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domingo, 31 de maio de 2015

A Umbanda e as oferendas na Serra do Japi *.


Muito se tem escrito sobre a Umbanda e as oferendas que as religiões de matriz africana praticam na Serra do Japi (Jundiaí - SP). O foco em questão, é a prática de sacrifício animal, as velas e a sujeira deixada nas matas.
Vamos esclarecer alguns pontos, para não restar dúvidas, pelo menos na ótica umbandista, sobre tais práticas.
A Umbanda, como religião, tem seus fundamentos voltados à prática do bem, à ajuda ao próximo, o respeito à sociedade e todas as vertentes religiosas e, principalmente, à preservação da natureza.
Sendo uma religião que trabalha com elementos da natureza, como ervas, frutas, flores, águas, pedras, entre outros, degradar e prejudicar qualquer local da Serra do Japi ou qualquer outra área ambiental, seria uma contradição em seus fundamentos.
Umbandistas praticantes e conscientes de sua responsabilidade religiosa sabem perfeitamente do respeito devido à natureza, de forma que, além de preservar, limpam as áreas as quais irão fazer seus rituais sagrados, retirando o lixo deixado por visitantes das matas e cachoeiras, não solidários à causa ambiental.
Por oferenda, definimos a pratica religiosa onde são oferecidas frutas, flores e bebidas aos orixás e aos seres elementais, habitantes da natureza, em troca de energias benéficas à comunidade umbandista - pratica similar à oferenda de natal, praticada por outros movimentos religiosos, onde a comida natalina - com seus alimentos, frutas e bebidas - é utilizada para lembrar o nascimento de Jesus, numa troca de bons fluídos aos seus praticantes.
Um consenso do grande movimento umbandista é definido que, as oferendas realizadas na natureza permanecem no local apenas durante o ritual, sendo retiradas em seu término. Velas são acesas durante esse ritual, em locais onde não provoquem incêndio, e são apagadas e levadas embora, juntamente com outros materiais não biodegradáveis.
Não há sacrifício animal na Umbanda. Os animais recebem o mesmo respeito que os seres humanos, pois todos são criaturas do mesmo Deus.
A Umbanda não pode ser considerada apenas de matriz africana pois, independente do segmento adotado (Jeje, Ketu, Nagô, Angola, Omoloko, Iniciática, Sagrada, Carismática, Esotérica, entre tantos outros) há indícios de pajelança indígena brasileira, presença e culto a santos católicos, ideologia reencarnacionista kardecista, elementos da jurema, entre outros, sendo cada um destes dosados para mais ou para menos, de acordo com a ritualística adotada por cada terreiro. É essa mistura de rituais de outras religiões que fazem da Umbanda uma religião caracteristicamente brasileira, e é daí que vem o respeito a outras religiões.
Antes de intencionar a proibição de rituais religiosos na Serra do Japi, deve-se questionar o uso indevido do espaço ambiental por exploradores de madeira, pedras, churrasco entre amigos no final de semana, competições ilegais de rally, excursões e festas de grupos não religiosos, etc., pois é muito fácil encontrar, no meio de tanto lixo deixado por esses, uma vela ou alquidar, e dizer que a culpa é da Umbanda, do Candomblé ou outra vertente religiosa.

(*) Texto escrito como manifesto à discussão da câmara de vereadores da cidade de Jundiaí (+ 60 km de SP) que quer proibir que religiões de matrizes africanas e a Umbanda, de fazerem seus cultos na mata e cachoeiras. Jornais da cidade de Jundiaí publicaram algumas matérias sobre o assunto, obviamente de maneira superficial e sem chegar perto da definição de "oferenda".
Este texto foi enviado para os respectivos jornais, porém foi totalmente ignorado.

sábado, 30 de maio de 2015

Mudança que vem de dentro.

           
 Você brigou com o vizinho ou com algum parente, tem conta atrasada pra pagar, o chefe está exigindo demais, seus relacionamentos não dão certo...
            Isso já aconteceu ou pode acontecer um dia. Tudo aparenta estar calmo e de repente, uma sucessão de erros e problemas aparece e praticamente lhe derruba.
            Lá dentro, no fundo de sua alma, parece que há um nó se formando, às vezes de mágoa, às vezes de raiva.
            Você precisa dar um jeito de sair dessa situação o mais rápido possível e chegar à superfície para respirar!
            Daí você lembra que há um terreiro de Umbanda que pode lhe ajudar.
            Com muita esperança você vai até o terreiro pedir ajuda e tomar um passe de um preto-velho.
            Logo na entrada da casa de fé há alguns vasos com plantas que estão ali estrategicamente postados para começar a canalização de energias. Em seguida, a tronqueira, ou casinha de Exu, pronta para receber as cargas mais fortes que são direcionadas ao terreiro ou aos filhos de fé. Uma ou duas imagens de santo na porta estão emanando boas vibrações.
            Começa a gira, os pontos cantados e o som dos atabaques servem para nivelar e neutralizar as más vibrações. Em seguida, entra um cambono ou um médium com um turíbulo para dar início à defumação. Todos os cantos e passagens do terreiro são defumados, os filhos da corrente e a assistência também são. Defumar para queimar os miasmas impregnados no corpo. Defumar para ajudar o corpo a absorver as energias emanadas pelos guias. Defumar para facilitar a entrada de boas e novas energias.
            Os guias incorporam nos “cavalos” trazendo força e boa vibração da Jurema e, como uma onda, essa força e vibração vão atingindo a todos na casa.
            Às vezes os guias fazem o xirê, dança no centro do congá (ou abassá), onde energias nocivas e acumuladas no ambiente e nas pessoas são concentradas e expelidas no redemoinho de forças e energias criado pelos guias.
           Chega a hora de se consultar com o guia e você pede proteção e ajuda para que tudo volte ao normal em sua vida.
            O preto-velho te dá um passe, te benze com ervas, defuma com a fumaça do cachimbo e acende uma vela pra você.
            Hora de ir embora. Você sai com a sensação de que aquele nó na alma continua lá.
            Os dias passam e as coisas não melhoram.
            Sua conclusão era de que o “guia era ruim” ou “o terreiro é fraco” ou “o médium estava mistificando”.
            Mas o que aconteceu de errado realmente?
            Ao chegar no terreiro você desejou do fundo do coração retirar todo o mal interno?
                   Tentou tirar a raiva, o ódio, o ciúme, a maledicência, a inveja que residem dentro de você?
            Durante a gira você se esforçou um pouco para se concentrar no trabalho e orar por aqueles que te fazem mal?
            Refletiu sobre aquilo que faz diariamente e talvez no mal que possa estar causando a outros?
            Percebeu que o passado ficou pra trás e que não adianta mais ficar recordando de mágoas e derrotas, pois isso envenena o coração?
            Ao consultar-se com o guia, tentou ouvir o que ele dizia para aprender seus ensinamentos ou ficou remoendo seus problemas?
            Ficou em silêncio na assistência ou falando em voz baixa e o necessário?
            Se na maioria das perguntas acima sua resposta foi “não”, acredite: você e somente você pode fazer uma limpeza interna, refletir sobre o que faz ou o que deixa de fazer, mudar atitudes, aprender a ouvir para ser ouvido, perdoar quem tenha te feito mal, ignorar aqueles que não consegue perdoar sem revidar com a mesma moeda, agradecer a Deus pela vida que tem.
            A Umbanda não faz milagres! Os guias não fazem milagres!
            Mas há a bondade divina com toda sua justiça que dá aquilo o que a pessoa realmente precisa e merece!
            Se a sua vida não melhora é porque algo está errado com você.
            Mude internamente para que os guias, a Umbanda e Deus possam te ajudar!

