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sábado, 31 de outubro de 2015

Atividades Doutrinárias e de Desenvolvimento nos Terreiros


A opção religiosa pela UMBANDA quase sempre é precedida de muitas manifestações de preconceito, de ignorância e de intolerância. Em todos os campos de nossa vida em algum momento veremos pessoas se manifestando contra nossa opção ou querendo entender PORQUE nos tornamos MACUMBEIROS. 

A nossa trajetória espiritual é individual e intransferível e mesmo assim afeta direta e indiretamente tantas pessoas e por isso acabamos tendo que nos justificar, nos defender, tentar explicar essa opção, de foro tão intimo e que nos faz pensar em nosso livre arbítrio. O criador nos manda a TERRA para sermos felizes e a busca pela FELICIDADE é uma caminhada onde teremos nossos tropeços, erros, acertos, duvidas e a UMBANDA não é diferente das outras religiões quando tem como objetivo levar o ser humano ao seu AUTOCONHECIMENTO, as respostas espirituais de nossa origem e nossa missão enquanto encarnados. Poderíamos simplesmente fechar a cara, abrir a boca e dizer “SOU MACUMBEIRO, SOU UMBANDISTA, É UM ASSUNTO MEU E ISSO NÃO LHE DIZ RESPEITO” e ainda assim não colaboraríamos em nada na construção da tão sonhada IDENTIDADE UMBANDISTA. Outros não conseguem se justificar e irão usar o mesmo expediente. Mas aí estão as duas questões importantes?

Porque temos de justificar nossa opção? Porque as vezes não conseguimos justificá-la e ajudar na construção de uma identidade Umbandista? Porque nos faltam os ARGUMENTOS! Porque nos falta o DISCURSO POLÍTICO!

Somos considerados como RELIGIÃO há mais de 100 anos e nesses mais de 100 anos somos perseguidos. Por sermos médiuns, por sermos uma religião que mescla influências africanas, por nos pautarmos pela tolerância e pelo amor fraternal incondicional sem preconceitos, por não segregarmos, por acolher a todos. Representamos uma ameaça. Estamos adormecidos. Não reconhecemos a nossa força. E a nossa força está na nossa organização, está no desenvolvimento e na doutrina de nossos iniciantes, de nossos jovens para que amanhã, devidamente esclarecidos tenhamos um panorama mais favorável.

Porém o desconhecimento de nossa filosofia, de nossos dogmas e da nossa religião beneficia a muitos. Aos nossos inimigos reais, aos nossos perseguidores e aos FALSOS UMBANDISTAS, AOS FALSOS SACERDOTES que se utilizam do saber que NÃO TEM para prender na ignorância e na fé cega aqueles que amedrontados estão na religião por entender que a MEDIUNIDADE É UM ESTIGMA, UMA DOENÇA, UM PROBLEMA e somos obrigados a compartilhar de nossa energia numa casa de Umbanda ou Candomblé sob a ameaça de nossos ZELADORES, ORIXÁS , GUIAS E PROTETORES. Quantos em sua caminhada não ouviram de algum dirigente mal intencionado a frase” VOCÊ TEM QUE BOTAR BRANCO OU ENTÃO SUA VIDA NÃO VAI ANDAR, OU SEU GUIA VAI TE CASTIGAR” É preciso buscar pela VERDADE. 

A verdade LIBERTA e nos possibilita o poder de análise, o senso crítico e a escolha pela direção correta. A necessidade do estudo religioso é um fato real e isso está latente em todas as outras religiões, doutrinas e filosofias de vida como a Seicho No Ie, o kardecismo, a Igreja católica, protestante, etc.

Será que só na Umbanda o estudo não é necessário?

Será que o umbandista tem maior capacidade religiosa, cultural, humana, social e espiritual que as pessoas seguidoras de outras religiões por isso não lhe é necessário o estudo religioso? Nossa crença por sua origem ancestral e tradição ORAL pauta se na transmissão de conhecimento, na prática religiosa dentro do templo, vendo, vivendo e aprendendo tudo. Porém o mundo mudou e a informação hoje está acessível a todos em todos os níveis. Essa quantidade de informação apenas INFORMA, portanto não FORMA ninguém e por isso não aceito a forma como EMPRESAS comercializam o conhecimento espiritual via INTERNET e outros já oferecem CURSOS SUPERIORES DE FORMAÇÃO DE PAIS DE SANTO. Precisamos repensar a religião como PROCESSO como CAMINHADA na construção de um saber real e não VIRTUAL.

Por outro lado entendo que hoje só está na ignorância quem quer. 

E VOCÊ? CONHECE SUA RELIGIÃO? ESTUDA SOBRE ELA?

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Os Intolerantes

“Já que você deu licença pra esse Negro falar... Não duvida da cabeça que tem coroa ou cocar Nenhuma auréola resiste ao tempo sem se apagar Se não tiver a serviço de Deus ou de um Orixá. Nego velho vem de longe,minha crença tem estrada Moço exijo respeito a sua voz é malcriada Não seja tão leviano,respeite minha Aruanda Tem quase cinco mil anos de existência minha Banda. E as vezes corações que crêem em Deus, são mais duros que os ateus. E jogam pedra sobre as catedrais dos meus deuses Yorubás. Não sabem que a nossa terra é uma casa na aldeia, religiões na Terra são archotes que clareiam. Num canto da casa quem com fervor procura ajuda tem o archote de Buda pra iluminar sua fé, Lá onde a terra pouco verdeia,pra não se perder na areia, tem que ter lá na candeia a chama de Maomé.

Ah essa nossa terra é uma casa na aldeia, religiões na Terra são archotes que clareiam.(Clareia Zambi clareia...)""

