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sábado, 31 de janeiro de 2015

Conduta...

CONDUTA MORAL, ESPIRITUAL E FÍSICA DOS MÉDIUNS DENTRO DA CORRENTE ASTRAL DE UMBANDA 



1 - Manter dentro e fora da Tenda, isto é, na sua vida espiritual ou religiosa particular, conduta irrepreensível, de modo a não 
suscitar críticas, pois qualquer deslize neste sentido ira refletir na sua Tenda e mesmo na Umbanda, de modo geral.

2 - Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo livros indicados pela Direção Espiritual do Terreiro, bem como 
assistindo palestras nesse sentido.

3 - Conservar sua saúde psíquica, vigiando constantemente, o aspecto moral.

4 - Não julgar que seu protetor ou sua entidade é o mais forte, o mais sabido, muito mais "tudo" que o do seus irmãos 
(médiuns).

5 - Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, contando, com insistência, os feitos de seus guias ou protetores. 
Lembre-se de que tudo isso pode ser problemático e transitório e não esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda 
essa conversa vaidosa ruir fragorosamente.

6 - Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando chegar lá, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus 
pensamentos de paz, fé e caridade pura para com o próximo.

7 - Dê paz a seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome, isto é, vibrando constantemente nele. Assim, você está se 
fanatizando e "aborrecendo" a entidade. Fique certo de que, se ele, o seu protetor, tiver "ordens e direitos de trabalho" sobre você, 
poderá até discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas e mesmo infringindo-lhe castigos materiais, orgânicos, financeiros, etc. 
Se você for desses que, além de tudo isso, ainda comete erros em nome de sua entidade protetora.

8 - Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado "pronto" ou em desenvolvimento, é de sua conveniência tomar 
banhos de descargas ou propiciatório determinados por seu guia ou protetor, se for médium em desenvolvimento, procure saber quais
os banhos e defumadores mais indicados, que poderá ser dado pela direção do terreiro.

9 - Não use guias ou colares de qualquer natureza sem ordens comprovada de sua entidade protetora responsável direta e testadas no 
terreiro.

10 - Não se preocupe em saber o nome do seu guia ou protetor antes que ele julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda 
conveniência também para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma, qualquer ponto riscado que tenha impressionado dessa ou 
daquela forma.

11 - Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas maldizentes etc... Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus
próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar delas.

12 - Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar as recompensas.

13 - Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento. Aprenda a esperar e confiar.

14 - Não tema a ninguém, pois o medo é prova de que você está em débito com sua consciência.

15 - Lembre-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e portanto ligado a dor, a sofrimentos vários e, 
conseqüentemente, às lições, com suas experiências... Sem dor, sofrimento, lições e experiências não há Karma, não há humanização 
nem polimento íntimo. O importante é que não se erre mais. Ou não cometer os mesmos erros.

16 - Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada.

17 - Não abuse de carnes, fumo e outros excitantes, principalmente o álcool.

18 - Nos dias de trabalhos, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar a sessão espiritual, limpo de corpo e espírito.

19 - Não se esqueça, em hipótese alguma, de que não se deve ter relações ou contatos carnais na véspera e no dia dos trabalhos.

20 - Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, 
se verificarem uma boa dose de humildade ou de simplicidade no coração. A vaidade, o orgulho e o egoísmo cavam o túmulo do 
médium.

21 - Aprenda lentamente a orar confiando em Jesus, o Regente do planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu Guia ou 
Protetor. Ele é seu grande amigo e somente trabalha para a sua felicidade.

* PROCURAR EVITAR AGITAÇÕES E FICAR O MAIS CALMO POSSÍVEL;
* TOMAR BANHO DE DEFESA ANTES DOS TRABALHOS;
* EVITAR BEBIDAS ALCOÓLICAS E FUMAR O MENOS POSSÍVEL;
* PROCURAR DECORAR E CANTAR OS PONTOS DURANTE O RITUAL;
* ESTAR SEMPRE EM SINTONIA E ATENTO AO RITUAL;
* AUXILIAR SEMPRE NO QUE FOR NECESSÁRIO;
* PROCURAR PARTICIPAR E COMPREENDER O RITUAL;
* SER SEMPRE PONTUAL E NÃO FALTAR SEM NECESSIDADE;
* SEMPRE MANTER UM BOM RELACIONAMENTO COM SEUS IRMÃOS DE FÉ;
* EVITAR FOFOCAS, E COMENTÁRIOS DESNECESSÁRIOS E CONVERSAS IMPRODUTIVAS;
*RESPEITANDO E TRATANDO COM CARINHO A TODOS PARA RECEBER O MESMO TRATAMENTO DOS IRMÃOS DE FÉ.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Como ler, escutar ou observar e saber se aquilo é certo?

