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sábado, 30 de abril de 2016

A Saudade de quem já morreu...

Quem sente sabe, a saudade é presença. A saudade permanece. É o que fica quando a dor se vai, a revolta se vai. Saudade não morre.

Saudade maior é de quem já se foi. Mesmo nos que nutrem a fé no reencontro, é visível a dor de ter que seguir longe de quem se queria por perto. A dor de perder quem nos é querido, pela astuta ação da morte deixa em todos nos a marca da saudade.

Quando a morte ocorre, experimentamos a forte dor e a sensação de termos perdido o chão, perdido as raízes e estarmos, então, soltos no mundo. A falta do outro bagunça e desestrutura. Sofremos muito e então vem o luto. O luto é um processo de adaptação após perdermos algo ou alguém que era importante para nós, ou seja, uma perda significativa. Quanto maior o vínculo afetivo, maior será o impacto. O luto é a incapacidade que temos de nos divertir, de estarmos felizes.

Por um tempo é como se funcionássemos no automático e só conseguimos nos ocupar das tarefas cotidianas e daquilo que chamamos de trabalho. Quanto mais repentina é a ação da morte, mais é exigido de nós. Muitos se vão aos poucos, vão adoecendo e partindo lentamente, dando-nos assim tempo de assimilar e digerir a difícil realidade. Na contramão, há situação nas quais somos pegos de surpresa pela partida repentina de quem estava ali ontem, jovem, cheio de vida. A morte exige muito de nós, exige muita coragem.

O que fazer então quando ela nos encontra e leva de nós quem amamos?

Em primeiro lugar devemos entender e aceitar que vamos sofrer e então tentar sofrer o mínimo de tempo possível. Quem sofre mais tempo não significa que vive um luto maior nem tampouco que sua dor e/ou seu afeto por quem se foi é maior. O sofrimento pelo sofrimento não tem nada de digno, nem de profundo ou saudável. O sofrer deve ser superado com resiliência (aquela capacidade de cair e se levantar o mais breve possível) e nunca alimentado. Superar a dor, superar o luto deve ser sempre o nosso objetivo, aprendendo sempre. A dor sempre nos ensina muito e ela é inevitável.

Talvez vocês concordem comigo em afirmar que a maior dor que o ser humano pode vivenciar é a dor da perda de um filho. Acredito que a maior injustiça, que o maior descompasso, que o maior equívoco da natureza é um filho partir antes dos pais, obrigando-os à suportar a dor de uma dilacerante ferida e a depois caminhar com uma cicatriz inescondível. Talvez então vocês estejam agora me perguntando como e onde conseguir motivação, força para superar algo tão penoso assim. Acredito que a ternura e a fé hão de ser ainda maior e que não há nada a fazer a não ser superar e seguir. Negar, agredir, deprimir-se, desistir…, nenhuma dessas alternativas funciona. O fim de tudo é sempre a aceitação e há vários caminhos para se chegar a ela.

Lembro-me de um depoimento bonito de uma paciente que, ao perder repentinamente a filha jovem em decorrência de um acidente de trânsito, um dia me disse:
-Ao ler A Cabana eu achei um caminho para seguir.

E assim, depois de um tempo ela conseguiu abandonar os psicotrópicos.
O caminho pode estar em um livro, na fé, nas relações afetivas, na caridade ou em qualquer lugar. Ele existe e nós o chamamos de motivação. Cabe a cada um descobrir o que lhe motiva, o que lhe faz vivo e lhe dá força, combustível para seguir.

A única pessoa que permanecerá conosco pelo resto de nossas vidas somos nós mesmos. Por isso nós, estudiosos do comportamento e das emoções humanas, insistimos tanto para que, cada um de nós, tenha uma ótima relação consigo mesmo. E importante que nos bastemos e que possamos nos carregar no colo, que possamos jogar no nosso próprio time, que nos amemos a ponto de cuidar de nós mesmos e das nossas feridas.

A saudade é companheira de todos nós


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Afaste-se de pessoas que lhe fazem sentir-se mal

De fato estamos cercados de pessoas tóxicas.
Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia. Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se conviver.

Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando. Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam ser completamente diferentes.

São tóxicas, porque conseguem despertar o que há de pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados, paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.

Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém tem um discurso lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas, verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os próprios conselhos.

Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os seus próprios. São os “sabe-tudo” e só a sua forma de pensar é que está certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, perseguem a pessoa até “livrarem-se” dela ou então se vingam. Seu ego é superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas ideias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.

A toxicidade reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.

Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando energias e vibrações positivas.

Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas “amizades”?

Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas.

Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz.

E acima de tudo sempre perdoe essas pessoas, muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.

Minha opinião pessoal:
Minha intenção é de colocar como nossas atitudes e certos padrões de comportamentos afetam nossa saúde física e emocional, mas para ter uma saúde equilibrada, muitas vezes, não depende só da gente, pois vivemos cercados de pessoas com suas variadas complexidades.

Quando percebemos que mantemos ao nosso lado pessoas e relacionamentos que não valem a pena, que esgotam nossa energia e nos fazem sentir mal… (Creio que a a maioria das pessoas tem esse tipo de pessoa próxima por causa dos laços de família), muitas vezes isso acontece porque permitimos, nem sempre somos vítimas desse tipo de pessoas, nós é que damos abertura a elas, damos o poder a elas para nos manipular, talvez por medo de não sermos aceitos, ou querer aprovação, por carência, por estar com auto-estima lá chão e por aí vai.

Resolvi escrever minha opinião aqui no tópico depois de ler muitos comentários dizendo que é egoísmo e não devemos nos afastar de pessoas que precisam de ajuda, que Jesus ensinou isso ou aquilo, mas esquecem que Jesus também ensinou: “Ame o próximo como a ti mesmo”. Como amarei o próximo se não me respeito, se não me amo e não busco o que imagino que seja o melhor para mim?

Eis a questão: Quem é mais importante? Você ou o outro? Eu respondo que EU sou mais importante, pois se eu não estiver bem e equilibrada nenhum tipo de relação vai agregar coisas boas em minha vida e não saberei amar e respeitar quem estiver ao meu lado… E se para EU ficar bem for preciso me afastar de pessoas que me desvalorizam ou querem me manipular de alguma maneira, que me criticam apontando o dedo potencializando meus defeitos enchendo-me de frustrações, então eu prefiro me afastar sem culpas e remorsos… Ninguém muda ninguém, o que podemos e devemos fazer é mudar a nós mesmos. Cuidar da auto-estima para conquistar imunidade emocional, buscar companhia de pessoas nutritivas que irão agregar em nossas experiências de vida… Mas é preciso saber identificar relações saudáveis com problemas normais que nos ensinam a lidar com as diferenças de relações tóxicas.

