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domingo, 30 de abril de 2017


A Importância de uma Boa Corrente para a gira de Umbanda

Para o umbandista não há nada melhor do que estar em uma Gira, pois nela sabemos que teremos nosso desenvolvimento mediúnico, nosso desenvolvimento espiritual e assim estaremos buscando a evolução que tanto desejamos.

Mas para estarmos em uma Gira, e para que nossos erros de humano não atrapalhem o caminhar de todo trabalho espiritual, devemos nos manter em corrente, e essa corrente deverá ser intensa, sem tropeços, sem nossos erros do dia a dia, sem os vícios, sem maus sentimentos, em vaidade, sem estar com pensamentos ligados a coisas alheias a Gira.

Devemos entender que a parte fundamental de uma boa corrente é a concentração, devemos nos concentrar e buscar todas as energias boas do ambiente, e essa colocação deve ser não somente para os médiuns trabalhadores da casa, mas para todas as pessoas envolvidas ali naquele momento, como a assistência, consulentes, ou mesmo pelos visitantes curiosos. Isso é fundamental para o bom desenvolvimento dos trabalhos da casa, e claro também para manter a boa vibração das energias do ambiente.

Certamente muitas pessoas que frequentam terreiros de Umbanda já ouviram falar a seguinte frase:  vindas dos Zeladores, pais e mães pequenos da casa: "Olha a corrente irmãos, vamos concentrar". E será que todos os envolvidos no trabalho, sendo filhos da casa ou consulentes, sabem realmente o que significa essa frase?

Na realidade quando um Zelador, sendo esse Zelador bem preparado, chama a atenção para a corrente, certamente é porque ele sentiu uma diminuição na energia do ambiente, essa energia espiritual vem através dos bons fluídos emanados pelos sentimentos, pensamentos e concentração, que devem ser mantidos pelos médiuns de uma forma elevada, para manter os trabalhos em um nível elevado, e assim auxiliar toda a casa, e claro ter uma auto preservação.

Em uma Gira devemos estar ligados por um mesmo ideal, esse ideal é o amor, a paz e a caridade, dentro da Umbanda isso é a base de tudo.

Criada essa ligação espiritual através de uma concentração constante e limpa, teremos a possibilidade de nos mantermos em união e assim as boas energias serão atraídas para o ambiente, e assim o trabalho de caridade flui, pois todas essas energias somadas atuam em todo o grupo (médiuns e consulentes), e com a sua força já iniciam uma atuação do bem, trazendo auxílio aos que necessitam, desde que essas pessoas estejam em estado de recepção, em concentração no ritual, e claro ansiando em receber o bem.

Um detalhe a ser colocado, é que se a corrente estiver em estágio abaixo do esperado, ou chamada corrente fraca, as pessoas com pensamentos confusos, dispersos, distraídos, ou com maus pensamentos, então um caos poderá se implantar, podendo ocorrer ataques de entidades inferiores que sempre esperam uma oportunidade para atrapalharem os trabalhos e até fazerem o mal as pessoas ali presentes. Por esse motivo que devemos estar muito atentos com nossos sentimentos e pensamentos dentro de uma Gira.

É de extrema responsabilidade de todos a ideia de não quebrar a corrente mediúnica, todos temos que ter a conscientização que devemos buscar sempre o objetivo principal além do ritualismo, que seria a coesão e a uniformidade da corrente, e assim manter a sustentação vibratória através da mediunidade.

Sabemos que quando ocorre uma quebra de corrente é porque alguns componentes dos trabalhos estavam desconcentrados. E também em alguns casos no qual o médium se encontra com problemas e fatos externos, que faz com que ele tenha interferências espirituais que influencia negativamente sua concentração, esse médium deve ser afastado da corrente provisoriamente, para que assim possa ser atendido espiritualmente, e obter tempo necessário para refletir sobre seus atos, ações e logicamente sobre seu estado mental, para que assim possa mudar sua condição emocional e psicológica que por ventura está lhe atrapalhando como trabalhador mediúnico de uma sagrada corrente.

Para algumas pessoas frequentadoras das Giras e Correntes é tudo muito simples, porém para outras é um verdadeiro nervosismo, o medo de fazer algo errado, de quebrar a Gira, de trazer espíritos sem luz para dentro dos trabalhos, fazem dessas pessoas alvos mais fáceis, pois certamente obsessores prestam muita atenção nessas personalidades mais fracas, pessoas que tem maus sentimentos, pensamentos mesquinhos. invejosos, enfim, os que trazem vícios destruidores para dentro dos trabalhos.

Sempre é recomendado a seguinte maneira de  se por para sermos bons trabalhadores mediúnicos:

Em um dia de Gira devemos nos preparar antes mesmo de chegarmos no terreiro. Devemos seguir algumas recomendações, que certamente trará grande ajuda a nossa concentração e nosso trabalho, assim como essas descritas abaixo:

1º Devemos ter na consciência a alimentação, preferencialmente sem carnes vermelhas, ou muita quantidade de comida antes da Gira.

2º A limpeza de aura e corpo é essencial, podendo ser com um banho de ervas recomendada pelo Mentor da casa.

3º Evitar contatos íntimos 24 horas antes, e 24 horas após a Gira. 

4º Evitar debates e discursões. Se não tem algo de bom a falar, melhor coisa é o silêncio.

5º Manter, no caso de médiuns, suas roupas sempre limpas, a sujeira eleva as energias dos Kiumbas e Zombeteiros.

Já dentro do terreiro, evitar as conversas desnecessárias, conversa do dia a dia, reclamações, amarguras, amarguras alheias, ficar observando roupas de um ou de outro, comentários maldosos.

Tente buscar desde a sua entrada no terreiro captar as forças que ali existem, e que foram criadas pela luz intensa das Entidades divinas.

E para que consiga captar essas energias devemos sempre evitar as conversas desnecessárias, a introspecção, a observação de seus próprios pensamentos ao invés de ficar observando o comportamento alheio, pois mesmo que esses sejam seus irmãos de corrente, quem tem como obrigação de observar isso é o Zelador de Santo auxiliado pelo Pai e Mãe pequenos, e devem fazer essa observação para saber se esses irmãos estão trabalhando de acordo com a pretensão da casa, ou seja, do Terreiro e de suas Entidades de Luz.

É recomendado nesse momento de introspecção o médium ficar de olhos fechados, para que assim possa ir sentindo, não o que ocorre em sua volta de uma forma física, mas sim sentir as forças espirituais, que da mesma forma está também lhe rodeando.

Devemos estar relaxados o máximo possível, para que assim possamos expandir nossa aura em volta de nosso corpo, e assim a sensibilidade para outros planos seja muito mais facilitada.

Nesse momento já podemos tentar buscar um contato com nossas Entidades protetoras, ainda que sem incorporação, claro, e isso deve ser feito através de orações, e dessa forma essas Entidades chegarão até a Coroa do médium, para que fiquem bem próximas por todo tempo da Gira.