Sempre que nos deparamos com a literatura umbandista, ou mesmo a espiritualista em geral, ficamos com aquela pergunta: será que isso é verdade? será que é assim mesmo?
Como falei na última postagem (Umbanda uma religião que é puro AMOR) não são poucos os livros, artigos e sites, infelizmente, que trazem informações muitas vezes equivocadas (ao meu humilde ver). Assim separar o que é bom e o que não é deve ser tarefa de todos os médiuns e simpatizantes que queiram se aprofundar no universo espiritualista.
Diante disto, e diante das sempre solictações de indicações de livros, resolvi repassar como eu faço quando leio.
Primeiro descubro se a literatura se trata de uma obra de autoria própria ou se é psicografada. Se de literatura própria, em geral, é objeto de estudos, o autor trará conclusões e interpretações de outros autores, de obras psicografadas, etc. Desta forma podemos ir até a fonte do autor e tirarmos nossas conclusões. Quando se trata de obra psicografada ou intuída ou inspirada a primeira coisa que faço é saber para quem vão os direitos autorais. Afinal quem escreveu o livro foi um espírito, e como nós não aceitamos a comercialização da faculdade mediúnica, quando descubro que não há a indicação no livro para onde vai o dinheiro dos direitos autoriais, já fico com um pé atrás. Quando a obra afirma que os direitos autorais vão para o Centro X, a obra de caridade Y, ou semelhante, acredito ser um excelente passo, mas ainda assim não o único.
De qualquer forma ler só trará para nós mais conhecimento e instigará nossa mente a entender e a pensar sobre o mundo dos espíritos e sua relação conosco.
Independente se a obra é psicografada, leio com um olhar crítico, seja o escritor espírito desencarnado ou encarnado, não podemos atribuir aquela escrita como verdadeira. Assim devemos ler nos questionando, procurando entender o por quê, se aquilo faz sentido, como o autor chegou àquela conclusão, e com isso ir anotando as dúvidas para que em outros livros ou em conversas com outros médiuns, e com o Pai-de-Santo, possamos fazer a verificação das informações que ficaram duvidosas em nossa cabeça. Pesquisar mais, até estarmos convencidos daquilo.
Sempre devemos questionar, buscar a fundo as informações para que uma mentira, ou um equívoco, uma falha do autor não crie raízes em nossa mente. Nós só deixaremos criar raízes quando aceitamos como verdadeira aquela informação.
Da mesma forma tudo que escrevo aqui ou no site deve seguir o mesmo processo. De onde ele tirou isto? por que é assim? e se fosse de outro jeito? Não sem razão abrimos um espaço de perguntas no site para tentarmos sempre deixar tudo o mais claro possível.
Desta forma sempre consolidadremos o nosso conhecimento com certezas quase inabaláveis, e assim a nossa fé terá um pilar que a segura e a sustenta cada vez mais sólido e firme.
Tem uma frase, uma afirmação, que me acompanha há quase 20 anos, e não canso de repetir, e com certeza é um resumo perfeito do que escrevi aqui:
" Antes recusar 10 (dez) verdades do que aceitar 1 (uma) mentira"

Boa leitura a todos! Saravá!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Atitude Interior

Em momentos raros sentimos a presença de uma força magnânima que nos atinge de forma concisa, deixando-nos estáticos, fazendo com que pela mente, consigamos atingir um estado de puro êxtase. É como se estivéssemos enamorados pelo Todo, é como se sentíssemos o toque e o sabor do beijo que nunca foi dado, mas sabemos que foi real.

A nossa vida muitas vezes está exposta a sofrer manipulações por seres que tentam nos mostrar sempre sabores amargos em nossa existência, e digo isso em todos os segmentos, tanto físicos como espirituais. Mas nestes momentos, o discernimento e a maturidade gritam mais alto em nosso interior, e nos remetem a superarmos, pela capacidade divina que temos em nossa essência essas ações, pois somos supremos e, então, apesar da cicatrizes, prevalecerá o bem, a nobre força celestial que nos permeia, o amor arrebatador de Deus. Por isso, acreditar é preciso. Você somar sua atitude, sua busca, com a confiança necessária em um poder maior, que rege uma grande orquestra celestial, é extremamente correto e necessário. Somos convidados do Todo para experienciarmos pelo nosso veículo carnal, vivências que possam nos trazer lucidez e aprimoramento consciencial neste mundo de maya*, onde, como se fizéssemos parte de uma pintura, e as cores e os temas desta tela fossem mutáveis, conforme nossa vontade, pois somos ao mesmo tempo a obra e o artista.

É fundamental estarmos inspirados, já que o tema de uma obra digna é o “Amor”, essa força propulsora divina essencial em tudo o que realizamos. O amor que nos motiva tem várias faces. Pode ser um intenso e ardente desejo de amar e ser amado, numa troca humana sadia, uma expressão consciente de amor fraterno e amigo, ou um amor abrangente e incondicional, o qual permitimos que flua de nós para tudo e todos. A atitude amorosa é curativa e transformadora de qualquer obstáculo no caminho da auto-realização.

E com o coração explodindo de amor e conectado a uma força suprema criadora, sussurro ao seu coração: “O universo agradece o seu trabalho, a sua entrega, faça o seu melhor.”

Acredite mais, ame mais!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Umbanda e a Assistência