Assisto com muita tristeza a pena da aspereza dilacerando a beleza de uma linda sinfonia. A aguarrás de juízes, ciumentos inflexíveis, descolorindo as matizes de uma linda pintura, só porque não gostam da assinatura!
Mas vai como uma bailarina, com a inocência de menina, dançando em volta do sol, a Grande Mãe Terra. Enquanto muitas nações, governos, religiões ensaiam a dança da guerra.

Ah na verdade a bola azul quase nunca foi amada; é sempre penalizada. Tem um trabalho enorme, dedicação e talento para preparar a mistura, juntar os seus elementos para dar forma às criaturas, e elas depois de paridas, desconhecem a matriarca e dizem mal agradecidas: que a carne é fraca.

E quando o planeta gera um Avatar, um iluminado assim como o Nazareno, tem logo quem se apresenta com conhecimento profundo e diz: não é desse mundo, só pode ser extraterreno.

Ah, é difícil entender porque é que o homem, até hoje, cospe no prato que come. Algumas religiões, não sei por qual motivo, dizem que a Terra é um território com vocação pra purgatório, não passa de sanatório... E que nós só seremos felizes longe dela, bem distante, lá onde os delirantes chamam de paraíso.

Olha, eu vou dizer na minha simples observação dia após dia, me perdoem a liberdade, mas religião de verdade mais parecida com a que Jesus queria, talvez seja a ecologia. Pra ela não tem fronteira e só reza um mandamento: preservação das espécies com urgência, sem adiamento.

Hoje, ela pensa nas plantas, nos rios, no mar, nos bichos. Amanhã, com certeza, com a mesma dedicação e capricho, pensará com muito cuidado nos meninos abandonados.

Ah, se ela tivesse mais força para sustentar sua zanga, evitaria com certeza a fome cruel de Ruanda.Ainda era uma menina quando a impertinência sangrou com a bola de fogo a pobre Hiroshima. Mas ela cresce, se instala como uma prece no coração das crianças,tenho muitas esperanças...

Eu tenho toda a certeza que o nosso planeta um dia mesmo cansado, exausto, terá toda a garantia e guardado por uma geração vigia, nunca mais verá a espada fria do Holocausto.

A intolerância eu repito, é a mais triste das doenças,não tem dó, não tem clemência. Deixa tantas cicatrizes nas pessoas, nos países, até as religiões, guardiãs da Luz Celeste, abandonam seus archotes para empunhar cassetete. E o que na verdade refresca o rosto de Deus, é um leque, que tem uma haste de Calvino e outra de Alan Kardec.Na outra haste, a brisa, que vêm das terras de Shiva,é uma dos franciscanos é outra dos beduínos. Não precisa ir muito longe... Jesus nasce entre os rabinos. É nego velho tá cansado,chegou entusiasmado pra cumprir o prometido, agora to meio perdido,mas fica por conta da idade,tá me faltando memória,já não falo coisa com coisa,perdi o fio da história,ah me desculpa minha gente,mas Alabê vai embora...”

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Botucatu: Associação de Umbanda é invadida por vândalos; imagens tiveram cabeças arrancadas

A Associação Espírita União da Umbanda, localizada na Rua Curuzu, no centro de Botucatu, foi alvo de invasão e depredação.

De acordo com informações do dirigente espiritual Matheus Francisco Pereira, nesta segunda-feira (26), um dos membros da associação foi ao templo fazer a limpeza e encontrou o local bastante danificado, com imagens quebradas, muitas delas com as cabeças arrancadas, como a de Iemanjá, por exemplo, outras destruídas no rosto, como São Jorge .

No total, mais de 15 imagens foram prejudicadas, além de uma faca e duas adagas terem sido furtadas. Alguns colares, chamados como Fios de Conta, também foram destruídos. “Os vizinhos disseram que ouviram barulho na noite de domingo, então acreditamos que foi quando invadiram o templo. É uma pena tudo isso que ocorreu, calculamos um prejuízo de R$ 7 mil”, lamentou Matheus.
A equipe do Leia Notícias foi acionada por um dos membros da Associação e encontrou ainda o local como foi deixado pelos vândalos. Alguns dos membros também foram ver como estava o tempo e muitos deles choravam ao encontrar as imagens quebradas e o prédio bastante bagunçado.

O dirigente espiritual acredita que a invasão tenha ocorrido pela rua da lateral do templo, a Rua Adolpho Lutz. No muro é possível ver marcas de tênis. “Algumas casas da vizinhança contam com sistemas de câmeras de segurança. As imagens já foram solicitadas e serão encaminhadas ao delegado. Fizemos um Boletim de Ocorrência e esperamos que o culpado ou os culpados sejam punidos”, completou.

Essa é a primeira invasão que a Associação Espírita União da Umbanda sofre, mas já foi alvo de outros ataques. “Durante os cultos, as terças e sextas-feiras, já fomos apedrejados algumas vezes, mas quando saíamos não encontrávamos os autores. Acredito que essas pedras e a invasão de hoje sejam ações, infelizmente, de fanáticos religiosos. Pessoas que tem preconceito, mesmo sem conhecer e sem saber o que é a Umbanda, e principalmente sem saber o trabalho social que nossa associação realiza. Ajudamos o asilo de Botucatu, temos projetos sociais, damos aulas de história e teologia, ajudamos famílias carentes e não pedimos nada em troca de quem vem nos procurar. A Associação é mantida pelos nossos 50 membros e contamos com toda documentação na Prefeitura e com alvará, tudo que é necessário”, apontou Matheus Pereira.

