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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A Criança e sua Mediunidade

Embora a mediunidade seja algo que passa por todo um desenvolvimento e orientações, esta pode começar com sintomas bem evidentes muito cedo, principalmente quando criança. Pela pureza do espírito de uma criança, é muito comum nela uma percepção mediúnica maior, como: clarividência e audição mediúnica aguçada. Nesses casos devem-se quando notado por um adulto que já obtenha o devido conhecimento espiritual, ou pelo menos uma noção sobre espiritualidade que oriente a criança dentro dos limites que a mesma possa compreender a situação, mas é importante frisar para que antes este adulto averígue os fatos e tenha a absoluta certeza que não se trata de uma situação médica.
Outra questão que acontece, porém, mais rara, é a incorporação de espíritos ou guias espirituais em crianças, já soube de crianças que incorporaram com seis ou sete anos de idade. O que fazer neste caso, deixar a criança trabalhar espiritualmente em atendimentos e outros? A meu ver, não! Pois tem que se lembrar que uma criança, indiferente de ter uma mediunidade prematura ou não será sempre uma criança, sua infância deve ser preservada e sua qualidade ou aptidão para o trabalho espiritual deve ser preservada e zelada para que no momento exato esta criança ao ser adulta ou estiver numa adolescência próxima da fase adulta venha a trabalhar devidamente, com mais maturidade e sem que sua infância seja interrompida. O trabalho espiritual é como um trabalho profissional, porém, sem vínculos financeiros, a responsabilidade de trabalhar espiritualmente através da mediunidade é muito grande, alguém colocaria uma criança de sete anos de idade para exercer alguma função em sua firma, escritório ou demais? Pois é, independentemente se a criança seja apta precocemente para a função, ela não deixa de ser uma criança, da qual não tem maturidade para lidar com as situações e rotinas deste trabalho e sua mente ainda será elaborada de forma infantil, sendo assim, a criança não tem suporte psicológico para aguentar uma rotina deste porte.
A imaginação de uma criança é extensa, um adulto não profissional jamais consegue navegar na mente de uma criança e descobrir tudo que ali se passa, pois, há uma grande fantasia em tudo que uma criança enxerga e/ou vive, também há os riscos de traumas, visando que um trabalho mediúnico oferece riscos se não vigiado devidamente e também oferece situações árduas constantemente, que mal um adulto consegue lidar de forma equilibrada, muitas vezes as rotinas ou os ocorridos mediúnicos deixam um adulto com diversos conflitos internos, labutando para entender o que aconteceu ou acontece e precisando urgentemente do auxílio de um dirigente ou responsável sério para orientá-lo e ajudá-lo.
Numa primeira impressão pode ser lindo ver a espiritualidade se manifestar numa alma tão pura como a de uma criança, mas deixar com que esta criança venha a ter responsabilidades em desenvolver uma rotina de trabalho com esta espiritualidade, já é irresponsabilidade daqueles que autorizam isto. A espiritualidade mais do que nós tem a devida consciência do que é uma criança aqui na Terra, de como sua mente trabalha e até onde vai os limites desta criança, portanto, a espiritualidade pode dar um sinal do dom ou destino desta criança, mas respeitará seus limites, respeitará o tempo devido para que a mesma esteja pronta para a jornada espiritual, os adultos responsáveis, principalmente dirigentes espirituais, neste caso devem zelar da mediunidade desta criança, zelar da espiritualidade que lhe cerca, deixando a criança em paz e a preparando espiritualmente para que na hora exata esta já adulta ou no máximo pré-adulta venha a trabalhar numa missão espiritual através do seu tipo ou tipos de mediunidade. Já é difícil por si próprio o convívio de uma criança no meio de cultos espirituais diretos, pois é preciso muita orientação para uma criança compreender as ações mediúnicas daqueles que frequentam o culto, orientações em principalmente repassar à criança a seriedade de tudo aquilo, para que a criança não venha imitar, achar se tratar de encenações dos adultos e etc.
É preciso sempre devidas orientações do que seja tudo aquilo que a criança vê num culto espiritual, explicar devidamente de forma que não sobrecarregue os limites da criança e de forma que ela entenda facilmente, de forma prática para que quando maior possa buscar as devidas respostas em seu tempo certo.