A Umbanda é uma religião de cunho assistencialista. Esse fato se fundamenta primeiramente nos ensinamentos de Nosso
Senhor Jesus Cristo, que em sua infindável sabedoria nos ensinou que devemos “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo
como a nós mesmos” e que devemos fazer aos nossos irmãos aquilo que esperamos que seja feito por nós. A Umbanda é, assim, 
em primeiro lugar uma religião baseada nos ensinamentos cristãos. 
A Umbanda também acredita, como outras religiões, que nós, filhos de Deus, estamos em um contínuo movimento de
evolução. Estamos a todo instante agindo e sofrendo a ações que tendem a nos projetar para frente no plano moral e no plano
espiritual. Assim, como uma forma de nos depurarmos de erros passados e de encontrarmos engrandecimento espiritual, devemos
seguir o caminho da humildade, da caridade e do perdão, tentando ajudar irmãos a amenizar seus sofrimentos materiais e 
espirituais, quando possível. 
Não somente nós encarnados, mas também espíritos de desencarnados estão envolvidos nesta responsabilidade de
ajudar aos menos afortunados em um ciclo constante onde os mais evoluídos ajudam os menos evoluídos a galgarem os degraus 
da evolução. 
Nesse aspecto, a Umbanda se baseia não só nos ensinamentos cristãos como também as premissas do Espiritismo de
Allan Kardec. É fato inclusive, que no Brasil, o Espiritismo assumiu, com nomes como Bezerra de Menezes e Chico Xavier, uma forma
mais assistencialista de trabalho do que a primitiva matiz científica oriunda da França. 
A Umbanda, finalmente acredita em tronos vibracionais, ou ainda Orixás, ou ainda Reinos de Energia da Natureza, cuja 
divina função é trazer para cada um de nós o equilíbrio vibracional, moldando vícios em virtudes, anulando más tendências e 
intensificando as boas qualidades. 
A Assistência em um culto de Umbanda
Considerando que o assistencialismo é uma das facetas da religião Umbanda, chegamos a uma pergunta que embora
pareça, não é tão fácil de responder. Como a assistência se inclui no culto da Umbanda?
A caridade em uma casa de Umbanda é realizada de muitas formas, dependendo do funcionamento da casa. Em 
primeiro lugar, podemos considerar a caridade que se presta a espíritos desencarnados que visitam esse local a fim de encontrar
conforto, orientação e paz.
Por esse mesmo motivo, algumas casas de Umbanda em suas sessões (que é como são chamados os rituais ou cultos
de Umbanda) compreendem uma preparação especial para que sistematicamente ou eventualmente (dependendo da sessão e da
casa) se possa receber a visita destes espíritos e se possa prestar a devida caridade a eles. 
Outro ponto a se considerar, falando de caridade, é o que se presta aos próprios filhos de santo da casa (conhecidos
também, entre outros nomes, como filhos de fé). Essas pessoas, em geral médiuns (das mais variadas aptidões mediúnicas) podem
encontrar na casa, em seus irmãos, e nas figuras de chefia, a orientação necessária e a força indispensável para lidar com sua
espiritualidade, e direcioná-la para o bem. 
Finalmente, as casas de Umbanda também se destinam a fazer caridade a uma comunidade de pessoas que não 
pertence ao corpo de trabalho da casa. Nesta categoria de assistencialismo, o qual é o principal motivo deste texto, costumam se 
basear a maioria das sessões de trabalho das casas de Umbanda. 
Colocando à parte rituais fechados (como Batismos, Festas, Rituais de Limpeza, etc), a grande maioria das sessões de 
Umbanda são abertas à comunidade. Em um lugar característico das casas de Umbanda, conhecido como assistência, as pessoas
da comunidade (ou mesmo pessoas que venham de localidades distantes), que não pertencem ao corpo de trabalho da casa, 
observam os cultos ritualísticos de uma sessão e se beneficiam dele.
Assim, as pessoas da assistência são defumadas, e após as incorporações dos médiuns, são convidadas a adentrar o 
terreiro para receberem passes e se consultarem com as entidades (exus, caboclos, pretos-velhos, crianças, mestres do oriente, etc).
Uma pessoa da assistência pode receber caridade de várias formas, como: descarga, desobsessão, conselhos sobre questões
materiais ou espirituais, emanações curativas, etc.
Outros tipos de serviços à comunidade não relacionados estritamente com os cultos da casa podem também ser 
realizadas. Algumas casas de Umbanda oferecem, por exemplo, parte ou todo o seu espaço físico para realização de palestras ou
cursos de interesse da comunidade. Também podem ser feitas campanhas de arrecadação de recursos (como alimentos ou 
agasalhos). Podem ser ainda oferecidos materiais de estudos sobre a religião Umbanda e os seus rituais. 
Uma questão importante discutida em algumas casas de Umbanda sobre as sessões fechadas à assistência. 
A Umbanda como já foi dito, tem a missão de propagar uma mensagem de amor e caridade. Por isso; porque essa
mensagem tem que ser propagada, ela não pode ficar limitada apenas aos adeptos do culto, ou seja, ao corpo mediúnico. A 
caridade deve ser oferecida a todos aqueles que precisam dela. 
Por outro lado, sabemos que uma máquina não pode funcionar sem manutenção. Por isso, acredito que às vezes é
melhor que se façam sessões fechadas (para desenvolvimento dos médiuns, limpeza espiritual da casa e dos médiuns, etc) para 
que se possa oferecer uma casa e um corpo de trabalho bem preparados, para prestar a caridade à assistência em sessões abertas. 
A influência da Umbanda na Assistência e a influência da Assistência na Umbanda
Duas questões polêmicas nas quais as casas de Umbanda estão envolvidas sobre a assistência é qual o papel de fato da 
Umbanda na vida das pessoas que freqüentam seus rituais e ao mesmo tempo, qual deve ser a postura de uma pessoa 
enquanto participante da assistência em um ritual de Umbanda. Estas duas questões, acredito, guardam íntima relação entre si.
A primeira questão tenta descobrir como as pessoas que participam de assistências de cultos de Umbanda, vêem esses
cultos e a própria Umbanda. O que destes cultos e das vivências neles apreendidas, elas levam para suas vidas quotidianas? Como
essas pessoas se definem em termos de religião?
É certo que não podemos generalizar. Assim como em qualquer coletividade, também em uma assistência estarão
presentes pessoas com pensamentos, anseios e posturas diferentes. Mas a questão que se impõe é se é necessário que essas
pessoas tenham um mínimo de conhecimento do que é a Umbanda e seus cultos. E se realmente precisam enxergar a Umbanda
como religião e até mesmo como a religião delas.
Uma premissa muito importante enunciada pela Umbanda é que não se deve negar ajuda a ninguém. Assim, partindo 
deste princípio não podemos cobrar de uma pessoa que se ela freqüenta os cultos de uma casa de Umbanda, ele se declare como
Umbandista. 
Sabemos que a Umbanda ainda sofre de muitos preconceitos, e que decorrente disso muitas pessoas que freqüentam
cultos de Umbanda têm medo de serem rotulados pejorativamente. Também pela origem multifacetada da Umbanda e também
pela premissa de ajudar a todos, não podemos e nem devemos proibir a participação de irmãos oriundos de outros religiões.
Por outro lado, podemos considerar que a falta de identificação pode causar uma falta de compromisso. Por isso talvez,
sejam tão comuns as queixas sobre pessoas da assistência que vão às sessões de Umbanda apenas para “pedir coisas” mas não
honrem as sessões com comportamentos condizentes com os de uma casa religiosa, ou seja, vestem-se de maneira imprópria, 
conversam em momentos inoportunos, entre outras coisas. 
Algumas pessoas apenas visitam uma casa de Umbanda quando estão com problemas. Isso significa que não fazem da
Umbanda uma opção religiosa constante. Utilizam as sessões de Umbanda como “fast-food de consulta”, isto é, quando precisam, vão
até lá, pedem o que precisam e vão embora abandonando o local até que a próxima necessidade os faça regressar. 
Outras há que vão apenas aos dias de festas. Elas podem estar encarando a Umbanda como uma bonita manifestação 
da “cultura popular brasileira”, ou seja, uma atração turística ou ainda “coisa para inglês ver”. Visitam, acham bonito, mas não
apreendem o real significado da religião praticada ali. 
A outra questão, também de extrema importância, é o que a participação da assistência contribui para a sessão. Uma
assistência participativa tem o mesmo resultado para uma sessão do que uma assistência apática? O que é mais interessante
para a Umbanda, uma assistência ignorante sobre os conhecimentos (pelo menos as bases da religião) ou uma assistência 
consciente do que são os rituais (como momentos de uma sessão, pontos cantados em cada momento, etc) e dos porquês destes 
rituais. 
Eu penso que essas duas questões estão inter-relacionadas porque acho que quanto mais as pessoas que compõem
uma assistência estão integradas no culto, tão mais elas respeitarão este ritual, participando ativamente dele, entendendo como
e porque devem se comportar a cada momento.
Elas entenderão melhor que a religião não se pratica somente dentro dos templos, mas em todo o lugar. Elas
aprenderão que também elas têm a responsabilidade de fazer a caridade e semear a paz e amor ao próximo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Amor, palavra de ordem na gira!