Outra ação dos bandidos, que chamou a atenção dos membros da Associação, é que o livro de registro dos cultos teve as páginas com os nomes dos frequentadores furtadas. “Achamos curioso, as páginas com os nomes foram retiradas do nosso livro e levadas. Esse foi um ato claro de tentativa de intimidação, mas não vão conseguir.  Agora vamos nos precaver, melhorar nossa segurança e instalar nossas próprias câmeras, mas isso não vai fazer com que deixemos nosso templo. A cada dia de culto recebemos cerca de 100 pessoas. São 200 por semana, quase mil por mês e estamos crescendo. Não será  isso que irá nos intimidar, mas queremos justiça”, afirmou o dirigente espiritual.

Cientistas comprovam a reencarnação humana


Cientistas comprovam a reencarnação humana
Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte.
Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.
Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.

Além do tempo e do espaço
Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.
Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.
É a consciência que cria o universo material e não o contrário.
Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.

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A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ele é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.
Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos
Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.

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O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.
Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existe devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.

Alma
Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário do que defendem os materialistas Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.

A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.

Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”

Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.

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Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.” Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.
Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que  esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”

Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.
E você o que acha? Concorda com Lanza?

Grande abraço!
Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.








segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Eu Te Compreendo


Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se entendeste mal a regra máxima "Amar ao próximo como a ti mesmo", esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.

Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: "Apressa-te!", "Não erres nunca!", "Agrade sempre!"; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um não quando necessário, em nada posso te ajudar. Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito: 

Eu te compreendo mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te! Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonastes a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti. 

Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!"; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar. 

Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria.

Somente através dele se encaminha o retorno à Paz. Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. 

Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são. 

Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá! 

Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia. 

Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida. E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor! 

A CAUSA É INTERIOR

O homem traz a semente de sua vida dentro de si mesmo.
O que quer que lhe aconteça, acontece por sua própria causa.
As causas externas são secundárias; as causas internas são as principais. Existe a possibilidade de uma transformação...
E que só você pode conseguir, basta querer...

domingo, 25 de outubro de 2015

Qual é a missão do Sacerdote de Umbanda?

Uma missão espiritual, mediúnica e sacerdotal, na maioria das vezes, é um compromisso assumido antes de encarnar. Uma missão como esta deve ser algo que dê um sentido para sua vida e para sua encarnação. É servir a algo maior que nós mesmos. Ter uma missão é sentir que existe algo muito especial a ser realizado por nós nesta encarnação. Claro, todos nascem com algo para realizar em vida. No entanto, o sacerdote nasce com a missão de conduzir e orientar pessoas.

Muitos se perguntam como saber ou ter certeza que têm mesmo esta missão? É muito simples, podemos começar dizendo que nunca será uma obrigação. Uma missão como esta é algo sentido no coração, é algo que se deseja e quer realizar, sem esperar nada em troca. Uma missão sacerdotal deve ser sempre um virtuosismo e, claro, “a virtude não espera recompensa”.  A missão sacerdotal é uma missão consigo mesmo, com o Astral, seus Guias, Orixás e com a Umbanda.

Mas antes de descobrirmos uma missão sacerdotal, em primeiríssimo lugar, descobrimos aptidão, interesse e inclinação pela espiritualidade para depois nos identificarmos com a mediunidade. Portanto, antes de conhecer e trabalhar sua missão sacerdotal, é preciso conhecer e trabalhar sua missão mediúnica. Estamos falando da Umbanda, uma religião mediúnica em que os sacerdotes são médiuns de incorporação. Apenas depois de alguns anos trabalhando como médium de incorporação desenvolvido o suficiente para dar passe e consulta, é que este umbandista pode assumir uma missão sacerdotal, o que deverá ser determinado e/ou confirmado por seus Guias espirituais. Mas não basta apenas este médium incorporar um Caboclo ou Preto Velho; antes de assumir uma missão sacerdotal, este médium deve incorporar os valores deste Caboclo, do Preto Velho, da Criança, etc.

O médium deve antes ser ele mesmo quem mais recebeu ajuda destes Guias, para então assumir uma missão junto dos mesmos para ajudar a muitos mais.  Sabemos que a missão mediúnica umbandista passa obrigatoriamente pelo fundamento mais básico da religião, muito bem definido por Zélio de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas: “a manifestação do espírito para a prática da caridade” e “ensinar a quem sabe menos e aprender com quem sabe mais”.  Mas, não podemos esquecer que cada um dá o que tem, cada um faz o que pode e cada um é o que é. Não se espera melancias num pé de laranjas.  Mas também podemos dizer que Deus capacita os escolhidos e que todos são chamados, escolhidos são os que se dedicam mais.

O que quero dizer é que fazer a caridade é importante, ajudar o próximo é bom, mas antes deve-se ajudar a si mesmo se tornando alguém melhor para si e para o próximo. Precisamos entender o que é a caridade, pois esta mesma caridade tem sido objeto de vaidade, quando muitos acreditam estar comprando um pedaço do céu com a sua “caridade”. A maior caridade que podemos dar e receber é a consciência de nossa vida e da realidade que nos cerca. Costumam alegar que incorporar espíritos para evoluir é caridade, como uma obrigação de trabalhar na Umbanda para evoluir, ou trabalhar com espíritos para que eles possam evoluir. Como se não houvessem outras formas e meios de nós ou os espíritos evoluírem.

Num primeiro momento, pode até parecer uma verdade, que esta é a missão: evoluir. No entanto, com o tempo, passa a ser moeda de troca; estamos barganhando nossa evolução e comprando um pedacinho do céu, ou de Aruanda, por meio de uma obrigação, ou trabalho forçado.

O ponto é que uma missão é algo que você faz sem esperar nada em troca, nem evolução, nem pedaço do céu, nem nada. Missão é algo que fazemos de graça e assim é com nosso Guias também, que trabalham por amor a nós e ao próximo. Mesmo as entidades de menos luz, quando estão trabalhando, é porque receberam algo de bom e querem compartilhar. Na Lei e na luz não se barganha, não se negocia doação ou entrega.

