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quinta-feira, 30 de junho de 2016

A Linha de Exus na Umbanda

Exus quando incorporam no terreiro de Umbanda são alegres, falantes, sarcásticos, irônicos. Tudo isso faz parte do arquétipo marcante que assumiram para se achegarem na Umbanda.
Se mostram dentro da lei maior dispostos a ajudar a quem os procura atuando com grande poder de realização nos casos de magias negativas, de relacionamentos e de assuntos profissionais.
Seus nomes variam conforme a Calunga a qual pertencem (Calunga Grande [Mares e Rios], Calunga [Terra e Cemitérios] e Calunga das Matas [Florestas e áreas com alta densidade de árvores e ervas]).

Cada médium tem um Exu Guardião e um Exu de Trabalho.
O Exu Guardião é ligado muitas vezes ao Orixá Ancestral do médium e o Exu de Trabalho ao seu Orixá Adjunto, ao Guia Chefe ou ao Mentor dos seus trabalhos.
Médiuns mal orientados ou mal doutrinados dão vazão aos seus recalques ou sentimentos íntimos negativos. Neste caso, o seu Exu torna-se grosseiro, chulo, desrespeitoso, revelando o íntimo do médium. Já com médiuns bem doutrinados e preparados, Exu “continua sendo Exu”, mas se apresenta de uma forma agradável e respeitosa.
Exu mostra o íntimo do médium, como se fosse um espelho, e por isso se diz que Exu é especular. No campo da Física, a “reflexão especular” ocorre quando a luz incide sobre uma superfície bastante polida (lisa), sendo que a imagem refletida tem forma igual à do original. Um espelho é uma superfície muito lisa e permite alto índice de reflexão da luz que incide sobre ele, de modo que reflete imagens com muita nitidez.
No caso Exu/médium, Exu é “o espelho” que mostra a imagem do que está escondido no íntimo do médium desequilibrado, para que este possa ser alertado e venha a corrigir-se. E, nesse processo, Exu é também “a Luz Divina incidindo”, para viabilizar o trabalho de correção dos sentimentos e comportamentos humanos negativos. Afinal, Exu leva a Luz às Trevas, principalmente às nossas trevas interiores!
Exu "O Orixá" é uma Divindade Planetária ou Divindade Maior de Deus, tem suas hierarquias de seres que trabalham sobre a Sua irradiação. Tem suas divindades médias, menores, classes de seres divinos, seres elementais, naturais, até chegar ao nosso nível que são de seres espiritualizados e humanizados.
Não podemos jamais confundir a "Divindade Maior" Exu com espíritos exunizados (que nós trabalhamos) ou espíritos elementais naturais (que nós oferendamos). Devemos distinguir a Divindade Maior Regente de um Mistério de Deus, dos seres que somente manifestam essas qualidades, para que assim não venhamos a descaracterizar e nem humanizar demais uma Divindade cuja natureza e origem é divina e que atua em toda a criação, e não está somente voltada para nós ou para nossa realidade.
Não podemos confundir o Orixá Maior Exu, com os espíritos que se manifestam e incorporam sob sua regência, pois esses espíritos estão em evolução, quanto o Orixá Maior Exu, é uma Divindade Maior de Deus e que realiza sua função em toda a criação de Deus amparando todas as criaturas geradas pelo Divino Criador.
Então o Orixá Maior Exu na origem é neutro, guardando essencialmente o estado do "vazio"; no meio espiritual a Lei Maior utiliza esses espíritos que foram exunizados para executar carmas adquirido por nós, não importando quando adquirimos esses débitos, pois a semeadura é livre e a colheita é obrigatória e no fim está a onisciência de Deus que tudo sabe; e somente quando estivermos elevados e adquirirmos uma consciência maior de suas Leis, tem início a colheita dos vazios que semeamos, pois já amadurecemos como seres humanos e estamos aptos a colher os frutos amargos que plantamos enquanto estávamos também vazios de sentimentos.
Precisamos entender que até um espírito obsessor que nos tira a paz, está ligado carmicamente conosco por fios invisíveis e devemos meditar quanto a essa atuação, pois na maioria das vezes ela não se encontra refletida em um ato dessa encarnação e sim de outras vidas, e a vítima de hoje talvez tenha sido o algoz de ontem.
Sendo assim, exu enquanto elemento mágico ativado em um ponto de força na natureza, não possui livre arbítrio e a lei utiliza-se desse meio e condição dos espíritos exunizados para atuar através deles na lei do carma para aí sim poder esgotar os débitos e devolver os créditos.
Todos os que conhecem a Umbanda e os cultos afro brasileiros sabem que, antes de qualquer trabalho ser iniciado, é preciso ir até a tronqueira ou casa de Exu e firmá-lo, para que ele possa atuar por fora do espaço espiritual do templo (tenda ou Ilê Axé), protegendo-o das investidas de hordas de espíritos “caídos” que estão atuando contra as pessoas que buscam auxílio espiritual e religioso, que possa livrá-las dessas perseguições terríveis.
Para que um trabalho transcorra em paz, harmonia e equilíbrio, e para que os guias espirituais possam atuar em benefício das pessoas e trabalhar os seus problemas, é preciso que a tronqueira esteja firmada, porque assim, ativada, ela é um portal para o vazio relativo regido pelo senhor Exu guardião ligado ao Orixá de frente do médium dirigente do templo.
Um Exu guardião é assentado na tronqueira, e vários outros são “firmados” dentro dela, sendo que estes que estão ligados a outros Exus guardiões de reinos sob a guarda de outros Orixás.
Os outros não podem ser assentados, senão dois vazios relativos se abrem “ao redor” do espaço espiritual “interno” do templo, e a ação de um interfere na do outro.

Um só Exu guardião é assentado, e todos os outros são só “firmados” na tronqueira, pois, se dois forem assentados na mesma, a ação de um interferirá na ação do outro vazio relativo aberto no “lado de fora” do templo.
Assentar o Exu e a Pombagira guardiã no mesmo cômodo ou “casa de esquerda” é aceitável, porque o campo de ação dele se abre no “lado de fora” e o campo dela se abre para dentro do “lado de dentro” do templo, criando apolarização com o campo do Exu guardião.
O campo do Exu guardião é o vazio relativo que se abre no lado de fora do espaço "virtual interno" do templo, enquanto que o campo da Pombagira guardiã é o “abismo” que se abre para “dentro”, a partir do espaço "espiritual interno" do templo. Esses dois Orixás são indispensáveis para o equilíbrio de um trabalho espiritual, porque um atua por fora repetindo o mistério das realidades e o outro atua por dentro do templo repetindo o mistério das dimensões.
Exu retira do “espaço infinito”, tudo e todos que estiverem gerando desequilíbrio ou causando desarmonia. Pombagira recolhe ao âmago do espaço infinito, tudo e todos que o estiverem desarmonizando.