Por: Newton C. Marcellino

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Se deu certo até agora, continua fazendo assim.

           Com todo respeito a quem pensa assim, mas a frase “se deu certo até agora, continua fazendo assim” talvez se aplique ao futebol ou a política, mas não à Umbanda.

            A Umbanda é uma religião em movimento, que está evoluindo juntamente com os homens, e determinados rituais deixam de ter seu valor quando outros nos são mostrados pelos guias ou mesmo por aqueles que estudam a Umbanda e concluem que os rituais mais antigos não se fazem mais necessários.

            Mas antes, vou falar sobre tradição.

            As pessoas adoram uma tradição! Lógico! Não precisa pensar muito nem ter o que mudar naquilo que é feito, pois tudo segue um padrão feito há anos ou décadas atrás por alguém que pensou, lutou por um ideal e montou um determinado ritual, originando a tradição.

Em nome da tradição, muitos não discutem ou questionam se o que está sendo feito, precisa ou não ser alterado, ser adaptado, ou mesmo ser excluído. Aliás, questionar uma tradição se tornou um pecado digno de ir diretamente ao fogo da inquisição.

            O sacerdote que lá atrás desbravou tudo e criou aquilo que hoje é tradicional num terreiro, fez com base naquilo que valia para sua época, baseado em seu conhecimento e acesso que possuía a informação e sobretudo pelo que os guias informavam. Ele não estava errado.

            Se hoje, com internet e acesso livre a tudo, encontramos dificuldades em obter informações sobre rituais e fundamentos da Umbanda, imagine isso décadas atrás. O sacerdote tinha de buscar informações com aquilo que existia e estava disponível, com aqueles que já faziam algo semelhante em outros movimentos africanos e indígenas.

            Se em um Candomblé imolavam-se animais em ritual e, aparentemente, funcionava o tal axé animal, também poderia dar certo na Umbanda. Muitas vezes, mesmo sem saber pra que servia o axé animal, entrava pra “lista” de rituais do terreiro o sacrifício.

            Os que vieram depois já encontraram o terreiro com seus rituais e, por comodidade ou por idolatria àquele que iniciou, não questionaram a validade e veracidade de cada fundamento. Ai foi criado a tradição inquebrável e inquestionável.

            Mas, pior do que a ociosidade de se sentar no trono de um lugar que não se pode mudar nada, é aquele que se acha no direito de apontar o dedo na cara de um sacerdote de outro terreiro - que questiona, estuda, buscando novos conhecimentos e caminhando lado a lado com a Umbanda evolucionista – acusando a tudo e todos de detratores, hereges e outros adjetivos chulos que buscaram em outras religiões.

            Então a tradição está diretamente ligada à frase inicial “se deu certo até agora, continua fazendo assim”, e agora dá pra perceber que não se aplica essa frase para a Umbanda, ou pelo menos não se aplica na Umbanda que evolui juntamente com os homens.

            Não estou dizendo ou afirmando que os terreiros tradicionais estão errados! Pelo contrário, graças aos terreiros tradicionais que surgiram outros grandes terreiros com seus excelentes sacerdotes, que se basearam nos rituais dos primeiros para construir os seus. Foi graças aos primeiros sacerdotes de terreiros tradicionais que a Umbanda plantou suas primeiras sementes e ajudou a germinar uma geração de sacerdotes pesquisadores e escritores. Temos excelentes sacerdotes dentro de alguns terreiros tradicionais, trabalhando, estudando e lutando pela evolução da Umbanda. O grande problema está naqueles que não querem mudar ou aceitar as mudanças em nome de uma tradição. Estão errados aqueles que se julgam detentores do conhecimento enclausurado no próprio altar. Errados aqueles que querem morrer com o conhecimento sem querer compartilhar com ninguém.

            Se não fosse assim, ainda teríamos brigas e discussões acaloradas sobre sacrifício humano, que alguém, algum dia, já fez. E se não faz nenhum sentido matar uma pessoa em nome da religião - como ainda matam em alguns países - não faz o menor sentido falarmos de axé de sangue animal.

            Que axé o terreiro terá com a dor e o sofrimento de um ser vivo?

            Se há dúvidas sobre isso vamos pensar da seguinte forma: o plano espiritual trabalha juntamente com o plano material para construir e manter as energias que circulam no terreiro durante uma gira e assim, contemplar o maior número de pessoas, encarnadas e desencarnadas, possível.

            Há aqueles membros da corrente mediúnica que evitaram brigas, discussões, fumo, bebidas e outras coisas que possam prejudicar o dia da gira, justamente para evitar variações e dificuldades no nível de energia na gira.

            Com tudo certo, os guias trabalhando e os médiuns fazendo sua parte, o trabalho corre bem. Nisso entra uma pessoa com um animal amarrado, visivelmente amedrontado com aquela balburdia toda. A energia do animal está totalmente alterada, o nível vibratório da gira começa a se alterar. Algumas pessoas disfarçam, mas se comovem com a cena, baixando ainda mais o nível de energia. Os guias precisam se esforçar mais ainda pra aumentar o nível. Começa o corte. O animal injeta em todo seu corpo uma energia densa de tensão, terror e morte. Agora alguns guias têm de trabalhar para ajudar na “passagem” do animal para o plano espiritual. A energia da gira está completamente alterada.