Tantos problemas de saúde surgem por não conseguirmos equilibrar nossas emoções, segundo a metafísica da saúde todos os desequilíbrios em nosso corpo surgem de um desequilíbrio emocional. Vou citar alguns exemplos:

quinta-feira, 28 de abril de 2016


Veracidade dos Nomes dos Espíritos

Comprovar a identidade de quem se manifesta nas sessões espíritas ou espiritualistas é uma das maiores obsessões dos médiuns novatos ou pseudo-médiuns¹. Os Espíritos, mesmo não perdendo a sua individualidade, olham para essa obsessão com desagrado e desdém. Dependendo do seu nível evolutivo podem até se passarem por nomes de grandes vultos da humanidade para mistificar e expor ao ridículo o médium mal-preparado que está recebendo a comunicação.

No Livro dos Espíritos, capítulo 24, pontua-se:

255. A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. Porque os Espíritos de fato não trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns deles usam nomes emprestados. Esta é, portanto, depois da obsessão, uma das maiores dificuldades da prática espírita. Mas em muitos casos a questão da identidade absoluta é secundária e desprovida de importância real.

A comprovação da identidade, assim como a veracidade dos nomes é uma das maiores aflições dos neófitos e também uma das prerrogativas utilizadas para desqualificar a Umbanda como prática mediúnica depurada. Acusam-na de permitir a manifestação de entidades espirituais que não possuem nomes reais, usando nomes como Pai João, Caboclo Flecheiro, Boiadeiro do Laço, etc. Contra isso, ainda argumentam sobre a manifestação de espíritos de escol – mesmo muitos nem sabendo o que significa a palavra escol – com nomes pomposos e ilustres de filósofos, médicos, políticos, escritores, entre outros. (Agora a nova moda é de médiuns desencarnados).

Lendo acima o trecho extraído do Livro dos Espíritos, percebemos que os Espíritos usam nomes emprestados, ou seja, está homologando exatamente o que a Umbanda faz. Em outras palavras, aquele espírito que se chama Pai João, pegou esse nome emprestado do Pai João Original. Assim também acontece com aquele médico alemão, que pegou seu nome emprestado do médico alemão original. Mas de qualquer forma, ainda termina-se o parágrafo dizendo: “a questão da identidade absoluta é secundária e desprovida de importância real”.

A identidade do espírito não é importante e sim, a mensagem que esse traz, veja adiante:

“Julgamos os Espíritos, como os homens, pela linguagem. Se um Espírito se apresenta, por exemplo, com o nome de Fénelon, dizendo trivialidades e puerilidades, é evidente que não pode ser ele. Mas se as coisas que diz são dignas do caráter de Fénelon e não o contradizem, temos uma prova, senão material, pelos menos de grande possibilidade moral de que seja ele. É, sobretudo nesses casos, que a identidade real se torna uma questão secundária: desde que o Espírito só diz boas coisas, pouco importa o nome que esteja usando.”

Fénelon foi um teólogo, poeta e escritor, ou seja, é esperado dele uma linguagem mais culta e formal. Não esperamos de um espírito dessa estirpe uma comunicação vaga e rasa, muito menos com um linguajar informal e até mesmo vulgar. Porém, confundem isso com a comunicação de um espírito que se apresenta de forma simples. Um preto-velho falando de forma simplória e usando termos comuns aos menos instruídos – com erros de palavras e frases incorretas – é confundido com um espírito negativo ou inferior. Mas se ele se apresenta como uma pessoa simples, seu linguajar não deveria também ser simples? Deveríamos estranhar um preto-velho falando em alemão, isso sim. Ainda completa com o fato de que devemos sempre analisar a mensagem pelo seu conteúdo e não pela sua forma ou pelo “nome” de quem está falando.

Quanto a questão dos nomes ainda, cogita-se se não seria uma mentira utilizar o nome de um outro indivíduo, mesmo que para o bem, conforme vemos no Livro dos Espíritos.

“256. À medida que os Espíritos se purificam e se elevam na hierarquia, as características distintivas de sua personalidade desaparecem, de certa maneira, na uniformidade da perfeição, mas nem por isso deixam eles de conservar a sua individualidade. É o que se verifica com os Espíritos superiores e os Espíritos puros. Nessa posição, o nome que tiveram na Terra, numa das mil existências corporais efêmeras por que passaram, nada mais significa. Notemos ainda que os Espíritos se atraem mutuamente pela semelhança de suas qualidades, constituindo grupos ou famílias simpáticas. Se considerarmos, por outro lado, o número imenso de Espíritos que, desde a origem dos tempos, deve haver atingido os planos mais elevados, e se compararmos ao número tão restrito de homens que deixaram na Terra um grande nome, compreenderemos que entre os Espíritos superiores que podem comunicar-se a maioria não deve ter nomes para nós. Mas, como precisamos de nomes para fixar as nossas idéias, eles podem tomar o de um personagem conhecido, cuja natureza mais se identifique com a deles.”

Conforme a Lei de Afinidade, “semelhante atraí semelhante”. Dessa forma, os espíritos ao se depurarem perdem o ego, sem perder a sua individualidade. Assim, conforme se congregam nas semelhanças de seus pensamentos e aspirações, eles acabam por se sentirem livres para utilizar de um nome que  sabem que os encarnados aceitarão melhor.

“É assim que os nossos anjos guardiões se fazem conhecer, na maioria das vezes, pelo nome de um santo que veneramos, escolhendo geralmente o do santo de nossa preferência. Dessa maneira, se o anjo guardião de uma pessoa dá o nome de São Pedro, por exemplo, não há nenhuma prova material de tratar-se do apóstolo. Tanto pode ser ele como um Espírito inteiramente desconhecido, pertencente à família de Espíritos a que São Pedro pertence. Acontece ainda que, seja qual for o nome pelo qual se invoque o anjo guardião, ele atenderá ao chamado porque é atraído pelo pensamento e o nome lhe é indiferente.”

Eles sabem de nossas afeições e escolhem um nome que terá uma melhor aceitação por nós, assim não podemos taxá-los de mentirosos ou levianos. Eles apenas usam as ferramentas que damos a eles. Se nós ouvíssemos a qualquer comunicação e avaliássemos pelo teor da mensagem, talvez eles se apresentassem como José da Silva ao invés de Sócrates ou Platão. De qualquer forma a conexão se dá pela afinidade e não pela simples evocação do nome – não que isso não ocorra, mas é outro processo e para outra finalidade.