"O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." (Rom. 13,10)

"Chegado mais um dia para exercer minha mediunidade! Que bom amanhã é dia de gira!"
Todos os dias por todo o nosso país e por diversos outros países médiuns de Umbanda começam suas preparações para irem para as giras.

Fazem seus preceitos (dieta alimentar, banho de imantação, etc) e vão até seus terreiros. Assim como nós todas as sextas-feiras e algumas segundas-feiras.

E logo pensamos: "Hoje vou estar pronto para ajudar meu semelhante. Quero me doar, quero permitir que as entidades possam realmente passar sua luz e energia aos espíritos, encarnados e desencarnados, que estarão no terreiro."

Chegando no terreiro, olhamos a assistência e vamos nos trocar, conversar, etc.. Toca o adjá e nos deslocamos até o congá para mais um dia de gira. "Pronto agora vou me concentrar e me doar."

Muitas vezes sequer temos este penamento, não é verdade? E vejam que este pensamento não basta! É sim um bom e grande início, fundamental até, mas não é tudo! Você imediatamente vai pensar: "O nosso Pai-de-santo endoidou! o que ele vai querer agora?"
Nossa postura enquanto umbandistas deve ser diária. Mas não é isso que quero falar hoje, quero falar de nossa postura antes e durante a gira. Devemos olhar para a assistência e agradecer a cada um que ali está. Olhar para todos os cantos e agradecer a todos os espíritos desencarnados e necessitados que ali estão. Entender que não somos nós que estamos ajudando eles. Que esta relação de nós ajudamos e eles (assistência) são ajudados. Pois isto é uma mentira!

Um terreiro só existe quando existe assistência, encarnada ou desencarnada! São os irmãos da assistência que darão a oportunidade sagrada para o nosso trabalho, para o nosso resgate cármico, para a abençoada tarefa de exercício mediúnico. Ou seja, a assistência não pode e não deve ser encarada como pessoas que estão lá para receberem algo de nós. Porque nós é que vamos receber a oportunidade, nós é que estaremos recebendo esta dádiva. Quem dará aos irmãos da assistência e a nós, são os Orixás por meio dos guias e protetores.

Você poderá dizer que está dando o seu tempo, seu suor! É verdade, nós realmente estamos dando muita coisa, sacrificando outras. Ms sem nenhuma dúvida não estamos fazendo favor a ninguém! E este pensamento, o de fazer favor aos outros, é que devemos abolir completamente. Afinal ele é o irmão do orgulho, primo do egoísmo e marido da soberba. Nós não estamos fazendo favor a ninguém, senão a nós mesmos!!!

Estamos na gira para ajudar! Sem dúvida. Estamos na gira para nos doarmos! Sem dúvida. Estamos na gira para praticar a caridade e exercer o amor! Sem nenhuma sombra de dúvida. E tudo isto não significa em absolutamente nada que estamos fazendo um favor a quem quer que seja.

Amar de forma verdadeira e plena, e assim praticar a caridade, exercer a doação de mente, corpo e alma, e ajudar a todos que se deslocarem até um terreiro esta é a nossa tarefa! E devemos fazê-lo com humildade, e nunca nos sentindo superiores aos irmãos da assistência, pois de fato não o somos.

Seguindo esta lógica e esta postura como olhar para a assistência e não agradecer a cada um por ali estarem? Como não nos curvarmos diante de cada um ali e perceber como eles são importantes, e como a Umbanda é abençoada por me dar esta oportunidade? Como não tratar todos que vão ao nosso terreiro com muito respeito, com muito amor e devoção?

Com esta postura não podemos tratar ninguém com desdém, com superioridade, com arrogância como se fôssemos os salvadores! Olhar para cada um da assistência e nele enxergar Deus, e tratá-lo como se Deus fosse, como se fosse um ente que mais gostamos, esta será a nossa postura! Não só nas consultas, não só incorporados, mas antes da gira, na hora de chamar para as consultas, nos intervalos, enfim, demonstrar que o Amor é a palavra de ordem na gira!!!!

Deixar todos confortáveis, fazer com todos se sintam acolhidos, bem vindos, e que aquele local (o terreiro) sempre estará de portas abertas para eles e que sempre serão recebidos com amor e felicidade, com alegria mesmo. É mais que uma postura, é um dever de cada um dos médiuns. E é o começo de nossa atividade enquanto umbandistas, é o início dos trabalhos de caridade da Umbanda, é o amor em exercício!

Tratem todos como gostariam de ser tratados! isto é o mandamento de Cristo: Amar o teu próximo como a ti mesmo!

Obrigado a todas as pessoas que vão até nosso terreiro, a todos os espíritos que até lá se locomovem, afinal vocês são a razão de existir de nossa casa! Que os Orixás abençoem a cada um de vocês, e a todos os médiuns de Umbanda para que possamos juntos fazer de nosso mundo um mundo de Amor e Paz e assim que seja pleno de luz.

