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terça-feira, 31 de maio de 2016

Rei das Sete Encruzilhadas

   Esta entidade se apresenta como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apoie em um bastão. Prefere beber whisky de boa qualidade e fumar charutos grossos, sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de azeitonas. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa, sabendo seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam. Se desmancha em passagens que envia ao mundo para que transmitam suas mensagens através de seus cavalos (médiuns), sendo que isto acontece com todas as demais Entidades de Kimbanda. Sua vestimenta quase sempre é em tons vermelho e negro, com toques brancos e às vezes dourados (quando fora da Encruzilhada da Lira), prefere a capa e a cartola. Gosta de trabalhar com pouco público, em sessões que tenham força espiritual, onde os que nelas se encontram estejam concentrados ao máximo para dar o melhor de si. 

   Não é importante a quantidade, e sim a qualidade e o resultado final da cerimônia. Em sua última encarnação foi um Tatá Nganga banto, que foi trazido como escravo ao Brasil. Começou chegando na Umbanda, como um "exu de baixo" e foi levantado para "o alto" quando se fizeram os sacrifícios correspondentes na Kimbanda. Quando lhe perguntamos porque se denominava "da Lira" respondeu:    
   "Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..." Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..." Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas, ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais. É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

NANÃ, a velha feiticeira



Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, é a mais antiga de todos os Orixás, a mais velha e a mais respeitada. Historiadores afirmam que  Nanã “surge” anterior à Idade do Ferro, provocando uma relação “conturbada” com Ogum.
É responsável pelo elemento barro, que deu forma ao primeiro homem e a todos os seres viventes da terra.

Dizem que quando Olorum, o ser Supremo, encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, Oxalá tentou vários caminhos.
Tentou fazer o Homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o Homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o Homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada.


Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde ela morava, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o Homem e o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a terra.
Com o barro, Nanã propicia o uso das cerâmicas, momento em que o homem começa a desenvolver a cultura.

Orixá que auxilia as passagens difíceis da vida, que pode trazer riquezas assim como a miséria, é a própria evolução do Ser, o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. Nanã tanto rege a vida como a morte, sequências da mesma realidade.
Pertencem a Nanã os búzios, que simbolizam morte por estarem vazios e fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos, entretanto, o que a melhor sintetiza é o “grão”, pois, além de Nanã possuir domínio sobre a agricultura e desenvolvimento do homem, todo “grão” tem que morrer para germinar. Nanã é que dá nascimento às sementes permitindo transmutação e transformação contínua para que nada se perca.

Nanã é considerada a Divindade da Lua Escura, essa Lua também é chamada de fase Balsâmica que tem como atributo a energia passiva, receptiva e libertadora propiciando o esquecimento do passado para se direcionar ao futuro. Assim, como Nanã Buruquê, libertar o passado para iniciar um novo ciclo, com consciência e clareza.
A mais controversa no panteão africano, Nanã ora é perigosa e vingativa, ora doce e acolhedora. Sua terra se transforma em lama e é da terra que nascemos, para terra que seremos levados ao morrer. É a Grande Mãe de onde tudo nasce e tudo retorna.

Dona da sabedoria e da justiça que vem da natureza, age com rigor em suas decisões, oferece segurança, mas não aceita traição, sua lei é implacável.
No início dos tempos os pântanos cobriam quase toda a terra. Faziam parte do reino de Nanã Buruquê e ela tomava conta de tudo como boa soberana que era. Quando todos os reinos foram divididos por Olorun e entregues aos orixás,uns passaram a adentrar nos domínios dos outros e muitas discórdias passaram a ocorrer. E foi dessa época que surgiu esta lenda: Ogum precisava chegar ao outro lado de um grande pântano, lá havia uma séria confusão ocorrendo e sua presença era solicitada com urgência. Resolveu então atravessar o lodaçal para não perder tempo. Ao começar a travessia que seria longa e penosa ouviu atrás de si uma voz autoritária: – Volte já para o seu caminho, rapaz! – Era Nanã com sua majestosa figura matriarcal que não admitia contrariedades – Para passar por aqui tem que pedir licença! – Como pedir licença? Sou um guerreiro, preciso chegar ao outro lado urgente. Há um povo inteiro que precisa de mim. – Não me interessa o que você é e sua urgência não me diz respeito. Ou pede licença ou não passa. Aprenda a ter consciência do que é respeito ao alheio. Ogum riu com escárnio: – O que uma velha pode fazer contra alguém jovem e forte como eu? Irei passar e nada me impedirá! Nanã imediatamente deu ordem para que a lama tragasse Ogum para impedir seu avanço.

O barro agitou-se e de repente começou a se transformar em grande redemoinho de água e lama. Ogum teve muita dificuldade para se livrar da força imensa que o sugava. Todos seus músculos retesavam-se com a violência do embate. Foram longos minutos de uma luta sufocante. Conseguiu sair, no entanto, não conseguiu avançar e sim voltar para a margem. De lá gritou: – Velha feiticeira, você é forte não nego, porém também tenho poderes. Encherei esse barro que chamas de reino com metais pontiagudos e nem você conseguirá atravessá-lo sem que suas carnes sejam totalmente dilaceradas. E assim fez. O enorme pântano transformou-se em uma floresta de facas e espadas que não permitiram a passagem de mais ninguém. Desse dia em diante Nanã aboliu de suas terras o uso de metais de qualquer espécie. Ficou furiosa por perder parte de seu domínio, mas intimamente orgulhava-se de seu trunfo: – Ogum não passou!
Espero que toda essa vibração, energia e sabedoria cheguem ao íntimo de cada um e que aproveitem bem cada ciclo e oportunidade da vida lembrando que, incontestavelmente voltaremos para o mesmo lugar.

domingo, 29 de maio de 2016

10 Sinais de que você está sacrificando sua saúde pelo trabalho de não vale a pena


Trabalho e Saúde
Todo mundo tem que trabalhar. Ao fazê-lo, estamos apoiando a nós mesmos, nossas famílias, nossa necessidade de propósito e, se tivermos sorte, realização. No entanto, as estatísticas mostram que há uma incapacidade perigosa, não só para saber quando desligar-se do trabalho, mas para entender como podemos estar afetando a nossa saúde ao trabalharmos muito e não vivermos uma vida equilibrada. Aqui estão alguns sinais de que você pode estar trabalhando demais:

1.Problemas de saúde
Você encontra-se comendo demais ou pouco durante as refeições. Suas articulações tornaram-se tão duras que você não pode sequer dar-se ao luxo de fazer exercício vigoroso.