Por Pai Carlos Pavão


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Amarrações

Este é um dos temas mais polêmicos de que podemos falar, não só no enquadramento do Candomblé, como de qualquer prática religiosa que utilize rituais de magia.
Cabe em primeiro lugar salientar que a magia, como tudo na vida, tem o seu lado bom e o seu lado mau, ou se preferir-mos, o seu lado positivo e o seu lado negativo, e cabe a cada um de nós escolher a utilização que lhe queremos dar.
Está na natureza humana a constante luta por conseguir tudo aquilo que pretende, desde os objetivos mais elevados, até àqueles que nem vale a pena descrever… de tão ignóbeis que podem ser. E uma vez mais, aqui, também é a nossa escolha que prevalece. Somos nós que escolhemos as nossas metas e os nossos objetivos, e por isso, cabe-nos a nós também escolher os meios. E se não é tão questionável que os fins justifiquem os meios, devemos de facto preocupar-nos com os meios que escolhemos para atingir os nossos fins, porquanto, pelo caminho, estão quase sempre em jogo pessoas… e até vidas!
Particularmente no Candomblé, e porque esta página a ele é dedicada, a prática de rituais de magia é uma constante, mas, vamos então analisar como ela é utilizada, por quem e para que fins.
Os Ebós, as Oferendas e as Simpatias, são algumas das formas de magia que utilizamos, mas estes, todos eles sem excepção, foram criados originalmente com o intuito de corrigir alguma situação errada na vida de uma pessoa e para tal pode-se recorrer ao auxílio de diversas entidades; em primeira linha aos Orixás e depois, a outras entidades, que pelo seu estado evolutivo e pelas suas características, se assemelham mais a nós, humanos – aqui enquadram-se os Exús pagãos, as Pombagiras e os Caboclos – e estão de facto num plano mais próximo de nós.
Qualquer destas entidades pode ser uma mais valia na vida de uma pessoa, pois o seu auxílio chega sempre, e se devidamente tratados são nossos aliados preciosos.
Mas a magia, como já referi, também tem as duas faces da moeda, e a quem a pratica, é necessário, diria mesmo essencial, conhecer os dois lados, tornando-se mais uma vez necessário escolher o lado que se vai utilizar, e esse lado deve ser sempre o lado positivo e construtivo.
Poderíamos aqui, a título de exemplo, encarar como um veneno, que pode ser utilizado e para o qual é sempre necessário conhecer o antídoto: é do próprio veneno da cobra que se criam os antídotos que são utilizados para curar quem é picado por ela – na magia, grosso modo, também temos que conhecer tanto o veneno como o antídoto, porque para se tratar ou curar alguém que tenha sido atingido pela magia negativa, é necessário saber contrapor.
Obviamente, não vou aqui explicar – nem o poderia fazer – os detalhes desse conhecimento, o importante é que fique claro que quem mexe com um lado tem que conhecer o outro. Um dos magos mais conhecidos de sempre, São Cipriano, começou por ser um dos melhores magos que já se conheceram a manejar a chamada Magia Branca, mas de igual modo, mais tarde na sua vida, virou, e tornou-se um dos mais temidos e eficientes magos da Magia Negra. Também para ele isto só foi possível porque tinha conhecimento verdadeiro e profundo de como os dois lados funcionam.
Portanto, assim como se pode Amarrar, também se pode sem dúvida Desamarrar, mas isto só é possível a quem tenha verdadeiros e fundamentados conhecimentos.
Convenhamos no entanto que não são muitos aqueles que estão verdadeiramente capacitados para isto, portanto, quando pensar em fazer ou solicitar uma Amarração, pense, não duas, não três vezes, mas muitas vezes naquilo que está a pedir, pois você jamais terá a garantia de que o seu pedido possa ser atendido
Ao fazer uma Amarração, você não só estará a pedir algo para si, como estará a mexer com a vida de outra pessoa, e de alguma forma forçando-a a agir de uma maneira que ela muito provavelmente não quer, não de forma voluntária e consciente. Quando isso acontece, muita coisa se altera, e por vezes os resultados não são nada satisfatórios e são até perniciosos para a vida das pessoas envolvidas.
Imagine uma situação em que você quer muito ficar com uma outra pessoa e faz uma Amarração para conseguir o seu intuito. Imagine agora que uma segunda pessoa está interessada nessa mesma pessoa para quem você fez a Amarração e resolve também, para conseguir o seu intuito, fazer também uma Amarração. Como é que fica essa pessoa que está pelo meio? E você, vai conseguir o seu intuito? Ou é a outra pessoa que vai conseguir?
Este tipo de situação não é inédito, é até cada vez mais comum, dado que são cada vez em maior número as pessoas que recorrem a este tipo de magia (embora a maioria jamais vá admitir que o fez!), e garanto que daqui não sai nada de bom para nenhuma das partes envolvidas, só confusão e mais confusão e muita dor. Cria-se assim um ciclo vicioso, e nenhuma das partes vai sair a contento.
Ainda que posteriormente seja feita a magia para Desamarrar, entretanto, já muita coisa aconteceu que não tem retorno e já nada voltará a ser como era antes, ainda que a Desamarração seja um sucesso. Amarração mexe com o destino da pessoa, e nós simplesmente não temos o direito de impor a nossa vontade na vida e no destino dos outros. Esta forma de utilizar a magia não é de todo uma forma positiva. Está na hora de todos perceber-mos isto e agir-mos em conformidade.
Gostaria, de uma vez por todas, que os verdadeiros adeptos e/ou praticantes do Candomblé, independentemente do posto que ocupem, se negassem determinadamente a aceitar este tipo de trabalhos que constantemente nos pedem, ou sequer de pensar neles como uma solução para as nossas vidas, porque não é de facto uma solução; mais que não seja, pelas consequências kármicas que lhes são inerentes e que o nosso lado espiritual jamais deve esquecer – chama-se Lei do Retorno!
Há sempre uma forma diferente de ajudar as pessoas… pelo lado positivo!
Axé!

domingo, 29 de janeiro de 2017

A Lei do Retorno – Umbanda


Já a muito tempo tenho observado que as pessoas tem brincado demais com as leis espirituais, onde alguns conselhos de nossos guias e mentores são completamente esquecidos de acordo com a conveniência de cada um.

No nosso meio umbandista, é muito comum ver certos médiuns se dando certos poderes espirituais que na realidade não lhes pertence, não podem ter nenhum desconforto, nenhum problema pessoal, que já começam a usar das entidades como se elas fossem seus cães de guarda.

Se há uma entidade que é foco nessas guerras de ego é nossos exús e pombogiras, é um tal de meu exú faz aquilo, minha pombogira faz isso.

O que o médium negligência é que tipos de espíritos  que se colocam como capatazes, senhores do mato, a caçar  inimigos como no tempo dos escravos em troca de favores ou barganhas não são idôneos.

Será que um exú e pombogira guardião da lei faria isso, sem pleno discernimento das leis espirituais de causa e efeito, acredito que não. Parem e reflitam, lembrem-se o conhecimento liberta.

Tenho medo do escuro e do inseguro, mas se você ficar tudo vai embora.: 

É muito comum ver em casas sem doutrina, e sem presença e amparo espiritual idôneo o tal toma lá da cá, onde chega uma pessoa lá com um nome diante da entidade, “a pessoa é sempre a vítima da situação, o prejudicado “, pedindo ali para entidade dar um jeito no cidadão(ã), ai o exú já de pronto momento, sem questionar, já começa a fazer o trabalho ou dá uma listinha básica para o intento. Os maus espíritos usam de vários meios para enganar, muitos se passam de bons, cumprem promessas, simplesmente para atrair os incautos para suas teias de maldades, os usando de veículos. O invigilante em sua ânsia de conquistar seu intento, não vê o óbvio.

Aprendam, um guia idôneo ele fala o que você precisa, necessita ouvir e não o que você quer ouvir, ele não está ali para amaciar seu ego e suas vaidades.

"Muitas vezes temos que nos esconder atrás de máscaras , não por ser falso mais sim pra evitar mais tristeza": 

Cuidado na hora do atendimento, cuidado com aparências, falta de caráter, idoneidade, dissimulação, maldade, não tem rosto, nem idade. Já vi pessoas idosas extremamente maldosas e manipuladoras, se passando por vítimas para prejudicar e usar de forças espirituais para saciar suas ânsias de maldade e vingança. Médiuns tomem muito cuidado com esses tipos de pessoas, devem ser evangelizadas e direcionadas na medida do possível, não pensem que é uma tarefa fácil, muitas estão cegas de ódio e vingança.

Muitos não pensam o que estão fazendo, agem por impulso, por despeito, raiva, mágoa, tristeza, se auto dando um poder de decidir o destino ou os caminhos de outra pessoa.

Será que temos esse direito? só porque não gostamos de alguém de ficar fazendo feitiçarias a torto e a direito, simplesmente por vingança? Acredito que não.

Já em inúmeras matérias sobre feitiçaria, eu afirmo TODO FEITICEIRO ACABA MUITO MAL, tem um destino triste, e sabem por que? porque Deus não dorme, e existe uma ordem espiritual justa.

O médium ele tem que tomar muito cuidado para não se corromper nas teias da maldade e vícios morais humanos, porque quando o médium se coloca como instrumento da maldade, ele com certeza terá sua justa paga, escolhas e consequências, o que os guias chamam de FORÇA DE PEMBA.

A FORÇA DE PEMBA é quando os guias do médium se afastam, deixando que o próprio médium devido suas escolhas colham suas consequências, o guia fica vigiando, observando, mas não interfere, deixa que o médium através do seu próprio choque consciencial, observe suas atitudes.

Muitos ficam a dar voltas em círculo, porque o ego, o orgulho e a vaidade, os maus conselhos, os cega.

