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domingo, 30 de outubro de 2016

Dez doenças transmissíveis espiritualmente:


Hoje temos um grande número de “infectados” por “contaminantes conceituais” – que compreendem uma relação confusa e imatura para princípios espirituais.

As 10 categorizações seguintes não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidas como uma ferramenta para tornar-se consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente:

01-FAST-FOOD ESPIRITUALIDADE: 
Misture espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade fast-food. Espiritualidade Fast-food é um produto da fantasia comum e compreensível de que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápido e fácil. Uma coisa é clara: a transformação espiritual não pode ser conquistada em uma solução rápida.

02-IMITAÇÃO DE ESPIRITUALIDADE:
É a tendência de falar, vestir e agir como nós imaginamos que uma pessoa espiritual faria. É um tipo de espiritualidade baseada na imitação.

03-MOTIVAÇÕES CONFUSAS:
Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual irá remover o nosso sofrimento e ambição, o desejo de ser especial, para ser melhor do que os outros, para ser “o único.”

04-IDENTIFICAÇÃO COM EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS:
Nesta doença, o ego se identifica com nossa experiência e nós começamos a acreditar que estamos incorporando idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos, ele não dura indefinidamente, embora a tendência seja de perdurar por longos períodos de tempo naqueles que acreditam ser iluminados e/ou mestres espirituais.

05-EGO ESPIRITUALIZADO:
Esta doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica torna-se profundamente enraizada com conceitos e ideias espirituais. O resultado é uma estrutura que é egoica “à prova de bala.” Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar. Tornamo-nos seres humanos impenetráveis. Tudo em nome da espiritualidade.

06-PRODUÇÃO DE PROFESSORES ESPIRITUAIS EM MASSA:
Há atualmente uma série de tradições espirituais da moda que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou domínio muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: obtêm-se um insight, e – bam! – Você fica iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar.

07-ORGULHO ESPIRITUAL:
O orgulho espiritual surge quando o praticante, através de anos de esforço trabalhado, atingiu realmente um certo nível de sabedoria e usa essa realização para justificar a recusa por mais experiências. Um sentimento de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Manifesta-se como uma sensação sutil que “Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritual.”

08-GRUPO MENTE:
Contém muitos elementos de co-dependência tradicional. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as maneiras corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com “mente de grupo” rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estejam em conformidade com as regras muitas vezes não escritas do grupo.

09-O COMPLEXO DO POVO ESCOLHIDO:
É a crença de que “O nosso grupo é mais evoluído espiritualmente, poderoso, iluminado e, simplesmente, melhor do que qualquer outro grupo.”

10-O VÍRUS MORTAL: “EU CHEGUEI”:
Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que “eu cheguei” no objetivo final do caminho espiritual. O nosso progresso espiritual termina no ponto onde essa crença se torna cristalizada em nossa psique.

Uma parte crítica de aprender o discernimento sobre o caminho espiritual é descobrir as doenças penetrantes do ego e auto-engano que estão em todos nós.  Ao enfrentarmos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e autodiminuição e perder nossa confiança no caminho. Temos de manter a fé, em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.

Nina Greguer

sábado, 29 de outubro de 2016

Nomes de Caboclos na Umbanda

Os nomes usados pelas entidades espirituais, que apresentam-se como Caboclos, na Umbanda podem ser nomes indígenas de pessoas, como por exemplo: Cabocla Jurema ou podem ser referências a tribos ou troncos linguísticos, como Tupinambá. Podem ainda referir-se a nomes simbólicos, usados na Umbanda, como: Caboclo do Sol.
Outro fato que deve ser percebido é que alguns nomes de Caboclos, podem ser usados por falanges que vêm na vibração de dois ou mais Orixás, como por exemplo, o nome Cobra Coral, que é encontrado na vibração de Xangô ( mais comumente) e também na vibração de Oxóssi.
Estarei atualizando a lista com mais nomes, após novas pesquisas.
CABOCLOS DE OGUM:
Águia Branca, Águia Dourada, Pena Vermelha, Sete Espadas, Espada Flamejante, Sete lanças, Tabajara, Tamoio, Tucuruvú, Sete Ondas, Sete Caminhos, Sete Matas, Rompe Fogo, Caboclo Pantera Negra, Tupuruplata, Akuan, Rompe Nuvem, Caboclo Apeiara, Araribóia, Icaraí, Rompe Ferro, Beira Mar, Caiçara, Caboclo Goitacá, Ipojucan,Itapoã, Águia Solitária, Caboclo Kaluanã, Jaguarê, Ubirajara, Rompe Aço, Caboclo Beira Mar, Caboclo Ogum Iara, Caboclo Ogum Megê, Caboclo Ogum Matinata, Caboclo Guarani, Caboclo Ogum Naruê, Caboclo Ogum das Matas, Caboclo Apecatu, Caboclo Ogum Beira Rio, Caboclo Ogum de Lei, Caboclo Ogum de Ronda, Caboclo Ibiajara, Caboclo Guaçu, Caboclo Goitacá, Caboclo Apuana, Caboclo Tibiriçá.
CABOCLOS DE XANGÔ
Caboclo Sete Pedreiras, Caboclo Sete Cachoeiras, Caboclo Sete Pedras, Caboclo Sete Montanhas, Caboclo Cachoerinha, Caboclo Treme Terra, Caboclo Tupã, Cobra Coral, Caboclo Itapema,Itapoã, Caramuru, Itamirim, Urubatã da Guia, Treme Terra, Araúna, Cajá, Caboclo do Sol, Itapitinga, Itaqui, Ubiratã, Itajaí, Caboclo Guaritá, Juparã Mirim, Caboclo Itatiba,Caboclo Quebra, Itapeva, Caboclo Giguaçu, Pedra, Caboclo Itaimbé, Guará, Caboclo Itaum, Caboclo Itajubá,Sete Trovões, caboclo Arranca-Toco, Pedra Preta, Caboclo Itapoã, Pedra Rôxa, Caboclo da Pedreira, Caboclo do Trovão, Itapema, Caboclo Cachoeira, Caboclo Gira Mundo, Caboclo Cubatão, Itapitinga, Caboclo Apuã, Caboclo Voturantim, Caboclo Guairá, Caboclo Itaúna, Caboclo Itabira,Caboclo Itambé, Caboclo Anajé, Caboclo Itatiba, Caboclo Itagi, Caboclo Anajé, Caboclo Itaguaçu,
CABOCLOS DE OXÓSSI
Sete Encruzilhadas, Mata Vírgem, Sete Flechas, Arruda, Pena Branca, Tupaíba, Tupiara, Aimoré, Tupinambá, Rompe Folha, Aracambé, Sete Matas, Junco Verde, Folha Verde, Apuava, Japiassú, Paraguassu, Asema, Pena Verde, Caboclo Jibóia, Pena Azul, Flecheiro, Caçador, Antã, Pena Dourada, Ubá, Caboclo da Lua, Apué, Caboclo da Mata, Anhaguera, Guarani, Guandú, Arapuí, Serra Azul, Sete Serras, Tapuia, Apuama, Flecha Dourada, Caboclo Uirapara, Caboclo Aymoré, Caboclo Lírio Branco, Uiba uí, Caboclo Tira-Teima, Caboclo Cipó, Caboclo Rôxo, Caboclo Jibóia, Caboclo Ubirajara, Caboclo Ubiracy, Caboclo Jiquitáia,Águia da Mata, Flecheiro do Fogo, Caboclo Apuama, Caboclo Jaguaruna, Caboclo Caiuá, Apoena, Caboclo Guarapari, caboclo Toriba,
CABOCLOS DE OXALÁ
Caboclo Urubatão da Guia, Caboclo Araguacy, Caboclo Ibaté, Caboclo Mauá, Caboclo Ubirajara, Caboclo Guaratinguetá, Caboclo Eté, Caboclo Jurandir, Caboclo Ventania, Caboclo Tamandaré, Caboclo Apoema, Caboclo Iandé, Caboclo Iaé, Caboclo Uanã, Caboclo Jaçanã, Caboclo Yacamim, Caboclo Ibaretama, Caboclo Cuera,Uaçaiçú, Caboclo Araguaci, Caboclo Anhaguá, Caboclo Inaiê, Caboclo Taiguara, Caboclo Yakecan, Caboclo Uirá,
CABOCLAS DE OXÓSSI
Cabocla Jurema,Cabocla Jacira, Cabocla Flor de Lís, Cabocla Flor da Mata, Cabocla da Mata, Cabocla da Lua, Cabocla Lírio Branco, Cabocla Angatú, Cabocla Sete Flechas, Cabocla Sete Estrelas, Cabocla Samambáia, Cabocla Jandira, Cabocla Capotira, Cabocla Indaiá,
CABOCLAS DE IANSÃ
Cabocla Raio de Luar, Cabocla Jussara, Cabocla Raio de Luz, Cabocla Raio de Sol, Cabocla Bartira, Cabocla Potira,Cabocla Cabocla do Vento, Cabocla Iacina, Cabocla Japotira, Cabocla da Chuva, Cabocla da Pedreira, Cabocla dos Raios, Cabocla Amanaiara, Cabocla Atiaia, Cabocla Amanacy, Cabocla do Trovão, Cabocla das Folhas, Cabocla Sete Raios, Cabocla Tempestade, Cabocla Amanara, Cabocla Tainá, Cabocla Amanacy, Cabocla Iaciara,
CABOCLAS DE IEMANJÁ
Cabocla da Praia, Cabocla das Ondas, Cabocla Janaína,Cabocla Aci, Cabocla Guaraciaba, Cabocla Sete Ondas, Cabocla Imerim, Cabocla Jaciaba, Cabocla do Mar, Cabocla Estrela do Mar, Cabocla Juracy, Cabocla Ayrumã, Cabocla Jaciema, Apenunga,
CABOCLAS DE OXUM
Cabocla da Cachoeira, Cabocla Assucena, Cabocla Yara, Cabocla do Rio, Cabocla do Sol, Cabocla Irani, Cabocla Saçuena, Inauê, Imaiá,Cabocla Igapira, Cabocla dos Lírios, Cabocla Jupira, Cabocla Jaci, Cabocla Iracema, Cabocla Iraí, Cabocla Iaciara, Cabocla Ibotira,
CLAUDIA BAIBICH.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Meu nome é Judas… São Judas Tadeu! Dia 28 de Outubro é dia de São Judas Tadeu!