Saravá!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os dez maiores erros cometidos por médiuns umbandistas

Como em toda família ou sociedade, estamos propensos a cometer erros. Não é só de acertos e harmonia que vivem os templos de Umbanda, existem erros que são praticados por alguns pais e filhos-de-santo. Sob um olhar critico, resolvemos relacionar os mais comuns e esperamos que os que lerem esse tópico concordem conosco. Esses erros tendem a gerar uma vibração negativa, vindo a desestabilizar o foco de equilíbrio:
::: Dar guarida a fofoca e comentários malediscentes. Lembrem-se que o ciúme é um dos maiores venenos que a pessoa pode ter;

::: Uso indevido de determinados elementos em determinados rituais e/ou uso de elementos estranhos ao ritual do culto;

::: Exploração financeira contra filhos da casa e/ou freqüentadores. A Umbanda não cobra qualquer incentivo financeiro ou material sobre seus trabalhos. Na Umbanda não se pratica a Lei de Salva, ou seja, não se paga por qualquer tipo de trabalho espiritual que venha a ser realizado;

::: Mau cumprimento dos preceitos pelos membros da casa;

::: Conduta imprópria ou desrespeitosa de membros da casa;

::: Atividades não relacionadas ao culto dentro do mesmo ambiente da casa;

::: Omissão de Socorro, pouco caso ou deboche daqueles que ali buscam auxilio;

::: Ciúmes pelo tratamento dado pelo Sacerdote da casa a um ou outro filho;

::: Tratamento a um filho da casa de forma exagerada ou excessiva em quaisquer circunstâncias pelo Sacerdote da casa;

::: Atenção dispensada de forma exagerada, ao Sacerdote da casa, pais/mães-pequenos(as) ou outros da hierarquia;

::: Falta de preparo dos filhos da casa nos ritos da casa;

::: Elevar um filho da casa para médium de passe, sem ele estar devidamente preparado;

::: Deixar desavenças de ordem particular interferirem nos trabalhos;

::: Não dedicar pelo menos um trabalho ao mês, ao desenvolvimento dos filhos da casa;

::: Não transmitir os ensinamentos adquiridos, compartilhá-los com os demais;

::: Agregar filhos apenas para fazer volume;

::: Tratar de forma diferente os filhos ou freqüentadores da casa, pelo poder aquisitivo ou pela atenção por eles dispensada;

::: Negar-se a auxiliar um filho da casa, quando o mesmo procura auxilio;

::: Não respeitar a vida particular do Sacerdote da casa, levando a ele problemas fúteis, fora da casa;

::: Confundir a liberdade dada;

::: Confundir Umbanda com Nação Nagô, Batuque, Catimbó, Juremada;

::: Candomblé, etc, etc, etc… Erros absurdos podem advir deste tipo de confusão. Valha-se do conhecimento dos fundamentos da Umbanda para poder ensinar aos demais;

::: Pensar que a entidade com a qual está trabalhando é sempre mais importante que as outras entidades que trabalham na casa;

::: Animismo excessivo, o que é extremamente prejudicial ao médium e à casa;

::: Aproveitar e interferir nas comunicações entre a entidade e o consulente, usando e aplicando seus próprios conceitos e exprimindo suas opiniões pessoais;

::: Nunca tomar a frente da entidade com a qual está trabalhando. Nunca pense que está incorporado, mas sim, tenha certeza disso antes de começar a trabalhar;

::: Demandar contra qualquer pessoa. Os filhos da casa devem ter consciência sobre a manipulação de energia. A Umbanda não utiliza sua magia para prejudicar quem quer que seja. A Lei Divina se encarrega para que todos tenham o que merecem;

Usar sangue ou sacrifício animal em qualquer tipo de trabalho. A Umbanda não se utiliza destes elementos para seus trabalhos. Não é sacrificando um animal ou usando sangue que se alcança a graça divina, pois nós não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja.

Mistificação. Abusar da credibilidade, enganar, iludir, burlar, lograr e ludibriar. MÍSTICO = misterioso ou espiritualmente alegórico ou figurado.

Adornos – estes objetos são geralmente de metal e podem causar distúrbios, visto que o médium necessita ter seus plexos nervosos isentos de quaisquer percalços que possam coibi-los em algo. E, também porque, a regra do umbandista é a simplicidade, nada de exibições, de vaidade e aparência fúteis. Casa espiritual não é casa de modas.

Roupas insinuantes. Deve-se ter consciência que ao adentrar o templo, você está adentrando uma casa santa. Deve, então, livrar-se de pensamentos pecaminosos, contrários aos trabalhos espirituais. Roupas insinuantes são absolutamente negativas e dispensáveis aos trabalhos de qualquer casa espiritual. Não é mostrando o corpo ou a silhueta que o trabalho será bem desenvolvido, mas sim, completamente ao contrário.

Aos médiuns iniciantes, não convém e é ato de pura irresponsabilidade chamar as entidades com as quais se está trabalhando fora da casa de trabalhos. Isto, além de irresponsável, pode ser extremamente perigoso, pois os médiuns iniciantes ainda não conhecem as vibrações energéticas das entidades e podem dar passagem a quiumbas ou afins sem saber.

É fato que os médiuns, ao se encontrarem nos dias de trabalho, direcionam suas conversas, muitas vezes até inocentemente, a rumos antagônicos ao desenvolvimento dos trabalhos da casa. É preciso que os médiuns tenham consciência que a preparação para os trabalhos começam à 0:00 hora do mesmo dia (pelo menos) e que conversas diversas que não são afim ao trabalho que será desenvolvido começam por desestabilizar o equilíbrio da casa.

Falta de conhecimento espiritual. As entidades valem-se do conhecimento dos médiuns para poderem se comunicar. Quando o médium pouco sabe, pouco estuda, as entidades pouco podem fazer pelo seu desenvolvimento e pelo próximo. Faz-se absolutamente necessário o estudo e a aquisição de conhecimento espiritual para atingir a própria evolução e, conseqüentemente, auxiliar as entidades em sua evolução espiritual.

O conhecimento é a base do bom viver, é a estrutura de uma vida de sucessos. Atentem-se senhores (as) médiuns, que o conhecimento nunca será em demasia e é a única coisa que fará parte de cada um.

As casas que possuem médiuns com alto grau de conhecimento espiritual, normalmente têm seus trabalhos muito bem desenvolvidos.

Excesso de problemas na desincorporação. Muitos médiuns têm um péssimo hábito de mostrar problemas excessivos na incorporação ou desincorporação, muitas vezes somente para mostrarem-se o quão forte são, o quão fortes são suas entidades e para tomarem um pouco mais de atenção do Sacerdote da casa. Lembrem-se, senhores (as) médiuns que uma entidade que chega ao templo para trabalhar é normalmente uma entidade com alto grau de evolução e nunca faria um filho sofrer principalmente durante sua desincorporação.

