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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

2016...


Mais um ano está se encerrando e junto com ele ficam as histórias vividas, os aprendizados, as dores, os sorrisos, a palavra não dita, a memória gravada, a doce lembrança com pessoas queridas e todos os desafios que preencheram cada uma das horas de 2015.
À todos os leitores do nosso blog e à todos aqueles que buscam ser a luz mais linda que possam ser, desejamos um 2016 abençoado! Que possamos pisar nele com confiança, agradecendo cada dia, vivendo o presente e, um dia de cada vez, escrevendo a história de um ano que está proporcionando 365 novas oportunidades de sermos genuinamente felizes. Que a leveza te toque a cada novo amanhecer, que o trabalho seja visto como uma dádiva e uma diversão; que os descansos sejam valorizados e sejam fontes inesgotáveis de momentos de amor e carinho com os nossos queridos; que quem a gente ama possa saber disso mais frequentemente e, que quem nos faz mal – da forma que for – saia de nossas cenas deixando apenas os aprendizados.
Compartilho esse texto lindo lindo de Martha Medeiros para que possamos, nesse novo ciclo, concentrar nossos focos em nós mesmos e para que, em 2016, sejamos donos com propriedade de nossa luz, poder e de nossos destinos!


A ORAÇÃO DO ANO NOVO

Chegou ao fim. Acabou. O ano virou a esquina. Não volta nunca mais.
Assim como as oportunidades perdidas, os beijos não dados e as palavras não ditas que nele ficaram e nele naufragaram no limbo do passado.
Para deixar saudade. Para deixar arrependimento. Para deixar alívio. Para deixar.
O que foi feito, foi feito. O que foi sentido, foi sentido. O que foi vivido, foi vivido.
O que não foi, virou poeira.
E da poeira, virou pretérito.
E do pretérito, virou esquecimento.
Enquanto um ano dá adeus, o outro já nos atropela.
E ele chega sem pedir, ele chega sem permissão, ele chega sem bater na porta.
Ele chega sem que tenhamos tido tempo de engolir o último.
Sem pausa, sem recesso, sem férias.
365 chances velhas são perdidas para que 365 novas sejam ofertadas.
E sabe o que eu espero do ano novo?
Eu não espero nada.
Eu espero muito é de mim mesma.
Eu espero doar sem me preocupar se vou receber.
Eu espero ser para o mundo sem me preocupar se o mundo me será de volta.
Eu espero ser a melhor versão de mim mesma.
Eu espero ser a pessoa que o meu cachorro acha que eu sou.
Eu espero que os meus braços sejam grandes o suficiente para abraçarem as oportunidades que a vida me atirar.
Eu espero ser sábia para conseguir dar valor ao que realmente for de valor e me desligar do que não.
Eu espero ser esponja para o que for amor, luz e calmaria.
Eu espero ser repelente para o que for nebuloso, amargo e baixo.
Eu espero ser cura. Mas também vício.
Eu espero ser santa. Mas também puta.
Eu espero ser céu. Mas também inferno.
Eu espero ser mar. Mas também lava.
Eu espero ser muitas enquanto for só eu mesma.
Eu espero resolver as questões que deixei em aberto.
Eu espero fechar os ciclos de ontem para dar espaço aos de amanhã.
Eu espero deixar o passado passar.
Eu espero fazer as pazes comigo mesma.
Eu espero me deixar carregar pela correnteza da vida.
Eu espero que existam segundas chances.
Mas espero não precisar delas.
Eu espero seguir em frente.
Mas espero saber que o que importa é a direção e não a velocidade.
Eu espero que não esperem.
De mim Por mim.
Eu espero saber esperar.
Dos outros. Pelos outros.
E sabendo esperar, eu espero nada esperar.
Assim eu espero.
Feliz 2016!
Amor, luz e consciência. Sempre!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Anhangá – O Espírito Protetor das Matas.


O povo Tupi chamava de Anhangá todos os espíritos desencarnados que ainda estavam presos no plano material. A maioria atormentando os vivos, pregando peças e assustando-os. É associado a um dos animais míticos dos indígenas, chamado Suassatinga ou Suaçutinga (os outros são, Guaraxaim, Yibioia e a Yawara).

O Anhangá é comumente retratado como um veado branco, de tamanho atroz, com olhos vermelhos da cor de fogo. Porém ele pode assumir diversas formas, dentre elas a forma humana, a forma de tatu, a forma de um boi ou a forma de um pirarucu.

Ele é o protetor da natureza e persegue todos aqueles que caçam de forma indiscriminada, punindo quem caça filhotes ou matrizes que estão nutrindo suas crias. Os índios diziam que quando ele estava se aproximando era ouvido um som de assobio estridente, fazendo com que a presa fugisse pra mata. Quando pune alguém pode iludir o mesmo para que o caçador tenha visões, chegando a confundir seus entes queridos com caça e ferindo-os ou até mesmo matando-os. Alguns ainda são vítimas de febre alta e até mesmo chegam a loucura.

Porém, o Anhangá sabe que a natureza precisa de equilíbrio, logo quando a caça é para a alimentação de subsistência, então ele pode até mesmo auxiliar quem está caçando, se o caçador lhe fizer uma oferenda de tabaco, na mata.

Existem relatos tanto de José de Anchieta quanto de Manoel da Nóbrega a respeito desse mito indígena. Claro, que os jesuítas ao perceberem o temor que os índios nutriam por essa entidade o associaram imediatamente ao diabo cristão. Porém, se formos analisar, o Anhangá é um agente mantenedor da harmonia e do equilíbrio na natureza.

Na cidade de São Paulo, encontramos uma região chamada Anhanguera, onde passa um rio – hoje subterrâneo e canalizado – de mesmo nome. Esse nome é devido a crença dos nativos ameríndios de que esse local era a morada de um espírito (anhangá) velho (guera). Logo, a região e o rio tem o nome do espírito matreiro que era seu encantado natural.

Câmara Cascudo, narra em um de seus textos sobre o Anhangá:

“PODERES DE ANHANGÁ VERSUS ASTÚCIA DOS CAÇADORES
O Anhangá traz para aquele que o vê, ouve ou pressente certo prenúncio de desgraça, e os lugares freqüentados por ele são mal-assombrados.

Quando assobia a caça e a pesca desaparecem por encanto.

Existem caçadores e pescadores astutos que, tão logo reconheçam seu assobio, com ele compactuam para uma boa caça ou pesca oferecendo-lhe tabaco.

“Meu compadre me dê uma boa caça, que lhe presenteio com um pouco de tabaco”.

Se a pessoa for atendida, dever cortar uma vara, rachar sua ponta e nela introduzir o tabaco, mortalha para cigarros e fósforo. Feito isso espeta a vara nas proximidades onde a caça foi abatida, dizendo: “compadre está aí o tabaco prometido”.

Contam que todos que se dispuseram voltar para procurar o ofertório, jamais o encontraram.