“Ora, se o ensino é bom, pouco importa que venha de Pedro ou de Paulo. Devemos julgá-lo pela qualidade e não pelo nome. Se um vinho é mau, não é a etiqueta que o faz melhor.”

Alguns julgam que devemos tentar comprovar a veracidade através de perguntas sobre as características e feitos de um determinado Espírito quando este estava encarnado. Ora, se podemos nós mesmos obter as informações, o que garante que outro Espírito – negativo, mas não ignorante – não consiga obtê-las da mesma forma? Torna-se um processo falho e também pode gerar certo desagravo por ofender o espírito – esse sim elevado – com perguntas corriqueiras e bobas. Ele pode se rejeitar a responder essas coisas vulgares e simplesmente não manifestar a sua comunicação, e isso não é ego ofendido, é apenas uso prático do tempo que ele possui. Já cheguei a ouvir o absurdo de que devemos por a prova a entidade, escondendo moedas no bolso e perguntando a ela quantas moedas temos no bolso, de quais valores e de que cores e formatos. Realmente, vocês conseguem imaginar um Espírito evoluído se preocupando em responder isso? Ou se preocupando em provar para você a sua índole e veracidade?

Na época da codificação muitos médiuns atacados em seus egos inflamados e em suas vaidades recebiam comunicações de Maria, dos Apóstolos e inclusive do próprio Jesus. Vejam, os tempos mudam, os personagens podem mudar, mas a prática continua idêntica. Ainda hoje não vemos tantos que recebem a comunicação de Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Paulo de Tarso, Sócrates, Dante Alighieri e outros mais? Pior são os que se dizem a reencarnação dessas figuras históricas, sem que o seu princípio de caráter seja idêntico, ou poderíamos supor que a reencarnação de Sócrates – com essa verdade revelada a ele e em caráter missionário – iria escrever de forma incorreta ou se pronunciar com termos chulos?

“265. A inteligência está longe de ser um sinal seguro de superioridade, porque a inteligência e a moral nem sempre andam juntas. Um Espírito pode ser bom, afável e ter conhecimentos limitados, enquanto um Espírito inteligente e instruído pode ser moralmente bastante inferior.”

Mais informações vindas do século XIX para embasar o que falamos sobre a diferença entre inteligência e moral.

Esse texto já está extenso e há muito mais o que falar. Com certeza abordarei sobre esse tema mais vezes. Mas por enquanto faço um convite para que estudem o capítulo referido sobre a Identidade dos Espíritos, no Livro dos Espíritos.  Deixem seus comentários e impressões para debatermos, assim poderemos todos juntos aprender mais.

1 Pseudo-médiuns são aqueles que acham que são médiuns, porém só querem se gabar dos nomes das entidades mais “ilustres” e populares.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O Dirigente e os Fantasmas: Uma reflexão

Mediunidade é algo sério e deve ser encarada como tal. Principalmente quando estamos em uma posição de liderança de uma comunidade, como uma igreja, centro espírita, um barracão de Candomblé e um terreiro de Umbanda. O grande problema que já tratei em artigos como “Sacerdócio é um chamado, não é Festa“ e no “Eu, Dirigente Espiritual“ é o despreparo completo das lideranças dos terreiros, dentro do que posso analisar que é a Umbanda.

Com a proliferação de cursos de sacerdócio mal feitos e mal planejados, muitos saem dessas “aulas” achando que estão aptos a montar suas próprias casas, sem nem ao menos terem sido CHAMADOS pela espiritualidade para tal. Colocam isso como uma questão de vaidade e de ego, onde acreditam que o título de Pai/Mãe ou Sacerdote, irá lhes trazer alguma validação e credibilidade. Na verdade é o contrário! O que dá credibilidade é a experiência, não o título. Para um Doutor não é apenas a defesa que lhe trouxe o título que conta, mas sim o tempo em que se desenvolveu a pesquisa, os anos de estudo e a dedicação. Em outras palavras, não foram apenas aquelas horas defendendo a tese que lhe fez diferença, mas sim os anos de aprofundamento em campos de pesquisa e muito suor. O mesmo se dá para “sacerdotes” e “pais/mães de santo”.

Os cursos administrados por aí seguem uma carga horária de aproximadamente 144 horas/aula, alguns pedem ainda um curso de Teologia/Doutrina de Umbanda, que irá adicionar 48 horas/aulas nesse currículo, no total: 192 horas/aula. Agora vamos nos aprofundar na questão do sacerdócio católico, por exemplo. Para se tornar padre pode-se optar por dois caminhos:

– Fazer seminário por oito anos;

– Ser bacharel em Teologia, Filosofia ou História e fazer seminário por mais quatro anos.

De qualquer forma, vejamos que só o curso de teologia tem por volta de 1.600 horas/aula, fora o que você irá adquirir dentro do seminário. Compreendem a diferença gritante?

Muitos podem dizer que não devemos comparar as duas religiões e nisso eu concordo, pois a religião Católica não trabalha com mediunidade, que é o que eu coloquei no começo desse texto como algo que deve ser levado a sério. Logo, o preparo sacerdotal ou de dirigente para quem é de Umbanda, deve ser MUITO MAIS AMPLO. Não se deve vender um título por assim dizer, mas deve-se preparar o futuro dirigente para as dificuldades que ele encontrará. O dirigente é o responsável não só pela casa, mas pelo corpo mediúnico e também por todos os assistidos nas giras de atendimento. Não há espaço para insegurança e incertezas!

Por isso mesmo, os anos a fio de experiência dentro da prática de atendimento e posteriormente como pai ou mãe pequeno, irá preparar o postulante a dirigente a resolver situações de formas rápidas, identificar o campo mental em vigor durante as giras e prevenir deslizes do seu corpo mediúnico. Claro que erros podem ocorrer e nem sempre teremos respostas para tudo, mas pelo menos estaremos fortalecidos para buscar de forma coerente sem criar os famosos FANTASMAS!

Isso mesmo, apesar de lidarmos com entidades espirituais – ou em outras palavras “pessoas mortas”- muitos dirigentes acabam enxergando fantasmas por todos os lados. É um misto de insegurança pessoal com fanatismo e ilusão que acaba corrompendo as estruturas psíquicas de uma casa, e até mesmo infectando os demais médiuns. Se há uma goteira na casa, por exemplo, logo esses dirigentes mal preparados irão acreditar que é uma demanda enviada contra eles e com certeza começarão as contra-medidas. Iniciarão a guerra astral contra fantasmas invisíveis, porém eles colocarão sempre a culpa em algo ou alguém. Acabarão cismando com pessoas, que não necessariamente desejam ou fizeram algo contra eles, mas começarão a demandar tal pessoa. Imagem agora o Karma que isso gera? Magiar alguém por nada, praticar magia negra?! Se a pessoa (dirigente) se focar mais na sua comunidade (terreiro) e esquecer os demais, ela manterá o padrão vibratório elevado e consequentemente estará protegida de influências negativas.