A força de pemba não tem tempo e nem prazo. Muitos médiuns, depois de muito tempo se defrontando com suas perdas e fracassos, começam a envergar, tenham certeza quanto a isso, o sofrimento leva a redenção. Expurgo.

Muitos médiuns saem de seus terreiros os desmerecendo, indo contra a vontade de seus próprios guias, até que um dia, é somente lá, que encontrará o alento, o lenitivo para suas dores e sofrimentos.

Nossos guias e mentores, sempre nos aconselham a termos cuidado com a maledicência da língua porque ela fala e o corpo paga.

E quando o médium se redime, a lição foi aprendida, e a força de pemba consumada. E  vos falo,  é uma lição dura, mas muitas vezes necessária, porque só assim alguns médiuns aprendem e se tornam melhores. A evangelização tem vários meios de conseguir seu intento, não se esqueçam.

Nunca muda.: 

Cuidado com entidades que não questionam certos pedidos, cuidado com entidades que tudo é permitido se houver uma justa paga, cuidado… espíritos assim são malfazejos, negativos e vampirizadores, inclusive podem se disfarçar como lobos em peles de cordeiro, usando de nomes de entidades idôneas. 

Quando uma pessoa chega diante de um espírito dessa categoria, a busca de vingança, maldade, no intuito de corromper ou mesmo manipular a vontade de outro, ele está criando um laço com aquele espírito, um elo, como se ele tivesse assinando um contrato de consentimento, permissão.

No plano espiritual há ordens sagradas de espíritos, que trabalham em prol do bem e da caridade, que defendem e protegem, e trabalham em prol do amor e da caridade, não permitindo que um inocente sofra injustamente.

Então acredito que consigam mensurar as consequências de quando uma injustiça é praticada, de quando uma feitiçaria é feita para quem não merece, as leis são justas e duras e cada um colherá de acordo com sua semeadura.

O feiticeiro, o espírito e o mandante: quando fazem um feitiço eles não vão atingir somente a vítima, eles irão atingir a outras pessoas em volta, criando laços de mágoa, rancor, dor, sofrimento, tristeza. Quando você faz uma feitiçaria para alguém ficar doente, por exemplo um pai de família, ele deixará de trabalhar, seus filhos passarão necessidade, ele terá perdas, e será que isso perante os olhos de Deus ficará impune? com certeza não.

Mal sabem que estão a beber o copo com o líquido amargo das desgraças de suas próprias intenções.

Os guias e mentores sempre estarão na defesa de quem teme a Deus e pratica as leis da caridade e do amor, poderão sentir o impacto das energias nefastas, mas jamais ficarão desamparados, porque esses espíritos benfeitores irão achar meios de os auxiliar, isso podemos chamar de providência divina. Por isso que o sustentar da fé é tão importante, onde nossos guias e mentores sempre dizem: “…nos piores momentos dobrem as orações…”.

Quanto a Umbanda, queremos deixar frisado que nenhuma casa séria e idônea de Umbanda que segue a risca as leis da espiritualidade suprema, se prestará a tais intenções e maledicência , ou trabalhos de feitiçarias de qualquer monta.

Muitos médiuns videntes quando se deparam com espíritos negativos, obsessores, sofredores, descrevem que suas aparências são extremamente deploráveis, com chagas, verdadeiras póstumas, uns ficam até irreconhecíveis, sabemos que tem ali um espírito que foi humano, mas que ficou muito pouco de sua humanidade.

Isso é reflexo das sementes semeadas na vida terrena, que dão frutos amargos no pós vida. Mas não se enganem isso não começa só depois do desencarne, o mal tem endereço próprio, questões de sintonia e afinidade, os espíritos maléficos não são amigos de ninguém, estão fora de suas consciências e presos em seus próprios sentimentos de dor e vingança, quando os feiticeiros, os mandantes, as pessoas de mau coração deixam de os servir, estes se viraram contra eles, agindo como verdadeiros hospedeiros, sugando suas energias, e na matéria essas larvas que vão sendo colocadas vão virando doenças, canceres, demências. Infelizmente é só o começo. Muitos passam anos de sofrimento terreno e quando desencarnam irão passar ainda mais tempo, até conseguirem a REDENÇÃO.

O médium tem que se vigiar, nunca usar de seus dons espirituais para causar prejuízo e dor alheia, vaidades, arrogância e vinganças, nunca se prestar a feitiçarias que visem a destruição de outras vidas, nunca se dê o direito de manipular a vontade alheia.

Muito cuidado meus irmãos a raiva nunca foi boa conselheira, cuidado com  AS TAIS DEMANDAS provocadas, criadas, cuidado com demandas que nunca existiram, não brinquem e não subestimem a força de Exú e Pombogira que respondem nas leis sagradas da Umbanda. Se algo está acontecendo, uma energia nefasta está tentando invadir as fortalezas espirituais de um terreiro de Umbanda, não tome por si só certas resoluções, deixe para quem de direito deve resolver, fortaleça sim suas fronteiras íntimas, do seu grupo religioso, para que esses tipos de energias não encontrem acesso em seus corações. Orai e Vigiai.

Tem uma frase de Jesus que gosto muito e que leva a muitas reflexões:

“… QUEM PLANTA VENTO, COLHE TEMPESTADES…”

Minha cabocla, minha mentora Cabocla Jupira, sempre me ensinou que tudo retorna tanto bem quanto o mal que praticamos, só que o mal retorna em dobro, que é uma forma de ensinar que o mal não compensa. Pensemos. 

Quando destruímos uma amizade verdadeira, um relacionamento de um casal, quando manipulamos a vontade de outro, quando fazemos um feitiço que visa destruir a vida de outra pessoa, temos que ter plena consciência que O COBRADOR irá bater a nossa porta, e ele só irá sair quando tudo for bem pago.

Será que estarão preparados para pagar o preço de suas atitudes? acho que não.

Infelizmente alguns médiuns estão cheios de ego e vaidade, muitos estão tão perdidos que não conseguem nem discernir com que forças estão se canalizando e afinando. Se tornam verdadeiras marionetes.

Muitas vezes nos deparamos com médiuns que estão em situações difíceis, no amor, no trabalho, na saúde, na família, muitos casos são apenas reflexos do que fizeram na vida de outras pessoas, através de seus supostos dons espirituais, se é que podemos chamar de dons.

A vida é uma escola severa, rígida, onde precisamos estar bem atentos a certas lições e avisos, estudem bem, apliquem bem os ensinamentos dos nossos guias e mentores, eles lutam para que sejamos poupados de sofrimentos desnecessários.

Mas infelizmente alguns alunos nessa vida, simplesmente não querem passar de ano, e ficam a repetir e repetir velhas e antigas lições e tarefas, até que aprendam.

Entendam que nossos guias e mentores querem o nosso bem, trabalham para o nosso progresso espiritual e não para nossa derrota. Como bons professores, querem o nosso melhor. 

Enfim para finalizar deixo uma frase que ouvi muito de guias e dirigentes antigos de umbanda:

A espiritualidade é uma faca de dois gumes, se não souber mexer, ela te corta. 