Mais uma vez o fumo assume um relevante papel no cotidiano das gentes do mato. O tabaco é utilizado também como ofertório para aplacar a ira, a cólera, dos seres punitivos e vingativos, ou agradar os benfeitores; para afastar as influências maléficas e atrair a proteção das deidades do mato.

Segundo relatos, se alguém fizer pouco caso de Anhangá, apanha na hora sem saber de quem, como se fosse atacado por alguém armado com um pedaço de pau.

Caçador desprevenido que aproximar-se de Anhangá em forma de veado e tentar abatê-lo, terá uma desagradável surpresa, pois expelindo fogos pelos olhos, o atacará com incontrolável fúria.

Dizem que se o caçador quiser ter uma caça tranquila, evitando a presença de Anhangá, antes de entrar na mata deve acender foguetes com duas ou três cargas. Se já estiver dentro da mata pode defumar com castanha de caju ou ainda, mais fácil, é fazer uma cruz com madeira da própria mata.

Apesar de os poderes de Anhangá a astúcia de caçadores e pescadores consegue neutralizá-los em parte.

“Anhangá” são rimas para cantar o mito amazônico que protege os animais do caráter predatório de pescadores e caçadores.

FONTES:Geografia dos Mitos Brasileiros – Câmara Cascudo; Painel de Mitos e Lendas da Amazônia – Franz Keuter Pereira; e alguns sites, destacando-se Wikipédia. Recanto das Letras.

Eu vejo o Anhangá como a versão brasileira nativa do Deus de Chifres ou Deus Cornudo. Muito encontrada nas mitologias europeias e conhecida através da figura de Cernunnos, Pã e etc. Inclusive há uma representação de Moisés com chifres. O Chifre é um simbolo de poder, logo é comum atribuí-lo a figuras míticas, para dizer quanto poder aquela entidade possuía.

Algumas tradições de “bruxaria” moderna, tentam usar da figura e dos mitos indígenas em seus rituais. Adaptando-os conforme as suas convenções. Eu, particularmente, acredito que é preciso tomar certo cuidado ao invocar egrégoras tão distantes do senso comum, como são as nativas ameríndias. Nem tudo que os Pajés sabiam, foi passado ou preservado. Além disso, muitos pajés simplesmente ensinaram errado de propósito. Porém a figura do Tabaco é clássica, então oferende um pouco de fumo e faça seus rituais de contemplação a essa força, mas saiba o que está fazendo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Magia de Umbanda: Banhos de Ervas


“Vamos tomar um banho de arruda e guiné, para afastar qualquer mau-olhado. “
Os banhos são recursos encantadores dentro da Umbanda. Seguem o princípio das lavagens de chão, porém para nós. Todo trabalhador de Umbanda deve, ao menos, tomar um banho durante a semana antes da gira. Mas os banhos são muito mais que apenas de um dia, eles podem ser feitos em vários dias e com vários propósitos.

Podemos usar tanto as ervas frescas, quanto as secas. Alguns dizem que as ervas secas não tem o poder (axé) necessário, outras já dizem que as secas concentram o poder em maior grau. Veja, na culinária os temperos secos são realmente muito mais potentes que os temperos frescos, sendo utilizado em menor quantidade. Por que nos banhos seriam diferente?

Para mim, conforme meus guias me explicam, tanto faz. Dê preferência para a fresca, pela vitalidade ainda ativa da terra, do sol, etc. Mas se não tiver, use a seca, basta apenas ativas as propriedades da erva, rezando-a. Iremos expliar esse processo mais a frente.

Também existe a questão da quantidade das ervas e do número de ervas. Segundo Adriano Camargo, o erveiro da Jurema, isso tudo é mito. Devemos seguir a nossa intuição a princípio, e caso houve algum empecilho dogmático, do tipo: “Aprendi que era assim, com 3 ervas e não com 1 só!”. Siga o que você aprendeu, por uma questão de conforto.

Geralmente eu uso ervas em número ímpar, para limpezas e banimentos. Já em número par para atrair algo ou energizar. Mas isso é uma convenção minha, eu a adotei assim e me sinto confortável com isto. Porém, já houveram momentos em que tive que tomar um banho de energização e só tinha 1 erva em casa! Deixo pra lá? Faço outro dia? Não, usei ela mesma e foi muito funcional.

Existem variações dos banhos, como as lavagens de coroa, chamados de Amacis e também os escalda-pés. Não vou entrar em detalhe do Amaci agora, por ser algo mais ritualístico e litúrgico e não se encaixar como um processo mágico, porém os escalda-pés podem ser feitos no mesmo princípio dos banhos.

Escalda-pé é um preparo aromático que pode incluir ervas, óleos essenciais e outros itens (sal, pimenta, azeite, vinagre, etc), além da água quente. Fazemos um preparo com os itens que escolhemos e colocamos os pés dentro desse preparo, deixando-os lá, relaxando. O processo funciona através da reflexologia podal, levando energia para o local que precisa e desagregando as energias no mesmo processo.

Como rezar suas ervas secas.

Existem duas formas que aprendi para rezar o banho.

Com uma vela verde acesa ao lado da vasilha que irá preparar o banho, coloque todas as ervas dentro de uma cuia e deixe repousando ao lado da vela. Faça uma evocação, pedindo a Deus que permita que determinada força seja despertada. Ex: “Deus Pai Criador, clamo a ti, para que permitas que as forças dessas ervas aqui dispostas sejam despertadas em seus atributos e potencialidades, e sirvam para o meu benefício”. Cruze as ervas e espere a vela queimar totalmente.Esse é um processo demorado, pois a vela palito pode demorar até quatro horas (às vezes mais ou menos) para queimar totalmente. Numa situação que não há tempo hábil, eu opto pela segunda reza.
Em uma cuia ou cuitê , coloque as ervas, posicione suas mãos sobre elas e faça uma evocação simples: “Em nome de Deus, eu peço licença para que as forças da mãe natureza, possam despertar os atributos e as potencialidades destas ervas aqui dispostas, para meu benefício e para o meu melhor”. Fazendo o sinal da Cruz por sobre as ervas, reze um Pai Nosso e uma Ave Maria, ou cante um ponto que fale sobre o intuito do banho. Após o término das preces, pode preparar seu banho.
Como preparar o banho.

Existem duas formas de preparo básico do banho, quente ou frio. Para as ervas secas, devemos sempre usar o método quente, respeitando as regras para os itens que precisam ser preparados por decoção ou infusão. Para as ervas frescas, podemos optar por qualquer uma das formas.

Preparo Frio:

Com as ervas frescas separadas, coloque ao menos 1 Litro de água mineral – o filtrada – e friccione as ervas contra os nós dos dedos, para extrair seu sumo. Deixe repousar de 1 hora até 24 horas, porém o ideal mesmo é no mínimo 8 horas. Após transcorrido o tempo, pode-se coar o preparo e tomar banho. Pode-se “temperar” a água fria, com um pouco de água morna para ficar agradável para a temperatura do corpo.