Devemos manter a corrente firme e dessa forma podermos usar as energias do terreiro com a finalidade de melhora dos dons que obtemos, porém muitos médiuns não são estimulados a essa troca de energia, e nem imaginam que essa maravilhosa força cedida pelos terreiros facilitam o intercâmbio entre o médium e o mundo astral que cobrem as casas de Umbanda e todas as Entidades de Luz que ali estão para trazer a paz, o amor e a caridade.

Ao iniciar se deve manter em estado de relaxamento mental, tentando buscar a essência de cada ponto cantado, tente levar para sua mente o que esses pontos dizem, pois eles tem como objetivo desviar a mente dos médiuns dos problemas que os envolvem no dia a dia, e assim fazer que se concentrem suas mentes nos rituais que virão a seguir, pois as letras dos pontos cantados nos induzem a imaginar imagens de Entidades, de lugares e situações que fortalecem a nossa fé e crenças, sendo assim nos dão a certeza de estarmos assistidos por nossos protetores espirituais, e com isso nossas mentes estarão sempre ocupadas com pensamentos e mentalizações positivas, evitando se deixar levar pelos problemas, pelo cotidiano, por pensamentos negativos.

Dessa forma sua mente estará trabalhando em favor das energias positivas que vão agir sobre a própria mente, o corpo físico, e logicamente sobre o estado psíquico. E isso acontecendo, certamente sua aura estará muito mais relaxada, expandida, e consequentemente mais propenso a sensibilidade, fazendo com que as incorporações se torne facilitadas, menos traumáticas e muito mais segura.

Com todo esse preparo para não quebrar a corrente, e com sua mente voltada a criação de imagens de teor positivo, e com a proteção das Entidades de Luz, que já captamos anteriormente, os espíritos sem luz, os obsessores, terão extrema dificuldade de adentrar na coroa do médium, tornando assim a Gira e a corrente extremamente segura.

O médium nunca deve se esquecer de ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e espírito, e saber que a Umbanda é uma prática que deve ser vivenciada no dia-a-dia, e não apenas no terreiro.

Uma das regras básicas da umbanda para se manter a corrente firme é que a mediunidade não deve ser vista ou vivenciada vaidosamente como um dom ou poder maior concedido ao médium, mas sim como um compromisso e uma oportunidade que lhe foi dada para resgate cármico e expiação de faltas pregressas antes mesmo da pessoa reencarnar. Por isso não deve ser encarada como um fardo ou como uma forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade valiosa para praticar o bem e a caridade.

Mediunidade é coisa séria e participar de uma corrente mediúnica, mais ainda, é preciso que entendam seus deveres e obrigações e faça cada um a sua parte, e que sejamos conscientes de que nem todos somos médiuns de incorporação, e não é porque não estamos trabalhando incorporados que não devemos ser atentos aos deveres que nos competem.

Finalizando, devemos ter a consciência de que se formos médiuns trabalhadores de uma casa, muitos consulentes ali estarão em busca de auxílio, e se não estivermos em condição de manter a corrente firme, esses consulente podem sair dali com mais cargas negativa do que quando chegaram, da mesma forma também nossos irmãos de corrente e logicamente nós mesmos.

Por esse motivo é tão importante um bom preparo antes das Giras, e mais importante ainda o controle emocional, o controlar sentimentos e vícios, o pensar e o agir dentro dos terreiros, antes e depois das Giras e Correntes.

Que Deus, Oxalá, todos os Orixás e todas as Entidades de Luz nos ajudem a manter firme a corrente, a Gira, a caridade. 

Amém!

Por: Carlos de Ogum

sábado, 29 de abril de 2017

Caboclos Curandeiros


Alguns Caboclos acumularam em suas encarnações conhecimentos sobre o uso de ervas no tratamento ou cura de doenças. São os Caboclos Curandeiros. 
São espíritos que quando encarnados tiveram contato direto com a natureza e sob intuição espiritual souberam desfrutar do legado criado por Oxalá e ao homem oferecido. Da mata, da floresta, da natureza, o Caboclo soube usufruir das folhas, sementes e frutos, para cuidar da saúde e fortalecer o homem para o dia-a-dia de trabalho, bem como para amenizar problemas de saúde ou até curar doenças dos membros de sua tribo. Aprenderam então a usufruir de ervas e de fontes naturais para beneficiar os outros e se tornaram os Curandeiros do grupo. Daí vem os Caboclos Curandeiros.

A Umbanda baseia-se no conceito de evolução através de aprendizados, sendo as doenças mais danosas e brutais à matéria um sinal de lição a ser passada, não somente pelo doente, mas também por outros que em vida o acompanham. 

Muitas e muitas curas acontecem e têm acontecido nos Terreiros, mas nem todos os casos podem ser resolvidos por completo. Porém, se por Oxalá for permitido, mesmo os casos gravíssimos ou ditos “terminais”, podem ser revertidos, talvez não curados, mas amenizados o suficiente para que o espírito encarnado tenha uma nova chance de entender a mensagem, assumir e corrigir erros, aprender, cumprir missões e viver. 
Por esse poder e responsabilidade as Entidades e Orixás​ que trabalham na cura merecem todo nosso respeito.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Exu

 
Exu foi representado no sincretismo católico, pelos negros africanos, por Santo Antônio, simplesmente por questões similares como a cor de ambos e governança: o número sete, os cemitérios, encruzas e sua personalidade forte.

Este orixá foi o que mais sofreu uma perseguição sistemática, pelos missionários catequizadores, sendo associado ao Diabo. Nesta mistura de mentiras, médiuns despreparados recebiam espíritos que se passavam por Exu, dizendo que era o Demônio, fazendo com que comerciantes inescrupulosos e ignorantes criassem uma imagem de Exu, cada vez mais distorcida e tenebrosa. Exu, sobre esta concepção, ganhou chifre, rabo e pata de animais.
 Verdade é que, a forma original de Exu é humana, ele tem dois braços, duas pernas, dois olhos e uma cabeça! Os espíritos que compõem a falange de Exu são espíritos como nós, contemporâneos até. Essa associação, indevida e maldosa, com o passar do tempo, foi caindo no gosto popular e na psique de pessoas mentalmente e espiritualmente doentes, que começaram a construir a visão irreal de que Exu é o Demônio. 
Diferente dos quiumbas, zombeteiros e outros espíritos oportunistas, que podem mistificar os trabalhos espirituais e se passarem por Exu, cada ser humano têm, pelo menos, um casal de Exus que influenciam permanentemente em seu destino.
Esclareçamos outro mito: independe do sexo e da sexualidade do médium a incorporação de um Pombo-gira ou Exu. Isto quer dizer que um médium homem jamais terá sua sexualidade transmutada ou interferida porque incorpora uma Pombo-gira e a recíproca é verdadeira. Estas "lendas" em nada conferem com a realidade da pura espiritualidade e, pelo contrário, distorcem ainda mais a verdade dos fatos.
Para que possamos explicitar melhor o que acabamos de compreender, confira as matérias que seguem á esta, onde médium e entidade trabalham para o melhor, indistinta e imparcialmente. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Umbanda; O que faz?