Me lembro de ter ouvido uma história em que um homem muito doente, ao ser tratado por Madre Tereza de Calcutá, lhe disse assim: “Madre, eu não faria este seu trabalho por dinheiro nenhum no mundo!”, ao que ela lhe respondeu: “Eu também não!”. Nenhum dos grandes mestres da humanidade, dos grande missionários, fizeram nada esperando algo em troca.

Por isso, uma missão é sempre um AMOR, algo que é inexplicável para quem não tem, não sentiu ou não viveu.  O sacerdote é quase sempre alguém que sente em seu coração que já recebeu muito da religião, que aprendeu, cresceu, viveu, se levantou e quer de alguma forma retribuir.

Mãe Zilméia de Moraes, filha carnal de Zélio de Moraes, dizia que a única diferença entre ela a os médiuns da corrente era a responsabilidade. O sacerdote é um médium de incorporação com mais responsabilidade, com mais atribuições.  O sacerdote, em sua missão, vai atuar como mestre e orientador e, dentro desta missão, talvez, o mais importante que ele tenha a realizar é ajudar cada um dos seus médiuns a encontrarem seus mestres pessoais. A grande missão deste sacerdote é criar ambiente e condições para que cada médium de incorporação consiga um contato real e verdadeiro com seus Guias espirituais. A missão do mestre pessoal, dos Guias espirituais, é ensinar seu médium a tornar-se mestre de si mesmo, o que quer dizer simplesmente ajudá-lo a aprender com a vida.

Quando chegar neste ponto, o médium não precisa mais de sacerdote, nem de religião. Ele abandona todas as muletas espirituais, deixa de ser um pedinte e então descobre que está na Umbanda por amor e não por necessidade, muito menos por obrigação.

A missão do sacerdote não é brincadeira e não pode ser banalizada ou profanada. Entre outras atribuições, podemos dizer que a missão do sacerdote é conhecer a si mesmo, conhecer melhor o ser humano, ser feliz, se autorrealizar e ajudar a todos em sua volta nestas mesmas questões.​






sábado, 24 de outubro de 2015

Reflexões sobre a Mediunidade

​A mediunidade não é um peso e sim um dom. Mas quando não sabemos como trabalhar com ela, pode se tornar um fardo. Muitos se sentem reféns de dores e sentimentos que se manifestam em seu corpo sem explicação científica, biológica, psicológica ou racional. Em muitos momentos da vida, sentimos que há algo de errado em nós, nos sentimos deslocados do mundo, sentimos que falta um sentido ou uma razão para nossas vidas. Sentimos “coisas” que não conseguimos explicar e, às vezes, parece que estamos ficando loucos.


Muitas vezes parece que temos distúrbios bipolares, tripolares, multipolares… Somos vistos como histéricos, desequilibrados ou  esquisitos, apenas porque vemos, ouvimos ou sentimos o mundo espiritual. Como diria Pai Ronaldo Linares: “Não estamos loucos, apenas descobrimos que somos médiuns”. Durante muito tempo a psicologia considerou os sintomas da mediunidade como se fossem os mesmos da histeria. Hoje sabemos que histeria não tem hora nem lugar para acontecer e muito menos pode dar um sentido para nossas vidas. Sendo assim, se a mediunidade fosse uma loucura, então seria uma loucura controlada. Somos loucos por Deus, somos místicos no sentido mais forte da palavra: aqueles que vivem uma experiência transcendental direta e visceral com o sagrado.



Afinal: a sabedoria que reside no sagrado é loucura para este mundo material e a sabedoria deste mundo é loucura para o sagrado e divino. (I Cor: 1:17) Ao nos descobrirmos médiuns, passamos a ouvir muitos dogmas e tabus que nem sempre correspondem à verdade sobre nossa mediunidade. Como por exemplo: De que todo médium tem um pesado karma para carregar. Que médium é um devedor da Lei maior. Que mediunidade é um caminho de sofrimento e dor. Que os guias espirituais ajudam a todos menos a seu médium. Que um médium deve ser um santo(a), casto(a), puro(a) e iluminado(a), como um avatar ou mestre ascensionado. Que médium está destinado a uma vida miserável, sem prosperidade. Que o médium assinou um contrato antes de encarnar e que agora deve cumprir seja lá o que for, que ele mesmo não sabe o que foi. Que uma vez desenvolvida a mediunidade, a pessoa passa a estar amarrada com a Umbanda e não pode sair mais desta religião. Etc… Enquanto, na verdade…



Mediunidade é oportunidade de viver a vida com mais qualidade, com mais sentido, com mais sentimento.



Mediunidade é oportunidade de contato com nossa família espiritual que nos ama e quer bem.



Mediunidade é oportunidade de vencer velhas dificuldades, superar apegos, curar dores e vícios.



Mediunidade é oportunidade de sair do caminho da dor e entrar no caminho do amor.



Mediunidade é oportunidade de nos libertarmos do peso do karma negativo desta e de outras encarnações.



Mediunidade é mais vida para nossas vidas.



Mediunidade é tudo isso e muito mais se for bem trabalhada, e pode ser um caos se mal trabalhada.



Por isso, precisamos, em primeiro lugar, desconstruir certos paradigmas desconexos com a realidade de uma mediunidade saudável. Não basta apenas cuidar do espírito. É necessária uma nova cultura, passar a ver a vida de um ponto de vista integral. O médium precisa se autoconhecer, precisa aprender a trabalhar suas dores, seus traumas, vícios e dificuldades. O médium precisa aprender a aplicar sobre si mesmo e sobre sua vida os recursos da Umbanda, antes de exigir ou esperar que seus guias façam pelos outros. O mais importante é querer se tornar alguém melhor, uma pessoa mais bacana para si mesmo e para os próximos e os distantes também.