O nome Judas significa “seja Deus louvado”, mas a traição do apóstolo Iscariotes trouxe uma névoa de preconceito sobre esta benção! Jesus teria dito a Santa Brígida, padroeira da Suécia, que sofria pelo marido enfermo, para recorrer a São Judas Tadeu, pois ele queria ajudar os seus irmãos neste mundo. Graças a esta aparição, São Judas Tadeu passou a ser muito venerado no mundo todo.
São Judas Tadeu é comemorado em 28 de outubro, mas todo dia 28 do mês podemos pedir graças ao santo católico. Este Santo é como um advogado, o santo das causas perdidas. Era também Apóstolo de Cristo e, muito provavelmente, falava tanto o grego quanto o aramaico, podendo ser mediador de muitas comunicações em sua época de vida. Dizem alguns que ele era o noivo no fatídico casamento em que Jesus teria transformado a água em vinho.
Muitas vezes nos sentimos sem forças, desesperados, como se o mundo tivesse acabado. Mas não nos esqueçamos que nossos irmãos são de todos os tipos e estão em toda parte para nos lembrar que a vida não acaba nunca! Apenas se transforma e abrir mão de certas coisas é importante para que isto aconteça. Podemos não perceber, mas às vezes devemos abrir mão de coisas que não são materiais, devemos abrir mão daquele sentimento que é só nosso e não renderá mais frutos ou daquele velho vício, que carinhosamente chamamos de hábito para não termos que mudar.
Na maioria de suas imagens o Santo segura um cajado, mais curto que seu corpo, ou um machado. Também um livro ou um pergaminho, que são suas epístolas, uma espécie de carta com mensagens, contendo o relato de sua Divina experiência por receber o Espírito Santo. Já as armas que carrega indicam possíveis histórias sobre como ele teria sido assassinado: a pauladas ou pelas lâminas de um machado.
Xangô , senhor supremo da justiça
Em algumas casas de Umbanda existe o sincretismo de São Judas Tadeu com o orixá Xangô, pelo símbolo do machado e pelo poder de amparar os desesperados. Sabe-se que Xangô é extremamente forte e manifesta-se quando, no momento de desespero, alguém se ergue subitamente, abandona os maus fluidos e vai, corajosamente, em direção à solução de seus problemas.
Ore para ser forte e justo! Agarre para si a arma de seu inimigo e não a use contra ele. Simplesmente perceba como você é maior que ela. São Judas teve seu corpo atacado, mas sua alma, seu poder e sua benevolência prevalecem além da madeira e do metal.

Oração a São Judas Tadeu

Glorioso Apóstolo, Fiel servo e amigo de Jesus! A Igreja vos honra e invoca por todo o mundo como Patrono dos casos desesperados e dos Negócios sem remédio. Rogai por mim que estou desolado. Eu vos imploro, fazei uso do privilégio Que tendes de trazer socorro imediato, Onde o socorro desapareceu quase que por completo. Assiste-me nesta grande necessidade, Para que eu possa receber as consolações e auxílio Do céu em todas as minhas precisões, tribulações e sofrimentos. São Judas Tadeu, lembrar-me-ei sempre deste grande favor E nunca deixar de vos louvar e honrar com meu especial E poderoso patrono E fazer tudo que estiver ao meu alcance Para espalhar a Vossa devoção por toda parte. Amém…
São Judas Tadeu rogai por nós.
Rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria e Glória ao Pai.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Sou médium de uma casa, posso visitar outros terreiros?


Antes de começar a responder esta questão, vamos olhar para o sentido da palavra e para nossa vida cotidiana. O que é visita? Visita do dicionário Aurélio é "Ato de ir a algum lugar (com alguém ou não) para apreciar algo ou alguém".

Esta é uma questão que aflige alguns terreiros. Todos nós (ou a maioria de nós) gostamos de receber ou fazer visitas. Geralmente visitamos lugares novos, casa de amigos, parentes, etc. A visita pode ser: rara, contínua, de tempos em tempos, de surpresa, combinada, demorada, longa, etc. Não importa! Visita tem em si um caráter positivo que é "matar saudades", "reencontrar algo ou alguém", "colocar o papo em dia", "recordar um fato ou paisagem", etc.