            Com essa macabra descrição, acho que não é necessário discutir a eficácia do axé do sangue animal.

            Há outros rituais ou ideologias que ainda insistem em permanecer em alguns terreiros, mas nada se compara ao sacrifício.

            Algumas pessoas questionam, por exemplo, se um preto-velho sabe usar um isqueiro, se sabe o que é um carro, se conhece um computador, e outras tantas coisas que foram descobertas ou desenvolvidas após o fim da escravidão.

            São várias as incoerências e contradições.

Só os encarnados evoluem? O espírito fica no plano espiritual estagnado até poder reencarnar? O plano espiritual desconhece o que acontece com o plano material? Como o preto-velho não sabe usar um isqueiro mas sabe que o consulente vai conseguir um emprego? Desconhece a criação e existência dos carros, mas entende que o consulente pode se deslocar rapidamente de uma cidade a outra em caso de emergência? E por ai vai.

            É difícil quebrar algumas ideologias que estão enraizadas no fundo da alma, mas o caminho para cortar as amarras é o questionamento. Não aceitar as coisas que te dizem e te ensinam abaixando a cabeça e agradecendo sem saber pelo quê, mas ouvir com atenção, procurar entender e encaixar isso no ritual e, questionar se faz ou não sentido.

            Não há heresia nisso! Não existe pecado! Deus não vai aniquilar sua vida se não concordar com o que está sendo questionado. No máximo, alguém não gostará de seu questionamento, mas nesse ponto, se essa pessoa não souber responder, alguém saberá, e se alguma porta se fechar por causa disso, outras abrirão.

            Quem caminha na estrada da Umbanda questionando tudo o que vê, planta sementes de conhecimento para os que vierem atrás colher os frutos da sabedoria.

            Pode até ter dado certo até agora, mas não custa nada questionar pra ver se pode melhorar!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Captação de energia negativa pelos animais e plantas.

  
 
 Muitos acreditam que as plantas e os animais são como “pára-raios” e puxam toda carga negativa que foi direcionada a nós, humanos.
            Para discorrermos sobre esse assunto, vamos começar questionando alguns pontos básicos:
1.  A energia negativa que nos é enviada (inveja, olho gordo, ódio, cobiça, etc.) realmente existe?
2. Uma pessoa consegue matar uma planta e deixar um animal doente somente emanando esse tipo de energia?
3.   O que podemos fazer para nos proteger e proteger plantas e animais?
4.  Deus com sua bondade infinita permitiria que plantas e animais se tornassem nossos escudos de proteção para cobrir nossos próprios erros?
Todos os seres vivos possuem uma energia que envolve seus corpos e os mantêm vivos e a todo instante, parte dessa energia é trocada. Por um lado recebemos energia que está a nossa volta na atmosfera, que vem do Sol, que vem do centro da Terra, e que vem de outras pessoas, e por outro lado eliminamos o excesso de nossa energia despejando-a pelo caminho ou até mesmo em outras pessoas através do contato corporal.
Esta energia é moldada de acordo com nossos sentimentos, nosso humor, etc.
Sentimentos como inveja, ciúmes, raiva, ódio, entre outros, faz com que a energia fique sobrecarregada e densa, tornando-a nociva ao nosso corpo.
Ora, se constantemente estamos trocando nossas energias, parte dessa energia negativa carregada de sentimentos ruins também são eliminadas de nosso corpo impregnando nossa casa ou até mesmo a casa de outras pessoas que visitamos. Plantas e animais que estiverem próximos à presença de uma pessoa carregada com essas energias podem absorver um pouco disso.
As plantas absorvem a energia do Sol para realizar a fotossíntese e emitem energia para o meio ambiente e juntamente com a energia solar, elas absorvem energias emanadas pelas pessoas. Todo excesso de energia absorvida pelas plantas é descarregado naturalmente no solo, porém a área de solo que a planta utiliza para fazer esse descarrego tem de ser considerável, pois o próprio solo precisa de espaço para receber essa energia e eliminá-la.
Algumas pessoas utilizam vasos pequenos para plantas o que torna o volume de solo insuficiente para absorver o excesso de energia, por isso, pode acontecer de a planta murchar ou morrer, dependendo da quantidade de carga recebida.
Já com os animais acontece de outra maneira.
Os animais, assim como os humanos, absorvem as energias que vem por todos os lados e vão eliminando o excesso, mas tanto o gato como o cachorro percebe de longe quando uma pessoa está carregada. Normalmente o gato foge dessa pessoa se escondendo em um local seguro. O cão, mesmo sendo muito “bonzinho”, late sem parar pra pessoa e muitas vezes, sai de perto tentando se esconder em algum canto.
A pessoa que está carregada negativamente percebe que algo está errado com a reação dos animais e pode lançar um olhar de desagrado para eles, olhar este que também emite carga negativa para o gato ou o cão.
Essa carga negativa pode ser captada pelos animais, mas eles usam alguns truques para eliminar rapidamente essas cargas: esfregam o corpo nas paredes ou no chão, como se estivessem se coçando, tomam muita água ou mastigam grama, para acelerar o processo de troca de energia. Alguns cães latem muito, ou os gatos miam demais, pois a emissão do som também ajuda a eliminar essas energias.
Uma pessoa carregada negativamente pode emitir essa energia de maneira não-intencional ou intencionalmente. De maneira não-intencional ela transmite a carga cumprimentando, abraçando ou tocando outro ser vivo sem desejar seu mal, porém libera seu excesso de carga no toque. Intencionalmente, ele pode tocar a pessoa que deseja o mal e descarrega nela seu excesso de carga ou ainda essa pessoa dirige o pensamento para a outra e a carga é dirigida, sem precisar de contato físico e não importando a distância ou barreiras – o que liga uma pessoa à outra é o pensamento mútuo, é como se houvesse um cordão ligando-as, e através desse cordão é que passa a energia.
Então para proteger a nós e aos animais e plantas dessas energias negativas intencionais, devemos utilizar ferramentas próprias para isso.
Alguns pára-raios muito utilizados pelas pessoas são bem conhecidos, por exemplo: colocar em um copo com água um punhado de sal grosso e um elemento concentrador de energia (uma pedra, um metal, uma moeda, um pedaço de carvão, etc.) e deixar esse copo na entrada da casa; colocar uma fita vermelha na entrada da casa; colocar um espelho na entrada da casa; espetar barras de aço inox em um vaso com terra; etc. Não podemos esquecer que para “ativar” esses pára-raios devemos orar bastante durante o processo de montagem dos mesmos e mentalizar o que desejamos com isso. Essas ferramentas utilizadas para captar energia negativa sempre foram bem aceitas e normalmente funcionam de acordo com o desejado.
Com relação às energias negativas não-intencionais, devemos estar sempre atentos aos nossos atos, não responder aos pensamentos negativos como inveja ou rancor, por exemplo, estar sempre em sintonia com bons pensamentos e orar sempre que achar que a vibração não está boa. O uso de patuás, guias, colares, pedras nos bolsos entre outros, também ajuda a concentrar essas energias negativas evitando que pegue em nós.
Mas esse texto não foi feito apenas para descrever como nos proteger ou mesmo proteger aos animais e plantas.
Há muitos anos alguns guias diziam que “se um animal ou planta em sua casa não está bom, anda doente ou cabisbaixo, é porque te enviaram energia ruim e pegou neles”. Há um fundo de verdade nisso, pois sabemos que se recebermos uma carga muito grande extravasaremos parte dessa carga e há a possibilidade de passar essa carga aos animais e plantas. Note bem: somos nós quem recebemos a carga e, parte dela, pode ou não ser passada aos animais e plantas!
Um dos atributos divinos diz que Deus é soberanamente justo e bom, logo acreditar que a existência do animal e da natureza está meramente ligada à subserviência humana, vai contra essa definição divina.
Segundo a lei de ação e reação, o homem que causa um dano a outro tem de pagar por isso, logo, se está recebendo uma carga negativa é porque ele mandou uma carga negativa anteriormente. Os outros seres vivos recebem carga negativa, mas conseguem eliminar com muito mais facilidade que o homem, pois não estão pagando por nenhum débito anterior. Então todos os seres vivos estão susceptíveis as variações de energias, mas nem por isso podemos usar um animal ou uma planta para nos proteger da inveja!
Como poderia a Umbanda ser reconhecida como “religião que preserva a natureza” se, ideologicamente, usa um ser vivo para este fim?
É por isso que outros guias já vieram e nos ensinaram outras maneiras de proteger nosso lar e a todos que vivem dentro dele, usando materiais da natureza sem prejudicar nenhum ser vivo. Infelizmente algumas pessoas aprendem a fazer os pára-raios, mas ainda assim insistem em dizer que “o cão ficou doente porque algum vizinho jogou olho gordo na casa”.
O animal, a planta, assim como os humanos, estão evoluindo, um precisa do outro nessa evolução, mas não com subserviência, mas sim com cooperação e irmandade.