O que a Umbanda não faz? Esta é uma questão simples de ser respondida. A Umbanda não leva a vida de ninguém para trás. A Umbanda não aprisiona seus médiuns. A Umbanda não faz a maldade. A Umbanda não cultua o demônio. 

A Umbanda não propaga a discórdia e intrigas entres seus praticantes, entre terreiros e entre aqueles que procuram as Linhas de Trabalho umbandistas para curar os males de sua alma. Caso algum terreiro de Umbanda pratique algum dos atos descritos acima, não estamos nos referindo a um terreiro de Umbanda. Pode ser qualquer coisa, menos um terreiro de Umbanda.

A Umbanda edifica o ser humano. A Umbanda responde suas questões espirituais. A Umbanda prepara seus praticantes para serem homens de bem, seres humanos de respeito, honradez e honestidade. 

A Umbanda ensina a todos que a procuram a humildade, a caridade e o amor ao próximo. A prática dos rituais umbandistas são preparativos para a vida. Não há um só médium de Umbanda que não tenha em sua vida uma fonte de orgulho e alegria para sua existência atual e para a vida após a morte.

A Umbanda cria uma estrutura organizada para a manifestação dos espíritos em nosso plano material para agir em benefício da caridade. Cura as mais diversas doenças do espírito e dá sentido à vida e existência humana. Na religião Umbanda, encaramos frente-a-frente nossos divinos Orixás, que estão vivos dentro de nós e que se manifestam dentro do terreiro. No terreiro de Umbanda, a dona de casa se transforma no rei de Oió, Xangô. 

O morador de rua traz em terra o guerreiro de Olorum, nosso Pai Ogum. O mais importante homem transforma-se no mais humilde ser através do preto velho. 

A Umbanda nos ensina a sermos reis, a sermos guerreiros, a sermos executores da lei, a quebrarmos demandas, a curar doenças espirituais, a prestar consulta espiritual e a sermos pessoas melhores, pois incorporamos a valentia do caboclo, a sabedoria do preto velho, a alegria da criança, o equilíbrio do marinheiro, a vida campestre e simples do boiadeiro, a animação e o conceito de clã dos ciganos, o amor incondicional de Oxum, a fé de Oxalá. São incontáveis os benefícios da prática umbandista e não há como negá-los. 

O umbandista, o verdadeiro umbandista, que pratica os princípios do amor, da fé e da caridade e que incorpora não só as entidades, mas também seus conceitos e suas forças transforma-se de tal forma que seus familiares e seus amigos chegam a duvidar do poder da Umbanda. 

Aqueles que acompanham a transformação do médium umbandista podem achar que aquilo é só uma fachada e que a primeira pedra atirada revelará sua verdadeira identidade. Porém, o umbandista não possui duas faces. O umbandista é o que é e sua transformação espiritual revela algo duradouro e próspero incentivando seus semelhantes à mesma prática. A Umbanda transforma o umbandista em um exemplo a ser seguido e suas ações, um modelo de conduta para toda a sociedade. 

A Umbanda não é proselitista. Não obriga os necessitados a se converterem às correntes de Umbanda. Deixa esta decisão ao livre arbítrio daquele que conhece a religião. A Umbanda atende a ateus, católicos, judeus, protestantes. 

Com sua simplicidade de ritos e mensagens de alcance universal, a Umbanda abarca todos os tipos de pensamentos e se insere no seio das relações sociais sem atrapalhar os hábitos da população. Pelo contrário, a Umbanda realiza verdadeiro polimento dos hábitos de seus praticantes. 

Deseja ser um bom líder em sua empresa? Seja um excelente médium dentro de seu terreiro. Aprenda com o preto velho que cada um possui o seu lugar e cada um possui uma necessidade específica. Quer ser um atleta confiante e vencedor? Aprenda com o caboclo a resiliência e com Exu a vitalidade do ser. Deseja manifestar a alegria de forma pura e espiritualizada? Incorpore os conceitos da Linha de Trabalho das Crianças e seja feliz. 

Em uma gira de Umbanda, quando as pessoas necessitadas de auxílio espiritual são atendidas, o praticante da Lei de Umbanda mantém contato com suas próprias necessidades. Quantas vezes uma consulta espiritual não revela ao próprio médium suas dificuldades pessoais e ali, naquele momento, os guias lhe entregam um caminho viável para a solução de seus problemas? Inúmeras vezes. Quase sempre, diria eu. Não é à toa que a consulência traz aos médiuns umbandistas verdadeira escola da vida. 
A Umbanda ensina, a Umbanda cura, a Umbanda transforma pessoas para o bem. 

Em um terreiro de Umbanda só há lugar para a prática do bem. Em um terreiro de Umbanda só existe espaço para a luz de Deus, só há espaço para o poder dos Orixás e só há espaço para os ensinamentos das entidades. Todo e qualquer terreiro de Umbanda possui estes princípios como o norte das manifestações espirituais de seus praticantes. Se existe uma hierarquia é porque a espiritualidade a conduziu desta forma. 

O pai de santo é o médium iniciante que nunca desistiu. O iniciante é o futuro líder religioso que conduzirá as pessoas para o caminho da luz, para o caminho da vida espiritual. 

Nada levaremos daqui. Sequer uma moeda passará pelos portões do mundo pós vida. Só levaremos aquilo que edificamos em nosso espírito, que é imortal assim como é nosso Deus Olorum. 

Olorum, no alto de sua bondade, ofereceu aos seres humanos um caminho baseado na simplicidade da vida e que teve início em nosso herói anunciador, o Caboclo das Sete Encruzilhadas. 

Por: Adérito Simões

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Os Riscos Espirituais e Jurídicos da Incorporação em Casa


O QUE É INCORPORAÇÃO?

É o ato em que uma matéria (pessoa) recebe um espírito (bem ou mau intencionado) para que ambos (acoplados um ao outro) atuem no ambiente (seja para uma consulta, atendimento, orientação, descarrego, magia, proteção, etc). 

ONDE DEVE ACONTECER A INCORPORAÇÃO?

O terreiro ou ilê é o local adequado para este processo pois ali são depositados ferramentas (assentamentos, congá, tronqueiras, firmezas de Orixás, etc), são cantados pontos (rezas) específicos para abertura/fechamento de Jurema, defumação, outros. Ali está a presença de um dirigente (quem dirige) e sacerdote (quem zela) que são diretamente responsáveis por tudo que acontecer neste local (física, jurídica e espiritualmente). 

Podemos contar com a força dos atabaques através da Curimba, com uma equipe de Cambones que estão preparados para auxiliar os guias, etc. 

PORQUE NÃO POSSO INCORPORAR EM CASA?

A casa é o seu local de moradia, por mais que se tenha exu na porteira, aquela proteção é para sua moradia e não para trabalhos espirituais. Nenhum terreiro pode exercer suas atividades espirituais sem estar vinculado a uma federação espírita, pois é ela que regulamenta e defende os direitos e deveres dos seus interessados. 