Na religião, em especial na religião de Umbanda é sabido que cada casa tem:

- Sua doutrina;
- Seus costumes;
- Seus ritos;
- Suas regras;
- Seus fundamentos;
- Seus valores;
- Etc.

Conversando com outros dirigentes de terreiro, pudemos coletar alguns pontos a favor e pontos desabonadores sobre a prática de visitar terreiros. Vamos analisá-las?

PONTOS POSITIVOS

Ninguém é dono da verdade absoluta. Se uma casa de Umbanda abre para prestar a caridade, partimos da premissa que lá também seja uma casa de Deus. A maldade não está na religião, mas em seus frequentadores.

Visitar outras casas/terreiros pode e certamente agregará valor e conhecimento. Visitar casas nos ajuda a manter os laços de amizade material e espiritual (pois as vezes, nossos amigos e familiares não necessariamente irão trabalhar no mesmo terreiro que a gente), agrega troca de energia, aprendemos outros rituais, formas diferentes de louvar o Orixá, etc.

PONTOS DESFAVORÁVEIS

Mistura e confusão de fundamentos, incentiva a comparação, confunde regras e formas de conduzir ritos, etc. Para alguns pais de santo o excesso de visitas deixa o médium até a mercês de cargas e mistura de energias que podem colocar em risco o desenvolvimento do médium. Fofocas, distorção de informações, quebra de sigilo sobre as magias e mirongas de uma casa também podem ser pontos negativos se a pessoa que visita não tiver muito bem estruturado os valores desta religião. 

Quando uma pessoa escolhe uma determinada casa para trabalhar, ela está dando aceite a tudo que ela representa. Ao entrar para uma casa, o médium está assumindo os compromissos daquela casa. Quando um guia se firma em uma casa, ele está dizendo ao médium que ali será seu local de trabalho. Por outro lado, quando o guia e mentor espiritual diz que é hora de sair, esta ordem também é seguida. 

Muitas vezes a Umbanda será nosso chamado, mas não necessariamente em uma determinada casa. Se você gosta de visitar terreiros com grande frequência, deve se perguntar se é a hora de assumir compromissos com uma casa ou não. 

Terreiro é igual a um casamento, podemos ter amigos, porém se preferimos as baladas ao invés do matrimonio, é de se perguntar se não é melhor ficar solteiro. Quando assumimos o compromisso com uma casa, assumimos o compromisso com tudo que ele representa.

Algumas pessoas "batem cartão" em terreiros acreditando que a quantidade de vezes que se consulta ou que dá passagem a seu guia é que determinará a qualidade da sua incorporação ou o grau do seu merecimento. Estão enganados. Não é a quantidade de vezes que a gente fala com um guia ou visita uma casa que determina a nossa missão.

Umbanda é evolução e evoluir remete a mudança de comportamento. Se não conseguirmos cumprir e respeitar uma casa como queremos ser respeitados? Se não conseguirmos zelar pela força da nossa casa, como vamos pedir força? Se não conseguirmos confiar como vamos exigir confiança? Umbanda é uma religião que recebemos do mundo tudo aquilo que emanamos. Tudo aquilo que vai para o universo, o universo devolve para você.

O certo x errado varia de casa para casa, portanto, na dúvida sobre poder ou não visitar um determinado lugar, sempre consulte o pai de santo da sua confiança, ainda mais se estiver compromissado com uma casa, afinal de contas, mais do que respeito, este "pai" é o responsável por tudo que acontecer com você, daí o nome "zelador de santo". Ele (a) é quem zela pela sua coroa, seus guias e mentores.  

terça-feira, 25 de outubro de 2016

E agora... sou eu ou o meu guia?

Nove entre dez médiuns sentem-se inseguros em suas primeiras incorporações.
É muito comum ouvirmos frases do tipo “Eu vejo tudo, não posso estar em transe”. 
A culpa dessa dúvida que assola nossos terreiros é dos próprios dirigentes que não esclarecem aos iniciantes como é esse processo e dos irmãos mais antigos que insistem em dizer que são totalmente inconscientes, talvez para valorizar a sua (deles) mediunidade ou com medo de serem tachados de mistificadores. 
Acalmem-se todos! Há muitos anos as entidades deixaram de usar a inconsciência como fator preponderante para o bom trabalho exercido pelo médium.
Esta técnica era muito utilizada lá nos primórdios da umbanda, onde as entidades eram praticamente obrigadas a tomarem todas as decisões e iniciativas já que aquele cenário estava se descortinando e não se tinha onde buscar orientações á não ser as dadas pelas próprias entidades. 
Bem diferente de hoje,
que sabemos que noventa e cinco por cento dos médiuns são conscientes ou semiconscientes.
A inconsciência completa é muito rara e pouquíssimas vezes revelada, justamente para não causar essa insegurança tão presente em nossa religião. 
Pensemos no exemplo da água misturada ao açúcar. Quando adicionamos um ao outro teremos um terceiro liquido inteiramente modificado, mas com ambos os elementos nele. 
Assim se processa a incorporação, a mente do médium aliada à energia gerada pela entidade que se aproxima , unem-se em perfeita harmonia e conseguem, utilizando os conhecimentos de ambos, um trabalho mais compacto e correto.
Não se acanhem em dizer que são conscientes, pois a insistência dessa postura pode levá-los a falhas que aí sim, darão margens à suspeitas de mistificação.
Nos primeiros anos da Umbanda havia a necessidade da inconsciência, os médiuns tinham vergonha de entregar-se ao trabalho sem reservas. 
Como deixar que um espírito se arrastasse pelo chão falando como criança? Ou ainda sentasse em um banco com um pito na boca? 
Eram atitudes que assustariam o aparelho e o levariam a afastar aquela entidade.
Com a evolução constante da lei, todos conhecem perfeitamente as capas fluídicas que nossas entidades usam e não existe mais a necessidade delas esconderem de seus médiuns a forma com que se apresentam.
O cuidado a se tomar nos terreiros cabe aos dirigentes com informação e doutrina abundante para que o velho fantasma da insegurança se afaste de vez de nossas casas.