Utilizar animais para descarrego

Há várias formas de se fazer Umbanda, cada qual de acordo com o aprendizado e ideologia do sacerdote ou líder espiritual de cada terreiro, mas há um consenso entre todos de que Umbanda não utiliza o sacrifício animal sob nenhuma hipótese.
Infelizmente há alguns terreiros que fazem dessa barbárie uma prática de seus rituais, muitas vezes levados pela ignorância da falta de fundamento, seja energético ou espiritual, denegrindo a imagem da religião.
 Só os percalços da vida mostrarão, a esses algozes, os erros que estão cometendo.
Outra prática utilizada por alguns sacerdotes é o uso de animal para fazer o descarrego, sem imolá-lo.
Há vários processos utilizados, sendo que alguns dos mais conhecidos são: passar uma ave (galinha, pomba, codorna, etc.) no corpo da pessoa carregada para que a energia impregnada nessa pessoa passe para a ave e após o ritual, solta-se a ave no mato; nomear um cão ou gato com o nome da pessoa carregada para que todo quebranto ou mau-olhado vá diretamente ao animal; entre outros.
Essa prática é defendida com o argumento de que o animal elimina, de maneira mais rápida que o homem, toda a energia negativa, e não sofre com isso.
Vejamos se é assim que funciona.
Para conseguir uma ave é necessário comprá-la de um criador ou adquiri-la com algum vizinho que a cria, ou seja, são animais domesticados (por domesticado entenda-se que é aquele animal criado em um determinado espaço que depende de um outro ser, no caso o homem, para suprir suas necessidades básicas, como alimento e água), logo, ao retirar uma ave domesticada de seu espaço e soltá-la na natureza, é decretada sua morte, pois ela vai esperar que alguém lhe dê de comer e beber por não ter desenvolvido o instinto de procura e caça, além de que, a ave desencadeará um desequilíbrio no ecossistema por não pertencer a ele.
Ao direcionar cargas negativas a um animal (colocando nome, esfregando em um corpo carregado, magnetizando e direcionando energias, etc.), o animal receberá essa carga e sentirá, mesmo que momentaneamente, o “peso” da carga em seu corpo. Quem já recebeu uma carga negativa conhece bem os sintomas: mal estar, enjôo, dor de cabeça, entre outros até piores, ou seja, o animal também terá os mesmos sintomas dos seres humanos.
Ah! Mas o animal que estou direcionando a carga negativa está moribundo, logo estou fazendo um favor a ele – dizem alguns.
Perguntamos: trocou sua posição de religioso com a de Deus?
Só Deus sabe a hora de partida de cada ser vivo, e direcionando uma carga pesada sobre um corpo enfermo torna o ritual uma eutanásia.
Em todos os casos descritos acima, os olhos são fechados para as conseqüências em nome de prática ou tradição, o discurso de que está fazendo o bem em nome da Umbanda vai por terra ao analisarmos a dor e sofrimento dos animais.
Logicamente é mais fácil carregar a bandeira de que sempre funcionou, de que sempre vigiou o comportamento animal, de que a descarga é extremamente rápida para o animal e que ele nada sente, etc., do que procurar novas maneiras e métodos de se fazer um descarrego muito mais humano, consciente e com respeito à Umbanda.
O homem descobriu maravilhas com o advento do rádio e aparelhos sem fio, mas incrivelmente ainda não descobriu que pode muito controlar as energias, suas e de outras pessoas, com o pensamento, tanto para carregar quanto para descarregar. Que nem sempre é necessário o “toque” de algo para descarregar uma pessoa, e o principal: a Terra (nosso lar de encarnados) é um imenso pára-raios! Direcione todas as energias para a Terra que testemunhará maravilhas!
E a água?
A água é o maior bem que Deus nos deu! Ela tanto carrega quanto descarrega. Podemos e devemos utilizar a água em descarregos, usando, ou não, outros materiais como açúcar ou sal.
Ainda há outros meios ricos que descarregam todos os seres vivos como os óleos, pedras, cristais, minerais, folhas diversas e o passe magnético.
Quando começarmos a tratar os animais como nossos irmãos e auxiliares de jornada rumo à perfeição, aprenderemos a ter mais respeito por eles, não os usaremos mais para nosso benefício, mas para compartilhar com eles essa jornada.