Descarregar o médium quando de sua partida não tem relação alguma com sofrimento deste. Estabilizar a energia do médium não é aplicar um choque.

É comum encontrarmos nos templos médiuns de outras casas ou até mesmo médiuns que não se encontram trabalhando espiritualmente, terem a chance de receber suas entidades durante os trabalhos da casa. Acontece em muitos templos em que os capitães, mostrando absoluta falta de conhecimento e discernimento, mandarem estas entidades “subir”. Notem que, se uma entidade passou pelo Sr. Tranca-Ruas, por todos os Exús que guardam a casa durante os trabalhos e por todos os Oguns que ali estão rondando para a proteção da casa é muito provável que esta entidade tenha permissão para adentrar o templo (por algum motivo). Interessante é o fato de alguns capitães de templo mostrarem que possuem um conhecimento maior que as entidades que ali estão trabalhando. É preciso tomar muito cuidado com a autoridade dentro de um templo.

Com entidades não afins ao trabalho deve-se mostrar energia e nunca desrespeito. Lembremo-nos que muitas vezes, durante os finais dos trabalhos, todas as entidades já sabem que devem deixar o recinto e desincorporar. Normalmente o que segura as entidades nos trabalhos são os próprios médiuns. Outras vezes faz-se necessário que a(s) entidade(s) fique(m) no templo para terminar de equilibrar o ambiente e os médiuns do trabalho, bem como os consulentes que ainda permanecem ali. Srs. capitães, muito cuidado com a autoridade para com as entidades e para com os filhos da casa. Um capitão de templo é aquele que detém bom conhecimento espiritual, é aquele que coloca ordem nos trabalhos e os conduz a um bom fim, nunca aquele que determina, dá ordens e abusa de sua autoridade.

Fonte:
Umbanda Sagrada

sábado, 24 de janeiro de 2015

“O Terreiro é fraco” ou “O Fraco está no Terreiro”?

Muitos de nós, irmãos Umbandistas, já ouvimos este termo “O Terreiro é fraco”, mas como podemos categorizar os termos: Fraco e o Forte?

Qual será o parâmetro que utilizamos para esta avaliação? Seria a não realização de sonhos ou desejos?

Antes de responder ao questionamento gostaria de seu acompanhamento nesta linha de raciocínio.

Por que vamos ao terreiro? Muitas podem ser as respostas, mas vamos pensar de forma simples, vamos ao Terreiro pela Religião, ou seja, “religar” a Deus.

Este é o mínimo, mas para muitos a ida até o terreiro, é para: amarrar, destruir, matar, separar, perturbar alguém, etc. Bom neste momento o sentimento mínimo já se perdeu pelos caminhos, espero que reencontre este sentimento assim que entrar no terreiro.

Infelizmente algumas pessoas quando chegam ao terreiro, continuam com suas idéias negativas e não param nem um segundo para analisar se estão certas ou erradas.

Então é  chegada à hora da consulta, e estas pessoas mesmo após as defumações, orações e pedidos do (a) Dirigente para que elevem seus pensamentos a Deus com harmonia e amor, continuam com a idéia fixa, como se não tivessem ouvido estas palavras.

O Consulente com o pensamento negativado se dirige ao encontro da entidade, que lhe dará o atendimento, e começa com os seus lamentos e reclamações onde todos que lhe rodeiam não prestam e ele (a) é um (a) coitado (a).

A entidade tenta amolecer a mente e o coração deste Consulente através de suas sábias palavras e com o auxílio dos seus elementos de Trabalho, mas como o atendimento é uma Parceria entre o Consulente e o Guia, então o Consulente não permite que esta Luz penetre em seu interior tornando-o uma pessoa “não tão ácida”.

Após as explicações e os pedidos do Consulente o Guia lhe responde positivamente que vai lhe ajudar.

Estão assustados com a resposta do Guia? Por quê?

A ajuda que o Guia vai dar, será pedindo para que Oxalá dê a este irmão as Luzes de: “Oxum pondo Amor no coração, Ogum para cortar a maldade que o cerca, Obaluayê para transmutar seus sentimentos negativos em positivos, Oxossi para o conhecimento a fim de enxergar as vossas Fraquezas interiores”.

Ao término do seu atendimento, esta (e) irmã (o) volta para casa confiante de que seus pedidos, “destruidores”, serão realizados, mas depois de alguns dias nada acontece e o nosso irmãozinho vai até outro Terreiro, com as mesmas intenções.

Outro Guia lhe atende e pergunta:

- O que posso ajudar?

O Consulente repete seus pedidos “destruidores” e ainda complementa que o terreiro onde tinha freqüentado era muito Fraco.

Antes de iniciar o seu trabalho o Guia pergunta para o Consulente se ele conseguiria explicar melhor o termo “muito Fraco”. O Consulente firmemente responde: Não fui atendido.

O Guia deixa alguns segundos de silêncio e retruca ao Consulente:

- Será que é  “Fraco” aquele que pede por ti, para que tenha mais Amor, Luz em sua Mente, mais Evolução e Proteção? Será que é “Fraco” aquele que tenta abrir teus olhos a Luz? Será que é “Fraco” aquele que tenta te colocar mais perto de Deus? Será que é “Fraco” aquele que pede o perdão por ti?

Ou o “Fraco” é aquele que não conseguiu enxergar tudo isso e mesmo assim insiste em caminhar nas trevas de sua própria ignorância, na escuridão de seus caprichos?

Após estes questionamentos o Guia retoma a pergunta ao Consulente:

- O que posso ajudar?

O Consulente responde ao Guia com a voz embargada:

- Me dê força e peço perdão pelos meus sentimentos “Fracos” que levei para dentro de outros terreiros. 

Por: Danilo Lopes Guedes

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Mudança que Vem de Dentro

Você brigou com o vizinho ou com algum parente, tem conta atrasada pra pagar, o chefe está exigindo demais, seus relacionamentos não dão certo...

Isso já aconteceu ou pode acontecer um dia. Tudo aparenta estar calmo e de repente, uma sucessão de erros e problemas aparece e praticamente lhe derruba.

Lá dentro, no fundo de sua alma, parece que há um nó se formando, às vezes de mágoa, às vezes de raiva.