Pai Mario de Ogum

segunda-feira, 24 de outubro de 2016


domingo, 23 de outubro de 2016

Como acontece a iniciação na umbanda


Esse início acontece de forma parecida para a maioria das pessoas. Geralmente o médium vai a uma sessão de umbanda e recebe a informação de que é médium e precisa colocar roupa. Os guias costumam usar o termo “colocar roupa” que significa passar a frequentar as sessões de Umbanda usando a tradicional roupa branca. Então, surge aquele dúvida. Devo ou não colocar roupa?
Essa dúvida muitas vezes surge por temer algo que não se conhece, e também por experiências negativas de outras pessoas, pois infelizmente há pessoas que se tornam umbandistas por algum interesse e quando não conseguem aquilo que almejavam, abandonam tudo e se tornam evangélicas, inventando mentiras em relação à umbanda e criando mitos inexistentes na religião.
Quando comecei na umbanda, aos 15 anos, sempre escutava os mais velhos dizendo: é muita responsabilidade, se entrar não pode nunca mais sair, e assim as pessoas acabam até ficando amedrontadas, pois iniciar algo em que não se pode sair sob o risco de sofrer algum castigo com certeza é um pouco amedrontador. Mas na verdade não é assim, é que ao criar um vínculo com as entidades, você passará a ter um elo e eles estarão próximos á você, irão esperar pela sua presença e pela sua dedicação. 
Você vai passar a fazer parte do culto, participar de preceitos, e se de uma hora para outra, abandonar tudo, os guias podem sim cobrar o seu comparecimento, ou às suas obrigações. Não se trata de castigo, nem de nunca mais poder sair, cada caso é um caso e se você irá ou não sofrer alguma cobrança vai depender dos motivos que te levaram a se afastar.
As pessoas precisam em primeiro lugar saber que a Umbanda é uma religião de respeito e não uma bagunça. Muitos incorrem no erro de colocar roupa para conseguir algo e quando não conseguem simplesmente abandonam, como se fosse uma roupa ou sapato que já não se quer usar.
O princípio da Umbanda é a caridade. Você passará a ser um canal através do qual os seus guias passarão a fazer a caridade, ajudando todo aquele que for em busca de algum auxílio ou amparo. Não pense que por ter uma pomba-gira terá os homens aos seus pés, ou por cuidar de um Exú nunca mais será enganado, roubado ou sofrerá qualquer mal. Isso é outro erro pois você só terá aquilo que estiver no seu caminho e tiver que ser seu. Os guias e orixás ajudam sim, não há dúvida, mas é preciso fazer por merecer e buscar aquilo que se deseja,com luta e determinação.Aquele que pensa que por ser umbandista terá algum poder extraordinário está enganado.
No início o médium passa por um desenvolvimento, onde os guias muitas vezes não vêm, apenas deixam o médium tonto ou o fazem balançar, e noutras incorporam mas não falam, e nem dão consultas. Pouco a pouco os guias passarão a vir de forma diferente, e também irão falar e conversar com as pessoas falando o seu nome e as suas preferências. Não acontece sempre assim. Muitas pessoas quando iniciam, ficam confusas pois pode ser que os guias deixem o médium semi consciente, ou até consciente, mas isso não significa que ele não esteja incorporado. 
É preciso sempre conversar com o pai ou mãe de santo e tirar todas as suas dúvidas.
Com certeza o que é preciso é ter o coração aberto, e amar a Umbanda, pois para mim não há maior prazer do que poder colocar a minha Rainha, minha cigana, meus caboclos, Exús e minha vovó e as minhas entidades para trabalhar, pois os amo de paixão. É muito gratificante poder ajudar ao próximo, e a umbanda para quem sabe amá-la e respeita-la é sem dúvida, maravilhosa

sábado, 22 de outubro de 2016

A Cigana Esmeralda

Esmeralda vivia na Espanha e fazia parte do clã de Tarin, cigana lindíssima de cabelos castanhos bem claros e comprido que lhe caia aos ombros, olhos verdes esmeralda, sorriso alegre e contagiante. 
Esmeralda praticamente vivia da dança e para a dança. Aos domingos se dirigia a praça da cidade de Toledo onde encantava a todos com sua dança, ganhando assim muitas moedas que lhe eram atiradas pelo público assistente.
Numa destas apresentações, Esmeralda conheceu um rapaz muito belo de nome Don. Felipe, era um fidalgo de família riquíssima e que viviam em um castelo naquela localidade. O encantamento foi mutuo, se apaixonaram e começaram a ter uma vida praticamente juntos.
A principio Don Filipe passou a frequentar o acampamento de Esmeralda, mesmo a contragosto do “barô” Luthchero e a mãe de Esmeralda, a cigana Tânia. Por parte de Don Felipe era impossível a aproximação de Esmeralda no castelo, visto que sua família o proibia terminantemente de faze-lo. Estes desajustes foram aumentando gradativamente até que veio o rompimento da união.
Esmeralda ficou arrasada, já não ia a praça para dançar e logo em seguida descobriu estar grávida. Na esperança de ter seu amado de volta, Esmeralda vai ao castelo e conta a Don Felipe da gravidez, o que não muda nada na decisão do fidalgo. Esmeralda volta para o acampamento arrasada, e assim fica até o nascimento de sua filha, uma linda ciganinha. 
Mais uma vez tentando sensibilizar D. Felipe, Esmeralda o procura e dá a noticia do nascimento de sua filha. Mais uma vez de nada valeu, pois o fidalgo a expulsa.
Desesperada e cheia de ódio, Esmeralda volta ao acampamento e contrata dois ciganos para matar D.Felipe. Os mesmos partem para executar o trabalho contratado. Luthchero e Tânia tomam conhecimento da tragédia preparada por Esmeralda e aconselham para que ela evite tal tragédia.
Caindo em si, Esmeralda vê a desgraça preparada por ela e corre para salvar seu grande amor. Esmeralda chega ao jardim do palácio e vê os dois ciganos prontos para desferir o golpe mortal, corre então Esmeralda e sê poe a frente do punhal. O golpe certeiro e atinge o coração de Esmeralda que cai sê esvaindo em sangue.
Tânia sua mãe vem logo a seguir e toma Esmeralda nos braços pedindo ajuda A Luthchero, mas já é tarde, Esmeralda só tem tempo de pedir a Luthchero que cuide de sua filha a ciganinha Eleodora e morre.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A Cura por merecimento


Sob o juízo das Leis Divinas, o que vem a ser o merecimento? Como se estabelece o critério "por merecimento" nas curas das doenças humanas?
Essas interrogações fazemos, muitas vezes, ao constatarmos casos conhecidos popularmente como "curas milagrosas", isto é, situações em que diante de um diagnóstico médico realista em relação à impossibilidade de cura, o indivíduo, surpreendentemente reverte as expectativas e passa a apresentar um quadro clínico de plena recuperação de sua saúde.

O Espiritismo, através das Leis Morais - ou Divinas -, assim como o Budismo, através da Lei Dhammaniyama, informam-nos que a Lei de Causa e Efeito está simbioticamente relacionada com o livre arbítrio durante as sucessivas vidas do espírito encarnado, ou seja, para toda a "causa" que provocarmos através do livre arbítrio, existe um "efeito" proporcional àquilo que causamos, seja pelo bem ou pelo mal.
O que permite concluir que na natureza não existem forças solitárias, e sim uma série de sistemas de compensação, onde uma força sempre encontrará uma outra na mesma direção e sentido oposto. Através desta abordagem e entendendo que uma ação pode ser representada por uma causa ou um estímulo que parte do indivíduo para o meio, e que o efeito pode ser entendido como uma reação que torna do meio para o indivíduo, pode-se afirmar que a Lei de Causa e Efeito é análoga à terceira Lei de Newton: 
"Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto à força que aplicou em B".

Portanto, a Lei de Causa e Efeito do Espiritismo, ou a Lei Dhammaniyama do Budismo, são similares ao raciocínio científico no que diz respeito à Teoria de "causa e efeito" ou "ação e reação" da Física. 
Em suma: são leis naturais aplicadas em duas realidades dimensionais, a material e a espiritual.

