos medos e das doenças profundamente arreigadas. Esta luz funciona como uma mangueira de pressão forte, fazendo uma grande limpeza.
Quando o amor é invocado juntamente com a luz e com intenções claras como cristal, tanto o poder da luz como o do amor são amplificados um pelo outro.

O amor e a luz são o remédio mais eficaz de todos.

Quando utilizamos regularmente a luz branca, aprendemos a confiar mais no nosso poder para curar e proteger. Quando tentamos ajudar na cura de alguém de quem gostamos, acontece muitas vezes que essas pessoas resistem aos nossos esforços por causa dos seus próprios medos ou por não acreditarem. Por isso é que a cura em animais e plantas é mais rápida e aí os milagres acontecem mais facilmente, já que não há qualquer tipo de resistência.
A luz branca é um método antigo que nos ajuda na cura e protecção não só a nós como a todos os nossos amigos e familiares e se quisermos ajudar todos os seres humanos podemos todas as noites visualizar o planeta envolto em luz branca.

A LUZ DOURADA

Esta luz é a cor da energia do perdão e do amor profundo e incondicional.
É o sinal de que tudo vai correr bem.
Significa “Tem fé porque vai correr tudo bem” As pessoas que têm “visões de Jesus” afirmam ver um brilho dourado em volta dele.
A fé é um aspecto do amor, porque é a ausência da dúvida e do medo.
Podemos invocar a luz dourada juntamente com a luz branca e assim poderemos obter um melhor resultado.

A luz dourada ajuda a manter a nossa fé e a luz branca garante a nossa segurança.
Quando invocar as luzes de cor deverá fazê-lo com o máximo de certeza.
Podemos questionar: não será melhor invocarmos todas as cores?
Esse método também funciona bem. No entanto, o melhor método é pedirmos orientação aos anjos sobre as cores a invocar ou então seguir a nossa intuição sobre a escolha das cores.

A nossa intenção tem de ser clara co
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mo cristal para a cura enquanto enviamos a luz, que em associação com o amor é um verdadeiro poder de cura.

AS LUZES DOS ANJOS

Uma maneira de saber que as nossas preces curativas estão a ser atendidas é através da presença das “luzes dos anjos”. Estas são luzes cintilantes (semelhantes a rastos de fogo de artifício) ou clarões de luz (como flash de uma máquina fotográfica).
As luzes brancas também aparecem sempre que os anjos se juntam para nos proteger e quando precisamos de confiança e coragem,
Quem nunca ouviram falar das luzes dos anjos podem suspeitar que estão com problemas de visão quando virem luzes cintilantes
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Orações com lamentação não funciona


Sabemos que a oração quando sincera possui uma força imensurável e seus efeitos não são apenas uma ilusão criada pela nossa mente consciente. Os resultados da oração são palpáveis, gerando um aumento do padrão vibratório, destruindo formas-pensamento negativas, proporcionando bem estar e equilíbrio, entre diversos outros benefícios.

Desde o início da humanidade as pessoas sentiram a necessidade de conexão com o Criador, a fim de encontrar paz interior, compreendendo a razão da existência, isso em todas as religiões. Mestre Osho disse “Eu também sugiro a prece, mas que ela seja apenas um fenômeno de energia”.

A frase acima demonstra que a oração também é energia, como tudo que existe no Universo e, a chave do sucesso está em saber orar, não havendo necessidade de se ter uma crença religiosa em específico.

Podemos nos conectar com o Criador, com nosso Eu Superior, através de uma religião ou não; por meio de uma prece, meditação, reiki, silêncio, em contato com a natureza, com um animal de estimação, entre tantos outros métodos, todos eficazes. A oração tem o poder de nos deixar conectados com nossa essência, afastando assim interferências externas, de encarnados e desencarnados.

Contudo, quando oramos, seja para agradecer ou para pedir algo, devemos evitar a lamentação, afastar da mente os pensamentos negativos, de vitimização. Não nos enganemos tentando comover Deus ou nosso mentor espiritual, pois nos é respondido energeticamente, ou seja, de acordo com o que sentimentos e pensamos no momento de orar. Para nos conectarmos com a Fonte precisamos estar em equilíbrio com nós mesmos e com os outros. É preciso sentir amor, sentir paz e gratidão.

