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quarta-feira, 31 de maio de 2017


terça-feira, 30 de maio de 2017

“Defuma com as ervas da Jurema…”

Entoando o cântico da Jurema, o aparentemente simples carvão em brasa se torna elemento-veículo para que as ervas secas – material já transformado – novamente entre em ritmo de transformação, desta vez se fundindo e liberando no elemento eólico (ar) suas qualidades curativas e equilibradoras, profiláticas e limpadoras dos campos astrais mais sutis, mais externos e dissolvedoras dos acúmulos de organismos insensíveis ao elemento aquático.
Essa cena é muito comum nas casas umbandistas. Normalmente, os trabalhos de caridade são precedidos de uma boa defumação. Ela prepara o ambiente, o astral dos médiuns, e há quem possa ver o movimento no Astral espiritual e que confirme todos os espíritos que irão trabalhar na sessão daquele dia, se defumam também na contraparte etérica, e além de se defumar, guardam em dispositivos armazenadores astrais, uma boa parte das essências vegetais-eólicas, para posterior uso durante os passes.
Tão antigo quanto os banhos, as defumações aliam dois elementos importantes no trato com as ervas: o fogo e o ar.  O elemento vegetal não combina com o fogo. O fogo é elemento oposto ao vegetal. Essa afirmação é verdadeira quando falamos do vegetal in natura, a erva fresca.  Como já dissemos, a erva fresca tem uma grande concentração de água. Em verdade, é esse o componente oposto ao fogo, a água contida no vegetal.
Já dissemos anteriormente que a erva seca passou por uma transformação, pois do seu organismo material foi retirado a água. Isso faz com que a erva, já seca, possa fundir-se ao elemento ígneo assim resultando em um sub-elemento importantíssimo: a fumaça (ar).
O ar é o segundo elemento mais importante por onde a energia vegetal se propaga. O ar é o expansor dessa força viva. Por ele, propagam-se os aromas e as essências vibratórias vegetais.
Preparar uma defumação pode parecer tarefa para poucos, mas não é não. Você vai precisar de carvão, esse usado para churrasco mesmo; um pouco de álcool de boa qualidade, ou álcool em gel, preferencialmente que não contenha mais água que álcool; e um incensário, também chamado de turíbulo, de qualquer material, ou melhor e mais barato ainda, aquela latinha de chocolate em pó que sobrou.

Preparação das ervas
As ervas já devem estar separadas na quantidade necessária para a defumação, ou seja, um punhado de cada ou mais, dependendo do tamanho do lugar a ser defumado e do número de pessoas presentes. O número de ervas a ser utilizado depende da finalidade da defumação. Um preparo limpador de ambientes e de pessoas sempre deve ter número ímpar de ervas; por se tratar de desfazer algo, o ímpar é o número da desagregação. Um preparo harmonizador e equilibrador pode ter número ímpar ou par. Um preparo atrator de sentimentos, prosperidade, energético, deve ter sempre número par. Siga sua intuição, ela é sua melhor orientação.
Ao separar as ervas, coloque-as em recipiente próprio, que pode ser uma pequena bacia, um pote plástico, enfim o que você tiver à mão. Misture-as com as mãos e vá mentalizando aquilo que você quer que ela (a defumação) realize. Sinta a erva em suas mãos e deixe as energias vegetais envolvê-lo. Faça a reza para acordar a erva seca e a reza ativadora do fogo. Para defumações de limpeza e descarga de ambientes, sempre caminhar com a fumaça de dentro para fora da casa, ou seja, dos fundos da casa em direção à porta de saída, passando por todos as dependências. Deixando o incensário, se possível do lado de fora.
Se for apartamento ou algum lugar onde não possa proceder dessa forma, deixe dentro mesmo. Não é esse ato que irá mudar a ação, é seu comportamento espiritual de Amor e Bom Senso. Se o objetivo da fumaçada é abrir os caminhos, harmonizar e equilibrar os ambientes, energizar o local e as pessoas, faça o contrário: defume da porta de entrada em direção ao fundo da casa, passando por todos os cômodos. Coloque as ervas sobre o carvão e defume.
Se quiser, cante pontos de Jurema ou reze durante a defumação, pedindo tudo aquilo que é o objetivo da magia. Sempre me perguntam sobre os incensos e defumadores comerciais e mesmo os artesanais. Você pode usá-los sem problemas, mas eu recomendo que sinta primeiro o uso do produto pronto e daquele que você mesmo vai preparar. Veja com qual você percebe o melhor resultado. Isso é muito pessoal. Faça a ativação do incenso ou defumador em tablete, da mesma forma que faria da defumação preparada por você.
Ao acendê-lo, mentalize uma aura energética que pode ser verde, dourada, azulada ou cor de rosa, em volta do incenso e deixe sua fumaça carregar essa aura por onde se expandir.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ciganos na Umbanda

São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.
Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes, pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.
Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.
Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e, tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.
Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.
É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.
Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.
Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.
Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.
Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.
Salve o Povo Cigano!

domingo, 28 de maio de 2017

Saúde e Energias do Médium

Todo e qualquer trabalho mediúnico e energético dependem, também, do corpo físico, das energias do corpo físico e, portanto, depende diretamente do estado de saúde do médium que realizará o trabalho, o qual depende e, ao mesmo tempo, interfere no seu estado mental e emocional.

Toda doença física é a materialização de um desequilíbrio psíquico e/ou energético prévio.

E quando este desequilíbrio se materializa no corpo físico, é porque já estava “encubado” nos outros corpos energéticos há mais tempo e passou desapercebido á todos.

O transe mediúnico e o trabalho mediúnico, seja de que tipo for, em geral exige um esforço também físico por parte do médium, o qual consome uma porção de suas energias para se realizar.

Se ele já estiver energeticamente debilitado por uma doença física, se não estiver com as suas energias equilibradas, pode ficar desvitalizado e, conseqüentemente, piorar ainda mais o seu estado físico, já que a captação e a rearmonização das energias, depois de um trabalho, também exigem boas condições mentais e emocionais para acontecerem, o que o médium não terá se não estiver se sentindo bem.

