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sábado, 31 de dezembro de 2016


Por que pular sete ondas no ano novo?

Existem inúmeros calendários no mundo que consideram o ano novo em datas diferentes. O mais famoso é de origem grego e romana que consideram o ano novo em 1 de janeiro, mês do Deus "Jano" (Deus dos portões, das mudanças e transições).

Neste calendário o primeiro dia entrante do próximo ano é considerado "Ano novo". É um período onde encerramos os ciclos do ano anterior e damos espaço a novos ciclos. representa uma data de corte, de mudança, de virada, de passagem, de renovação, de inovação, por isso é muito comum adotarmos rituais, magias, simpatias e outras técnicas para termos um ano melhor do que nos foi o ano anterior. 

POR QUE PULAMOS SETE ONDAS PARA YEMANJÁ NO ANO NOVO? 

Há vários rituais para se ter um bom ano novo: escolher cores que atraem energias específicas, defumar a casa, usar roupa nova, jejuar, jogar canela na porta de casa, tomar banho de ervas, acender velas, etc.

Um dos rituais mais populares para ter um bom ano novo é pular as "sete ondas" para Yemanjá. Para responder o "porquê" desta questão, temos que analisá-la profundamente.  O número "sete" é um número cabalístico para todas as culturas e religiões (sete mares, sete dias da semana, sete maravilhas do mundo, perdoar 70 x sete pessoas na bíblia, sete pecados capitais, sete cores são do arco-ires, sete notas musicais, sete linhas de Umbanda, sete anos de azar, etc). 

O número sete é praticamente um número de totalidade, de perfeição, de completabilidade. Por isso da escolha do "sete". Ele é universal, cultural, amplamente usado, reconhecido e passado de geração a geração. 

Já o mês de Janeiro é um mês de renovo, vulgo "Ano Novo", mês de Jano, mês em que diversos calendários reconhecem o encerramento e nascimento de ciclos. Já as ondas podemos fazer a analogia de agradar a Yemanjá (Mãe de todos, mãe de todas as cabeças) para termos um ano repleto de paz e sabedoria. 

Esta ideia de que pulamos sete ondas e fazemos "pedidos" deve ser evitada. Nenhuma religião é uma fonte de pedidos ou vai te dar coisas materiais meramente por pular ondas. Este ato é simbólico e ilustra o seu louvor, a sua fé, o seu respeito a esta troca de ciclo.

QUEM NÃO PULAR SETE ONDAS NÃO TEM UM BOM ANO?

Quem não der dízimo não tem um bom ano?
Quem não comer ostea não tem um bom ano?
Se você não tem dinheiro para uma roupa nova terá novamente um mau ano?
Se eu não pular ondas terei um mau ano?

A Umbanda não acredita em um Deus punitivo. Nossa religião é regida por paz e amor. Você pode pular ondas de Yemanjá de qualquer lugar: em pensamento. Deus e os Orixás querem a sua fé e não o seu dinheiro, suas roupas caras ou seu poder financeiro de chegar até uma praia bonita. 

Nossa religião não é uma religião de exclusão. Yemanjá não vai amaldiçoar aquelas famílias em vulnerabilidade social que não tem dinheiro nem para comer, quanto mais para viajar até uma praia para pular sete ondas. Este ritual de "pular sete ondas" também de nada adianta se você não fizer com fé.

Tem pessoas que criticam a Umbanda o ano inteiro e no final do ano querem ir pular sete ondas. Qualquer religião precisa da junção da fé + crença + divino. Se vai ou não pular sete ondas, mentalize um ano positivo e repleto de boas energias que quer no seu novo ciclo. 

 Eduardo de Oxossi

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Causas da desmotivação do Médium de Umbanda