Preparo Quente:

Nesse caso temos que separar as questões das ervas. Com as ervas frescas separadas, coloque em uma panela ao menos 1 litro de água mineral – na ausência prefira a filtrada – e leve ao fogo, até começar a levantar fervura. Desligue o fogo, despeje por sobre das ervas frescas a água, como no preparo de uma infusão, abafe (tampe) o recipiente por pelo menos 10 minutos.

No caso de ervas secas, devemos analisar qual o tipo da erva. Raízes, sementes, cascas ou elementos duros, devem sempre serem preparados por decoção. Coloque a água no fogo, já com os elementos mais duros dentro da mesma, ao levantar fervura, deixe por mais 5 minutos. Deixe repousar por no mínimo 2 minutos, antes de acrescentar as outas ervas secas (folhas, flores, etc). Esse já é um processo de infusão. Se for usar só partes mais “moles”, use o processo da infusão, aqueça a água até chegar a ponto de fervura, desligue o fogo e despeje a água por sobre as ervas. Abafe e espere de 10 a 15 minutos.

Você ainda pode misturar os dois tipos de ervas, sempre respeitando os seus processos de preparo. Você pode coar TODOS os banhos, salvo aqueles que os guias pedem para que as flores ou folhas permaneçam e que devem escorrer pelo corpo.

Como rezar o banho.

Mesmo usando ervas frescas, ou já tendo feito a reza para “acordar” as ervas secas, é necessário também rezar o banho já pronto. Cruze o banho – sinal da cruz sobre o recipiente – e faça uma prece de seu coração, pedindo e determinando os objetivos que você quer angariar com aquele banho. Por ex: “Deus, cruzo esse banho em seu nome e em nome de meu pai Oxalá, pedindo purificação do meu corpo e do meu espírito. Que ele possa me banhar, retirando as larvas astrais e miasmas, dissolvendo os cordões energéticos negativos, removendo os cascões de energia estagnada e me proporcionando luz cristalina em minha vida. Assim seja!”. 

Depois disto, basta despejar o banho da cabeça aos pés! SIM!!! Da cabeça aos pés. Visto que na cabeça temos chakras importantíssimos (Coronário, Frontal, Laríngeo, da Nuca, das Têmporas, etc). Aqui também cabe a questão da convenção. Se você  acredita que lhe fará mal um banho na cabeça, é melhor não fazê-lo.

Esse mito tem uma origem, pois existem realmente ervas que não devem ser colocadas no Ori (cabeça) por uma questão energética, por possuírem propriedades muito abrasivas. Algumas por serem tóxicas e poderem causar irritações e processos alérgicos ao entrar em contato com as mucosas. Por isso é bom conhecer as ervas, além de respeitar o trabalho e a orientação dos guias. Existem banhos que são universais e podem ser tomados por todos, mesmo sem a indicação direta de um guia, mas nem todos são assim. Nesse caso cabe a ressalva do Ministério da Saúde para medicamentos: “Consulte sempre um médico”; Aqui mudamos para a ressalva do Ministério da Macumba: “Consulte sempre um macumbeiro/guia/entidade/mirongueiro/raizeiro/benzedor/pai-de-santo”.

Brincadeiras à parte, os banhos são rituais sérios e muito poderosos se preparados da forma correta. Mas podem ser extremamente nocivos se feitos com falta de respeito ou simplesmente de uma forma não propícia. O uso do sal grosso é um exemplo, não deve ser usado cotidianamente, só recomendado para banhos de descarregos muito poderosos. Caso, você sinta a necessidade de um banho de sal, prefira ir tomar um banho de mar. Além do sal na água, você terá a energia do sol, prânica, para te imantar, tomando lugar das energias perdidas na lavagem com sal.

Mas caso não seja possível ir até o mar, prepare dois banhos, primeiro um só de Sal Grosso e outro de ervas harmoniosas, leves e irradiadoras. Tome seu banho de higiene e logo depois despeje o sal grosso por todo o corpo, respire profundamente por sete vezes e abra novamente a água pra retirar o excesso de sal. Tome agora o banho de ervas harmoniosas e irradiadoras. Pronto, é uma forma segura! O Sal retira tudo, inclusive as energias boas. Imagina seu campo áurico e corpo astral com diversos pontos de energias nocivas, larvas e miasmas. Quando você joga o banho de sal, tudo isso é desagregado, porém permanecem os buracos. Por isso tomamos o banho harmonizador, para que ele “preencha” essas lacunas.

Existem algumas ervas que são terminantemente proibidas de serem utilizadas como banho: Comigo-Ninguém-Pode, Pimentas, Urtiga, Certas Aroeiras bravas, entre outras. Não importa se um guia pedir pra você, não o faça!

Existem dois livros sobre ervas e suas propriedades. O livro Ewé: o uso das plantas na sociedade Iorubá, de Pierre Fatumbi Verger, que apresenta mais de 400 fórmulas e receitas de uso para as ervas na cultura Iorubá. Outro livro muito bom é o Rituais com Ervas: Banhos, Defumações e Benzimentos, do erveiro da Jurema, Adriano Camargo. O Livro do Verger é mais focado nos cultos de nação e candomblés, o do Adriano Camargo é muito mais focado na Umbanda, mesmo ele sendo mais focado na vertente de Umbanda Sagrada, porém os ensinamentos (com certas adaptações) são muito interessantes.

Alguns banho:

Limpeza, Descarrego: Arruda, Alecrim e Guiné.
Harmonização: Anis Estrelado, Alecrim e Manjericão.
Alegria: Manjericão, Alecrim e Levante.
Mediunidade: Sálvia, Folha de Pitanga, Cipó Caboclo e Casca de Jurema Preta.
Atração material (amores e prosperidade): Canela, Cravo e Noz- Moscada.
Purificação: Rosa Branca e Alfazema.
Perfumar os caminhos: Rosa Branca, Rosa Amarela e Rosa Vermelha.
Abrir os caminhos: Abre-Caminhos, Quebra-Demanda, Manjericão e Louro.
Descarrego profundo (só deve ser usado em último caso e em uma emergência): Fumo de Rolo, Casca de Alho, Casca de Cebola e Espada de São Jorge. Após esse banho sempre recomendamos tomar um banho de purificação ou de alegria.
As ervas resultantes do preparo do banho podem ser jogadas fora, porém, pela tradição é dito que o melhor é devolvê-las a natureza. Seja enterrando-as, seja colocando aos pés de uma árvore. Porém lembre-se de nunca sujar as vias públicas e os rios. O banho de ervas é algo tão incrível que hoje em dia muitos, mesmo os não praticantes de religiões naturais, o utilizam, com outro nome, chamado Ofurô ou Jacuzzi, nas clínicas de estética e nos spas.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Oxalá, o Orixá regente de 2016


Símbolo máximo da busca incessante da sabedoria, Oxalá representa a experiência de vida - tanto seus erros quanto seus acertos - a partir de uma postura voltada à luz de sua verdade. É um dos Orixás mais importantes no que diz respeito aos seus próprios deveres, às suas convicções. Depois de um ano regido pela aplicação da Justiça – a Lei através de Ogum, com ênfase no bom e no mau uso do poder, tanto na política quanto em diversas áreas da vida, o ano regido por Oxalá tende a ser mais ponderado.