Uma pessoa que incorpora em casa a sua entidade ou realiza trabalhos de magia para terceiros (um amigo, um vizinho, um parente) sem regulamentação pode ser denunciada pelo artigo 283 do código penal (charlatanismo) além de colocar em risco as pessoas que ali residem (risco de cargas, abertura de portais, fazer com que os espíritos venham ali entendendo que tendo um guia será local de trabalhos, etc).

Reservar um local para este rito além de respeitar o que a religião se propõe é garantir a proteção da doutrina, dos fundamentos e a segurança de seus frequentadores. É assumir que para este trabalho se precisa de uma equipe.

Um guia de luz quando tem recado para seu filho pode dar durante a sessão no terreiro. É muito cômodo acabar a sessão no terreiro (sob supervisão do dirigente) e o guia querer dar recados a ele ou a família em casa (longe do dirigente). 

É inegável que alguns trabalhos são necessários de serem feitos em casa, mas quando isso acontecer, tem que ser discutido com as regras do terreiro e federação que vocês são associados. A nossa religião não é "terra de ninguém" onde cada um faz o que quer. Existem ritos, regras e práticas que precisam ser seguidas.

Entre estes ritos estão fundamentos como: roupa branca, pontos cantados, banho de ervas, defumação, cruzamento de pemba, louvação a Exu, ponto riscado e outros itens que ativam as defesas da casa para inicio de trabalho mediúnico.

Outro artigo jurídico que pode ser enquadrado o médium em "exercício espiritual" sem regulamentação:

Art. 284 Exercer o curandeirismo:
I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;
II usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;
III fazendo diagnósticos.

O TERREIRO E A MINHA CASA SÃO NO MESMO LUGAR

Nesse caso o pai de santo toma os cuidados para separar as energias e fazer a firmeza de uma e de outra, mesmo assim é aconselhável reservar dias específicos para gira e não fazer com que a qualquer momento do dia ou da semana "desçam guias" para trabalhar. 

Imagina um churrasco na sua casa, todos bebendo e seu guia chegando para dar passe. Não tem o menor cabimento! O guia se é de luz respeita o momento das pessoas e dos lugares. Ele não vai te pegar na feira, na fila do banco ou durante o sexo com seu parceiro (a). A incorporação é m processo sério e qualquer coisa que fuja disso se aproxima muito mais a eguns do que a guia de luz. 

DIFERENÇA DO GUIA QUE VEM PARA CUIDAR DE MIM X DOS OUTROS

Em um caso de extrema urgência, é entendível que o guia tenha que ir cuidar da pessoa (um passe rápido para desobsessão), agora a consulta se é reservada ao terreiro. O próprio Zélio de Morais fundador da Umbanda preparou a casa do seu médium para se tornar um terreiro. 

Agora se o médium quer incorporar para dar atendimento, ele precisa estar afilado a uma federação espírita.Ele pode ser um terreiro de um médium só, mas a federação precisa saber que ali atende um  guia e que juridicamente qualquer coisa que der errado, qualquer denúncia que um vizinho queira fazer (sobre ficar incomodado com ato, barulho, etc) ele tem um órgão para fazer a denúncia e vice - versa, se este que gosta de incorporar em casa para dar atendimento precisar de alguém para zelar pelos seus direitos, a federação também intermediará esta relação. 

O GUIA VEM NA MINHA CASA DÁ CONTA DE TUDO

Parabéns! É sinal de que você não precisa mais estar vinculado a um terreiro. O guia que quer descer em casa e ditar as próprias regras está lhe dizendo que você não precisa mais fazer parte de um terreiro, que o que ele faz e prega é suficiente para dirigir a sua vida espiritual. 

Quando um guia começa a criticar as regras da casa que está vinculado, ele só tem 3 opções: A) Se adapta ; B) Muda de casa ou C) Orienta o seu filho a abrir a sua casa. 

EGO E INTERESSES PESSOAIS

O guia que dá consulta está junto de seus companheiros em uma corrente de trabalho (no ilê!). O guia que quer estar em casa dando consulta a seus amigos e familiares corre o risco de sucumbir ao ego e conflitos de interesses pessoais. Nossa religião não tem espaço para egos. Isso é maior que qualquer espírito e deve ser respeitado.      

TRABALHOS PARTICULARES EM CASA

Apenas médiuns autorizados a dar passes podem fazer trabalhos particulares em casas para limpezas. Médiuns em desenvolvimento se tivessem este poder, já seriam médiuns de passe. 

RISCOS ESPIRITUAIS DE TRABALHAR EM CASA SOZINHO

Pode pegar uma carga que ao invés de ajudar, pode atrapalhar ainda mais a vida das pessoas presentes.

Pode desrespeitar as regras da casa que você trabalha.

Pode incorporar um quiumba/egun se fazendo passar pelo seu guia.

Pode passar na frente do seu guia e dar recados que são mais dos seus interesses do que das pessoas.

Pode trazer para casa portais de acesso a outros espíritos, pois se eles entendem que ali é lugar de descer, vira-se um local para estes fins.

terça-feira, 25 de abril de 2017

9 sinais que a sua mediunidade é evoluída


Hippolyte Léon Denizard Rivail, também conhecido como Allan Kardec, foi um famoso professor, tradutor, pedagogo francês, responsável pela fundação da Doutrina Espírita, se dedicando profundamente aos estudos do plano espiritual, mediunidade e sensitividade. De acordo com Kardec, todos os seres humanos já nascem com uma determinada pré-disposição para a vidência e mediunidade, o que quer dizer que todos nós temos a oportunidade de desenvolver essas habilidades. Por vezes, essa influência é aparente em formas de “insights”, também conhecidos como intuição.


É muito importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se refere apenas àqueles que se identificarem. Caso você não seja uma dessas pessoas, não há necessidade para críticas, nem julgamentos. Assim como você acredita (ou não) em algo e deve ser respeitado, aqueles que acreditam em algo diferente de você também merecem.

E, foi pensando nas pessoas que acreditam e se interessam pelo assunto é que a redação da Fatos Desconhecidos selecionou uma listinha com 9 sinais que a sua mediunidade é evoluída. Nessa matéria nos referimos apenas à mediunidade sensitiva, que se trata de uma sensibilidade maior ao plano espiritual. Para Allan Kardec “todo indivíduo que sente num grau maior ou menor à presença ou influência do plano espiritual é possuidor de mediunidade sensitiva”. Se você tem alguma dúvida sobre ser ou não um médium sensitivo, confira os itens abaixo:

1 – Você sente ou já sentiu calafrios e arrepios de repente?

Os calafrios e arrepios são uma forma que o organismo possui para, tentar, esquentar rapidamente o organismo quando sentimos um frio repentino. Como se fosse o início de uma gripe. Caso você sinta calafrios e arrepios com uma certa frequência, isso pode indicar maior sensibilidade ao mundo espiritual.

2 – Você já teve a sensação de ouvir os pensamentos de outras pessoas?