O preparo “sacerdotal”* se  inicia desde o primeiro dia de Gira, onde a espiritualidade superior e o regente da Casa, conjuntamente com seus guias-espirituais, estarão observando o desenvolvimento mediúnico e se há a necessidade (missão) de se eleger um novo líder de terreiro. Após alguns anos de experiência como médium e trabalhador (e isso inclui lavar o chão do terreiro) o médium em desenvolvimento poderá ser convidado pelos guias-chefes da casa espiritual a se preparar como Pai/Mãe Pequeno. Então se inicia o treinamento para lidar com as questões de liderança, ego, vaidades e inveja contra seus próprios demônios interiores e afins. Então, um dia poderá ser chamado a tocar a Casa em que está ou abrir seu próprio terreiro, expandindo a filosofia da Casa em que houve a formação. Isso não ocorre do dia para noite e também não ocorre em dois anos.

Quando bem preparado e instruído, o dirigente perceberá que deve se atualizar sempre. A atualização não é de forma externa e nem só de livros e mais livros, mas sim de raciocínio e crítica sobre o que se lê, baseando-se no que se vive. Garanto que a essa trajetória será segura, sólida e mais feliz. Como disse, mediunidade é algo sério e devemos ter muito cuidado para não cairmos nas guarras das paixões inferiores e nos braços de entidades egoicas!

* Na verdade não existem sacerdotes na Umbanda, mas sim líderes, dirigentes, padrinhos, madrinhas, pais e mães de terreiro.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Conto: A noite em que descobri ser médium


Por André Caboclo 

Olá. Meu nome é Antônio, mas todo mundo me chama de Tony. Estou escrevendo estas linhas mediante uma recomendação Superior. O que irei relatar aqui é parte da minha história e espero que, ao conhecer um pouco sobre mim, você possa refletir alguns instantes sobre a sua própria vida. Se isso acontecer, então a criação deste texto terá valido à pena.

            Tive uma vida absolutamente comum de um garoto interiorano até 1988, quando, aos 14 anos, sofri um grave acidente automobilístico que me fez ficar quarenta dias internado em um hospital da capital, quatro destes em estado de coma. A lesão mais grave foi no meu joelho direito, que ficou tão danificado a ponto de os médicos cogitarem amputar a minha perna. Felizmente isso não foi necessário, mas a minha mobilidade ficou comprometida para sempre. Até hoje caminho mancando bastante e dobrar a perna – para sentar ou deitar – só é possível mediante uma boa dose de esforço e dor.

            Em função disso, nunca mais pude praticar esportes e as minhas amizades e relações sociais passaram a diminuir drasticamente, pois eu tinha vergonha de caminhar mancando e praticamente só saia de casa para ir à escola. Como consequência do sedentarismo, comecei a ganhar peso, o que aumentava a dor no joelho e as dificuldades de locomoção na mesma medida em que diminuía ainda mais a minha autoestima. Hoje eu vejo que aquele período teve pelo menos algo de bom: por falta de opção, acabei me tornando um leitor voraz. Passava a maior parte do dia dentro de casa, lendo desde histórias-em-quadrinhos até tratados filosóficos, passando por romances, livros de História, ciências e o que mais caísse em minhas mãos. Como se eu quisesse compensar minhas limitações físicas através do intelecto, aumentei minha carga de estudos ao ponto de raramente tirar alguma nota nas atividades escolares que não fosse 10. Isso, de certa forma, me reconfortava.

            Em todo caso, o fato é que a minha vida pós-acidente mudou drasticamente também em outro aspecto. Desde o dia em que me acidentei, passei a ter visões estranhas, que, no início, não sabia como interpretar. Na verdade, eu me lembro de já ter tido algo assim em algumas ocasiões mesmo antes do acidente – bem como sonhos esquisitos que às vezes se repetiam por noites consecutivas –, mas é inegável que o negócio se intensificou incrivelmente depois daquele dia fatídico. Vou ser mais específico: eu passei a ver frequentemente um homem de aparência um tanto singular. Era idoso, e sua fisionomia tinha traços claramente indígenas. Seus cabelos grisalhos, lisos e compridos se derramavam sobre seus ombros e realçavam a pele morena do seu semblante sempre sério, e que parecia de alguma forma exalar certa solenidade. Me chamava a atenção o fato de ele vestir roupas “comuns”, apesar de bastante surradas – blusa vermelha, calça verde e desbotada – ao invés de estar coberto com peles e penas, de acordo com o estereótipo indígena que eu estava habituado a ver nos livros escolares. Na verdade, ele me parecia muito mais um mestiço, como aqueles que volta e meia apareciam na região acampando na beira das rodovias, vendendo balaios e artesanatos diversos.

            Desde o primeiro momento ficou claro para mim que se tratava de uma aparição, mas em nenhum momento eu tive medo ou cogitei estar perdendo o juízo. Era justamente o contrário: intuitivamente, eu sentia como se aquele encontro já estivesse fadado a acontecer e que isso teria um propósito definido, embora não tivesse ainda a devida compreensão do que se tratava. Nas primeiras vezes em que apareceu, ainda durante o coma, o Índio Velho nada fazia além de permanecer imóvel e me observar de maneira serena e, de certa forma, afetuosa. Depois que voltei para casa, ele continuou aparecendo ocasionalmente em meus sonhos, ainda que eu só conseguisse guardar uma vaga recordação dessas experiências oníricas.

            Nosso primeiro contato, por assim dizer, mais dinâmico, aconteceu em uma circunstância inesquecível. Era um sábado de noite, eu estava deitado no sofá da sala lendo algo quando o meu pai chegou alvoroçado, dizendo que a Bruna – uma colega de aula por quem eu nutria uma grande simpatia e que morava na mesma rua – havia sido levada às pressas para o hospital, pois havia caído de uma janela do segundo andar da sua casa e estava à beira da morte.

            Eu fiquei muito chocado com a notícia, pois a Bruna era uma menina com o qual eu tinha uma boa afinidade. Ela era tímida, usava óculos “fundo-de-garrafa” enormes, tirava boas notas e não era nada popular na nossa escola. Ou seja, era uma nerd tão esquisita quanto eu, razão pela qual nos entendíamos bem. Pedi para o meu pai me levar ao hospital, mas ele recusou dizendo que ela estava na UTI e que, por ser de noite, não deixariam entrar ninguém além dos familiares. Por outro lado, me assegurou que poderíamos ir até lá na manhã seguinte.