Para conseguir desenvoltura mediúnica na religião de Umbanda, é importante que os médiuns conheçam o mínimo sobre o que é Umbanda, quem são os guias e orixás, o que é uma oferenda, o que são firmezas e assentamentos, o que é magia, o que são pontos cantados e riscados e etc. 99,9% dos médiuns são semiconscientes e entram em crise por acreditar que estão “mistificando”, não sabem se são eles ou os guias se manifestando.



Por esta razão, entre outras, é muito importante que o médium de Umbanda estude, aprenda e conheça o que é este dom divino que se manifesta por seu intermédio. 



√ ALEXANDRE CUMINO​

      






sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Não Abandones o Teu Posto de Serviço!

Reclamas veementemente das agruras e dificuldades do caminho para atenderes aos compromissos que te foram delegados pelo Alto, ante o posto de serviço que te foi confiado.

Sentes por vezes o desestímulo a te envolver diante das ingratidões que te chegam deixando-te questionamentos:
- Será que vale realmente a pena continuar distribuindo o que me repassam espiritualmente diante de corações tão insensíveis com os quais me deparo? Será que ninguém aprende nada?

Choras as incompreensões... quando não te achas alvo de uma trama bem urdida de intrigas e invejas dos que desejam te destruir.
- Destruir o que? O que é imperecível?

Adotas uma postura de isolamento, buscando dessa forma estar protegido dos dardos peçonhentos que porventura te enderecem e que te ameacem o teu equilíbrio físico, mental e espiritual.
- Se permaneceres assim te desequilibrarás muito mais. É junto do joio que o trigo floresce e não separado dele!

Reclamas, reclamas, reclamas...

Porventura já buscastes mudar a tua forma de mero expectador para te perguntares por que deténs um posto de serviço em tuas mãos?
Já passou pela vossa mente que tudo que vos acontece tem uma razão de ser para o vosso aprendizado moral?
Será que realmente largando teu posto de serviço encontrareis tranquilidade para viver?

Pensa, pensa, pensa...

O Posto de Serviço - a Tua Aldeia - no qual te encontras, é o teu ponto de apoio! É a tua âncora! A tua tábua de sustentação!
Se com Ele caminhas assim; imaginas sem Ele?
Sacerdócio é cruz abençoada de progresso e assim deve ser entendido! Nenhum mentor diz para o seu filho que a caminhada será fácil, sem subidas ásperas, árduas e íngremes! Porém sempre afirmamos que nunca será impossível!
Então para que tanto desalento? Para que tanto dissabor?

Quando assumiram as responsabilidades vocês podiam até não conhecer o percurso todo, como de fato ainda não o conhecem, mas, enganados não estavam! Coloquem vossos olhos para o Alto; o sorriso nos lábios; a alegria no coração e o serviço nas mãos e nos pés, porque é assim que age um guerreiro, sempre pronto e de atalaia para servir e se na Aldeia de cada um de vós algum filho não vislumbra esse pensamento, é porque ainda não se permitiu forjar o guerreiro íntimo! Sendo o tempo o melhor remédio para tudo.

Silencia as reclamações. Polícia o teu verbo e continua a caminhada.
As folhas caem das árvores, mas, a terra as transforma em adubo para que os pássaros voltem a cantar em uníssono.
Então, filhos e guerreiros (...) sirvam e passem. Não se detenham na marcha! A beleza do caminho está nas sementes que são lançadas e na hora certa elas florescerão.

Não parem para reivindicar concessões. Porém diminuam o passo quando for necessário para melhor servir.

E esse caboclo mais uma vez vos afirma: “não abandones o teu Posto de Serviço”, pois, nada fica a esmo. E se nenhuma nau fica à deriva, quem dirá uma Aldeia?

Saravá Seu Ogum Rompe Mato! (...) Oxosse os abençõe! 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Liberdade e libertinagem


Liberdade e libertinagem são dois conceitos relacionados e que muitas pessoas confundem. Os dois são fulcrais no processo de tomada de decisão do ser humano, e revelam atitudes diferentes dos indivíduos.

A liberdade consiste no direito de se movimentar livremente, de se comportar segundo a sua própria vontade, partindo do princípio que esse comportamento não influencia negativamente outra pessoa. De acordo com a filosofia, a liberdade é a independência, autonomia e espontaneidade do ser humano.

Por outro lado, a libertinagem é fruto de um uso errado da liberdade, porque demonstra irresponsabilidade, que pode prejudicar não só a própria pessoa, mas outras pessoas também. Quem age com libertinagem, revela não se importar com as consequências que o seu comportamento pode ter. Em muitos casos, a libertinagem é traduzida por uma ausência de regras. Desta forma, alguém que bebe e depois dirige, é um exemplo de alguém cuja atitude evidencia libertinagem, pois está colocando em risco a sua vida e a vida de outras pessoas.

A famosa frase "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro.", atribuída por muitas pessoas ao filósofo inglês Herbert Spencer, indica que a verdadeira liberdade respeita o próximo, e o seus direitos.

Na Bíblia, mais concretamente em 1 Coríntios 6:12, o apóstolo Paulo afirma: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma." Esta passagem revela que nós temos a capacidade de fazer muitas coisas, mas que nem tudo o que podemos fazer é bom, porque as nossas ações têm consequências.