Pode parecer uma sensação estranha e, por vezes, não escutamos realmente o pensamento das pessoas, apenas entramos em conexão com ela de uma maneira muito intensa, fazendo com que consigamos entender rapidamente sua linguagem corporal, “adivinhando” o a pessoa pensava. Agora, pessoas com a sensitividade bastante aguçada, podem, realmente, chegar a “escutar pensamentos.”

3 – Você tem a capacidade de captar os sentimentos das pessoas ao seu redor?

Assim como o item acima, conseguir sentir o que o outro está sentindo requer empatia. Uma pessoa empática é, naturalmente, uma pessoa com sensibilidade maior ao plano espiritual. Como consequência de um ser mais evoluído.

4 – Você sente, ou já sentiu, como se estivesse sendo observado mesmo quando não vê absolutamente nada?

Existem as mais variadas formas de mediunidade. Uma delas é ver, outra ouvir, outra emprestar seu corpo físico para que o espírito possa se comunicar, através de escrita e fala, por exemplo. Ter a sensação de que está sempre acompanhado pode ser mais do que apenas uma sensação.

5 – Você costuma acordar com o corpo pesado?

Acordar com o com o corpo pesado pode ser porque seu organismo está passando alguma dificuldade fisiológica ou, talvez, porque você está com uma aura carregada. Existe um campo eletromagnético que circunda todos os seres vivos. A aura é o campo magnético que está ao redor das pessoas. Essa aura pode ficar carregada de energias positivas ou negativas, depende de nossas ações e cuidados. Trata-se de um campo individual, se relaciona diretamente com a moral da pessoa.

6 – Você já teve ou costuma ter sonhos reais e verossímeis demais?

Nem sempre nossos sonhos querem dizer alguma coisa. Podem ser apenas uma válvula de escape para nosso cérebro. No caso da mediunidade, esses sonhos são um tanto constantes e aparentam ser o mais reais possíveis.

7 – Você sofre e toma as dores ao ver os animais sofrendo?

Assim como no item três, as pessoas empáticas possuem a capacidade de sentirem aquilo que o outro sente. E, não necessariamente, apenas com os humanos, com os animais também. Os animais são seres que estão em nossas vidas para nos ajudarem a sermos melhores e evoluirmos cada vez mais.

8 – Você tem mal-estar quando a lugares lotados?

No item cinco falamos sobre aura e energia. Pois bem, quando estamos em lugares lotados, as pessoas sensitivas são mais suscetíveis a receber essas energias, sejam elas positivas ou negativas. Normalmente, à noite, em festas, bares e afins, as energias tendem a ser negativas, o que não quer dizer ser uma regra.

9 – Você sente nervosismo ou tremedeiras do nada e sem motivos aparentes?

O nervosismo e a tremedeira podem se referir à sensibilidade de energias. Sejam elas vindas de indivíduos encarnados como de desencarnados. Por isso, é muito importante estar sempre em dia com as orações, pesamentos positivos e coração limpo. Dessa forma essas forças não serão capazes de lhe fazer mal.

Para uma resposta verdadeira sobre sua condição é necessário que você responda a todas essas perguntas com a maior sinceridade possível. Caso a maioria das resposta tenha sido positiva, saiba que há grandes possibilidades de você ser um médium sensitivo.

De uma forma geral, essas perguntas dizem bastante sobre a relação que você possui com o plano espiritual e à sensibilidade com os espíritos à sua volta. Além de poder confirmar se você tem uma mediunidade aguçada ou não. Caso tenha e esteja interessado em desenvolver suas habilidades, é aconselhável que busque um centro espírita.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Vida de Médium

A mediunidade é um dom do espírito. Com essa simples afirmação concluímos que a mediunidade é um sexto sentido em cada uma das pessoas que se manifesta. Essa manifestação acontece em um nível, em um ângulo de visão ou campo de atuação diferente para cada médium. Não dá pra comparar o desenvolvimento de uma ou outra pessoa. Não há regras absolutas. Pode acontecer devagarzinho, o médium se conscientizando aos poucos de sua missão e aceitando-a com Amor, iniciando assim sua caminhada de trabalho mediúnico, ou brutalmente, o que é mais comum. São as pessoas que vêm pela dor, pela necessidade.
Tem um jargão que diz: “A necessidade é mãe da criatividade.” E acrescento: é mãe da busca, da aceitação do inevitável, da conscientização. Os primeiros são os que vêm pelo Amor, os outros pela necessidade. Mas no fundo os dois necessitam exercitar esse dom divino.  E como dom do espírito, aquelas afirmações que cansamos de ouvir de que a mediunidade é punitiva caem por terra.
Como um dom divino, conquistado pelo espírito em sua caminhada evolutiva, pode ser uma punição?
Tenho conhecido médiuns de todo tipo. Tímidos, extrovertidos, amáveis, egoístas, dedicados, etc, etc, etc. A mediunidade não altera o caráter da pessoa, o que acontece é que a prática da mediunidade limpa, bem amparada, leva a pessoa à transformação, à mudança de comportamento.  Mas o caráter do médium é único, e se veio pra essa encarnação é porque em si algo podia ser melhorado. Alguns mestres espirituais já falaram que se a espiritualidade tivesse que esperar médiuns perfeitos não haveria religião baseada no contato extrafísico.
Somos imperfeitos, temos nossas necessidades carnais, nossos vícios e defeitos morais. Uns mais que outros, mas todos somos amparados pelo mesmo Criador, que nos vê igualmente como filhos, necessitados que somos de Seu amparo.  A mediunidade é sacerdócio. Somos sacerdotes de nosso templo interior. E a quem esse templo foi consagrado? Responda você mesmo!
O médium deve saber a quem consagrou seu templo, seu coração, pois a prática da religiosidade limpa ou a prática das intrigas que tanto atrapalham nosso meio, não só o umbandista, acontece em todo meio religioso.  O médium deve ter consciência que ele é o “homem de confiança” do consulente, homem não no sentido masculino da palavra, mas no sentido de ser humano. O consulente, ao procurar o médium para se consultar com o próprio ou com uma entidade incorporada, não o faz por outro motivo senão a necessidade. E aí está a importância do médium estar preparado: a presença do consulente, a chamada ‘assistência’. Esse é o verdadeiro motivo da prática mediúnica: a caridade. É poder atender nossos irmãos necessitados.
A mediunidade, vista com medo por alguns, em outros exerce um verdadeiro fascínio. O contato com o mundo espiritual, poder saber o futuro, ter um “poder”nas mãos. A clarividência, então, é objeto de desejo de muita gente. Quem nunca teve pelo menos curiosidade de saber como é a imagem de ‘seu’ Caboclo, ou de um Preto Velho? E os Exus e Pombagiras então? Esse é um poder muito relativo: quanto mais se conquista, mais se é cobrado. Cobrado por quem? Pela Lei, pela Justiça Divina? Num primeiro momento pela sua própria consciência, essa que está alojada em seu espírito imortal e não presa pela cadeia da matéria. O espírito livre pra pensar e caminhar conscientemente em direção ao Pai.
Atentem Srs., Sras. e Srtas. Médiuns! Não só os de Umbanda, mas todos que de alguma forma podem influenciar a vida das pessoas. Somos agentes de mudança de comportamento, agentes de transformação íntima das pessoas. Quando abrimos a boca para falar temos que ter na consciência que aquilo que verbalizaremos poderá mudar a vida da pessoa, positiva ou negativamente.
Para aqueles cuja mediunidade de vidência ou clarividência é ativa, o cuidado é ainda maior. Ouvimos sempre os dirigentes sérios orientando para que todos os médiuns se preparem para os trabalhos, tomem seu banho de defesa, acendam sua velinha para o anjo da guarda, etc. Mas, elemento importante da prática mediúnica, é o comportamento do médium. Imagine um cirurgião precisar beber uísque antes de exercer sua profissão. Você confiaria num dentista com sinais de embriaguez? Claro que não!