            Naquela noite custei muito a pegar no sono, pois a Bruna não me saia da cabeça. Ela tinha quatro irmãos, dois mais velhos e dois mais novos e, ao contrário dela, que andava sempre calada e meio cabisbaixa, eram agitados e tagarelas, o que às vezes me fazia pensar que ela era uma “estranha no ninho” em relação aos seus próprios familiares. Adormeci pensando que gostaria de estar lá no hospital, ao lado dela.

            Horas mais tarde, acordei de supetão, como se tivesse levado uma espécie de choque. Olhei para o lado da cama e vi o Índio Velho com os braços estendidos em minha direção, e de suas mãos saía uma espécie de névoa esbranquiçada e luminosa que envolvia o meu corpo. Saltei da cama sem entender direito o que estava acontecendo e apenas anos depois, ao estudar a fenomenologia da doutrina espírita, é que compreendi que o espírito estava emitindo energia magnética sobre mim, para auxiliar no desdobramento do meu corpo astral. Mesmo depois de olhar para a cama e observar meu corpo físico adormecido, não tive medo algum, pois novamente uma espécie de intuição me fazia crer que aquilo acontecia por uma razão importante.

            O Índio Velho fez um sinal com a mão e eu o acompanhei. Saímos da minha casa e seguimos pela rua. Percebi que a minha perna não doía e que eu podia caminhar perfeitamente. Minhas lembranças do trajeto não são muito nítidas, mas me recordo de que o céu noturno parecia iluminar-se em algumas circunstâncias por “névoas” coloridas que se deslocavam pelo ar, às vezes emanando de determinadas casas. Lembro também que havia pessoas estranhas zanzando pela rua. Várias pareciam simplesmente não nos ver, enquanto outras nos observavam de forma quase hostil. Ao passar por estes indivíduos, eu percebia que o fluído suave e luminoso que emanava sutilmente do corpo espiritual do Índio Velho me envolvia com mais intensidade, e isso parecia repelir de alguma forma aqueles sujeitos de aparência ameaçadora, que se mantinham afastados.

            De repente, percebi que estávamos diante da casa da Bruna. Chamou-me a atenção o fato de a residência aparentar estar envolvida por uma espécie de fluído que pairava com mais densidade próximo ao teto e as janelas do andar superior, alternado sua cor em tons cinzentos, avermelhados e pretos. O Índio Velho então apontou para o lado esquerdo da rua e eu avistei Bruna se afastando rapidamente. Espantado, gritei seu nome e ela olhou para trás, surpresa.

            – O que você está fazendo aqui?! – perguntou ela, ao me ver se aproximando.

            – Vim falar com você. – respondi, meio inseguro.

            – Quem é ele? – questionou Bruna, olhando para o Índio Velho que permanecia ao meu lado.

            – Ele… É… Um amigo. – expliquei, de forma não muito convincente.

            – O que você queria me dizer? – indagou a menina.

            Nesse instante, uma voz ressoou na minha mente: “diga que ela precisa voltar”. Imediatamente eu entendi que era o meu companheiro espiritual se comunicando telepaticamente.

            – Eu queria dizer para você voltar. – respondi.

            – Não vou voltar nunca mais. – retrucou ela, retomando sua caminhada em seguida.

            – Escute, Bruna – insisti, praticamente correndo atrás dela. – Sei que você sofreu um acidente horrível! A sua família deve estar sofrendo e…

            – Não foi um acidente! – interrompeu ela, com rispidez. – Eu pulei daquela janela!

            – Por quê?! – questionei, me sentindo pasmo.

            – Você quer mesmo saber? – perguntou a menina, com os olhos cheios de lágrimas.

            Eu mal tive tempo de responder “Sim” e quando dei por mim estávamos dentro de um quarto que parecia ficar em um sótão. Imediatamente entendi que estávamos na casa da Bruna, mesmo que ela jamais tivesse me convidado para ir lá anteriormente. As paredes do aposento pareciam envolvidas por aqueles fluídos estranhos que eu havia avistado do lado de fora. Eles pareciam se mover e tomar formas sutis, que se materializavam e em seguida retornavam para o fluxo fluídico novamente. Vi claramente lacraias gigantescas e avermelhadas se movendo pelas paredes, bem como partes de corpos humanos que ganhavam formas bizarras como se reproduzissem versões monstruosas de órgãos genitais. Em dado momento, uma espécie de rosto grotesco ganhou forma através dos fluídos na parede logo atrás de onde Bruna estava, e uma língua enorme fez menção de lamber o rosto da menina, mas sem sucesso.

            Prestes a entrar em pânico, agarrei a mão de Bruna – que parecia não ver aquelas formas horrendas nas paredes – e fiz menção de sair correndo, mas, nesse momento, o Índio Velho estendeu suas mãos e projetou sobre nós uma energia reconfortante, que fez me sentir seguro novamente. “Não olhe para as paredes”, disse a voz do amigo espiritual em minha mente.

            Quando tornei a olhar para Bruna, ela estava retirando uma maleta do fundo de um armário. Abrindo o objeto, a menina despejou todo o seu conteúdo no chão. Eram fotografias. Ajuntei algumas e, tomado de espanto, vi que eram fotos de crianças de várias idades, completamente nuas. Bruna estava em algumas delas.

            – São do meu padrasto… – disse a menina, com lágrimas escorrendo pelo rosto. – Você entende agora?

            Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, o espírito que nos acompanhava falou em minha mente: “Há mais fotos na parte de cima do armário. Pegue-as.” Sem muita dificuldade, tateei entre cobertores dobrados e encontrei uma pequena caixa. As fotos que ali estavam eram de Marcinha, a irmã mais nova de Bruna, que possuía apenas onze anos. Ela não estava nua, mas sim de pijama, dormindo. Porém, os ângulos das fotos – focando claramente a região genital da menina – deixavam claras as intenções do fotógrafo.

            – Sua irmã vai ser a próxima – disse eu, entregando as fotos nas mãos de Bruna – Entende agora porque você não pode ir embora?

            – Sim, entendo – respondeu a menina, ainda chorando, mas com um semblante que esboçava determinação. – Eu vou proteger a minha irmã daquele monstro.

            Se aconteceu algo mais ali depois disso, eu não lembro. A minha memória seguinte é de acordar – já na manhã seguinte – e levantar da cama tão rápido quanto a minha perna permitia e esmurrar a porta do quarto do meu pai implorando para ele me levar ao hospital. Sem entender nada, ele reclamou do meu alvoroço, mas acabou concordando.