O merecimento não é Lei Divina e sim um critério adotado pela "Fonte de Amor Universal" que beneficia o indivíduo que encontra-se em débito com as Leis Morais. Tudo indica, no entanto, que o critério do merecimento tenha relação direta com o processo de reforma íntima (moral) que o beneficiado esteja experenciando na vida atual, já que pelo senso de amor e justiça das Leis Divinas, na vida humana nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de ser e de existir.
Conforme as Leis Divinas e, principalmente, a Lei de Causa e Efeito, somos hoje, a soma do que temos sido em vidas passadas. A enfermidade quando se manifesta, mostra-nos que para curar as "feridas" (causas) do passado que se materializam em forma de "efeitos", necessitamos evoluir consciencialmente pela prática das Leis de Amor e Justiça. Única forma verdadeira de atingirmos a qualidade que torna uma pessoa dígna de alcançar um prêmio... um mérito, ou seja, a dádiva do merecimento.
A mensagem "Saúde integral" de Joana de Ângelis, por intermédio da psicografia de Divaldo Pereira Franco, aborda a importância de deixarmos fluir em nossas vidas a energia do amor como fator de cura e de sanidade fisio-psíquica:
"Forçoso reconhecer-se que o ser atual é um somatório de experiências próximas e remotas. Neste contexto, o amor assume papel preponderante em razão das energias que libera no sistema imunológico, fortalecendo-o no sistema nervoso simpático e nos glóbulos brancos, fundamentais na luta pela preservação da saúde. Uma organização físio-psíquica sadia, resulta na perfeita identificação entre o espírito e o soma, como decorrência das reencarnações anteriores ou das conquistas atuais, preparando a existência em marcha para a plenitude".
Autor: Flávio Bastos (Psicanalista Clínico e Interdimensional.)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Você precisa se defender do mal? Onde há luz, há sombra?


   Hoje gostaria de trazer uma reflexão sobre algo que raramente paramos para pensar. Ao acordarmos, cada um à sua maneira, faz a sua oração de proteção… imagina espadas, armaduras, anjos guerreiros. Com certeza temos seres de muita luz prontos para desembainhar suas espadas e usar sua força para nos defender. Com certeza, quando os chamamos, somos atendidos. Porém, será que precisa ser assim?
   O que quero dizer com essa pergunta é: será que precisamos viver sempre nos defendendo, com armas à postos e carregando o peso das nossas armaduras? Não nego aqui que exista seres e situações de baixa vibração, porém, quando nos conectamos com a Fonte de Tudo que É, com o Amor maior, Absoluto e Incondicional, porque ainda assim vivemos nos defendendo?
  Já foi bem difundido o ponto de que tudo é energia e de que atraímos o que vibramos, certo? Se assim é, quando decidimos nos conectar com Deus, Pai, com o Grande Espírito estaremos então vivendo na mesma frequência dessa realidade! Não há mal em meio ao Amor Maior, não há ataques e nem necessidades de escudos se você está em meio à uma névoa amorosa que vem direto da Energia Maior.
   Pode parecer difícil aceitar que é possível viver em um mundo onde só há o Bem. Este é o Seu mundo, se assim você o escolher. Compreenda dentro da sua Alma que é Seguro viver sem estar pronto para guerrear. Que é Seguro viver conectada(o) com a Energia mais Alta da existência.
  A sua mente questionadora nesse momento talvez esteja perguntando: “e se eu, sem querer, sair dessa conexão e estiver desprotegido, sem os meus escudos? Aí eu serei atacado, certo?”. Veja bem: uma vez conectados com a energia amorosa, com o Poder Maior sabemos quando escorregamos e temos consciência de vibrações diferentes. Também sabemos (sim, todos nós sabemos em nossa essência) como retornar em um estalar de dedos para a plenitude, calma e confiança que nos é de direito.
   Sim, é simples assim. Começa a assimilar a ideia de que você não precisa mais do peso dessa armadura que você carrega há anos. Experimenta. Acredita. Confia!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

5 Dores de crescimento comum da ascensão espiritual

Para aqueles de nós que nos encontramos viajando em um caminho espiritual, pode ser muito comum a experiência de algumas “dores de crescimento” em nossa jornada.
As coisas que ferem apartando-nos de crenças, mas que sempre resultam em mais clareza, sabedoria e uma perspectiva mais profunda. A identificação dessas lutas comuns do caminho espiritual pode ser útil. Isso nos faz perceber que não estamos sozinhos, e que há certas energias arquetípicas que todas as pessoas em um caminho espiritual acabam encontrando.
Se você estiver enfrentando algumas destes lutas, tenha fé.
A mudança está ocorrendo porque você está tornando-se uma pessoa mais autêntica e conectada.

A dor que você sente é apenas um catalisador temporário que irá impulsioná-lo para o seu novo eu.
Como você muda, é natural lamentar-se da perda de aspectos do seu eu anterior. Não se apegue à sua velha identidade em sua mente. A chave para lidar com as dores do crescimento no caminho da ascensão espiritual é aceitar o fluxo da vida e trabalhar com a realidade, e não contra ela.
Aqui estão 5 dores de crescimento comuns de ascensão espiritual que todos nós experimentamos:


1) Perda de amigos
Isso pode ser especialmente traumático para essas pessoas. Tornando-se mais espiritualmente conectado pode mudar muita coisa sobre você muito rapidamente, e isso pode afetar algumas de suas amizades mais próximas. Isso pode causar que alguns de seus amigos azedem com você, distanciem-se de você e, mesmo, até lhe humilhem.
Antes, talvez você estivesse disposto a se envolver em comportamentos que agora parecem errados, como fofocar, reclamar, ou discutir alguns temas com o seu grupo de amigos. Também é provável que os temas que você discutiu com os seus amigos agora fazem você se sentir vazio e você prefere discutir questões que os seus amigos não entendem ou não estão interessados em. Eles podem até chamá-lo de louco por elas.
Infelizmente, estas diferenças de perspectiva e comportamento às vezes podem ser o suficientes para romper amizades que significaram muito para você ao longo dos anos. Perceba que tudo o que você pode fazer é ser fiel a si mesmo e permitir que as fichas caiam. Você não tem o poder de converter ninguém ao seu modo de pensar, e nem deve. Tudo o que você pode fazer é ser genuíno e sincero, e o Universo irá conectá-lo com as pessoas que estão em maior sintonia com a sua nova vibração.

2) Os mal-entendidos na família
A maioria dos membros da família são pouco propensos a se afastarem porque você está num caminho espiritual, mas provavelmente estão muito confusos por sua mudança de perspectiva. Se você tem pais que são religiosos, eles podem até acusá-lo de ter se perdido e separado de Deus.
Seja autêntico, e assuma a responsabilidade pela energia que você traz em cada conversa. Basta continuar sendo você mesmo, e o “novo você” vai se tornar mais familiar para os seus entes queridos.

Na minha própria jornada, meus familiares, na verdade, começaram a tornar-se curiosos e a me fazer perguntas, e agora suas mentes estão muito mais abertas do que costumavam ser. Lembre-se, é melhor ser mal interpretado por ser quem você é do que esconder-se por medo do que sua família possa pensar. É a sua vida para viver, não a deles.