Para orar é preciso humildade. Não se sentir como um mendigo, implorando. Somos merecedores sim! É preciso ainda, gratidão. Se acreditarmos que somos vítimas indefesas, sujeitas à vontade alheias e do Criador, não obteremos nada positivo e, nossa oração, que é uma forma de energia, será em vão. É necessário focar no desejo, conscientes que nossos anseios e dos próximos se concretizarão.

Muitas pessoas fazem suas orações e não compreendem porque seus pedidos não são alcançados, porém, na hora de pedir, lamentam, criticam, reclamam. Acredita que haverá uma injustiça se não alcançarem o que pedem.

É imprescindível compreender que a fé cega não melhora a vida de ninguém. Fazer orações decoradas, com o pensamento desconectado, irritada com a vida ou terceiros, traz prejuízos e não benefícios, pois torna nossa vibração densa, nos tornando alvo de irmãos inferiores.

Ademais, é preciso prestar atenção se o pedido nos auxilia na evolução ou se não tem apenas interesses egoísticos. Muitas vezes a meta não é alcançada, pois nos afastaria de nossa missão pessoal e o mundo espiritual é muito sábio.

Traçar metas, fazer pedidos não é errado, temos que pedir amor, conexão paz e também prosperidade. Não há nada de errado em pedir, pois Deus quer nos ver prósperos e felizes. Porém, se emito energia de lamentação, de vitimização, isso que receberei. É simples.

Desta forma, reserve um tempo do seu dia para se conectar com sua essência, para acalmar a mente, agradecer e focar nos seus desejos e metas. Tudo é possível desde que estejamos com amor no coração e com uma postura de gratidão permanente. Inundados de sentimentos elevados saberemos escolher e pedir o que nos aproxima dos seres iluminados e do nosso propósito de evolução da alma.

POR: VIVIANE DRAGHETTI – Terapeuta Holística, com formação em Psicoterapia Reencarnacionista, Radiestesia, Fitoenergética, Mestre Reiki, Mestre Karuna Reiki

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O que é um assentamento e para que serve?


Assentamento é o local onde são colocados alguns elementos com poderes magísticos, com a finalidade de criar um ponto de proteção, defesa, descarga e irradiação.

Um assentamento pode ser destinado a uma só força ou poder ou a varias. Mas, em geral, faz-se um para cada força ou poder que se deseja assentar.

Por que assentar uma força ou poder?

Bom, as forças vivem no plano espiritual e os poderes vivem no plano divino da criação e, a partir deles, enviam-nos suas vibrações, auxiliando os trabalhos espirituais que são realizados nos Centros de Umbanda.

Esse auxilio é natural porque se processa religiosamente. Mas como em um trabalho espiritual vêm pessoas com poderosas cargas negativas, é preciso que exista no plano material pontos de descarga que possam absorvê-las e enviá-las de volta às faixas vibratórias negativas.

Esta é uma das muitas funções de um assentamento de força e de poderes.

A entidade assentada (Orixá ou guia espiritual) tem no assentamento elementos com poderes mágicos, os quais utilizam ativando-os segundo as necessidades do Centro, do trabalho espiritual e dos médiuns.

Em regra, faz-se um assentamento central e daí em diante começa a firmeza de outras forças ou de outros poderes ao seu redor, aumentando seu campo de ação e de atuações.

Se é o assentamento de um Orixá, outros não devem ser assentados ao redor ou ao lado dele, porque cada um é um poder realizador em si mesmo, e dois ou mais assentamentos dentro de um mesmo ambiente criam dois pontos distintos que farão a mesma coisa e o recomendado é que, caso alguém queira assentar dois ou mais guias ou Orixás, então deve reservar um ambiente para cada um, separando-os e isolando-os para que suas vibrações, irradiações, ações e atuações não se misturem e não se confundam. Por isso existem assentamentos e firmezas.

Os assentamentos criam vórtices ou “pontos de forças”, enquanto as firmezas de outros guias e Orixás dotam-no de um maior poder de realização.

