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segunda-feira, 30 de março de 2015

Como Identificar Energias Negativas na sua Vida

Energia Negativa

Trabalhando tanto a distância, e também na minha vida pessoal, aprendi uma coisa: o Mal não tem poder, senão apenas o poder que damos a ele.
Meu amigo Luiz Ebling (Mestre) certa vez me falou sobre isso, mas levei um bom tempo pra entender na prática. Lembrando as palavras dele, o Mal é como um toque sutil que faz você desmoronar… Ele é extremamente inteligente e sedutor, mas vazio. Para que o Mal se concretize ele serpenteia ao nosso redor, esperando a oportunidade certa pra se fortalecer do nosso medo, raiva, nostalgia, saudade, tristeza… Como algo traiçoeiro, expande nosso mal-estar ou nossa imprudência até o ponto de nos afogar na negatividade, ou nos levar a ferir o outro e a nós mesmos.
Quando um trabalho de Magia Negra, por exemplo, é feito, ele gera uma carga, uma “programação” que vai até o alvo, e fica pairando, e então ao baixar a guarda, a pessoa absorve. Não devemos ter medo do mal feito, nem das entidades negativas… Precisamos aprender a pensar nisso tudo como uma casa cheia de poeira e que precisa ser limpa: energias que devem ser purificadas e removidas, e só.
Há pessoas que com a força do seu pensamento e do seu sentimento conseguem lançar verdadeiros feitiços, pragas e maldições. Elas podem até não fazer isso conscientemente, mas conforme ficam no ressentimento e no pensamento obsessivo de vingança, ciúme, inveja, funcionam como injetores de má energia. Do mesmo modo, podemos estar contaminados dessas energias densas sem nos darmos conta, até aqueles que nem acreditam na espiritualidade ou na eficácia de tais empreendimentos.
Alguns dos sinais de que tenho visto trabalhando com pessoas e negócios à distância, de que há “algo” presente:
- Acordar automaticamente com ideias negativas;
– Do nada começar a pensar em ideias de morte, briga, rancor ou de auto-punição;
– Ausência de vontade de voltar pra casa ou pro serviço (quando o Mal foi direcionado pra lá);
– Um pensamento súbito de não querer ir a um lugar que você tem certeza que sempre te faz bem (igreja, parque, centro espírita, natureza, amigo, etc.);
– Uma sensação de peso nos ombros e opressão geral;
– Objetos que começam a parar de funcionar, quebrar e cair das mãos, repetidamente;
– Adoecimento de animais de estimação (que captam primeiro), plantas e crianças que começam a “sair” do seu comportamento habitual de uma hora pra outra;
– Sonhos que trazem nossos piores receios à tona.
– Facilidade de se irritar, evitar e tratar mal uma pessoa (quando o Mal foi direcionado a ela);
– Mau cheiros que surgem, passam, e principalmente provocam uma sensação de tensão (podre, fezes, carniça, cigarro, perfume ruim, etc.);
– Objetos que desaparecem e surgem em outros lugares, ou se perdem pra sempre (inclusive dinheiro), várias vezes;
– Entre outros.
Como tenho explicado pras pessoas existe uma espécie de Lei da Intensidade. Não importa o seu problema: aquilo que você gerou na sua vida de ruim, você tem a capacidade de gerar no bom e na mesma intensidade. Portanto essas pessoas que produzem fenômenos que alimentam o Mal direcionado a alguém, perdem tempo de abençoar ao outro e suas vidas, pois a Lei do Retorno sempre nos trás de volta aquilo que doamos. O Mal que atinge alguém com sucesso sempre cobra seu preço na vida da pessoa que o enviou, seja na vida afetiva, material, profissional, familiar, ou qualquer outra.
O motivo de absorvermos o Mal e de ele às vezes repetidamente vir até nós, e de ser permitido que isso aconteça, é que precisamos aprender a fechar essas portas que o permitem passar e agir. Em primeiro lugar é necessário orar e vigiar; em segundo, é preciso estar muito consciente dos nossos pontos fracos: eu me irrito facilmente? Eu me contrario facilmente? Eu me deprimo facilmente? O que fazemos conosco de ruim, o Mal usa para nos atingir e enfraquecer, a ponto de nos cegar que há algo além de nós somando uma força ao mal-estar que estávamos sentindo.
Por último, quero dizer que também na minha experiência não existe Mal que resista à Luz. A Luz sim tem um Poder imenso e incrível, é um estalar de dedos pra fazer cair uma falange da pesada, ou fazer dispersar uma carga negativa que as Trevas estão mobilizando. Porém, para que a Luz possa agir precisamos permitir sua ação, e precisamos aprender a ancorar cada vez mais sua presença.
Quando percebermos que há algo estranho no ar, através dessas sensações e sinais, devemos buscar então nossa fé: aquilo que nos liga à Luz, pedindo o afastamento e a limpeza. Quando identificamos no outro ou no local que estamos, a mesma coisa. Não raro em poucos minutos sentimos uma leveza, e até mesmo uma sensação de alívio, ou um arrepio, ou um calor… Os mais sensíveis às vezes veem até quem enviou a carga. E é preciso aprender a perdoar, e a não dar bola, porque quando damos importância ao Mal, literalmente importamos mais dele pra nossa vida. Lembre-se sempre de que onde algo nos atingiu, há uma fraqueza na nossa energia, portanto o Bem usa isso pra nos fazer desenvolver nossa lucidez, atenção, e nos fortalecermos com a ajuda das Forças do Bem.
Acenda a Luz em você, peça que a Luz da Vida abençoe sua casa, seu trabalho, ou a pessoa que você percebe enredada… Pode ser isso que vá fazer toda diferença hoje.
Que Deus ilumine e abençoe a todos nós!

domingo, 29 de março de 2015

Como Desenvolver sua Sensibilidade

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Atendendo a muitos pedidos, resolvi escrever sobre como você pode desenvolver sua Sensibilidade, Mediunidade, Paranormalidade, Percepção Extra-Sensorial (PES), ou qualquer outro nome que você queira dar a esse fenômeno. Mas antes de mais nada, quero deixar bem claro que você faça uso responsável dessas informações. Se por acaso você fazer alguma bobagem, pode ter certeza que vou virar a cara pra você caso lhe encontre no Plano Astral.
Quero dizer ainda que nada do que está escrito aqui está vinculado a alguma religião específica. Você pode se orientar neste pequeno guia onde quer que você goste de frequentar, e até mesmo se não gosta e não tenha se encontrado em lugar algum.

Missão ou Não?

Precisamos de início desmistificar uma coisa comum. Não é difícil que as pessoas ouçam que têm Sensibilidade e que por isso têm uma missão espiritual. É preciso pensar um pouco sobre isso. Eu adoro cantar no chuveiro, mas não sinto que meu caminho seja me tornar um cantor. Você pode ter até um grau elevado de Sensibilidade, e alguém reconhecer isso, mas não necessariamente você é obrigado a fazer com que sua vida toda seja em função disso. Para saber o que deve ou não fazer, é bem simples: sinta se isso é importante pra você.
Outra coisa, é que a Luz está presente em todas as coisas e lugares. Você pode usar sua sensibilidade para captar coisas do “além” e utilizá-las nos mais variados setores. Os espíritos de luz estão ansiosos pra poderem trabalhar mais no nosso plano… Só que algum gênio enfiou na cabeça das pessoas que Sensibilidade só pode ligar nos centros espiritualistas e igrejas, e desligar no minuto que põe o pé pra fora. Isso é um contra-senso! Se espíritos trevosos operam por aí a torto e a direito e em todos os lugares, por que não é possível ceder permissão para que o bem influencia nos mais variados setores do mundo? A Luz precisa de permissão pra poder agir no nosso mundo. Enquanto não damos, a coisa vai deixando de acontecer.
Portanto, o uso que você vai fazer da sua Sensibilidade vai ser orientado pelo seu coração, pelo que sente que é importante. Pode ser que você realmente se dedique a trabalhar numa instituição religiosa e abdique de tudo, ou pode ser que você use toda sua Luz nos negócios, ou ainda pela família. Não importa. Deus fez todo mundo diferente e precisa de todo mundo, cada um na sua, fazendo o que lhe cabe sem querer ser melhor ou pior, sendo apenas diferente e especial.

1) Descubra como funciona pra você!

Não adianta virem te dizer as coisas. Nesse caminho da Sensibilidade você vai ter que aprender a largar de mão todo mundo e confiar em si mais do que nunca. Por isso, não basta saber que tem, ou querer ter… É preciso saber quais as condições em que aquilo acontece pra você. Você tem sonhos premonitórios? Ou sente cheiros? Ou será que vê coisas com os olhos bem abertos? Ou ainda será que vê coisas na sua mente? Ou então tem sensações físicas? Sente gostos do nada? Ou ouve? São intuições? E presságios? Causa distúrbios em equipamentos? Ou então sente a energia e os sentimentos dos outros daqui e do lado de lá? Há tantas formas e combinações! Vai ser preciso que você decifre qual delas acontece com maior frequência em você.

2) Decodifique!

Depois de saber como é que a coisa toda acontece com você, vai ser preciso muita atenção, e de novo, a capacidade de aprender consigo mesmo, e confiar no modo como funciona pra você. Bem, o intercâmbio com o Astral tem algumas características que com o tempo vão se repetir pra você, e você precisa deixar de ser preguiçoso e aprender com elas, ou sempre vai andar no seu carro espiritual em marcha lenta. Digamos que você sente algo como claro ou escuro. Pra você o claro é bom, e o escuro é ruim? Ou significa outra coisa? E se você sente um arrepio no braço, é uma confirmação do bem, ou uma presença maligna? O cheiro de flores é morte ou felicidade? Cada tipo de informação você vai ter de prestar atenção para aprender o que diz, e isso é individual.
Há toda uma rede de significados que difere e varia. Então nem tente meter a colher na dos outros. Uma dica útil aqui, caso você tenha pouca memória, é fazer um diário de impressões do astral. Escreva quando algo forte acontecer, e depois aguarde. Quase sempre quando as coisas acontecem você sente no mesmo minuto que tinha a ver com o que tinha captado e como captou. Imagine que está criando um dicionário do modo como você enxerga e sente as coisas.