Instrumentos que utilizam partes de um animal

Mostramos que é desnecessário e dispensável o uso de animais para descarregar uma pessoa ou servir de escudo para a mesma, porém há um outro ponto que é aceito por quase todos os umbandistas por falta de questionamento ou por comodidade: uso de pele ou couro animal como instrumento.
Muitos terreiros possuem atabaques e outros instrumentos de percussão. O atabaque e o pandeiro (se utilizado) são adquiridos com o couro de um animal (na maioria das vezes o couro é de gado ou caprino) para que possibilite a emissão do som por esses instrumentos.
Quem fabrica o atabaque ou outro instrumento de percussão fornece o couro animal por ser mais barato que um couro sintético, justamente porque esse couro é o “resto” de um processo onde toda a parte dita “nobre” de um animal já foi retirada para o consumo humano, daí seu preço baixo.
O couro sintético, produzido e fornecido por poucas empresas que encontram espaço para vender no Brasil por causa da elevada oferta de couro animal, é mais caro que o outro, mas apresenta vantagens maiores como o tempo de vida útil e uniformidade do produto (não há variações de tamanho e espessura de um mesmo modelo, como acontece com o couro animal).
A oposição para a troca entre um e outro couro não fica apenas no preço, mas também com a diferença sonora emitida de ambos.
Por ser utilizado por quase todos os atabaqueiros dos terreiros, o som emitido por atabaques com couro animal se tornou referencial aos ouvidos dos mesmos, o que torna a resistência pela mudança muito maior.
Toda resistência é normal. O ser humano busca estabilidade em tudo o que faz por saber que, da maneira que faz, dá certo e é cômodo. Deixa de existir a preocupação por novas buscas, sobrando tempo para fazer outras coisas, também estáveis.
Mas a diferença de som entre o couro animal e o couro sintético é tão grande assim?
Para os ouvidos calejados pelo som do couro animal há essa diferença, porém para a maioria dos umbandistas que não tocam os instrumentos, o som é idêntico.
Outra questão: se trocar um couro pelo outro, há perda de axé?
Vamos refletir sobre o axé do som do atabaque: do corpo de madeira do atabaque tem de sair um som grave que reverbere na caixa torácica de todos os participantes do terreiro, fazendo com que o ritmo cardíaco fique estável, nivelando por igual a sintonia de todos. Outro: os materiais que compõem o atabaque devem ser o mais natural possível para trazer o axé da natureza para ser misturado ao axé do som produzido pelo mesmo.
Com relação ao som emitido pelo atabaque, ao trocar o couro animal pelo sintético poderemos ter uma “leve” alteração sonora, mas independentemente disso, o som continua saindo do atabaque atingindo o objetivo de corrigir a sintonia de todos os filhos de fé.
Quanto aos materiais que compõe o atabaque, tudo é passado pela mão do homem, desde a madeira que deve ser cortada e lixada, até os parafusos e pregos de fixação. O couro animal também passa por um processo de limpeza e higienização, deixando de ser 100% natural, logo não há perdas significativas na troca de um material por outro, pois os componentes que são utilizados para se fabricar o couro sintético, de uma maneira ou outra, também vieram da natureza.
Concluímos que não há perda de axé, mas sim um ganho extra de axé por não utilizar um material resultante de uma morte.
A pequena alteração sonora será absorvida por todos num curto espaço de tempo, não sendo um empecilho àqueles que buscam tornar a Umbanda uma verdadeira corrente de respeito e amor a todos os seres vivos.

A tronqueira: com ou sem sacrifício?

Para a firmeza da tronqueira podemos colocar diversos materiais como: ferramentas dos Exus e Pomba-giras (tridente, espada, copo, taça, cálice, etc.), bebidas, padê (farinha de milho ou mandioca misturada com azeite de dendê), imagens, velas, pemba, charutos, cigarros, pedras, moedas, flores, etc.
A função desses materiais, se imantados e energizados para este fim, é a de captar energias negativas diretamente enviadas ao templo e aos filhos de fé, descarregando-as. Algumas bebidas, charutos, cigarros e o padê, por vezes são usados como oferenda ao povo da esquerda.
A tronqueira deve, ao ser aberta pela primeira vez no templo, receber todo um preparo para que se torne funcional ao ambiente. Alguns sacerdotes defumam o local onde será feita a tronqueira, riscam pontos de Exus e Pomba-giras, firmam com azeite de dendê, passam bebidas nas paredes e no piso, entre outros. Essa firmeza varia de acordo com a formação de cada sacerdote.
Cada material utilizado para se firmar uma tronqueira e posteriormente servir como para-raio, tem um axé próprio ligado diretamente de sua composição química.
Materiais de ferro ou aço servem como captador e direcionador de energias; bebidas são concentradoras e destiladoras; as velas queimam miasmas; e assim por diante.
A seiva das flores é excelente substituta do axé de sangue animal que era utilizado por povos ainda enraizados nas religiões antigas. O uso de sangue animal se torna então, desnecessário.
Mais desnecessário ainda é o uso de partes de um cadáver animal em uma tronqueira, pois outros elementos já estão definidos para fazer a mesma coisa que uma peça dessa serviria.
Algumas religiões que estão fechadas para o progresso mental e espiritual humano utilizam apenas o animal na tronqueira, ou o que eles consideram como uma, por não entender que os materiais podem ser trocados sem perder a função ou a firmeza desejada. Aliás, a troca de um cadáver por materiais e ferramentas, além de não prejudicar a firmeza, só contribui para a higiene do local, pois não emitem odores pútridos, não atraem insetos, animais peçonhentos e ratazanas.
Devemos também levar em consideração a falta de axé que um cadáver, ou parte dele, traz com a morte do animal devido ao sofrimento ao qual ele é exposto.
Resumindo, uma tronqueira tem firmeza e axé quando é feita com fé pelo sacerdote, possui as ferramentas necessárias para absorver e eliminar energias, quando possui os elementos que transmitem confiança, como as imagens, velas e flores, e quando é feita de maneira harmoniosa e de fácil acesso.
Feita nesse molde é inconcebível acreditar que Exus e Pomba-giras não aceitariam e não trabalhariam com uma tronqueira onde não houvesse restos animais. Como espírito que ilumina nossos caminhos, sua evolução espiritual acompanha, mais ainda, vai na frente, da evolução dos encarnados,  logo o povo da esquerda sabe muito mais do que nós o que é e o que não é necessário para seus trabalhos.
Abrir mão ou mudar algumas tradições não significa heresia, mas sim acompanhar a evolução humana e espiritual, mantendo respeito àqueles que fundaram as raízes dos templos.