Eu acredito que muitos dos que aqui lerem esse texto, já se sentiram desmotivados ou mesmo já se depararam com pessoas que por mais que tinham anos de Umbanda, numa determinada ocasião, fraquejaram e sentiram vontade de largar tudo, digo pessoas mais velhas na religião, mas não deixo como regra, porque esse tipo de sentimento não tem uma determinada época ou regra para acontecer então cabe a todos.
Às vezes a pessoa sente uma perda de energia tão grande, que ela não consegue nem acender uma vela, na realidade ela não sente vontade, ela até se inclina a fazer, mas chega na hora “H”, ela pensa agora não, depois. E nisso vai passando-se os dias. E como um vírus pestilento a desmotivação vai tomando conta.
Essa desmotivação pode ser provocada por inúmeras questões, originadas em nós mesmos (pela forma que nos enxergamos perante a vida), pelos outros (que muitas vezes nos derrotam, nos jogam para baixo), ou mesmo por ordem espiritual (assédio, obsessão).
Vamos refletir juntos a respeito. Muitas vezes essa desmotivação começa pela forma com que nos enxergamos perante nossa vida, pelas nossas próprias expectativas que vamos criando em torno de nós, muitas vezes o médium chega num patamar de tão necessário, diria até insuperável, que ele não se permite fracassar diante de um obstáculo, tipo: “… eu sou médium, filho de Ogum, eu tenho que conseguir ajudar tal pessoa, eu estou acima de tudo, eu nunca erro, tudo dá certo para mim…”, só que infelizmente não é bem assim, e as vezes o Médium se depara com inúmeras dificuldades na vida e obstáculos que ele vai começando a perceber que mesmo ele tendo amparo espiritual está sujeito as entrelinhas que a vida impõe, essas dificuldades poderão surgir em inúmeros aspectos e setores da vida, é no ambiente familiar, aquele filho que está andando em más companhias, e na harmonia conjugal que anda de mal a pior, é na saúde que anda mais frágil do que de costume, é a crise financeira que assola o país que lhe tirou o trabalho, os recursos para manter a sua casa e família e assim por diante, e todas essas questões vão abalando a fé daquela pessoa.
A falta de aceitação perante os obstáculos vai minando as forças, porque nem tudo depende unicamente da pessoa, as vezes os braços se cansam, doem de tanto empunhar a espada na batalha. E o guerreiro fraqueja, e pode se deixar sucumbir. As vezes a aceitação é necessária, é preciso recuar, esperar o melhor momento para continuar, contornar a situação, mas nem sempre a ansiedade deixa que isso aconteça, e quando nada se concretiza a desmotivação aparece.
O Médium começa a perceber que ajuda a muitas pessoas, mas se desmotiva quando não consegue ajudar a si mesmo. E muitas vezes isso acontece porque ele se deu um poder que não pertencia a ele, e se esquece que está aqui em uma escola, um mundo de expiações e o que tiver que passar, ninguém poderá passar por ele. A grande diferença é como ele vai se colocar perante as dificuldades, se vai se abrir a ter apoio ou não de seus guias e mentores. Às vezes é preciso se silenciar para ouvir o espiritual.
É tanto sofrimento que a pessoa vai perdendo a crença nos próprios resultados, e começa a pensar: “…vou todos os dias de gira no terreiro, cumpro minhas obrigações direitinho, e por que meu Pai acontece tanta coisa de ruim comigo? ” Com essas e outras o Médium vai perdendo a crença e a confiança na sua própria capacidade de superação, ninguém é de ferro, somos Médiuns, mas não somos os próprios Orixás que nos regem, e enxergar essa limitação ajuda a criar forças para superar as dificuldades. Porque o que causa a desmotivação é achar que não consegue mais, que não é mais capaz de realizar algo.
Essa visão é tão equivocada que vemos críticas pesadas oriundas de terceiros que dizem: “… está assim desse jeito porque é “macumbeiro”, fica mexendo com coisas de espíritos, isso é atraso de vida…”, até então nem devem ser consideradas porque são perseguições oriundas de pessoas que nem sabem o que estão falando na grande maioria das vezes, agora mais triste é ver críticas de tão forte teor vindas dos próprios irmãos de fé, que dizem: “…fulano está assim porque o terreiro onde frequenta é fraco, suas entidades e guias são fracos…”. Como se nossos guias fossem responsáveis por tudo que nos acontece, essa perseguição ignorante chega ao cúmulo do absurdo quando vemos médiuns que simplesmente sofrem calados, porque temem ser criticados, humilhados por outros irmãos de crença.
Porque lhes digo e afirmo que quem está sofrendo não quer que lhes atire pedras ou críticas, apenas uma motivação ou mesmo o apontar de um caminho, uma saída já ajuda é suficiente, ou quando mais se não puder ajudar apoie.
Uma das causas também da desmotivação é quando o médium acha que já aprendeu tudo, logo sabe de tudo, não se abre a aprender coisas novas, não se defronta perante seus próprios conhecimentos, irredutível não aceita críticas, não se dá o direito a dúvida e ao questionamento de pensar, será que tudo que sei é certo mesmo? E mesmo quando correto, não se deixa aprimorar-se.
A falta de expectativa de renovar-se e aprender no dia a dia na religião também traz desmotivação, tudo vira rotina médium muitas vezes acredita que ele não consegue fazer outras coisas, ele se bloqueia tanto que não consegue ver as esquinas que existem em sua estrada, só vê um caminho reto, sem curvas e vazio. Mas seu medo, a sua falta de crença em si mesmo não permite ver que em cada esquina dessa estrada tem alguém ali, te intuindo, te inspirando a prosseguir, porque nossos guias não podem vir e resolver e viver por nós, mas podem nos intuir, nos encaminhar e nos inspirar a uma saída, até mesmo nos inspirando a aceitação necessária para determinados momentos nos inspirando a desapegar e continuar, porque ficar ali não vai resolver muita coisa.
Quem nunca esteve numa situação e do nada recebeu um telefonema, ou cruzou com uma pessoa que a tempos não via, e bate papo aqui e bate papo ali, quando acabou percebeu que aquela pessoa havia deixado algo, a boa palavra, uma esperança, um encorajamento, as vezes nossos guias usam da boca de outras pessoas para chegar até nós.
A desmotivação muitas vezes é oriunda, pela nossa teimosia e descrença, mesmo dizendo que tem uma fé inabalável, que ama seus guias e Orixás, mas muitas vezes o médium vai pede, ora, faz sua oferenda, acende sua vela e pede muito uma determinada coisa ou quer muito um determinado resultado, e pensa:“… meu Orixá vai me dar, meu Preto Velho vai buscar para mim, meu Exu não há de me faltar..”, e de repente, “BUMM” não rolou, não deu certo, você não conseguiu, e logo vem a revolta, para que eu vou no terreiro, eu não vejo uma melhora na minha vida, eu não consigo nada de bom, eu só me lasco, ah quer saber não quero saber mais de nada de terreiro, de guias etc., e lá fica umas horinhas xingando, praguejando, revoltado. Ah e não me venha dizer que isso não acontece, porque acontece sim, a fé fraqueja, somos falíveis, e estamos bem longe da perfeição.
Só que o médium se esquece, que nem sempre aquilo que ele está pedindo é bom realmente para ele, por isso quando pedirem digam: Senhor, que eu seja abençoado com o que o senhor reservou de melhor para mim. Que seja feita a sua vontade. Muitas vezes não sabemos o que estamos pedindo, mas nossos Orixás, guias e mentores sabem.
Sabe aquela frase que diz: filho de umbanda bambeia, mas não cai, ela é bem cabível nesses momentos, mesmo diante de tanta revolta nossos guias não nos abandonam e sempre buscam nos ajudar na medida do possível que lhes é permitido, porque saibam que nem tudo eles podem intervir.
E o filho de pemba fica ali desmotivado, desanimado diante de tantas lutas e dificuldades, mas as vezes é preciso chegar no fundo poço, para olhar para o alto e ver que tem uma saída, temos nosso instinto de sobrevivência nato, a gente chora, se desespera, mas tem uma coisa ali dentro de cada um que é mais forte do que tudo, a nossa Fé. A Fé é como uma chama de uma vela que tem momentos que ela fica pequenininha quase imperceptível e tem outros que vira uma labareda de fogo imensa. E nós somos a vela e quando nossa chama ameaça de apagar vem nossos guias e nos cercam para que vento nenhum a apague.
Sabe meu irmão e minha irmã, não é vergonha as vezes fraquejar, bambear, isso acontece mesmo com os mais valorosos médiuns, medo, todo guerreiro tem perante a batalha, e o medo nem sempre é ruim, as vezes o medo nos ajuda a recuar na hora certa e descobrir a melhor estratégia para vencer. E quando sua prece não querer sair da sua boca, porque a tristeza e a dor a está impedindo, reze com a alma e com o coração, feche os olhos e converse com Deus, com seus Orixás e seus guias com seu pensamento, porque este ninguém consegue barrar.
E se sua desmotivação for ocasionada dentro do próprio terreiro, com as pessoas que ali estavam, pensa que talvez essas pessoas lhe foram colocadas para te ensinar algo, para que se auto superasse, para lhe ensinar a não cometer os mesmos erros, sobre as leis de compaixão, perdão e caridade, pense que essas pessoas lhe foram colocadas em sua vida para te ensinar a ser mais forte, e fortalecer sua fé e crença em si mesmo.
Mas, lembre-se que essas pessoas podem se dizer fazer parte da Umbanda, mas não são a Umbanda como um todo, e que dentro dessa egrégora há várias famílias e que se essa não é para você com certeza terá uma que será, porque Orixá é vento que ninguém prende, ele caminha por todos os caminhos e espaço, e onde você estiver seu Orixá irá estar com você.
Mas, há outra questão mais preocupante correlacionada com a desmotivação, é o assédio espiritual oriundo do acumulo da tristeza, depressão, quando nos desmotivamos, nos derrotamos na verdade, abrimos um canal perigoso, nossas armaduras tendem a ir ao chão, ficamos vulneráveis e desprotegidos, e alguns espíritos usam de nossa fraqueja para nos atingir. Acabamos por nos sintonizar naquela frequência negativa, tudo fica enegrecido em torno da pessoa, parece que a esperança acabou, porque esses espíritos acabam por nos induzir e acentuar ainda mais determinados sentimentos.
Infelizmente muitos médiuns nos chegam até nós no fundo do poço, completamente vampirizados, porque cederam a essas forças nefastas, obsidiados, precisam não só da força de seus guias e mentores mas de toda uma egrégora espiritual que como um exército se prontificará a lhe salvar o espírito, resgatando sua força de viver. É por essas e outras que é tão preocupante quando vemos uma pessoa desmotivada sem vontade de viver.
A desmotivação tem levado a muitos danos e perdas, pode sim ser algo momentâneo como mencionei, algo passageiro, uma doença que após o paciente medicado com uma boa dose de motivação e encorajamento acaba rapidinho, mas como todo mal se não tiver conscientização imediata, incentivo, poderá se tornar algo muito danoso e perigoso, levando a consequências terríveis, uma dessas consequências que temos presenciado é o “suicídio”, que é a fuga, a falta de vontade de viver, é quando a pessoa usa do seu sopro para desligar o botão o laço que liga sua vida a esse mundo, é muito triste, porque se essas pessoas tivessem tido talvez a palavra certa na hora certa, muitos não teriam feito tal ato.
A vida está aí, linda e bela, temos inúmeros motivos para nos motivar, mas como seres humanos falíveis tendemos a sempre olhar para o lado ruim da situação, hoje em dia viver nos dias atuais onde nossos antepassados diziam é uma luta, hoje em dia está sendo uma guerra, são muitas dificuldades e obstáculos, mas temos graças a Deus e aos Orixás uma arma forte e imbatível, nossa Fé, e ela tem que ser renovada todos os dias, é em pensamentos, nas boas palavras e ações. Quando temos Fé sempre há uma luz no final do túnel a nos guiar, que nossa luz chegue na frente, derrubando todas as muralhas escuras impostas. E quando nossa Fé fraquejar, está na hora do filho de pemba, se colocar de joelhos novamente e orar. A oração aquieta e acalma nos dando condições de pensar e sempre aparece uma boa saída.
Por isso, cuidado com a desmotivação, encoraje-se, motive-se, tenha Fé que não há mal que dure para sempre. Tudo passa.
Mãe Ignez