São duas formas parecidas de atuação, mas Exu retira, e Pombagira interioriza.
Comparando o espaço infinito com um vulcão, Exu seria o ato de erupção, quando ele descarrega a intensa pressão interna. Já a ação de Pombagira, seria a das rachaduras internas, que a pressão abre dentro da crosta, nas quais correm e acumulam-se toneladas de lava vulcânica, que se acomodam e, lentamente, se resfriam e se cristalizam, gerando enormes acúmulos de minérios e cristais de rochas.
Para se fazer um bom trabalho na residência de alguém, assim que chegar, deve-se ir até o quintal, riscar um ponto de Exu, colocar um copo de pinga, firmar as velas nos polos mágicos e invocar o Orixá Exu e o seu Exu guardião, pedindo-lhes que descarreguem todas as sobrecargas e recolham todas as demandas feitas contra os moradores da casa e até contra ela.
O mesmo deve ser feito com Pombagira para que, só então, o médium comece a trabalhar espiritualmente, porque, aí sim, todas as cargas e demandas terão por onde ser descarregados. E mesmo as entidades negativas que tiverem de ser transportadas para que recolham suas projeções negativas virão de forma ordenada e equilibrada, não causando nenhum problema durante o trabalho.
Quando se vai com alguém na natureza para descarregá-lo, tanto o médium deve firmar suas forças em casa como deve, pelo menos, firmar Exu ou Pombagira no campo vibratório escolhido, para não ter contratempo algum durante o trabalho de descarrego na natureza.
São medidas indispensáveis para que um bom trabalho seja realizado e tudo transcorra em paz.
Laroyê! Exu é Mojubá!!!
Saravá Umbanda!!!

Referências - Rubens Saraceni e Alexandre Cumino

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Mentores

    Configura-se pela categoria de entidades amigas e benfazejas que buscam guiar, orientar, auxiliar, ensinar e acompanhar nossa jornada terrestre. São espíritos amigos das mais diferentes religiões e conhecimentos especializados nos assuntos espirituais que também possuem uma missão particular a cumprir, sendo em sua grande maioria auxiliar alguém encarnado a realizar seu projeto feito antes de seu reencarne na Terra.
   Muitos se perguntam como podem ter um mentor ou falar com o mesmo. Primeiramente, eles não são objetos os quais basta querer para “adquirir ou possuir”. É necessário uma disciplina e propósitos na seara do bem a serem executadas. Pensamento constante nas práticas assistenciais e de reforma íntima, de modo que com o passar do desenvolvimento do indivíduo – o mentor irá de algum modo se manifestar mais notavelmente aos sentidos parapsíquicos, de acordo com o mérito e necessidade do indivíduo.
      Não há como afirmar qual é o número máximo de mentores que uma pessoa pode ter em sua vida, pois, isso irá depender de suas metas e trabalho no auxílio ao próximo, já que é a partir da vivência responsável e séria que os amigos espirituais irão então ter a certeza dos objetivos que empenhamos para então estar nos ajudando. Interessante pontuar que todos nascemos com um anjo da guarda que também já é o nosso primeiro mentor desde o nosso nascimento e que este nunca se afasta de nós – mas sim o inverso. Podemos fazer uma analogia com um guarda-sol na praia. Este tem a função de nos proteger dos raios solares não permitindo que nos queimemos, mas se nos afastarmos do guarda-sol – será de nossa inteira responsabilidade as consequências dessa ação, em vista que o guarda-sol não saiu do lugar e sempre esteve ali para nós.
   Os mentores estão sempre à disposição de pessoas com propósitos firmes, sérios e até mesmo daquelas que estão perdidas em vícios e na cegueira da realidade espiritual, precisando de apoio para tentarem sair de seu estado de sofrimento. Estes amigos de jornada podem ser alcançados através da prece e da meditação diária. Tais entidades sempre virão em nosso apoio em situações difíceis e de grande turbulência, mas sem quebrar qualquer regra do processos cármicos que temos de passar para evoluirmos, sempre respeitando o nosso livre-arbítrio na medida do possível e racional.
     O preconceito é um ponto que dificulta muito as experiências extracorpóreas, pois, os mentores sempre são das mais diversas correntes religiosas – do catolicismo ao hinduísmo. Sendo assim, se tivermos qualquer preconceito religioso, a realidade espiritual irá deixar isso em evidencia. Recomenda-se que o estudante a projetor consciente quebre todos os seus paradigmas limitantes quanto a religiões e entenda que o trabalho espiritual do bem tem como carro chefe a caridade, não importando qual o rotulo religioso que carreguemos. Afinal, as religiões são diferentes caminhos para se chegar no mesmo objetivo. Então caro leitor, não permita que a ignorância quanto aos diferentes segmentos religiosos seja um impeditivo para sua jornada nos ambientes extrafísicos.
  Tendo esclarecido estes pontos, vale esclarecer também que mentores não são responsáveis por cumprir nossa missão cármica! Isso é nossa responsabilidade a qual assumimos no momento antes de reencarnar. Assim, não adianta achar que tudo de ruim que nos acontece é porque nossos mentores e anjo da guarda falhou em nos proteger. Faça a tua parte e eles farão a que lhes for possível, pois eles nos acompanham para nos auxiliar, orientar, guiar e ensinar, e não nos dirigir como meras marionetes.
    Estas entidades de grande conhecimento dos mistérios espirituais, são portadoras de longa experiência nos mais diversos campos práticos da vida espiritual. E ninguém melhor para nos ajudar a estudar essa realidade que seus próprios habitantes. Então, respeito e humildade a essas entidades é essencial nesse trajeto. Não por questões de temor em perder o auxílio destes, mas justamente por estarem nos ajudando e orientando em nossas lutas diárias para que consigamos alcançar níveis mais sutis da evolução.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Responsabilidade do Dirigente Espiritual