Você precisa dar um jeito de sair dessa situação o mais rápido possível e chegar à superfície para respirar!

Daí você lembra que há um terreiro de Umbanda que pode lhe ajudar.

Com muita esperança você vai até o terreiro pedir ajuda e tomar um passe de um preto-velho.

Logo na entrada da casa de fé há alguns vasos com plantas que estão ali estrategicamente postados para começar a canalização de energias. Em seguida, a tronqueira, ou casinha de Exu, pronta para receber as cargas mais fortes que são direcionadas ao terreiro ou aos filhos de fé. Uma ou duas imagens de santo na porta estão emanando boas vibrações.

Começa a gira, os pontos cantados e o som dos atabaques servem para nivelar e neutralizar as más vibrações. Em seguida, entra um cambono ou um médium com um turíbulo para dar início à defumação. Todos os cantos e passagens do terreiro são defumados, os filhos da corrente e a assistência também são. Defumar para queimar os miasmas impregnados no corpo. Defumar para ajudar o corpo a absorver as energias emanadas pelos guias. Defumar para facilitar a entrada de boas e novas energias.

Os guias incorporam nos “cavalos” trazendo força e boa vibração da Jurema, de Aruanda e, como uma onda, essa força e vibração vão atingindo a todos na casa.

Às vezes os guias fazem o xirê, dança no centro do congá (ou abassá), onde energias nocivas e acumuladas no ambiente e nas pessoas são concentradas e expelidas no redemoinho de forças e energias criado pelos guias.

Chega a hora de se consultar com o guia e você pede proteção e ajuda para que tudo volte ao normal em sua vida.

O Preto-Velho te dá um passe, te benze com ervas, defuma com a fumaça do cachimbo e acende uma vela pra você.

Hora de ir embora. Você sai com a sensação de que aquele nó na alma continua lá.

Os dias passam e as coisas não melhoram.

Sua conclusão era de que o “guia era ruim” ou “o terreiro é fraco” ou “o médium estava mistificando”.

Mas o que aconteceu de errado realmente?

Ao chegar no terreiro você desejou do fundo do coração retirar todo o mal interno?

Tentou tirar a raiva, o ódio, o ciúme, a maledicência, a inveja que residem dentro de você?

Durante a gira você se esforçou um pouco para se concentrar no trabalho e orar por aqueles que te fazem mal?

Refletiu sobre aquilo que faz diariamente e talvez no mal que possa estar causando a outros?

Percebeu que o passado ficou pra trás e que não adianta mais ficar recordando de mágoas e derrotas, pois isso envenena o coração?

Ao consultar-se com o guia, tentou ouvir o que ele dizia para aprender seus ensinamentos ou ficou remoendo seus problemas?

Ficou em silêncio na assistência ou falando em voz baixa e o necessário?

Se na maioria das perguntas acima sua resposta foi “não”, acredite: você e somente você pode fazer uma limpeza interna, refletir sobre o que faz ou o que deixa de fazer, mudar atitudes, aprender a ouvir para ser ouvido, perdoar quem tenha te feito mal, ignorar aqueles que não consegue perdoar sem revidar com a mesma moeda, agradecer a Deus pela vida que tem.

A Umbanda não faz milagres! Os guias não fazem milagres!

Mas há a bondade divina com toda sua justiça que dá aquilo o que a pessoa realmente precisa e merece!

Se a sua vida não melhora é porque algo está errado com você.

Mude internamente para que os guias, a Umbanda e Deus possam te ajudar! 


      Por: Newton Carlos Marcellino

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Oque é Ajuda Espiritual?

Hoje em dia o termo "Ajuda Espiritual" é abordado e usado em varias correntes religiosas e conceitos doutrinários. Não importa se é dito em igreja ou em terreiro, Ajuda Espiritual é o chavão de chamada para todas as pessoas que estão passando por dificuldades nas suas mais diversas ordens. 
Muitos se apegam a esta idéia como um recurso de salvação ou de mudança mágica para os problemas do cotidiano. 
Quem está com problemas não mede esforço ou conseqüência para resolver, e isso muitas vezes pode gerar mais problemas. 
O conceito de Ajuda Espiritual acaba girando em torno de troca ou favor, ou melhor, vira sinônimo de banco de favor. 
Faça isso para melhorar, beba isso, tome banho com aquilo, acenda esta vela, faça tal oração, vista branco, leia a Bíblia, clame por Jesus. Etc, etc, etc... 
E afinal de contas, o que é Ajuda Espiritual? 
Ajuda Espiritual é o ponto de partida de uma consciência em relação a sua existência, a diferença da necessidade e da vontade! 
Difícil? 
Sim, bastante. 
Estamos nesta passagem com mais uma oportunidade de melhorar, crescer, superando as adversidades, correndo o risco de errar e tendo a chance de acertar. A presença dos Amigos Espirituais serve para nos orientar, erradicando a sensação de abandono e desconforto da dúvida. 
Os Amigos Espirituais são a mão aparadora nos momentos de escuridão e dor. 
São pais, mães, irmãos, amigos e muito mais. Trata-se da nossa Família Espiritual. 
O maior erro em relação à Ajuda Espiritual é o vinculo se tornar vicioso, vampirico e alienado. 
Sua vida vai mudar a partir das suas iniciativas, o seu futuro é o resultado das suas escolhas no presente. Adivinhar o dia de amanha é como jogar uma pedra para o alto e acreditar que ela irá cair em outro lugar... 
Jogue suas pedras e faça a sua aposta, não existe solução mágica para o seu problema, seja pagando ou buscando gratuitamente. A mudança vem do foco e da consciência em relação ao erro, se você não mudar os seus hábitos eles lhe farão de escravo e tudo vai continuar igual. 
Vai pedir Ajuda Espiritual? 
Então peça:
Visão, clareza, consciência, discernimento, razão e sensibilidade. 
Peça para que todos os seus paradigmas sejam quebrados, que a casca grossa e dura imposta pelo valor social seja destruída e que você possa ter inspiração para se guiar pelo Divino.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Pena de Morte