E, sem fazer essa captação de forma eficiente, poderá sair do trabalho em pior estado do que quando entrou, por isso é que se recomenda que o médium não trabalhe quando estiver doente, preservando-o de um desgaste ainda maior, pelo menos aqui em nossa casa agimos desta forma.

Além disso, como a condição física sempre interage intimamente com as condições mentais, emocionais e espirituais do médium, evitando que ele trabalhe quando está doente, evitamos também que alguma energia desequilibrada passe para as pessoas ou entidades á serem atendidas, o que poderia causar mais perturbação do que benefícios e evitamos, também, que o médium, em vez de doar, “roube”, inconscientemente, energias do consulente.

Como a espiritualidade explica: “desde que o médium se encontre enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projetará algo de suas próprias condições físicas e orgânicas sobre os consulentes á que tiver contato e que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória é o que chamamos de “psicofísica”.

"Entre o médium doente e o paciente mais vitalizado, a lei  do mundo “astral” transforma o primeiro num vampirizador das forças magnéticas que, porventura, sobram no segundo, ou seja, inverte-se o fenômeno.

Em vez de o médium transmitir fluídos terapêuticos ou vitalizantes, ele termina imantando para sí as energias alheias, em benefício do seu próprio equilíbrio vital.”

Nestes casos, o médium deve ser capaz de reconhecer  através de seu bom senso e humildade, que não tem condições de trabalhar e o dirigente responsável pelo trabalho deve ter também o bom senso de não exigir desse médium o sacrifício, pedindo que trabalhe mesmo assim.

Isso não significa que qualquer dor de cabeça ou unha encravada no pé possa ser usada como desculpa para não se trabalhar, estou falando de problemas de saúde que realmente estejam debilitando e limitando o médium em sua capacidade de concentração, atenção e doação e em seu vigor físico, e não de qualquer leve indisposição ou mesmo preguiça, á que todos estamos sujeitos no dia a dia muitas vezes agitado que levamos.

Medicamentos:

Assim como os alimentos, os medicamentos também têm energias próprias, que interagem diretamente com as energias físicas e extrafísicas de quem os consomem.

Há medicamentos que, por sua ação mais intensa sobre o sistema nervoso, interferem diretamente sobre as energias do duplo etérico e da aura, interferindo também na sensibilidade mediúnica.

Anestésicos, calmantes, excitantes, antidepressivos, etc. são substâncias que têm ação direta sobre o sistema nervoso e interferem não só nas energias físicas e espirituais, como também na consciência e na lucidez, afetando muito a capacidade de concentração e a atenção do médium quando em trabalho.

No entanto, o médium que esteja fazendo tratamento com alguma dessas substâncias não precisa ser afastado do trabalho, até para que o afastamento não venha a complicar ainda mais as condições que o levaram a precisar desse tipo de medicamento.

Como sempre oriento aqui em nossa casa, todo e qualquer medicamento de uso contínuo não precisa ser evitado para que haja um bom cumprimento mediúnico, afinal o astral sempre respeitará esta necessidade orgânica e jamais interferirá nisso.

O mais indicado é que o médium seja “remanejado”, ou seja, que ele não atue mediunicamente ou nos passes, pelo menos por um tempo, mas compareça aos cultos normalmente e desempenhe outras funções durante o período em que estiver utilizando estas substâncias de forma mais intensa ou mesmo que fique na assistência do terreiro.

Não basta cuidar da mediunidade, é preciso cuidar do médium, da pessoa, do seu reequilíbrio, e não podemos ignorar que é no kit pensamento/emoção que se assenta a mediunidade.”

É importante ter em mente que o médium é um ser encarnado como qualquer um de nós, e não um super-homem.

Por isso, está sujeito aos mesmos problemas e perturbações que as outras pessoas e o fato de adoecer ou precisar de ajuda profissional ou medicamentos não é declínio para ele, nem como pessoa, nem como médium.

É preciso tratarmos os médiuns como seres humanos, imperfeitos também, sujeitos a altos e baixos, mas tentando acertar, tentando crescer e melhorar, como todo mundo.

É importante não pensarmos que médiuns não erram, não se enganam, não falham, não fracassam, não fraquejam.

Não se deve exigir deles mais do que exigimos de nós mesmos, pois eles não são criaturas especiais, dotadas de poderes e forças sobre humanas.

São apenas seres humanos.

Por: Pai Mario de Ogum

sábado, 27 de maio de 2017

12 tipos de Mediunidades presentes na Umbanda


1 – Psicografia

A primeira menção sobre psicografia dentro da Umbanda é de Rubens Saraceni. Com mais de 50 obras o sacerdote divide seus livros entre os que fundamentam a Umbanda em seus diversos aspectos e os romances psicografados.

Rubens iniciou um processo que ia na contramão do que se considerava “correto”. Hoje, é fácil encontrar obras de diversos autores umbandistas que psicografam romances mediúnicos, porém, nem sempre eles foram bem aceitos.

Em entrevista com a Revista Sexto Sentido, Pai Rubens Saraceni contou que quando deu início a prática de psicografar na Umbanda recebeu diversas críticas, inclusive de irmãos kardecistas, porém respondeu a elas dizendo “Médium é médium, seja de Umbanda, Candomblé ou Espiritismo, não importa a doutrina que ele siga. Eu mostrei que o dom da pessoa independe da formação religiosa e que tendo o dom, ela canaliza o que o astral quer“.

2 –  Psicometria

Pode ser entendida como a mediunidade que possibilita que o médium obtenha informações sobre a história do objeto em questão. A edição 47, da Revista Cristã do Espiritismo publicou um artigo sobre o termo, contando que o seu surgimento se deu em 1849 pelo médico norte-americano J. Rhodes Buchanan.

No texto Érika Silveira descreve a psicometria (pela visão do médico) como o método de estudo que consistia em apresentar aos pacientes objetos pertencentes ao presente ou passado de uma pessoa. “Os sonâmbulos passavam a descrever cenas relativas às épocas de existência do objeto e até mesmo o próprio caráter da pessoa a quem pertencia o objeto psicometrado” descreve Érica.

Depois disso estudiosos espíritas também se empenharam em se aprofundar no estudo desse fenômeno.