Que a justiça de meu pai Xangô sempre oriente os corações dos médiuns de boa vontade e que a espada sagrada de Ogum não permita nunca que as forças do mal vençam.

Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Porque acordamos com DORES, MAL ESTAR e DESÂNIMO pela VIDA (Visão Espírita)

Quando dormimos, nossa alma acorda. Não somos o nosso corpo, em essência, somos a consciência que habita nosso corpo.
Quando adormecemos o corpo, diminuímos o metabolismo físico, relaxamos a mente e com isso permitimos que nossa consciência – que está sediada na alma – se desligue temporariamente e viaje pelos mais diferentes locais nas dimensões extrafísicas.
Podemos viajar na presença de nossos amigos espirituais e seres de Luz, se estivermos sintonizados em vibrações positivas. Nessa condição, normalmente quando acordamos nos sentimos bem, realizados e felizes com a vida.
Podemos também ser obsediados por espíritos sombrios, por bagunceiros do plano espiritual, por desafetos de outras vidas e até por outros seres encarnados também em projeção astral. Isso tudo depende da condição na qual vamos dormir. E, no caso desses tipos de assédios – infelizmente muito comum – costumamos acordar com diversas sensações ruins, como dores de cabeça, mal estar, desânimo pela vida, entre outros.
Podemos ficar presos aos nossos corpos por conta da aceleração do metabolismo provocada por erros na alimentação e dessa forma, nem sairmos em projeção. Isso também acontece quando estamos hiperativos mentalmente.
Nestes casos, o que ocorre é que o corpo físico relaxa parcialmente e com isso a nossa consciência não se liberta por completo. Normalmente nessas situações, após o período do sono, a pessoa relata que não conseguiu descansar direito e mesmo depois de ter dormido por várias horas, não encontra uma sensação de plenitude física e mental.
Pense um pouco. Se o cansaço é físico, tome uma providência. As leis Divinas recomendam o repouso. Se for demasiado o cansaço, talvez você esteja doente e precise de atendimento profissional. Procure um médico, realize exames, trate-se.
Se o seu cansaço o preocupa, tome o caminho mais conveniente. Mas, se por qualquer motivo não puder fazer isso, então silencie. Trabalhe e ore, buscando apoio e refazimento nas fontes espirituais.
Procure Jesus na intimidade de seu coração e entregue a Ele o seu cansaço e o seu descanso.
Ilumine os campos da alma com atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o alegrem verdadeiramente.
Evite reclamações constantes, porque elas não melhorarão o seu cansaço, nem seu esgotamento.
Procure atividades que o refaçam. Escolha um local onde necessitem de braços amigos e se ofereça como voluntário. Mudança de atividade é também repouso.
Para o seu lazer escolha o que o possa refazer. Um passeio tranquilo, a observação atenta de um quadro da natureza. Delicie-se com uma música. Desfrute o aconchego familiar. Ore e seja feliz.
O sono foi dado ao homem para a reparação das forças físicas e das forças morais.
Enquanto o corpo se recupera dos efeitos da atividade do dia, o espírito também se reabastece no mundo espiritual.
Por isso mesmo a prece, antes do sono físico, se faz tão importante. Com ela, sintonizamos com as mentes superiores com as quais, logo mais, quando dormirmos, poderemos nos encontrar para os diálogos que alimentam a alma e fortificam a disposição para as lutas
Adquirir o hábito de nos prepararmos consciencialmente para o sono, equalizando nossos pensamentos em elevadas vibrações, purificando nosso espírito, acalmando a nossa mente, procurando manifestar uma intenção positiva, de ter uma projeção astral proveitosa e harmoniosa.
É importante a realização da prece, magnetizada pela vontade de servir os planos de Luz naquilo que os seres de amor entendam que seja a tarefa adequada para nós.
Também podemos e devemos pedir treinamentos e instruções nas escolas do plano espiritual, com o objetivo seguirmos evoluindo na experiência física.
Prepare-se para o sono, cuide da sua energia antes de embarcar na viagem da alma, e jamais, de maneira alguma, adormeça nutrindo sentimentos de raiva, revolta, vingança e mágoa, porque eles podem ser o elo de ligação entre a sua alma e os planos mais densos e os seus representantes.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O Que é o Passe?


Falar sobre o passe nos pede um aprofundamento natural. E procuraremos nesta matéria e na da semana que vem abordar essa transmissão de energias espirituais com mais profundidade.
Já faz algum tempo que venho recebendo alguns pedidos para escrever sobre o tema. Recordo-me da pergunta de número 98 do extraordinário livro “O Consolador”, de Chico Xavier, ditado pelo seu benfeitor Emmanuel (editora FEB).
Nessa obra, o mentor nos diz:
“Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais”.

Por esta resposta, notaremos que o passe é também uma faculdade anímica; e ao mesmo tempo sua aplicação interage com as forças do ambiente.
Notaremos numa situação também da lavra mediúnica de Chico Xavier, quando o Espírito André Luiz nos diz, no livro “Opinião Espírita” 
(editora Boa Nova):
“O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas. É o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos”.
É curioso que todos nós imaginamos que o passe é algo miraculoso. E não é. Para sermos um bom passista, temos que ter um bom conteúdo de equilíbrio na mente – para que possamos doar o que temos de mais nobre e belo.

Para sermos um bom passista, segundo o comentário de Emmanuel e de André Luiz, não precisamos ter um extraordinário conhecimento, e sim um extraordinário coração, pulsando o amor.
Muitos poderão me perguntar: mas e o conhecimento, como fica?
O conhecimento é muito importante; a instrução... mas de nada adianta vermos o que vemos na atualidade: pessoas altamente cultas, com um comportamento deplorável!

Está no livro “A Gênese”, capítulo 14, item 18. O Mestre de Lyon nos diz:
“Pela sua união íntima com o corpo, o perispírito desempenha preponderante papel no organismo. Pela sua expansão, põe o Espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres e também com os Espíritos encarnados. O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes”.

Diante dessa assertiva de Kardec, chama-nos a atenção:
Nosso pensamento, se ligando as energias renovadoras e reparadoras às pessoas que tomaram o passe.

Ficamos a imaginar o cenário de trabalho de uma Casa Espírita, em que inúmeras dimensões se unem pelo mesmo propósito de ajudar e cooperar com aquelas que lá frequentam. E isso sem deixar de nos ajudar mutuamente – o passista também se ilumina!
Assuntos tão importantes como este não podem passar batidos.

Precisamos conhecer cada vez mais como funciona todo este mecanismo em que cada um de nós nos encontramos envolvidos.
O que nos resta é seguir aquela máxima Espírita Cristã do Codificador que nos diz: “Espíritas, amai-vos e instruí-vos”.
Autor: André Luis Chiarini Villar
Extraído do livro: Momentos de Reflexão, à luz do Espiritismo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017


Erê Pedrinho de Xangô


Pedrinho de Xangô é um Erê, ou mesmo pode ser chamado de Ibeijada, que tem como irradiação a força das pedreiras, montanhas e montes.