Esse aumento de poder de realização deve-se ao fato de que os guias e Orixás firmados ao redor do assentamento central “emprestam-lhe” suas forças e poderes e abrem-lhe seus campos de ações e atuações, aumentando o leque de opções ao guia ou ao Orixá assentado, que lhe repassará atribuições ás quais exercerão com desenvoltura, porque terão no assentamento um poderoso ponto de descarga, de proteção e de auxilio nas suas ações mais profundas.

Normalmente se assentam o Guia-Chefe e o Orixá regente da coroa do dirigente espiritual, assim como ao se Exu e Pombagira guardiã.

Os assentamentos do guia chefe e do Orixá devem estar localizados dentro das construções que abriga o terreiro.
Os assentamentos do Exú e Pombagira guardiã devem ser feitos do lado de fora da construção principal que abriga o terreiro, ainda também possa estar dentro de outra construção de porte menor.

O ideal (ainda que isso nem sempre seja possível) é que os assentamentos dos Orixás e dos guias chefes da direita e da esquerda se localizem em cômodos isolados e com acesso restrito, inacessível ao publico.

Quando o Centro não tem espaço para tanto, ai o recomendado é que se assentam o Orixá e o guia chefe da direita sob o altar e o Exú e Pombagira guardiã em uma casinhola na entrada do terreno que abriga o terreiro.

Centros localizados em terrenos e construções amplas tem mais facilidade para fazê-los. Já nos menores, ai é preciso um pouco de criatividade para fazer assentamentos e as firmezas ao seu redor.

Fonte: Rituais Umbandistas – Oferendas, Firmezas e Assentamentos – Rubens Saraceni – Ed. Madras

terça-feira, 26 de agosto de 2014

É tudo culpa do Exu.


Comecei a ouvir essa frase dita em tom de brincadeira, pois nos fóruns de debate umbandistas sempre que algo era questionado e não se encontrava uma explicação plausível, saía-se com a máxima de que “tudo é culpa do Exu”. Tratava-se de uma brincadeira, mas percebi que as pessoas não tinham uma compreensão sobre o real papel de Exu no mundo espiritual. Nem convém aqui descrever novamente a importância de Exu na segurança de uma casa espiritualista – ou mesmo de uma igreja (vide o texto “O Exu na Igreja Evangélica”) – e nas esferas espirituais mais densas. Trata-se de questionar o umbandista acerca de sua compreensão sobre o Exu.

Não é de hoje que noto irmãos umbandistas referindo-se a Exu como entidade negativa, sem luz, possuidora de uma personalidade ambígua e duvidosa. Da mesma forma imputam à pombogira um estereotipo totalmente voltado à sexualidade, muitos afirmando até que foram prostitutas quando viveram na terra, como se isso fosse via de regra.

Ainda somos muito pequenos perante a imensidão complexa e ao mesmo tempo tão simples da espiritualidade. Não conseguimos compreender as coisas mais óbvias e saímos por repetindo impropérios sobre aquilo que deveríamos ter o mínimo de conhecimento.

Nenhum mistério é tão grande que possa resistir à fragilidade da luz. Buscar o entendimento da própria religião deveria ser um dever de cada umbandista, porém é mais fácil acreditar no senso comum, sem nada questionar, repetindo apenas coisas que mais parecem lendas do que realidades lógicas do mundo espiritual.

Quantas e quantas vezes o Exu leva a culpa pelas desgraças que acontecem na vida das pessoas? Estariam nossos compadres tão propensos ao mal? Não se trata de querer dar ao Exu características angelicais, as quais creio que os próprios refutariam, mas também não podemos cair naquela conversa infantil que sempre caminha no sentido de demonizar o Exu.

O universo e seu funcionamento é dual, mas Exu é coerente. Sendo um espírito na condição de nos auxiliar (e como auxiliam), caíram na contradição de auxiliar na vida e nos trabalhos umbandistas e, em seguida, tornarem-se obsessores que forçam as suas vítimas a procurar ajuda em outra casa umbandista? Exu não é burro, nem sequer ingênuo, mas infelizmente muita gente não sabe distinguir Exu de kiumba.

Mas como dizem, é tudo culpa do Exu. Os mesmos que o acusam de espírito obsessor lotam os terreiros nas chamadas giras de esquerda. Sim, pois é a ele que recorrem quando a água bate na bunda. E lá estão os Exus, a aconselhar, a orientar e, dentro do merecimento e da permissão da Lei Universal, a ajudar os mesmos que dali a alguns dias dirão que era tudo culpa do Exu.