3) Aprenda a se proteger!

Ou ainda: “orando e vigiando #FOREVER!”.
Antes de qualquer tipo de contato você precisa saber que é preciso aprender a se proteger. Aí vai entrar um pouco da sua religião (a função da religião é te ligar à Luz, ao espiritual, ou pelo menos deveria ser). Use sempre o sentir como guia! O que você sente que lhe parece melhor para se proteger: uma oração? Uma imagem? Uma visualização? Você vai ter que encontrar por si mesmo um modo de canalizar a força de proteção da Luz para te envolver. Antes de aprender a ligar pro lado de lá, é preciso ter uma ligação sem “boi na linha”. É preferível passar um tempão sentindo e conhecendo essa energia de proteção, treinando, do que ir logo acessando. É como entrar na internet e encher seu computador de vírus. Se você não ter que ficar bichado energeticamente, vá deixar de ser preguiçoso e aprender. Caso você não faça a menor ideia, peça em oração e alguma coisa vai chegar a você. Mas não é pedir e esquecer: é pedir com firmeza, e manter a intenção até que a coisa chegue. Alguém vai dar um livro, ou você verá algo na televisão, ou internet.

4) Escolha um dia e local para a prática!

De início é interessante que você escolhe um dia e local para praticar. Caso você deseje ingressar em alguma doutrina ou religião isso já é meio caminho andado. Porém, mesmo assim, pode ser que sinta a necessidade de um aprofundamento. Nesse ponto é importante, de novo, sentir um local que te faça sentir confortável, sem muito barulho, nem interrupções, nem muito estímulo luminoso. Faça também um horário. Lembre-se das orações e da proteção. Há dias em que não captamos nada, e não tem problema nenhum isso. Noutros captamos.
De qualquer modo, isso é importante porque o seu compromisso interior com o tempo facilita a visita do Astral Superior. Além disso, quanto mais você firmar-se no bem, mais luz ficará naquele lugar. Se você consagrá-lo (convidar que o bem o utilize em nome de Deus) então, melhor ainda. É como se você criasse um cantinho, um refúgio, que estará ali sempre que precisar. Quem nunca ficou nervoso e precisou fazer uma oração para si ou mentalizar por outro? Ter seu cantinho é útil – sempre, e importante. Não precisa de nada luxuoso (a não ser que você seja rico e quiser, depois me convide pra conhecer, rs.) – o que você quiser colocar nele, sempre sinta o que precisar.

5) Aprendendo a separar o que é seu e o que não é!

Vamos falar da prática. Uma das coisas mais difíceis e que pode tomar boa parte dos seus anos, vai ser aprender o que está captando do que pode não estar captando. Vou dar um exemplo. De repente eu estou concentrado em você e vejo um espelho. Ponto. Pode ser que eu fique viajando que é um reflexo, que isso e que aquilo. O que é, simplesmente é. Não invente. A imagem de um espelho pode ter a ver com um objeto de família, ou com uma coisa que só a pessoa vai entender. Por isso também não fique se infernizando e duvidando se a coisa parecer absurda!
Quando captamos uma informação, que às vezes não vêm no nosso dicionário, nossa mente logo fica tentada a interpretar aquilo. Quando lidamos com o mundo da comunicação com desencarnados, principalmente, precisamos manter a pureza da coisa. O que vem, daquilo que eu acho. Se vejo joias, eu vi joias. Se eu ouço lamento, é um lamento. Mantenha simples o máximo possível, e com o tempo você vai conseguir traçar relações seguras.
Outra coisa é que o que é nosso já está ali. Nossa cabeça é muito factual. A prática faz você perceber que a informação ela simplesmente se apresenta. Você não a imagina, não a inventa… É como se ela te atingisse vinda do nada. O que é importante é que você cuide justamente seu comportamento fora dos seus momentos de concentração. Quem te garante que você não anda captando e incorporando o jeito de pensar de pessoas bem vivas: pai, mãe, esposo, esposa, filhos, amigos, colegas, desafetos, etc.? Lembre-se: tudo que vem do nada, veio de algum lugar, e não veio de você. Aprenda a se proteger e a mandar embora, com autoridade!

6) Concentrando e focalizando!

Um exercício que eu acho que é legal é simplesmente se concentrar. Depois que você fez sua oração e se protegeu, e está quietinho, tente sempre liberar a mente. Peça que em nome de Deus a Luz possa trazer até você alguma informação, impressão, intuição… Não esqueça que cada um funciona de um jeito! Deixe aparecer. Como eu falei, há vezes que por N motivos nada acontece. Porém, quando acontece é inconfundível. Dê passagem a cada pequeno bit de informação. Quando algo ou alguém quer se manifestar e você fica ansioso e não fala, é como não conseguir engolir a comida. Você só pode comer mais depois de engolir. Pode ser que de início você não entenda nada, mas sua cabeça já quer tudo pronto né! Libere cada pedaço de informação conforme aquilo inicia: “Bem… Estou vendo uma luz… Sinto uma energia de paz… Agora alguém me mostra um relógio… Sinto um cheiro de jasmim… Vejo um jardim… Há algo sobre este jardim… Parece que essa pessoa gostava deste lugar.” Neste exemplo, se você fica preso à ideia da luz querendo saber o que é, o resto nunca vem.
Focalizar é outro exercício mais avançado. Nele você focaliza sua atenção em algo ou alguém, e se concentra, e começa a falar ou anotar tudo que capta a respeito daquilo. Por menor que seja, digamos um tremor leve nas pernas, ou um dolorido repentino na mão, ou uma palpitação, ou tristeza, etc. Depois você pode investigar e confirmar (e se não confirmar, aprenda a não se criticar, você está aprendendo).

7) Confiando no seu taco!

Tudo o que você sente, você precisa estar ciente do modo como aconteceu. Se você fez tudo com entrega, e mesmo assim a mensagem ou a informação não fez o menor sentido, não vá se colocar pra baixo. Aprenda a ser humilde, a não dar bola… Aliás, tudo  isso é um vasto aprendizado. E há muitos mistérios! Há coisas que só se confirmam meses e até anos mais tarde. Outras, que apenas depois de entregue e digerida a informação, que fará sentido pra pessoa. Há casos em que você tem toda certeza, mas é negado, e você tem de respeitar quando o outro não aceita ou não quer.
O que você precisa fazer também é confiar na sua Sensibilidade. Se você sonha, acredite no que sonha, dê importância. Coloque pra si mesmo: “eu tenho sonhos que me dizem coisas, presto atenção neles, e é isso!”. Se você sente, sempre que sentir algo, dê crédito. Caso não faça isso, sempre as coisas passarão por você… Há coisas boas e coisas ruins, infelizmente, então não dá pra acreditar e desacreditar conforme a conveniência. Assuma, ou nada vai ter firmeza para crescer.

8) Fazendo uso da captação!

Como eu falei, onde e como vai desenvolver sua Sensibilidade tem a ver com o que você sente que precisa. Mas se você tem o dom, e está desenvolvendo, coloque sempre a intenção de usá-lo para que a Luz traga desenvolvimento ao mundo e às pessoas que vivem nele, e a você mesmo. Ao sentir coisas, dê um destino a elas, ou as guarde, mas trate com carinho e consideração. Se você está no ramo dos negócios, ou está se relacionando, não varra seu feeling pra baixo do tapete.
Às vezes também recebemos orientações para nós mesmos ou para repassar a outra pessoa. Quando as receber vá fazer no momento que puder. A pior coisa é receber um conselho e você sente que precisa pôr em prática, mas ficar adiando. Faça assim que possível. Há dicas que não entendemos mas que ajudam. Uma vez um espírito pediu que a ex-mulher fosse levar velas no cemitério para ele. Bom, ele não estava lá, mas eu não questionei, apenas repassei. Ela fez isso, e ele conseguiu se desprender (e as batidas e o vandalismo na casa pararam).
9) Esteja aberto a estudar!
Pode ser que você faça sua caminhada sozinho, ou em grupo, ou em instituições. De qualquer modo, esteja aberto a aprender coisas novas. Há assuntos que vão começar a te perseguir em certas épocas, e você deve prestar atenção neles e estudá-los. Sempre lembre de sentir o que te parece bom e o que faz sentido. Eu comecei estudando o Espiritismo e depois outras várias coisas. Um dos últimos assuntos que peguei pra estudar no ano passado foi materializações com intuito de cura espiritual. Fora as questões de energia, lei da atração… Disponha-se a aprender e os guias do Astral farão valer seus títulos de “guias” e te guiarão, levando você pelos caminhos do saber mais adequados. Esse é um dos motivos que não gosto de dizer o que é legal ou não, obras e etc. Cada um que está nesse caminho precisa aprender a caminhar, orientando em primeiro lugar a si mesmo.
Ademais, quando você se dedica, é como se movimentasse as forças para aquilo. A Sensibilidade é uma parte nossa, tanto quanto os braços. Na academia podemos desenvolver nossos músculos e ter braços mais fortes. Ao exercitar e conhecer, você “programa” a si mesmo para que aquilo aumente, se fortaleça e com isso te ofereça melhores condições de uso.

10) Expressando gratidão e carinho!