2.Problemas cognitivos
Você pode estar lidando com falta de memória. Coisas que as pessoas disseram a poucos minutos atrás, pode estar completamente esquecidas.

3.Relações interpessoais fracas
Suas relações com a família e amigos tornaram-se um pouco distantes. Você tem pouco tempo para passar com eles. Quando você finalmente sai ou faz uma refeição com eles, sua mente ansiosa não pode parar de pensar sobre coisas relacionadas ao trabalho. Tal estresse coloca uma barreira entre você e seus entes queridos.

4.Levar trabalhos inacabados para casa
Você é incapaz de diferenciar entre tempo de trabalho e tempo de lazer conforme sua carga de trabalho aumenta. Você não consegue parar de pensar sobre o seu trabalho, mesmo estando em férias.

5.Sentir-se sempre cansado
Você pode ter dificuldade em acordar de manhã, um excesso de confiança no café, ou achar difícil se concentrar. Você sente como se tivesse envelhecido pelo menos 10 anos em apenas um ano.

6.É dominado por pensamentos negativos
Seu processo de pensamento tornou-se agitado e estressado. Pequenas coisas podem te irritar mesmo que você não queira ser assim.

7.Baixo nível de satisfação
Você pode achar difícil se sentir satisfeito com coisas que antigamente te faziam sentir-se completo. Essas coisas não combinam mais e às vezes você duvida do significado de toda a sua vida.

8.Fica facilmente frustrado
Você é facilmente irritado e se sente frustrado com muitas coisas.

9.Baixo desempenho no trabalho
O seu profissionalismo e experiência podem estar escapando pelos seus dedos. Você ainda se esforça, mas o desempenho não é mais o mesmo, pois seu corpo não pode sustentar tal carga de trabalho superior.

10.Autocontrole enfraquecido
Você pode encontrar-se cedendo mais facilmente porque se sente esvaziado ou cansado.

Cuidado

Fazer horas extras parece ter se tornado comum para muitos trabalhadores hoje. Infelizmente, é agora a norma receber um telefonema dizendo que seu amigo ou ente querido está “atolado” no escritório. Existem algumas razões para isso, e as pressões desempenham um papel importante. Você pode se sentir culpado por ter ido embora quando ainda havia trabalho a ser feito, ou quando outros deixaram trabalhos inacabados. Você pode se sentir culpado por outros ficarem trabalhando quando você está pronto para ir embora. Esta suscetibilidade é chamada de ‘Prova Social’.

Para evitar isso, devemos estar sempre conscientes dos nossos direitos e, o que queremos e nossos direitos. Se o seu trabalho é até as 18h, trabalhe até esse horário e então vá embora. Pratique este. Este é o trabalho que foi contratado para fazer e está fazendo. Se querem que você faça mais, isso deveria ter sido combinado antes, e não depois. Você não está fazendo nada de errado.

Tente ‘diferente’ em vez de ‘mais difícil’

Quando você se cobra demais, para de divertir-se. E, apesar de nem sempre amarmos o nosso trabalho, não devemos detestá-lo. Tente uma tática diferente. Tente diferentes formas de trabalhar com o seu tempo. Tenha objetivos específicos em mente. Em vez de dizer “eu vou ficar no trabalho até que isso seja feito”, experimente “eu vou fazer as partes mais difíceis agora, para que amanhã seja mais fácil.” Dessa forma, você pode terminar em um prazo razoável, e ser capaz de desfrutar do seu tempo livre com menos estresse.

sábado, 28 de maio de 2016

Sugadores de Energia...


1) O que é um “sugador de energia”?
 Por sermos um complexo energético, estamos sujeitos a interações com várias dimensões de energias que podem ocasionar assimilação ou perda de energia.
Sugador energético é o ato de sugar energias de pessoas, animais, plantas, etc. São muitos os fatores que possibilitam este processo: carências afetivas, sexuais, financeiras, intelectuais, etc.

Todos nós possuímos necessidade de uma carga energética vital para nutrir nossos corpos físico e espiritual. À medida que gastamos a carga energética vital, ela deve ser reposta através dos mecanismos naturais de recomposição (respiração, alimentação, absorção do fluido cósmico universal e fluidos vitais através dos chackras).

A reposição desta carga energética vital, na quantidade mínima que necessitamos para manter a vida, depende de vários fatores, tais como: o modo de vida, o meio, a qualidade dos pensamentos, dos sentimentos, das sensações.

Uma parte da energia que precisamos, obtemos através da alimentação (cerca de 10%). Outra parte , através da respiração ( cerca de 20%), mas a maior parte de energia que precisamos é vem através do fluido cósmico universal (cerca de 70%).

Um sugador de energia, vampiro energético ou energyvamp é uma pessoa que tem necessidade de energia vital cósmica e não consegue absorvê-la naturalmente. Por um mecanismo vibracional, de freqüência vibracional, o sugador se aproxima de pessoas que têm boa carga de energia vital.

Quando nos aproximamos de outra pessoa sempre ocorrerá uma simbiose energética, por isto estamos permanentemente trocando energias com outras pessoas tanto com as que vivem em nossa casa, no ambiente de trabalho e em locais públicos. Assim se estabelece os mais variados tipos de combinações energéticas que influenciando o campo energético um do outro.
Quando em contato com um sugador de energia, este praticamente não terá energia para trocar, assim absorvem a energia do outro e, por estarem debilitados, metabolizam e consomem toda energia absorvida e não sobra nada para retornarem a outra pessoa. E toda energia que o sugador absorver será metabolizada e consumida pelos seus organismos físico e espiritual, ou seja, irá absorver muito mais do que emitir, causando assim um déficit energético na outra pessoa.

2) Como identificá-los?
 Pessoas físicas e psicologicamente sadias e equilibradas nutrem-se, diretamente , nas fontes naturais de energia. Mas as pessoas desequilibradas, que por terem perdido o contato com sua própria natureza interna mais profunda, perderam também a capacidade de absorver e processar o alimento energético natural, precisam para sobreviver, por em prática uma hábito ou vício: sugar a energia vital de outras pessoas o que as torna um SUGADOR DE ENERGIA.
As características de um sugador, são muitas , mas a principal e da qual todas as demais derivam, é o egocentrismo. Quanto mais a pessoa estiver voltada a si mesma, concentrada em si mesma, mas ela terá dificuldade para estabelecer contato com fontes naturais de nutrição energética e maior será a tendência para sugar energia vital dos outros.

O egocentrismo é o resultado de um processo que pode ter início na infância, pós – trauma de perdas ou até oriundo de outras vidas. Não podemos descartar a possibilidade do meio em que convive também, pois existem certos comportamentos condicionantes que “viciam” a pessoa a se tornar um necessitado energético.