Se você estiver limpo, sua mediunidade será limpa, um bom canal, livre de interferências. No entanto, se estiver ligado aos canais do ódio, da inveja, da soberba, da fofoca, da preguiça, da teimosia, da vaidade, da traição, o que você espera canalizar? Jesus Cristo?

Muito cuidado com aquilo que você vê, ouve ou intui. Passe sempre pelo crivo das três peneiras: Verdade, Bondade e Necessidade.
Não seja disseminador de confusão. Não fale aquilo que não tem certeza ou daquilo que você não gostaria que falassem de você. Pense que poderá estar sendo instrumento apenas da ilusão. E, sendo iludido, iludirá também.
Diga não às fofocas e não deixe que suas observações pessoais sejam exteriorizadas durante as manifestações mediúnicas. Cuidado com o que você fala, pois a palavra tem poder de realização. E pode realizar tanto maravilhas quanto desgraças na vida das pessoas. Podem desfazer amizades de muito tempo e fechar portas que demorarão séculos para serem reabertas.

Transmita ânimo e coragem. Pregue através de seus atos. Não esqueça: seus atos são sempre observados.
E lembre-se:
PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDEIAS.
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS.
PESSOAS MESQUINHAS FALAM DAS OUTRAS PESSOAS.
 
Sucesso e muita saúde! 

Por: Adriano Camargo

domingo, 23 de abril de 2017

Hoje é dia de Ogum na Umbanda!



Saravá Ogum! Ogunhê!

Ogum, na Umbanda, representa uma das forças da natureza oriundas de Deus, que se manifesta na forma de energia ligada à perseverança, à coragem de vencer demandas, atuando na defesa de toda a natureza, sendo executor da Lei. Sua energia está em todos os lugares.

Por vir representado pelos seus falangeiros, como energia vibrante e enérgica, Ogum é símbolo de atividade, de trabalho, de vigor, de possibilidade de a criatura humana buscar na natureza os recursos para vencer suas fronteiras, físicas e espirituais, revitalizando ou descobrindo sua energia vital, às vezes, nem sempre conhecida pelo indivíduo.

Os pontos cantados para louvar Ogum trazem também essa energia, todos eles ressaltando suas qualidades de bravo guerreiro e vencedor de demandas. É comum vermos nos pontos cantados para Ogum a junção dos vários elementos da natureza sendo louvados quando invocamos seus falangeiros.

Quando o filho de fé invoca o Orixá Ogum, está invocando forças que o levem a lutar e vencer sobre as forças que o querem levar ao declínio, agindo a energia de Ogum como elemento revitalizador que possibilita sua ascensão, sua conquista ao fim desejado. Assim como Oxalá, Ogum também é força, é misericórdia, é socorro.

Ogum vibra sua energia nos Caminhos, nas entradas, sempre vigilante, aplicando a Lei Divina com rigidez e firmeza, conforme a atitude daquele que o leva a agir.


Os falangeiros de Ogum são representados por espíritos guerreiros, de soldados, daí também, advir o sincretismo desse Orixá com São Jorge, no Rio de Janeiro, comemorando-se seu dia em 23 de abril. Na verdade, compara-se Ogum a São Jorge pelas características desse Santo Guerreiro do catolicismo: São Jorge veste uma armadura de guerra e monta um cavalo branco. Utiliza a lança e a espada para vencer o dragão, que no caso de Ogum, traz o simbolismo de que através da sua coragem e destemor, sua energia é capaz de trazer a proteção necessária para o combate às forças do Astral Inferior, e o dragão representaria a alegoria de que as forças dos espíritos trevosos e obsessores não são capazes de vencer e derrubar seus filhos.

A força de Ogum é representada por sua espada, sua lança, seu escudo (“Ogum quando vem lá de Aruanda, traz uma espada, e uma lança na mão...”), e através do metal de sua espada, Ogum corta o mal e vence demanda do filho que a ele roga sua benção e proteção, mobilizando toda a sua energia para esse caminho.

Ogum atua com todos os elementos naturais, Ar, Fogo, Água, Terra e, por não ter elemento da natureza específico no qual estabelece sua vibração, Ogum atua em todos eles em conjunto com os demais Orixás, trazendo seus falangeiros características dessa vibração de Ogum com a vibração do Orixá que rege outro campo vibratório da Natureza.

Dessa forma encontramos os desdobramentos da energia do Orixá Ogum, sendo que os mais conhecidos são:

- Ogum Megê - Trabalha em harmonia com Omulu, na entrada da calunga pequena - cemitério.

- Ogum Rompe-Mato - Trabalha em harmonia completa com Oxossi, na entrada da Mata. Podendo ser cultuado tanto na terça-feira, dia de Ogum, quanto na quinta-feira, dia de Oxossi.

- Ogum Beira-mar - Trabalha na orla marítima em harmonia com Iansã e Iemanjá

- Ogum Iara - Trabalha na cachoeira em harmonia com Oxum

- Ogum de Lei - Trabalha com as Almas em harmonia com Xangô, Omulu, Oxum e Ogum Iara.
  
Não se pode deixar de citar, ainda, que dentro desses desdobramentos, encontram-se os desdobramentos destes chefes de linha, como no caso do Ogum Sete Ondas que vem a ser o desdobramento da vibração de Ogum Beira-Mar. E, por conseguinte, os desdobramentos do próprio Ogum Sete Ondas, em Ogum Sete Ondas do Fundo do Mar, da Beira da Praia etc.

Ogum é responsável pelos caminhos. Se Exu é aquele que abre caminhos, o faz em nome de Ogum, que estabelece a ligação entre os diferentes locais, determinando a atuação de Exu. Por isso mesmo, abrem-se as giras de Exu nos terreiros de Umbanda, pedindo licença à Ogum.

Esse tão valente protetor do nosso dia-a-dia, a quem sempre invocamos força para vencer nossas demandas, usando seu escudo para proteção contra toda energia ruim ou que pretenda atrasar nossos caminhos. Ogum, que sua luz, que sua energia revigorante e divina recaia sobre os filhos que crêem na tua força, com as bênçãos de nosso Pai Oxalá.