A Internet é uma conquista do nosso mundo atual, com certeza não saberíamos viver mais sem a rede mundial de computadores e toda a informação que ela mantém. Porém essa informação precisa ser primeiramente processada por nós para se tornar útil ou válida, pois da mesma forma que existe muita coisa boa na rede, também há muita coisa ruim.
Nesse tsunami de informações nem sempre sabemos como separar o Joio do Trigo (Mateus 13:24-30), mas essa é uma tarefa árdua até mesmo para quem já está a muito tempo na estrada, por isso mesmo que existem os sacerdotes, dirigentes ou pastores. Na Umbanda essa figura é chamada de Pai de Santo, o que para mim é algo errôneo! Prefiro o termo pai ou mãe espiritual.
O Pai ou a Mãe Espiritual deve trazer as informações já processadas e apresentá-las de forma mais adequada a seus filhos-de-fé, ensinando-os a desenvolver o senso crítico e o discernimento. Justamente por isso é necessário ter muita responsabilidade sobre o que se está fazendo, dizendo e vivenciando. Não adianta só dizer da boca para fora algo, mas é preciso que as lições aprendidas no terreiro e as instruções dadas pelos mentores espirituais, sejam vividas pelos seus médiuns e principalmente pelo dirigente.
O que vemos por aí é uma promoção descabida de vídeos de todas as espécies, principalmente aqueles ensinando irresponsavelmente como fazer algumas ativações mágicas, por meio de oferendas ou firmezas. Existe uma diferença muito grande em ensinar uma firmeza de limpeza espiritual ou de ambientes, de proteção e de harmonia; do que ensinar uma firmeza de atração sexual, mesmo que essa não tenha uma conotação direta de amarração amorosa, ainda assim tramita nesse escopo.
Mas no afã de obter mais seguidores, mais cliques, mais compartilhamentos e o pior de tudo mais dinheiro, veiculam diversas magias que deveriam ficar restritas ao espaço religioso. Não que seja errado auxiliar alguém a se sentir melhor, ter auto-estima ou ser mais atraente. O que é errado é o porquê disto e nosso raciocínio geralmente é muito raso para atingir realmente a raiz do problema. Por isso que há a consulta com entidades espirituais, mais elevadas moral e intelectualmente, para nos auxiliar a enxergar o que não conseguimos.
O Caboclo Rompe-Mato sempre repete que ele consegue ajudar, não por ser melhor, mas porque ele não está envolvido no problema, ou seja, enquanto estamos dentro do poço, só conseguimos enxergar um facho de luz que é da abertura do poço e todo o resto é escuridão. Ele por estar do lado de fora do poço, só enxerga um ponto mínimo de escuridão e o restante todo de luz. Assim ele teria uma abrangência visual maior da questão e poderia indicar o melhor caminho a seguir.
Quem garante que o problema de relacionamento não é um processo kármico daquela pessoa? Ou até mesmo a falta de atratividade que ela não tem? Se fizermos algo contrário a isso, mesmo querendo ajudar, estamos nos envolvendo com as questões da programação kármica dela. Já se o mesmo for feito dentro do terreiro, com o auxílio de uma entidade, ela saberá se está infringindo ou não as regras do jogo.
Além disso, magia é algo muito sutil. Mudando, às vezes, apenas uma evocação ou encantamento, podemos ter um resultado completamente diferente. Podemos pegar uma supostamente inocente magia para atração e transformá-la em um verdadeiro ponto de amarração amorosa. Você quer algo para sua vida? Peça para as forças de Deus, a qual chamamos Orixás ou Santos. Mas não para entidades de esquerda de maneira irresponsável ou desacompanhada de supervisão de uma entidade de direita. Não que os esquerdeiros irão fazer algo de ruim (apesar de poderem), mas nossa forma de pedir pode ser confusa e o resultado ser completamente diferente daquilo que realmente queremos, ou melhor, do que realmente precisamos.
Por isso que convoco a todos a terem mais cuidado com os “popstars” que surgem por aí e que se algo parece errado, possivelmente ele é errado!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Projeção Astral, Sexo Astral, Drogas Astrais

-É possível não conseguir retornamos ao corpo após uma projeção astral?
 R: Não, não há essa possibilidade! Nosso psicossoma é ligado ao soma por filamentos energéticos que ao serem vistos pela clarividência, assemelham-se a um cordão, o qual é conhecido como Cordão de Prata. O desligamento deste elo entre soma e psicossoma, só se dá no momento em que o corpo irá desencarnar por questões naturais como: um acidente no trânsito, doenças e derivados. Sendo assim, entidades espirituais de um modo geral não podem fazer o desligamento do cordão de prata enquanto estamos no plano extrafísico.
É possível que alguém tente me machucar no plano físico e eu não tenha tempo de sentir por estar projetado?
 R: Não! Nosso corpo astral retorna ao soma a uma velocidade absurdamente rápida, de modo que por frações de segundos possamos reagir de alguma maneira – desde uma simples contração muscular a um forte espasmo durante o processo. Contudo, podemos não ter tempo para reagir de maneira intensa o suficientemente considerável como para nos salvarmos, mas o psicossoma sempre retorna antes do desligamento ao soma. Porém é possível que entidades assediadoras e obsessoras usem o cordão de prata para sugar um pouco da tua energia enquanto você dorme.
Então, não seria melhor não praticar a Projeção Astral por questões de segurança física?
 R: Da mesma maneira que seria melhor não sair de casa para não ser assaltado, atropelado (a) por um carro, cair na rua ou coisa parecida. Fatalidades, como o próprio nome já diz, são fatalidades e situações especiais, não corriqueiras. Entretanto, vale ressaltar e lembrar que a Projeção Astral é algo natural e que todas as noites a realizamos, ainda que inconscientemente (p.ex: ficar flutuando em cima do soma sem reação em estado de dormência ou ser levado a regiões inferiores sem poder de reação…” estado zumbi”), sendo assim, é melhor obtermos lucidez enquanto estivermos fora do corpo para que possamos além de aproveitar as possibilidades de conhecimento, também prestarmos assistência a entidades que precisam de nossa ajuda e poder nos defendermos de possíveis assédios e obsessões. Basta usar o bom-senso e analisar a situação. Se é algo natural, inevitável e que acontece todas as noites – por que não treinar a lucidez?
Posso atrair entidades obsessoras quando estiver no plano extrafísico?
 R: Da mesma forma quando estiver no plano físico. A diferença se encontra na capacidade de vê-las e senti-las, caso não seja um médium ostensivo (que não teve o parapsiquismo e/ou mediunidade aflorada antes de desenvolve-la) enquanto estamos no plano físico com nossas tarefas corriqueiras. A vibração de seus pensamentos, intenções e atitudes será o imã para atrair entidades que se identifiquem com o mesmo padrão vibratório que você emite. Estando assim contigo a responsabilidade de quais entidades você atrai para sí.
Quantas e quais tipos de regiões posso visitar quando estiver fora do corpo?
 R: São incontáveis as dimensões extrafísicas, passando com certeza de centenas e centenas de diferentes regiões que ainda faltam ser exploradas pelos projetores sérios e disciplinados. A faixa vibratória de seus pensamentos irá ditar quais regiões no plano extrafísico poderás estar visitando. Contudo, há determinadas partes do astral em que é necessário acompanhamento dos mentores para que possamos visitar com segurança (esse é um caso particular em que a densidade vibratória é tão grande que pode repercutir no soma), e em outros casos é necessário mérito e desenvolvimento da lucidez a um nível considerável.
Posso fazer sexo, beber, fumar e me drogar fora do corpo físico?
 13076681_239856359736166_8982221045513312595_nR: Sem dúvida alguma! Mas interessante colocar que, as sensações e vivencias extracorpóreas se dão de maneira diferente que as do corpo físico. Sendo assim, ao fazer sexo, se drogar, beber e fumar fora do soma poderá ser tão intenso quanto no corpo físico, mas isso não significa que poderá trazer para este todas as sensações vivenciadas no astral, deixando desse modo um forte e grande vazio dentro da consciência que sofre por tais vícios. Provando nesta situação que a faixa vibratória dos pensamentos do projetor não é das mais saudáveis, sendo assim muito prejudiciais à saúde mental do mesmo.
Como visitar as colônias espirituais e fazer assistência extrafísica?
 R: Para isso basta seriedade nos estudos e nas práticas constante das técnicas projetivas, seguido de ações saudáveis durante o decorrer de nossas ações diárias, sem que para isso precisamos ser hipócritas no que fazemos. Bom-senso e consciência são ferramentas essenciais nesse trajeto. Tendo isso em mente e em prática, será questão de tempo para que os amigos espirituais venham em nossa ajuda para que possamos aprender e então ajudar a quem precisar, de acordo com as nossas limitações que carregamos.