Não é uma tarefa fácil identificar um sugador de energia, até porque a maioria deles têm um laço afetivo com a vitima. Inclusive este grau de afetividade é um caminho mais rápido de se constituir um sugador de energia, pois por afetividade doamos mais energia com maior constância para alguém em déficit e assim o outro se vicia em nossa energia. Na verdade só existe sugador se existir os que se dispõem a serem sugados.

Podemos definir algumas características e tipos de sugadores:

 1- O ESPECULADOR- são pessoas que fazem perguntas para sondar o mundo da outra pessoa, com propósito de descobrir alguma coisa errada. Assim que fazem isto, criticam este aspecto da vida do outro e se esta estratégia der certo a pessoa criticada é vampirizada, passando dar atenção às críticas e cria-se um vínculo simbiótico e o criticado passa a transmitir energia para o sugador.

2- O COITADINHO- é uma pessoa que conta muitas coisas horríveis que aconteceu com ele e insinua que todos são responsáveis pela situação que se encontra, menos ele, é claro. Esta pessoa está tentando envolver você por um sentimento de pena e de forma passiva começa a sugar energia do outro. Geralmente encontra-se este sugador dentro da família, ele sempre quer demonstrar que a outra pessoa não está fazendo o bastante para ajudá-lo e o outro se sente culpado só de estar perto dela.

3- O INTIMIDADOR – Geralmente são pessoas que chegam na vida do outro como se fosse o “salvador da pátria”, aquele que se importou pelo outro em um certo momento de fragilidade. Este tipo de sugador se mostra forte e começa a orientar o outro com atitudes de manipulação com objetivo de manter o outro preso a ele. Este é o mais comum e perigoso, pois geralmente são manipuladores conscientes. Na verdade ele precisa de energia de suas presas, então as manipula para que o outro tenha receio de se afastar. Este tipo de sugador chega ao extremo da ameaça de agressividade ou ameaça de abandono. O sugado passa a achar que sem o sugador, ele não vive. A pessoa sugada começa a dar importância a este tipo de padrão vibracional como uma simbiose e assim o sugador atinge seu objetivo, pois o agredido passa a transmitir energia pra ele através de mágoas, rancor, ódio, pois combater a ameaça ou agressão com agressão passamos a ser vampirizados, baixando assim nosso padrão energético saudável levando a estágios de depressão, síndrome do pânico, reclusão social até a casos de morte energética e física.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Doenças da Alma

Desequilíbrios do espírito acabam por refletir no corpo físico. Depressão e anorexia são alguns dos exemplos dos distúrbios que nos prejudicam
            Em um mundo cada vez mais acelerado, a preocupação com a saúde física tem se tornado maior, no entanto, o mesmo não ocorre com a saúde espiritual. Muitas pessoas a ignoram, sem saber que ela pode ser a causa de diversas doenças que afligem o corpo humano. De acordo com o médico nefrologista Dezir Vêncio, 72, é importante zelar pelo físico, isso auxilia na melhora da qualidade de vida, porém a saúde do corpo depende da saúde do espírito. “Eu posso zelar de mim, que sou corpo, mas eu tenho que cuidar de mim, que também sou espírito”, explica.

            As doenças da alma, como são popularmente conhecidas, são desequilíbrios do espírito que acabam por refletir no corpo físico. Os casos mais comuns são os de câncer. Mas o que pode causar esses desequilíbrios? Os erros e pecados cometidos aos quais os homens não busca reparar, cultivar o rancor e o ódio. As causas vêm, então, de falhas no espírito.

            “Quando se erra em vida, é preciso se reparar. É preciso perdoar, cultivar boas energias dentro de si, ajudar ao próximo”, afirma o médico.

Nem todas as enfermidades causadas pela desarmonia do espírito são físicas. A depressão, por exemplo, é uma doença psicológica e bastante comum nos dias atuais. “Ela pode ter causas em vidas anteriores e causas nessa vida atual, depende do meu comportamento”, diz Dezir.

            O médico explica ainda que existem casos em que a doença se manifesta por um desequilíbrio externo que acaba sendo absorvido pela pessoa. “Se um garoto vê os pais brigando muito, está em um ambiente instável, seu espírito pode se desarmonizar e ele desenvolverá a doença”, conta.

            Para se prevenir, o conselho de Vêncio é conciliar o cuidado do corpo com o da alma, cultivar boas energias, perdoar, orar e meditar. Nos casos em que a pessoa já sofre com alguma doença, é possível encontrar diversos tratamentos para complementar aos cuidados médicos, como o magnetismo praticado pelas populares Benzedeiras, acupuntura, apometria, cromoterapia, entre outros. “Esses tratamentos complementares, o amor próprio, as preces, as orações, são o melhor tratamento. Nesses momentos você joga para dentro de você toda a energia positiva e você vai se auto-curar”, esclarece ele.

CAUSAS ORGÂNICAS

            É importante explicar que nem todas as doenças são causadas por um desequilíbrio espiritual. Muitas delas têm causas orgânicas, “vamos supor que o seu apêndice inflamou, isso não acontece por causa espiritual, apenas não quis funcionar direito” ou por falta de vigilância, “se eu me vigiar, eu não vou pegar aids”, explica Dezir.

            O médico afirma ainda que cada doença nos transmite uma mensagem de que algo está em desalinho com o nosso corpo; sendo assim, precisamos ouvir essas mensagens e mudar as nossas atitudes no intuito de alterar o nosso destino para melhor.


DOENÇAS ESPIRITUAIS MAIS COMUNS

- CÂNCER: Quando o corpo sofre com um crescimento desordenado de células que invadem os limites normais do corpo e destroem tecidos adjacentes, podendo se espalhar para outras partes do corpo, em um processo conhecido como metástase.

- DEPRESSÃO: É uma doença crônica e recorrente, produz alteração do humor que tem como características a tristeza, apatia, baixa autoestima, culpa, podendo refletir no sono e apetite.

- ANOREXIA: Distúrbio alimentar que gera perda de peso excessiva, acima do que é considerado saudável para o peso e idade.

- BULIMIA: São episódios de ingestão exagerada de grandes quantidades de alimentos com alto teor calórico, seguida por um sentimento de culpa. A pessoa que sofre de bulimia geralmente utiliza meios indevidos para evitar o ganho de peso, como indução do vômito, uso de laxantes e jejum prolongado.

- ENXAQUECA: Fortes dores de cabeça geralmente acompanhadas por náusea, vômito, sensibilidade a luz e ao som.