Ogunhê, Salve Ogum, Cavaleiro de Umbanda!

sábado, 22 de abril de 2017

Ogum; O Orixá e suas Falanges


Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular. 

Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo Ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonarão um processo violento e incontrolável. Se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou. 

Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados. Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. 

É muito mais paixão do que razão... Aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão, Aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte. 

Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o Deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas, ferreiros, barbeiros, tatuadores e hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. 

É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática. Tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na indústria automobilística, de computação e da aviação. Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas nas matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido. 

É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão. Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos. É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum... Em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois Deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado... Ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas . 

Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa. Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos. A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.

Ogum representa a eterna luta a favor da paz universal, a luta do espírito contra a matéria, a luta do ser humano para a sua purificação assim como acontece com o aço e o ferro quando são aquecidos e transformam-se em ferramentas cada vez melhores, assim é a luta de Ogum a favor do ser humano para que nos transformemos em pessoas melhores. Ogum, guerreiro da paz que vinte e quatros horas por dia nos defende dos ataques do mal , o mal do coração humano, o mal dos sentimentos negativos para com os nossos semelhantes, o mal praticado contra a mãe natureza.

Sua mensagem sempre é a de combater a guerra e levar a paz aos homens em qualquer canto onde haja desavenças. Ogum permite aos outros Orixás executarem o seu trabalho em harmonia com a ordem planetária. Pelas lutas de OGUM todos nós nos transformamos e renascemos melhores em espírito, e de renascimento em renascimento, de transformação em transformação, chegamos mais perto do Alfa, mais perto do mais que perfeito, mais perto da luz mais branca que o Universo pode conceber, pois foi concebido por ELE o nosso PAI CRIADOR DO INFINITO.

As legiões de Ogum são numerosas, e na verdade cada legião representa um quartel-general dos seus exércitos distribuídos pela natureza, por exemplo: Ogum Beira-Mar é um encanto, um poder energético que tem a função de controlar os locais aonde a terra encontra-se com o mar, as pedras encontram-se com os mares, as matas encontram-se com os mares. Nestes locais tem sempre um areal antes de chegar na praia, consequentemente nestes locais sempre existirá uma legião de Ogum Beira-Mar, legião esta que predomina em volta das águas antes de chegar na terra firme, ou antes de chegar dentro da mata, ou antes de chegar em cima das pedras.

Ogum Beira-Mar tem um irmão gêmeo, nas responsabilidades de predomínio de valores energéticos, pois a mata e a água estão intimamente ligados para dar sustentação a vida do planeta, e este irmão chama-se Ogum Rompe-Mato. Ogum Rompe-Mato atua na ligação da mata com a beira da praia, por este motivo dizemos que Rompe-Mato trabalha diretamente ligado com Beira-Mar.

Ainda temos Ogum Iara que atua nas ligações de água salgada e terra, e Ogum dos Rios que como o próprio nome diz atua nas regiões de água doce. Quando nós entramos para o mar, muda a dimensão de força e energia. é onde encontramos Ogum Sete-Ondas, Ogum Sete-Mares e etc..... é somente um pequeno exemplo dos poderes de Ogum.

Primeiro precisamos entender que quando falamos dos Oguns que baixam nos Templos de Umbanda rodando suas espadas no ar, não são o próprio Orixá Ogum, pois o Orixá não baixa na Umbanda, muito menos são Caboclos de Ogum, os caboclos de Ogum são índios que fazem cruzamento com este Orixá. O Povo de Ogum que baixa nos terreiros são espíritos de homens que foram ligados ao militarismo de alguma forma, estes espíritos por afinidades astrológicas e energéticas que trabalham nessa linha tratam-se de antigos Guerreiros Romanos, Gregos, Espartanos, Mouros, Gauleses, Bárbaros,Hititas, Egípcios, Malês, Sarracenos, Templários, Britânicos, Chefes Indígenas, Bedúinos,Persas, Macedônios, Chineses, Samurais, Babilônicos, enfim vários países e territórios.

São falangeiros de Ogum vibrando com a irradiação de outros Orixás que entregam uma característica cada um.

Ogum Matinata: É a linha mais pura de Ogum, sendo chamado por Ogum Guerreiro. Este falangeiro vibra originalmente na linha de Ogum sem cruzamentos. Defende os campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bastante comuns em colinas floridas. Não há muitos médiuns que conseguem tê-lo como Guia, pois é bastante difícil de incorporar. Suas cores são branca e vermelha, predominando mais o branco. Suas oferendas devem ser entregues em campos com muitas flores. Apesar de guardar as oferendas de Oxalá, não vibra diretamente com o mesmo.

Ogum Beira-Mar: É ligado as praias de Iemanjá, conhecido como o Sentinela de Maria. Talvez seja o mais conhecido, pois muitos trabalham com as entidades desta falange, um motivo é que todos filhos de Ogum tem uma ligação direta com Iemanjá e a entidade que faz a ligação entre Ogum e Iemanjá, é Seu Beira-Mar. Esse falangeiro toma conta das praias, onde há a arrebentação das ondas, é ele que encaminha os pedidos feitos a mãe Iemanjá, pois como bem sabemos Ogum mora no mar e é lá que Seu Beira-Mar trabalha. Quando está em terra as entidades desta linha são sempre retas, com uma postura bem ereta, de peito inflado. Sua cor vibratória é o Vermelho. Trabalha bem na beira doa mar, onde ele entrega os pedidos a Ogum Sete-Ondas que é um subordinado dele, depois esses pedidos são levados a Iemanjá. Ogum Beira-Mar, comanda muitas falanges como por exemplo: Ogum Sete-Ondas, Ogum Sete-Mares, Ogum Marinho entre outros.

Ogum de Lei (Ogum Delê): É intermediador de Ogum e Xangô. Suas cores cabalísticas são branco, vermelho e amarelo. Sua área de atuação é a entrada das pedreiras, pois nas pedras o intermediário de Ogum é, o "Ogum Guarda das Pedreiras". Quando o Orixá Ogum manifesta-se na defesa do reino de Xangô, encontramos o desdobramento chamado de Ogum de Lei, ou seja, combinação vibratória do Orixá Ogum com o Orixá Xangô. Em nível de necessidade nossa de terra (ou terreiro) é quando Ogum atua na execução de justiça. É o Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa através da ponderação, da estratégia.

Ogum Yara: Ligado a Ibeji e Oxum, trabalha nas nascentes dos rios. Ogum Iara, também escrito Ogum Yara, é uma falange do Orixá Ogum, bem conhecida, trabalha como intermediador com a linha das crianças, sua cor vibratória é o azul escuro. Alguns dizem ser da linha de Oxum, mas sua ligação é primordialmente com Ibeji. Trabalha na cachoeira e comanda Ogum Caiçara entre outros.