Pai Alexandre Cumino descreve no livro Médium – Incorporação não é Possessão essa projeção como “a leitura do registro astral e temporal que fica em cada objeto revelando seu histórico.”

3 – Psicofonia

Nessa modalidade o espírito se comunica por meio da fala do médium transmitindo sua mensagem. Um caso que gerou polêmica e ficou conhecido em todo o país, foi o do deputado Luiz Carlos Bassuma, que durante uma sessão solene diz ter recebido a mensagem de um espírito.  Clique aqui e assista.

4 – Xenoglossia

Resumidamente, a xenoglossia pode ser tipificada como a capacidade que o médium desenvolve de falar em línguas que nunca aprendeu ou sequer teve contato.

5 – Clariaudiência

Ouvir a voz do espírito. Pai Rodrigo Queiroz fala sobre esse dom no curso Mediunidade na Umbanda “a clauriaudiência é a capacidade de ouvir os espíritos ao vivo, você não ouve espírito no passado, nem no futuro e também não ouve coisas acontecendo fora do lugar, não tem premonidiência, nem nada disso, tem clariaudiência, que é quando um guia espiritual se aproxima de você, fala e você escuta. Escuta assim como está me escutando, isso sim é clariaudiência.”

6 e 7 –  Clariolfativo e Clarigustativo

Dom de sentir aromas e/ou gostos presentes no mundo espiritual, ou seja, que não estão materializados nesse plano.

8 – Clarividência

Esse fenômeno ocorre quando o médium consegue ter a visão do mundo astral. É uma mediunidade mais difícil de se encontrar, e às vezes há também uma confusão entre a pessoa que possui clarividência e aquele que vê “vultos” esporadicamente.

O clarividente manifesta o dom a qualquer momento, basta que esteja concentrado. Isso acontece principalmente quando a pessoa está no terreiro, o mesmo processo que ocorre a incorporação no médium.

9 –   Vidência

Nessa modalidade de mediunidade encontramos o médium que consegue conceber imagens de fatos e cenas que existem/existiram em algum lugar.

Pai Rodrigo Queiroz também explica isso no curso de Mediunidade “A vidência é quando a pessoa abre uma visão e às vezes abre-se uma tela na frente dela, semelhante a um computador, abre essa tela/janela e ela consegue enxergar uma cena e/ou situação. Um indivíduo em outro ambiente, lugar ou tempo e traduz isso, isso é vidência.”  

10 – Pictografia

Conhecido como pintura mediúnica a pictografia é o dom de pintar e produzir arte conduzido pelo espírito. Nesse ato, a entidade toma as funções motoras do médium desenvolvendo a pintura como forma de manifestação.

11 – Inspiração ou irradiação

Consiste em “escutar” mentalmente ou intuir algo, mas é importante ressaltar que difere da clariaudiência, pois nessa modalidade, como já dito, o médium escuta claramente a voz do espírito, podendo até identificar e discernir o timbre da voz de seu mentor. A inspiração é algo mais sutil.


12 – Projeção astral

Nesse tipo de mediunidade o perispírito ou a alma da pessoa se projeta para fora do corpo realizando a famosa viagem astral.

Esse desdobramento ocorre quando o espírito da pessoa tem alguma tarefa no astral e se “desliga” temporariamente do seu corpo físico para executa-la.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

No que a Umbanda Acredita?


Não é a intenção desse texto restringir a Umbanda a crenças particulares, mas sim levar ao conhecimento de todos, Umbandistas ou não, os fundamentos básicos existentes nas mais variadas formas de se ritualizar a Umbanda. Aqui iremos discorrer sobre conceitos que permeiam a religião e que estão intrinsecamente ligado aos seus fundamentos.

Somos reencarnacionistas

Acreditamos que mesmo após a morte do corpo físico nesse plano, nosso espírito continua vivo e pode voltar a encarnar em algum outro momento.

Somos espíritos que encarnamos e reencarnamos muitas vezes e em diversas culturas. Em uma vida você foi branco, negro, brasileiro, europeu, americano, foi índio em determinada tradição e isso está ali na palavra do Caboclo das Sete Encruzilhadas do dia 15 de Novembro de 1908:

“Se é preciso que eu tenha um nome, me chame Caboclo das Sete Encruzilhadas. O que você está vendo são reminiscências de outra vida em que eu fui Frei Gabriel de Malagrida, que fui queimado na Santa Inquisição por haver previsto o terremoto de Lisboa.”

Caboclo das 7 Encruzilhadas

Somos reencarnacionista na base do discurso do Caboclo.

Mediunidade 

A Umbanda é uma religião mediúnica, ou seja, entendemos que a comunicação com outros planos se dá por meio de sentidos sensoriais ao qual considera-se que todo mundo possua. Esses sentidos podem ser vividos de diversas formas como a psicografia, a psicometria, a clarividência, vidência dentre outras, sendo a mais comum aos terreiros de Umbanda a mediunidade de incorporação.

Manifestação dos Espíritos

Consideramos a mediunidade um precedente na religião e nessa comunicação contemplamos a presença dos guias espirituais – espíritos humanos que atuam na Umbanda por amor e têm como propósito a promoção do bem e da caridade espiritual.
De Caboclo à Pombagira na Umbanda, só se pratica único e exclusivamente o bem.
  

A Umbanda tem bíblia?

Não faz parte do rito umbandista a crença em uma escritura sagrada. O sagrado para a Umbanda está na Criação. A natureza é o sagrado.. os animais, as pedras, as águas, as matas, o espaço, nós somos o sagrado. É no convívio e no respeito com a criação que aprendemos o que norteia nossos princípios, porém, não temos uma cartilha descrevendo como fazer isso.


Religião sem dogmas

Não temos um livro sagrado e tampouco dogmas ou regras de comportamento a se seguir. A Umbanda é uma religião de liberdade e isso pode ser visto, no simples fato de cada terreiro ter e desenvolver seu trabalho espiritual resguardando-se em suas particularidades. Cada terreiro assim como cada gira são únicos, toda visita a uma casa de Umbanda é uma nova experiência, que não se repete e nem se iguala as outras manifestações.