TIPOS DE TRATAMENTOS

- MAGNETISMO (BENZEDOR): É um curador destinado a curar pessoas através de rezas combinadas com gestos, usando ainda de ervas ou qualquer outro objeto que considere ter poderes de cura.

- ACUPUNTURA: Tradicional da medicina chinesa, consiste em aplicar agulhas em pontos definidos do corpo buscando resultados específicos para cada caso que está sendo tratado.

- APOMETRIA: Trabalha a projeção da consciência mediante comandos energéticos mentais.

- CROMOTERAPIA: Tratamento de cores para harmonização do corpo, utiliza lâmpadas de 25 watts colocadas próximas ao corpo por um curto período de tempo.

- MEDITAÇÃO: Ato de intensa concentração, que busca esvaziar a mente para depois preenchê-las com pensamentos positivos e boas energias. 

- PASSE: O médium transmite fluidos espirituais benéficos ao passar as mãos diante da pessoa que deseja ser curada, pode ser realizado também através do olhar e sopro.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Tronqueira

Muitos são, os que chegam em um templo de Umbanda, se assustam com as firmezas existentes na porta.
Aquelas casinhas, conhecidas como tronqueiras, que tem como finalidade o assentamento das forças dos nossos exús e Pombagira.
A tronqueira é um recurso maravilhoso, colocado pelo astral em prol dos templos de Umbanda, que recebem os assistidos, na sua grande maioria, com seres trevosos à atormentá-los.
Este recurso, é no templo, um ponto de força, onde está firmado (ativado) o poder dos guardiões que militam em dimensões a nossa esquerda.
O ponto de força funciona como um pára-raios, é um portal que impede as forças hostis se servirem do ambiente religioso de forma deturpada.
No astral, os exús e Pombagira, utilizam-se dos elementos dispostos na tronqueira para beneficiar os trabalhos que são realizados dentro do templo.
Com estes elementos, estes abnegados servidores da luz, anulam forças negativas, recolhem e encaminham seres trevosos, abrem caminhos, protegem, etc..
Dentro de uma tronqueira, são dispostos vários elementos magísticos que são utilizados por guardiões de Lei.
Existem vários tipos de elementos, que são velados, isso se faz necessário, para manter o devido resguardo dos trabalhos dos templo, evitando até que pessoas dêem mal uso a forças tão importantes a todos os templos de Umbanda.
Que os senhores guardiões, através da Lei maior e da Justiça Divina, possam limpar nossa religião dos falsos Umbandista, dando um ar de limpeza a está que é a Maior religião do Mundo. Pena que os encarnados ainda não descobriram.
É importante que os médiuns e os assistidos saibam da importância de uma tronqueira e que todos saibam que este ponto de força está sobre as ordens da Lei maior.
Quando alguém deturpa este ponto de força, usando-o de forma negativa, este se torna um portal negativo.
Este tipo de procedimento não é da Umbanda e sim de seitas que muitas vezes se utilizam do nome da nossa religião.
Devemos saudá-los, de forma respeitosa quando adentramos nos templos.
Qualquer um pode se servir do poder desses guardiões, acenda uma vela e peça proteção e auxilio e receberá.
Eles estão a serviço do Bem, da Lei Maior.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Você acorda todas as noites no mesmo horário? Aqui está o significado!

Existem sistemas e relógios internos inerentes aos seres humanos, que ajudam a governar nossas funções corporais. O nosso bem-estar espiritual e saúde física estão diretamente ligados.

Métodos medicinais tradicionais chineses prestam muita atenção para os padrões de colocação de energia e movimento para diferentes áreas do corpo em momentos diferentes. Dentro de seu ciclo de 24 horas, o seu corpo dedica energias diferentes para diferentes órgãos.

Se você vem acordando no mesmo horário de forma consistente, isso poderia significar que a alguma energia sua está sendo bloqueado ou mal direcionada. Isto perturba o equilíbrio natural. Seus órgãos precisam de energia para curar e operar.

Aqui está uma lista de horários e os órgãos aos quais estão associados. Muitos destes bloqueios devem ser visto fisicamente e emocionalmente. Você deve rever o que e quando tem comido, pois a alimentação pode ser razão para os seus sintomas.

21:00 às 23:00h
Este é o horário em que a maioria das pessoas tenta adormecer. Este é o tempo que o nosso sistema endócrino reequilibra e enzimas são reabastecidas. O sistema endócrino controla hormônios e metabolismo. Se tiver dificuldade em adormecer, neste horário, você pode estar preso em um modo de fuga ou luta.

Você ainda está mentalmente preso nos acontecimentos do dia ou já se prepara para os desafios de amanhã. Repita mantras positivos, e libere o que te causa tensão. Se você está comendo mal ou muito tarde, também pode criar bloqueios.

23:00 às 01:00h
Se você acordar muitas vezes neste horário, pode ser devido a ressentimentos que você carrega. Este é o tempo do ciclo de 24 horas em que a energia yin é transformada em yang. A energia Yang é altamente ativa, seu corpo deve armazenar esta energia para o dia seguinte. Reforce o amor próprio, fazendo o seu melhor para manter a calma e conservar energia.
 
01:00 às 03:00h
Este é um momento crucial para o processo de desintoxicação e renovação do corpo. Seu fígado está destruindo e liberando toxinas, enquanto produz sangue fresco.

Acordar neste horário é normalmente indicativo de raiva, frustração e formações negativas. Se você não está tratando essas toxinas espirituais, então o seu “fígado” espiritual está tentando chamar a atenção para estes problemas.

03:00 às 05:00h
Este é o horário em que seus pulmões estão em reparação e inundando seu corpo com oxigênio. Certifique-se de estar quente o suficiente para ajudar a facilitar as funções corporais. Se você acordar nesse horário, tente exercícios de respiração.

Problemas com os pulmões estão frequentemente relacionados a dor e tristeza.

05:00 às 07:00
Quaisquer toxinas liberadas e discriminadas no início da noite estão sendo removidas do sistema.

O intestino grosso é ativo durante este tempo. Ter uma dieta pobre ou comer muito tarde pode levar a problemas que irão acordá-lo neste momento.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Epilepsia

A epilepsia pode se originar de uma lesão neurológica proveniente de um parto por fórceps, por hipóxia (falta de oxigenação cerebral) por conta da asfixia do cordão umbilical, ou mesmo de uma febre altíssima. O uso abusivo de álcool e drogas, além de outras doenças neurológicas, também pode gerar a doença. Mas, em muitos casos, a causa da doença é desconhecida, pode ocorrer também de o paciente ter convulsões e ao fazer os exames os resultados darem normais.