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Meu bondoso Preto Velho

Aqui estou de joelhos, agradecido constrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas: ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:
"Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei e também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olhava, somente um coisa via... terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita, que para nós era estafa, para o senhor era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que o nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim...
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que deviam matá-la... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou, e Benedito acabou...
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão". 
sou pai BENEDITO.
.
SE ACHEGUE MI ZI FIO.
(Escrito por Pai Ronaldo Linares, em 20 de Outubro de 1964)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Perigos na Mediunidade: O Milagre


Existem alguns perigos reais que circulam a vida espiritual de um médium de Umbanda. Por si só, um médium carrega dons mediúnicos, e quando falamos em dons mediúnicos, não estamos falando apenas de incorporação ou psicofonia. Porém neste texto, iremos nos limitar a comentar sobre essa mediunidade tão presente em nossa religião, sendo um pilar importante de contato com nossos guias, mestres e mentores, porém se mal entendida e internalizada pelo médium, vira uma faca de dois gumes.
Você pode se perguntar: “Como pode existir um perigo mediúnico dentro de um Templo de Umbanda que é consagrado pelo poder dos Orixás, pela forças dos guias e em nome de Deus?”
A resposta é: “Nós somos o perigo real.” Não são os guias, nem os Orixás e sim sentimentos ilusórios, perturbadores, inseguros que vibramos no decorrer de nossa caminhada mediúnica. Um dos maiores perigos que podemos encontrar hoje em dia, que afeta a mediunidade de muitos é o famoso MILAGRE. Explico.
O milagre acontece em todas as religiões. O milagre é uma presença divina atuando em nossas vidas, realizando ações impossíveis para a compressão humana, e dentro de um Templo de Umbanda, acontecem milagres, sim!
É interessante o médium saber que por intermédio de seu guia espiritual foi realizado uma cura, uma ajuda muito grande na vida de uma pessoa? Essa resposta depende muito da maturidade do médium. Vamos a um exemplo:
Um médium chamado Fulano, é dedico a sua religião e ao seu terreiro, ele faz seus preceitos, suas orações tenta ao máximo ser sincero com sua mediunidade e com suas limitações, possui uma abertura e uma passividade na hora da incorporação muito boa, no qual lhe dá a permissão de trabalhar nas giras abertas do terreiro. Fulano, sempre concentrado, chega mais cedo, bate cabeça, põem suas guias/colares e em silêncio fica esperando a hora de começar a gira. Porém depois de alguns meses de trabalho, chega a seu ouvido que seu Caboclo curou um Câncer de uma pessoa que estava em um estágio da doença muito avançado. Fulano, fica feliz, agradece a seu guia e aos seus Orixás, mas algo dentro dele mudou.
Com o passar dos dias, Fulano aparece no terreiro com um braja (não mais as guias/colares simples que usava segundo a orientação do seu Caboclo), não faz mais suas orações e o silêncio e a concentração não fazem mais parte da sua preparação pré gira.
Seu “Caboclo” quando incorpora, não mais usa sua “simples” vela verde, agora usa 7 velas verdes, 3 vermelhas e uma branca. Não mais utiliza as ervas e sim um maracá e uma flecha que comprou a pouco tempo em uma feirinha. Seu ponto riscado mudou, agora é “mais elaborado”.
Seu “Caboclo” avisa ao cambone que a partir de agora, NECESSITA usar um cocar com 7 cores diferentes, com penas especiais.
De repente, o Caboclo tão realizador, começar a nem dar passes energéticos direito. Não “sabe” mais dar conselhos positivos as pessoas. Só sabe dar receitas e concelhos pré prontos.
O Fulano, começa a desanimar, pois seu “Caboclo” não faz mais milagres, e onde já se viu um Caboclo não fazer milagres? Fulano desanima tanto, que muda de terreiro, pois acredita que o Templo está com algo errado, e isso só se “confirmou”, pois em sua mente o “Caboclo” disse que aquele terreiro estava negativado.
Com o tempo, fulano, pula de terreiro em terreiro, e nada mais o satisfaz. Nada o preenche. E com o tempo, ele sai da Umbanda.
Esse pequeno relato acima, mostra de uma forma simples, o que acontece com muitos médiuns de Umbanda, pois mesmo sendo dedicado, honesto e de bom coração, sempre estamos abertos a vibrar sentimentos que podem puxar nosso tapete. O Ego, a vaidade são inimigas mortais de um médium de Umbanda, e dessa união nasce a ilusão!
Quando o médium entra na ilusão, tudo muda a volta dele e dentro dele, e só ele não percebe, pois a ilusão te preenche de vazio, e quando é percebida, já existe “buraco” dentro da pessoa.
É importante frisar que o milagre, a cura é algo que acontece em todos os templos de Umbanda e sempre vai acontecer, pois somos amparados por Deus e os Orixás, porém a informação de que “seu” GUIA ESPIRITUAL curou alguém, não deve ser algo de importante na sua vida. Pois se essa informação é vital para sua vida, ou para você acreditar mais na Umbanda, você está no caminho errado.
Silenciar e desprender são chaves de acesso ao sagrado de qualquer religião. Um bom médium deve sempre ter isso em mente! Somos trabalhadores de Umbanda e não santos!
Sinta e viva sua espiritualidade com muito bom senso e acima de tudo amor, não com medo ou por obrigação!
por Nikolas Peripolli