Você com o tempo terá experiências fortes e belas, e outras que podem não ser tão bacanas. De qualquer modo, sempre agradeça e trate com carinho essa ideia da Sensibilidade. Quanto mais amor puser nessa ideia, no se imaginar desenvolvendo, mais atrairá tudo para ajudar que isso aconteça e fortalecerá a luz nela. Tenha carinho pelas informações. Com o tempo você vai perceber presenças que se repetem, e elas causam a mesma impressão. Lembre-se de “testar” se aquela presença vem da luz – peça mentalmente que ela entre num tubo de pura luz, e revele seus olhos. Através do olhar, você sente e vê se ela vem em nome de Deus; e da disposição de entrar no tubo: bons guias jamais se negam e imediatamente se colocam nele. Isso aprendi com as queridas amigas do Dragon Energy Center de São Paulo. Tenha carinho por tudo, mesmo nos momentos que não puder receber e captar nada – às vezes não podemos ou pelo nosso bem maior não é permitido saber. Sempre encerre seus momentos de concentração agradecendo e peça que você saia deles uma pessoa melhor do que quando chegou.

Bônus: Não se meta onde não é chamado!

Por fim, não me caia na asneira de pensar que é o salvador da pátria. Não fique se oferecendo, e nem achando que tudo você vai resolver. Às vezes não é você, às vezes não é agora, e às vezes não é desse jeito. Quando sentir um alerta, confie nele. Nós, os sensitivos, muitas vezes inexplicavelmente viramos uma rua ou chegamos mais tarde porque “algo’ nos pede. Se você está ligado na proteção, ótimo (a não ser que queira entidades das trevas te mandando pra lá e pra cá). De qualquer jeito, não aceite também o título de Guru, de alguém que vai resolver todos os pepinos… A menos que você queira uma multidão te pedindo o tempo todo o que vão fazer da vida. Orientar é uma coisa, controlar é outra. Não aceite o controle-remoto da vida de  ninguém, e nem a responsabilidade sobre os outros. Mesmo quando for dizer algo, sinta (como sempre) se deve, mesmo que tenha recebido com todas as letras. Delinear limites também faz parte de desenvolver a Sensibilidade porque ela começará a filtrar melhor as coias e as pessoas.
Sempre que você fizer o movimento de juntar pra si o que não deve, vai perder energia e proteção. E lá em cima eles deixam pra que você aprende a cuidar da sua vida, das suas coisas, e não atrapalhar os outros… Se você fica carregando uma criança no colo pra sempre ela nunca vai aprender a caminhar.

Conclusão

Sensibilidade não escolhe bons ou maus, ela está no interior do ser humano. Muitos a usaram para criar trevas, e outros para propagar a luz. A meu ver, desejo que aqueles que aqui entrarem usem essas informações para que se tornem pessoas melhores. Não há nada mais chato do que alguém que se dispõe a trabalhar com a luz e permanece sempre preso e fechado em idiotices mesmo quando vários alertas chegam. Lembre que você também nunca está sozinho. Quanto mais você operar na Luz, mais energia circulará ao seu redor. Como dizia São Francisco de Assis na oração, proponha-se a ser um instrumento da Paz, mas nunca esqueça de resolver sua vida nesse mundo. Você está aqui pra aprender a se conhecer, e a evoluir. E também não esqueça de sempre “sentir”.
Que a Luz esteja com você!

sábado, 28 de março de 2015

Dicas para cumprir as missões de vida que você planejou no plano espiritual, antes de nascer



Antes de nascer, o espírito prepara sua encarnação com o auxílio de outros espíritos mais evoluídos. Juntos decidem: você vai reencarnar com quais objetivos? Quais as metas a serem conquistadas nesta nova etapa da vida?

            Alguns podem nascer com a meta de aprender a controlar a raiva. Outros para controlar seu orgulho, etc. O espírito reencarna com vários objetivos a serem atingidos; estes objetivos são as MISSÕES DE VIDA.
            A vida do espírito encarnado é preparada para que ele possa atingir estes objetivos, se enfrentar os desafios e aprender. A vida é uma sala de aula, e as missões de vida são as lições prioritárias a serem aprendidas.
            Perguntas muito comum: como posso descobrir as minhas missões de vida? O que posso fazer para cumprir cada uma delas?
            O trecho abaixo foi retirado de o LIVRO NASCER VÁRIAS VEZES:
“Marcelo Augusto era um bom pai, trabalhador e presente na vida dos filhos. Mesmo assim, quando acontecia algum problema em família ele tinha um desejo enorme de sair de casa e sumir da vida da mulher e dos filhos. Sua fantasia era que os filhos não gostavam dele e o abandonariam. Seus filhos tinham um, quatro e oito anos. Eram crianças pequenas, que o adoravam. Mas, a insegurança sempre reaparecia ao menor problema. Um dia ele ficou bravo com o filho mais velho e, impulsionado por uma angústia muito grande, trancou-se no quarto. Em pouco tempo, a vontade de ir embora era incontrolável. Saiu do quarto, pegou o carro e foi embora dizendo que nunca mais o veriam de novo. Ele dirigiu pela cidade e chegou a uma rodovia disposto a desaparecer de tudo e de todos. Um pensamento ficou reverberando na sua mente: “você vai começar tudo de novo”? Tudo outra vez? Você vai fazer tudo igual de novo”? Aquele pensamento o chocou. Ele parou o carro na beira da estrada e tomou a decisão: “desta vez não vou desistir dos meus filhos”. Voltou para casa onde encontrou toda a família chorando. “Depois dessa situação ele procurou a terapia.” (pág. 69)

            A vida do Marcelo Augusto, uma das 43 descritas no livro Nascer Várias Vezes, mostra um conflito pessoal muito grande. Ele teve uma pequena desavença com o filho, o que desencadeou uma tempestade emocional dentro dele. Ao mesmo tempo em que ele tentou fugir, outro lado de sua mente emitiu um sinal diferente: “você vai fazer tudo igual de novo?”.
            ANTES DE NASCER, NO PLANO ESPIRITUAL, O ESPÍRITO QUE ENCARNOU COMO MARCELO AUGUSTO DECIDIU QUE ENFRENTARIA O DESAFIO DE CONSTRUIR E MANTER UMA FAMÍLIA UNIDA, baseada no amor e no respeito mútuo. Para este espírito, com muitas encarnações com vidas familiares desastrosas, era um desafio muito importante e difícil. Uma de suas missões de vida era: nascer, crescer, casar e manter sua família unida. ELE ERA CAPAZ DE ATINGIR ESTE OBJETIVO, MAS TERIA QUE ENFRENTAR SUAS LIMITAÇÕES INTERNAS.

            REGRA UM: toda missão de vida possui desafios a serem superados pelo espírito encarnado. Mesmo não sendo fácil, o espírito possui plenas condições de realizá-la. Jamais é dada a alguém uma missão que ele não pode cumprir.
            Ou seja, para realizar uma missão de vida a pessoa deve tornar-se melhor. Ela deve aprender e desenvolver qualidades e habilidades úteis ao espírito. Ninguém nasce 100% preparado para cumprir suas missões de vida (exceção dos espíritos de luz que encarnam como missionários). O objetivo da encarnação é que o espírito amadureça, aprenda e se desenvolva. Portanto, cada missão exige que a pessoa tenha condição de realizá-la; desde que desenvolva as habilidades e qualidades necessárias.

            REGRA DOIS: a imensa maioria das suas missões de vida está na sua frente.  Está no seu presente, no aqui-agora. Se não estiver no seu presente, você realizará escolhas ou tomará decisões que te encaminhará até elas ou próximas delas. Todavia, o passo decisivo para realizá-la dependerá de sua escolha pessoal.
            Explicando de uma forma mais simples: quase tudo que você vive está relacionado com suas missões de vida. Um homem largou a faculdade para ter dinheiro para comprar um carro. Toda sua família disse que aquilo era uma loucura, mas ele fez. Perdeu a oportunidade de melhorar de vida no futuro, para ter uma satisfação no presente. Ele não precisava saber de sua vida no plano espiritual para tomar a decisão de romper com a impulsividade e o imediatismo que dominava sua mente. Uma de suas missões de vida era lutar contra sua impulsividade (querer tudo agora e não conseguir plantar algo para colher no futuro). A vida no aqui-agora, mostrava para ele esta necessidade. É muito importante prestar atenção na vida real, ela é o maior SINAL que indica quais qualidades que a pessoa deve desenvolver para cumprir suas missões de vida.
            A vida é uma lição. Para aprender e vencer você deve fazer o que é necessário e não ficar escolhendo o tempo todo. A pessoa decide o que quer (quero ser advogado, vou fazer o curso de direito – por exemplo) quando a pessoa toma a decisão inicial (foco). Após a decisão inicial ela deve desistir de continuar decidindo; deve fazer o que é o necessário. Ela não pode decidir se assistirá aula ou não; ela deve enfrentar o desafio de assistir as aulas, pois este é o foco da decisão inicial. Tudo que te desviar do seu foco são dificuldades que você deve enfrentar para se tornar uma pessoa melhor. As dificuldades para atingir o foco te avisarão quais são as qualidades que você deve desenvolver para cumprir suas missões de vida.

            PRESTE ATENÇÃO: As dificuldades para atingir o foco te avisarão quais são as qualidades que você deve desenvolver para cumprir suas missões de vida.