Do ponto de vista psicológico, as crises epilépticas provocam seqüelas na criança deixando-a insegura, por conta da discriminação que sofre, bem como a excessiva superproteção que os pais dão ao filho pelo temor dele se machucar com as crises convulsivas. Essa superproteção dos genitores pode torná-lo um adulto inseguro, isolado e recluso.

Na T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral, constatei que existem três fatores que levam um paciente a ter um determinado problema:
a) Interno (Psicológico): O problema é resultado de experiências traumáticas ocasionadas na vida atual (infância, nascimento, útero materno) ou em vidas passadas;
b) Externo (influenciação espiritual obsessora): Neste caso, o problema é ocasionado pela ação perniciosa de um obsessor - ser desencarnado, desafeto do passado do paciente;
c) Misto (Interno + externo): É provocado pela experiência traumática do paciente e agravado por um ser espiritual obsessor (popularmente conhecido como encosto. O termo foi assim denominado pela sabedoria popular pelo fato desse ser espiritual ficar encostado no paciente. Daí é comum o paciente sentir constantemente a nuca, os ombros e as costas pesadas, travadas e doloridas).
Desta forma, na minha experiência com pacientes que sofrem de epilepsia, os fatores psicológicos e/ou espirituais devem sempre ser tratados.

Portanto, em alguns casos, a doença é cármica, fruto de erros cometidos pelo paciente no passado. Em outros, é provocada pela ação nefasta de um obsessor espiritual que, movido pelo ódio, desejo de vingança por ter sido prejudicado pelo paciente no passado -seja desta ou de outras vidas-, ocasiona as suas crises convulsivas. 

Veja o caso de uma paciente, que desde os 15 anos perdia subitamente a consciência, ou seja, se achava fora do ar e, após isso, ficava depressiva, angustiada, sentindo um aperto no peito, um mal-estar no plexo solar, ficava sem apetite e sentia falta de vontade de viver.

CASO CLÍNICO:
PERDA SÚBITA DA CONSCIÊNCIA.
MULHER DE 40 ANOS, SOLTEIRA.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que desde os 15 anos perdia subitamente os sentidos (fração de segundos) e, após isso, ficava transtornada, angustiada, queria morrer.
Após dois, três dias, essas sensações físicas e sentimentos passavam e a paciente voltava ao seu estado normal.
Houve épocas em que a paciente desmaiava constantemente (desmaiava na rua, no metrô e acabava parando no pronto-socorro).
Quando tinha crises convulsivas, caía e salivava (chegava a morder a língua). 
Sua mãe teve um parto complicado e a paciente nasceu roxa, com dificuldade de respirar.
Fez todos os exames médicos necessários (ressonância magnética, eletroencefalografia, eletrocardiograma, etc.) e todos os resultados deram negativo.
Ao regredir me relatou: 
Vejo um lago e, em volta, flores, muito verde. Sou branca e os meus cabelos são pretos, encaracolados. Estou vestida de noiva, mas a roupa é bem rodada, de uma época antiga. Sou jovem, devo ter uns 20 anos. Ando pelo gramado, em volta do lago. No fundo, do outro lado do lago, vejo um castelo com várias janelas.
Estou parada na beira do gramado, olhando o castelo e vejo também luzes espirituais refletindo n’água do lago.
Aquela sensação de mal-estar, angústia, aperto no peito estão vindo... São as mesmas sensações que sinto hoje após perder momentaneamente a consciência.
A impressão é que estou sempre vestida de noiva e a água do lago é escura, mas não suja, ou seja, o fundo é escuro, mas a superfície é clara, é limpinha.
Agora me joguei, mergulhei no lago. Do fundo consigo ver o castelo refletido n’água. Não sei por que me atirei no lago (pausa).
Vejo uma mulher do outro lado do lago, próximo do castelo. Ela me olha parada, sem falar nada. Ela veste uma roupa estampada, cabelos compridos e presos.
Ela me estende a mão, quer que eu atravesse. Está escuro, é noite, mas aquelas luzes espirituais estão iluminando o lago (pausa). 
Agora saí do lago e sentei na grama, voltei para o mesmo lugar que estava, não consegui atravessar. Tenho a impressão (paciente intui) de que se atravessar esse lago vou me curar, me libertar de meu problema.

Na sessão seguinte, a paciente me relatou:
Vejo novamente aquele lago, e a mulher do outro lado. O lago nos separa.

- Pergunte quem é ela...– Peço à paciente.
Ela me diz que é a minha mentora espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual, também chamada de anjo da guarda na nomenclatura católica, e guia espiritual na umbanda e candomblé).

- Pergunte se ela tem algo a lhe dizer em relação ao seu problema, essa perda súbita de consciência... – Peço novamente à paciente.
Ela diz que a causa vem dessa vida passada em que quis me suicidar, mas que na hora desisti. O mal-estar que hoje sinto no estômago (plexo solar) vem dessa vida passada em que quis me matar, me atirar do alto daquele castelo que vi do outro lado do lago. 

- Pergunte à sua mentora espiritual por que você pensou em se matar? – Peço à paciente.
“Ela diz que fui abandonada pelo meu noivo no dia de meu casamento. Ele me deixou por outra mulher, fiquei esperando no altar e ele não apareceu. Desesperada, subi no alto do castelo, fiquei no parapeito da janela olhando para baixo, queria me atirar no lago. A minha mentora diz que trago essas sensações ruins no meu perispírito (envoltório semi-material do espírito).
A angústia, a falta de vontade de viver, o aperto no peito, a perda súbita dos sentidos que acometem na vida atual são resquícios que senti na hora em que ia me jogar do alto do castelo. Ela me esclarece também que não me suicidei nessa vida passada porque não sou um espírito suicida.
Após desistir de me suicidar, fiquei angustiada e sem vontade de viver, e isso continua até hoje na vida atual. Eu vivi sozinha, não me interessei mais por nenhum homem”.

Na sessão seguinte, a paciente me relatou: 
“A minha mentora espiritual está me estendendo à mão do outro lado do lago, diz que preciso atravessar para me libertar de meu passado, indo ao encontro dela. Ressalta que, se eu atravessar o lago, vou me libertar dessa experiência traumática (pausa).
Agora estou dentro do lago com o mesmo vestido de noiva, todo molhado. Estou atravessando... (paciente fala chorando).


Saio meio curvada por conta do peso do vestido, meu cabelo está todo molhado, solto... Estou andando muito devagar... Agora me encostei ao paredão do castelo, ele é bem alto, íngreme, e a minha mentora espiritual me vê lá de cima. Ela me jogou uma flor branca, que se “transforma” numa árvore. Estou “subindo” os galhos da árvore e chego ao alto do castelo. De cima, vejo agora o lago, me sinto aliviada porque consegui sair dele”.