3) Sendo escarnecido e ridicularizado pela sociedade
Enquanto muitas pessoas estão em um caminho espiritual consciente no mundo de hoje, há muitas pessoas que permanecem na escuridão sobre sua verdadeira natureza.
Tornando-se mais ocupado espiritualmente pode expô-lo a um pouco de ridículo por ser diferente. Sendo zombado, ridicularizado e maltratado é apenas uma parte de estar distante de um mundo que está dormindo. Esta é provavelmente a dor de crescimento mais comum de ascensão espiritual.
Isso porque muitas vezes você ouve as pessoas fazendo piadas sobre as pessoas que comem alimentos orgânicos, meditam, têm sonhos lúcidos, carregam pedras (cristais), ou falam sobre questões e filosofias espirituais.

Se você tivesse que falar sobre essas coisas há milhares de anos, as multidões se reuniriam na rua e as pessoas estariam animadas para compartilhar suas experiências. Por causa das consequências emocionais de não ir junto com o rebanho no nosso dia e época, pode ser difícil até mesmo sair do armário com suas crenças espirituais.
O julgamento que você pode sentir de ser “out” (fora) pode ser desconfortável no início, mas confie que com o avançar do tempo ele se tornará menos frequente e mais fácil de lidar. À medida que se tornam mais confortáveis com nossas diferenças, nós projetamos o conforto para o mundo, e nós recebemos menos julgamento como resultado da nossa confiança.
O Universo pára de enviar as experiências que se abatem sobre os nossos pontos fracos, uma vez que transforma-os em nossos pontos fortes. Seja autêntico, sincero e na integridade. E quando as pessoas zombarem de você num espaço como esse, isso os fará parecerem bobos.

4) Mudanças de carreira
Quando há mudanças de perspectiva, o seu trabalho simplesmente pode não ser uma boa opção para você. De repente, o trabalho que você tem ficou pequeno/encolhido e você se sente vazio, ou ainda pior, prejudica a 
sua alma. Durante um despertar espiritual, você pode chegar à conclusão de que seu trabalho não está funcionando como uma extensão de sua alma.

Para alguns, uma mudança de carreira pode ser intencional e planejada, mas para outros, pode vir na forma de ser de repente demitido. Quando você é incompatível vibracionalmente com a forma como você está gastando a maior parte de suas horas durante a semana, é apenas uma questão de tempo antes que você ou seu empregador decida que, no melhor interesse de todos, você deixe o seu trabalho.
Pode ser muito doloroso ter uma transição repentina assim. Mas acredito que isso aconteceu por uma razão. Muito mais felicidade e satisfação está à frente para você. A vida é muito curta para passar por qualquer coisa diferente de fazer com o que sua alma viva.
Renda-se ao Universo, e Ele irá levá-lo exatamente onde você precisa estar espiritualmente, bem como profissionalmente.


5) Solidão
A solidão é um subproduto natural de ascensão espiritual. Naturalmente, como nossos relacionamentos, empregos e estilos de vida mudam, assim a nossa capacidade de confiar nas coisas que costumávamos confiar.
Em tempos como estes, é bom aproximar-se de uma comunidade espiritual. Ter uma aula de yoga, ou participar de um retiro de meditação. O Universo irá prepará-lo com um novo cenário para apoiar o seu novo estilo de vida, mas você tem que fazer um esforço para criar isso para si e para satisfazer o Universo no meio do caminho.
A boa notícia aqui é que quando você encontrar pessoas no mesmo caminho, você pode ter certeza que irão fornecer amizades e conhecimentos que são genuínos e edificantes.
Você pode notar que você tem menos amigos, mas mais do tipo certo.
Um aumento na qualidade e uma diminuição na quantidade.
Nesse meio tempo treine ficar com você mesmo.
Comece a praticar meditação e aprender a estar confortável consigo próprio.

Aprender a estar sozinho é essencial para lidar com qualquer sentimento de perda que surgiu desde que começou a perseguir seu novo caminho.
Apesar de que encontrar seu Eu espiritual possa ser uma experiência gratificante e esclarecedora, haverá algumas mudanças que vão ser um desafio para ajustar-se.

Nem todo mundo vai experimentar todos esses ajustes, mas se algum destes se aplicam a você, você não está sozinho. Seja paciente com o Universo e fique na integridade para a nova versão de si mesmo. O resto vai cuidar de si.
Se você está tendo dores de crescimento espiritual, perceba que no final do dia, elas são simplesmente sinais de que você está crescendo e evoluindo. Todas as coisas que estão listadas neste artigo são, na verdade, sinais de que está no caminho certo.
Portanto, não pense que você tem feito algo de errado, ou que você está fazendo escolhas inadequadas através da adoção de um novo estilo de vida que parece tornar confusas as pessoas ao seu redor.
Mantenha-se fiel a si mesmo e com o tempo, você vai amadurecer em uma posição mais confortável e estável. Quando você alinha suas emoções, pensamentos e intenções com melhorar a si mesmo e explorar a sua verdadeira natureza, o Universo sempre conspira para que você possa dar-lhe a vida que você precisa.
Seja paciente e confie no Universo.
A fim de crescer em uma nova pele, você tem que primeiro perder a antiga.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Não traga de volta para sua vida o que não estiver fazendo falta!

Não traga de volta quem nunca fez questão de estar ao seu lado, aqueles hábitos que lhe faziam mal, aquela amizade que nunca aparecia, os erros que machucaram e já cicatrizaram. Aprendamos, com a dor, a seguir adiante, sem querer de volta o que dói e machuca.

Certas coisas e determinadas pessoas saem da nossas vidas muitas vezes de uma maneira desagradável e abrupta, de forma a nos deixar desolados de início e sem entendermos o porquê daquilo tudo. No entanto, com o passar do tempo, percebemos que fomos, na verdade, agraciados com aquelas perdas, pois caminhamos mais felizes e tranquilos sem o peso delas em nossas vidas. 

Por essa razão é que não podemos nos desesperar quando algo nos acontece, pois, no calor das emoções, tendemos a achar que tudo conspira contra nós, que perdemos sempre, que tudo está piorando. Embora seja difícil, aguardar as respostas que teremos lá na frente é o mais sábio a se fazer, afinal, muitas vezes, ganha-se quando aparentemente se perde. 

Não traga de volta aquela amizade que nunca aparecia, a não ser que você a procurasse; que cobrava muito mais do que ofertava; que nunca mostrava interesse pelo que você passava, sentia, queria, por quem você era realmente. Relacionamentos devem ser recíprocos, ou o peso sobrecarregará os nossos passos, tolhendo-nos um caminhar sereno, lúcido e agradável. Deixe pra lá as ausências que nos tornam mais leves. 

Não traga de volta aqueles hábitos que lhe faziam mal, que atrapalhavam os seus dias, a sua saúde, o seu equilíbrio interior. Seja o cigarro, seja a antecipação de problemas, seja o pensamento negativo ou a autopiedade, caso tenha se afastado disso, mantenha-se firme e distante de comportamentos que em nada eram úteis. O tempo deve correr sempre em nosso favor e precisamos lutar para isso. Deixe pra trás o que diminuía suas chances de ser feliz. 