Apesar dos modos rudes, os Exus são resignados, pois mesmo com tudo isso, continuam exercendo sua tarefa com dignidade e paciência. E os templos continuam lotados nas giras de Exu, porque eles fazem, eles ajudam sem muitas delongas. E se os terreiros estão cheios, também a culpa é do Exu.

Douglas Fersan

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Médium e Exu


Muitas vezes, ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium. Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro.

Apesar de Exu ter opinião própria a manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais. Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu. É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa. Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.

Este mesmo médium que está iniciando na Umbanda encontra todo um universo novo aos seus olhos e Exu costuma ser algo intrigante e fascinante ao mesmo tempo; quando não uma entidade, força, que assusta um pouco os que não o conhecem.

A questão é: Enquanto o médium estiver preocupado com a doutrina de “seu” exu estará também doutrinando-se, subconscientemente!

Devemos, sim, estar atentos quando nos deparamos com entidades de esquerda sem doutrina, muitas vezes estão chamando nossa atenção a seu médium para que tomemos uma atitude doutrinária em relação a ambos.

Tudo isso é bem diferente de um obsessor ou quiumba, trazido por transporte, que normalmente tem comportamento rude e agressivo. Falamos aqui do Exu de lei que acompanha o médium como entidade de trabalho na esquerda.

Não devemos subestimar exu, achando que é entidade sem luz desprovida de evolução, observando apenas um aspecto externo e superficial, pois quando vamos com a farinha ele já voltou com a farofa, devemos sim ficar atentos com o que nos dizem nas entrelinhas ou o que querem nos passar, quando não podem ou não se sentem a vontade para revelar.

Quanto ao que pode revelar, pergunte a ele sobre seu médium e o comportamento do mesmo e verá que Exu é o primeiro a apontar os defeitos de seu “cavalo” e isto está ainda dentro da qualidade especular de Exu.

No desenvolvimento mediúnico é ele um elemento de muita importância, pois dá força e potencializa as faculdades mediúnicas, não é difícil encontrarmos exu pedindo para ser oferendado logo no inicio da vida mediúnica.

Em uma casa de luz, em um terreiro de umbanda de fato, exu não aceitará trabalhos de ordem negativa a favor de futilidades ou egoísmos. Veremos exu trabalhando com seriedade e em sintonia com as entidades da direita, ou seja não virá em terra para contrariar todo um trabalho de doutrina realizado por caboclos e pretos velhos. Encontraremos até exus dando consultas, limpando e descarregando consulentes, fazendo desobsessão e outras coisas mais dentro do mesmo objetivo e até dando bons conselhos aos que a ele procuram.

Por tudo isso somos gratos a exu e Pomba gira por trabalharem conosco a favor da luz, e afirmamos muito do que se fala de exu e pomba-gira ligado a magia negativa, nós desconhecemos, sabemos que muitos tentam se passar por exu, mas aí já não é mais Umbanda. Umbanda acima de tudo é Amor e Caridade, exu não deve vir em terra para dar o contra no trabalho de direita.

Texto extraído do JUS-Jornal da Umbanda Sagrada

domingo, 24 de agosto de 2014

Exu o Guardião. Exu o Essencial. Exu o Trabalhador.


O espírito mais polêmico que se conhece provavelmente seja o chamado Exu na Umbanda. Tudo que se fale a respeito deles com certeza ficará pálido e retratará uma parte da verdade, visto que o reino dos Exus é muito vasto e é composto por milhões de espíritos dos mais variados graus de adiantamento; De nossa parte por experiência própria tentaremos honestamente dar o nosso testemunho a respeito dos guardiães do lado oposto ou seja do baixo astral onde como policiais e juízes resgatam, prendem, transferem, patrulham, guardam as fronteiras e impõem a ordem na terra e nos submundos. 

Exu trabalha sob vários nomes e sob varias formas e em vários templos e religiões, daí a dificuldade de explicar quem é Exu. Em alguns templos são vistos nas portas na forma de Senhores de terno e gravata, Lanceiros e outros. 