Por: Newton C. Marcellino

terça-feira, 26 de maio de 2015

Hierarquias na Umbanda



            *Obs.: neste texto, todos os cargos anotados valem tanto para o sexo masculino quanto para o feminino, sem distinções.

            Para poder funcionar, de acordo com a expectativa religiosa e da sociedade, um terreiro se organiza hierarquicamente, segundo alguns parâmetros preestabelecidos, atendendo aos desígnios divinos e ao plano espiritual.
            Do ponto de vista humano, basicamente os terreiros estão estruturados da seguinte forma:
·         No topo, o sacerdote, que é o responsável pela estruturação das giras, da orientação aos consulentes, dos ensinamentos aos membros iniciantes e intermediários, entre outras funções;
·         Logo abaixo, os chamados “pai e mãe pequenos” que são aqueles que respondem diretamente ao sacerdote em sua falta, ajudam na orientação aos consulentes e ensinam aos membros iniciantes os fundamentos de Umbanda;
·         Em seguida, a curimba (formada pelos atabaqueiros,  instrumentista e cantores), as pessoas responsáveis pela cozinha, os responsáveis pela organização dos eventos do terreiro e aqueles que recepcionam os consulentes;
·         Na sequência, os médiuns da casa, formado pelos incorporantes e os cambonos.
·         E, por último, e nem por isso menos importante, a assistência, normalmente formada por parentes e amigos daqueles que trabalham no terreiro e pessoas da comunidade.
Para cada um dos níveis citados acima, dá para escrever páginas e páginas destacando importâncias, deveres e virtudes, não cabendo aqui.
Para ilustrar, vejamos hierarquicamente a estrutura de um terreiro:

Obviamente, essa estrutura varia de terreiro para terreiro, a ordem pode ser outra, as funções diferentes, os títulos diferentes, etc., mas é dessa maneira como enxergamos a estrutura.
Do ponto de vista divino e espiritual, a estrutura de um terreiro é vista de outra maneira: como um círculo, onde todas as funções e todas as pessoas são tão importantes quanto às outras.
Então, ilustrando a visão entre encarnados e desencarnados, temos:
Os encarnados vêem um terreiro hierarquicamente com uma pirâmide

Já para o plano espiritual, essa hierarquia é rotacionada, vista de cima, formando um círculo




onde todos os membros e frequentadores de um terreiro se igualam,e a soma do trabalho e da energia de todos é que permite que a gira seja possível e funcional.

Saber da visão espiritual em relação a um terreiro nos ajuda a perceber, e ter certeza, de que todos, sem exceção, são importantes em uma gira, e analisando mais ainda, ninguém é superior a ninguém, pois as diferenças são partes da organização dos encarnados. O sacerdote é tão importante quanto aquela pessoa sentada no último banco da assistência, pois ambos permitem que energias sejam trabalhadas através de seus corpos em benefício de todos.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Energias


Para um melhor entendimento, antes de entrarmos no assunto sobre energias, vamos discorrer sobre a “teoria do transbordamento”, onde pretendemos exemplificar a ação energética, sua mistura com outras energias e sua ação direta nos seres vivos.
Começamos com um pote completamente cheio de bolinhas amarelas.

Se adicionarmos mais bolinhas nesse pote irá provocar o transbordamento das bolinhas, seria como se estivéssemos enchendo um copo d’água: o copo comporta um volume máximo de água, mas se continuarmos colocando mais água ela transborda. Essa é a “teoria do transbordamento”.
Essas bolinhas possuem a propriedade de poder se misturar com bolinhas de outras cores, por exemplo, se juntarmos uma bolinha azul com uma amarela, teremos uma bolinha de cor verde.
Então, se jogarmos bolinhas azuis no pote de bolinhas amarelas, irá transbordar bolinhas de cor verde.
            Se continuarmos colocando bolinhas azuis no pote chegará um momento que todas as bolinhas dentro do pote ficarão verdes, pois todas as amarelas irão se misturar com as azuis.

Se não pararmos e continuarmos colocando mais bolinhas azuis, o pote ficará só com bolinhas azuis, pois não haverá mais bolinhas amarelas para misturar e as verdes também terão saído do pote.

Agora, se pegarmos um pote com bolinhas coloridas e jogarmos bolinhas azuis, de dentro dele sairão bolinhas coloridas, por causa da mistura das cores.
As bolinhas serviram de exemplo para entendermos como se comportam as moléculas de um corpo qualquer quando recebe energia: as moléculas desse corpo possuem uma carga de energia (como as bolinhas amarelas) e recebem energia de carga diferente externa ao corpo (como as bolinhas azuis), e o que resulta dessa soma de cargas é uma carga diferente (como as bolinhas verdes).
É assim que se comportam todos os corpos no Universo: uns trocam energias com outros, mudando constantemente a energia de cada corpo, recebendo e transbordando energias.

Todos os corpos no Universo trocam energias com outros corpos. Ao invés de potes, podemos imaginar estrelas, planetas e até seres humanos trocando energias entre si.



Os animais e os humanos possuem uma carga própria de energia (como no exemplo, bolinhas amarelas) mas, por possuírem sentimentos, eles conseguem manipular essa energia de acordo com o estado em que se encontram: se estão felizes, conseguem mudar a energia interna (tornam as bolinhas de amarelas para laranja), se estão tristes, também mudam a energia interna (tornam as bolinhas amarelas em rosas), se estão com raiva, também mudam a energia interna (tornam as bolinhas amarelas em vermelhas), e assim por diante. Há pessoas que mudam de sentimento a todo instante e por isso possuem energias variadas em seu corpo (bolinhas coloridas).
Os sentimentos dos homens e dos animais influenciam a energia interna de cada ser. As cores utilizadas no exemplo são irrelevantes.