Ele é uma criança que trabalha em prol da caridade nos terreiros de Umbanda, trazendo com seu jeitinho doce da infantilidade o auxílio aos necessitados que vão em busca de sua ajuda.

Pedrinho de Xangô teve sua vida encarnada na região Sul do Brasil, por volta dos meados do século XIX. Nascido de uma família de colonos portugueses, seus pais trabalhavam nas plantações de uvas da região.

Pedrinho teve uma curta passagem na vida terrena nessa encarnação, com apenas dois anos e seis meses ele desencarnou e foi para os braços de Pai Xangô, onde teve a condição de se tornar um anjo desse Orixá, e junto a ele auxiliar nos trabalhos de caridade a quem necessita.

Quando encarnado, aliás desde o tempo que esteve no ventre de sua mãe, uma jovem portuguesa muito devota das leis de Deus, Pedrinho já era diferenciado, pois em várias oportunidades, com várias pessoas que tinham fé, ele se demonstrou um anjo divino. E tudo isso começou quando uma jovem que se encontrava grávida, de quase mesmo tempo da mãe de Pedrinho de Xangô, teve uma queda e teve sintomas de perda do feto, desesperada e chorando demais a jovem clamava a Deus para que não abortasse seu filho, porém os doutores da época, ao examinarem a jovem, disseram que seria inevitável esse fato, mandara-lhe repousar, mas em poucas horas teria a perda de sua criança. A mãe de Pedrinho, também grávida, foi acalentar a amiga, e nessa visita, com muita dor e choro, a jovem com lágrimas nos olhos acaricia a barriga da mãe de Pedrinho, pedindo a Deus que nada de ruim aconteça aquela criança, pois ela já considerava o dela perdido.

Ao acariciar o ventre da mãe de Pedrinho, uma forte luz entrou nos aposentos da jovem, fazendo um brilho intenso sobre seu próprio ventre. Aquela luz no instante que lhe tocou foi-lhe dando forças, energias, as dores foram se acalmando, e o brutal sangramento fora cessando.

Após isso novamente foram em busca dos doutores da época, e milagrosamente a criança no ventre de sua mãe estava sem problemas algum.

Todos daquele arraial acreditavam que o milagre tinha sido feito pela mãe de Pedrinho, e essa assustada se fechou em seu casebre, pois não acreditava que fora ela quem auxiliou a jovem grávida a não perder sua criança.

Os comentários aumentavam, e diante do casebre longas filas de pessoas adoentadas se formavam, mas a mãe de Pedrinho não saia para falar com toda aquela gente, por receio de algo acontecer com o filho que trazia no ventre.

Porém uma tarde, algo de inusitado aconteceu, quando a jovem estava em suas orações, diante dela apareceu um homem, de idade bem madura, com grandes barbas brancas, olhar carinhoso e sereno, mesmo sem ela saber de onde viera esse homem, mesmo sabendo que ninguém se encontrava ali até aquele momento, ela encantada pela força do bem que o homem emanava no olhar, não teve receio, e ele sorriu para ela dizendo:

"Filha de Deus, não receie minha presença, sou apenas um ser que chegou a ti para lhe passar essa pequena mensagem. Em seu ventre se encontra um filho meu, um filho meu na espiritualidade, esse menino foi quem curou a jovem que estava a perder um filho. Você tem alguns meses ainda para fazer em seu ventre crescer essa criança, e eu venho rogar a ti que siga o caminho da caridade. Lá fora estão muitas pessoas em busca de uma ajuda, de uma luz, de uma cura. Rogo a ti que deixe-as tocar em seu ventre, e assim será feito a vontade do Pai Maior, que é levar a cura através da luz divina dessa criança que traz consigo.

Peço a ti que guarde essas pedras de minha casa, e toda vez que for auxiliar um necessitado, esteja com elas em suas mãos, porém ao nascer de seu filho, esses símbolos passarão a ele, e com eles ele poderá durante o tempo que estiver encarnado, e todo tempo que estiver na luz de uma divindade, utilizar para tirar os males de todos os irmãos que buscarem essa ajuda com fé.

Agora vá, leve as pedras de Xangô, e traga paz, saúde, felicidade, amor a todos os que buscam esses caminhos."

Com essas palavras o homem de olhar penetrante e sereno desaparece na frente da mãe de `Pedrinho, e ela sorri acariciando seu próprio ventre.

Após esse dia ela vai em frente de seu casebre, e diz a todos que recebeu uma missão de Deus, ela vai estar com todos necessitados que estiverem ali e que tivessem a fé verdadeira no coração, porém não seria ela a responsável pela caridade de cura, mas sim o seu filho que ainda estava em seu ventre, e tinha a benção do Pai Maior para que assim fosse feito todas as caridades.

E desse dia até o dia do nascimento do menino Pedrinho, ela, a mãe dele, recebia todos que a procuravam. Segurando as duas pedras dadas a ela por Xangô, se aproximava dos solicitantes de cura, paz e amor, encostava as pedras na cabeça das pessoas, enquanto essas tocavam em seu ventre, recebendo uma grande carga de energia de luz fazendo com que assim tivessem melhoras imediatas, retirando doenças, mágoas, tristezas, ódio, e tudo que pudesse prejudicar aqueles irmãos que solicitavam ajuda espiritual.

O tempo passou e chegou o dia do menino Pedrinho ver a luz em sua vida de encarnado, e sem dores para sua mãe ele veio ao mundo. Nascera o menino de Xangô, com seu rostinho de anjo, com sua luz própria, com seus dons de cura e proteção.

Deitadinho em um berço improvisado por seu pai, a criança ficava sempre iluminada por uma luz azulada, que hora tinha suas cores modificadas pelas cores marrom e branco, continuava ali as orações das pessoas que vinham em busca de auxílio espiritual. Ao lado da criança as duas pedras presenteadas por Xangô, e claro sua mãe sempre buscando proteger o filho das pessoas mais ansiosas por tocar na criança. 

E assim se passaram dois anos, e nesse período muitas curas aconteceram, centenas de pessoas agradecidas ao menino de Xangô. 

Com seus dois anos, Pedrinho era uma criança excepcionalmente esperta e inteligente, sabia e entendia de tudo que se passava a seu redor. Certo dia, em um passeio nas parreiras de uva com sua encantada e orgulhosa mãe, Pedrinho se depara com o mesmo homem de olhar penetrante e sereno, no qual sua mãe já conhecia dos tempos de gravidez. Pedrinho sorridente, como se conhecesse o homem de longas datas, corre a seu encontro, de bracinhos abertos, sem soltar suas sagradas pedras, e ao chegar nele recebe um grande e afetuoso abraço. 

Com o menino no colo o homem vai de encontro a mãe da criança, o coloca suavemente a seu lado, e os olha fixamente, dizendo em tom sereno, porém com mais seriedade ainda.