A forma mais comum da aparência de Exu nos terreiros de Umbanda “incorporados” em seus cavalos ou médiuns algumas vezes varia, mas há predominância das mãos em forma de garras, voz “grossa” e atitudes agressivas aos padrões predominantes de uma religião que fala de paz e amor, a explicação está no fato de que esta forma condiz com o trabalho que exercem no baixo astral, e muitas vezes também os mesmos trabalham com as verdades do médium sejam negativas ou positivas. 

Médium que estuda e tem uma moral acentuada com certeza irá trabalhar com Exus de alta estirpe e conhecimentos. 

Avançados intelectualmente e moralmente exercendo funções de destaque no mundo espiritual sendo assim considerados Exus de comando e de alto grau. 

Muitos terreiros e médiuns desatentos com a moral e o estudo acabam sendo vitimas de engodos de espíritos que se fazem passar por Exus e que se comprazem em enganar e iludir médiuns e consulentes que procuram as facilidades do feitiço e do ganho sem esforço próprio, vão aos terreiros satisfazerem suas necessidades medíocres e mundanas de quem não levantou uma palha para melhorar espiritualmente na senda evolutiva; Esses médiuns e consulentes são os que com certeza mais cedo ou mais tarde se decepcionarão com a religião, pois sofrerão a Lei do Retorno apregoada pelo Rabi da Galiléia que dizia que a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória, muitos desses médiuns migrarão para outras religiões mais adequadas ao seus padrões de caráter e conhecimento, nos livrando do empeço de terreiros e médiuns que só denigrem o nome da sagrada Umbanda e Quimbanda representada por seus trabalhadores diretos os Guardiães da Lei os Exus. 

Para ter uma noção mais próxima de nós de como se organizam as falanges da Quimbanda composta de Exus, procuraremos exemplos na Terra. 

Na Terra temos os juízes, advogados, promotores, policiais federais, civis, militares, exército, marinha aeronáutica e etc. Todos ligados a área de disciplina e segurança; Sem essas organizações nossa sociedade estaria entregue ao caos das criaturas indisciplinadas para viver em sociedade. 

A diferença maior dos nossos meios de fazer justiça para os dos Exus é que raramente eles erram nas penas impostas aos infratores da Lei. 

Exu não é Diabo apesar de que muitas Tronqueiras (Casas que ficam na entrada dos terreiros), existirem imagens de gesso com aparência de diabos, que aliais é muito bom para que algumas religiões ataquem a Umbanda como sendo religião que pratica o mal. Esta forma como tem sido visto, as entidades de Exu existe para assustar os espíritos do baixo umbral que se apavoram ao ver o perispírito transformado dos Exus rendendo-se a captura. Sabemos pela literatura espírita que os mentores também baixam suas energias para transformar seus perispíritos e poderem atuar nos submundos sem sofrerem os ataques dos espíritos trevosos, Exu não é diferente de outros espíritos seareiros do bem que em nome da humanidade se dedicam arduamente a esclarecer e reprimir as forças contrárias as leis de Deus. 

São eles que em tempo integral estudam, planejam, comandam e presidem certos reinos localizados em ambientes salubres, tudo em nome do progresso das muitas moradas de nosso pai. 

Se o mal na Terra ainda impera é porque a humanidade se mantém na ignorância e no egocentrismo de espíritos preguiçosos que viraram as costas para o criador; por isso é inadmissível que tais criaturas zombem e preguem uma falsa moral aos trabalhadores de Quimbanda que procuram honrar o criador em tudo que fazem a nossa humanidade doente da alma.

Laroyê Exu. Exu é Mojubá... Salve a Linha de Esquerda da Umbanda. Salve os Compadres e Comadres, que estão sempre em nossas vidas

sábado, 23 de agosto de 2014

Obsessores de Nós Mesmos

Um dos maiores desafios ao qual nós encarnados somos submetidos durante nossa vivência na carne é o de ter a humildade e discernimento para reconhecer e admitir nossos próprios erros e falhas de caráter, bem como a coragem de corrigi-los. É conseguir olhar no espelho e enxergar além da imagem refletida, além do verniz social com o qual nos revestimos em nosso dia-a-dia, não só para a sociedade mas para nós mesmos. É ter a lucidez para vasculhar os recônditos de nossa interioridade e trazer a tona os pensamentos e sentimentos mais obscuros e que necessitam ser transmutados.