- Pergunte em pensamento à sua mentora por que você teve que atravessar esse lago? – peço à paciente.
“A minha mentora espiritual me esclarece que quando ia me suicidar, eu iria cair naquele lago. Então, o meu espírito ficou preso a ele. Mas afirma que agora estou livre, me libertei de meu passado”.

No final do tratamento, a paciente me disse que não estava mais sentindo aquela angústia, aperto no peito, depressão, vontade de morrer, pois a perda súbita de consciência havia desaparecido.

Osvaldo Shimoda

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Mãe de nada!

“Ele rapidamente lê a placa na parede daquela casa: “Joga-se búzios, tarô, faço trabalho de amarração. Mãe Vera da Bahia”.
Resolve entrar. Na ante sala varias pessoas aguardam para ser atendidas. Uma moça de olhar triste e perdido. Um homem de gestos afeminados. Uma senhora de idade avançada.
La dentro do quarto penumbroso, luzes vindas de velas. Sente o cheiro forte de defumação que, não demora, invade a casa.
Observa os moveis. Realmente mãe Vera vive bem: aparelhos novos estão por toda a espaçosa casa. Uma jovem auxiliar preocupa-se em receber antecipadamente o valor da consulta.
A moça de olhar perdido puxa conversa com a outra mulher. Sussurra que precisa amarrar um homem casado. Envolvera-se com ele no ambiente de trabalho e mesmo sabendo que é casado, possui filhos, acha que precisa tê-lo a qualquer custo. Diz que já foi a vários terreiros, falou com Exus e Pombas-Gira que lhe recusaram o pedido. Alegaram que ela não deveria deixar um impulso, acabar com a vida daquele homem. Ainda segundo ela, os Exus ponderam que, se tivesse paciência, arrumaria alguém livre para amá-la com o desprendimento que merecia. Nada disso a comove, queria o tal homem casado e pagaria o que fosse preciso.
A mulher que a ouvia calada concordou com os argumentos usados. Por sua vez disse que estava ali para acabar com sua vizinha, mulher nova e bonita que nunca havia lhe feito nada, ao contrario até tratava-a bem, mas ela não podia suportar a felicidade da vizinha. Já que ela mesma não era feliz, iria acabar com a felicidade da outra. Pagaria a dona Vera para matá-la com magia.
O homossexual ouvindo a conversa resolve-se abrir: apaixonara-se por um homem e ele embora nunca tenha destratado, deixou claro que era noivo, feliz e nunca iria se envolver com ele. Sendo assim estava ali para que tal Mãe de Santo amarrasse seu homem…
Embutidos em sua mesquinharia, não notam a presença de alguém, que em seu intimo, estava revoltado, pois tão poderosa Mãe de Santo não passava de uma mulher inescrupulosa que usava a baixa espiritualidade para alimentar a ganância, a cobiça, o ódio nas pessoas. Não percebe a tal mulher que, ao fazer isso esta apenas sendo instrumento dos kiumbas.
Lá no quartinho, alheia ao que se passa na anta-sala, dona Vera acaba de atender mais um cliente. Envolta pela fumaça e com todas aquelas velas acesas, além de várias imagens de Exús, a mulher de fato impressiona. Ela não esta só: um grande kiumba e seu séquito estão ali prontos a usá-la e sugar as energias daquela gente que ela atende. O kiumba esta feliz: La fora há mais vitimas.
Dona Vera também esta feliz, pois vai ganhar um bom dinheiro.
Não sabem que terão uma bela surpresa. O homem que até então estivera ouvindo aquelas pessoas, pede licença para passar na frente, pois tem que viajar com urgência. Os três consulentes o medem de cima abaixo, veem que estão diante de alguém importante e resolvem aceitar seu pedido.
Ele entra no quarto. Dona Vera sente o coração bater mais forte. Acha graça aquele homem tão importante estar em sua casa. “Hoje – pensa ela – vou faturar alto!”.
O kiumba se alvoroça, percebe que aquele homem esta olhando para ele. Mas como pode ser isso? Então percebe ter cometido um erro enorme: o tal homem era um Exu de Lei. A força do Exu lhe envolve de tal maneira que ele sente que precisa sair dali com urgência. E assim faz: desaparece deixando só a Mãe de Santo.
Por sua vez dona Vera começa a suar frio. Tenta chamar ajuda, mas a voz lhe falta. Pensa que o estranho ira ajudá-la, mas ele se limita a olhar para ela sorrindo. Diz então que chagava a hora dela pagar por prejudicar e enganar tanta gente. Mostra que a mediunidade é como um dom Divino e como tal deve ser respeitada e usada para a pratica do bem, nunca para enganar, jamais para causar discórdias e dor. Completa o sermão e mostra que é um guardião de Exu de lei.
Dona Vera esta embasbacada, não sabe o que fazer. Suas pernas não lhe obedecem… Exu aproxima-se dela e, à medida que ele avança, ela cai. Quando percebe, seu espírito esta ao lado do corpo. Desesperada ela grita, tenta voltar, mas já é tarde. Exu a agarra fortemente.
Neste instante os consulentes ouvem um corpo que cai. Entram no quartinho a tempo de ver o homem que some diante dos seus olhos. Todos correm assustados. O Exu gargalha e some.
Ele não mentiu: iria viajar sim, mas em direção ao Vale das Sombras… Tendo ao lado uma futura hospede.
Laroiê Exu!”
COMENTÁRIO
Esse fabuloso texto publicado pela Revista Orixás (Especial n.° 5 – Editora Minuano Ltda.) nos faz refletir acerca de práticas infelizes existentes em nossas sociedade.
Quem nunca leu um anúncio como o da figura acima, “Lê-se Búzios, Tarô, Faz Todos os tipos de Trabalhos, traz a pessoa amada em 7 dias, etc.”
Primeiramente, cabe destacar que pessoas que colocam tais anúncios em postes, jornais, muros, etc., não são médiuns Umbandistas. Isso porque, o Umbandista verdadeiro em nenhum momento irá “anunciar” a prática de trabalhos de qualquer espécie, visto que só pratica a caridade. Ainda, não cobraria por qualquer atendimento, pois a caridade não tem preço, devendo dar de graça o que de graça recebeu. Assim, como a mediunidade é um dom concedido por Deus para ajudar o próximo e a nós mesmos, não temos qualquer autorização e motivo para exigir retorno financeiro.
Lugares como esses mencionado no texto são ambientes em que não existe luz. Apenas as trevas ali habitam, através dos Kiumbas (espíritos negativos, que muitas vezes se passam por Exu de Lei) . Infelizmente, em nossa sociedade existem “terreiros” que se dizem de Umbanda, mas que praticam magias baixas, como as de amarração, destruição, desunião, etc. Tais lugares devem ser evitados por qualquer pessoa, visto que nada de positivo se alcançará ali.
Em um verdadeiro Terreiro de Umbanda, os espíritos ali manifestados jamais aceitarão praticar o mal contra quem quer que seja! Ao revés, procurarão orientar o infeliz que busca tais artimanhas que só o amor e a caridade valem a pena e que nossos corações devem ser destituídos de qualquer sentimentos de ódio e rancor se quisermos evoluir.
Mas, como dito acima, em nossa sociedade são muitas as casas que estão entregues à maldade. Temos notícias de trabalhos de feitiçaria, magia negra, promiscuidade e bebedeiras, tudo dentro de uma casa de deveria ser de oração e respeito. Existem terreiros que mais parecem baile à fantasia e até botecos do que uma casa de Umbanda.
Por isso, caros irmãos, alertamos através deste texto para que não acreditem em promessas fantasiosas. Não comprometa seu karma e sua existência procurando casas que praticam a maldade, que realizam amarrações e desuniões. Não acredite em casas onde não há doutrina ou que se baseiam em superstições e crendices sem comprometimento.
Lembre-se, o verdadeiro terreiro de Umbanda é um local de respeito e oração, local onde só se pratica a caridade e se prega a evolução. Qualquer lugar onde se faz “algazarra”, bebedeiras, evoca-se espíritos inferiores e praticam magias para prejudicar alguém, não são casas de Umbanda, mas sim casas de magia negra e devem ser evitadas e até denunciadas para as autoridades competentes.
Que Oxalá nos ilumine!