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Absurdo

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Evangélico se infiltra em terreiro e é botado pra fora por Intolerância e começa a falar em Linguas no meio da gira

Nós os médiuns, eles os guias

Hoje refletindo sobre algumas questões, me peguei a pensar,  será que nós médiuns estamos dando o devido valor a nossas entidades?

Será que estamos olhando para eles e enxergando o propósito real deles estarem conosco?

Ou estamos apenas os usando como um meio para saciar nossos desejos e vontades, ou porque somos médiuns  e nos achamos tão importantes por tê-los conosco, com uma dose de vaidade e arrogância.

Muitas vezes o médium vai para um terreiro, no começo é aquela empolgação, e com o tempo para alguns vira algo mecânico, sempre os mesmos ritos, sempre as mesmas posturas, como se não tivesse nada além da rotina. É como se perdessem o up de estar ali, virou uma obrigação não uma devoção, uma fé a ser praticada.

Será que é assim mesmo? ou se está se esquecendo de enxergar o que é invisível aos olhos, desaprendendo a sentir.

Já ouvi inúmeras vezes pessoas dizendo assim:

“… quer lotar terreiro, faz um trabalho de exú, com comes e bebes,…”,  “… trabalho de preto velho, é muito cansativo, demora demais, e quase ninguém aparece…”, será que uma pessoa que fala algo nesse sentido ou semelhante a isso, realmente entende a religião que pratica, conhece as entidades com profundidade, eu honestamente acredito que não. Alguns valores estão se perdendo, e as pessoas pouco se importando com que tipo de energias estão se canalizando.

Cada gira tem sua importância, seus fundamentos, missões e propósitos.

Mas o que há por detrás de cada espírito, que se apresenta como uma entidade de Umbanda? será que está se tendo o cuidado necessário, ou se está se limitando a observar apenas a roupagem. Será que a credulidade não está se tornando uma fraqueza, principalmente quando o médium obedece cegamente sem avaliar as mensagens recebidas.

Nossos médiuns estão tendo critérios de avaliar o que é certo do que é errado? no ponto onde estão se  colocando num papel participativo, de consentir, ao ponto de se envolverem em determinados trabalhos, será que estão tendo ciência e mensurando as leis de causa e efeito com propriedade e seriedade. Ou será que estão tendo a ilusão que não terão sua parcela de envolvimento. Tipo… meu guia tá fazendo tal coisa e eu não tenho culpa. Será?

Muitos médiuns levam verdadeiros tapas de luva de pelica em suas vidas, onde recebem a repercussão de seus atos como médiuns, a lição é dada e caso não se aprenda há de se repetir. Simples assim.

Será mesmo que todo guia que se apresenta como a entidade X, será mesmo que  é tal entidade? Muito cuidado com isso, já foi dito por ns. vezes que mistificadores, e quiumbas adoram médiuns vaidosos, gananciosos e adoram brincar com seus egos inflados.

A algumas posturas que jamais entidades idôneas iriam expor seus médiuns. Já vi preto velho ameaçando de morte filhos de santo, entidades fazendo médiuns beijarem seus pés e sentando em cima deles como verdadeiros serviçais, exús e pombogiras machucando médiuns, detalhe são posturas para alguns aparentemente normais, aplaudidos de pé. Mas que não são.

A impressão que se passa que as pessoas não querem enxergar o óbvio, simplesmente por comodismo e mesmo conveniência. Ou pelo menos quando não for com eles. Sabe o detalhe, pimenta no olho do outro é refresco, quase isso.

Será que  nossos médiuns estão sabendo reconhecer seus próprios guias, suas importâncias em suas vidas, será que estão conseguindo observar suas mensagens, seus conselhos, ou se está entrando pelo um ouvido e saindo pelo outro. Ou o ego só está deixando passar elogios? Pensem.