domingo, 26 de junho de 2016

Chacras; Conceitos Elementares

        Muito conhecido e famoso nas aulas de ioga e meditação, os Chacras são regiões no nosso corpo que funcionam como centros de força, trabalhando energias especificas e afins para aquele local. Esses “órgãos” são campos de energias permanentes em nós em formato de um cone aberto, como aqueles chapeuzinhos de festa de criança, onde a ponta do cone está voltada para nosso corpo e a parte maior, a base, está voltada para fora de nós. Contudo existem autores que se referem aos Chacras não sendo cônicos, mas esféricos. Trataremos os chacras aqui atribuindo a forma cônica a eles.
Possuímos vários chacras localizados por nosso corpo todo, porém cada chacra possui a sua importância e significância em suas funções em nós, podendo assim classificar os Chacras como: Primordiais ou Maiores, Principais ou Menores Secundários ou Mínimos .
É importante saber que alguns autores se referem aos Chacras Primordiais pela nomenclatura de Chacras Principais, porém dificilmente confundindo-os quanto a sua função.  Os chacras principais e secundários não serão discutidos no momento por não terem tanta relevância por ora, e até mesmo porque antes de entrarmos nos estudos de tais chacras, é necessário compreender bem sobre os Chacras Primordiais. Abordaremos por enquanto então, somente os Chacras Primordiais (ou somente como Chacra), primeiro por eles serem mais estudados e mais discutidos na literatura, e segundo, como o próprio nome já diz, primordial, para um melhor entendimento da projeção astral e dos fenômenos parapsíquicos.
Os Chacras possuem diversas funções quando analisados individualmente, contudo, de forma geral podemos dizer que os chacras por serem campo de energias concentradas, regulam e controlam o funcionamento do nosso corpo, mais precisamente dos nossos orgãos, uma vez que cada Chacra está diretamente ligado a uma glandula do nosso soma. Consequentemente, com o nosso corpo fisico mais regulado e controlado, podemos ter maior dominio e controle do nosso corpo astral.
Os Chacras são formados por duas partes: a anterior, localizada na parte da frente do corpo; e a posterior, localizada atrás do corpo. A parte anterior e a posterior estão diretamente ligadas, tanto energeticamente quanto em relação a localização. Essas duas partes se localizam em uma linha imaginária horizontal que atravessam o nosso corpo. A nomenclatura de cada Chacra se dá devido a sua localização, onde a ponta de cada Chacra está inserida em uma parte do corpo, geralmente está relacionada a alguma glândula do nosso corpo. São sete que se encontram numa linha vertical no meio do corpo, com a exceção de um:
  • Coronário – Está     localizado no topo da cabeça, inserido no hipotálamo
  • Frontal – Está localizado na testa, inserido na hipófise.
  • Laríngeo – Localizado no pescoço, inserido na tireoide
  • Cardíaco – Localizado no peito, inserido no timo (que não é uma glândula propriamente dita)
  • Gastrico – Localizado um pouco abaixo do peito, inserido no estômago
  • Esplênico – Localizado ligeiramente acima e do lado esquerdo do umbigo e com uma inclinação para a esquerda. Este é o único Chacra que não segue a linha vertical média do corpo, apesar de alguns autores considerarem o Cardiaco como sendo mais pra esqueda, logo acima do coração.
  • Genésico ou Sexual – Localizado na região da genitalia, relacionado ao testiculo ou ao ovário
  • Básico – Localizado no perineo, região entre o ânus e o orgão sexual, também está relacionado à glandula genital. Calma lá. Não eram sete? Porque então foram descritos oito Chacras? Isso porque existem autores que não consideram o Chacra Básico como um chacra primordial, considerando-o a parte “posterior” do Chacra Coronário, adotando assim como o “sétimo Chacra”, o Chacra Gástrico.
Lembrando que é necessário nutrir e exercitar as nossas energias (nesse caso os Chacras) tanto quanto o corpo físico. Mas como podemos fazer isso sendo que os Chacras não são visíveis, palpáveis? Bom, cada Chacra está relacionado com a um tipo de sentimento, que ao ser produzido, gera uma vibração semelhante à qualidade da emoção, que pode ser responsável por abrir (aumentar e desenvolver) ou fechar (bloquear e diminuir) este ou aquele Chacra. A ação que será produzida em cada Chacra é diretamente relacionada a origem do sentimento, por exemplo, quando se sente ódio, consequentemente causamos um bloqueio no Chacra cardiaco, contudo, ao sentirmos amor, abrimos mais o Chacra e deixamos ele mais “livre”. Abaixo citamos um pouco mais dos sentimentos e das caracteriscas relacionada a cada Chacra:
Coronário – Responsavel pela conexão com o Alto; desejo de evolução.
* Frontal – Responsável pela Clarividencia.
* Laringeo – Responsável pela Psicofonia. Este chacra é bloqueado quando se fala mentiras graves e quando fazemos alguma agressão verbal, fofoca ou xingamentos.
* Cardiaco – Sentimentos de amor e caridade contribuem para a abertura esse Chacra
* Gástrico – Também responsável pela sensibilidade e compreensão dos processos existenciais, sendo um dos reguladores das fortes sensações energéticas que recebemos( a notícia da morte de um ente querido é filtrado energeticamente por este chakra)
* Esplênico – Responsável pela Projeção Astral
* Genésico ou Sexual – Responsável pela energia sexual e energia vital. Sexo desregrado e descontrolado causam bloqueio neste Chacra
* Básico – Responsável pela energia vital, assim como o genésico. Este recebe as energias advindas da terra. Sendo um importante direcionador das energias que o chacra genésico recebe.
Possivelmente você já deve ter ouvido a expressão “alinhar os Chacras”. Diferente de como muitos pensam, essa expressão não significa alinhar os Chacras propriamente dito, pois os Chacras não ficam se movendo ao nosso redor, como os planetas e o sol, para que eles se alinhem. Alinhar os Chacras nada mais é do que deixá-los em sintonia e em uma vibração alta e sutil.
     A partir de agora que estamos cientes da existência dos Chacras e a sua relação com os sentimentos, podemos pensar e tentar controlar as nossas emoções ruins, tentando ao máximo evitá-los para nos mantermos saudáveis e mais conectados com o Astral.