Já a libertinagem assume uma mentalidade oposta: "Eu posso fazer tudo o que eu quiser, ninguém tem nada a ver com isso e ninguém pode me impedir." Um libertino é alguém rebelde, egocêntrico, embrutecido, escravo de todos os desejos que surgem na sua mente, e por esse motivo a libertinagem é a principal causa de barbaridades. A libertinagem escraviza e mutila o ser humano, enquanto o oposto - a liberdade - o capacita a ter uma convivência saudável com o seu próximo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Mãos que Curam


As mãos e os pés são nossos maiores instrumentos de contato com a força vital que anima o Universo. É justamente através destas partes do corpo que conseguimos receber e eliminar energias. São espécies de condutores que alimentam nosso corpo físico e astral. Reparem que quando esfregamos as palmas das mãos sentimos elas se aquecerem e através desta fricção vigorosa acumulamos mais energia. É instintivo: quando você se machuca, você automaticamente coloca a mão e aperta o local machucado como uma tentativa de parar a dor. E, realmente, a dor diminui. Daí, o passe magnético e outras terapias que utilizam as mãos para reequilibrar o ser humano e ajudar na cura de muitas doenças.
Já é fato que o corpo físico adoece depois que a energia vital fica reduzida. Esta diminuição de força se dá pelos mais diversos fatores, como angústia, raiva, inveja, remorso, ódio e uma série de sentimentos que ampliam a energia negativa. A pessoa triste e deprimida está mais suscetível de adoecer do que uma alegre e feliz. 

Este instrumental natural, que é a energia emitida pelas mãos, é utilizado na tentativa de reequilibrar o campo energético e favorecer a cura de doenças físicas e emocionais. O mesmo acontece com os chamados passes magnéticos utilizados pelos espiritualistas. Normalmente eles banham as mãos em soluções de água com sal grosso, para a limpeza energética, e depois fazem movimentos de limpeza e muitas vezes sem mesmo tocar a pessoa que recebe o passe. A falta do contato físico se explica porque a energia emitida pelas mãos tenta reequilibrar o campo magnético da pessoa, que pôr sua vez, fortalecido, irá ajudar nos processos de cura do corpo físico. Na umbanda usa-se também os passes magnéticos em sessões de descarrego, eliminando energias ruins e carregadas que acabam com o tempo adoecendo as pessoas.

Em quase todas as religiões, o restabelecimento da energia através das mãos é um dos principais instrumentos de cura. Experimente quando estiver tenso ou sem energia, fazer uma fricção vigorosa das mãos e ir passando da cabeça aos pés como se estivesse limpando seu corpo. Comece pela cabeça, desça para os ombros, braços, tórax, pernas, sempre no sentido de cima para baixo. Simultaneamente respire forte e expire com a mesma intensidade. Seu corpo ganhará mais vigor e o cansaço acabará se reduzindo.

A CURA ATRAVÉS DAS MÃOS

Polaridade

O equilíbrio de polaridade energética é um método simples e eficiente usado para causar um profundo relaxamento curador. Empregando as correntes de força vital que naturalmente flui através das mãos de todos, podemos aliviar e equilibrar a energia de outra pessoa. Enquanto essa energia está fluindo livremente, experimentamos paz, alegria, amor e saúde. 

FORÇA VITAL

A força vital é uma forma sutil de energia eletromagnética. É a corrente animadora da vida e uma realidade fisiológica no corpo. 

Através dos séculos, a força vital tem sido rotulada com diferentes nomes por muitos povos. Não se trata de uma descoberta recente. 

Cristo a chamou "luz"; os russos, em suas pesquisas psíquicas, chamaram-na energia "bioplásmica"; Wilhelm Reich referiu-se a ela como "energia orgone"; os jogues da Índia Oriental chamam-na de "pran" ou "prana"; Reichenbach falou dela como "força ódica"; para os Kaunas, ela é "mana"; Paracelso chamou-a "munia"; o termo comum chinês é "chi" ou "ki"; manuscritos alquimistas falam de "fluido vital"; Eeman descreveu-a como "força x"; Bruner chamou-a energia "biocósmica"; Hipócrates chamou-a "vis medicatrix naturae" (força vital da natureza).

Ela também tem outros nomes, como bioenergia, energia cósmica, força vital, éter do espaço, etc. E é certo de que há inúmeros outros. Para simplificar, referir-nos-emos a ela como força vital, ou simplesmente “a energia”.

A força vital flui através do corpo como se estivesse seguindo um sistema circulatório invisível, carregando toda célula no seu caminho. Esta corrente de energia pode tornar-se enfraquecida e parcialmente bloqueada devido ao cansaço. 

No equilíbrio de energia através da polaridade, as técnicas de toque físico e não-físico são usadas para mandar energia através de todo o organismo para abrir os pontos bloqueados. Isto restabelece o fluir natural e o alinhamento da força vital através do corpo.

Energia é energia. Não há energia má - somente energia bem dirigida ou mal dirigida. A polaridade direciona a força vital ao longo do seu caminho natural para diluir os "nós" de energia causados por excessos emocionais e físicos. A polaridade é, pois, um relaxamento curador em todos os níveis.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Por Que Culpar os Orixás e os Astros?

É muito comum vermos algumas pessoas culparem os orixás e os astros, dizendo que só porque é “filho” de tal orixá, ou porque possui tal signo, tem esses ou aqueles defeitos ou qualidades. É bem comum encontrar pessoas que, quando estão nervosas, por exemplo, dizem que isso é por conta de ser filho de Ogum, ou então dizer: “eu estou impaciente porque eu sou Ariano”. Ou seja, é comum dizer que, de certa forma, a culpa não é nossa e, sim, dos orixás ou dos astros dos quais temos alguma regência. A questão é que, quando nós encarnamos, carregamos em vida determinadas qualidades e defeitos que conosco aqui estão para trabalharmos cada um deles. Veja bem, as qualidades e defeitos que o FILHO possui, e não o Orixá.

Uma qualidade do filho de Ogum, por exemplo, é ser uma pessoa que tem um espírito de liderança e seu ímpeto é bastante evidente, porém, um dos defeitos do filho de Ogum é ser impaciente e irritado, bem semelhantes às características do signo de Áries, que possui esses mesmos defeitos e qualidades, mas isso não justifica você colocar seus defeitos nos orixás ou nos astros. E aí cabe uma pergunta: por que, quando se trata das qualidades, nós queremos identificá-las como nossas e não como sendo do Orixá ou de Áries? Só que, quando falamos de defeito, dizemos justamente o contrário: “Isso é coisa do meu Pai de Cabeça”.