Pelo arcabouço simbólico de Oxalá, 2016 terá a ausência de símbolos de poder, com a verdade e a sabedoria dando a tônica, remetendo à supressão de tantos fardos e vínculos duvidosos. Assim, Oxalá prenuncia um ano de obstáculos consideráveis que poderão ser transpostos com a devida perseverança. O bom uso das palavras e as atitudes prudentes são exigidas para que nenhum esforço na direção da harmonia seja em vão.

O ano de Oxalá consiste em estudo, reflexão e até mesmo uma boa dose de obstinação. Nada tende a ser tão fácil e rápido quanto parece, já que as circunstâncias tendem a exigir cada vez mais articulação e repertório de cada um de nós em diversos contextos. Diante de um foco específico, o ano de Oxalá sugere absoluto controle dos próprios conhecimentos e dos argumentos para se sobressair consideravelmente. O intelecto tende a ser muito mais requisitado do que a força física. Assuntos, interesses e investimentos do passado podem ser abordados com mais frequência do que nunca, já que descobertas e retomadas tendem a acontecer naturalmente, sob a regência de Oxalá.

O aspecto positivo de 2016 com regência de Oxalá é que as pessoas buscarão mais a criatividade, a intelectualidade, a sabedoria, a fé, a espiritualização, a calma e a harmonia, assim como pode haver mais tomada de consciência – essa última representada pelo simbolismo do sol.
Contudo, também há o aspecto negativo: Grandes perigos, grandes responsabilidades. Preguiça, sedentarismo, desânimo e desistência tendem a ser alguns dos principais empecilhos de 2016. Desculpas e mais desculpas para procrastinar decisões importantes podem fazer com que oportunidades grandiosas, muitas vezes únicas, sejam perdidas. A forte sensação de falta de tempo vem a ser um agravante que suscita manias cada vez mais frequentes de reclamar não só das pessoas, mas dos desafios que o mundo impõe - qualquer intempérie, equívoco, distração e imprudência tende a ser alvo de críticas.

Mas a lentidão para realizar algo pode ser mais proveitosa do que aparenta, porque agir de modo cauteloso e estruturar as relações e os projetos com a devida atenção passam a ser a ordem do ano de Oxalá. Essa regência indica o alcance da maestria através da paciência. Desenvolver uma postura tolerante e mais calma em relação à vida e às pessoas pode fazer com que os meses de 2016 sejam serenos e bastante proveitosos.
A indignação com a demora do sucesso ou mesmo de algum reconhecimento pode fazer com que os pequenos êxitos sejam menosprezados. Não é um bom ano para querer mais do que já se tem, pois qualquer exagero deve ser questionado pela força ponderada deste Orixá. O necessário pode ser extraordinário. Assim como a ansiedade pode ser um problema para os mais impacientes, Oxalá pressupõe inteligência e comedimento para administrar a vida com o necessário jogo de cintura, conhecendo e aceitando as limitações que tendem a surgir pelo caminho.

Mesmo que o mundo continue desajustado em diversos níveis depois de um ano marcado pela Justiça de Ogum, Oxalá rege o período em que o silêncio faz toda a diferença. O sucesso pode ser medido pela consciência tranquila e pela ausência de qualquer reação quando uma ofensa ou um problema chega com força. No ano de 2016 será prudente fazer mais e falar menos. Ater-se aos compromissos e tomar distância do supérfluo é um dos lemas de Oxalá. Mesmo sendo alvo de críticas, convém continuar produzindo no ritmo natural.

CONSELHOS PARA O SUCESSO EM 2016

A paciência é uma das principais virtudes a serem desenvolvidas em 2016. O buscador vai em busca de si próprio, mas sabe que deve seguir os passos da natureza – saber lidar com o tempo, esperar o melhor momento e agir com absoluta prudência diante do que não pode ser evitado. A voz do sábio é ouvida na serenidade. Em vez de se desesperar com determinadas situações, o melhor é aprender a esperar.

Evitar conflitos, tanto externos quanto internos, faz com que as palavras certas sejam ditas e as atitudes mais promissoras sejam tomadas.

A fidelidade a quem se ama e ao que se acredita tende a ser um dos fatores para alcançar o sucesso no ano de Oxalá. É como se um chamado à autenticidade fosse ouvido e seguido sem pestanejar. 

O Orixá regente de 2016 convida a constantes balanços sobre a própria conduta para com as pessoas, a vida e o mundo. Os caminhos se abrem na medida em que um passo é dado, seja ele certo ou não. Os movimentos mais auspiciosos são aqueles que desencadeiam uma série de questionamentos e os que instigam reflexões severas sobre o que se quer e sobre quem se é. Lembre-se que o símbolo de Oxalá é o Sol e este joga luz ao desconhecido. Portanto, em vez de temer as mudanças que invariavelmente ocorrerão nos próximos meses, a orientação é justamente aceitar as rotas que se descortinam. Um ano de sabedoria é aquele em que ninguém permanece igual ao que era antes, mesmo que se movimente pouco em direção ao que se deseja. Devagar se vai longe - mas também se conquista um mundo.

A importância de Oxalá para 2016 é grande porque suscita não apenas o tempo certo para cada situação, como também serve de estímulo para olhar o passado com olhos serenos. Cada dificuldade enfrentada e cada vitória alcançada até aqui são cruciais para definir a realidade não apenas do mundo e do país, quanto os sentimentos, os desejos, as crenças e as forças de cada pessoa.
É através de uma postura aberta ao novo, sem medo do que já passou, que faz de 2016 um ano de discernimento, coerência e responsabilidade. ​

sábado, 26 de dezembro de 2015

Magia de Umbanda: Fumaça – Defumação e Fumo.



Cenário corriqueiro dentro dos terreiros de Umbanda é presenciar uma entidade fazendo uso do tabaco, através do charuto, cigarro ou cachimbo. Também, outra característica marcante são as defumações.

Ambos, defumação e fumo, possuem o mesmo princípio, é  utilizar o poder adormecida da erva seca através da ativação com a força ígnea, ou seja, o fogo.

Na defumação é possível utilizar diversos tipos de ervas, cada uma com uma propriedade específica, assim como podemos fazer uma mistura especial, com determinado propósito. Através da sinergia energética das ervas, elas terão uma força de atuação muito melhor e maior.

Já no habito das entidades fumares, geralmente se mantem a mesma erva: o Tabaco. O Tabaco é uma erva de Saturno, poderosa por excelência, que possuí uma energia muito forte e marcante. Não por menos, é extremamente viciante. Contudo, as entidades, assim como os antigos Pajés, utilizavam o tabaco de forma sagrada, seguindo toda uma ritualística e nunca profanando seus mistérios. Respeitavam o tabaco sim, na figura do seu encantado – TABAKO – porém se posicionavam como seu mestre e não como seu escravo, que é o caso dos viciados de hoje em dia, que chamamos de fumantes.