Mas atenção:: não ter dogmas não significa que nessa estrutura não exista fundamentos e princípios que dão sentido a religião, mas sim que o que orienta (além dos seus ritos) a prática umbandista são regras claras e básicas de bom senso, de respeito ao próximo, de lucidez, de zelo à saúde mental, emocional, espiritual e física de nós mesmos e ainda a vida plena pautada nos princípios do amor em todas nossas ações e conduta.

Temos nossos próprios ritos, mas não vivemos engessados em regras comportamentais e ditatórias, “a moralidade que você mostra é mais importante do que a ética que você tem”.

A liberdade é o dogma mais difícil a se seguir
Pai Rodrigo Queiroz


Único Deus

A Umbanda é uma religião monoteísta, depositamos nosso culto e reverência a apenas um Deus que pode ser chamado de nomes diferentes dependendo do terreiro, mas que sempre será representado por uma só manifestação.

Um dos nomes mais comuns são Olorum, em outras vertentes pode-se encontrar Tupã, Zambi ou Olodumarê, por isso para o Umbandista Deus é o Divino Criador, a grande Consciência Cósmica que dá origem a tudo e a todos e está em tudo e em todos, inclusive nos Orixás e em nós.


Orixás

Na Umbanda também presta-se o culto aos Orixás, que de uma maneira muito simplificada são as qualidades de Deus individualizadas e manifestadas por meio dessas divindades. Os Orixás cultuados na Umbanda não são os cultuados no Candomblé ou nas religiões africanas, partilhamos de nomes, humanizações e simbolismos dos considerados Deuses Orixás do panteão africano, entretanto, para nós Ogum, Iansã, Oxóssi, Xangô…dentre outros são, cada um deles, um aspecto de Deus e não O Deus maior.


Sincretismo

Como dito anteriormente as divindades/Orixás como a essência de Deus manifestam as qualidades individualizadas do Criador e é por isso que quando pedimos por justiça por exemplo, rezamos a Xangô.

A energia que advém dele é diferente dos outros Orixás e suas vibrações trabalham no sentido do equilíbrio da vida, porém, todas essas vibrações têm origem na essência divina do criador, portanto são em si uma das “faces” de Deus.

O mesmo acontece em outras culturas e religiões que possuem diferentes representações para cada qualidade de Deus.

Por isso, a mesma divindade e/ou qualidade ao qual nós chamamos de Oxum vai se manifestar quando o católico ou o umbandista clama pelo amor que irradia de Deus. A benção pode ser solicitada em frente a uma imagem de Maria ou apenas diante de uma vela, mas a vibração sentida é a do mistério, que corresponde ao amor que emana de Deus e que para nós é Mamãe Oxum.

Entendemos Deus como único e presente em todas as manifestações de fé, porém, cada uma delas vai personificar essas manifestações de uma forma.


Jesus na Umbanda 

Na Umbanda, mais precisamente na vertente que adota os estudos de Pai Rubens Saraceni, Jesus é uma divindade fatorada (recebeu de um Orixá a sua qualidade divina) por Oxalá. E assim podemos dizer que Cristo histórico é um filho de Oxalá.

Jesus na Umbanda é a luz solar, é a moral, o norte comportamental, a história de vida em qual nós podemos nos espelhar. São as manifestações de amor de Jesus que nos interessa e por isso que na grande maioria dos terreiros ele está representado de braços abertos e no lugar mais alto do Congá.

É a fé – mistério dessa manifestação – que justifica a existência de tudo. A partir do momento que você deposita fé em algo ela se torna realidade, por isso, dentro dessa hierarquia o mistério (fé) que a representação de Jesus emana está no alto e em primeiro lugar também nas 7 linhas de Umbanda.

Jesus portanto não é um ser humano que encarnou e reencarnou diversas vezes até atingir esse grau de evolução, como acreditam algumas crenças espíritas, mas uma divindade que se humanizou para usufruir da vida em terra.

Não é Oxalá Maior, mas um ser de outra natureza e realidade que se materializou e veio a esse plano e este sim podemos dizer que em missão, de trazer seus ensinamentos e legado ao qual a Umbanda reconhece e reverência.

Umbanda é religião, inclusive por excelência A religião brasileira e sendo assim só pode praticar e disseminar o bem, o contrário disso NÃO é Umbanda.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Dança Cigana


A dança cigana é mágica, é ela que reflete a alegria de um povo, que faz fluir a mais bela e elevada vibração energética e ainda traz consigo mistérios através dos passos e dos movimentos e instrumentos. .  

DANÇA DO LEQUE:  Dança do elemento ar que representa o amor, a sensualidade e a limpeza, representa sedução, romantismo e poder. O leque passeia há séculos nas mãos das mulheres, mas seu uso prático pouco tem a ver com os aspectos valorizados pela cigana ao dançar. Da maneira que se abre pode representar as fases da lua e da mulher, seus reais desejos ou apenas o que quiser demonstrar; é um poderoso instrumento de limpeza energética, magia para a cura e sedução. Sendo assim, está constantemente nas mãos espertas de uma cigana, atraindo a atenção para seu mistério e poder. O leque é mais característico nas danças “kalóns”, mas pelo seu encanto as mulheres que gostam, usam-no sempre que podem na sua dança.

DANÇA DA ROSA: Elemento terra. Representa o amor, a beleza, a conquista, sedução e a sensualidade. A rosa é a beleza interior e a beleza exterior. A rosa vermelha na boca que os ciganos costumam levar em suas danças – presa entre os dentes – levam para presentear a mulher que está envolvida na dança. As alianças para os ciganos são simbolizadas por duas rosas vermelhas, em seus casamentos.

DANÇA DAS FITAS COLORIDAS: Elemento água representa as lágrimas de alegria e tristeza derrubadas pelo povo Cigano. Não o lamento, mas também a comemoração. Representa a limpeza, alegria e infantilidade. Dançar com fitas é quase uma brincadeira de criança, alegra qualquer tipo de ambiente, festeja os nascimentos e casamentos, os movimentos das fitas rodopiantes manifestam o ritmo da vida e a alegria de fazer parte dela. As fitas são mais utilizadas nos ritmos “rons”, porém conforme o que se quer passar a dança se adéqua a qualquer ritmo alegre.