Infelizmente nós espíritos imperfeitos temos uma tendência de sempre atribuir a causas externas e a um destino inexorável os infortúnios com os quais nos vemos envolvidos ao longo de nossa existência. Se nossa encarnação nos faz estar inseridos em ambientes familiares ou mesmo de trabalho com os quais não nos afinizamos e temos dificuldade ou incapacidade de nos adaptarmos, normalmente assumimos o papel de vítimas e nos consideramos injustiçados. A partir do momento em que assumimos como verdadeiro um fato ou sentimento, seja em relação a alguém ou a alguma situação, criamos no astral uma forma pensamento que passa a fazer parte deste contexto, sendo sempre potencializada quando trazemos a nossa memória aquela lembrança. A medida que alimentamos estes conceitos e quanto mais retornamos a eles, mais expressiva se torna esta formação astral, e se a mesma for irradiada com pensamentos negativos e de baixa vibração, é desta forma que receberemos o retorno desta energia. A medida que esta criação daninha toma vulto junto ao nosso perispírito, passa a chamar a atenção também dos irmãos desencarnados com energias afins como se fosse um imã atrator. Inicia-se então uma simbiose energética que cada vez mais intensifica este quadro mental e por consequência este estado vibratório que recai sobre a pessoa envolvida. Analisando então o quadro na origem, percebemos que dificilmente o encarnado se torna vítima de espíritos obsessores sem que antes tenha sido vítima de si mesmo,de sua própria invigilância.

Se eventualmente nos tornamos irascíveis, intolerantes, impiedosos, afinizados com vícios e desregramentos, podemos estar simplesmente deixando aflorar personalidades pretéritas que pela misericórdia divina são sepultadas em nossa memória espiritual para possibilitar que na atual encarnação justamente possamos resgatar por nosso próprio merecimento os erros cometidos nas vivências em que vibrávamos dessa forma. Atribuir  estas nossas condutas que não condizem com os ensinamentos do Evangelho a influências de entidades desencarnadas ou energias demandadas contra nós por terceiros é uma forma cômoda de nos desincumbirmos da responsabilidade por nossos próprios pensamentos e atitudes. O fato de admitirmos que não temos controle sobre nosso lado obscuro evidencia que cabe a nós a responsabilidade de vencermos esta batalha interior. 

Como a misericórdia do Pai é infinita, não existe razão plausível para que alguém que se mantenha envolto por energias positivas, conduzindo sua vivência embasada nos ensinamentos crísticos e vibrando sempre nesta frequência se torne uma vítima desamparada da ação do baixo astral. As adversidades que porventura lhe couberem certamente se darão por reajustes cármicos e não por ação espiritual nefasta. Não que estas pessoas tenham mais proteção ou sejam privilegiadas em relação aquelas que ainda não atingiram tal entendimento, mas a menor densidade energética  resultante dos pensamentos elevados possibilitam aos amigos espirituais uma ação mais efetiva sobre  seus tutelados. De forma inversa se encontram aqueles que estão envolvidos por uma carapaça de baixa densidade que por vezes anulam ou minimizam a ação benéfica da espiritualidade de luz.

O exercício da caridade sincera com o próximo certamente é um dos sentimentos mais elevados e que por um mecanismo de "retroalimentação positiva", seja pela vibração da pessoa que foi tocada pelo nosso gesto, seja por reconhecimento do plano espiritual, funciona como uma verdadeira usina geradora de energias benfazejas. Mesmo que esta conduta nos transforme em um alvo potencial a ser atingido pela ação das trevas, nos concede também uma espécie de "imunidade diplomática" que não pode ser ignorada pelos inimigos espirituais. Mas a efetividade desta proteção está  diretamente relacionada com o equilíbrio que mantivermos em nosso estado vibratório pois basta deixarmos nossos pensamentos penderem para longe do caminho cristão para que nossas defesas fiquem vulneráveis aos espíritos de baixo calão moral.

Desta forma, estejamos atentos pois o nosso pior inimigo está dentro de nós mesmos e se manifesta com força total quando os sentimentos sublimes ensinados pelo Mestre Jesus são esmaecidos pelo orgulho e pela indiferença com nossos irmãos de jornada.


Por Adriano - Médium do Triângulo da Fraternidade