O que temos que fazer é pararmos de colocar nossos defeitos e qualidades nos Orixás e começarmos a nos trabalhar. Devemos entendê-los e entender que tanto as qualidades quanto os defeitos fazem parte daquilo que nós precisamos lapidar para sabermos lidar com nosso ego e buscarmos uma forma de encontrar nosso equilíbrio interior. Para, então, finalmente, resolvermos aquilo que está pendente em nossa vida. A partir de agora, pense bem antes de colocar a culpa nos Orixás ou no seu signo astral, pense que você tem um trabalho a realizar. Para cada ato seu, a consequência também será somente sua; seja um defeito ou uma qualidade, ambos devem ser equilibrados e trabalhados, ambos devem ser colocados como algo a se pensar, refletir e meditar sempre; sejam essas ações positivas ou negativas, jamais devemos colocar a culpa nos outros, nos astros, nos orixás ou muito menos em Deus. 

Para lhe ajudar nesse processo, pegue um caderno e separe uma folha em duas partes: uma para os seus defeitos e outra para suas qualidades. Coloque-os no caderno e reflita sobre você, analise o seu dia-a-dia e a você mesmo, e sempre que se lembrar de alguma outra qualidade ou defeito, anote novamente neste caderno. Faça esse exercício durante 30 dias e pense em como mudar e melhorar certas características suas. Perceba o quanto você age de forma inconsciente. Pare, pense e medite sobre seus defeitos e, acima de tudo, aceite-os para que não se tornem algo maior e pior. Pense também nas suas qualidades de forma positiva, trabalhando-as com humildade e não deixando que se tornem uma arma para o seu ego, provocando arrogância e soberba. Depois disso, simplesmente agradeça a Deus, aos orixás e aos astros por terem lhe dado a oportunidade de buscar o equilíbrio e a conscientização do seu ser.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Como Devemos Encarar a Ingratidão na Umbanda?

Uma das primeiras lições que aprendi na Umbanda foi a de que não devemos cobrar a gratidão das pessoas que buscam ajuda nos terreiros.

Mas por quê? Se a ingratidão é algo tão reprovável?

Dói auxiliar alguém e nem receber um obrigado. Há aqueles que só vão à gira em busca de seus interesses pessoais e quando alcançam seus objetivos nunca mais aparecem.

Mesmo entre nós médiuns existem esse comportamento. Só sabemos pedir e nunca estamos satisfeitos. Sempre queremos mais. Mas quando a Umbanda precisa de nossos préstimos, temos sempre uma desculpa na ponta da língua.

Pois bem, se a ingratidão nos faz tanto mal, não seria justo reprovar essas pessoas?

A resposta é NÃO.

Pois já recebemos o pagamento antes mesmo de realizarmos os trabalhos nos terreiros. Não temos o que cobrar, já fomos pagos.

É isso mesmo. Já fomos pagos. Diferente dos homens, DEUS paga sempre adiantado.

Vejamos:

Ele nos deu a vida.

Nos deu a inteligência para que pudéssemos discernir o certo do errado.

Nos deu a visão para que pudéssemos contemplar esse planeta maravilhoso.

Nos deu a audição para que pudéssemos ouvir o canto dos pássaros, o som do mar, dos ventos, da chuva.

Nos deu as mãos e os braços para que pudéssemos trabalhar.

Nos deu os pés e as pernas para que pudéssemos caminhar.

Nos deu o alimento para matar nossa fome.

Nos deu água para matar nossa sede.

Nos deu o ar para que pudéssemos respirar.

Enfim, nos deu todos os recursos para que pudéssemos viver.

Deu tudo isso e muito mais. E continua nos dando ao longo de nossa existência.

E quanto nós pagamos por isso?

A resposta é NADA.

Por isso já recebemos nosso pagamento adiantado. Não há o que discutir.

A Umbanda é uma das vias mais perfeitas para que possamos retribuir essa dádiva.

Quando trabalhamos no terreiro praticando a caridade, estamos apenas retribuindo aquilo que recebemos. Por isso não podemos cobrar nada de quem nos procura. Nem cobrar em dinheiro nem cobrar um “muito obrigado”.

Quem se propõe a fazer a caridade não deve esperar pela gratidão.

domingo, 18 de outubro de 2015

Imediatismo

Meus fios, muito tenho a dizer sobre crescimento, evolução, amor, compaixão, caridade e aceitação. Mas infelizmente muitos não estão preparados para entender a grandeza dessas virtudes. Vemos muito isso nos Terreiros, quando as pessoas procuram os Guias para resolver seus imediatismos materiais e emocionais. Essas mesmas pessoas não querem ouvir sobre reformar-se interiormente, nem tão pouco se esforça para entender sua provação e aceitar com resignação e luta. Querem trabalhos feitos, despacho na encruza, pagam o que for preciso para terem suas vidas “endireitadas” de acordo com o esperado.

Isso me faz recordar, há tempos, uma irmã que chegou no Terreiro pedindo ajuda, dizendo que estava sofrendo ameaças de morte. O desespero era tanto, que chorava compulsivamente. Pude ver em seu campo áurico muita sujeira e miasmas astrais, a maioria gerado por ela mesma. Obsessores a influenciavam, enfraquecendo suas energias vitais, o que a deixava mais vulnerável e esgotada. Não tinha dúvida, todo sofrimento que estava passando foi atraído por ela mesma. Estava registrado em seu corpo espiritual toda impureza de pensamentos, atitudes e sentimentos negativos cultivado ao longo dos anos. Na verdade, não tinha nenhum perigo correndo a essa irmã, mas suas perturbações eram tão grandes que se sentia perseguida por pessoas encarnadas.