"Está chegando a hora de meu menino voltar a nossa casa. Oxalá já deu ordens dele retornar a pedreira sagrada. Porém antes de partir deverá cumprir sua última missão como encarnado. Um grave mal vai atacar toda essa região, mas somente as crianças sofrerão desse mal. Não está no tempo dessas crianças partirem, e isso fará que todas que forem contagiadas por esse mal perderão a liberdade de andar. O mal está solto. Mas por determinação do Pai Maior, todas as crianças que tiverem recebido essa penitência dos espíritos sem luz, vão poder ter sua cura concretizada, pelas mãos do meu menino e de suas pedras sagradas. Serão muitos meses assim, e centenas de crianças virão em busca de cura. Se elevarem a fé nas forças espirituais, todas as crianças serão curadas. Porém ao final dessa missão uma delas partirá para o reino divino dos Anjos de Deus.

Vão, busquem auxiliar todos esses pequenos seres do senhor, façam com que a fé entre eles e seus pais se estabeleçam, para que seja derrotado todos os espíritos sem luz que trarão esses males.

A você mulher, no momento certo Deus vai lhe dar a luz que merece, por esse motivo aceite todo acontecido sem perder sua fé."

E com um afago na cabeça de Pedrinho, o homem se vira e sai, indo ao encontro de uma luz branca muito forte, e nela desaparece como por encanto.

Os olhos do menino brilharam juntamente com seu sorriso infantil, ele se vira para sua mãe, e sorrindo lhe abraça, e logo em seguida sai em uma tentativa desengonçada de correr, brincando com sua própria infantilidade ao andar.

Passaram-se sete dias após aquele encontro, e os ataques dos espíritos da doença se concretizaram. Dezenas e dezenas de pequenos seres, meninos e meninas, todos baseados na mesma idade, sofriam com enormes ataques febris. Muitos deles já medicados pelos grandes doutores da época, mas sem resultado algum. Pais e mães desesperados, rezavam em grupos pedindo proteção aos seus pequenos. Famílias inteiras destruídas pela tristeza de verem os sofrimentos de seus pequenos entes.

Em um certo momento desse desespero generalizado, uma jovem mãe de uma linda menina que teria a mesma idade de Pedrinho, ao vê-la com alguns sangramentos pelo corpo, lembrou-se do tempo de gestação, lembrou-se da queda que teve nessa época, lembrou-se do milagre que salvara sua menina, lembrou-se do pequeno Anjo de Deus que tinha o nome de Pedrinho.

Cheia de esperanças, a jovem pega sua filha ao colo, sai correndo pelo arraial, indo ao encontro do menino e sua mãe. Chegando lá se joga de joelhos aos pés dos dois, pedindo que salvassem sua criança, em lágrimas intensas e soluçando.

Pedrinho sorridente, que estava ao lado de sua mãe, vai ao encontro a mulher desesperada, a olha com carinho e lhe dá um grande abraço, sem dizer uma só palavra. Com esse gesto a mulher se emociona ainda mais, e juntamente a seu desespero intenso, fica sem ação e sem palavras.

Pedrinho, com seus passinhos infantis, adentra em sua pequena choupana, e lá pega suas pedras sagradas. Retorna como se estivesse a brincar com elas, olha fixamente para a menina que se encontrava no colo da mãe, e sobre a cabeça e o tórax da criança ele passa as pedras como se estivesse brincando.

A jovem mãe, ainda ajoelhada, fecha os olhos e se fecha em orações com tanta intensidade e fé, que não notou sua filha entreabrindo os pequenos olhos azuis, e dando um largo sorriso ao menino. 
Desse momento ela já se levantou, sem febre, sem dores, apenas pedindo algum alimento a mãe, e essa chorava intensamente agradecendo por mais uma vez ter recebido o milagre que vinha das mãos daquele pequeno menino.

A notícia se espalhou, e todos que tinham seus filhos adoentados correram ao encontro de Pedrinho, e ele com todo carinho ia passando e brincando com suas pedrinhas em cada criança.

Nenhuma das crianças que Pedrinho abençoou com suas sagradas pedras de Xangô, tiveram mais aquela doença. 

Crianças vinham de todos os lugares, todos os dias, a qualquer hora. E Pedrinho como um pequeno guerreiro sempre estava ali, com seu jeito infantil, e seu sorriso carinhoso.

E assim se passaram 6 meses. Seis meses de intensas curas. E no findar desse período, todo aquele mal foi aniquilado. Já não havia mais o que temer.

Um grande grupo de pessoas se aglomeravam diante da choupana da família de Pedrinho, estavam ali para agradecer, rezar, presentear o menino. Sua mãe feliz pela missão linda que seu filho cumpriu, foi ao interior da choupana buscar o pequeno. Ao verificar ele deitado em sua pequena cama improvisada, ela nota um olhar cansado do garoto, respiração um tanto pesada, seu sorriso menos intenso. Ele a chama com um gesto de sua pequena mão, ela se ajoelha ao lado de seu leito, ele com um grande esforço ergue os braços e a abraça carinhosamente. Pede a sua mãe as suas pedrinhas sagradas, e ao que ela as entrega, ele sorri, cerra os olhos e adormece. Sua respiração vai se findando, seu sorriso não existe mais, suas pequenas mãos soltam as pedrinhas sobre seu corpo, corpo esse agora inerte. O menino Pedrinho desencarnou.

Sua mãe chora copiosamente, chama pelo nome do filho, sem resposta.

Ela no desespero da perda de seu menino, no intenso rio de lágrimas, sem entender o que está acontecendo, solta um enorme grito de dor.

As pessoas que estavam a espera do menino para agradecer, se assustam com a intensidade do desespero da jovem mãe, adentram na choupana, e entendem o acontecido.

A dor e desespero foi generalizada, todos choravam intensamente o desencarne do pequeno Anjo salvador.

A mãe em desespero pega o menino nos braços, o abraça, chora, e busca uma resposta. Uma resposta assim como todos que ali estavam buscavam.

E essa resposta veio.

Veio em forma de uma luz brilhante que vinha do céu carregado de tristeza. Essa luz rasgou as nuvens escuras, iluminando todo o povoado. E dela saíram duas imagens divinas, uma do homem de barbas brancas, outra do pequeno menino de Deus, Pedrinho de Xangô.

Pedrinho se encontrava no colo do homem, sorridente, olhar infantil, sapeca, divinamente iluminado por raios de luz azul e fachos marrons.

Seu sorriso era muito mais intenso e brilhante do que antes, seus olhos irradiavam amor, paz e caridade. E em suas mãos as pequenas pedras sagradas.

O homem olhando o povo e a mãe de Pedrinho, disse com tom forte, porém sereno.

"Filhos e filhas de Deus, a missão desse pequeno nessa terra foi cumprida. Agora sua missão é nas pedreiras de Aruanda. E lá ele vai crescer em evolução para retornar a essa terra como uma Entidade de Luz. O tempo que foi passado aqui era apenas para completar sua luz de caridade. Ensinar a todos vocês o amor, a paz e a fé.