            EXEMPLO: Maria lutou muito para estudar. Com muita disciplina e perseverança ela conquistou seu diploma e cresceu na empresa na qual trabalhava. Sua relação com a mãe, desde a infância, foi muito complicada e dolorosa. A mãe envelheceu e adoeceu. Maria cuidou da mãe até ela falecer. A disciplina que desenvolveu tornou mais fácil vencer o desafio de cuidar da mãe. Aos poucos, ela perdeu a raiva e mágoa que guardava do espírito que era sua mãe e que já havia estado ao seu lado em outras encarnações. Ao cuidar da mãe nos momentos finais da vida é que conseguiu superar desavenças de várias encarnações e cumprir uma de suas missões de vida. Por ter desenvolvido disciplina é que pode escolher cuidar da mãe (se não cuidasse não conseguiria superar a raiva dentro dela). Mas, houve também outros SINAIS (que explicarei mais à frente).

RESUMINDO: você não precisa se lembrar do plano espiritual e saber quais são suas missões de vida porque cada momento da vida traz desafios que devem ser vencidos e que estão relacionados direta ou indiretamente com as suas missões de vida. Preste atenção no seu presente e aprenda as lições que a vida quer te ensinar. Se você realizar esta tarefa “simples”, você estará cumprindo suas missões de vida.

            Todavia, é muito importante entender o que são os sinais.  Quase todos os sinais são informações que seu espírito manda para sua consciência. Marcelo Augusto recebeu esta informação de forma clara e objetiva, como uma frase que “ele ouviu” e fundamentou sua decisão de voltar para casa.
            Para entender os sinais você deve ter em mente o seguinte: “Você é muito maior do que suas poucas décadas de vida. Existe muita sabedoria acumulada ao longo de milênios. Parte desta sabedoria está inscrita em sua mente. O espírito que você é cumpre o papel de influenciar sua mente desde a concepção até hoje. A “disputa” é: quanto desta sabedoria será capaz de influenciar sua consciência?”  ( do texto: PARA EVOLUIR É NECESSÁRIO REENCONTRAR A AUTENTICIDADE DO PRÓPRIO ESPÍRITO ).

            Ou seja, o espírito fica o tempo inteiro interagindo com o corpo/mente/consciência. Se a pessoa escutá-lo, será mais fácil perceber os sinais. Se ela se mantiver alienada, confusa ou com a mente desequilibrada será muito mais difícil perceber os sinais.
            Existem vários tipos de sinais. Pode ser, por exemplo, a lembrança de alguém – algumas vezes estas lembranças são estimuladas pelo espírito com a finalidade de levá-lo a ficar mais próxima desta pessoa. Pode ser a sensação de bem estar ou mal estar perto de uma pessoa, sem que haja motivo aparente. São milhares de tipos de estímulos, porque o espírito estimula o corpo, os sentimentos, as sensações e as intuições o tempo inteiro. Com isto, acaba direcionando a vida da pessoa para as proximidades das situações necessárias para realizar as missões de vida.
            Casais que possuem planejamento de se juntarem durante a reencarnação - planejamento realizado no plano espiritual - podem se conhecer em meio a milhares de pessoas. Ao se verem, o espírito estimula a consciência a se aproximar daquela pessoa. O espírito tem inscrito nele sua missão de vida e estimulará para que ela aconteça. O estímulo pode se transformar em ação ou não. Daí a importância de aprender a “escutá-lo”.

            ATENÇÃO: A consciência tem sempre a palavra final. O espírito pode, por exemplo, estimular a pessoa a se aproximar de outra para realizar sua missão de vida. A consciência decide. Ela pode decidir se aproximar, ou pode decidir ir para o bar pegar mais uma cerveja. O espírito emite sinais, dicas, tendências, interesses, sensações; mas quem decide é a consciência. É o livre arbítrio.

            Os sinais mais poderosos são os potenciais que você traz dentro de si e que podem ser desenvolvidos ou não. Os potenciais são formados por recursos desenvolvidos em outras encarnações e que se forem estimulados desenvolvem rapidamente. Liderança, paciência, percepção de risco e centenas de outras qualidades e habilidades podem estar dentro de você como potenciais. Estes potenciais desenvolvem se forem estimulados. Caso contrário, permanecem apenas como potenciais.
            O espírito age para que você cumpra suas missões de vida. Ele te encaminha para o caminho que você tem que trilhar. Para caminhar por este caminho é necessário desenvolver qualidades e habilidades (além de aproveitar os potenciais pessoais). Estas qualidades e habilidades são desenvolvidas no dia-a-dia, a partir da realidade da vida. Se a pessoa aprender as lições que a vida quer ensinar e for coerente com suas decisões iniciais, irá necessariamente se fortalecer e desenvolver as qualidades que necessitará para realizar e ter sucesso em suas missões de vida.
            Suas missões de vida estão na sua frente; estão presentes nos desafios que você enfrentará no seu dia-a-dia. Estão presentes nos sinais que receberá do seu espírito e “da vida”. Preste atenção nos sinais e tenha coragem de se tornar uma pessoa melhor a cada desafio.