Tanto a defumação quanto o fumo, seguem o mesmo propósito básico. São elementos utilizados para desagregar energias deletérias que estejam presas nos espaços físicos, nas pessoas, no corpo astral e também desagregar larvas astrais, miasmas, cascões astrais e dissolver cordões energéticos negativos.

Quando usamos a defumação, temos a impressão de que aquilo, através do aroma, irá impedir que os espíritos negativos fiquem no ambiente. Isso não é verdade, porém é como se passássemos um antisséptico em uma placa estéril, ela permanecerá assim enquanto houver ação do antisséptico. O Espírito pode até adentrar ao local, mas não conseguirá impregnar o mesmo com suas energias, assim como os encarnados não poderão manifestar toda a quantidade de formas astrais negativas que acabam produzindo dia-a-dia. Até podem criar em suas mentes, mas o mesmo não ficará “solto” no espaço que fora defumado.

Contudo, não é uma solução definitiva, ela expira. Por isso, devemos sempre estar renovando as defumações dentro dos locais que desejamos, seja através de incensos de boa qualidade ou de um turíbulo com ervas preparadas para esse propósito.

Nos trabalhos religiosos, no começo sempre é feita a defumação, para limpar todos e o local da gira, preparando-os para o trabalho espiritual. A defumação ainda pode ser usada para atrair energias que queremos para dentro do ambiente e de nosso campo energético. Por exemplo, podemos usar noz-moscada, cravo, canela e pó-de-café, para criar uma defumação com energia de prosperidade material. A defumação em si não trará dinheiro, mas lhe possibilitará se conectar a energia da prosperidade e te auxiliará na obtenção do mesmo.

O fumo do guia, já tem um proposito puramente de limpeza e descarrego. O guia, através da visão espiritual, sabe o que tem impregnado em seu campo energético (aura) e em seu perispírito (corpo astral). O uso do fumo comunga várias energias: Vegetal (das Ervas), Ígnea (do Fogo) e também ectoplasmática  (do médium). É um passe dado com o tabaco. Ao acender as ervas, elas passam por uma transformação, que continua quando o médium aspira (no caso sob o comando da entidade). Depois de baforar ou “fumaçar” o consulente, ele transfere essa energia. Isso acaba por retirar as temidas larvas astrais do campo energético e perispiritual do consulente, que não foram retiradas totalmente pela defumação.

Alguns guias podem pedir uma mistura de ervas para seu fumo, porém elas terão o mesmo funcionamento de uma defumação, apenas será potencializada com o ectoplasma do médium. Em alguns casos de choques anímicos em entidade negativas embrutecidas, é necessário esse choque!

Pois bem, antes de encerrar é muito bom lembrar que as entidades não são viciadas em tabaco e não fumam de forma vulgar e inveterada. Eles utilizam o tabaco com propósito, nunca sendo dominado pelo mesmo. Então se você presenciar uma guia-espiritual, tragando a fumaça, acendendo um cigarro após o outro, desconfie. Pois, pode ter certeza que é interferência do medianeiro.

DEFUMAÇÕES

Limpeza de Ambientes: Arruda, Guiné e Alecrim.
Limpeza Pesada de Ambientes: Arruda, Guiné, Peregun Roxo, Casca de Alho, Casca de Cebola, Eucalipto e Picão Preto.
Prosperidade: Noz-Moscada, Cravo, Canela e Pó-de-Café (pode ser folha de café).
Harmonização de Ambientes: Alecrim, Alfazema e Manjericão.
Espiritual: Olíbano, Mirra e Benjoim. (Todos são resinas)
“Casas Mal-Assombradas”: Arruda, Peregun Roxo e Tabaco (Fumo picado).
Energizador: Manjericão, Hortelã e Levante.
Calmante: Capim-Cidreira, Camomila e Erva-Doce.
Amor: Pétalas de Rosa-Vermelha e Alfazema.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015


A Historia do Natal e a Umbanda


O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra, e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal. Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial nesse período. Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta. 
Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.
O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel: origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa de Papai Noel

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

O ato de presentear 

A primeira loja especializada em presentes de Natal foi fundada em Paris no ano de 1785, mas a troca de presentes já era um costume popular desde a Roma Antiga. Durante as festas da Saturnália, os romanos ofereciam estatuetas de deuses em argila, mármore, ouro ou prata, de acordo com suas posses. À medida que o império romano cresceu, a troca de presentes foi se tornando cada vez mais difundida e simbólica. 
Os presentes de Natal, entretanto, foram uma idéia do papa Bonifácio, no século VII. No dia 25 de dezembro, terminada a missa, os sacerdotes benziam pães e os distribuíam ao povo. Este, no dia 6 de janeiro, dia dos reis Magos, retribuía com presentes.

O nome do Papai Noel em outros países:

Alemanha – Weihnachtsmann, o Homem do Natal
Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai – Papá Noel
Chile – Viejito Pascuero
Dinamarca – Julemanden
França – Père Noël
Itália – Babbo Natale
México - Santa Claus
Holanda – Kerstman, Homem do Natal
Inglaterra – Father Christmas
Suécia – Jultomte
Rússia – Ded Moroz

O Natal é uma das principais festas das religiões cristãs, mas algumas outras religiões ainda mantêm alguma relação com esta data, mesmo que de forma indireta. 
No budismo nem sequer é mencionado Cristo. Sua festa mais importante ocorre em maio, quando os devotos rememoram o nascimento e a morte de Buda. Nessa ocasião, dão banhos de chá em uma imagem de elefante com um bebê em cima e depois a colocam em um altar enfeitado.
No hinduísmo, os adeptos reconhecem Cristo como um avatar – encarnação de Vishnu, uma de suas entidades divinas mais importantes. O dia 25 de dezembro é reservado à comemoração da Festa das Luzes. Neste dia, para eles, o nascimento da luz venceu a escuridão.

No islamismo, Cristo é uma espécie de profeta, mas mesmo dando relativa importância à sua figura, os fiéis não possuem uma data especial para comemorar seu nascimento. As duas principais festas da religião são a Eid El-Fitr, celebração do desjejum realizada após o Ramadã, e o Eid El-Adha, que marca o encerramento da peregrinação a Meca.

No judaísmo, os judeus não reconhecem Jesus Cristo como Filho de Deus, portanto, não comemoram seu nascimento. No período do Natal, eles realizam o Chanuká, ou a Festa das Luzes. Ela relembra a reinauguração do Grande Templo de Jerusalém, reconquistado pelos judeus após três anos de guerras. Quando foi retomado, o local estava cheio de imagens pagãs e guardava costumes profanos. Para purificá-lo, foi necessário acender diversas luzes. Por isso, o principal símbolo do Chanuká, que dura oito dias, é a menorá – candelabro judaico. As oito velas que o adornam são acesas, uma a cada dia, durante a festividade.

As testemunhas de Jeová entendem que festas de aniversário são um costume pagão e apesar de prestarem devoção a Cristo, não fazem nenhuma comemoração no dia 25 de dezembro. Eles também preferem negligenciar a data porque não há nada na Bíblia que ateste ser este o dia do nascimento do Messias. 