A missão desse pequeno foi bem recebida por todos vocês. Vamos erguer essa fé que aprenderam a ter. Vamos mostrar e demonstrar a todos sem esperança que a fé não remove montanhas, mas faz crescer as pedreiras, as pedreiras que servirão de escudo para vossa proteção.

Clamem, rezem, mas agradeçam, agradeçam a fé que nasceu em seus corações.

A você mulher, não perdeste um filho, mas sim ganhou a oportunidade de ser acolhida pela força do mar. Aguarde com tranquilidade e muita fé. O que é seu virá."

Dizendo isso o homem, com a criança ainda em seu colo, se vira e caminha pelo facho de luz de encontro com o céu de Oxalá, e se vai.

Todos se ajoelham, inclusive a mãe de Pedrinho. E diante daquela imagem partindo, rezam, e agradecem a Deus por tudo.

Sete dias se passaram, e em uma tarde, a mãe do menino Pedrinho escuta uma voz doce e linda chamar seu nome. Ela curiosa vai de encontro com a voz. Sai de sua choupana até que se depara com uma linda pomba branca. A pomba traz em seu bico um pequeno ramo, e a jovem ao ver o ramo se lembrou que era uma vegetação na qual seu filho tinha costume de colher para brincar, quando iam juntos passear pelas areias junto ao mar.

A pomba levanta voo, pousa mais a frente, e a jovem curiosa a segue. E novamente ela voa, e novamente pousa, como se brincasse com a mãe de Pedrinho.

E foi assim até chegarem diante do grande mar. E lá extasiada com tudo aquilo, ela vê novamente a imagem de seu filho, dessa vez estando ele sobre uma bela nuvem brilhante, estando a seu lado o homem de barbas e uma linda mulher vestida de azul com detalhes em branco, que dá a mão a jovem, e diz:

"Agora estais sobre minha proteção. Seu caminho agora é o mar. A partir desse dia estarás ao lado de seu filho, serás minha Sereia, serás minha Iabá."

Com essas palavras a mulher traz com um raio de luz azulada a jovem junto a si. Caminhando todos para o horizonte.

E assim a mãe de Pedrinho de Xangô se tornou uma Iabá Sereia de Iemanjá.

Pedrinho trabalha com suas pedrinhas sagradas até hoje nos terreiros de Umbanda, mas essa força sagrada só dar respostas em pedidos a quem tem muita fé, e quem sabe demonstrar essa fé.

Salve o menino de Deus, salve Pedrinho de Xangô!

Por: Pai Carlos de Ogum.

Pontos Riscados na Umbanda, o que são?

Os homens são cobertos por energias e magnetismo. Essas vibrações são responsáveis pela manifestação da vida na forma que conhecemos no planeta Terra: mineral, vegetal, animal, hominal e astral. As energias etéricas têm polaridades, ativa e passiva, positiva ou negativa, e se cruzam, estando interpenetradas. Dentro das sete linhas vibratórias dos orixás, fazem-se necessários pontos riscados de identificação que reluzem vibratoriamente com forte magnetismo de atração no "lado de cá". As energias manipuladas atraem, absorvem, potencializam e expandem os fluidos movimentados pelos caboclos e pretos velhos. Na verdade, os pontos riscados são como elos identificadores que fazem à interseção do tipo de energia utilizada com a vibração específica da linha vibratória. Para que as forças que constituem esses elos sejam movimentadas especificamente para os trabalhos de Umbanda, é imperioso que haja o acionamento de determinados códigos de acesso, consoante o resultado que se queira alcançar. É um ato litúrgico que envolve a magia das entidades, que aglutinarão etericamente em torno dos traços riscados os fluidos e energias benéficas. Os riscos simbolizam a identidade da linha solicitada, da entidade e do tipo de trabalho exigido, e servem como sinalizadores para as falanges envolvidas nessas demandas mais densas e que exigem grande quantidade de ectoplasma.

(retirado do livro Evolução no Planeta Azul, Norberto Peixoto, pelo espírito Ramatis, Editora do Conhecimento)
PEMBA (espécie de giz):
O que é a chamada "Lei da Pemba"?