AUTOR: REGIS MESQUITA

sexta-feira, 27 de março de 2015

O Perigo dos Médiuns Irritados

A gente sabe que mediunidade não é sinônimo de santidade. Do mesmo jeito, mediunidade também não é sinônimo de sentar pra conversar com espíritos e receber mensagens. Todas as pessoas são influenciáveis pelos espíritos, mas a gente chama de médium aquelas que têm mais facilidade pra perceber isso. E ser médium não te dá uma garantia de purificação instantânea.
Você imagine o seguinte, que você é cercado por uma aura de energia invisível. Na pessoa que tem mediunidade mais intensa, essa energia é mais maleável. Ela consegue receber influências mais facilmente, se ligar mais facilmente, e provocar uma série de fenômenos mais facilmente. Isso parece maravilhoso, e pode acreditar que é mesmo bom demais pra ser verdade. O caso é que isso, que é uma habilidade, faz parte da criatura tanto quanto o corpo, e depende muito do estado dela.
Quando o médium entra num estado de irritabilidade, o bicho pega. Literalmente.
Um médium irritado, como toda pessoa já vai estar com a mente desarmonizada. Todo esse campo de energia maleável ao redor dele logo já vai “vestir” essa vibração de irritação. Como ele consegue movimentar isso inconscientemente com muita facilidade, ele consegue contaminar o ambiente, e inclusive atacar as pessoas mesmo que fique com a boca fechada – se a aura delas estiver aberta então, tá feita a coisa. Claro que se o outro estiver forte e fechado, nada acontece; mas me digam nesse mundo de hoje quem é que consegue ficar assim o tempo todo? Poucos.
Pela sensibilidade, o médium quando está irritado consegue rapidamente “ler” a pessoa e se ele estiver a fim de encher o saco, vai conseguir fazer isso de um jeito absolutamente cruel. Porque ele vai captar os pontos fracos, as coisas que mais irritam, e não vai se importar de fazer, de jogar na cara… Se não captar, algum colega ali do plano astral que esteja já meio puto com a outra pessoa, vai fazer o favor de dar aquela inspiração nada providencial. Até mesmo vai dar um empurrãozinho pra amplificar a energia e fazer ela chegar com tudo lá no alvo. Aí tem gente que acha que nunca fez “trabalho” pra ninguém, que nunca fizeram pra ela – aham, só que um pensamento passional profundamente orientado é tal qual.
“Ah, mas eu não sou perfeito, não vou conseguir passar o resto da minha vida sem me irritar!” - você deve estar pensando nisso, e eu também estou. Mas o negócio é aprender a crescer em responsabilidade diante das situações da vida. Quanto mais você desenvolver sua sensibilidade, mais terá de aprender a ser responsável. E vai aprender, se não for por bem, vai ser por levar na cara – tudo que vai, volta, e volta até pior, triplicado segundo aí algumas linhas ocultistas.
A base de tudo isso mora na neutralidade.
Eu tenho visto que tudo que as pessoas têm capacidade pra fazer, elas têm a mesma pra fazer o bem e o mal. Se sua vida está uma droga, você podia ter uma vida maravilhosa. Se você conhece alguém com uma doença inexplicável, ela poderia ter uma saúde inexplicável. Se todos falam que se sentem bem do seu lado, poderiam se sentir terríveis também perto de ti. A intensidade da energia é a mesma pros dois lados, ela é neutra, mas ela obedece ao sentido que seu estado interior dá – caminha pelo seu pensamento, emoções, desejos, crenças, etc.
Agora veja que é por isso que Deus não dá asas a cobra. Imagine você com o dom de mexer com objetos, manipular a matéria, só pela força da mente (e eu sei que você já tentou fazer isso e não deu!), pela sua vontade. Aí um belo dia você descobre que foi traído ou enganado, chega alguém e te larga um monte de desaforos na lata… Bom, aquela criatura provavelmente não permaneceria viva.
Stan Lee, o célebre quadrinista, fala “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Quanto mais você sabe, e é capaz, mais precisa estar atento a isso. Não apenas para evitar ferir o outro desnecessariamente, e fazer e dizer coisas que naquele momento vão servir pra machucar ele e massagear seu ego ferido, mas porque você mesmo vai ficar bem mais machucado depois. Vai ficar ligado naquela pessoa, pensando, sentindo aquela energia, lamentando, ressentindo, e saindo do seu eixo. E toda sua vida ao redor, quando você é médium, é diretamente ainda mais afetada pela qualidade do seu estado de energia. Some 2 mais 2, e pense. De repente é por isso que nada funciona aí.
Como eu falei no início, mediunidade não é sentar pra conversar com espíritos. Um médium pode receber inspirações de espíritos pra coisas que ele veio desenvolver, e nem se dar conta. Um artista, um grande negociante, um grande chefe de família… Todos podem ser bem ou mal influenciados por confrades do plano astral. A intuição, o feeling, os sonhos, os avisos, todos têm um pé na mediunidade. O modo como a mediunidade se manifesta é muito individual, assim como o tipo de trabalho que vai se fazer com ela. Embora muitos usem na sua religião, ou na sua prática espiritual, outros vão ser médiuns ajudando os grandes espíritos a movimentarem a economia por exemplo, ou a política, ou o que quer que seja.
Um médium irritado vai sintonizar a faixa da raiva astral. Lá vão estar os raivosos de plantão, os chatos que já desencarnaram e ainda continuam fulos, as energias das outras pessoas raivosas que não desencarnaram… E a energia de irritação do médium vai ser igual a acender uma lanterna de noite quando faltou luz. Vai ser fácil encontrá-la. Se ele for orgulhoso, se achando o dono da razão, acima do bem e do mal, aí então vai ser barbada entrar na energia dele. A energia da raiva vai quebrar tudo, pode fazer ele adoecer, pode fazer o “alvo” adoecer e perder coisas, pode danificar a vida material, afetiva, etc.
Você, médium mais lúcido (graças a Deus), precisa já ter maturidade de encarar essas situações de outra forma. Primeiro, saber que alimentar a raiva não vai ajudar a resolver nada – ninguém pensa direito de cabeça quente; segundo, que quando as coisas acontecem, elas têm um sentido, uma mensagem implícita pra você mesmo que envolva o outro (ele também tem uma mensagem pra ele ali, mas cada um fique na sua); terceiro, que você precisa ficar atento às coisas que te tiram do eixo – elas abrem portas pro astral inferior. (E pare de estimular os colegas a dar troco, e pior: de dar dica de como eles podem fazer isso, hein? Vai voltar pra você também, ah vai).
Tudo é aprendizado, e quando acontece é porque serve para isso. O Universo não está aí pra te cacetear… O que Deus mais quer, coitado, é que eu e você possamos evoluir sem precisar mais de dor, de sofrimento, que a gente se realize e seja muito feliz, desenvolvendo a nós mesmos e o mundo ao nosso redor!
Por fim, fica também a reflexão: se eu sou capaz de fazer o mal, e causar esse mal no outro (ainda mais quem AMA essa vaidade de que consegue dizer a coisa certeira pra desmontar os outros), é porque eu ainda sou ignorante. O mesmo potencial, eu tenho de fazer o bem, de falar aquela palavra que vai fazer toda diferença mas pra ajudar, pra levar cura, pra levar organização até mesmo material pra vida ao meu redor.
Então quem é muito dramático, muito magoável, muito “não levo desaforo”, hora de acalmar a franga! É certo se defender, mas será que é certo meter o pé na jaca pra arruinar a vida do outro porque você ficou com orgulho ferido? Pensemos, e oremos.
Olhe apenas pra você, e pro que você sente. Não dê bola pro outro… Se a crítica ou o ataque vier, não o alimente. Procure em você o que pode ter atraído aquilo, se aquilo mostra um pouco de você mesmo, se tem fundamento, e se não tiver, aprenda não levar pro pessoal, a se fortalecer.
E quando você se irritar, respire fundo, e pelo menos lembre desse texto pra não jogar toda aquela carga pra cima do outro. Use essa energia mobilizadora da raiva pra mudar sua vida, a raiva tem seu papel no ser humano, sua razão de ser e existir; mas seja responsável ao não colocá-la pra cima do outro, a não ficar desejando o mal… Até porque, o maior prejudicado será você mesmo. Quanto mais você acreditar em ataques, mas sua vida será uma luta. Saia disso, e tudo vai desaparecer. Acredite no bem e no bom, pra ver o Reino dos Céus prometido por Jesus acontecer em você.
Se você convive com alguém por quem nutre uma profunda raiva, pense na frase de Hugo Lapa:
“Sempre que regamos uma plantinha com água e sol, ela desabrocha. A alma humana precisa ser regada com amor e luz, e igualmente ela desabrocha.”
Todos somos filhos de Deus e temos um espírito que é perfeito. Estamos aqui aprendendo a reconhecer isso, a organizar nossa mente, nossos impulsos, ter mais lucidez consciente (luz) e menos ignorância (trevas)… Se você nutre raiva pelo outro, sendo médium, convivendo, boa coisa não acontecerá nem pra ele nem pra você. Mas se você der o melhor de si, de sua luz, persistentemente, dia a pós dia, orando e emitindo amor, ao longo das semanas essa pessoa vai mudar com você, ou o Universo simplesmente a afastará.
Ah! Antes que eu me esqueça… Falei que médiuns têm a energia, a aura, maleável, então eles absorvem muito bem. Todo médium de início de carreira pena com aquele negócio de “bah, como me carrego com os outros”. Agora imagina essa situação e uma pessoa louca da vida com você… Se você não estiver bem, ou se for como eu disse ali em cima, vai abraçar essa vibração. Por isso é preciso vigiar, pra saber quando alguma coisa vem de você ou não. Aquele mal-estar, aquela coisa que te dá de noite, aquela vontade de sumir, aquela revolta do nada, o nervosismo… Especialmente as coisas que chegam sem hora marcada, sem motivo… Bom parar pra pedir proteção e emanar amor.
Ficam as dicas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Mediunidade Olfativa

Pouco se fala a respeito da mediunidade olfativa. Existem pessoas que veem espíritos, ouvem, e sentem, mas há essa qualidade rara de médiuns que conseguem captar aromas do Plano Astral.
Basicamente, quando falamos na faculdade de se comunicar com os espíritos, pensamos logo em uma entidade falando ou aparecendo. Contudo, é possível que ela se manifeste ou envie mensagens através de odores. Em alguns relatos sabemos de casas que foram abençoadas e ficaram com cheiro de rosas, por exemplo. Lembro algumas vezes em que espíritos fizeram sentir perfumes específicos ou o cheiro de coisas que eram importantes para eles.
Do mesmo modo, o médium olfativo é capaz até mesmo de identificar a energia de ambientes e pessoas em função dos cheiros que capta. Estes cheiros não estão quimicamente no ambiente, mas são resultado da qualidade das vibrações do componente astral ou espiritual. Uma pessoa boa pode lhe trazer um determinado cheiro, ou um ambiente harmônico, que sempre resultarão em impressões agradáveis, e do contrário, desagradáveis.
É preciso falar que é possível também receber avisos, ter pressentimentos, por meio de aromas. É comum que esses sirvam de sinais. De acordo com a fragrância, se pode identificar o tipo de coisa que vai acontecer. Esses avisos não são necessariamente produzidos por espíritos. Quando não são, o cheiro é “vazio”, isto é, não produz a sensação de presença que os espíritos normalmente causam quando estão perto de nós e querem comunicar algo.
Cada médium precisa saber como sua mediunidade funciona!
Pode ser que pra você um cheiro específico queira dizer uma coisa específica. Quanto mais você prestar atenção e estudar o fenômeno que acontece com você, vai ir formando um “código de comunicação“. Com o tempo, ao sentir aquela pontada de cheiro que pode ser bem rápida, já vai saber que qualidade está se manifestando ali.
Quanto mais você exercitar sua capacidade,  mais terá facilidade, mais ela se ampliará com o tempo. Utilize-a com sabedoria, e procure se orientar na vida. Talvez você não vá frequentar uma religião ou doutrina específicos, mas como médium, como sensitivo, tem a necessidade de aprender a lidar com energias e saber se defender e entender onde confiar, como obter luz e proteção.
Para fechar, não foi objetivo do texto, mas o mesmo vale para médiuns que sentem gostos, ou que sentem impressões na pele (tato). É preciso estabelecer seu código, prestar atenção no que vem com aquele aroma, o tipo de pessoa, ambiente, ou situação.
Que a Luz da Vida abençoe a todos nós!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Conversando com os Espíritos