DANÇA DO VÉU: representa o elemento ar e expressa a leveza do corpo e a sensualidade.

DANÇA DAS TOCHAS: Mostra a fúria e o poder do fogo através das tochas acesas que reverenciam este elemento. Representa a purificação e a limpeza pelo fogo. Neste caso específico, pode também ser utilizado um candelabro pela dançarina.

DANÇA DO PANDEIRO: Dança dos quatro elementos, denota a alegria e sugere uma festa. Serve também para purificar o ambiente. O pandeiro traz a alegria do sol, saudando-o com inúmeras fitas coloridas, representando seus raios protetores e vivos. Como todo instrumento que faz barulho, ele tem como função expulsar os maus espíritos ou energias negativas, abrindo caminho para o povo festejar. Sua mensagem é mover, transformar o que está parado em ritmo, revigorar o nosso corpo com a alegria e o calor da dança, assim como o sol faz conosco. O uso das fitas, pode ter nascido como um calendário para marcar eventos importantes e a idade; para saudar a chegada da primavera; para representar através das cores das fitas pedidos ou bênçãos. É mais utilizado nas danças do grupo Rom, acompanhando violinos e outras percussões, é preciso habilidade e conhecimento dos ritmos utilizados.

DANÇA DOS SETE VÉUS: Para os ciganos essa dança representa uma despedida de solteiro. E os véus coloridos representam as sete cores do arco-íris, simbolizando o amor e a sensualidade. As cores dos véus representam os quatro elementos.

DANÇA DO PUNHAL: Elementos ar e terra. Significa lutas, disputas, fúria e pode simbolizar a limpeza do ambiente e do corpo. Representa o corte, a força e a limpeza.

DANÇA DOS QUATRO ELEMENTOS: Feita com representações dos quatro elementos como: Vela, incenso, jarro d’água e sal. Significa magia e limpeza do ambiente. Normalmente é dançada contando com 04 dançarinas. As vestes lembram os nômades do deserto.

DANÇA DA ESPADA: Elemento ar e terra. Representa luta, guerreira, batalhadora. Usa-se movimentos semelhantes aos movimentos do punhal.

DANÇA COM ECHARPE OU LENÇO: Representa união, casamento e amor. O lenço também é utilizado para a prova da virgindade. O lenço é encantador seguro delicadamente nos dedos da cigana, envolvendo-a de mistério e aos poucos revelando sua beleza e poder. Ao dançar com o lenço, seus desejos, sentimentos e sonhos são movidos pelo deslizar do lenço pelo ar, no transe da música, livre como o vento e infinito como o céu. O lenço também transforma e limpa o ambiente, pode representar pedidos ou coisas da vida que queremos mudar ao dançar. É uma das danças ciganas femininas mais belas, por isso pode ser encontrada de várias formas nas danças de todos os grupos ciganos. Também neste caso podem ser utilizados lenços decorados com moedas douradas ou fitilhos, dando um ar de prosperidade aos movimentos executados.

DANÇA DO XALE: representa o mistério e a magia do elemento fogo. Dançar com o xale representa agradecer todas as dádivas ao criador, a sua força, o poder de ser mãe, o poder de seduzir o seu amor e também proteção e família. É usar toda poesia, força e magia. Nunca deixe outra pessoa pegar o xale, não derrubar, pois ele é a sua essência feminina. Enfim, dançar com o xale é agradecer, exibir e proteger suas estrelas.”


quarta-feira, 24 de maio de 2017

24 de maio, dia de SANTA SARA KALI

A padroeira dos ciganos.

Existem diversas lendas a respeito da origem de Santa Sara.
Algumas falam que ela seria serva e parteira de Maria, e que Jesus a teria em alta estima por te-lo trazido ao mundo. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries de la Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina,irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maximinio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.Vós que conhecestes o preconceito e a diferença

Vós que conhecestes a maldade muitas
vezes dentro do coração humano
Olhai por nós
Derramai sobre vossos filhos, vosso amor
vossa Luz e vossa paz
Dái-nos vossa proteção para que nossos caminhos
Sejam repletos de prosperidade e saúde
Carrega-nos com vossas mãos e protegei nossa liberdade,
nossas famílias e colocai no homem mais fraternidade
Derramai vossa Luz nas vossas filhas, para que possam
gerar a continuação livre do nosso povo
Olhai por nós em nossos momentos de
dificuldade e sofrimento, acalmai nossos corações
nos momentos de fúria, guardai-nos do mau
e dos nossos inimigos,
derramai em nossas cabeças vossa Paz
para que em paz possamos viver
abençoai-nos com Teu amor
Santa Sara Kali, que ao Pai celestial possas levar
nossas orações e abrandar nossos caminhos
Que Vossa Luz possa sempre aumentar em Teu
Amor, misericórdia e no Pai
E que asssim sejas louvada para todo o Sempre.
Ciganos e Ciganas
Os ciganos usam como elemento principal em seus trabalhos, o ectoplasma dos médiuns e assistentes presentes, raramente usam os elementos materiais convencionais utilizados por entidades de outras linhas da Umbanda. Quando o fazem, servem-se de luzes e cores, cristais e materiais de radiestesia, contas e rosários budistas e hindus, ou outros objetos específicos ao trabalho daquela entidade especificamente, ou ao caso que estejam tratando.O médium ativo dessa linha, não deve fumar ou consumir bebidas acoolicas com frequência, pois além da vibração perispiritual das entidades ser muito sutil, precisam manter uma qualidade pura de ectoplasma, para os trabalhos de passes magnéticos, e os de "efeitos físicos", entre eles os de energia de cura.
A utilização dos elementos de trabalho, dependem das normas da Casa.
E cada entidade e médium tem suas preferências por um ou outro elemento. Muitos trabalham apenas com o mínimo necessário, como vela branca, copo com água, incenso e 1 cristal. Mesmo porque a condição financeira do médium é determinante no uso dos materiais. Outras variantes são o tipo de trabalho da entidade e o conceito do médium à respeito do uso dos elementos. Existem médiuns que exageram e levam muito mais que a entidade solicita. E também ocorre o inverso, médiuns desatentos que esquecem de levar os elementos de trabalho das entidades.