Fumando meu cachimbo, baforava em sua direção, na intenção de aliviar tamanha densidade que essa irmã trazia. Falei muito sobre Cristo e o Evangelho; fiz alguns trabalhos de queima de energias deletérias, acalmei seu coração, transformando as vibrações desequilibradas com que chegara. Enquanto isso, equipes espirituais resgatavam alguns irmãos obsessores para serem tratados e esclarecidos. Mas essa irmã precisava de tratamento prolongado, foi quando pedi para que fizesse os tratamentos espirituais, ela concordou e disse que faria tudo que pedisse desde que sua vida mudasse imediatamente. Então falei que isso era impossível, pois mudanças não acontecem da noite para o dia, principalmente, quando essa mudança depende do próprio esforço. Preta véia sentiu certo desprezo e desconfiança vindo dela, pois em sua cabeça a Umbanda era para resolver os problemas rápido e não evangelizar e conscientizar; era para o Guia pedir alguns materiais, uma quantia em pataco para ser executado o trabalho e pronto, o mais tardar em uma semana tudo seria resolvido.

Quanta ilusão quem pensa dessa maneira, quanta ilusão quem procura a resolução de seus imediatismos através de magia mal direcionada. Poucos são os que procuram crescimento interior, aceitação de Deus na vida, pois quando se aceita Deus, também aceita suas provações, entendendo que elas servem como meio de crescimento e resgate. Sinto pena dos fios que largam a essência divina, por impaciência, pois estão procurando cortar caminho na busca do resultado rápido, por meio de magia desprendida de merecimentos e isso não existe. Existe à aparente calmaria, pois alguém mau intencionado está segurando sua cruz por um tempo, mas ela retornará e com certeza mais pesada que anteriormente. Então não se iludam fios de Zambi, o melhor caminho é o do amor e aceitação dos desafios que a vida apresenta, se fortalecendo pelas mãos amorosas do Pai.

Antes dos fios encarnarem, escolheram o gênero da provação a passar na Terra e todos aceitaram aliviados de ter a oportunidade de estarem aqui. Então aproveitem enquanto há tempo, a encarnação é um momento precioso para quem busca crescer.

A irmã que não aceitou os tratamentos que propus, saiu do Terreiro com a intenção de buscar um lugar “forte”, ou seja, buscar o imediato. Confesso que ela achou um lugar onde satisfez seus anseios e sua vida melhorou por um tempo, repito, por um tempo. Hoje está novamente sentada na assistência esperando ser atendida, com uma diferença, a sua cruz está mais pesada que o primeiro dia que a vi, mas em seu coração cansado existe à vontade e a conscientização em modificar-se, pois a semente que plantei na primeira vez que conversamos ficou em sua terra árida, esperando ser adubada e aguada, agora chegou o momento de trabalhá-la. Assim como ela, nos deparamos constantemente com pessoas que entram nos Terreiros em busca de pouco esforço, mas quando deparam-se com Casas sérias e não conseguem o imediatismo que vieram buscar, julgam fraco e saem à procura de lugares que atendam seus anseios e vaidades. A esses fios, a carne fala mais forte, o apego material e sentimentos superficiais ainda os escravizam, precisando sentir na própria pele que, quem não vem por amor, um dia vem pela dor.

Meus fios, Terreiro forte é aquele que está no encalço de Jesus, aquele que lhe fornece ferramentas para seu crescimento, lhe dá esperança e lhe mostra que a fortaleza está dentro de cada um. A Umbanda, sendo uma religião, lhe oferece as armas evolutivas e se alia ao seu crescimento, mas precisa ter a força de vontade do fio. É como um médico que faz tratamento em seu paciente toda semana, mas o paciente por sua vez, não faz o recomendado fora; seu estado de saúde nunca terá uma evolução, ficará na mesmice por falta de seu esforço e com o tempo o tratamento do médico não terá mais efeito, agravando a doença. Isso se chama livre arbítrio, você escolhe seguir lutando, fortalecendo seus valores espirituais, ou se entregando aos becos ilusórios. Sua vida está em suas mãos e tem muitos torcendo por sua degradação, mas têm muito mais, lutando para a sua ascensão. Se o paciente cumprisse sua parte, com certeza, estaria gozando de saúde ou amenizando sua dores.

Não se enganem meus fios e acreditem, tem mais Zambi a dá do que o diabo a tomar. E a Umbanda dá aos fios cansados dos caminhos tortuosos e que buscam por uma espiritualidade sincera, todo material para construção de sua estrada que levará ao Pai.

A Umbanda é magia, nas danças, nos cantos, nos trabalhos dos Guias, na defumação, nas oferendas, nos passes, nas grafias, na utilização dos elementos da natureza, na manipulação de energias, trazendo aos fios por meio destas a corda que vai tirá-lo do buraco, agindo de acordo com as Leis Divinas.

A Umbanda é conscientização, onde se obtém o conhecimento do espírito, conscientizando-o da busca incessante da evolução por meio do estudo e do esforço...

A Umbanda é religião, onde religa seus laços com Deus.

A Umbanda é amor, virtude primordial para ascensão.

A Umbanda é hospital, onde cura e alivia seus fios.

A Umbanda é caridade, a manifestação do espírito, dos médiuns e de todos que trabalham no conforto e alivio de irmãos necessitados.

A Umbanda é paz.

A Umbanda é luz.

E finalizando, a Umbanda é evolução e não macumba.

Vovó Branca de Aruanda
Mensagem recebida por Mãe Kátia 
Mãe Pequena do T E Cruzeiro da Luz Cabana do Caboclo Rompe Mato