Porque será que uma entidade X escolhe um determinado médium? Já pararam para pensar qual a ligação de suas entidades com vocês? Porque meu caboclo me escolheu, ou meu preto velho ou será que é por sorteio, aleatório? claro que não. Muitos guias já nos acompanham de várias reencarnações.

avantefilhosdeumbanda:  “ Dai-me meus pretos-velhos um pouco de vossa humildade, de vossoamor, e de vossa pureza de pensamentos, para que possa cumprir a minhamissão na Terra, seguindo todos os vossos exemplos de bondade.. Louvadas sejam todas as Santas Almas Benditas. Saravá!!!: 

Quando você for para seu trabalho de preto velho por exemplo ou qualquer outra linha, pense sobre isso porque eu tenho tal guia comigo, porque ele me escolheu ou foi eu quem o escolhi?

Ás vezes é importante não só pedir a caridade deles para conosco, mas se colocar a disposição deles com a nossa caridade, as vezes é bom fazer essa sintonização com eles, o que eles esperam de nós? A gente sempre espera muito deles e acabamos por nos esquecer de nossa responsabilidade para com eles.

O que muitos médiuns precisam entender que muitos guias, mentores, entidades tiveram e participaram conosco de processos de reencarnação, muitos viveram conosco em outras vidas, muitos foram nossos mentores e instrutores no pós morte, muitos podem estar conosco para nos ensinar sobre questões de resgates, redenções, troca.

Já pararam para pensar que pode haver entre eles, alguns que foram  inimigos de outras vidas que através da lei do perdão e redenção hoje vem em missões espirituais conosco.

Da mesma forma que um inimigo pode vir como um filho nessa vida para haver a troca de amor, e aprenderem a se amar, porque não uma entidade para preencher o tempo perdido. Interessante, quando analisamos com profundidade certas questões.

Uma preta velha pode ter tido uma experiência com sua médium onde ela em outra vida foi sua Sinhá, e hoje trabalham juntas para que uma ajude a outra em seus processos de evolução, perdão e redenção.

Um outro ponto interessante, nossos guias também aprendem conosco, eles levam muito de nós e deixam muito deles.

Um exú ou uma pombogira pode ter resgates cármicos com seus médiuns, podem ter passado por experiências juntos em outras vidas.


Muitos de nós tem herança indígena, quem nos garante que um de nossos caboclos não foi um pai ou mesmo uma mãe nossa em outra vida.

Alguns médiuns já ouviram de seus guias que os mesmos já o acompanham de outras vidas.

Precisamos olhar para nossas entidades com mais amor, carinho, atenção e devoção.

Muitas vezes nos esquecemos que para chegarem onde estão tiveram muito trabalho, muita lapidação, redenção e sofrimento, eles não chegaram onde estão de mão beijada, tiveram muito trabalho, e olha que interessante  escolheram nós para seus pupilos (que bacana, não é?) e o que a gente faz muitas vezes? a gente passa dos limites, pisa na bola, com nossas vaidades, fantasias arrogâncias e egos desmedidos,  e se esquecemos que isso é um privilégio, e devemos ser gratos por eles acreditarem em nós, por eles terem fé em nossa capacidade. Devemos nos lembrar de honrá-los e não decepcioná-los.

É muito comum ouvir de um médium, “…nossa quando trabalho com meu caboclo eu me sinto tão bem…”, outros até dizem, “… nossa sinto uma saudade quando o Pai ou a Mãe no Santo não chama uma determinada linha, parece que fica um vazio dentro de mim…”, esse vazio é pela falta inconsciente que alguns médiuns tem, é como uma mãe que mora longe, e você fica muito tempo sem estar com ela. As vezes sentimos falta do que deixamos em outros planos. Saudade pura e simples de estar com eles.

O médium ele precisa olhar para seu guia com mais profundidade, observando além das aparências, tem guias que são mais rigorosos, disciplinadores, doutrinadores, e a gente fala nossa tal guia meu é bravo, é chato, porque será que justo aquele guia é aquele que pega no pé? pois é, com certeza é porque a missão dele é justamente essa para conosco, a disciplina, te trazer princípios doutrinários.

Por isso não se queixe, cada pupilo tem o mestre que merece. 

Os médiuns mais antigos de tradições mais antigas de Umbanda, não se preocupavam com status de suas entidades, se tinham sido reis, rainhas, princesas eteceteras, eles se colocavam na postura de simples aparelhos de seus guias, eram passivos no sentido de não interferirem, e nesse tempo muitas entidades excelentes se manifestavam, faziam suas curas, e ninguém fazia diferenças, devido a seus nomes se eram conhecidos ou não, se tinham sido pessoas da alta sociedade, na realidade nem havia isso entre as próprias entidades, os próprios caciques, não se auto davam títulos. E mesmo quando uma entidade se auto denominava assim, no lugar do médium ficar com aquele ar metido a besta (risos), eles tinha medo, isso mesmo… medo de errar com eles.

Infelizmente não é mais assim hoje em dia, hoje me parece que se o guia não se apresentar com um nome famoso ou título parece que não tem valor, talvez seja pelo excesso anímico, fantasias de muitos médiuns hoje em dia, tanto o é, que muitas entidades viraram artigo raro de ser ver nos terreiros, talvez porque os médiuns de hoje em dia não os conheça, nem sabem seus nomes. Percebam como é sério isso, e cabe ao dirigente observar com muito cuidado esse desvio de seus médiuns,  o qual tem se tornado  um grave problema. Lembremos que muitos de nossos guias e entidades tiveram vidas bem comuns.

Onde foram parar as antigas entidades, os antigos guias e mentores, será que se aposentaram, cumpriram suas missões? ou será simplesmente que está se faltando mais médiuns sérios e sensatos.

Quando você médium olhar para um gira de preto velho por exemplo, procure enxergar além da roupagem física aparente, observe com cautela a personalidade de cada guia ali trabalhando e prestando a caridade, as vezes em pequenos gestos observamos muita coisa de um determinado espírito atuando. E saibam que trabalho de preto velho é uma verdadeira aula de sabedoria.

Nas rodas de caboclo, olhem e observem o formato de suas danças, como em cada gesto, vão simbolizando o culto e louvor a natureza, a lembrança a seus ancestrais, se deixem envolver na roda de fogo de Oxossi, na roda de cura, no poder de suas ervas, simplesmente deixe se elevar.

Na Linha do Povo D.água, nos cantos e mantras de mãe d.água, deixe fluir, penetrar, se eleve, se deixe levar no silêncio das profundezas das águas dos rios e mares, se deixe purificar.

Sinta a cultura que envolve cada linha, cada falangeiro e caboclo, observe seus ensinamentos, eles viveram como eu e você, a única coisa que nos separa é uma linha tênue, e os planos sutis de suas existências espirituais.