        As opiniões divergem acerca da pena de morte, no cerne das discussões que se efetuam pelas diversas sociedades.
        Não é nada recente o vezo de tomar em suas mãos a vida e a morte dos indivíduos, por parte do Estado, tornando oficializada enorme taxa de delitos, de crimes, que merecem ser rechaçados, nos tempos da holografia, das viagens interespaciais e das comunicações eletrônicas, que fazem o mundo vibrar, emocionado, pelo progresso já alcançado na esfera tecnológica.
        São intricados os pensamentos que, aqui e ali, procuram justificar o homicídio perpetrado pelo Estado, no caldo odiento em que se movimentam, afirmando ser a expressão da melhor justiça, o que não passa de bárbara vingança oficial.
        Matar, em qualquer circunstância, seja motivado pela beligerância de indivíduos ou do Estado, representará, sempre, o quanto de brutalidade, de fereza, que ainda se alberga na alma da humanidade.
        Com a alma onusta pela ânsia de “justiçar” pelas próprias mãos, mesmo quando se lança mão de tal prática sob a máscara da autoridade constituída, as sociedades do mundo também se prevalecem de outros motivos para continuar matando, ampliando o leque do morticínio, lamentavelmente.
        Fala-se, então, em injeções letalizantes, em cadeiras elétricas, em forcas e fuzilamentos, além de outros incontáveis processos de matar aqueles que hão representado desafios às sociedades quase sempre hipócritas, omissas, permissivas e materialistas, que optam pelas providências que se lhes aparentam mais fáceis, a fim de “solucionar” seus problemas.

PENA DE MORTE

        Relativamente ao Estado, toda vez que legisla pró-morte, toda vez que faz um dos seus membros pagar com a vida por erros cometidos, faz afirmação pública de falência. Demonstra que foi incapaz, com todos os seus institutos, de educar para a virtude do caráter, de infundir bons hábitos, de melhorar os atendimentos à comunidade, de instruir para o progresso. Em sendo assim, torna-se mais fácil executar o cidadão ou a cidadã, supondo eliminar problemas.
        Em virtude da visão materialista e ateísta das chamadas sociedades cristãs, que alimentam esse tenebroso paradoxo, o Estado institucional e as massas ignoram que a pena de morte, quando estabelecida, somente ao corpo físico destrói. O ser verdadeiramente desajustado, delinquente e mau é o espírito que se libera do corpo atingido pela morte, mas não sofre transformação obrigatória no seu modo de ser e de pensar, podendo prosseguir na sua loucura, com maior virulência até, depois da execução, como atitude de desforço para com a sociedade covarde, omissa e impiedosa que o desalojou do corpo, sem deslocá-lo da vida.
        Desencarnados, os antigos malfeitores da sociedade investirão contra ela de outro modo, passando a influenciar outros indivíduos igualmente revoltados, ou com fortes inclinações para os mesmos desmandos, o que implica, sempre, no processo cíclico da violência em todos os níveis sociais.
        O quadro da pena de morte parece ampliar-se no mundo, impondo sofrimentos e desditas, não obstante incontáveis criaturas, famílias ou mesmo sociedades inteiras ainda se deixem conduzir para esse despenhadeiro, instigadas por concepções materialistas ou nadistas, enganosas, que ocultam de todos a realidade do ser imortal.
        Vale a pena valorizar a vida, enaltecendo as bênçãos de que ela se reveste, vibrando com as ensanchas que confere a cada filho de Deus de crescer no mundo rumo ao infinito, cooperando com o Pai em Sua ingente Obra.
        Matar ou matar-se? De modo nenhum permitamos que propostas tão infelizes sejam legitimadas pelo uso inconsequente, covarde e lamentável.
        A vida na Terra, com todos os seus reveses e desafios, merece ser bem vivida, bem sentida e aproveitada, como luminoso e formidável patrimônio de Deus.
        Somente quando o espírito for reencontrado como um tesouro oculto no vasto campo da vida material, conforme ensina a parábola de Jesus*; apenas quando os indivíduos se defrontarem consigo mesmos, identificando-se como criaturas destinadas à fulgurante imortalidade** é que se verá importância no processo educacional na Terra, entendendo-se que ninguém morre por que tenha deixado o corpo, decorrendo de tudo isso uma retração, tendente eliminação das práticas homicidas, abortistas, especificadamente, e autocidas, passando, então, à valorização da vida no que ela tem de mais especial, ou seja, na sua função de permitir que todos nos capacitemos para a perfeita integração com o Espírito do Criador.

Livro:  Justiça e Amor
J. Raul Teixeira, pelo Espírito Camilo
Editora Fráter

(*) – Mateus, 13:44.
(**) – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, pergunta 919.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Fale a sua verdade mas também saiba ouvir a do outro


Recentemente descobri que não sou um bom ouvinte e comecei a observar mais as pessoas nesse sentido. E constatei que muitas pessoas também têm tendência à chatice. 

Sim, porque chato é aquele que sempre tem uma opinião sobre tudo e que acha que deve expressá-la a todo momento. O chato acredita que o outro não é capaz de dizer tudo o que é necessário e que a sua contribuição para o assunto ou para resolver o problema é fundamental e indispensável.

O Chato não quer ouvir, não sabe ouvir, não suporta ouvir! Só quer falar e justamente por isso acaba perdendo momentos preciosos da vida, se afastando de pessoas maravilhosas de seu convívio. E o pior: é rotulado, com razão, como arrogante! 

É preciso exercitar a arte de ouvir porque quem não ouve não cresce, fica apenas com a bagagem que já possui.

Reconheça mais e considere os pensamentos e sentimentos das pessoas que convivem com você. Crie o hábito de perceber o que os outros querem realmente dizer. Dê uma chance às pessoas colocarem por completo as suas ideias, pô! 

Saiba escutar! Aprenda a perceber as intenções e as necessidades dos outros. Seja mais humilde e ouça as pessoas, as suas verdades. 

Coloque-se no agora e deixe claro para si mesmo o que foi dito pelo outro, tá? Interesse-se pelos planos, pelos ideais, pelos problemas e pela vida de quem está diante de você, apenas tendo uma atitude de ouvir. Tenha calma e abaixe a sua ansiedade quando estiver numa conversa. Fale mas também ouça! Sorria mais, viu? Desenvolva mais o seu bom-humor e deixe mais à vontade quem conversa com você.