domingo, 22 de maio de 2016

A Cruz de Caravaca

A Cruz de Caravaca é um símbolo de cura que alguns Pretos Velhos da Linha de Omulu gostam de ter como “ferramenta” de trabalho, por isso, estou colocando algumas informações interessantes sobre esta relíquia cristã de origem espanhola.
Os dois braços representam a distinção patriarcal, denotando uma origem anterior oriental. Popularmente os dois braços significam fé redobrada. Conhecida também como a cruz dos 4 elementos, água, fogo, terra e ar.
Segundo a tradição, apareceu por milagre na cidade de Caravaca, Espanha, em 3 de Maio de 1232 e, por conter fragmentos do Lenho da Cruz de Cristo, é uma “Vera Cruz”, sendo-lhe atribuido muitos milagres.
Para o Brasil, parece ter vindo em 1532, com a expedição de Martim Afonso de Souza, espalhando-se por todo o Nordeste, e desde o início obtendo forte adesão junto às populações católicas. Depois, em 1549, os jesuítas começaram a chegar ao Brasil, indo para as Regiões do Sul (as “Missões”, entre Rio Grande do Sul e Paraguai), trazendo consigo efígies da cruz de dois braços e dando início à disseminação local, bem como por toda a América espanhola (Flórida, em 1567, Peru, em 1568, Argentina, em 1586, e Paraguai, em 1588).
A Cruz de Caravaca é eficiente para curar toda classe de doenças como também inúmeras práticas para libertação de feitiços e encantamentos com bençãos e exorcismos. De acordo com a cultura popular e influências diversas, a Cruz de Caravaca pode adquirir outros nomes: Cruz das Missões, Cruz de Lorena, Cruz de Borgonha, Cruz de São Miguel, Cruz Missioneira. O significado continua sendo o de proteção, e é usada em forma de relíquia peitoral ou pedestal.

sábado, 21 de maio de 2016



Sei que incomodo muitos, porém a Umbanda que sigo e que me completa, está ligada na caridade e não no aproveitamento da fé alheia. 
A Umbanda que vivo, não destrói famílias, ela constrói.
Não julga, não faz amarrações, não faz sacrifícios de animais. 
Nessa doutrina que sigo feliz.
Como meu mentor sempre diz: 'A prática tem que vir junto da teoria.' Então, estudo e faço o que realmente vale a pena pelo bem. 
Ninguém muda a minha essência, ninguém muda no que eu creio. 
A Umbanda Sagrada me preenche dia a dia. 

Eduardo


Mitologia Guarani

Os povos indígenas no Brasil foram separados não apenas culturalmente mas também pelo seu tronco linguístico. Então vários povos diferentes podiam fazer parte de um mesmo tronco linguístico, é o caso dos Guaranis, que fazem parte do tronco linguístico tupi.

Ainda hoje encontramos alguns povos indígenas nativos sul-americanos que cultuam de certa forma, ou pelo menos mantém viva a cultura, dos deuses de seus ancestrais, assim como das lendas de seu povo.

Mito da Criação segundo o povo Guarani.

Nhanderuvuçu, deus supremo tupi, criou tudo. Nhanderuvuçu pede ajuda a Jaci, deusa da lua, para descer a terra em um monte na região do Areguá, atualmente Paraguai. Olhando tudo que aqui podia ter, ele criou: a terra, os oceanos, as florestas e os animais. Para enfeitar o céu, colocou estrelas.

Então vendo sua criação decidiu povoá-la, pegando um pouco de argila que havia criado, foi moldando em estátuas uma figura que ele chamou de homem e outra figura que ele chamou de mulher, misturando vários elementos da natureza para deixar cada vez mais bonita sua criação. Então quando estava satisfeito, soprou a vida nas estátuas. No seu sopro havia o princípio do bem e do mal, e então Nhanderuvuçu partiu e deixou os homens aqui.

O homem tomou o nome de Rupave e a mulher de Cypave, que significam Pai e Mãe dos Povos. Eles se amaram e tiveram três filhos e um grande número de filhas. O primogênito recebeu o nome de Tumé Arandú, o mais sábio dos homem e o grande profeta do povo guarani. O segundo filho recebeu o nome de Marangatu, um grande líder, generoso e benevolente. O terceiro filho foi Japeusá, que tinha prevalência do sopro da mentira e era considerado um ladrão e trapaceiro, querendo sempre confundir a todos e aprontar maldades.