Os espíritos ciganos que se manifestam na Umbanda, não choram, não reclamam,
não reividicam, não falam de diferenças e preconceitos.Vêm nos trazer a alegria de viver, de vencer obstáculos, quer sejam espirituais ou materiais. Vêm nos trazer a sabedoria ancestral de um povo milenar, vêm nos ajudar a curar o corpo e a alma. Trazem em sua caravana espiritual de luz, a fé, a esperança e a confiança num futuro melhor.
A presença e a energia das Ciganas, com sua graça sensual, encanto e
magia já é algo com o qual estamos habituados nas giras de Umbanda.
Mas a presença viril e protetora; sensual e romântica; desafiadora e ao
mesmo tempo acolhedora dos espíritos ciganos masculinos, é algo que
ainda nos escapa os sentidos.
Talvez pelo fato de existirem mais mulheres que homens nas correntes de
Umbanda; talvez por timidez dos poucos homens que incorporam ciganos e suas dificuldades em dançar e deixar a energia fluir;
Nomes conhecidos desta linha: Ciganinha, Cigana da Praia, Cigana Carmelita, Cigana Rosa, Cigana Rosalina, Cigano Pablo, Cigano Ramires, Cigano Ramiro, Cigano Sete-Punhais, Cigano Wladmir entre outros...

terça-feira, 23 de maio de 2017

Magia dos Pontos Riscados

O Ponto Riscado pode ser Identificatório, que é uma das grandes provas para confirmar que o médium está capacitado para conquistar um novo grau, uma vez que se a Entidade não estiver realmente bem incorporada, e isso se deve somente à capacidade mediúnica do médium, ele não saberá e não conseguirá riscar com firmeza e clareza o ponto que identificará o Guia Espiritual entre os demais, é uma espécie de assinatura pessoal; pode ser Magístico ou Simbólico, que tem várias funções pois pode ser energizador, protetor, irradiador, desagregador, transmutador, entre muitas. O estudo formalizado desse tipo de ponto riscado não existe, pois esse conhecimento é de ‘poder do Astral Superior’, no entanto, é importante seguir algumas bases e livros Sagrados milenares, o ponto riscado pode ser ainda Simbólico, que tem um grande valor e poder mágico pois são sinais expressos em formas que dão a entender uma intenção, uma ação, um verbo ou uma direção.
Cada ponto tem suas particularidades, seus elementos e seu modo de riscar onde absolutamente tudo tem um significado diferente. Compreender e saber “ler” os pontos riscados é um dever de todo médium e uma técnica que só se aprende com muito estudo, observação e trabalho.
Saiba que, infelizmente, têm muitas pessoas riscando pontos aleatoriamente sem um pingo de cuidado e conhecimento e, com isso, estão abrindo portais negativos, ativando baixo astral e, pior, invertendo pontos Sagrados sem ao menos se darem conta do reflexo de suas ações. Saiba, o mau uso da Pemba ou do Ponto riscado pode levar a consequências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de força e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhando os fios, o que acabará provocando curtos-circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.
Não podemos esquecer que simbolicamente a PEMBA é a caneta da Umbanda, é com ela que registramos todas nossas ações no Livro Sagrado da Lei.
Os Pontos Riscados, o símbolo riscado transforma-se em um Símbolo Sagrado com grande Poder de Ação, traz toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, ativam ou desativam forças astrais e da natureza, portanto têm o poder de fechar, trancar, abrir, quebrar, direcionar, harmonizar, transformar, equilibrar os Terreiros, assim como os médiuns pois atuam em seus campos mediúnicos. 
Pontos Riscados são os símbolos gráficos dos quais as entidades de Umbanda se servem para determinar sua identificação, funcionando como verdadeira identidade da entidade que se manifesta, impedindo assim que algum espírito mal intencionado engane os demais componentes do templo onde se manifesta a entidade. São traçados, geralmente, no chão ou em tábua de madeira, ou mármore, com uma pemba (giz), utilizando-se de símbolos como sóis, estrelas, triângulos, lanças, flechas, folhas, raios, ondas, cruzes. Não pode existir um terreiro ou mesmo um trabalho de magia sem o ponto riscado. Assim, o ponto riscado é o instrumento mais poderoso da Umbanda, uma vez que com ele nada se poderia fazer com segurança, já que é a pemba que tem o poder de fechar, trancar ou abrir os terreiros conforme exigir o trabalho a ser praticado.
Através do ponto riscado a entidade mostra seu grau hierárquico, e movimentando toda uma falange de entidades que trabalham sob suas ordens para um determinado trabalho de auxílio a alguém. É pela grafia, pelos símbolos utilizados, que podemos identificar a entidade como um caboclo, um preto-velho, qual preto ou qual caboclo e assim por diante.
Cada ponto riscado tem sua função específica. Os pontos riscados são verdadeiros "códigos registrados" e sediados no plano espiritual. Geralmente, só o pai de Santo ou a entidade firmada sabe e pode identificar, com segurança, qual entidade riscou o ponto, ou qual Falangeiro de Orixá está ali incorporado trabalhando.
Importante comentar que a escrita mágica simbólica com seus infinitos signos e símbolos é tão antiga quanto a humanidade e são encontrados pelos arqueólogos em construções antiquíssimas, em túmulos, dentro de templos religiosos, lugares de cultos, seitas. Mesmo porque a comunicação escrita surge através de símbolos, traços, pontos e não através de letras como estudamos hoje. Portanto, essa escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado à disposição da humanidade pelos povos antigos e pelos seres espirituais superiores que dela muito tem se servido no decorrer dos séculos.

Mãe Mônica Caraccio

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Seja grato por tudo o que você tem e pare de reclamar!