VOVÓ MARIA CONGA: - É importante deixar claro aos filhos que a pemba, um tipo de giz especial para utilização ritualística, na verdade não tem nenhuma utilidade prática, podendo ser qualquer tipo de giz. O que se torna fundamental é o conhecimento cabalístico da entidade ou do médium que está realizando os sinais riscados. Esse amontoado de pembas por aí é só para confundir e para alguns incautos fazerem comércio em cima do grande desconhecimento da maioria dos ditos "iniciados" nas coisas ocultas. Os princípios iniciáticos dos pontos riscados, que ficaram indevidamente denominados entre os homens como "Lei da Pemba", quando corretamente manipulados, identificam: a vibração da entidade, o orixá, a falange, subfalange, a legião ou agrupamento, o grau hierárquico, se é um Orixá Menor, Guia ou Protetor, a vibração do astro regente, entre outras identificações necessárias para os trabalhos de magia.
Veja agora um Trecho no Jornal de Umbanda Sagrada, escrito por Rubens Saraceni. Segue:
1 - Os pontos riscados pelos guias espirituais são espaços mágicos cujas funções lhes são dadas por eles ( tipo de campo de força).
2- Os pontos riscados se servem da escrita mágica sagrada simbólica.
3- Dentro desta escrita mágica sagrada, os guias servem-se de signos, símbolos e ondas vibratórias que são realizadoras e, assim que são riscados, são ativados e começam a trabalhar.
4 – Existem milhares de ondas vibratórias que formam telas infinitas e das quais são retirados modelos de símbolos e signos mágicos, os quais assim que são riscados e ativados aqui no plano material, religam-se a elas que lhes darão sustentação nos trabalhos que serão realizados.
5 – Destas telas vibratórias são retirados símbolos e signos, sendo alguns bastante conhecidos e de fácil identificação e interpretação, enquanto a maioria nos são desconhecidos e praticamente impossível de serem identificados e classificados.
6- Os guias espirituais preferem trabalhar com espaços mágicos fechados ou circulares porque assim, suas irradiações ficam contidas dentro do círculo e não interferem com outros espaços mágicos riscados por outros guias dentro do mesmo espaço físico coletivo.
7- A escrita mágica simbólica é tão antiga quanto a humanidade e, tem sido encontrados signos e símbolos em construções antiqüíssimas dentro de túmulos e urnas funerárias com milhares de anos de idade, portanto, esta escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado a disposição da humanidade pelos seres espirituais superiores e que dela, muitos tem se servido no decorrer dos séculos.
8 – Algumas ordens antiqüíssimas criaram, a partir de signos e símbolos, suas escritas mágicas sagradas e cada uma delas serviu-se ou ainda se serve da sua simbologia, que se não é exclusiva, no entanto, tem significado especial e interpretação própria para cada grupo de usuários deste bem coletivo, colocado a nossa disposição por Deus.
9 – Os guias espirituais de Umbanda serve-se de certa quantidade de símbolos e signos mágicos que aparentemente é limitada a algumas centenas apenas, pois pode-se encontrar pontos riscados de diferentes entidades, a reprodução de símbolos e signos idênticos.
10 – Na Umbanda, manifestam-se através de nomes simbólicos muitos poderes divinos que são em si, mistérios cujas atuações estão voltadas para o crescimento religioso dos seres e dos símbolos riscados pelos guias, nos seus pontos, estão indicando mistérios firmados e ativados por eles.
11 – Até recentemente, todo o mistério da escrita mágica sagrada usada pelos guias espirituais era assunto fechado dentro da Umbanda e o que tínhamos à nossa disposição eram coletâneas de pontos riscados pelos guias, mas que não nos esclarecia muito porque, apesar de sabermos que eram poderosos e capazes de realizar trabalhos, tudo era muito vago e ficavam sempre pairando dúvidas sobre quando utilizá-los, uma vez que eram de uso exclusivo dos guias espirituais e, só raramente, eles autorizavam seus médiuns a riscá-los para que, sem incorporarem, pudessem ajudá-los nas suas necessidades ou dificuldades.
12 - Faltavam-nos muitas informações que pudessem permitir um aprofundamento neste mistério e nos faltava mais informações, que aí sim, o tornaria compreensível por todos.
13 – O que andou escrevendo sobre os pontos riscados pelos guias, incutia receio e medo nas pessoas, principalmente quanto aos pontos riscados das linhas da esquerda, e isso não ajudou em nada o desenvolvimento desta ciência espiritual dentro da Umbanda.
14 – Pelo contrário, alguns autores umbandistas, tal como Emanuel Zespo, chegaram a escrever que só os profundos conhecedores e iniciados na famosíssima, mas desconhecida LEI DE PEMBA é que poderiam riscar pontos e trabalhar com eles. Outros como W. W. da Matta e Silva chegaram ao absurdo de coletar uma ou duas dezenas de signos e dizer que eles sim, eram a genuína LEI DE PEMBA (sa­be-se lá o que isso quer dizer) eram o ponto de raiz, e a partir daí, auto nomearam-se profundos conhecedores da desconhecida, mas muito famosa Lei de Pemba, e começaram a desclassificar os pontos riscados usados pelos guias espirituais desde as primeiras manifestações deles na Umbanda, e que vinham ajudando a dar sustentação aos trabalhos realizados dentro dos centros assim como davam proteção aos seus médiuns.
15 – Graças a estes, a magia do ponto riscado não desapareceu por completo dos centros de Umbanda, fato este que privaria a religião deste importantíssimo instrumento de trabalho.
16 – Quanto aos supostos e pseudo iniciados e auto nomeados “MÂO DE PEMBA” por desconhecerem os verdadeiros fundamentos existentes por trás dos pontos riscados, seus escritos empacaram e não levaram a lugar algum, e muito menos à compreensão e ao desenvolvimento desta ciência divina. Na verdade, eles atrasaram em 50 anos a abertura deste mistério dentro da Umbanda, quase o levando ao esquecimento.
17 – Leiam e releiam estes escritos destes pseudos “mãos de pemba” e verão que eles criaram uma ilusão que não tem fundamento e por 50 anos, ficaram repetindo e afirmando a mesma coisa: “A Lei de Pemba existe mas não pode ser revelada aos não “iniciados”. 
Este texto foi escrito para o Jornal de Umbanda Sagrada de Junho de 2008.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Conclusões Equivocadas

Eram dois vizinhos que mantinham um bom relacionamento de amizade.

Um deles comprou um coelho para os filhos. Logo, os filhos do outro vizinho também desejaram um animal de estimação.
 
O pai lhes comprou um filhote de pastor alemão.
 
A preocupação teve início. O dono do coelho achou que o cão poderia comer o seu animalzinho.
 
O outro acreditava na boa índole e afirmou que o pastor era filhote. Bastaria que os animais fossem colocados juntos, aprendessem a conviver desde cedo e tudo daria certo.
 
Eles seriam amigos. E por um tempo foi assim. Juntos cresceram e se tornaram amigos.
 
Era comum ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
As crianças, felizes, com os dois animais.
 
Certa sexta-feira, o dono do coelho resolveu viajar com a família. O animal ficou sozinho.
 
No domingo à tarde, o dono do cachorro com sua família tomava um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes.
 
O pobre animal estava imundo, sujo de terra, morto.
 
Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Deram-lhe uma grande surra.
 
Depois, veio o dilema: “o que fazer, agora? Afinal, o vizinho estava certo. O cão mataria o coelho.”
 
Os donos do animal morto logo chegariam. O que fazer? Como consertar o estrago?
 
Enquanto isso, lá fora, o cachorro chorava, lambendo os seus ferimentos.
A grande dificuldade era como explicar para os filhos do vizinho o que acontecera com seu amado animalzinho.
 
Então surgiu a de lavar o coelho, deixá-lo limpinho, secá-lo com o secador, arrumar bem o pelo e o colocar em sua casinha.
 
Assim pensaram. Assim fizeram. Até perfume colocaram nele.
 
Ao final, as próprias crianças disseram: “Parece vivo! Ficou lindo.”
Pouco depois, ouvem a algazarra da família ao lado chegando. As crianças gritam.
 
O coração dos donos do cão batia forte e eles pensaram: pronto! Descobriram!
 
Passados alguns minutos, o dono do coelho bate na porta, assustado. Parecia ter visto um fantasma.
 
“O que foi?” Perguntam.
 
“O coelho, o coelho... morreu!” Diz aquele.
 
“Morreu?” – inocentemente fala o pai da família dona do cão. “parecia tão bem hoje à tarde.”
 
“Morreu na sexta-feira!” – exclama o outro.
 
“Na sexta?”
 
“Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal. Imagine que agora está lá na casinha, limpo, branquinho, reapareceu!”
 
A história termina aqui. Não importa o que aconteceu depois. O que merece ser examinada é a situação do pobre cachorro.
 
O pobrezinho, desde a sexta-feira, quando sentiu falta do amigo, começou a farejar.
 
Finalmente, descobriu o corpo morto e enterrado. Com o coração partido, ele desenterrou o amigo de infância e foi mostrar aos seus donos.
 
Talvez esperasse que eles o pudessem ressuscitar. E o que acontece? Pancadas e mais pancadas. Simplesmente porque expressava a sua preocupação com um amigo.
 
Quase sempre procedemos assim em nossos relacionamentos. Julgamos os outros, sem antes verificar o que aconteceu de fato.
 
É suficiente que suspeitas sejam levantadas contra alguém, e estamos prontos a nos afastar da pessoa. E até a comentar, continuar divulgando os fatos ouvidos.
 
Tudo sem antes verificar se os fatos são verdadeiros, sem ir indagar daquele de quem se fala, o que, de verdade, está acontecendo.
 
E assim velhas amizades são destruídas. Reputações são manchadas.
Pessoas nobres recebem ingratidão. Tudo porque, quase sempre, tiramos conclusões precipitadas das situações e nos achamos donos da verdade.