Nesta introdução vimos, então que, um corpo possui uma quantidade de energia, mas se o meio externo emanar energias para este corpo, a energia será processada internamente e o excesso transbordará, podendo inclusive, ser emanado para outro corpo.


2.      A energia universal

O Universo emite infinitamente energia para todas as estrelas, planetas e satélites. Tudo no Universo possui capacidade de receber, processar e re-emitir essa energia de acordo com sua grandeza e potência. Quanto maior e mais potente, o corpo no universo emite com mais força, intensidade e distância a energia processada em si.
No sistema solar o maior e mais potente corpo que recebe e emite energia é o Sol, e por isso a Terra recebe grande quantidade de energia solar. A Lua também recebe energia universal e solar e emite boa parte de sua energia processada à Terra.
 O Universo emite energia para a Terra e para o Sol. O Sol emite energia processada em seu interior para a Terra.


A maior parte da energia que a Terra recebe vai diretamente para o seu núcleo, onde é processada com a energia das moléculas contidas no interior do planeta e posteriormente essa energia é emitida para a crosta terrestre, onde beneficiará tudo o que estiver ao seu alcance.

A maior parte da energia que vem do Universo, do Sol e da Lua, é processada no núcleo terrestre e posteriormente expelida para a crosta.


Os seres vivos recebem as energias terrestre, lunar, solar e universal. Todas essas energias, mais a energia vital, são as responsáveis pela vida na Terra.

3.      Energias nos seres vivos

Como vimos anteriormente, o ser humano e a maioria dos animais conseguem, além de processar a energia nas moléculas de seus corpos, inserirem vibrações positivas e negativas, de acordo com seus sentimentos, desejos e pensamentos. 

O ser humano recebe energia externa em seu corpo que será processada juntamente com suas moléculas. Vibrações positivas e negativas de seus sentimentos também são processadas com toda essa energia – é o exemplo do pote com bolinhas coloridas: o amor possui uma cor, o ódio outra, a felicidade e a tristeza outras cores e assim por diante.

            
O ser humano expele parte do excesso de suas energias ao meio externo. Como a energia que sai de um ser humano foi modificada em seu interior - dependendo de seus sentimentos, desejos e pensamentos – esta poderá afetar diretamente outros seres humanos com carga positiva (aquela que nos alimenta e carrega nossas células com boas vibrações) ou negativa (aquela que nos derruba e nos enfraquece). 

Os seres humanos emitem energia de uns para outros.

            Pela teoria do transbordamento, se um ser humano recebe continuamente energia positiva ou negativa de outro ser humano, ele transbordará energia positiva ou negativa respectivamente, e isso afetará diretamente em seus sentimentos, desejos e pensamentos, o que o tornará uma pessoa bondosa, pelo excesso de energia positiva, ou “amarga”, pelo excesso de energia negativa.

4.      Ligações por pensamentos ou ponte mental

            Muitos animais e os seres humanos, são dotados de inteligência e pensamento, e Deus permitiu que uns consigam ligar-se a outros por meio de seus pensamentos, criando uma “ponte mental” imaginária que interliga mentalmente cada um, de acordo com sua correspondência.
            Para provar que esta teoria da ponte mental funciona, temos diversos relatos de pessoas que afirmam que seus animais sabem exatamente a hora que estão chegando em casa; pessoas que sabem quando outras irão telefonar; pessoas que relatam que sonharam com outras e essas, por sua vez, entram em contato no mesmo dia, apesar de ficarem anos sem se falar; etc. Para esses e milhares de outros casos, a linha de pensamento de um ser se ligou com o outro ser, por isso houve uma comunicação mental.
            Essa ponte mental não depende de distâncias, depende apenas que um ser tente entrar em contato com outro que responda aos seus chamados mentais.

Mesmo à distância, um ser consegue se ligar mentalmente com outro através do pensamento: chamamos esse fenômeno de ponte mental.
 
            Através dessa ponte mental, conseguimos emitir energia. Vários seguimentos da Umbanda e do kardecismo estudam e desenvolvem meios de emitir boas energias aos doentes e aflitos incapacitados de comparecer a um terreiro ou centro espírita. Outras religiões também emitem boas vibrações através do pensamento para outros seres, em outros pontos da Terra, mas cada uma de acordo com seus dogmas.
            Transmissões de pensamento, ou telepatia, funcionam pelo mesmo mecanismo da ponte mental.
            Para ser completamente funcional, a ponte mental deve ser correspondida pelas pessoas envolvidas, ou seja, uma pessoa tenta transmitir uma mensagem para a outra e esta outra deverá estar receptiva para poder receber a mensagem – é algo parecido com uma pessoa telefonando para a outra, a comunicação só funciona se a pessoa atender, caso contrário o telefone ficará apenas chamando do outro lado.
            Então, quando sonhamos com alguém, muito provavelmente essa pessoa pensou em nós e estamos criando uma ponte mental. No caso dos animais, eles estão constantemente pensando em seus “donos”, ficam tentando se comunicar mentalmente, e assim que são correspondidos - por exemplo, o dono pensa em voltar pra casa para dar alimento para o animal – eles já sabem que em breve serão alimentados e ganharão carinho e, por isso, sabem que seus donos já estão retornando para casa.

Os animais sabem quando os seus “donos” retornarão, ou se estão passando mal, ou se estão felizes, alegres, etc., tudo graças à ponte mental que os liga.


            Porém, essa ponte mental também permite a emissão de energia positiva e negativa.
Algumas pessoas escravizam mentalmente outras somente com o pensamento: elas emitem pensamentos e vibrações ruins e são correspondidas mentalmente por outras, e com isso conseguem emitir carga negativa e “derrubar” aquelas que estão conectadas por laços de ódio (aquelas pessoas que passam o dia remoendo o passado com sentimentos de ódio e vingança contra outra pessoa está se conectando ou tentando se conectar com esta).
            Mas não podemos nos esquecer da infinita bondade de Deus que nos ensina como bloquear e não permitir que outros construam uma ponte mental conosco:esquecer e manter os problemas que aconteceram no passado lá no passado; perdoar, ou pelo menos tentar, aquele que nos fez algum mal; orar e fugir dos pensamentos ruins; manter nossa mente focada em um trabalho ou estudo; manter um círculo de amizades e corresponder a todos com alegria e bons pensamentos também ajuda a afastar a conexão com outras pessoas malignas. Esse bloqueio se torna possível por estarmos constantemente atraindo energia positiva.
            Os guias espirituais nos ensinam constantemente diversas maneiras de bloquear essas pontes mentais de ódio, basta prestar atenção aos seus ensinamentos.