Marangatu teve uma filha, que recebeu o nome de Kerana. Sua beleza atraia a cobiça do espírito Taubymana, um espírito malévolo. Esse espírito capturou Kerana e com ela teve sete filhos. Como nasceram de uma violência, todos foram amaldiçoados pela grande deusa Aracy, e seis dele nasceram como monstros horríveis. Os filhos são Teju Jagua, Mboi Tu’i, Moñai, Kurupi, Ao Ao, Luison e Jaci-Jaterê. Cada um regê um domínio, então: Teju Jagua se tornou o espíritos das cavernas e frutas, Mboi Tu’i é o espírito dos cursos de água e criaturas aquáticas, Moñai é o espírito dos campos abertos, Kurupi é o espírito da sexualidade e da fertilidade, Ao Ao é o espírito dos montes e montanhas, Luison é o espírito da morte e Jaci-Jaterê é o espírito do repouso e da sesta.

Deuses Guaranis

Nhanderuvuçu

Também pode ser conhecido como Nhamandú, Yamandú ou Nhandejara é o deus maior da mitologia tupi-guarani.

Nhanderuvuçu não possuí forma física antropomórfica, é apenas uma energia que sempre existiu e sempre existira. Então é considerado que esse deus é anterior a criação do Universo. No princípio dos tempos ele destruiu tudo que havia e criou então a Anhanga (alma) e deu para ela duas polaridades a masculina e a feminina. Então homem e mulher são iguais e contemporâneos. Foram criados juntos. Quando essas duas Anhangas se juntaram surgiu Anhandeci, que é a matéria.

Criou primeiramente a deusa Iara (água) e então criou Tupã (trovão – ventos – fogo), logo depois criou Caaporã (matas).

Tumé Arandú

Também é conhecido como Sumé, Zumé, Pay Sumé ou Toré. É uma antiga entidade da mitologia do povo tupi, que teria vivido entre os índios antes da chegada do homem-branco e que teria ensinado aos povos tupis muitos conhecimentos, como a agricultura, o uso do fogo e a organização social da tribo. Também aboliu o sacrifício animal e a vingança pura e simples.

Sumé se apresentava como um homem branco, que andava ou flutuava pelo ar e possuía cabelos e barbas brancas e ambos bem compridos. Foi ele quem ensinou como plantar mandioca e como transformá-la em farinha. Além disso ensinou a pesca e como transformar certos espinhos em anzóis.

Jaci

Jaci é a deusa tupi da Lua, é a protetora dos amantes e da reprodução. É também associada a figura mitológica de Vishnu dos hindus, Afrodite dos gregos, Vênus dos romanos e de Ísis dos egípcios.

Teju Jagua

Também é conhecido como Teiú-iaguá, é o deus das cavernas, grutas e lagos para os guaranis. Tem o corpo de um grande lagarto (Teiú) e sete cabeças de cachorro. Adora comer frutas e mel. Em sua cabeça encontra-se incrustada uma pedra preciosa chamada Carbúnculo. Vive rodeado de tesouros. Existe uma lenda do Teiú (lagarto) com uma pedra na cabeça, que ao ser encontrado pode trazer sorte ou azar.

Mboi Tu’i

A tradução de seu nome é “Serpente-Papagaio”, pois possui a forma de uma enorme serpente com cabeça e bico de papagaio. Tem listras por todo o corpo e muitas penas cobrem sua cabeça. É dito que possui o mau-olhado, para quem olhar dará má sorte e pode colocar a vítima paralisada de medo. Ele protege a vida dos anfíbios e adora locais úmidos, todos que ouvem seu grito ficam completamente absorvidos pelo medo.

Moñai

Os domínios desse espírito são os campos abertos e ele lembrava uma grande serpente com dois chifres na cabeça, que se assemelhavam a antenas. Ele se alimenta de pássaros e pode hipnotizar as suas presas (homens ou animais) com suas antenas. Como tem facilidade para escalar e deslizar por debaixo da mata é considerado o soberano do ar.

Adora roubar itens, para causar discórdia nas tribos. Então quando algo some e ninguém tomou, é dito que foi Moñai quem levou. Foi morto através do sacrifício de Porâcy, uma índia que seduziu Moñai, mas acabou morrendo queimada dentro da caverna junto desse espírito. Para homenagear Porâcy, os deuses elevaram ela e a transformaram na Aurora.

Kurupi

Também conhecido como Curupira-Amarelo, Taiutú-Perê e Micuim-Cambá é um humanoide ou homúnculo que habita as matas densas e florestas e que nas noites onde a Lua está cheia, atormenta a vida de todos moradores, sejam homens ou animais.

Movimenta-se em saltos e possui dentes pontiagudos, é dito que é muito veloz. Seu alimento preferido são filhotes de animais recém-nascidos e também os excrementos de cotia. Sempre é possível saber que esse espírito está por perto pois ele adora dar gritos e gargalhadas malignas.

Ele possuí grande sagacidade e por isso é muito temido pela comunidade dos índios, pois costuma perseguir e violentar os índios perdidos na floresta, sejam homens ou mulheres.

Ao Ao

Esse espírito é descrito como uma criatura voraz semelhante a um cordeiro, cabra ou carneiro. Possui dentes muito afiados. Pronuncia o som “ao ao” ao perseguir suas vítimas, o que lhe deu seu nome. Ele possui enorme vitalidade e uma grande prole descende dele. Ele é um comedor de humanos, ou seja canibal. A única árvore segura para se subir e escapar do Ao Ao é a Palmeira.

Luison

Luison ou também Lobizón têm esse nome devido a sua semelhança com o mito do lobisomem. Ele possui poder sobre a morte e lembra muito um lobo, ou em alguns casos, um macaco de olhos rubros. Em todas as formas vê-se que possuí barbatanas de peixe e um falo gigante, maior que o de uma anta. É o sétimo filho de Taubymana e Keraná e que fora amaldiçoado, então nas noites de lua cheia de sexta-feira ou de terça-feira, ele se transformaria em uma criatura metade cachorro-do-mato e metade homem.

Jaci-Jaterê

Seu nome significa “Pedaço de Lua”, é o único dos filhos de Taubymana e Keraná que não tem uma aparência monstruosa. É um homem pequeno de estatura com cabelos loiros e olhos azuis. Varia entre o belo e o encantador. Dizem que carrega na mão um bastão mágico, habitando na mata e é o protetor da erva-mate.

Ele é considerado o senhor do descanso vespertino, ou sesta. Diz que vaga nas aldeias procurando as crianças que não querem descansar e se mostra a elas que caem em transe e ficam paralisadas. Em outras versões é dito que rouba as crianças e as entrega ao seu irmão Ao Ao, para lhe servir de alimento.

É dito que Jaci-Jatêre possui vários tesouros escondidos e que quem conseguir tirar o bastão mágico das suas mãos poderá barganhar com o mesmo para encontrar tesouros. É um dos mitos que deram origem a figura do Saci-Pererê.