            Porém, ao chegarmos ao hospital, percebemos de imediato que algo estranho estava acontecendo. Havia viaturas da polícia estacionadas diante da porta e um vai-e-vem anormal de pessoas entrando e saindo. Meu pai me mandou esperar no carro e foi até a recepção atrás de informações. Retornou alguns minutos depois, com semblante visivelmente perturbado.

            – Vamos embora – disse ele. – A Bruna está sendo transferida para um hospital da capital.

             – Ela piorou?!

            – Não. Na verdade, ela acordou. Saiu do coma. Mas, a mãe dela achou melhor transferi-la.

            – Por quê? O que aconteceu?! – indaguei, cheio de ansiedade, mas o meu pai nada respondeu. Permaneceu calado até em casa, visivelmente abalado com o que ficara sabendo, e achei melhor não insistir.

            Antes do meio-dia a cidade inteira já estava sabendo do acontecido e era só sobre isso que se falava. Bruna havia despertado do coma um pouco antes do amanhecer e, mesmo debilitada, contou a verdade diante da mãe, de médicos e enfermeiros. Com a orientação da menina, o irmão mais velho foi até em casa e encontrou as fotos escondidas no sótão. A família ficou desesperada, a polícia foi chamada e o padrasto foi preso. Na delegacia se soube que, anos antes de se casar com a mãe de Bruna, ele já tinha sido acusado de pedofilia e abuso de menores em duas outras cidades onde havia morado.

            Quanto a Bruna, eu nunca mais a vi e nem tornei a falar com ela. Sei que ela se recuperou – pelo menos fisicamente – e que mora até hoje na capital, para onde a família se transferiu imediatamente após o escândalo vir à tona. Em uma cidade pequena, onde todos se conhecem, não seria fácil conviver com este estigma, pois, apensar de não ter participação nos abusos, a mãe poderia facilmente ser tachada de negligente por não ter percebido o que se passava dentro de sua própria casa.

            Naquela noite, mais uma vez custei a pegar no sono. Rolava de um lado para o outro da cama, rememorando aquela história fantástica que, obviamente, não tive coragem de compartilhar com ninguém, pois se desde sempre eu tivera fama de esquisito, contando algo assim passaria imediatamente para o status de louco. O questionamento que mais me fustigava era: por que eu? “Para que desde cedo você saiba que é possível”, respondeu a voz do Índio Velho ressoando na minha mente, segundo antes de eu finalmente mergulhar em um sono profundo e restaurador.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Aromaterapia: Como ambientar e perfumar cada ambiente da sua casa?

A aromaterapia é um tratamento natural que tem por objetivo proporcionar bem-estar físico, mental, energético e emocional.

Baseia-se na utilização das propriedades curativas e terapêuticas presentes nos óleos essenciais, extraídos de plantas aromáticas e, por isso, pode proporcionar equilíbrio e bem-estar aos ambientes.

Essência pura extraída de flores, frutas e ervas, cada óleo possui um aroma e uma propriedade terapêutica próprios que, quando inalados ou aplicados no corpo, exercem um efeito direto no pensamento e nas emoções.

O clima da sua casa pode mudar com a ajuda da aromaterapia, já que os aromas podem ser aplicados com diferentes funções. Inalados ou aplicados no corpo, restauram energias curativas e proporcionam equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

Alguns ajudam, por exemplo, a estimular a concentração na área de trabalho e estudo, enquanto outros servem para relaxar antes de dormir.

Dicas para os ambientes:

Sala ou ambientes onde a família se reúne: Invista em aromas que facilitam a comunicação e que facilmente agradarão a todos (já que o ambiente é o mais frequentado da casa). Os indicados são aromas cítricos como limão, tangerina, gerânio e verbena. Rosas brancas trazem calma para as relações.

– Escritório ou sala de estudos: recomenda-se o alecrim, que é calmante e ajuda na concentração, ou menta e canela, aromas tônicos e estimulantes. Canela também traz bons fluidos e é bom para negócios.

– Cozinha: cravo e eucalipto purificam o ambiente e neutralizam odores de alimentos. Tais aromas dão sensação de limpeza.

– Quarto: se a ideia é estimular a libido, opte por óleos essenciais de sândalo e patchuli, que têm propriedades afrodisíacas. Para quem quer uma boa noite de sono, camomila e lavanda são os eleitos.

Existem muitas formas de espalhar os aromas pela casa. Uma opção são os difusores – recipientes onde se colocam a água e algumas gotas do óleo escolhido, e em cuja parte inferior uma vela acesa aquece delicadamente a água, permitindo que o óleo seja liberado. As velas aromatizadas também são uma excelente escolha, pois exalam um aroma mais suave.

Outra dica é encher de água um borrifador comum de plantas e adicionar algumas gotas de óleo essencial na medida de 15 ou 20 gotas para 125 ml de água.

Para ambientes menores ou mesmo para dar aquele toque na decoração você pode usar dos “pout-pourris” – jarras ou saquinhos com diversas flores, ervas, sementes e especiarias, que, por serem colorido, aliam olfato e visão, numa verdadeira experiência sinestésica!

domingo, 24 de abril de 2016

Não adianta ser uma boa pessoa, se você faz escolhas erradas...


Muitos são os e-mails e comentários que eu recebo de pessoas que dizem que são excelentes pessoas, se entregam em um relacionamento, se doam, se dão, se esforçam pela outra pessoa, fazem o melhor para completar o outro, etc.

Elas me dizem:

“EU JÁ SOU UMA BOA PESSOA, EU JÁ SOU A PESSOA CERTA, MESMO ASSIM MEUS RELACIONAMENTOS NUNCA DERAM CERTO”.

E eu realmente acredito que muitas destas pessoas que me mandam e-mails assim realmente são gente maravilhosa, que fazem o melhor de si quando estão em um relacionamento. O problema não é esse. O problema é que a maioria dessas pessoas não sabem escolher.

Ser a pessoa certa não significa apenas ser uma pessoa ótima, legal, que faz de tudo para agradar e que procura cometer o mínimo de falhas possível. Ser a pessoa certa também significa saber fazer escolhas certas.

A vida é feita de escolhas. Uma escolha hoje pode definir todo o seu futuro amanhã. Quem não sabe fazer escolhas não pode se considerar a pessoa certa, pois parte de ser a pessoa certa significa também saberescolher a pessoa certa. Mas como você vai escolher direito se não souber como fazer tais escolhas?

O grande vilão de todas as más escolhas é o coração.
As pessoas querem escolher com ele ao invés de escolher com a mente. O coração não foi feito para pensar, ele foi feito para bombear sangue no corpo. A cabeça sim foi feita para pensar, de modo que uma escolha é feita com a cabeça e não com o coração. Mas quando a pessoa resolve inverter isso, ela acaba colocando suas emoções à frente da racionalidade, o que faz ela simplesmente escolher errado.