Vejam como somos abençoados por tê-los em nossa trajetória e como tudo seria mais difícil sem eles por perto. Gratidão! Gratidão! a Benção hoje e sempre. Axé.

Hoje os médiuns tem que se policiarem, se auto questionarem, se darem valor, evitarem de se envolver em verdadeiros antros, não fazerem de seus oris uma bola de boliche, um joguete nas mãos daqueles que se dizem terreiros de Umbanda, mas que desconhecem o que seja, SE DEEM AO RESPEITO. Não joguem o nome de seus guias e os vossos no lixo. Simples assim.

Um médium sério procura uma casa idônea para trabalhar e não um lugar para ostentar suas vaidades e fantasias, encher a cara, se sentindo os próprios donos do cabaré. Alguns médiuns parecem não mensurar o quão lamentável é isso. Entidade idônea não faz de seu médium copo vivo. 

Nada contra a boas festas desde que não usem de espíritos para camuflarem suas vaidades enrustidas e usem de nomes de entidades idôneas para saciar suas fantasias. Terreiro de Umbanda não é escola de samba, não é picadeiro e muito menos teatro.

Entendam bem nenhuma entidade que passou por sofrimentos, por resgates cármicos pesados, que levou anos para alcançar sua redenção e doutrinação, vai querer que seu médium passe pelo mesmo, para isso o médium é seu pupilo, porque deve se entender por guia um espírito que tenha um grau evolutivo acima. Fora disso, opa lá, tem algo muito errado.  Lembremos disso.

O médium ele deve estar atento, muitas entidades quando palestram a seus médiuns e seus consulentes, com suas histórias sempre trazem algo a mais, sempre nos ensinam, sempre deixam tanto deles.

Como diz uma cantiga, “…No calar da Noite tem um Exú ele não dorme, ele vigia…”.

Para bom entender um pingo é letra.

Que nossos guias nos perdoem, e nos auxiliem a sermos cada dia melhores, na pratica do Amor e da Caridade, que nunca lhes falte sua benevolência e sagrada paciência para conosco.

Tudo passará, e quando chegar a nossa hora, que tenhamos mais honra do que vergonha.



Cristina Alves

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Você, Médium de Umbanda, e fora dela... O que você é?

Como sempre dizemos:
Ser umbandista dentro do terreiro é fácil, mas e fora dele?! Seguramente isso não é nada fácil. 
Como toda religião a Umbanda tem como objetivo aperfeiçoar o espírito, que está em constante evolução. A doutrina Umbandista vem preparando todos nós para que cada vez mais possamos melhorar conosco e com o próximo. Então não basta ser uma pessoa caridosa, bondosa, correta só no terreiro. Devemos dar o nosso maior exemplo fora dele. 
O Umbandista não deve provar nada a ninguém, mas suas atitudes são MUITO OBSERVADAS por todos, pois quem não conhece a Umbanda em seus reais fundamentos acreditam que ela não passa de:
· Uma religião sem doutrina
· Não passa de puro fetiche (feitiçaria)
· De militantes ignorantes, que nada tem a oferecer a sociedade atual.

PORTANTO UMBANDISTA DE VERDADE DEVE MOSTRAR:
COM SUA CONDUTA,
SUAS ATITUDES TODO O ENSINAMENTO QUE RECEBE DENTRO DO TERREIRO, ATRAVÉS DAS ENTIDADES E DOUTRINA.

ESSE É O CAMINHO PARA FAZER A DIVULGAÇÃO E TRAZER O RESPEITO PARA A RELIGIÃO-CIÊNCIA.
A principal missão das entidades do Movimento Umbandista é tão somente prestar a caridade. E por sua vez, a dos médiuns também deveria ser. Mas não apenas no terreiro, mas em todas as áreas da sua vida.
Conhecemos muitas pessoas que se dizem umbandistas, e fora do terreiro tem uma conduta completamente contrária àquilo que pregam. Ora devemos pelo menos ser coerentes com aquilo que falamos e fazemos, não podemos dizer: “Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. NÃO PODEMOS IR CONTRA AQUILO QUE ACREDITAMOS COMO REAL E VERDADEIRO. AQUELES QUE AGEM ASSIM É PORQUE NÃO TEM NENHUMA CONVICÇÃO DO QUE FAZEM.
Os ensinamentos das entidades devem ser aplicados diariamente em nossas vidas.
Os médiuns incorporam deve registrar aquilo que seu mentor guarda em seu subconsciente durante as consultas, p/ que ele possa aplicar tais ensinamentos no seu dia a dia, em sua própria vida.

Nossa CARIDADE deve começar dentro de nossos lares, de nossas casas, com nossos familiares. É COM ELES QUE TEMOS AS MAIORES DÍVIDAS. Como já disse o sábio espírito ANDRÉ LUIZ, “os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do ser encarnado.
Isto significa que:
Geralmente nossa família é composta por seres ligados a nós em vidas passadas, e que tem conosco uma relação de créditos e débitos.
São nossos credores ou devedores de vidas passadas.
O lar é um templo redentor de almas endividadas. A família é o maior meio de ajustes entre os seres espirituais.
Qual forma mais sábia de fazer com que grandes inimigos de vidas passadas, com sentimentos recíprocos de ódio, vingança, mágoa e etc. se aceitem? É fazendo com que em vidas futuras compartilhem da mesma família como irmãos, pais, filhos, etc.

Conhecemos muitas pessoas que tem sérios problemas de entrosamento em seus lares, porque algum ou alguns de seus familiares tem problemas dos mais variados. Os mais comuns são em que o familiar é doente, tem problemas psíquicos, psicológicos, enfim, causa transtorno a todos seus familiares.
Nesses casos devemos conter nosso ímpeto rebelde, mantermos a calma e a paciência e tentarmos compreendê-los da melhor forma possível. Não devemos ser grosseiros nem estúpidos e sim entendê-los do jeito que são.Seguramente esses seres doentes não estariam em nossa família por puro acaso, e sim porque alguns dos familiares têm graves débitos a cumprir com esses seres.
Na maioria das vezes os familiares foram responsáveis por essas anomalias em outras vidas, ou fizeram muito mal e agora, de acordo com a Lei Divina, devem ajudar essas criaturas a saírem da situação em que se encontram. Não adianta ignorá-los, tratá-los mal, pois isso só irá agravar mais ainda sua divida perante aquele ser e a sua situação perante a Lei Kármica.