Os espíritas devem lembrar que a data é propícia para as famílias que realizam reuniões de estudos do Evangelho no Lar, e que devem aproveitar a oportunidade de comemorar o Natal, sem os exageros conhecidos, com os demais familiares. Participar da vida social normalmente, até das brincadeiras de amigo secreto, do almoço confraternativo na empresa, porém tendo sempre em mente a condição espírita: o Natal é uma alusão ao nascimento do Cristo e em hipótese alguma os exageros devem fazer parte de suas vidas. 

A umbanda encontrou um lugar para Cristo no rol de suas divindades – ele é associado a Oxalá, considerado o maior Orixá de todos. No dia 25 de dezembro, os umbandistas agradecem à entidade que, segundo a sua crença, comanda todas as forças da natureza. 

Seja nas crenças cristãs, seja nos credos que não se apoiam na figura de Jesus, o sentido primeiro do Natal está, de certo modo, presente – na essência, todas as religiões celebram a esperança em um mundo constantemente renovado pelo exercício do amor. E mesmo que, ao longo dos séculos, o Natal tenha sido encarado por muitos como uma festa secular, a lembrança do bebê na manjedoura estará sempre viva: a luz que afasta, de vez, a escuridão.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal...


No dia 25 de Dezembro que se aproxima comemora-se o nascimento do Mestre Jesus, Mestre Sananda, Jesus de Nazaré, Yeshua, Isa, Cristo.

Este Mestre da Hierarquia da Fé, veio ao mundo para ensinar ao homem, a venerar com Amor e Respeito o Deus nosso Pai Criador, que se manifesta em cada um de nós, pois todos somos Seres Divinos.

Jesus veio nos ensinar a venerar um Deus que encontramos em nosso interior, e não na figura do homem.

O simbolismo do momento, data “Nascimento de Jesus”, significa o nascimento do nosso Pai Criador em nossos respectivos íntimos. O instante em que somos capazes de nos voltar para nós mesmos, e reconhecer o nosso Deus Interior, a nossa Natureza Divina. E percebemos que a Vontade do Pai Maior pode se manifestar em nós.

Esta data significa o início do Caminho Místico, o qual trilhamos até que cheguemos de volta aos braços do Pai. E Mestre Jesus veio nos ensinar a trilhar esse caminho nos sentidos da Fé e do Amor.

Ao comemorá-la anualmente, estamos renovando a Fé e o Amor pelo Deus que habita em cada um de nós.

O Natal hoje se tornou um motivo para trocar presentes, enquanto o maior presente de todos já nos foi dado por Deus, que é poder ser um pedacinho dele. E o presente que podemos dar a alguém nesta data, é ver o Deus que há nela, reconhece-la como um ser Divino por isso perfeito, mas que pode somente estar neste momento desequilibrado.

No Natal todos estão mobilizados para preparar uma bela ceia, escolher a melhor roupa para usar, enfeitar a casa, brincar de Papai Noel. Este é o Natal da maioria das pessoas. Enquanto primeiro deveriam mobilizar-se para receber os aspectos divinos em nosso interior. A famosa frase “Jesus vem ceiar conosco esta noite” é falada em muitas casas neste dia, e é utilizada como motivo para preparar uma ceia estonteante. Isto é utilizar o Sagrado para justificar o Profano. “ Eis que bato a porta , SE abrires Eu entrarei e cearei contigo”…e muitos são os que não abrem a porta, pois estão envolvidos com a futilidade mundana. Lembrando mais algumas palavras “Onde houver dois ou três reunidos em Meu nome, eu estarei no meio deles.” E no Natal estamos nos reunindo em nome da troca dos presentes, das comidas saborosas, ou em respeito e reverência ao Mestre Jesus?

Una a sua família, acenda no íntimo de cada um a chama da Fé e do Amor, deem direção a esta data que está vazia de sentido. Avivem o Ser Divino de cada um, não importa como, se fazendo uma prece, um clamor, ou qualquer outra forma. Esta será a maneira que Deus se manifesta no seu interior, será a Vontade d’Ele.

Aos Magos, sugiro que também aproveitem o dia para se inspirar em Jesus, como um dos Grandes Magos que passou pela Terra. Na condição de Guardião dos Mistérios, auxiliou a todos que recorreram a ele. Amparado pelas Leis Divinas fez um lindo trabalho. E chamo a atenção também, para mais um simbolismo que há no “seu nascimento”: Os Três Reis Magos representam a Egrégora de Magia acolhendo o novo Mago que chegou para servir à Deus.

E, como Umbandista, não poderia deixar de falar que Nosso Amado Mestre Jesus trabalha da Hierarquia de Pai Oxalá, como um Oxalá Intermediário.

Portanto, desejo a todos que nesta data, todos se fortaleçam na Fé, livrando-se das ilusões e dos medos que os atormentam. E que através da Fé possam chegar ao Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração.

Epa Babá Pai Oxalá! Agradeço ao Senhor por ter enviado um Senhor de sua hierarquia, para nos ensinar o que é a Fé; Para nos mostrar que não conseguimos chegar ao Pai Maior, sem passar pelo Primeiro Sentido da Vida que é a Fé. Peço hoje a sua benção a todos nós, que o Senhor nos ampare e estimule a nossa Fé sempre. Peço que envie a Sua Paz a todos nós agora e sempre. Amém!

Por Carla Guedes, com o auxílio dos Mestres Espirituais.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A Dedicação do Médium de Umbanda

Irmãos, a Umbanda tem em seu mais profundo cerne a prática da caridade pura, o amor incondicional, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela modificação vibracional ou fluídica (conhecida popularmente como “magia”), modificações que permitam a melhoria de vida do ser humano. Através da caridade e dedicação espiritual o médium Umbandista vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu domínio mediúnico como forma de comunicação com seres superiores, de outras esferas. As incorporações, os passes e descarregos feitos na Umbanda formam o conjunto de afazeres espirituais do dia a dia do médium. PORTANTO, O MÉDIUM É PATRIMÔNIO MAIOR DESTA MARAVILHOSA RELIGIÃO QUE É A UMBANDA. Acontece que a mediunidade é uma faculdade e como toda faculdade psíquica precisa ser aprimorada e disciplinada. Na Umbanda, alguns critérios devem ser sempre observados: Quando um médium entra em trabalho, ele estabelece uma espécie de ligação com a espiritualidade. Esta ligação gera uma constante descarga fluídica no sistema nervoso do médium. Por este motivo é importante a disciplina da mediunidade.
O médium precisa aprender a fazer e desfazer esta ligação para evitar o desgaste do sistema nervoso. Médiuns faltosos, ausentes das sessões de desenvolvimento, doutrinas, sessões de descarrego e passes estão sujeitos a sofrer as conseqüências destes transtornos fluídicos como debilidade do sistema nervoso e patologias degenerativas. DISCIPLINA SE TORNA PALAVRA CHAVE, BEM COMO OBEDIÊNCIA E RESPEITO.
As facilidades do estabelecimento do contato mediúnico resulta do aprendizado moral e de um conjunto de pontos que alicerçam os degraus da evolução. Conselhos para os Médiuns CONSERVE SUA SAÚDE PSÍQUICA, VIGIANDO SEU ASPECTO MORAL
1- Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;
2- Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;
3- Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também;
4- Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente. Dê paz ao seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome. Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;
5- Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura para com o próximo, entre em sintonia com o astral firmando as ligações com as entidades da sua coroa. NÃO MANTENHA CONVIVÊNCIA COM PESSOAS MÁS, INVEJOSAS, MALDIZENTES, ETC. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos.
1- Faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos;
2- Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere;
3- Faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações;
4- Não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;
5- Não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;
6- Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você. ZELE POR SUA SAÚDE FÍSICA COM UMA ALIMENTAÇÃO RACIONAL E EQUILIBRADA
1- Não abuse de carnes vermelhas, fumo, álcool ou quaisquer excitantes;
2- No dia da sessão, não coma carne, álcool ou qualquer excitante.
3- De véspera e após a sessão, evite manter contato sexual; O ato sexual promove grande escape de energia através do chakra genésico e conseqüentemente uma grande baixa energética na aura. Vale lembrar também que a troca de fluidos corporais também traz em si uma imensa carga energética que pode não ser benéfica.
4- Todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual.