O texto de hoje é um pouco diferente, porque resolvi contar um pouco da minha história, e da minha experiência pessoal como sensitivo. Talvez isso ajude algumas pessoas, e talvez não – de qualquer modo espero que sirva como uma história interessante a quem aqui chegar.
Quando eu era pequeno, tenho vagas recordações de ter tido alguma experiência fortíssima no campo da mediunidade ou da paranormalidade. Não fui aquele tipo de pessoa que desde cedo já via coisas, ou sentia. Mas de fato, sempre fui mais emotivo, e em alguns momentos sentia coisas que não sabia explicar.
Lembro que havia uma sala de visitas bem pouco usada no nosso apartamento, e eu tinha verdadeiro pavor daquele lugar. Também lembro de ver, em frações de segundos, crianças correndo… Ou então o som de passos. Na nossa casa da praia, sempre tive dificuldades para dormir, e não sabia explicar o motivo disso.
Já na adolescência, com meus 15 anos, comecei a ler livros espíritas. Sempre tive curiosidades sobre a espiritualidade, e sempre escutava causos ou sabia de coisas que aconteciam na minha família. Minha bisavó materna, minhas avós, minha mãe, meus tios e irmãs, tiveram suas experiências. Era um dos meus assuntos preferidos para ouvir.
Na época em que comecei a frequentar o centro espírita, não tinha qualquer tipo de impressão sobre o plano ou dimensão espiritual. Pelo menos que eu percebesse. Mais tarde, contudo, lentamente comecei a fazer desenhos de espíritos, intuir coisas… E pouco a pouco, desenvolvi a capacidade de “sentir” coisas sobre os outros.
Na época da faculdade procurei deixar essa parte da minha vida de lado, mas ao final do curso, tudo me chamava de volta. Mais e mais. Foi então nos últimos anos que passei a trabalhar com e energia, e com as sensações que tinha a respeito da energia das pessoas. Isso me contava algumas coisas, sobre as quais eu não tinha controle… Nem sempre o que eu queria saber era possível captar, mas sempre podia captar algo sobre o qual nem tinha imaginado ainda.
Mais recentemente, nos últimos meses, comecei a ter certeza de que certas imagens que passavam na minha cabeça, emoções, e até sensações físicas, nem sempre vinham de mim. Às vezes eram reflexos das pessoas, energias ou espíritos ao meu redor. E foi assim que consegui começar a realmente me comunicar com tudo isso de modo mais eficaz, e tive a grata oportunidade de algumas vezes servir como médium (meio) para entregar algumas mensagens de entes já desencarnados a pessoas queridas por eles e ainda “vivas”.
Voltando à minha infância e juventude, então, posso sim ter tido diversas impressões, sem contudo jamais ter imaginado que poderiam ser comunicações. Na minha cabeça os espíritos ou apareciam diante dos nossos olhos, falavam nos ouvidos, ou escreviam cartas. Jamais imaginei, por exemplo, que a imagem de uma camiseta de time de futebol na minha mente, um animal de estimação, ou mesmo um sintoma físico como tosse, que surgiam nas concentrações profundas, podiam viver deles.
Alguns espíritos se manifestam de modo mais claro. Já percebi que aqueles que eram médiuns, sensitivos, paranormais, em vida, tem bem mais facilidade de se comunicar do além. E também cada um traz a energia da sua personalidade… Lembro de espíritos que são divertidos e enchem a gente de alegria, outros mais sérios e técnicos, outros sofridos, outros melancólicos, outros amorosos e etc.
Em casos muito raros surgem frases na minha mente ou palavras que correspondem ao que querem dizer, ou a algum dado importante. Mas de modo geral as comunicações que recebo são como um quebra-cabeças que fazem mais sentido pras pessoas que eles querem se revelar, do que pra mim… Talvez seja um estranho modo de proteger a privacidade das suas existências.
Um dia um espírito me mostrou um disco, e o familiar confirmou na hora que ele era um apaixonado por música e eu não sabia. Noutra vez, o espírito de uma mulher falou sobre sua morte difícil… E nesse ponto, faço uma pausa pra dizer que o momento da passagem embora gere curiosidade pra nós, sempre é visto por eles como algo rápido, não tão importante, e bem menos horroroso e complicado do que imaginamos. Para alguns é tão tranquilo como dar um cochilo e no pulo de acordar, já está do outro lado da vida.
Dos espíritos guias que me acompanham, o único que sei o nome é o da irmã Maria Clara. Apenas tempos depois de ter tido contato com ela, vim a saber por minha já desencarnada tia-avó, que minha bisavó havia sido curada por intermédio dela. Esta irmã foi freira e viveu na Europa, gostava muito de estudar, e hoje trabalha com estudos sobre cura no plano espiritual.
Já tive momentos também em que recebi comunicações infelizes. Pessoas que viveram vidas duplas e não conseguiram se resolver; pessoas que se suicidaram e que estavam perdidas; pessoas que estavam fazendo mal pros parentes sem saber disso; assim como comunicações curiosas. Alguns querendo dizer um “oi”, e enviando notícias… Outros dando detalhes precisos sobre sua vida, como flores que gostavam, lugares marcantes da infância, e até mesmo modo de vestir e pentear o cabelo. Mensagens sobre outros desencarnados da família, sobre a saúde de alguém na Terra, ou encorajamento, direcionamentos.
Como disse, tudo me vem mais, do que eu tento ir. Por mais que eu deseje ajudar alguém, nem sempre consigo me conectar com o espírito. E às vezes eles também não querem dizer nada, preferem ficar calados. Não é possível “arrancar” deles os detalhes que não querem dar, nem informações. Por isso sempre é preciso o respeito – igual ou maior do que o que temos diante de alguém que está contando sua história. A curiosidade, sem um motivo nobre ou maior, é algo pouco ético às vezes.
Atualmente tenho um momento na semana que dedico a isso. Mas outra coisa que aprendi é o valor da oração e do estudo. Recomendo a todos os iniciantes nesse campo, independente de serem espíritas ou não, a leitura dos livros de Allan Kardec, especialmente “O Livro dos Espíritos” e “O Livro dos Médiuns”. Eles me ajudaram muito, e recorro a eles quando sinto necessidade.
Talvez um dos maiores desafios de ter uma sensibilidade diferente é entender como ela funciona pra você. Criar um código interno pra saber o que quer dizer cada impressão, e organizar o funcionamento dela. Aprender a se proteger energeticamente, e a compreender como se processam estas comunicações.
Outras experiências que tive, mas bem menos numerosas, dizem respeito a trabalhos diretos com energia para a saúde. Uma amiga uma vez sentia uma “bola” na região de esôfago… Algo veio por meu intermédio, aconselhou ela, e energizou a região. O problema de semanas se desfez em minutos. Mas isso não é e nunca será um mérito meu, e sim de Deus que tudo observa e permite, e aqueles que trabalham no nome dele.
Isso é algo importante. Sempre que posso servir como um canal, independente do tipo de trabalho, ou quando sinto coisas, sou muito grato a Deus. E quando posso dizer algo pras pessoas que as ajuda, me sinto muito pequeno… Porque eu me conheço bem, e olhando dentro de mim vejo como ainda sou meio torto, como tenho defeitos, e como sou tão pouco perto da grandiosidade e da bondade que existe no Universo.
Na última semana, tive uma das experiências mais marcantes. Senti a presença da irmã Maria Clara, e ela trazia uma mensagem da minha bisavó. Sempre fui ligado a esta bisavó, porque ela participou da minha criação e fez a passagem quando eu tinha 16 anos. Quando soube da mensagem, logo chorei muito, e fiquei emocionado demais. Foi algo simples, mas direto e tocante.
Todos temos um espírito protetor, um anjo, alguém que vela por nós. E também temos outras entidades, energias, que nos protegem… E com as quais nem sempre conseguimos estar conectados o tempo todo. Além disso, o trabalho espiritual jamais anula o trabalho na Terra: o fato de que precisamos aprender a lidar com as dificuldades e resolver a burocracia do mundo.
Já tive sonhos, e muito frequentemente premonições. Às vezes começo a sentir quando alguém vai partir deste mundo… Quase sempre não sei quem é, mas quando acontece a sensação passada. Normalmente são pessoas ligadas a mim ou a amigos meus. Já vi coisas que tinham acontecido no passado, e depois perguntei e as pessoas confirmaram comigo.
Mas o que posso dizer de tudo isso… Bem, os espíritos, somos nós, que simplesmente nos desligamos do corpo. Continuamos com nossos gostos, desejos, sentimentos e energia. Temos ideias, e viajamos no espaço. Vivemos em lugares, estudamos, trabalhamo em favor da humanidade… Na diferença de que no plano espiritual a presença de Deus é perceptível tanto quanto sentimos o calor do sol sobre a pele. E aqui nesse mundo tridimensional, nem sempre temos essa consciência.
Se você está começando a trilhar o caminho das comunicações ou da sensibilidade… Saiba que todo mundo tem seu próprio modo, seu próprio jeito e seu próprio caminho. Nem sempre você será um intérprete de espíritos… Às vezes sua vida te levará a usar sua sensibilidade em favor do seu trabalho profissional, ou na vida familiar, ou no que quer que seja. Mas o coração mostra: a alma mostra. Procure apenas, se certificar de que o uso que faz disso é pelo bem e pelo desenvolvimento de você, do outro, e da humanidade.
As últimas comunicações que tenho recebido sobre o planeta, me dizem que muitos acontecimentos difíceis virão sobre a humanidade ainda este ano. E sempre me recomendam orações, fé, coragem. Mas ontem, a mentora espiritual que esteve presente, dizia que devemos manter nossa alegria… Que devemos nos aproximar do que alegra o coração, do que nos dá ânimo, do trabalho que viemos fazer nessa vida.
Pois se cada um trilhar o plano que Deus tem para si, estará atuando em nome Dele, e logo estará criando o céu sobre a terra. Não devemos desistir e nem desanimar, mas persistir em encontrar o êxito.
Claro que ao longo do tempo, tudo foi ficando cada vez mais fácil pra mim. Tanto de entender, como de acessar… E isso nunca me fez melhor do que ninguém, nem pior. Sou um cara, que tem contas a pagar, trabalho por fazer, preocupações, defeitos e suas qualidades. Não sou especial, e cada mensagem que recebo me faz ter certeza que ainda tem muito chão pela frente.
Se em algum dia desses, conversando com alguém, fazendo uma oração, ou estiver pensando em nada, e um pensamento, uma sensação física, um cheiro, uma imagem, uma palavra, qualquer coisa surgir e que não estava ali… Fique atento: pode ser uma voz suave do lado de lá, dizendo oi.
- Rafael

terça-feira, 24 de março de 2015

Entendendo e Lidando com a Obsessão Espiritual

“Você é fraco… Você não devia estar aqui. Seria melhor se estivesse morto.”



O assunto que vou tratar hoje é bastante sério, e creio que nunca dediquei a ele o devido espaço aqui no blog. Falarei sobre o fenômeno da obsessão. Para quem não é familiarizado com este termo, seria o popular “encosto”, isto é, a tentativa de um determinado ser de dominar o outro. Bastante comum, invariavelmente passamos ou passaremos por essa experiência de algum modo.

Sinais

Um dos sinais mais clássicos de que alguém está te perturbando no Astral são os pensamentos (ora veja só) obsessivos. Em geral ideias persistentes e negativas a respeito de outra pessoa, de uma situação, ou de você mesmo. Igualmente, podem se manifestar na forma de sentimentos, vontades, impulsos, julgamentos, imagens (quem tem vidência pode inclusive chegar a ver espíritos disfarçados de mentores)… O que elas têm de diferente e peculiar é que normalmente – aliás, no seu normal - você não sentiria, teria vontade e impulso, julgaria ou veria, as coisas desse jeito distorcido. Um atestado disso é quando passam algumas horas e você percebe que na realidade seu modo de lidar é muito mais positivo do que aquele em que estava. Desconfie sempre que você tiver “episódios” de negativismo referentes a algo, especialmente se aumentarem em frequência.