Não traga de volta erros que machucaram, mesmo que já cicatrizados. Não volte a incorrer nas mesmas atitudes que foram lesivas; a acreditar em esperanças que nunca se realizaram; a enxergar com olhos condescendentes pessoas que não merecem nada do que você tem a oferecer. Nem tudo e nem todos merecem uma segunda chance e ter consciência disso nos poupará recair em dissabores de que já tínhamos nos livrado. 

Não traga de volta quem nunca fez questão de estar ao seu lado, quem roubou dias, meses ou anos da sua vida, iludindo e alimentando promessas vãs, somente sugando sem somar, sem trazer, sem doar, sem praticar o retorno afetivo de nada. Encare a sua responsabilidade sobre o que lhe acontece de ruim e negue-se a receber em sua vida gente que não vale a pena. Deixe em seu passado os vampiros emocionais. 

Sempre que passamos por rupturas em nossas vidas, dói muito, uma desolação que demora a passar. Mas passa, pois o tempo cura e traz verdades, mesmo aquelas que teimamos em ignorar. Portanto, aprendamos, com a dor, a seguir adiante, sem querer de volta o que dói e machuca, pois temos que ser merecedores da felicidade com que sonhamos, livres das amarras que obstruem o nosso viver e nosso sorrir. 

-Autor do texto: Marcel Camargo

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

ATENÇÃO Mulheres Umbandistas!!!!

* Se você usa roupas íntimas extremamente sensuais para trabalhar com sua Preta Velha ou Cabocla...
* Se você escolhe a bebida da sua pombagira baseada á cor de suas vestimentas ou pelo seu gosto pessoal...
* Se você utiliza-se de sua pomba-gira para extravasar sua sensualidade, as vezes um pouco reprimida...
* Se você evita trabalhar com sua Preta Velha, porque ela não lhe deixa ‘’atraente’’ dentro do terreiro...
* Se você mistura as maquiagens que usa com sua pomba-gira incorporada, com as suas de uso pessoal...
* Se você ao dançar com sua pombagira não expressa nenhum ''pé de dança'' de umbanda e mais parece uma bailarina do Faustão dançando...
* Se você utiliza o mesmo perfume que usa incorporada com sua pombagira, para seus passeios e entretenimentos pessoais...
* Se você vai passear e se divertir logo após um culto, estando ainda com as maquiagens que sua entidade usou no gira e nem lava o rosto ou troca de maquiagem...
* Se você mantem intimidades ou relações sexuais com parceiros(as) logo após ter trabalhado com sua pombagira ,sem ter pelo menos se banhado...
* Se você olha com desejo para algum visitante ou irmão de santo dentro do terreiro que frequenta, em momentos que antecedem um culto...
* Se você prefere trabalhar com sua Cabocla, pelo fato delas preferirem usar os cabelos soltos do que com sua Preta Velha, por elas preferirem usar seus discretos lenços...
* Se você se utiliza de alguma entidade para abraçar, cumprimentar , encostar, ou mesmo tocar em alguém com malícia ou desejo dentro do terreiro...
* Se você faz pedidos sentimentais e egoístas á sua pombagira, achando que ela é meramente sua escrava e tem que satisfazer seus desejos pecaminosos...
* Se você acha realmente que é a sua pombagira que “fica lhe pedindo” roupas novas, perfumes, maquiagens e demais adereços o tempo todo e não a sua própria vaidade...
* Se você aprendeu assim e concorda que é a sua pombagira a responsável por sua sorte/azar no amor e pelos desvios ou mudanças de comportamento que você apresenta em sua vida pessoal...
* Se você acha que entrando para um terreiro e trabalhando com seus guias, sua vida melhorará da noite para o dia e passará ter todos os homens que sonha...
* Se você acha que suas entidades serão coniventes e cúmplices de seus devaneios e aventuras sexuais...
* Se você acha que, só porque está fantasiada, bebendo, fumando e gargalhando, já pode fazer trabalhos, dar consultas ou orientações aos outros...
Á quem tiver estes comportamentos, cuidado...vocês ainda não entendem nada de umbanda e estão no caminho errado, vão estudar mais a nossa umbanda, vão aprender como de fato ela funciona, vão cobrar seus terreiros e seus zeladores(as) por uma doutrina mais competente e qualificada que preste, mas por favor...
Não envergonhem a umbanda ok?
Pai Mario de Ogum

terça-feira, 11 de outubro de 2016


Vovó Maria Conga do Cruzeiro das Almas

Cenas de exaustivo trabalho em plantações de cana. É nisso que Vovó Maria Conga parece estar constantemente envolvida. Gosta de doces, cocada branca em especial, mas não dá demonstrações de ter sido esta sua principal ocupação na encarnação como escrava.
Sentada em um toco de madeira no terreiro contou, certa vez, alguns fatos de sua vida em terra brasileira.
Começou dizendo que só o fato de podermos conviver com nossos filhos é uma grande dádiva. Naquele tempo as negras eram destinadas, entre outras coisas, a procriar, a gerar filhos que delas eram afastados muito cedo, até mesmo antes de serem desmamados. Outras negras alimentavam sua cria, assim como tantos outros "filhotes" foram alimentados pela Mãe Conga. Quase todas as mulheres escravas se transformavam em mães; cuidavam das crianças que chegavam à fazenda, rezando para que seus próprios filhos também encontrassem alento aonde quer que estivessem.
Os orixás africanos, desempenhavam papel fundamental nesta época. Diferentes nações africanas que antes guerreavam, foram obrigadas a se unir na defesa da raça e todos os orixás passaram a trabalhar para todo o povo negro. As mães tomavam conhecimento do destino de seus filhos através das mensagens dos orixás. Eram eles que pediam oferendas em momentos difíceis e era a eles que todos recorriam para afastar a dor.
Maria Conga teve que se utilizar de algumas "mirongas" para deixar de ser uma reprodutora, e assim, pelo fato de ainda ser uma mulher forte, restou-lhe a plantação de cana. A colheita era sempre motivo para muito trabalho e uma espécie de algazarra contagiava o lugar. Enquanto as mulheres cortavam a cana, as crianças, em total rebuliço, arrumavam os fardos para que os homens os carregassem até o local indicado pelo feitor. Foi numa dessas ocasiões que Maria Conga soube que um dos seus filhos, afastado dela quando já sabia andar e falar, era homem forte, trabalhando numa fazenda próxima.
Seu coração transbordou de alegria e nada poderia dissuadi-la da idéia de revê-lo. Passou então a escapar da fazenda, correndo de sol a sol, para admirar a beleza daquele forte negro. Nas primeiras vezes não teve meios de falar com ele, mas os orixás ouviram suas súplicas e não tardou para que os dois pudessem se abraçar e derramar as lágrimas por tanto tempo contidas. Parecia a ela que eles nunca tinham se afastado, pois o amor os mantivera unidos por todo o tempo.
Certa tarde, quase chegando na senzala, a negra foi descoberta. Apanhou bastante, mas não deixou de escapar novamente para reencontrar seu filho. Mais uma vez os brancos a pegaram na fuga, e como ela ainda insistisse uma terceira vez resolveram encerrar a questão: queimaram sua perna direita, um pouco acima da canela, para que ela não mais pudesse correr.
Impossibilitada de ver o filho, com menor capacidade de trabalho, a Vó Maria Conga passou a cuidar das crianças negras e de seus doentes. Seu coração se encheu de tristeza ao saber que haviam matado seu filho quando tentava fugir para vê-la.
Sua vida mudou. De alegre e tagarela passou a ser muito séria, cuidando do que falavaaté mesmo com os outros negros. Para as crianças contava histórias de reis negros em terras negras, onde não havia outro senhor. Sábia, experiente e calada, Vovó Maria Conga desencarnou.
Com lágrimas na alma ela acabou seu conto. Disse que só entendeu a medida do amor após a sua morte. Seu filho a esperava sorrindo, guardião que fora da mãe o tempo todo em que aguardava seu retorno ao mundo dos espíritos