É Indiscutível que Exu é um Orixá

“Exu é o Guardião das Passagens e Porteiras que existem em nosso mundo visível, protegendo, para que não adentrem em nosso ambiente as influências negativas.
Sua característica mais marcante é a de transmissor da fertilidade e da fecundação. Caminha no tempo e espaço com tranqüilidade, abrindo nossos caminhos. Difícil falar de Exu sem comentar a controvertida face do mal que se formou no imaginário popular. Outro ponto bastante discutível é se ele é um Orixá ou apenas mais uma Entidade representativa do ser humano.
Mas, Exu é muito mais que isso; tanto pode se apresentar no mundo visível que conhecemos, como também no mundo dos Orixás, Entidades e Espíritos dos Mortos.
Exus são Entidades muito poderosas, mas qualquer um que se utilize de sua vibração deve tomar sempre muito cuidado para não causar um desequilíbrio energético.
Ele é o mensageiro, aquele que leva nossos pedidos até o conhecimento dos Orixás.
Na época da escravidão, os negros africanos dançavam nas senzalas e os brancos entendiam como uma simples saudação aos seus deuses. Mas ali incorporavam seus Exus que, com seu jeito de se movimentar e gritar, acabavam por assustá-los. Estes, os brancos, agrediam os médiuns, dizendo que estavam possuídos pelo demônio.
Com o tempo, os brancos conheceram melhor a religiosidade africana e sabiam das entregas feitas a Exu, confirmando, em sua visão deturpada, a “incorporação do demônio”.
Dessa forma, essas e outras incorporações mal interpretadas foram se inserindo na mentalidade do povo, fazendo com que esse grave erro de entendimento perdurasse por muitos anos, acima de seu verdadeiro contexto.
Infelizmente, nosso querido Guardião Exu ainda é visto por muitos como aquele que faz o mal, e se satisfaz com o que esse mal possa provocar. Durante anos e anos, segmentos religiosos contrários fizeram de tudo para atribuir-lhe conceitos errôneos, criando demônios para defini-lo. Tudo isso não passa de uma grande e injusta mentira, que hoje, graças à evolução, está sendo derrubada, fazendo com que muitos conheçam sua verdadeira função e atividade, que é a de guardião e controlador da Criação e do Universo.
É através do Exu que nós, seres humanos, conseguimos exercer nosso livre arbítrio, falando diretamente de nosso coração. “Muitos procuram Exu para satisfazer desejos mesquinhos de vingança, sem se importar com a Lei da Evolução, que é implacável e devolve tudo quando menos se espera.”
1) O QUE CARACTERIZA HOJE A GIRA DE ESQUERDA E ATÉ QUE PONTO ELA É IMPORTANTE PARA A UMBANDA?
— Em minha opinião, a Gira de Esquerda é indispensável para a Umbanda, porque trabalhamos com a força dos Orixás, e quem trabalha com a força dos Orixás deve também se utilizar da Linha de Esquerda, onde trabalham as Entidades que lidam, controlam e refreiam um pouco as investidas dos espíritos do baixo astral. Nas Giras de Esquerda, Exu e Pomba-Gira são indispensáveis, porque são eles que lidam com essas forças negativas.

2) EM SUA CONCEPÇÃO, EXU É UM ORIXÁ OU UMA ENTIDADE?
— É indiscutível que Exu é um Orixá com a mesma grandeza que os outros. Assim como o Orixá Ogum, em que as linhas de trabalho se apresentam como Caboclos de Ogum, o Orixá Exu tem suas linhas de trabalho que se apresentam como Exus dos mais variados campos: Exus das Encruzilhadas, Exus do Cemitério, Exus das Matas, Exus das Pedreiras, que nada mais são do que manifestadores do Mistério Exu na Irradiação dos Orixás.

3) E O EXU POSSUI UMA IRRADIAÇÃO ESPECÍFICA?
- A irradiação pura de Exu, dentro da Umbanda, não é trabalhada, ela só é trabalhada através dos Exus que incorporam nos médiuns como Exus de Trabalho, Exus Guardiões dos Médiuns. Nem o grau de guardião é muito explorado na Umbanda.

4) E O QUE O SENHOR ME DIZ COM RELAÇÃO AO EXU, ATRAVÉS DO SINCRETISMO, TER SIDO ASSOCIADO AO DEMÔNIO, COM COISA DO MAL?
— Isso é um mito popular que se criou de que Exu é demônio. A palavra demônio, fazendo aqui um parêntese, é espírito, mas tem essa conotação de coisa trevosa. Exu não é demônio, na Religião é elemento religioso, na Magia é elemento mágico, na Lei é executor. Então, para nós umbandistas, Exu não tem essa conotação de um ser demoníaco, como no catolicismo essa palavra tem. Acredito até que, por desconhecimento de causa, muitas pessoas acabaram acreditando e ainda acreditam nisso; de onde se criou esse mito popular tão bem explorado por determinadas seitas, que se utiliza de Exu como um “espantalho” para explicar o mal das pessoas, quando sabemos que o mal de cada um reside em si mesmo, e não em seu exterior. Eu não aceito essa conotação, porque trabalhamos com o Exu que ajuda as pessoas, cura, abre os caminhos, e, se fosse esse “demônio” de que tanto falam, não faria tudo isso.

5) ALGUNS TERREIROS COSTUMAM UTILIZAR ROUPAS ESCURAS EM SUAS GIRAS DE ESQUERDA. É REALMENTE NECESSÁRIO ESSE TIPO DE VESTIMENTA? QUEM SOLICITA ESSE APARATO?
— Isso tudo vai depender da formação do médium. Existem correntes de Umbanda que recomendam que em dia de Gira de Exu os médiuns devem se vestir de preto e vermelho. Eu respeito, mas não adoto esse tipo de trabalho. Em nossa corrente, nas Giras de Exu todos os médiuns estão vestidos de branco e vibram do mesmo jeito que quando recebem qualquer outro tipo de espírito, não será a nossa veste física que irá mudar o etérico. Eu não adoto em nossos trabalhos espirituais o uso das capas e das vestes pretas e vermelhas, mas também não condeno, porque tudo é uma questão de estilização da Linha de Trabalho.

6) É POSSÍVEL AO EXU PRESTAR A CARIDADE?
— Da mesma forma que a caridade prestada pelo Caboclo. Dentro do trabalho espiritual, Exu está para servir às pessoas, apenas tem uma forma diferente de trabalho por lidar com as forças negativas dentro daquilo que foi reservado a ele, que precisa de elementos específicos. Enquanto o Caboclo precisa de uma oferenda com frutas, velas coloridas e flores, o Exu precisa da mesma oferenda, mas usando a pimenta, o dendê, pinga, velas pretas, charutos e moedas, elementos característicos que ele manipula com muita facilidade, e usa também esses mesmos elementos para fazer a limpeza etérica e espiritual das pessoas.