Outra coisa que observei tanto na minha experiência pessoal quanto na de outras pessoas é que obsessores perturbam o sono da vítima. Talvez porque estejamos mais “abertos” durante esse tempo, não raro começa a acontecer algo como insônia, ou excesso de sono, acordar extremamente cansado, ter a sensação de não ter dormido e não sentir sono, redução do número de horas, e especialmente destaco os pesadelos. Por algum motivo também, já percebi que muitas pessoas acabam registrando a presença de obsessores nos sonhos na forma de animais peçonhentos.

Também não podemos esquecer de que há aqueles que vão registrar a presença ruim na forma de odores – cheiros desagradáveis e inexplicáveis que surgem de modo fugidio e desaparecem.

Você, aliás, ao estar entrando na obsessão começa a agir diferente do que seria seu normal, como falei antes, e a partir disso as pessoas ao seu redor também te tratarão de modo diferente – possivelmente pior. Além disso, lembro que as pessoas mais próximas poderão ser “usadas” pelos obsessores para atingir você ou te desestabilizar. Entenda: para que eles possam entrar em vocês, precisam de uma porta aberta e essa porta são nossos desequilíbrios. As pessoas começarão a te irritar, discutir, intimidar, constranger, criticar, etc. mais vezes e sem muita explicação.

Atente também para quando você perder a vontade de estar perto das pessoas que mais ama e se sente bem, e também dos lugares e das atividades nas quais você normalmente se realiza. Um dos objetivos do obsessor será te tirar de perto de tudo e todos que te fazem bem. Desconfie fortemente quando repetidamente nos momentos que pensar “poderia ver ou falar com fulano” ou “quem sabe se eu fosse” ou “e se eu fizesse” e logo surgir um pensamento ruim a respeito.

Se você for atento vai perceber quando de repente ter ímpetos e começar a falar e até gesticular de uma forma que não é a sua habitual. As pessoas que olharem nos seus olhos poderão perceber como se você fosse outra pessoa (e numa situação de você estar perto de alguém obsediado, os momentos em que a pessoa está sob influência direta, você pode notar isto).

Para quem é mais intuitivo e sensitivo, podem surgir estas más impressões e até premonições e sonhos. Saiba que apesar de você captar isso, nem sempre é real – de novo, pode ser justamente algo para te enfraquecer e deixar desequilibrado. Não acredite em tudo. As revelações espirituais não são brutas e têm o objetivo de te atormentar. Revelações de origem “boa” costumam chegar na hora certa, no momento certo, são úteis e te dão a opção de mudar algo e não servem pra afligir. Se uma revelação for causar mais mal do que  bem, os mentores e médiuns costumam nem repassá-las. Dito isto, não confie também em qualquer revelação mediúnica feita por outrem. Filtre sempre através do que essas informações te causam nos sentimentos, nunca aceite deliberadamente coisas que te atormentam.

“Eu relaxo e aproveito a vida. Eu sei que o que quer que precise saber será revelado a mim na sequência de espaço e tempo perfeitos.” (Louise Hay)

Mecanismo

Carimbe uma frase na sua cabeça: “o mal não tem poder”. Você pode ter a ideia de que seres das trevas andam por aí armados até os dentes de super poderes. A verdade, porém, é que por mais habilidade e capacidade de manipulação energética, ou até mesmo agregação de trabalhos feitos como feitiços e afins, nada pode entrar onde não há abertura. O que o mal faz é agir como a serpente bíblica, ele vem sugerindo coisas, lentamente se inserindo na nossa mente, alimentando quando estamos chateados e pensativos, para que nossos pensamentos e sentimentos ruins cresçam.

Somos responsáveis por nós. Não há obsessão ou mal-feito que te pegue que não encontre uma abertura em você ou rasgo na sua aura. Se é permitido que o atinja é porque algum tipo de ensinamento vai ser tirado dali, pois o bem não permite o mal se não para usá-lo como degrau. O que deixa nossa porta aberta somos nós mesmos, falhas de caráter, inseguranças, incertezas, raiva, tudo que é ruim em nós, nosso lado sombrio. Os momentos em que o pior de nós se manifesta pode ser ali onde a “turma” do Astral inferior vai aproveitar para se colocar perto de você. De princípio com coisas que você pode ignorar facilmente (obsessão simples), depois com atitudes e coisas que você toma e se arrepende (fascinação), até medidas mais drásticas em que você perde constantemente o controle (subjugação), podendo chegar ao total domínio em que sua vontade e consciência cederam lugar à do espírito obsessor (ou grupo – possessão). Obsediados em estado de possessão podem resvalar facilmente para quadros considerados graves dentro da classificação de doenças mentais.

Lembre também que temos crenças e hábitos ruins, por nós mesmos. Nem tudo de ruim que acontece conosco ou à nossa volta tem que ser sempre um encosto. Há coisas que partem do nosso interior e precisam ser resolvidas para que não se tornem aberturas que mais tarde permitirão ao Astral inferior entrar.

Como Lidar

Eu mesmo: Se você sente que pode estar sendo vítima de uma obsessão, comecemos do começo. A mente não é você. Você é o observador, aquele que ouve a voz da mente, vê suas imagens, que sente as coisas. Portanto os pensamentos, imagens e sentimentos, nem sempre podem ter origem em você. Há uma frase que diz “se não é bom, não é meu”, creio que do Calunga. Se coisas não boas constantemente estão desfilando na sua frente, evite-as. Comece a ignorar as sugestões que chegam, os sentimentos que aparecem do nada e sem motivo (e que depois começam a provocar ideias para confundir como se fossem elas que tivessem te deixado mal e não o contrário), e os tais pressentimentos e “avisos” alheios que tiram sua  paz.

Se você estiver muito tomado, pode ser que até perceba que não está agindo bem, e pode ser difícil parar, por exemplo, no meio de uma discussão. Mas faça todo esforço possível para parar. Largue tudo o que está fazendo, coloque a mão no peito, volte pra dentro de si. E aí dentro da sua crença e religiosidade peça a proteção, e que os guardiões do mundo espiritual afastem de ti todo o mal, reze, faça uma prece, tudo que sentir que deve, apenas faça. É preciso tirar o orgulho da frente pra conseguir sair disso.

Você terá de ter paciência pois às vezes não bastará afastar uma só vez. Por esse mesmo motivo não creio que uma sessão em alguma doutrina ou outro local, seja numa igreja ou centro, seja capaz em si de livrar você de um perseguidor feroz. Lembre-se da porta aberta, enquanto ela estiver aberta ou encostada ele entrará, e não adiantará tirá-lo e botá-lo pra fora, a não ser que aprenda a trancar, a fechar as partes suas que estão trevosas, iluminando-as. Daí vem a utilidade do que o Espiritismo chama de “reforma íntima” e que nada mais é do que o esforço para se tornar uma pessoa melhor. Por vezes precisará de tempo até que o obsessor desista de você.

As ideias de coisas que você deve fazer e que eles mandam normalmente são coisas que virão a fazer você se machucar e machucar as pessoas que ama, principalmente se elas são presenças de luz na sua vida. Isso tem o objetivo de afastá-las. Resistência, e como Jesus dizia: “orai e vigiai”.

Habitue-se também a não ficar precisando de elogios ou permitir que qualquer crítica te derrube. Isso mostra que você dá mais importância para tudo que vem de fora… E em relação ao modo como sua energia lida com o Astral ela copiará essa atitude e dará importância pros seres de fora que irão te perturbar. Veja que o fortalecimento não é só uma questão de resolver uma coisa numa área chamada espiritualidade, mas uma mudança que repercute em todas as coisas na sua vida, e que por conseguinte, também pode afetá-la se não-tratada.

Finalmente o apoio de um bom contato espiritual sempre será válido desde que se lembre da frequência. Vá pro lugar onde se sinta bem e acolhido pela Luz… Perceba que ao estar nesses lugares sentirá sua mente mais limpa, descarregada, e que pensará de modo mais otimista.

Sair da frequência é outra boa dica, ir fazer algo que ocupe sua mente.

Quando estiver mal, e se concentrar e pedir que seja levado embora a influência, rezar, sentir você com você mesmo, fechado e protegido, em cerca de uns vinte minutos e meia hora você verá que se sentirá mais calmo e liberto. Pode não ser 100%, mas será o suficiente para perceber seus pensamentos, sentimentos, vontades, julgamentos, imagens mentais, fiquem desintoxicados. O que é seu está sempre com você. Não faz sentido você sentir mal por uma coisa ou pessoa, e duas horas depois sentir que na verdade você quer o bem e que nada daquilo que sentiu antes de negativo faz mais sentido e que sua opinião agora é outra. A menos que queira afundar sua vida, não entre nesse barquinho.

Se você for capaz, emane amor e carinho para a entidade obsessora dizendo que não vai mais aceitar suas investidas e pedindo que siga em frente, que seja encaminhada.