PORTANTO DEVEMOS DAR MUITO VALOR A NOSSA FAMÍLIA E AGRADECERMOS A DIVINA OPORTUNIDADE DE PODERMOS RESGATAR COM SEUS SERES ANTIGAS DIVIDAS DO PASSADO E FICARMOS EM EQUILÍBRIO PERANTE A LEI DIVINA.
DEVEMOS EVITAR OS GRAVES DESENTENDIMENTOS, poisagindo assim estamos agredindo a evolução, estamos incorrendo nos mesmos erros anteriores e dificultando ainda mais o consenso, que inevitavelmente terá que acontecer demore quanto tempo for necessário, portanto não devemos desperdiçar esta chance!
Devemos melhorar os contatos diretos ou indiretos com nossos pais, irmãos, tios, primos e demais familiares para que a Lei não venha cobrar-lhe NOVAS E MAIS ENÉRGICAS experiências em PRÓXIMAS ENCARNAÇÕES.

A Umbanda não tem normas nem Leis que inibam a liberdade de ninguém. Ela não proíbe ninguém de fazer isso ou aquilo, ela apenas nos mostra o caminho, e cabe a cada um de nós, segundo nosso livre arbítrio, escolher por onde quer ir. As entidades sempre dizem:
A UMBANDA NÃO ESCRAVIZA, LIBERTA!
Ouvimos muitas pessoas dizerem: “isso minha religião não permite”, mas será que você realmente acredita naquilo?

A Umbanda acredita na capacidade de cada um escolher seu caminho, de saber o que realmente é ideal para si. É claro que às vezes necessitamos de alguns esclarecimentos, de alguém para mostrar o caminho a ser seguido, mas nunca de forma imposta. SOMOS RADICALMENTE CONTRA AQUELES QUE DIZEM QUE TUDO ESTÁ TRAÇADO, QUE NOSSO DESTINO JÁ ESTÁ SELADO.
Ora se assim fosse, para que vivermos se somos marionetes nas mãos de um Deus tão cruel, que nos faz sofrer para aprendermos a lição? Acreditamos em predisposições para tais circunstancias.
Exemplo:
Uma pessoa tem predisposição para morrer de infarto. Isto é uma predisposição, que conforme sua conduta em vida pode ocorrer ou não.
Há também aqueles que dizem saber exatamente quando vão morrer porque é seu destino. Como já dissemos, há uma predisposição e não uma imposição. De acordo com a nossa conduta, podemos antecipar ou prolongar a nossa vida terrena. 
Essa é a famosa LEI DO KARMA ou das CAUSAS E EFEITOS. Todos têm uma predisposição para uma série de acontecimentos e realizações em nossas vidas, que podem acontecer ou não de acordo com a nossa conduta enquanto encarnados.
Infelizmente já ouvimos alguns de nossos amigos dizerem que a vida é para ser vivida intensamente, visando apenas prazer, porque estamos aqui a passeio. Acreditar nisso seria acreditar que
· Tudo que fazemos não tem importância como,
· Estudar, trabalhar, se aprimorar,
· Pois nada valerá quando morrermos, que tudo foi em vão,
· É estar completamente sem perspectivas de encontrar um mundo melhor
· De acreditar na imortalidade do espírito,
· De acreditar na evolução.

Devemos ter ciência que a nossa estadia no planeta como encarnado é uma benção divina. Muitos seres perdidos, emaranhados em seriíssimas confusões, mentais e astrais, aguardam ansiosos por essa oportunidade, visando melhorarem-se e diminuírem os débitos adquiridos em vidas passadas.
A reencarnação é:
· Uma solução bendita,
· É a misericórdia divina,
· É a chance que Deus dá a todos os seres,
· A cada encarnação temos a oportunidade da evolução, para a libertação do espírito.

Se estamos no corpo físico, é porque temos sérios compromissos a cumprir. Quantos e quantos seres desencarnados atolados no mal, gostariam de ter essa oportunidade, e reencarnar para saldar suas dividas perante a Lei.
Só para deixar bem claro:
Se estamos encarnados: não é por acaso, temos sérios compromissos a cumprir, muitos credores batem à nossa porta.
Então não se iluda pensando que a vida é uma eterna diversão, que estamos aqui para gozar dos prazeres da vida terrena.
Há coisas muito mais sérias esperando por você desperte para realidade!

A doutrina de Umbanda tem justamente essa finalidade, de ajudar as pessoas a enfrentarem os problemas do cotidiano com paz e serenidade, colocando em pratica o que é aprendido com as entidades. Nos revela de forma clara e simples, o modo ideal de encararmos a vida como ela realmente é.
A nossa preocupação é dar formação espiritual, para que as pessoas possam levar suas vidas com mais tranqüilidade, entendendo os porquês de certas coisas acontecerem tão freqüentemente, pois tendo tais conhecimentos, seguramente suas vidas serão mais amenas e mais intensivamente vividas.
A intenção das entidades de Umbanda é fazer com que a vida das pessoas possa ser compreendida de uma forma melhor, que as pessoas não encontrem tanta dificuldade em entender as coisas que a ciência não consegue explicar, tais como a morte, Deus e etc.

Os umbandistas não são melhores nem piores que ninguém. Não temos qualquer vocação para “santos”. Queremos ser apenas o que somos, pessoas normais como todas as outras, que acreditam em um Deus e na imortalidade do espírito.
Dizemos isto porque muitas pessoas acham que ser religioso é ser santo, é privar-se das coisas boas da vida. Conversa mole!!! Isto é pura preguiça, é falta de coragem de encarar a vida de frente. Alguns têm até vergonha de dizerem que freqüentam ou que são praticantes de alguma religião. Imaginem só!...
Acreditamos que a vida material é importante, mas não teria o menor sentido sem a vida espiritual, pois só levaremos as nossas ações, nosso comportamento enquanto encarnados, a nossa educação espiritual será a nossa maior riqueza.
Os mentores do Astral, irão nos direcionar após o desencarne segundo a nossa conduta, de acordo com o grau de espiritualidade. Quando morrermos seremos todos iguais, o que irá nos diferenciar uns dos outros é o nosso Aura, que reflete todas as nossas ações, pensamentos, sentimentos através de sua coloração.
Por isso é que todos deveríamos dar mais importância ao nosso lado espiritual, nos educarmos espiritualmente.
A vida é muito boa, mas é uma etapa passageira, um dia passará. Vamos criar dentro de nós um sentimento de AMOR AO PRÓXIMO, afinal todos nós habitantes do planeta Terra, somos uma imensa família que resgata junto algo que foi perdido há milhões de anos atrás, a Tradição Cósmica.
Portanto deixemos de lado as mesquinharias materiais e vamos nos preocupar com a essência espiritual. Não devemos nos esquecer que temos um compromisso a cumprir e um caminho a seguir. Não podemos nos deixar levar pelas grandes ILUSÕES da vida terrena.
O que é ser uma pessoa espiritualizada?
· Ser mais compreensivo
· Ser mais gentil
· Mais atencioso com as pessoas
· Não julgar
· Se não puder ajudar, não atrapalhe.
· O bom comportamento e sentimentos só nos aproximam de BONS ESPÍRITOS. (é a lei da afinidade)