7) E AS OFERENDAS A EXU QUE AS PESSOAS COSTUMAM ENTREGAR NAS ENCRUZILHADAS? POR QUE A ENCRUZILHADA?
— Quando alguém se consulta com Exu e pede uma ajuda, ele fala: Faça uma oferenda para mim na encruzilhada, ou nas matas... Existem Exus que trabalham nos cruzamentos das irradiações divinas, que pedem que se despache para ele na encruzilhada. As pessoas entendem como encruzilhada física, e não é necessariamente essa a encruzilhada. Para fazer uma verdadeira oferenda na encruzilhada, a pessoa teria que construí-la em um ponto mágico, em qualquer lugar. Através daquele ponto mágico a pessoa acessa a vibração que o Exu precisa para trabalhar e ajudá-la. As entregas não precisam ser feitas necessariamente nas ruas, ainda que as pessoas façam e o Exu acabe recebendo ali, porque o objetivo dele é ajudar, não tem culpa que as pessoas desconheçam o lado oculto do mistério dele.

8) VAMOS FALAR SOBRE O MISTÉRIO DO DEMÔNIO.O SENHOR ACREDITA NA EXISTÊNCIA DESSA CARGA CONTRÁRIA À EVOLUÇÃO?
— Eu não admito essa conotação que tem o demônio. Digo que existem as esferas negativas projetadas por nós encarnados, alimentadas por nós mesmos. São freqüências vibracionais que existem na Criação; quem entra em sintonia vibratória com essas freqüências é porque está totalmente negativado, o ser humano é o alimentador disso.

9) NO QUE DIZ RESPEITO À EVOLUÇÃO, NÃO É NECESSÁRIO TAMBÉM ESSE PROCESSO DE CADA UM NO CONTEXTO DO EQUILÍBRIO CÓSMICO?
— Claro que sim. Como podemos admitir que uma pessoa, que teve uma passagem terrível e danosa ao seu semelhante aqui na Terra, depois que desencarna ser recolhida no Astral junto com espíritos que aqui fizeram uma caminhada luminosa e que são amantíssimos da Paz? A mistura acontece no plano físico, não no plano astral. A Lei Maior criou essas faixas vibratórias justamente para recolher esses espíritos, onde eles passam por um esgotamento energético e emocional, e dali só saem quando estiverem preparados para aceitar determinados procedimentos em acordo com a Lei da Evolução. Enquanto não aceitarem vão continuar ali, como numa prisão.

10) O SENHOR ACREDITA QUE A TERRA SEJA UM PLANETA DE PROVAS?
— Não. Acredito que este Planeta é muito abençoado, porque, até onde sabemos, até onde a ciência conseguiu nos mostrar até agora, não existe outro Planeta habitado por perto, se existe, está muito distante. Se os outros não têm esse lado material, o nosso é um Planeta privilegiado.

11) O SENHOR POSSUI UMA OBRA LITERÁRIA UMBANDISTA NA QUAL RETRATA ESSA QUESTÃO. FALE SOBRE O LIVRO “O GUARDIÃO DA MEIA-NOITE”, QUE HOJE JÁ SE TORNOU UM ÍCONE NO QUE DIZ RESPEITO À QUESTÃO DOS GUARDIÕES, DA MAGIA DOS EXUS.
— O Guardião da Meia-Noite tornou-se de fato um referencial; acredito ter sido o primeiro livro publicado que aborda de forma tão clara o transe evolutivo de um espírito após a sua queda, sua regressão consciencial. Esse livro retrata a história de um espírito que traz em si um poder muito grande, mas que, por razões que são bem descritas, ele acabou indo parar na faixa negativa, e de lá teve coragem de se reerguer, coragem de admitir seu erro, sua culpa, e iniciar o seu processo de subida vibracional, não física. Ele é o Guardião de um mistério. O mistério da passagem. A Meia-Noite nada mais é do que a passagem, ele é um Guardião de Passagem, assim como existem outros guardiões, de outros campos. São irradiadores de mistério e têm o poder de agregar espíritos ao mistério deles, e esses espíritos passam a ser manifestadores desses mistérios e se apresentam com o nome deles.

12) ESSA OBRA O SENHOR CONSIDERA UMA PSICOGRAFIA DA UMBANDA?
— É uma psicografia e tem um mentor espiritual responsável por ela, que é o Pai Benedito de Aruanda. Pai Benedito disse que esse trabalho era o início, a abertura para as psicografias dentro da Umbanda num sentido literário, criando uma literatura com valores umbandistas, personagens que se manifestam dentro da Umbanda e que muitos outros autores se somariam a isso posteriormente, e isso eu já vi acontecer.

13) QUAIS AS ÚLTIMAS PALAVRAS QUE O SENHOR DEIXA AOS NOSSOS LEITORES NO SENTIDO DA CONSCIENTIZAÇÃO DO VERDADEIRO ATRIBUTO DE EXU?
- Peço aos leitores que meditem sobre isso: 
O Exu possui uma característica dupla: tanto pode ser ativado para abrir como para fechar os caminhos. O que as pessoas precisam entender é que Exu é neutro, o responsável pelos atos é quem os pratica. Que cada um use o Mistério Exu em seu benefício e de seu semelhante, nunca para prejudicar o próximo. Assim, estará ajudando na evolução do próprio Exu, tirando seu negativismo, e comecem a resgatá-lo, pois ele é preciosíssimo para a Umbanda, é o Mistério da Esquerda, é indispensável, não podemos ficar sem a Entidade Exu na Umbanda, e não podemos permitir que as pessoas usem seu poder duplo para acertar contas terrenas, porque estarão contrariando a evolução e tudo retornará a elas, com toda certeza.”


Por: Alexandre Cumino

Entrevista do Médium e Sacerdote de Umbanda Rubens Saraceni à Revista Espiritual de Umbanda, Edição Especial 1, ano I, Editora Escala.