Há diversas maneiras de bloquear a emissão de energia negativa de outras pessoas: uma delas é nos manter dentro de um círculo de energia positiva.


5.      Como os guias espirituais manipulam as energias

            Os guias espirituais sabem como manipular as energias positivas e negativas e direcionam-nas de acordo com sua vontade e poder – poder este limitado segundo a evolução mental e espiritual de cada guia.
            Na Umbanda, o meio mais forte e mais utilizado pelos guias espirituais para o direcionamento de energias é o ponto riscado. Ao riscar um ponto no chão, com seus simbolismos, o guia espiritual abre uma porta de passagem de energias entre o mundo material e espiritual e ainda entre as partes da crosta e o núcleo terrestre. Através dessa poderosa porta de energias que é o ponto riscado, há a movimentação de energia negativa para o núcleo terrestre e energia positiva para a crosta terrestre.
            As energias positivas ou negativas são visualizadas pelo guia espiritual que consegue retirar a energia negativa e colocar energia positiva em uma pessoa.
            Mas como o guia espiritual faz isso?
            Pela lei do “transbordamento”.
O guia espiritual consegue mentalmente movimentar e direcionar energias positivas para uma pessoa e o excesso de energia negativa que estiver com ela será eliminada naturalmente. É neste caso que entram as ferramentas utilizadas pelo guia espiritual. Um preto-velho quando pede que o consulente segure uma bengala ou um terço ou um rosário, faz isso porque sabe que o excesso de energia negativa que “transbordará” do consulente precisa ser direcionado para algum outro corpo, neste caso sua ferramenta de trabalho. Uma vez que a ferramenta esteja carregada com a energia negativa que veio do consulente, o guia espiritual direciona mentalmente energia positiva para a ferramenta forçando a saída do excesso negativo, e por isso ele bate com a bengala no chão ou joga o terço ou rosário no chão, para que o excesso seja direcionado para o ponto riscado, ou seja, o portal de passagem de energia.





O ponto riscado é um poderoso portal de passagem de energia. Os guias espirituais conseguem direcionar as energias por esse portal. Retiram energia negativa de uma pessoa e direciona para o ponto riscado e puxa energia positiva da Terra direcionando para a pessoa.


            Mas não é somente da Terra que o guia espiritual retira energias positivas. As energias podem vir, como ditas anteriormente, do Universo, do Sol, da Lua, do fogo, da água, dos ventos, dos cristais, de ervas, de pedras, etc. Todas essas energias possuem diferenças entre si, pois cada uma delas é processada de acordo com o meio em que foram submetidas: a energia solar é diferente da energia lunar, que é diferente da energia eólica, que é diferente da energia cristalina, etc.
            De acordo com as diferenças de energias é que o guia espiritual consegue fazer um determinado tratamento em uma pessoa enferma. O guia consegue direcionar exatamente, e na quantidade correta, a energia de que a pessoa necessita.

As energias podem vir de diversos meios: universal, solar, lunar, terrestre, eólico, cristalino, ígneo, aquático, mineral e vegetal.


            Somente os guias espirituais conseguem manipular essas energias?
            Não. Nós, encarnados, também conseguimos manipular as energias, porém não conseguimos visualizá-las.
            Vejamos como podemos manipular as energias:
·         Ponto riscado
            O ponto riscado do guia espiritual não é um portal que somente o guia consegue abrir e fechar, e seus simbolismos não foram desenhados ao acaso. Toda vez que um guia espiritual risca um ponto ele permite que o médium copie o desenho do ponto.
Quando o médium ou alguém próximo sentir-se com as energias baixas, pode ser riscado o ponto do guia espiritual. Não há a necessidade de incorporação neste caso.
Pede-se licença ao guia espiritual para riscar o ponto e reza-se durante o ritual.
A pessoa que estiver com a energia baixa deve ficar em pé (se for possível) em cima do ponto riscado ou pelo menos colocar uma parte do corpo em contato com o ponto riscado.
Pede-se mentalmente ao guia espiritual que faça daquele ponto riscado um portal de passagens de energias e que Olorum, Deus, permita que energia positiva seja carregada na pessoa através do ponto. Este é o momento que se deve firmar a cabeça e pedir com força para que as energias sejam movimentadas.
A pessoa receberá uma carga de energia positiva suficiente para extravasar energia negativa. Por ser um portal de passagens de energias, o ponto riscado emite energia positiva e absorve energia negativa automaticamente.

Posicionar a pessoa que está com energia baixa no ponto riscado: a troca de energias pelo portal de passagem é automático.


  • ·         Pedras, cristais, guias de contas, patuás, etc.
Mentalmente conseguimos direcionar energias positivas para objetos e com isso eles servem como meio para nos recarregar quando necessário.
Esses objetos podem ser carregados através dos guias espirituais, ou através do ritual do ponto riscado descrito acima, ou através de firmezas que fazemos aos guias espirituais, ou através do pensamento. Há outros meios de carregar os objetos positivamente, mas por ora, bastam esses.
Não podemos esquecer que estamos sempre utilizando a teoria do “transbordamento” para movimentar as energias, por isso, uma vez que utilizamos um objeto para nos recarregar estamos descarregando este objeto, pois estamos tirando a energia positiva que necessitamos dele. Assim que possível devemos recarregar positivamente o objeto.
·         Animais.
Nunca devemos utilizar animais para movimentar energias para nosso benefício pois isso é crueldade e não faz parte da Umbanda.
Não podemos esquecer que Deus é extremamente justo e bom, por isso não faria um ser para sofrer em nome de outro ser.
Por outro lado, se um animal de estimação não estiver bem ele pode ser tratado com o ritual do ponto riscado ou ser energizado através dos objetos descritos acima. Ajudar o próximo é um dever da Umbanda, não importando se o próximo é um ser humano ou um animal.