Ogum Malê ou Malei: Ogum ligado a Oxalá, patrono das entidades do Oriente e de Cura, cuida de todos espíritos dos médicos astrais. A falange chefiada por este espirito é muito difícil de ver em terra, pois são espíritos muitos sutis que o médium precisa estar muito puro para entrar em contato. O Povo Malei, foi um povo já extinto que vivia no deserto, parecido com os beduínos e até mesmo com os ciganos, eram nômades. O nome deste falangeiro provém de lá, pois os eguns que vibram nesta linha encarnaram em solos orientais, como a maiorias dos espíritos da linha de Oxalá. São ótimos tarefeiros da cura, trabalhando na segurança e proteção de ritos de cura, cirurgias espirituais. Guardam também os médicos astrais e os médiuns de cura. Sempre que se pode deve-se saudar esta linha nos ritos de cura, pois são eles os grandes guardas e defensores astrais.

Ogum Megê: Serventia de Obaluaê, regula os Exus, trabalha muitas vezes dentro da Calunguinha. É bem conhecido dentro dos caminhos da Umbanda. Até mesmo no candomblé essa nomenclatura é dada a uma qualidade do Orixá Ogum. O Senhor Megê trabalha na linha das Almas, isto é, fazendo um entrecruzamento com Obaluae, ele que comanda a energia de Ogum dentro da Calunguinha (Cemitério). Ogum Megê que é o disciplinador das Almas insubmissas. Aplicando da lei sagrada nessas Almas. É importante ressaltar que sua governança é dentro da Calunguinha, pois fora dela o comando é de Ogum de Ronda. Suas cores vibratórias são três, Branco, Vermelho e Preto. 

Ogum Rompe-Mato: Ligado a Oxóssi, cuida das entradas das matas e florestas. Senhor e comandante dos Caboclos de Ogum, Seu Rompe-Mato também é famoso. Suas falanges baixam em muitos terreiros. A maioria dos falangeiros de Ogum, se comportam de forma retida, costumam ficar parado num local, como se fosse um guarda de um palácio, mas os espíritos da falange de Seu Rompe-Mato é diferente, quase todos dançam e rodam o terreiro inteiro, alguns até bradam. Talvez pela afinidade com a linha dos caboclos. Ele é intermediário entre o Orixá Ogum e Oxóssi, por isso também usa como cor vibratória além do branco e vermelho, o verde-mata. Seu campo de atuação é a entrada das matas, onde Oxóssi governa, Ogum Rompe-Mato guarda, ele está sempre na entrada de uma trilha, guardando os espíritos que lá habitam. Não devemos confundir o Ogum Rompe-Mato com o Caboclo Rompe-Mato, um é o intermediador de Ogum e Oxóssi, já o Caboclo, é um espírito que trabalha na linha de Ogum, e faz sua entrega pra Oxóssi, um é falangeiro, outro é um Guia. Apesar de estas suas entidades trabalharem muito próximas, o médium normalmente que trabalha com um normalmente também trabalha com outro, porém em graus diferentes.

Ogum Sete-Espadas: Ligado a energia pura de Ogum, vibra com Ogum Matinata, usa uma espada na mão e outras seis cruzadas na capa, Usa vermelho e prata. Ogum 7 Espadas é um falangeiro do Orixa Ogum que baixa nos terreiros de umbanda sempre disposto a proteger seus filhos contra o mal com suas espadas. Enviado de ogum , ou seja, um falangeiro de seu exército, àquele que vem sobre a qualidade de um 7 espadas defende 7 degraus de evolução na Lei da Guerra. Assim como os Xangôs 7 pedreiras ou o Caboclo 7 Flechas. Eles são os guardiões dos mistérios de seus domínios, porque vêm na Umbanda com uma irradiação pura do seu Orixá de origem.

Ogum Sete-Ondas: Vibra com Ogum Beira-Mar, trabalha nas ondas do mar,ligado a Iemanjá. É o responsável por entregar as oferendas a Iemanjá, ele vem logo após a Ogum Beira-Mar, ou seja, se oferta algo a Iemanjá, Ogum autoriza a Ogum Beira-Mar a receber, e Ogum Beira-Mar faz a entrega a Ogum 7 Ondas para que esse entregue aos braços da linda Iemanjá. Caso Ogum não autorize, seus pedidos e sua oferenda não vão chegar a Iemanjá, e por esse motivo alguns pedidos feitos a ela não são realizados.

Ogum das Pedreiras: Guarda as pedreiras de Xangô de armadura dourada e penas marrons, vibra com Ogum de Lei quase não se desloca, grande executor não aceita ordens. 

Ogum Caiçara: Vibra com Ogum Yara, usa Vermelho e Azul bebê, se desloca pelo templo, cuida do fundo da foz dos Rios. 

Ogum do Oriente: Vibra com Ogum Malê, coms ligações arábes traz um turbante, vibra com as cores vemelho, branco e dourado. 

Ogum de Ronda: Trabalha com Ogum Megê, trabalha nas entradas da Calunguinha, corre sua ronda a Meia-Noite. Usa Preto, Vermelho e Verde. Trás cruz de Malta no peito. 

Ogum das Matas: Usa Verde e Branco, são espíritos Indígenas, usam espadas e bradam muito. 

Ogum Naruê: Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar valor”. Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe Existem outras falanges, como Ogum Nagô, Ogum Naruê, Ogum Malei, que também atuam fortemente na vibração da esquerda, são Oguns que tem como grande poder o feitiço e o exímio conhecimento da Quimbanda, raramente se manifestam, atuando somente nos bastidores.

Ogum Sete-Lanças: Ligado a Ogum Matinata e Sete-Espadas usa vermelho apenas,  roda cruzando o terreiro. 

Ogum Sete-Mares: Ligado a Ogum Beira-Mar e Ogum Sete-Ondas, cuida dos Mares usa azul bem escuro e vermelho. 

Ogum de Ouro: Trabalha com Ogum de Lei e Ogum das Pedreiras, Usa Vermelho e Amarelo. Vibra com Iansã. 

Ogum Menino: Vem com Ogum Yara e Ogum Caiçara trabalha nos lajeados e barrado de corais. Usa Vermelho e Azul. 

Ogum da Lua: vibra com Ogum Malê e Ogum do Oriente, trabalha nas vibrações lunares, nos campos abertos do Humaitá. Usa Vermelho e branco. 

Ogum Xoroquê: Trabalha com Ogum Megê e Ogum de Ronda vibra muito com Exu, ligado a Obaluaê também. Usa Preto, Vermelho e Branco.  Sem dúvidas é dentro do Povo de Ogum a entidade que mais chama atenção, por ser dúbia, ter dois lados, um lado ser Ogum e do outro ser Exu. Esta forma quer dizer não que o orixá tem duas faces e sim que trabalha em dois pólos energéticos tanto positivo como negativo. Divindade masculina, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. 

Ogum dos Rios: Trabalha com Ogum Rompe-Mato e Ogum das Matas usa verde Água e vermelho apesar do nome trabalha nas Pontes. 

Além desses ainda existem outros Oguns: Ogum da Estrada (Trabalha na estrada), Ogum Rompe Folha (Trabalha na Mata) Ogum Bandeira (Trabalha no Humaitá), Ogum Gererê (Ligado a Xangô).


Referências. Léo Del Pezzo / Norberto Peixoto