A emoção faz a pessoa agir por impulso, ela não julga a situação conforme as consequências da mesma, ela julga a situação pensando apenas no sentimento e em como aquela escolha faz ela se sentir.

Se eu escolher pela emoção e por como eu quero me sentir, eu vou me ferrar.

Exemplo:
Tem pessoas que fazem você se sentir muito bem ao lado delas, você parece que está vivendo um sonho. Esse tipo de pessoa faz você se apaixonar muito rapidamente, pois você escolhe pelo sentimento. Ao fazer uma escolha baseada no que você sente, você não raciocina. Não é só porque uma pessoa faz você se sentir bem num primeiro momento, que ela vai fazer você se sentir bem pro resto da vida. Dessa forma muita gente escolhe pessoas erradas, pois escolhem por um impulso emocional e não por uma escolha racional.

Para escolher corretamente alguém com quem se relacionar, você deve pautar essa escolha na razão. Não importa o quanto essa pessoa é legal ou o quanto ela demonstra gostar de você, se você não escolher racionalmente, é certo que vai quebrar a cara lá na frente.

Não dá para seguir em frente com alguém se você não conhece bem este alguém. Você tem que aprender a escolher, tem que aprender a se informar mais sobre a pessoa:

Será que ela compartilha dos mesmo sonhos que eu?
Será que ela tem as mesmas crenças que eu?
Será que ela tem os mesmos objetivos que eu?
Como foram os relacionamentos passados dela?
Será que em tais relacionamentos ela era muito ciumenta ou possessiva e ainda continua assim?
Por que o relacionamento passado dela terminou? Será que foi traição? Será que foi por falta de caráter dela?
Por que eu gosto dessa pessoa? Será que é só porque ela me faz sentir bem e parece legal? Se for só por isso, não é o suficiente.
Existem uma série de perguntas que você deve se fazer antes de escolher deixar alguém entrar na sua vida.

Enquanto você não souber fazer estas perguntas para si mesmo(a) e analisar toda a situação, você pode ser a pessoa mais legal do mundo, mas vai continuar fazendo escolhas erradas e sofrendo na sua vida sentimental.

sábado, 23 de abril de 2016

Você tem visto códigos espirituais como 11:11 – 22:22 – 33:33?



O código do chamado espiritual

Os Códigos Ocultos de Siirus, Òrion e Plêiades. 11:11 é o código do Chamado Espiritual. Há códigos chegando de Sírus, Órion e Plêiades. Essa repetição de números é um chamado espiritual, para a reconexão consigo mesmo, com seu Eu Superior, como queira chamar. Há novas frequências de esclarecimento e iluminação chegando do Sol Central com força e poder.

Conforme descrito no livro O Grande Pulso, tudo está sendo disponibilizado para que cada um se religue com a sua fonte, muitos estão sendo chamados, mas poucos estão conseguindo atender a ligação, o telefone espiritual toca e você não atende, porque com certeza o seu chip natural que foi criado para fazer essa comunicação, a glândula pinela, está quebrada, desativada ou com defeito. O que seu espirito quer é que você desperte, acorde da ilusão e atenda o telefone, 11:11 é o número da chamado, 22:22 também, 33:33 também, cada um vem de um local, como se fosse um bina demonstrando de onde seu espírito está chamado e tentando contato.

Não é ele que está perdido, é você que está dormindo e não consegue acordar. “A Matemática é a ciência mais espiritual que existe no Universo.” P.A.

VOCÊ TEM VISTO REPETIDAMENTE OS MESMOS ALGARISMOS? NO RELÓGIO DIGITAL, EM PLACAS DE CARROS, EM SENHAS, EM Nº DE TELEFONES?

Frequentemente teus guias espirituais te dão mensagens que incluem uma combinação de dois ou mais números. Aqui estão os significados básicos dos dígitos triples e combinação de dois números. Se tuas mensagens contem três ou mais números, mescle as respostas das diferentes combinações dos números. Por exemplo. Se continuamente notas a sequência 312, use o significado da combinação dos números 1 e 3, mais a combinação do 1 e ou 2, se te sentes guiado, soma os números. Continua somando os dígitos subsequentes até que tenhas um número de um só dígito. Então, veja o significado para esse número em particular na lista previa de sequências numéricas que contem números idênticos (por exemplo, 111, 222, 333, etc.).

COMBINAÇÕES DE NÚMEROS

11:11
Monitora cuidadosamente teus pensamentos, e assegura-te de pensar somente no que desejas, não no que não desejas. Esta sequência é um sinal que há um portal de oportunidade desapegando-se, e teus pensamentos estão se manifestando no físico com velocidades recorde.

O 111 é como a luz brilhante de um foco. Significa que o universo tem tomado uma instantânea de teus pensamentos e os está manifestando no físico. Estás satisfeito com os pensamentos que emites no universo? Se não, corrige teus pensamentos (pede que teus anjos te ajudem com isto se tens dificuldades para controlar ou monitorar teus pensamentos).

22:22
Nossas recém-plantadas ideias estão começando a desenrolarem-se na realidade. Continue regando elas e as nutrindo, e prontamente elas brotarão da terra para que possa ver a sua manifestação. Em outras palavras, não esperarás nem cinco minutos antes do milagre. Tua manifestação pronta vai a ser evidente para ti, Assim, continue realizando um bom trabalho! Continua mantendo pensamentos positivos, continue afirmando e os visualizando. Este é um sinal de confirmação que estás no caminho correto fazendo as coisas corretas e indo na direção certa.

33:33
Os mestres elevados estão próximos de ti, desejando que saibas que tens sua ajuda, amor e companhia. Chame os Mestres Elevados frequentemente, especialmente quando enxerga padrões do número 3 ao seu redor. Alguns dos mais famosos Mestres Elevados são: Jesus, Moisés, Maria, Quan Yin e Yogananda. O sinal 333 também mostra que os Mestres Elevados estão de acordo com teus pensamentos e sentimentos e poderia interpretar-se como um “Ser” cósmico para as perguntas que tem feito ou as ideias que tem tido.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Irresponsabilidade Mediúnica

As inúmeras advertências propagadas por aí parecem pouco importar para os supostos postulantes a médiuns – intermediários das comunicações espirituais. O que vemos cada vez mais são pessoas que começam a sentir a sensibilidade mediúnica aflorando e se entregam de vez a qualquer comunicador do mundo espiritual. Sem preparação, sem um ambiente próprio e sem a menor educação para tal.