Alguém próximo: Todas as orientações anteriores são válidas, e mais algumas. Tenha muita paciência com essa pessoa, pois ela tentará te atingir nos pontos mais frágeis. Pense que não é ela. Pode ser que você mesmo passe a escutar uma voz quase pedindo para tratá-la mal ou arrancá-la de sua vida, talvez machucá-la, revidar… Não faça. Se fraquejar, volte atrás. Lide com a pessoa com o máximo de carinho possível tentando esclarecê-la, mostrar-lhe como as coisas estão acontecendo e que há algo ao redor interferindo. Nos momentos que sentir que a pessoa está “tomada”, reze por ela, pelo mentor dela, e como dito antes: emane amor e carinho para a entidade obsessora dizendo que não vai mais aceitar suas investidas e pedindo que siga em frente, que seja encaminhada. Tente aproximar a pessoa do espiritual, mas se não conseguir ajudá-la, lembre-se de que cada um é responsável por si próprio e por sua “porta” aberta… Não caia na tentação de ficar mal junto, faça o possível para estar bem e cuidar de que tudo permaneça positivo.

Pode ocorrer também que você seja o alvo do obsessor, e ele não tenha conseguido encontrar uma forma direta de entrar em você. Nestas situações ele irá usar as pessoas disponíveis, especialmente as mais fracas, para conseguir te importunar e desequilibrar, até você baixar a guarda ou chegar ao estado que ele deseja. Por isso não entre naquilo que o Astral inferior deseja que é você não fazer nada com suas mãozinhas lindas, mas mentalmente querer esganar a pessoa que está te enlouquecendo, ou qualquer outro pensamentos nefasto, afaste-os. Livre-se também da tentação de se magoar, de alimentar o ressentimento, de ficar relembrando e remoendo o que possa acontecer e/ou ter acontecido – você estará fazendo o que eles  querem.

Guias espirituais: Em situações de mediunidade o obsessor pode iludir você com imagens e a falsa presença de guias espirituais, até mesmo conhecidos por você, ou com manifestações aparentemente bonitas. Por isso é importante sempre analisar as comunicações, não aceitar qualquer coisa. Minhas amigas do Dragonlight Essences, Antoinette O’Connell e Ana Vidal, ensinaram em um de seus cursos que diante de qualquer entidade podemos evocar um raio de luz do Alto e pedir ao comunicante que gentilmente entre nele. Guias do bem não vão se importar em fazer isso, já os demais não curtirão. Observe também se consegue enxergar os olhos do guia. No campo da sensação, perceba se aquela presença “enche” o ambiente com algo ou se é vazia e até fria (maus sinais). Por fim atente sempre pro objetivo, pra qualidade da visita. Lembre-se que avisos sobre coisas não tão boas, sempre virão de um modo tranquilo e que te concede uma opção para agir ou se preparar, enquanto os avisos provenientes das artimanhas do mal sempre tentarão te desestabilizar e deixar caído. Mesmo em situações de emergência onde a intuição é ativada, sentimo-nos seguros e confiantes como se algo nos acompanhasse, e não angustiados e poluídos mentalmente.

Danos

Bom eu não preciso dizer que muitas coisas vão ficar mal. Os relacionamentos vão se deteriorar; a sua saúde conforme você se afasta cada vez mais do que te faz bem irá ser minada; o constante ataque destrói a energia de defesa e isso se reflete na baixa imunidade e tudo que ela acarreta; você não terá ânimo e nem energia e estará constantemente sentindo opressão, mal-estar, dores de cabeça; você fará coisas das quais se arrependerá e pedirá desculpa constantemente. Enquanto você não achar o ponto cego em que precisa mudar, e se dispor a mudar algo em você, e a resistir a tudo isso, permanecerá colhendo os efeitos nocivos da obsessão. Quantas coisas ruins você já não fez pra você, se xingou, ou desistiu, porque a sua cabeça estava atormentada?

Obsessões podem ser tão intensas e fazer você ficar tão afastado de você mesmo que você corre o risco de viver uma vida que não é sua. Você terá absorvido gostos, maneiras, coisas, de seres que não são você, e viverá de acordo com isso sem seguir seu plano de alma, o que seu coração pede. Logo terá se envolvido naquilo que não deveria, e tudo será ruim, trancará. Você não vai mais saber do que gosta e de quem gosta, nem o que te faz bem, não saberá ao menos como começar a responder quando te perguntarem sobre isso. Há pessoas que podem passar toda uma vida nesse estado “zumbi” e por algum motivo “despertar” quando estão com muito mais perguntas do  que respostas.

Em atividades corriqueiras, e até na sua intimidade (sim e naquele sentido também seu safadinho), você de repente pode ser assaltado por pensamentos desencorajantes, de menos valia, que não é importante para ninguém, e que você não deveria estar aqui.

Encarnados também

Por fim, e muito importante, quero lembrar que não só desencarnados podem ser obsessores, mas encarnados também. Há pessoas com forte energia dominadora que podem lançar sobre quem é mais sensível as suas más influências. Tudo acontecerá da mesma forma como descrito acima. Porém, pode ser que você tenha chance de identificar a pessoa, e deste modo, treinar sua mente para cortá-la diretamente. A pessoa se torna apática ou então começar literalmente a copiar o outro (por exemplo a mãe, o avô, o chefe, o amigo, etc.) e se afasta de si mesma. Todo afastamento de si mesmo produz danos porque em essência somos perfeitos embora estejamos aqui disciplinando a mente e nos conhecendo ainda. Uma obsessão encarnado x encarnado pode ser tão danosa quanto aquela oriunda do Astral. Proteja-se, imponha-se, coloque-se, seja você mesmo, encontrando sempre a sua maneira de lidar com o mundo e o que é certo e errado para você e não para a sociedade, sua família, seus amigos.

Como falei ante, as recomendações sobre como lidar com alguém próximo obsediado se aplicam aqui. Retire a importância da pessoa, não alimente pensamentos e sentimentos e vontades e qualquer impulso a respeito dela que seja negativo, não dê bola, coloque seus limites mas não entre no jogo da agressividade ou da maldade, ou além dela você poderá acabar ganhando mais um “amiguinho” do Astral inferior.

Utilidade

Você deve estar se perguntando: por que isso acontece? De certo modo aprender a lidar com obsessores faz parte do desenvolvimento espiritual de todos nós. Todo mundo em algum momento precisará descobrir como ser mais forte, e a não absorver as influências negativas dos outros (sejam vivos ou “mortos”, lugares ou situações),  muito menos deixar-se dominar. Aprender a não ser dominável. O exercício da fé, da persistência, da perseverança, de crer em si mesmo, de não se deixar derrubar pelo negativismo, entre outros, são alguns dos pontos que são requisitos para ultrapassar este problema.

Numa situação recente que passei, tive a influência de entidades persistentes que me assaltaram inclusive durante a noite. Tentei conversar com meus mentores sobre isso, pois sentia-os um tanto silenciosos embora eu estivesse constantemente pedindo a ajuda e a proteção. Então eles me disseram que eu precisava passar por isso por mim mesmo, que tinha de confiar em mim, nas minhas respostas, e que nesse momento eles não poderiam me dizer nada. No entanto, observei também que eles só podiam agir pra me ajudar quando eu passava pelo momento de crise em que a influência vinha forte e não me deixava levar por ela; quer dizer, quando eu conseguia me disciplinar a parar a voz da cabeça ou os sentimentos rolando, voltar pra mim, ficar comigo e pedir o afastamento de tudo que estivesse me fazendo mal. Eu tinha de fazer primeiro a minha parte para que eles pudessem fazer a deles, como está na Bíblia: “ajuda-te e o céu te ajudará”.

Consegui observar também que eu tinha recebido avisos e sinais sobre algumas coisas, e as entidades do mal tentavam me fazer descrer e esquecer, duvidar deles. De novo os guias me puxavam a orelha quando podiam se comunicar comigo e me lembravam de que eu precisava escolher se eu ia ficar sempre duvidando ou se ia confiar no que o meu coração sabia antes que era certo e naqueles momentos ficava abalado pelas más sugestões e imposições.

Considerações finais

A influência do Astral em nossas vidas é muito maior do que imaginamos. Os bons amigos do espaço frequentemente nos conduzem quando estamos sintonizados numa frequência mais positiva, porém não temos a percepção consciente disto. Não podemos ser presunçosos em achar que por frequentarmos um local espiritualista ou lidarmos com o bem, com nossa boa intenção, estaremos livre de perseguições ou de más influências que podem tentar dominar a nós, ou quando não conseguem, àqueles que nos cercam a fim de nos atingir. Precisamos conhecer e observar a ocorrência deste fenômeno, entendê-lo na maturidade de que é um aprendizado a passagem por ele, e que o bem sempre tem o poder – nunca o mal. Confie em si e no Astral superior, na assistência dos guias de luz, do seu anjo de guarda, dos seres que você possui afeição do lado de lá.

Se você quebra um copo de água e fica triste porque o quebrou, isso é um sentimento seu – ele tem origem, tem forma clara, e fica presente enquanto você tenta se conformar com o pequeno acidente. Se você fica triste às 20 horas enquanto está olhando televisão e começa a se sentir mal, e depois que está triste a tristeza começa a lembrá-lo de tudo que te entristece, desconfie que isso veio de uma carga que você recolheu, de uma pessoa ou de um obsessor. Mande embora na hora. O que é seu, está lá, tem motivo, nome e endereço.

Oriente-se no bem, na oração, e dentro da sua crença religiosa tenha sempre à mão as ferramentes de proteção espirituais disponíveis para ajudar a si e ao outro. Faça uso daquilo que pode afastar as energias e influências, e até a presença, dos perseguidores, mas não esqueça de que em primeiro lugar é preciso algum tipo de trabalho interno.

Se você já passou ou conviveu com algo assim, deixe seu depoimento para ajudar outras pessoas. Desejo a você toda Paz e Luz, e que possamos estar sempre atentos, não com objetivo de não cair porque assim estaremos focando no mal, mas no objetivo de viver melhor porque sabemos que todo aprendizado é iluminar a si e ao mundo à nossa volta!