VAMOS LÁ, NÃO CUSTA NADA TENTAR! 
VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER!
GRANDES AMIGOS O ESPERAM.

domingo, 25 de dezembro de 2016



Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas. 
É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. 
É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações. 
É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.
Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.
O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração. 
Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.
Que todos seus sonhos se tornem realidade neste e em todos os Natais que ainda virão. 
Um forte abraço e feliz Natal!

Eduardo H. Marçal

sábado, 24 de dezembro de 2016

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Algumas dicas...



RECOMENDAÇÕES PARA O NATAL

           Para a Umbanda, o Natal tem uma grande importância! Representa o advento da mensagem crística, com todos os seus ensinamentos de paz, união, fraternidade, caridade e fé. Portanto, para nós, mais que um evento comercial ou uma simples reunião familiar, o Natal convida à reflexão e à união com o próprio Criador. É um momento de confraternização com Pai Oxalá!

           Recomendamos reflexão e resguardo, através de atos simples, mas de grande relevância espiritual:

1º) Ao meio-dia do dia 24/12, faça uma oração, acenda uma vela branca (não precisa ser de sete dias), coloque ao lado um copo de vinho tinto suave e ofereça a Oxalá. A partir daí, e até à meia-noite, não ingira nenhuma bebida alcoólica (em nenhuma quantidade). Algumas pessoas também colocam ao lado da vela um pedaço de pão ou um cacho de uvas. Tá valendo também!

2º) À meia noite do dia 24 para o dia 25/12, reúna a família (ou quem quiser participar da confraternização), faça uma oração, elevando os pensamentos ao Pai Oxalá, agradeça por tudo e, em sinal de comunhão, passe o copo de vinho entre todos, até terminar. Cumprimentem-se com alegria! Comemorem o Natal! Oxalá estará presente e abençoando a família.

OBS: O jejum de bebida alcoólica por 12 horas, além de demonstrar respeito e sacrifício, garante que no momento mais importante da noite, os participantes estarão sóbrios o suficiente para entenderem o significado da festa e para partilharem a alegria com verdadeiro sentido espiritual.



FIRMEZA DE FINAL DE ANO

 Não recomendamos  e nem proibimos que, quem deseje, rompa o ano na praia, mas adverte que, as pessoas que forem, devem ter alguns cuidados materiais e espirituais.

            No campo material, lembramos que, durante as festas, as praias ficam muito cheias. Cuidado com cacos de vidros, não leve coisas de valor e não facilite confusões!

            No âmbito espiritual, verifique onde pisa e não se envolva em trabalhos espirituais que estejam sendo realizados por outras pessoas que você não conhece. Da mesma forma que muitos realizam trabalhos pedindo prosperidade, alegria e abundância, há também quem aproveite o momento para se descarregar de problemas do ano que termina, e a falta de atenção poderá fazer você ter contato com algo carregado ou inseguro vibratoriamente.

            Quem for à praia nesse período e quiser, poderá levar flores brancas para Iemanjá, agradecendo ou pedindo renovação, paz, saúde e tudo o mais que desejar. Recomendamos, porém, que as mesmas sejam depositadas carinhosamente nas ondas do mar (quando as ondas já tiverem passado por suas pernas e estiverem retornando), e não atiradas à distância. Mãe Iemanjá não merece flores jogadas! E, se for levar rosas, não se esqueça de retirar os espinhos! Também não leve nada que possa poluir as águas da Rainha do Mar ou que possa ser ingerido pelos peixes. Nada de vidros de perfumes, nem pentes de plástico e muito menos garrafas de champanhe! E, para finalizar, para homenagear Iemanjá, evite praias poluídas; procure, preferencialmente, onde seja praia de “mar aberto”.  
        

           
DEFUMAÇÃO DE FINAL DE ANO

            Nas últimas horas do ano, as pessoas, de regra geral, estão motivadas e com expectativas positivas em relação ao ano que inicia. Por isso, com tanta alegria, esperança e votos de felicidade, a atmosfera psíquica do planeta tende a estar mais positiva. É hora, portanto, de aproveitá-la e absorver bons fluidos para dentro da sua casa.

            Recomendamos a realização de duas defumações: uma de descarrego e uma de atração de positividades, para serem realizadas durante o dia 31/12, de preferência, o mais próximo possível da virada do ano. Faça assim:

1º) Acender vela para o seu Anjo de Guarda, fazer uma oração e elevar os pensamentos ao Astral Superior;

2º) Defumar de dentro (cômodo mais interno da casa) para fora (porta da rua) com incenso, benjoim, alecrim e alfazema, mentalizando que está retirando todas as impurezas, insucessos, sofrimentos e cargas negativas. Ao chegar à porta da rua, deposite o conteúdo do turíbulo em uma lata e deixe terminar de queimar ali mesmo. Caso tenha outro turíbulo que possa ser usado na próxima defumação, não será preciso despejar o conteúdo deste na lata;

3º) Defumar de fora (porta da rua) para dentro (cômodo mais interno da casa) com incenso, benjoim, açúcar, café e arroz, mentalizando paz, força, prosperidade, saúde e tudo de bom. Ao chegar no cômodo mais interno, deposite o turíbulo ainda em brasa dentro de uma panela, e esta sobre um tijolo ou algum material isolante, para não queimar o piso da sua residência, e deixe terminar de queimar ali mesmo.

            É bom já ter todo o material devidamente preparado e à mão, antes de iniciar as defumações, para não haver a perda de concentração nesses momentos em que estamos tão desejosos de melhorias.

Um bom Natal e um EXCELENTE Ano Novo!
FELIZ 2017 !!!