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Ato de bocejar na casa espírita


Um dos fenômenos que chama a atenção dos observadores atentos é o bocejo que muitas pessoas apresentam quando estão nos centros espíritas. Muito já se falou a respeito, mas quase ninguém conseguiu dar uma explicação lógica para o fato.
Em nossas reuniões mediúnicas observamos que nas ocasiões em que os médiuns estão sob má influência, eles bocejam com certa frequência.
Alguma coisa acontece com a organização física-perispiritual dessas pessoas, provocando o fenômeno.
Verificamos também que depois de darem passividade mediúnica, os bocejos cessam imediatamente, o que mostra que a causa se liga diretamente à fenomenologia da mediunidade.
Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, demonstrou que os fluidos perispirituais podem concentrar-se em alguns órgãos conforme a necessidade momentânea de cada criatura.
Assim, por exemplo, se uma pessoa está correndo, os fluidos perispirituais estarão concentrados nos setores mais solicitados do corpo físico, tendo em vista o exercício em questão. Acontece o mesmo com outras atividades orgânicas.
Um outro momento em que o ser humano boceja é quando está com sono. Qual seria o mecanismo para essa ocorrência? Talvez, se explicarmos uma coisa, poderemos encontrar a resposta para a outra.
Pensamos que uma hipótese pode ser levantada para explicar tanto o fenômeno natural quanto o mediúnico.
É a do desequilíbrio fluídico do perispírito.
Achamos que o relógio biológico do organismo também funciona no corpo perispiritual. Aprendemos que o corpo físico é uma cópia grosseira do perispírito e, por isso, reflete toda a sua estrutura e mecanismos de funcionamento. Quando vamos dormir, alguma coisa nos coloca em condições para que o sono possa se estabelecer.
Possivelmente, é o relógio biológico que controla o fenômeno da sonolência física. Em determinados momentos e em certas situações, esse controlador natural do ser humano deve acionar um mecanismo fazendo com que haja uma concentração fluídica na área do cérebro, provocando um torpor na percepção da pessoa, predispondo ao sono. Essa concentração fluídica parece provocar o bocejo natural.
Ao chegar o momento de dormir, é comum bocejarmos algumas vezes antes de nos entregarmos ao sono. É sinal de que está chegando a hora de repousar o corpo físico que se encontra esgotado.
Depois que dormimos, o inconsciente assume as funções biológicas do organismo físico e o Espírito, em alguns casos, pode libertar-se das amarras que lhe prende à carne e até ter experiências no além. Durante o repouso a situação fluídica perispiritual tende ao equilíbrio, fazendo com que ao despertar, a criatura sinta uma agradável sensação de bem estar.
No caso do bocejo provocado por Espíritos, possivelmente ocorre algo parecido, por meio das ligações entre o Espírito desencarnado e o médium. Temos conhecimento de que essas ligações se fazem através do psiquismo. Quando um medianeiro está sob má influência ou prestes a dar passividade a uma entidade desajustada, seu psiquismo fica como que impregnado de fluidos pesados, o que provoca um torpor mental semelhante ao sono físico, fazendo-o bocejar.
Já tivemos a oportunidade de receber tais tipos de influências nas atividades mediúnicas que desenvolvemos regularmente e nos foi possível sentir como elas agem contaminando o organismo perispiritual intensamente. Os bocejos são frequentemente seguidos de um forte lacrimejamento e a sensação é de profundo mal-estar.
Normalmente tais fenômenos ocorrem no período que antecede as atividades mediúnicas, principalmente no momento em que se está estudando o Evangelho. Depois do intercâmbio mediúnico, as impressões penosas cessam quase que imediatamente. Isso prova que elas estão ligadas à presença ostensiva de influências magnéticas baixas, que levam o perispírito do médium ao desequilíbrio fluídico. A "sujeira" energética concentra-se junto ao cérebro perispiritual e provoca um torpor artificial.
Quando observamos o fenômeno do bocejo nas sessões mediúnicas, geralmente ele está ligado a certas manifestações mediúnicas que vão acontecer na reunião.
Não são todas as manifestações de entidades necessitadas que provocam os bocejos. Nos casos pesquisados por nós, verificamos que se tratavam de Espíritos muito desesperados ou francamente maus que estavam junto dos médiuns.
Em outras situações, nos momentos que antecedem a palestra, por exemplo, observamos que o passe pode atenuar as ocorrências do bocejo. Ao derramar sobre o necessitado os fluidos salutares dos bons Espíritos, eles expulsam os fluidos malsãos que causam os bocejos, oriundos da atividade obsessiva.
Uma outra circunstância em que ocorrem os bocejos é nas ocasiões de benzimentos.
Existem um grande número de senhoras, chamadas benzedeiras, que aplicam passes em crianças recém nascidas que apresentam uma contaminação fluídica, popularmente chamada "quebranto" ou "mau olhado".
O problema da criança acontece quando pessoas adultas, que possuem uma atmosfera fluídica malsã, ficam com a criança no colo por muito tempo. A energia ruim que circunda a pessoa contamina a atmosfera espiritual da criança. Isso deixa o bebê irritado, prejudica o seu sono e em certas situações pode causar desarranjos orgânicos. Aos estudiosos mais conservadores, pode parecer que estamos falando de fantasias, mas a experiência demonstra que fatos são reais e perfeitamente explicáveis pela Doutrina Espírita.
Depois de alguns passes, normalmente a criança afetada volta à sua normalidade. Nada se faz de mais, a não ser derramar o fluido salutar dos bons Espíritos sobre a atmosfera malsã da criança, limpando-a dos fluidos nocivos.
Algumas benzedeiras têm o hábito de atrair o "mal" para elas. Depois de ministrarem o passe na criança, começam a bocejar seguidamente.
Afirmam que estão "limpando" a criança, mas na verdade o que fizeram foi agir com o pensamento, atraindo o fluido nocivo para a sua própria atmosfera psíquica, gerando na área do cérebro perispiritual o desequilíbrio fluídico que provoca os bocejos. Em todas as crendices populares existe um mecanismo da grande ciência do Espiritismo, que pode ser pesquisado por observadores.
Pode-se afirmar com certeza, que toda pessoa que boceja seguidamente no momento da reunião mediúnica, se não estiver sob a influência do cansaço, está sob má influência espiritual. A investigação mediúnica desses fenômenos pode ser objeto de estudo das casas espíritas sérias.
Autor: José Queid Tufaile Huaixan