sábado, 25 de junho de 2016

Projeção Astral: Sintomas e Desenvolvimento

Não há como ditar quais serão as sensações específicas que cada indivíduo irá sentir em suas práticas, mas podemos elencar quais são os principais sintomas projetivos que em grande parte das vezes os praticantes relatam. Em alguns casos a pessoa pode sentir um ou mais dos sintomas elencados, e em outros não sentir qualquer um destes – a pessoa já desperta fora de seu corpo sem lembrar da decolagem. Segue abaixo os principais sintomas e suas respectivas características:
 –Ballonnement (Balonamento) é a impressão que nosso cérebro registra de estarmos inchando e ficando cada vez maiores, “gordos”, porém de caráter sutil. Sensação essa que se deve ao fato da expansão áurica para a saída extracorpórea. Como o próprio nome diz, é a sensação de estar sendo inflado como um balão.
Catalepsia Projetiva sem dúvidas um dos sintomas projetivos mais comuns entre os projetores. Se dá pelo processo de lucidez e impressão registrada pelo nosso cérebro da paralisia de nossos corpos de manifestação, em que a pessoa ao despertar no meio da noite ou em outro horário que está dormindo e percebe que não consegue se mexer, gritar, ver ou ouvir nada. Sente como se algo ou alguém a estivesse segurando em sua cama. Este sintoma geralmente causa medo e receio em muitos estudantes e praticantes, em decorrência de suas experiências anteriores que não possuíam conhecimento suficiente para compreender e aproveitar o que estava ocorrendo, acreditando que está sendo possuído ou algo do tipo. É a sensação de estar petrificado, imóvel. Apesar do desconforto e receios de muitos, esse estado é benéfico e facilita muito a projeção lúcida. Não confundir a catalepsia projetiva com a catalepsia patológica estudada pela medicina.
Ruídos intracranianos é a situação em que na tentativa de sair do corpo, o projetor começa a ouvir fortes ruídos e sons confusos, tendo a sensação de que os ossos do crânio estão rachando. Em alguns casos, vozes de difícil distinção são ouvidos.
-Oscilação do Psicossoma é a sensação que o projetor sente de estar balançando para cima ou pra baixo e/ou de um lado para o outro. Se dá pelo afrouxamento dos laços energéticos entre os corpos de manifestação (corpo físico e os corpos astrais). Situação geralmente seguida por uma projeção consciente e de forte impacto para quem está tendo suas primeiras experiências na busca pela veracidade do fenômeno projetivo.
– Estado Vibracional é o estado de ativação máxima do energossoma (corpo energético). Caracterizado pela forte sensação de intensas vibrações ao longo de todo o corpo. Extremamente propício a saída extracorpórea consciente, além da ativação dos centros de força (chakras) e desenvolvimento do parapsiquismo. O estado vibracional se aproxima daquela sensação que temos quando sentimos um formigamento em algum membro, porém no corpo todo. Pode ser comparada também com a sensação de estar em uma plataforma vibratória. É importante saber que o estado vibracional não acontece necessariamente no corpo físico, mas no corpo energético, que dependendo da intensidade do estado atingido, pode causar a impressão de que os nossos músculos, ossos e órgãos estão tremendo.
Desenvolvimento
     Muitos estudantes e pesquisadores perguntam qual o tempo necessário para se conseguir uma saída extracorpórea consciente, quais são as técnicas mais adequadas e as razões de não estarem conseguindo resultados. Mas infelizmente não há uma formula mágica! Se o leitor busca em nosso site algum ingrediente secreto para sair lucidamente do corpo, aqui não é o lugar certo e podemos dizer – se não afirmar, que não há algum outro lugar para encontrá-la. O êxito na projeção consciente está basicamente no esforço continuo e práticas incessantes. O esforço e a vontade inquebrantável são pontos de suma importância no sucesso das tentativas de saída extrafísica, para isso sugerimos que ao selecionar uma técnica – persista na mesma por um número mínimo de 10 tentativas e só então tente uma outra. No entanto, se você está iniciando agora nesse meio, muito dificilmente você irá ter sucesso nas suas primeiras tentativas. Logo recomenda-se que pratique dedicadamente determinada técnica  ao ver que está sentindo surtir algum efeito – não necessariamente a projeção propriamente dita. Em resumo – Só depende de você!
Segue abaixo algumas técnicas simples e mais comuns para quem está iniciando nos estudos e vivencias da realidade espiritual e finalizando nossa publicação de hoje.
As seguintes técnicas foram retidas do site do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (http://www.iipc.org.br/index.php/tecnicas-projetivas):
* Técnica Projetiva – Concentração Mental.
O objeto sugerido é uma vela acesa, pela sua simplicidade e capacidade de fixar a nossa atenção.
As etapas da técnica são:
  1. Isole-se em um ambiente fechado onde não será perturbado durante a prática.
  2. Coloque uma vela acesa em um prato grande, sobre uma mesa, longe de cortinas ou outro objetos (a fim de evitar acidentes), em um dos cantos do ambiente.
  3. Feche as janelas para evitar o vento.
  4. Sente-se em uma poltrona ou cadeira confortável no outro extremo do ambiente, há aproximadamente 3 metros da vela.
  5. Escureça completamente o ambiente, deixando apenas a luz da vela.
  6. Fixe a sua atenção na chama da vela, afastando outros pensamentos até que chegue ao ponto em que, para si mesmo, só existam você e a vela.
  7. Durante a técnica, evite devaneios, pois os mesmos distrairão sua atenção e prejudicarão a sua saída.
  8. Ao perceber um estado de leveza, de descoincidência, busque dirigir-se até a vela com o seu outro corpo, o psicossoma, deixando seu corpo físico na poltrona.
  9. Ao atingir a projeção, busque manter a lucidez e sair para outro ambiente.
  10. Após a experiência, registre todas as suas percepções e vivências.

Técnica da Autoimagem projetiva.
As etapas para aplicação dessa técnica são:
  1. Isole-se em um ambiente fechado, onde não será perturbado durante a prática.
  2. Sente-se em uma poltrona confortável colocada em frente a um espelho grande que reflita todo seu corpo quando estiver de pé.
  3. A poltrona deve ser colocada perto do interruptor da luz que ilumina o ambiente.
  4. De pé, através do espelho, você vai inspecionar todo o seu corpo, especialmente o rosto, como se nunca tivesse se visto antes, reparando em detalhes nunca notados antes.
  5. Repare em cada expressão, forma, cor e contorno de sua face, cabelo, testa, sobrancelhas, olhos, nariz, boca, queixo, orelhas, de uma forma profunda.
  6. Depois, fixe em seus olhos e repita seu próprio nome várias vezes de forma audível e clara.
  7. Visualize-se a si mesmo no lugar da imagem no espelho, esqueça o espelho e todas as circunstâncias físicas, e mantenha intensamente essa visualização, até ficar com sono.
  8. Nesse ponto, desligue a luz e durma na cadeira.
  9. Após essa visualização intensa, como se você fosse a imagem no espelho, a tendência é o seu psicossoma sair do corpo em direção ao espelho, ocorrendo o seu despertamento fora do corpo e começando a projeção lúcida.
  10. Após o retorno, registre todas as suas percepções e vivências.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Hoje é Dia de Xangô na Umbanda - Dia 24 de Junho - Dia de São João



Salve Xangô, Kaô Kabecile, Pai Xangô!