Por Nino Denani

terça-feira, 22 de dezembro de 2015


Estamos nós umbandistas de novo ao esperado final do ano, período de festas, confraternizações, e para muitos, as férias do trabalho, faculdade, escola etc..
Prá não dizer todos, a maior parte dos terreiros de Umbanda encerram os seus trabalhos assistenciais durante o mês de dezembro, retornando em janeiro.
Por conta desta pausa, descarta-se a necessidade do médium estar presente como de costume nos cultos e atendimentos semanais, dando a eles as suas “férias do terreiro”.
Mas sabemos que a espiritualidade, não tira férias e os guias espirituais que fazem um árduo trabalho durante todo o ano, estão aguardando os seus médiuns retornarem as suas atividades e voltarem á sua normalidade mediúnica.
E os espíritos sofredores, obsessores, eguns, quiumbas deixarão de atuar nessa época do ano?

O médium não deixa de ser médium enquanto está ausente do terreiro,nem tampouco deixa de sentir vibrações e envoltórios de suas entidades neste período, pois a espiritualidade não dorme, os guias e mentores não param e continuam prestando seus préstimos de várias outras formas astrais.
Até porque, caso haja alguma emergência espiritual, na maioria das vezes terá o médium que recorrer ao terreio e sempre estarei presente em momentos de necessidade

Como já sabemos que a rotina astral de nossos guias não para, então devemos nos manter equilibrados e harmonizados para não sermos influenciados por energias negativas externas e internas e por nenhuma tentativa obsessora neste período de afastamento.
Nosso terreiro tem a sua ritualística própria e deve ser seguida pelos médiuns, podemos considerar quatro dicas fundamentais:

1- NÃO SE ESQUEÇA DE SUA MEDIUNIDADE
Os guias não precisam incorporar para manter o contato com seus aparelhos, portanto lembrem-se que em vários momentos de sua descontração ou lazer, suas entidades poderão estar ao seu lado e não concordarem com sua postura ou comportamento.

2- OS CUIDADOS DEVEM SER MANTIDOS
Se você já segue alguns rituais como tomar banho de ervas, manter a vela do anjo da guarda acesa ou seguir outros procedimentos, não deixe de fazê-los por estar de férias,lembrem-se que janeiro está aí e logo reiniciamos nossa rotina.

3- NÃO COMETA EXCESSOS
Nesse período, é comum alguns médiuns se sentirem mais livres por não estarem indo aos terreiros nem aos cultos,porém todos os excessos (alimentação,bebidas,sexo) devem ser comedidos,pois passarão um período sem se descarregar corretamente e muita carga mórbida e energias densas poderão se acumular em virtude dos excessos,verei isso quando retornarmos...

4- SÓ USE EM EMERGÊNCIAS
Não é porque você amanheceu com uma dor de cabeça terrível, fruto de uma noite mal dormida ou de muito álcool que você irá incomodar suas entidades com pedidos de proteção e melhoras né?,siga as recomendações acima,não cometa excessos que muitos males poderão ser evitados, não fique perturbando seus guias com bobagens que cabem á nos resolvermos, só acesse suas entidades em momentos de prece ou de real necessidade, lembre-se que eles estão trabalhando e se reenergizando

Estes procedimentos simples, que todos, indiferente da casa que frequentam, deveriam se atentar, mas muitos deixam de fazer por não acharem importante tantos cuidados.
Com estas dicas e uma dose generosa de bom senso, retornaremos aos trabalhos espirituais no dia 11 de janeiro tão bem quanto saímos em dezembro, com a mesma qualidade e com a mesma dedicação, pois teremos um novo ano para reafirmarmos nossa fé em nossos ideais e em nossa filosofia de vida

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Prática Mediúnica vs. Reforma Intima.


Eu corro o risco de ser taxado de repetitivo, mas preciso novamente escrever sobre isso. A reforma interior é necessária e urgente, ainda mais para quem quer praticar a mediunidade.

Erros comuns que acontecem quando não se observa essa ‘tal reforma íntima’:

Médiuns deslumbrados com a fenomenologia apenas. Só querem ir pras reuniões para servirem de instrumento. Deixando que os espíritos se manifestem, sem entender o que ocorre nesse processo.
Estrelismo, acabam pagando com a vaidade, pegando para si todos os elogios e agradecimentos que são dos espíritos.
Praticam a mediunidade, incorporando, psicografando ou outra forma de manifestação em locais totalmente inadequados tais como: Festas, reuniões familiares, bares, baladas, na rua, etc.
Acham-se detentores de poderes paranormais e que os espíritos lhes devem satisfações, cobrando dos mesmos adivinhações e regalias em suas vidas.
Entre  muito mais coisas.

A mediunidade não é ferramenta para engradecimento do ego, e sim para resgate das faltas pretéritas, aprimoramento do ser e da caridade. Vocês imaginam um espírito de Lei se manifestar no meio de uma balada para dar um sermão na(o) ‘ficante’ pois ele tá de olho em outra pessoa? Ou na festinha familiar pra dizer pro cunhado que ele é um folgado? Não cabe né?

 Até porque os espíritos de Lei respeitam o livre-arbítrio, e jamais irão interceder sem o pedido de auxílio daquele que precisa de ajuda.

 Esses médiuns tendem a se tornar ferramentas imprecisas, criando um afastamento, um campo de repulsão vibratório dos guias de Lei, pois esses guias já tem uma vibração bem mais alta que a nossa, e eles precisam em seu processo de sintonização conosco, ‘diminuir’ essa frequência vibratória afim de conseguir nos utilizar como instrumentos. É dito, que Jesus demorou dois mil anos para densificar seu espírito para poder se manifestar de forma corpórea, façam uma análise disto. Esses médiuns, acabam por criar esse afastamento e acabam por se tornar alvos fáceis de espíritos mistificadores e zombeteiros, e então se instala um processo de obsessão espiritual.