O fenômeno parece importar mais do que a filosofia por trás de tudo o que representa um processo mediúnico. Independente da religião que a utilize como ferramenta. A mediunidade é isso, um meio e não o fim. Ela tem o propósito de trazer do plano astral/espiritual as informações e lições necessárias para o aprimoramento do ser humano, mas é tratada como algo mais excepcional, que traz certo destaque a quem a possui.

No mundo atual, onde a internet possuí informações abundantes – porém nem sempre corretas, e na era Facebook onde em todos os grupos existem milhares de gurus e doutores da espiritualidade, isso acaba se complicando ainda mais. Podemos notar vários ‘discípulos’ e seguidores de doutrinas espiritualistas. Porém quando você os questiona sobre a mesma, se escondem sobre o capuz de vários textos religiosos e doutrinários. Isso, pode até ser comum, em religiões mais estabelecidas como as patriarcais Judaico-Cristãs. Mas dentro de linhas como o Espiritismo (ou Umbanda) é inaceitável! Pelo próprio propósito da doutrina que é a compreensão maior sem ‘preconceitos’ ou ‘abandonos’.

A estrutura de uma religião é formatada para trazer a seu seguidor a segurança para cultuar sua deidade e suas crenças. Exercendo sua fé, não permitindo que esse caia em situações desagradáveis. Ainda mais em religiões mediúnicas onde são necessárias várias precauções para trazer essa segurança. O mundo espiritual tem toda uma fauna de espíritos diversos – além dos que não exploraremos aqui como encantados, naturais, gênios, anjos, demônios e elementais. Só o espírito humano é encontrado em uma ampla diversidade.

Apenas ler os livros de um determinado autor não te incute todos os conhecimentos necessários para estabelecer uma comunicação segura. Até porque muita coisa é dita em reuniões, aprendida na vivência e  por meio experiência. As coisas mudam, no plano espiritual também.

Existem motivos muito importantes para que a comunicação mediúnica não seja feita sem o preparo. Um médium demora certo tempo para identificar seus próprios mentores, quanto mais para identificar toda sorte de espíritos. Um pretenso médium carregado na vaidade, no orgulho, no ego, na ignorância e com sentimentos não muito nobres irá atrair para si espíritos afins. Assim como uma pessoa jocosa, que deseja brincar com a espiritualidade, irá atrair espíritos zombeteiros e brincalhões.

Para ter uma garantia de segurança – e mesmo assim nem sempre o é – é necessário estar em um ambiente preparado, com proteções, com um grupo de trabalhadores comprometidos com a filosofia da casa. A grande valia do teor da mensagem é o que importa. Mas infelizmente preocupam-se apenas com o arquétipo que o espírito se apresenta, logo deduzem que um velho camponês não pode trazer uma comunicação de maior valor moral que um médico ou filósofo. Eis a arrogância instituída.

E quando então esses ‘médiuns’ acabam por dar consultas via internet? Não tem o mínimo conhecimento para tal, mas se assoberbam de valores dados pelos espíritos (que ele nem ao menos sabe se são realmente comprometidos com o bem). E na grande maioria dos casos geram uma fascinação espiritual, prejudicando a quem o consulta e também o consultado.

Espírito que se manifesta sem a permissão do médium é apenas um espírito obsessor e não podemos chamar isso de incorporação, mas de possessão. Ludibriado pelos espíritos negativos ele se coloca como um grande guru espiritual ou é influenciado mentalmente por esse. Acabando por desqualificar todos os que possuem uma mensagem positiva para passar.

Incorporação? Só em centros espíritas, espiritualistas e terreiros ou em trabalhos com a corrente mediúnica da casa a qual faz parte. O mesmo vale para as psicografias, psicofonias e toda sorte de manifestações mediúnicas.

Esse texto fica mais como um alerta – mais um dos muitos que existem por aí – para que você não seja vítima da obsessão espiritual e se decepcione, colocando a culpa sempre na doutrina e não na sua vaidade descabida.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Na consulta com um guia espiritual

Estamos tão acostumados a ir a giras ou sessões espirituais e ver a comunicação dos espíritos que muitas vezes não paramos para pensar no que ocorre antes e depois daquele transe mediúnico e também não pensamos no guia em si.

O guia, claro, não é onipotente, logo não pode executar qualquer coisa num passe de mágica, ele como um servidor da Lei Maior respeita o livre arbítrio e também sempre segue a regra da NECESSIDADE e do MERECIMENTO. Apesar dele (a) querer ajudar a alguém muitas vezes não é possível, pois o problema pelo qual o consulente está passando é algo relacionado a sua programação de vida ou este não tem o fator necessidade ou merecimento.

O guia não está disponível a todo o momento para nós, ele vem de paragens distantes, dos mundos espirituais, alguns em outros orbes. A gente reclama muitas vezes da distância de alguns quilômetros que nos separa de casa e do terreiro ou casa espiritual, mas imagina só o espírito guia quanto que não tem que atravessar em distância para estar presente num dia de atendimento?

Além disto, ele não está numa vibração afim com o nosso plano de existência, logo ele tem que diminuir seu padrão vibratório, e com isso acaba necessitando de muita energia, para chegar a algo próximo do padrão vibratório que o médium consegue atingir, e então se dá a manifestação mediúnica.

O Guia nunca dará uma resposta pronta ou fará algo que vai contra o livre-arbítrio de alguém.

O que o guia não faz: Não traz o namorado de volta, não te transforma em milionário, não irá resolver os problemas por você, não irá retirar sua dor se esta for algo corriqueiro que pode ser retirada com um analgésico, não irá te tratar como se estivesse te paquerando, não irá faltar com o respeito ou te humilhar, não irá colocar você em uma situação desconfortável.

O guia irá te aconselhar, limpar os miasmas, larvas astrais, cargas deletérias, energias pesadas, cordões energéticos, irá te livrar dos obsessores, dos próprios pensamentos desordenados, pode te trazer paz, te indicar o caminho, mostrar como fazer, mas jamais ele fará POR VOCÊ! Senão você não aprenderá.

E acima de tudo um guia nunca irá falar para você o que você quer ouvir e sim o que você precisa ouvir. Entendeu agora porque é falta de respeito passar com um guia não gostar do que ele falou e ir procurar um que irá te falar algo que te agrade? Não faça isso, pois você estará se alinhando vibratoriamente com os seres negativados. Vamos pensar e acima de tudo respeitar aquele guia que vêm a terra de tão longe e de graça afim de ajudar você a se tornar um ser humano melhor e ter suas dores, em sua maioria causada por nós mesmos, amenizadas.