João Batista era primo de Jesus e teve o prazer de batizá-lo. A Bíblia conta que Isabel era prima e muito amiga de Maria e elas tinham o costume de se visitarem. Numa dessas ocasiões, já grávida, “quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc. 1,41). Ainda no ventre da mãe, João se reverencia e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar Isabel depois do parto.

Desta forma os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de “Aurora da Salvação”. Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ela estéril e ele mudo, ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa “Deus é propício”. Assim foi avisado Zacarias pelo Anjo Gabriel que o visitou anunciando a chegada do tão esperado herdeiro.

Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês do nascimento de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do Messias prometido e esperado. Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Daí o seu apelido de Batista.

João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias, com estas palavras: “eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Mt. 3,11).

Jesus falando de João Batista lhe tece o maior elogio registrado na Bíblia: "Jamais surgiu entre os nascidos de mulher, alguém maior que João Batista. Contudo, o menor no Reino de Deus é maior do que ele" (Mt 11,11). 
Ele morre degolado sob o governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica. 

São João Batista é um dos Santos mais populares em todo o mundo cristão. A sua festa é muito alegre e até folclórica. Com muita música e danças, o ponto central é a fogueira, lembrando aquela primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento: anel de ligação entre a Antiga e a Nova Aliança.

XANGÔ 
Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça,
faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina,
purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro,
para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço.
Que seja feita a justiça para todo o sempre
É meu Pai e meu defensor,
conceda-me a graça de receber sua luz
e de receber sua proteção.
Kaô meu Pai Xangô, Kaô 

Senhor do Raio, Senhor das Almas ou Senhor Dirigente das Almas.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô. As entidades que trabalham na vibração de Xangô atuam preferencialmente no campo da razão, ditando o senso de equilíbrio e equidade no indivíduo, para que este desperte para os reais valores da vida e do processo evolutivo no qual estamos inseridos como criaturas em constante evolução. Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa.

Xangô é, ainda, o Orixá dos raios e tempestades, do trovão, exímio controlador das faíscas e descargas elétricas, já que controla as forças da Natureza. Tanto é assim que é representado como o morador do alto da pedreira, carregando o Livro Sagrado (As Escrituras), sendo o único Orixá que sabe ler, bem como carrega as Sete Chaves da Sabedoria.

No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado "sangue azul", o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.

Data Comemorativa: 24 de junho, 29 de junho e 30 de Setembro

Sincretismo:
São José, Santo Antônio, São Pedro, Moisés, São João Batista, São Jerônimo.
São Jerônimo - Xângo Agodô = Rei da Cachoeira, Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras, dos Raios e Trovões e das Forças da Natureza.
São Pedro - Xângo Agajô = Protetor das Almas que entram no céu.
São João Batista - Xangô Kaô = Protetor dos que sofrem injustiças, Senhor Chefe das Falanges do Oriente. (Ori=Cabeça) Rei da Cachoeira, Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras, dos Raios e Trovões e das Forças da Natureza.

Atribuições: Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A Função do Médium de Sustentação

            Para delimitar o conceito de “MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO”, precisaremos buscar o significado da palavra sustentar, da qual se deriva o termo sustentação. Segundo o Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, de Caldas Aulete, o verbo “sustentar” significa “ter ou segurar por baixo; suster, carregar com peso de; apoiar; impedir de cair, de vacilar, de desequilibrar ou mudar de posição; amparar, fornecer recursos a”.

            No vocabulário espírita, o termo foi criado para facilitar didaticamente o entendimento acerca do papel do “MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO”. Podemos designar, por meio da denominação “MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO”, todo aquele que, por não apresentar a mediunidade ostensiva, pode funcionar como dínamo de vibrações, garantindo, assim, a sustentação da corrente mediúnica. Mesmo sendo menor sua participação sob o ponto de vista do fenômeno, a sua contribuição é constante e de suma importância, para a efetivação de toda tarefa mediúnica, como será abordado.

            Acerca dos MÉDIUNS DE SUSTENTAÇÃO, ou seja, aqueles que não possuem de maneira ostensiva um aspecto mediúnico – ou que não possui mediunidade dinâmica, se formos aplicar a denominação, proposta por Crawford -, aproveitamos a ocasião para assinalar que existe outra denominação para essa categoria.

            Hermínio Miranda, no livro Diálogo com as Sombras, denomina o MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO, de “participante”. De acordo com Miranda, o participante deve preparar-se para a situação eventual de conviver com o grupo por muitos anos, sem que nenhum fenômeno ostensivo seja apresentado em sua intimidade, sendo comum mesmo o desenvolvimento de preciosas mediunidades, as quais se acham apenas em potencial, em período de expectativa e de provas, a fim de se lhes experimentarem a paciência e a tenacidade.

            Assim sendo, haverá sempre outros companheiros, sem “mediunidade ostensiva”, que podem e devem participar, respeitados o limite numérico e a qualificação pessoal, merecendo tais participantes atenção e cuidados, como quaisquer outros que integrem o grupo. Os instrutores espirituais insistem sempre que todos os recursos humanos colocados à disposição do trabalho são aproveitados, devendo deixar aos operadores desencarnados a incumbência de decidir quanto à utilização dos recursos de cada um.

            Miranda destaca um esclarecimento dado por um dos Espíritos orientadores do grupo ao qual pertenciam. Quando lhe foi perguntado sobre a função de um dos integrantes sem mediunidade ostensiva, “afirmou que (...) tal pessoa (...) prestava excelentes serviços, como um „dínamo de vibrações amorosas‟, de que estava pleno o seu coração. Esses recursos eram amplamente utilizados no trabalho, sem que ela tivesse consciência do fato.”

            Independentemente da denominação recebida, percebemos o valor deste instrumento de Jesus, como aquele carreador de correntes vibratórias, tão importantes para a realização dos fenômenos mediúnicos, como é o médium ostensivo, o qual Allan Kardec afirmou ser impossível a manifestação espírita sem a sua presença. Muitos destes médiuns, chamados de SUSTENTAÇÃO, desconhecendo essa realidade, lamentam muitas vezes não terem reencarnado com um determinado aspecto mediúnico, ou seja, com mediunidade ostensiva, por acharem que a sua participação em uma sessão espírita seja de menor importância.