 Se ficar só nisso tá bom, o problema é que geralmente se agrava, gerando uma fascinação ou uma subjugação.

 Vamos pegar o auxílio do Livro dos Médiuns, codificado por Allan Kardec, para entender melhor isso:

 4. Os médiuns que fazem mau uso de suas faculdades, que não se servem dela para o bem ou que não tiram proveito delas para sua instrução sofrerão as consequências disso?

“Se as usam mal, serão duplamente punidos, porque lhes é dado um meio a mais para se esclarecerem e não o utilizam convenientemente. Aquele que vê claramente e tropeça é mais censurável do que o cego que cai no fosso.”

6. Uma vez que as qualidades morais do médium afastam os Espíritos imperfeitos, como é que um médium dotado de boas qualidades transmite respostas falsas ou grosseiras?

“Conheceis todos os recantos de sua alma? Aliás, sem ser vicioso, pode ser leviano e fútil; além disso, algumas vezes ele tem necessidade de uma lição, a fim de que se mantenha alerta.”

 7. Por que os Espíritos superiores permitem que pessoas dotadas de um grande poder, como os médiuns, e que poderiam fazer muito de bom, sejam instrumentos do erro?

“Os Espíritos superiores esforçam-se para influenciá-las; mas, quando se deixam arrastar para um mau caminho, eles as deixam ir. É por isso que se servem delas com cautela, pois a verdade não pode ser interpretada pela mentira.”

Para melhor compreensão recomendo a leitura do capítulo 20, segunda parte, do Livro dos Médiuns.

Então é hora de acordar, ver que a reforma é importantíssima. Se queremos ser lar de bons sentimentos devemos expulsar os maus sentimentos de dentro de nós. Trazendo um pouco de bom-senso a questão, olhar com muito cuidado para os nossos vícios, nos momentos em que estamos no topo é o momento exato para a nossa maior queda.

Ser médium não nos transforma em melhor do que os nossos irmãos, a mediunidade é uma ferramenta neutra, e assim pode ser usada para o lado bom ou ruim, cabe a nós escolhermos o que queremos. E lembrar sempre, “o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória.”

domingo, 20 de dezembro de 2015

Preceitos – O que sai da boca, isso é o que contamina o homem.


“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” – Matheus 15:11

A Umbanda é uma religião cheia de rituais, isso todos sabem. Dentre esses rituais podemos encontrar o chamado preceito. Preceito é nada mais do que algumas regras de conduta a serem adotadas pelos trabalhadores de Umbanda antes dos trabalhos. Contudo, eu expandiria mais esse conceito, dizendo que todos os médiuns ou religiosos das mais diversas seitas, cultos e religiões deveriam prestar atenção aos preceitos.

Bem distante de ser apenas uma “besteira” ou uma mortificação da carne, os preceitos são depurativos da mente, do espírito e do corpo. Essas simples regras – contudo dificílimas de serem cumpridas – podem trazer harmonia e paz para todo médium ou sensitivo.

Eles podem variar, mas geralmente se atem a certa abstinência que o médium precisa cumprir. Podemos encontrar:

Dieta com abstinência de carne vermelha 24 horas antes do trabalho.
Abstinência de carne de qualquer espécie – peixe, frango, cordeiro, porco, bovina, etc – no dia do trabalho.
Se alimentar de maneira frugal, ou pelo menos com uma alimentação leve no dia do trabalho mediúnico.
Abstinência sexual 24 horas antes do trabalho mediúnico.
Abstinência de álcool por 72 horas antes dos trabalhos mediúnicos.
Manter a mente serena e em estado de harmonia, no dia do trabalho.
Tentar ao máximo evitar: Ira, Inveja, Maledicência e outros sentimentos do mesmo tipo.
Não proferir palavras de baixo calão (palavrões) e evitar a conversa frívola.
Entre várias outras coisas…

Mas isso não é apenas uma forma de “Doutrinação”, mas um preparo para os trabalhos que ocorrerão pelo lado espiritual. Irei me deter sobre isso posteriormente em outro texto.

Para ilustrar essa situação vou parafrasear uma história supostamente ocorrida com o médium Chico Xavier.

“Conta-se que Chico Xavier estava atarefado em suas obrigações como auxiliar de serviço do Ministério da Agricultura. Passava de maneira célere quando esbarra em uma senhora. A moça reconhecendo o médium lhe pede para parar e conversar, contudo Chico, assoberbado, pede licença e diz que está cheio de tarefas, que conversariam em outro momento mais oportuno.

Nesse exato momento, Emmanuel – mentor espiritual do médium mineiro – se mostra a ele e lhe interrompe, dizendo para olhar para a moça. Chico observando a moça percebe um emaranhado negro-avermelhado em torno da mesma, e de sua boca começa a extravasar um material viscoso de aparência repulsiva. Chico entende e retorna a falar com a moça.

Após a breve conversa, a moça agradece e os dois se despedem. Emmanuel novamente pede para ele olhar para moça agora partindo, e Chico vê que o fluído que sai agora pela boca é de natureza brilhante, como uma “luz líquida”. Então, Emmanuel lhe explica:

– Chico, isso é devido as manifestações emocionais da moça. Imagine se você houvesse negado o ombro amigo, o que sairia e seria projetado a você!” 

Pois bem, os preceitos funcionam no mesmo princípio. Mantém as emanações energéticas-espirituais em harmonia e impedem que sejam enviadas energias ruins as pessoas a volta. Já que iremos fazer um trabalho de assistência caritativa, devemos doar o que possuímos de melhor.

Em nossa casa, temos a agradável visita do palestrante espírita Carlos Lima – do Núcleo de Estudos Espíritas Irmã Mileide – fazendo a preleção evangélica antes de nossos trabalhos todas as quartas-feiras. Em uma oportunidade na data de 29 de Julho de 2015, o tema abordado foi a ansiedade dos médiuns.  Porém ele tangenciou sobre esse assunto dos preceitos, principalmente os emocionais e ilustrou a mesma com uma história ocorrida com um companheiro deles. Contou ele:

“Meu amigo, possuidor de dupla-visão, havia brigado de forma assoberbada com sua esposa. Falaram diversos impropérios e se agrediram verbalmente. Chegando o horário o mesmo virou-lhe as costas, pois era hora de ir pra reunião espírita. Ao colocar a mão na porta, seu mentor – através da dupla-visão – se mostrou a ele, dizendo:

– Aonde pensa que vai?

– Ao trabalho espiritual! – respondeu.

– Desse jeito? – perguntou o mentor – Não percebe o que ocorreu? Depois de toda essa briga, você trouxe para perto de si, por sintonia, diversos irmãos em desequilíbrio. Acredito que hoje, é melhor você não ir, pois irá prejudicar o trabalho de quem manteve a harmonia e o equilíbrio. “

Vejam, qual é o tamanho de nossa responsabilidade como médiuns e “soldados de Umbanda”?

Vamos compreender de vez: “A Umbanda tem fundamento! É preciso preparar.”