            As obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier – ditadas pelo Espírito André Luiz - são ricas de exemplos nobres daqueles companheiros encarnados que, movidos pelo desejo de algo realizar em favor do próximo, emprestam energias significativas para a realização de amparo aos menos felizes. Vejamos, então, um exemplo extraído de uma de suas obras.

            Em o livro Nos Domínios da Mediunidade, observamos o Assistente Áulus, instruindo a equipe em aprendizagem, durante uma reunião mediúnica. Estava sendo amparado um espírito obsessor removido do ambiente a que se ajustara por muito tempo com total desconhecimento de seu estado. Este fora trazido pelos amigos espirituais para ser socorrido, através da psicofonia da irmã Eugênia, que comandava com firmeza e ajudava o assistido qual se fosse uma enfermeira devotada. Durante o atendimento - e para que o espírito fosse esclarecido segundo sua necessidade - Clementino, o mentor espiritual, pediu a um dos assessores que trouxesse uma peça cujo aspecto era uma gaze fina, revestida de leve massa fluídica, branquicenta e vibrátil. E ali foi perpassando todos os fatos da vida física do Espírito em atendimento, até que ele caísse em si, vencido e banhado em lágrimas. Foi tão grande a crise emotiva, que o mentor espiritual se apressou a desligá-lo do equipamento mediúnico. Percebendo que a tela voltava a transparência normal, André Luiz desfechou algumas perguntas que foram respondidas pelo Instrutor Áulus:

Que função desempenhava aquele retângulo que eu ainda não conhecia? Que cenas eram aquelas que se desdobravam céleres sob a nossa admiração?

- Aquele aparelho, informou Áulus, gentil - é um “CONDENSADOR ECTOPLÁSMICO”. Tem a propriedade de concentrar em si os raios de força projetados pelos componentes da reunião (...)

- Mas, se estamos à frente de um condensador de forças - considerei -, precisamos concluir que o êxito do trabalho depende da colaboração de todos os componentes do grupo...

- Exato - confirmou o Assistente-, as energias ectoplásmicas são fornecidas pelo conjunto dos companheiros encarnados (...) Por isso mesmo, Silva e Clementino necessitam do concurso geral para que a máquina do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja possível. 

            Faz-se necessário ressaltar que, numa reunião mediúnica, a SUSTENTAÇÃO tem um papel primordial para que o plano espiritual possa usar os recursos em beneficio do êxito do trabalho que depende, segundo André Luiz, “da colaboração de todos os componentes do grupo”. Note-se ainda o esclarecimento do Instrutor Áulus, quando assinala que “as energias ectoplásmicas são fornecidas pelo conjunto dos companheiros encarnados”, necessitando “Silva e Clementino do concurso geral para que a máquina do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja possível”.

            O concurso geral, prestado pelo conjunto dos companheiros encarnados - sejam eles médiuns ostensivos ou médiuns de sustentação -, pode ser ainda exemplificado com base em um trecho de outro livro de André Luiz, que será transcrito a seguir:

Vários ajudantes de serviço recolhiam as forças mentais emitidas pelos irmãos presentes, inclusive as que fluíam abundantemente do organismo mediúnico. (...) Esse material - explicou-me ele, bondosamente - representa vigorosos recursos plásticos para que os benfeitores de nossa esfera se façam visíveis aos irmãos perturbados e aflitos ou para que materializem provisoriamente certas imagens ou quadros, indispensáveis ao reavivamento da emotividade e da confiança nas almas infelizes. Com os raios e energias, de variada expressão, emitidos pelo homem encarnado, podemos formar certos serviços de importância para todos aqueles que se encontrem presos ao padrão vibratório do homem comum, não obstante permanecerem distantes do corpo físico. (...) Alexandre chamava a si um dos diversos cooperadores que manipulavam os fluidos e forças recolhidos na sala.

(...) Em todos os serviços, o material plástico recolhido das emanações dos colaboradores encarnados satisfez eficientemente. Não era mobilizado apenas pelos amigos de mais nobre condição, que necessitavam fazerem-se visíveis aos comunicantes; era empregado também na fabricação momentânea de quadros transitórios e de idéias-formas, que agiam beneficamente sobre o ânimo dos infelizes, em luta consigo mesmos. 

            Diante dos apontamentos feitos pelo autor espiritual, podemos concluir que o “MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO” desempenha a função de um “dínamo de vibrações amorosas”, cujos recursos são amplamente utilizados no trabalho. Note-se que o “material plástico, recolhido das emanações dos colaboradores encarnados, satisfez eficientemente”, a fim de não só “ser mobilizado pelos amigos de mais nobre condição, os quais necessitavam fazerem-se visíveis aos comunicantes”, mas também de ser “empregado na fabricação momentânea de quadros transitórios e de idéias-formas, que agiam beneficamente sobre o ânimo dos infelizes em luta consigo mesmos”. As considerações de André Luiz são extremamente esclarecedoras, pois nos informam que todo participante de reunião mediúnica desempenha função relevante, “para que a máquina do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja possível”.

            Sendo de extrema importância o desempenho do MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO, podemos delimitar que, em trabalho, esse participante de reunião mediúnica “deve permanecer vigilante e calmo, evitar o sono, acompanhar a condução do dirigente e atuação dos médiuns ostensivos, auxiliando-os com suas vibrações, preces e até mesmo na orientação a ser dada a determinadas entidades, quando o esquema da reunião o permitir e sempre com a anuência prévia do dirigente”.

            O MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO não é um mero participante e sim um elemento capaz de ser um foco de irradiação contínua de bons pensamentos e de energias salutares. Segundo Roque Jacinto, ”ninguém é neutro no campo de emissores mentais e todo pensamento emitido se reúne e se soma ao geral, determinando os rumos do intercâmbio”.

            O Espírito Carlos nos mostra o quanto importantes somos, em qualquer função que nos seja confiada, pois sempre somos elementos úteis, lembrando-nos de que:

O Senhor promete a todos a manifestação de seus dons, e como nos lembra Paulo: Ela ocorre segundo as nossas necessidades. Por isso deve aquele que tem a responsabilidade da SUSTENTAÇÃO identificar-se com a importância de sua tarefa. E se não lhe foi designado ser o condensador das energias, que fluem dos pensamentos emitidos pelo mundo espiritual, através das imagens, dos sons ou da escrita, é seu papel materializar nos programas de intercâmbio um ambiente sadio e tranqüilo, aonde todos sintam a presença do Espírito de Deus.

            Portanto, o “MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO” é instrumento do Plano Maior, que, não apresentando mediunidade ostensiva - mediunidade de efeito inteligente ou mediunidade dinâmica -, é o irradiador constante de plasma psíquico e mental, utilizado em prol dos espíritos sofredores. Serve de apoio e de sustentação nas reuniões mediúnicas por ser um ativador de correntes vibratórias que se originam das orações e do pensamento edificado. 



UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Nós prejudicamos nossos guias?

Dentre as inúmeras perguntas que recebo, uma em especial, vinda de uma médium de outra casa, me chamou a atenção pela lógica da pergunta e por se tratar de uma preocupação que deveria ser de todos os médiuns praticantes:
Em alguns momentos, nós podemos prejudicar as nossas entidades de umbanda?

E a resposta é “obviamente sim”!
Vivemos falando em doutrina que, todos os nossos atos e condutas irão definir nossa qualidade como médiuns e sempre, tudo o que realizarmos dentro de nossa conduta mediúnica irá agradar ou desagradar os planos superiores e nossos guias precisam de disciplina e bons comportamentos para nos protegermos de nós mesmos e principalmente de nos defendermos das artimanhas das forças trevosas que sempre tentam nos induzir aos erros comportamentais.

Baseado nisso, falarei sobre a importância do “Orai e Vigiai” com relação as entidades, guias, protetores de umbanda, sobre o quanto nós os prejudicamos e atrapalhamos quando esquecemos dessa máxima, do quanto contraímos de karma quando os prejudicamos, não somente os nossos guias (que tudo perdoam), mas também as pessoas encarnadas que eles orientam e ajudam, como também, os desencarnados carentes de orientação ou disciplina.
Vejamos alguns erros comuns aos médiuns:
A consciência de que, quem realmente faz a umbanda são as entidades, consciência de que se você não estiver “prestando” prá trabalhar quem decide é a entidade, consciência do que é ser umbandista, consciência de que quem faz caridade é a entidade, guia, protetor, guardião. Médium apenas resgata karma!

* Quando nos dirigimos ao terreiro “sujos”; o que é um médium da umbanda sujo?
Não se iludam achando que é somente o médium que não tomou o banho preparatório ou o banho comum mesmo, conheço e vejo, muitos médiuns que estão com os “banhos em dia” mas que sempre transmitem uma aura suja, ou seja, impregnada de sentimentos profanos.
Entenda-se por sentimentos profanos: ciúme, inveja, prepotência, arrogância, idolatria, avareza, pensamentos desequilibrados, indisciplina, indolência, etc. estando um médium munido de tudo isso, não há banho de ervas que tire ou limpe.
* Quando, durante a gira ou nos momentos de passe, deixamos o nosso mental ser impregnado por pensamentos torpes, profanos ou pouco elevados, como por exemplo:
1- Ficar observando os comportamentos dos irmãos de fé, manifestados ou não, sem que isso, em momento algum,  seja para pós gira, orientá-lo ou ajudá-lo á se corrigir, mas sim , para simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.
2- Observar o comportamento dos consulentes na hora do gira ou momento do passe, sem ser com o objetivo de orientá-los sobre a disciplina e as normas da casa, ou sobre o entendimento do que esteja sendo feito pela entidade, mas sim, novamente, simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar, rir ou manifestar interesses ainda piores...
3- Quando, em momentos de culto ou necessidade, nos recusamos a “dar passagem” aos nossos guias porque estamos tão preocupados com nossas próprias mazelas que achamos que não estamos em condições emocionais ou físicas para o trabalho mediúnico... falsa humildade! Falso egoísmo!
Que tal deixarmos para as próprias entidades decidirem se estamos ou não em condições?
Se realmente estivermos sem condições para o trabalho, a própria entidade manifestada dará apenas a sua irradiação mas não permanecerá acoplada.
Mas não né ?;  Insistimos em saber mais do que elas!
Além do mais esquecemos também, quantas vezes aprendemos durante o camboneamento das  consultas, quantas vezes vemos um consulente passando por  problemas semelhantes aos nossos e somos indiretamente orientados pelo guia em terra.
4- Quantas vezes durante os passes e atendimentos, por não “irmos com a cara” do consulente, interferimos na consulta, vibrando antipatia, atrapalhando a incorporação, ao ponto, muitas vezes, da entidade ter que apagar nosso discernimento,  encaminhar o consulente para outra entidade, ou ainda, ser obrigado a terminar logo a consulta? Somos sempre os certos, né?
5- Desejar sexualmente um(a) irmão(ã) de fé ou consulente; você esquece que as entidades do astral olham tudo?
Vocês se esquecem (se é que saibam disso) que a entidade que vocês estão servindo (seus guias) sente ou percebe estes pensamentos pecaminosos?
Vocês se esquecem (se é que saibam disso) que uma entidade devidamente manifestada ao perceber este padrão mental simplesmente desencorpora?
Toda vez que tomarmos qualquer atitude incoerente ou incompatível com a doutrina umbandista, nós prejudicamos não somente as nossas entidades, mas a própria umbanda.
Outros pequenos deslizes também prejudicam e entristecem muito nossos guias, detalhes que parecem pequenos, mas conotam bons ou maus comportamentos: sujar reinos da natureza, desrespeitar irmãos de fé, trair o nosso cônjuge, nos omitirmos diante de uma injustiça, silenciarmos diante de uma calunia, etc.
Eu poderia escrever muitas postagens a respeito do quanto prejudicamos as nossas entidades de umbanda, mas será que adiantaria?; Será que você leria até o fim?
Porque o respeito ao preceito em não ingerir bebida alcoólica e não fazer sexo antes das giras, a grande maioria segue e respeita, mas por outro lado, do que adianta seguir estes preceitos disciplinares se nosso mental está preocupado com a “balada” que está marcada para depois da gira?
De que adianta não comer carne vermelha no dia do culto se você estiver pensando demasiadamente no choppinho que vai tomar após o gira, na pessoa que vai paquerar ou “ganhar”?
Será que você realmente estará com uma postura decente para o trabalho mediúnico, se estiver com isso na cabeça?
Como sempre alerto nossa família em doutrina, eu prefiro um médium que tenha feito sexo ou comido carne vermelha no dia de gira, mas que seu sentimento esteja voltado para o servir e para a caridade no dia da gira, do que um que não faça sexo ou tenha comido carne há um ano, mas esteja cheio de rancor ou inveja dentro do seu coração.
Não sejamos hipócritas! A espiritualidade tudo vê, tudo sabe e não cabe a você julgar o outro!
Se um médium faz sexo na véspera da sessão com a esposa dele, porque ficou viajando um mês inteiro ou muito atarefado e estava morrendo de saudades...ora esse sexo será até salutar! ;afinal,  imaginem como estariam os pensamentos dele durante a gira:  só pensando na hora de ir embora prá poder “matar a saudade”.
Não iria atrapalhar mais ?; é você quem vai julgar isso? ou é a entidade?
Penso que aprender a controlar nossos “instintos e apetites” , teoricamente é o que deveria nos diferenciar dos animais não?
Orai e vigiai sim, sempre, mas este comportamento só adianta se você tiver uma coisa chamada consciência!